Archives Dezembro 2024

RS terá R$ 360 milhões para inovação, ciência e tecnologia

Plano prevê R$ 210 milhões para iniciativas da Fapergs

É o maior montante já alocado para a área e um valor cinco vezes maior que o orçamento médio anual na última década

O governador Eduardo Leite anunciou um investimento histórico em inovação, ciência e tecnologia em evento realizado na quinta-feira (5), no Palácio Piratini. Serão cerca de R$ 360 milhões em 2025, o maior montante já alocado para a área e um valor cinco vezes maior que o orçamento médio anual na última década. Batizado de Ciência e Inovação na Estratégia de Desenvolvimento do RS, o evento incluiu também o lançamento da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti-RS) 2025-2030 e uma comemoração pelos 60 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). Também participaram da solenidade a titular da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), Simone Stülp, e a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Um dos pontos ressaltados no evento – que integra as atividades da Semana da Inovação, promovida pelo governo estadual – foi o programa Avançar na Inovação, anunciado em 2021 por Leite e considerado um marco na trajetória em ascensão dos aportes financeiros na área. Para 2025, o plano de investimentos prevê R$ 150 milhões para ações da Sict e R$ 210 milhões para iniciativas da Fapergs. A estratégia está alinhada ao Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável, lançado recentemente como parte do Plano Rio Grande e focado no futuro do Rio Grande do Sul.

No evento, a Pecti-RS 2025-2030, elaborada com contribuições de diversos setores após consulta pública, foi entregue por representantes do Conselho Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia ao governador. O objetivo da Pecti-RS é fortalecer a criação, a atração e o desenvolvimento de empresas de base tecnológica, institutos de pesquisa e universidades, entre outros, para incentivar o empreendedorismo inovador e as atividades científicas e tecnológicas no Rio Grande do Sul. Entre as áreas prioritárias elencadas, estão agronegócio, educação, energias renováveis, Indústria 4.0, mobilidade e logística, saúde, semicondutores e turismo. Entre as novidades para 2025, foi anunciado o lançamento de um novo programa para atração e manutenção de talentos, bem como a criação do Centro de Referência Internacional em Estudos Relacionados às Mudanças Climáticas.

Plano prevê R$ 210 milhões para iniciativas da Fapergs

Mario Lucas Ieggli assume a ABE

Enólogo assume entidade para gestão 2025-2026

Enólogo sócio-diretor da Bodega Czarnobay desde 2020, Ieggli também é enólogo responsável de diversas vinícolas brasileiras, entre elas a Quinta do Campo Alegre e a Quinta da Matriculada, de Minas Gerais, e a Inconfidência, Tassinari e a Família Eloy, do Rio de Janeiro

Eleito por unanimidade em assembleia geral realizada na segunda-feira (9), em Bento Gonçalves, Mario Lucas Ieggli é o novo presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE) para o biênio 2025-2026. O enólogo, juntamente com sua diretoria, assume a entidade no dia 1º de janeiro. Ricardo Morari, que esteve à frente da ABE nos anos de 2023 e 2024, chega ao final de seu mandato com a certeza do dever cumprido. “Foram dois anos bastante desafiadores, com algumas condições adversas, principalmente este ano diante do desastre climático no Rio Grande do Sul. Mesmo assim, acredito ter sido muito positivo, especialmente na realização dos eventos próprios, que alcançaram pleno sucesso”, comemora.

Morari destaca, ainda, o recorde alcançado no número de amostras tanto no Concurso do Espumante Brasileiro, quanto do Brazil Wine Challenge. “Quanto a Avaliação Nacional de Vinhos, foram duas edições em que implantamos mudanças no regulamento e no próprio formato do evento, ações que tiveram feedback positivo. Evoluímos em temas profissionais, como a realização de eventos técnicos como degustações temáticas, palestras, além da retomada da viagem internacional. E fizemos isso tudo para trazer conhecimento e oportunizar informação e atualização aos associados. Foi bastante trabalho, mas tudo valeu a pena”, resume. O empenho da diretoria para atingir estes resultados também foi evidenciado pelo presidente, assim como o destaque que a ABE vem tendo junto a empresas que vêm manifestando, cada vez mais, interesse em patrocinar e apoiar a entidade em seus projetos, unidos na promoção e divulgação do vinho brasileiro. Por fim, Morari ressalta a evolução e concretização da Associação dos Enólogos da América.

Ieggli assume com o compromisso de dar continuidade aos trabalhos que a ABE vem realizando nos últimos anos. “Além de manter o alto nível dos eventos e da instituição, também buscaremos inovar sempre, acompanhando o mundo do vinho, representando e fortalecendo a atividade do enólogo”, garante. Ieggli tem formação no curso superior em enologia e viticultura pelo IFRS. Enólogo sócio-diretor da Bodega Czarnobay desde 2020, também é enólogo responsável de diversas vinícolas brasileiras, entre elas a Quinta do Campo Alegre e a Quinta da Matriculada, de Minas Gerais, e a Inconfidência, Tassinari e a Família Eloy, do Rio de Janeiro. Também é o enólogo responsável da Associação dos Viticultores e Olivicultores do Vale do Jequitinhonha. Junto a ABE, acumula experiências em concursos nacionais e internacionais com participações como degustador e presidente de mesa na Argentina, Brasil, Chile, Itália e Portugal.

Enólogo assume entidade para gestão 2025-2026

Inflação tem alta 0,39% em novembro

Índice foi influenciado pelos alimentos 

Com alta nas carnes, grupo de alimentação e bebidas teve o maior impacto no IPCA de novembro (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

A inflação do país teve alta de 0,39% em novembro, caindo 0,17 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,56%). O resultado foi influenciado pelas altas no grupo de alimentação e bebidas (1,55%), após aumento nos preços das carnes (8,02%), nos transportes (0,89%), impulsionado pelo aumento da passagem aérea e no grupo das despesas pessoais (1,43%). No ano, a inflação acumulada é de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 4,87%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

Em termos de impacto no índice geral de novembro, o grupo de alimentação e bebidas exerceu 0,33 ponto percentual, sendo que, entre os subitens, contrafilé, alcatra, refeição, óleo de soja e costela pressionaram para este aumento. “A alta dos alimentícios foi influenciada, principalmente, pelas carnes, que subiram mais de 8% em novembro. A menor oferta de animais para abate e o maior volume de exportações reduziram a oferta do produto”, ressaltou o gerente do IPCA e INPC, André Almeida. O grupo de transportes registrou alta de 0,89%, influenciado pelo subitem passagem aérea, que subiu 22,65%. Já os combustíveis caíram 0,15%, influenciados pelas quedas nos preços do etanol (-0,19%) e da gasolina (-0,16%).

Ainda em transportes, o subitem ônibus urbano subiu 3,64%, após gratuidades concedidas nas passagens nos dias de eleições municipais em diversas áreas de abrangência da pesquisa no mês de outubro. Em São Paulo, foram registradas reduções de 0,43% no trem e no metrô, decorrentes da apropriação da gratuidade concedida a toda população nos dias de realização das provas do Enem. Almeida destaca a influência vinda das passagens aéreas. “A proximidade do final de ano e os diversos feriados do mês podem ter contribuído para essa alta”, explicou o gerente da pesquisa.

Em despesas pessoais (1,43%), o resultado foi influenciado principalmente pelo cigarro (14,91%). Em 1º de novembro, houve aumento da alíquota específica do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI incidente sobre cigarros. Altas também foram observadas nos subitens pacote turístico (4,12%) e hospedagem (2,2%). Por outro lado, a maior queda registrada em novembro veio de habitação, com retração de 1,53%. O resultado foi impactado pelo subitem energia elétrica residencial, que caiu 6,27% em novembro, com a vigência da bandeira tarifária amarela a partir de 1º de novembro, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Índice foi influenciado pelos alimentos 

Faturamento da indústria acumula alta de quase 18% no ano

O emprego também chegou ao 13º mês consecutivo sem queda

O crescimento significativo do faturamento real das empresas do setor em outubro foi mais do que suficiente para reverter a queda de 2,1% registrada no mês anterior

Depois de subir 3,1% em outubro, o faturamento da indústria de transformação acumula alta de 17,8% nos dez primeiros meses de 2024 ante igual período de 2023, mostram os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira (10). O crescimento significativo do faturamento real das empresas do setor em outubro foi mais do que suficiente para reverter a queda de 2,1% registrada no mês anterior.

Segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o desempenho positivo desse indicador ao longo do ano se deve ao aumento da demanda por produtos industriais, o que traz efeitos benéficos para o setor e para a economia. “À medida em que a gente percebe esse aumento da demanda se traduzindo em maior faturamento, isso significa mais produção e, consequentemente, mais empregos, fazendo girar a economia com mais renda para as pessoas, mais investimentos e mais consumo”, explica.

Na passagem de setembro para outubro, o número de horas trabalhadas na produção cresceu 0,7%, aponta o levantamento. Até outubro, frente ao mesmo período de 2023, o indicador registra avanço de 4,3%. Por outro lado, a utilização da capacidade instalada do setor caiu 0,3 ponto percentual entre setembro e outubro, chegando a 79,4%. O emprego industrial ficou praticamente estável, ao aumentar 0,1% em outubro. Trata-se do 13º mês consecutivo sem recuo no índice que mede a criação de postos de trabalho pela indústria. Entre janeiro e outubro, o emprego no setor acumula alta de 2,1%, em relação ao mesmo recorte do ano passado.

O emprego também chegou ao 13º mês consecutivo sem queda

Entenda como ficam as exportações agrícolas após acordo Mercosul-UE

Café e frutas terão alíquota zero; carne e açúcar, tarifas reduzidas

Café e sete tipos de fruta do Mercosul entrarão na União Europeia sem tarifas e sem cotas

Assinado na sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não sofreu modificações quanto ao comércio de produtos agropecuários, esclareceu o governo brasileiro no factsheet (documento com resumo) sobre o tratado. As condições para a entrada na UE de bens agrícolas exportados pelo Mercosul foram mantidas em relação ao texto original de 2019. O texto final contrariou a expectativa de países como França e Polônia, que queriam restringir os produtos do continente sul-americano para não perderem competitividade. Existe a possibilidade de Itália, Países Baixos e Áustria se oporem ao acordo.

Pelo factsheet divulgado pelo governo brasileiro, café e sete tipos de fruta do Mercosul entrarão na União Europeia sem tarifas e sem cotas. Pela oferta do Mercosul aceita pela UE, as frutas com livre circulação são: abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã. Outros produtos agropecuários terão cotas (volumes máximos) e tarifas para entrarem na União Europeia, porém mais baixas que as atuais. O acordo prevê a desgravação (retirada gradual da tarifa), de modo a zerar o imposto de importação entre os dois blocos e cumprir as condições de uma zona de livre-comércio. Os prazos para a eliminação de tarifas são de quatro, sete, oito, 10 e 12 anos, variando conforme o item. As cotas definidas no acordo comercial serão posteriormente divididas entre os países do Mercosul. No caso de as exportações do Mercosul à UE ultrapassarem a cota, os produtos passarão a pagar as alíquotas atuais.

De acordo com o documento do governo brasileiro, a oferta da União Europeia, aceita pelo Mercosul, corresponde a aproximadamente 95% dos bens e 92% do valor das exportações de bens brasileiros à União Europeia. Produtos sujeitos a cotas ou tratamentos não tarifários (como barreiras ambientais ou sanitárias) representam cerca de 3% dos bens e 5% do valor importado pela União Europeia, com esses tratamentos aplicados principalmente a itens do setor agrícola e da agroindústria. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a abordagem reflete o equilíbrio buscado entre a abertura de mercados e a proteção de setores sensíveis para ambas as partes.

Confira a situação por produto a seguir.

Café: exigência de que 40% do café verde e 50% do café solúvel sejam originários do Brasil. Para os três tipos de café (verde, torrado e solúvel), as tarifas, atualmente entre 7,5% e 11%, serão eliminadas de quatro a sete anos

Uvas frescas de mesa: retirada imediata da tarifa de 11%, com livre-comércio

Abacates: alíquota de 4% retirada em quatro anos

Limões e limas: tarifa de 14% retirada em até sete anos

Melancias e melões: alíquota atual de 9% eliminada em sete anos

Maçãs: tarifa atual de 10% retirada em dez anos

Etanol industrial: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 450 mil toneladas sem tributo quando o acordo entrar em vigor

Etanol combustível e para outros usos: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 200 mil toneladas, com um terço da tarifa europeia (6,4 euros ou 3,4 euros a cada cem litros), com volume crescente em seis estágios até cinco anos após a entrada em vigor do acordo

Açúcar: tarifas zeradas gradualmente, cota de 180 mil toneladas com tarifa zero e tarifas atuais, entre 11 euros e 98 euros por tonelada, sobre o que ultrapassar a cota. Cota específica de 10 mil toneladas para o Paraguai, com alíquota zero

Arroz: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 60 mil toneladas com alíquota zero a partir da entrada em vigor do acordo e volume crescente de seis estágios em cinco anos

Mel: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 45 mil toneladas com alíquota zero a partir da vigência do acordo e volume crescente em seis estágios em cinco anos.

Milho e sorgo: tarifas zeradas gradualmente, cota de 1 milhão de toneladas com alíquota zero na entrada em vigor do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais em cinco anos

Ovos e ovoalbumina: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 3 mil toneladas com alíquota zero a partir da vigência do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais em cinco anos

Carne bovina: cota de 99 mil toneladas de peso carcaça, 55% resfriada e 45% congelada, com tarifa reduzida de 7,5% e cota crescente em seis estágios. Cota Hilton, de 10 mil toneladas, com alíquota reduzida de 20% para 0% a partir da entrada em vigor do acordo

Carne de aves: cota de 180 mil toneladas de peso carcaça com tarifa zero, das quais 50% com osso e 50% desossada e volume crescente em seis estágios

Carne suína: cota de 25 mil toneladas com tarifa de 83 euros por tonelada e volume crescente em seis estágios

Suco de laranja: redução a zero da alíquota em 7 e 10 anos e margem de preferência (redução de alíquota em relação à atual) de 50%

Cachaça: liberação do comércio em quatro anos de garrafas de menos de 2 litros, cota de 2,4 mil toneladas com alíquota zero e volume crescente em cinco anos para cachaça a granel. Atualmente, a aguardente paga alíquota em torno de 8%

Queijos: cota de 30 mil toneladas com volume crescente e com alíquota decrescente em 10 anos (exclusão de muçarela do acordo)

Iogurte: margem de preferência de 50%

Manteiga: margem de preferência de 30%

Fonte: Ministério da Agricultura (Map) e factsheet do governo brasileiro

Com ABR

Café e frutas terão alíquota zero; carne e açúcar, tarifas reduzidas

Gerdau reinaugura unidade de distribuição de produtos em aço em Porto Alegre

Atualmente, a Comercial Gerdau possui mais de 70 lojas em todo o Brasil

Loja da Comercial Gerdau, distribuidora própria da companhia, visa oferecer a melhor experiência de compra aos clientes

A Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, reinaugurou uma unidade da Comercial Gerdau (CG), sua distribuidora própria de produtos de aço, em Porto Alegre (RS). O ponto de venda, que já está presente na cidade desde 1995, reflete o novo momento de transformação na forma de comercializar aço pela companhia, com o objetivo de oferecer uma experiência mais moderna e inovadora aos clientes. A filial da CG na capital gaúcha foi planejada para aprimorar a jornada dos clientes, estreitar a relação com eles, oferecer atendimento técnico especializado e agilizar as entregas.

A unidade, que permanece no mesmo endereço, foi completamente renovada e repaginada, priorizando o conforto e o bem-estar dos consumidores, e funciona como um ponto de encontro na região metropolitana de Porto Alegre, reunindo clientes, vendedores, representantes e técnicos capacitados, disponíveis para oferecer sugestões e esclarecer dúvidas. “A Comercial Gerdau é o canal de atuação da empresa no segmento de distribuição, contribuindo para consolidar a Gerdau como a maior distribuidora de aços do Brasil. Nos últimos anos, temos seguido um plano estratégico para modernizar o atendimento, com metas de expansão e otimização dos pontos de venda. Nosso foco é aumentar a eficiência operacional e a satisfação dos clientes, oferecendo produtos, soluções e serviços integrados, alinhados às novas tendências tecnológicas”, explica Jefferson Marko, diretor executivo da Comercial Gerdau.

A reinauguração da unidade de Porto Alegre acompanha o processo de reconstrução do estado depois das chuvas ocorridas em maio, com a expectativa de retomada das atividades de grandes setores consumidores de aço, como construção, indústria a agropecuária. “Como uma empresa gaúcha com mais de 123 anos, a reinauguração da Comercial Gerdau é um momento muito significativo para a companhia, que marca a reabertura de um espaço em que podemos estar próximos de nossos clientes e da sociedade. Ao longo dos meses, a Gerdau esteve empenhada em direcionar esforços e recursos para a reconstrução do estado e a nossa operação de distribuição reflete a confiança e expectativas que temos para a região”, finaliza Marko. Atualmente, a Comercial Gerdau possui mais de 70 lojas em todo o Brasil, oferecendo produtos em aço para setores como construção, agropecuária, indústria e varejo.

Atualmente, a Comercial Gerdau possui mais de 70 lojas em todo o Brasil

Selic deve subir 0,75 ponto percentual no último Copom do ano

Boletim Focus também prevê dólar perto de R$ 6

Pesquisa semanal do BC projeta inflação maior no final deste ano e do próximo

O Boletim Focus desta segunda-feira (9) traz mudanças relevantes nas projeções para os principais indicadores da economia brasileira neste e nos próximos anos. Entre elas, às vésperas do último Copom de 2024, os agentes do mercado financeiro elevaram a previsão para a taxa Selic. Agora, a aposta de consenso do mercado é que a Selic subirá 0,75 ponto percentual – e não mais 0,5 ponto percentual. Dessa forma, a taxa básica de juros fecharia o ano em 12%. Também houve uma piora no cenário para a inflação no encerramento deste ano. O IPCA esperado pelos agentes no acumulado de 2024 avançou de 4,71% para 4,84%. Ou seja, o índice deve superar o teto da meta de inflação, de 4,5%.

Ao mesmo tempo, a nova edição do Boletim Focus mostra uma significativa mudança na perspectiva para a cotação do dólar no término de 2024: de R$ 5,70 para R$ 5,95. Atualmente, a moeda americana está sendo negociada nas máximas históricas, tendo superado R$ 6,10. Outro ajuste no relatório está relacionado ao PIB. Diante de dados mais positivos no 3º trimestre, o mercado vê um crescimento mais robusto da economia em 2024: de 3,22% para 3,39%. Veja, a seguir, outros cenários previstos pelo mercado financeiro no Focus.

Destaques do Boletim Focus

IPCA

2025: 4,59% (era 4,4%)

2026: 4% (era 3,81%)

PIB

2025: 2% (era 1,95%)

2026: 2%

Selic

2025: 13,50% (era 12,63%)

2026: 11% (era 10,5%)

Dólar

2025: R$ 5,77 (era R$ 5,60)

2026: R$ 5,73 (era R$ 5,60)

Com Redação da B3

Boletim Focus também prevê dólar perto de R$ 6

SC terá de investir R$ 20 bilhões até 2033 para universalizar saneamento

Estudo do Trata Brasil mostra que no ritmo atual, estado levaria 55 anos para atingir meta do marco legal

O dado mais recente, de 2022, mostra que apenas 29,1% da população catarinense tem acesso a tratamento de esgoto, e 89,6% da população conta com água tratada

Entre os principais desafios na gestão de recursos hídricos, está o estabelecimento de regras claras de governança, segurança jurídica e econômica para garantir os investimentos necessários para a universalização do tratamento de água e esgoto. Só em Santa Catarina, seriam necessários investimentos de cerca de R$ 20 bilhões para garantir o acesso, em valores atuais. O dado deriva de estudo do Instituto Trata Brasil, que estima que seriam necessários investimentos de R$ 231 por habitante, por ano até 2033, e contempla o crescimento da população de acordo com projeções do IBGE.

Estudo do Instituto Trata Brasil revela que Santa Catarina avançou muito pouco na ampliação do acesso ao tratamento. De 2018 a 2022, a evolução na coleta de esgoto foi de apenas 1,1% ao ano. Nesse ritmo, segundo a presidente-executiva do Instituto, Luana Siewert Pretto, levaria 55 anos para que o estado atingisse a meta de universalização do acesso determinada pelo marco legal. O dado mais recente, de 2022, mostra que apenas 29,1% da população catarinense tem acesso a tratamento de esgoto, e 89,6% da população conta com água tratada. Os números foram divulgados na apresentação da Agenda da Água 2025, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) na sexta-feira (6).

Para Egídio Antônio Martorano, gerente-executivo de logística, meio ambiente e sustentabilidade da Fiesc, estabelecer políticas públicas de estado para a questão da água é o primeiro passo, assim como fortalecer as agências reguladoras, os comitês das bacias hidrográficas e os órgãos da defesa civil. “Para ampliar o atendimento à população catarinense, é preciso melhorar o ambiente jurídico e econômico, melhorar a governança e pensar em modelos que permitam que os investimentos necessários sejam feitos com segurança”, explicou.

Na avaliação do consultor e especialista em saneamento Yuli Mello Dugaich, a região sul é a mais atrativa para investimentos privados no setor de saneamento. As receitas das empresas de saneamento da região somadas têm a maior tarifa de arrecadação, a maior capacidade de pagamento da população e o maior custo. “Isso é consequência de uma atuação displicente. Temos um potencial de economia e redução de custos significativas, mas isso representa uma grande oportunidade. Somos a melhor alternativa para o investidor privado”, avaliou.

Segundo o Trata Brasil, os investimentos em saneamento produziriam benefícios econômicos e sociais adicionais de R$ 14,8 bilhões até 2040. A maior parte viria da economia com gastos com saúde (R$ 5,1 bilhões), seguidos por R$ 3,1 bilhões do turismo, R$ 1,9 bilhão da valorização imobiliária de R$ 1,9 bilhão e mais R$ 1,8 bilhão com ganho de renda e produtividade no trabalho. De acordo com o instituto, a cada R$ 1 investido, o estado poderia ter um retorno de R$ 5,70 no longo prazo.

Estudo do Trata Brasil mostra que no ritmo atual, estado levaria 55 anos para atingir meta do marco legal

Acordo Mercosul–UE prolonga eliminação de tarifas de setor automotivo

Texto final cria mecanismo de salvaguarda de investimentos

Acordo estabeleceu um mecanismo de salvaguardas que permite a manutenção e a ampliação de investimentos dos fabricantes de veículos

O setor automotivo do Mercosul ganhou mais tempo para eliminar as tarifas e abrir o mercado à União Europeia (UE). O texto final do acordo entre os dois blocos econômicos, firmado na sexta-feira (6), também criou um mecanismo inédito de salvaguarda de investimentos, em caso de um aumento súbito de importações de veículos da UE. Pela definição tradicional, uma zona de livre comércio, como a que englobará o Mercosul e a UE, não pode ter tarifas na circulação de mercadorias entre os dois blocos. O texto, no entanto, estabeleceu um tratamento especial para o setor automotivo do Mercosul, com o prolongamento do cronograma de eliminação das tarifas para os veículos produzidos com tecnologias inovadoras.

Pelo texto anterior, a retirada das tarifas levaria 15 anos após a entrada em vigor do acordo para todos os segmentos do setor automotivo. Agora, os fabricantes de veículos eletrificados terão 18 anos para fazer a chamada desgravação. Para os veículos a hidrogênio, o prazo de eliminação das tarifas subiu para 25 anos, com seis anos de carência. No caso dos veículos produzidos com novas tecnologias, mesmo as não disponíveis comercialmente, o intervalo subiu para 30 anos, com seis anos de carência.

O texto final do acordo também estabeleceu um mecanismo de salvaguardas que permite a manutenção e a ampliação de investimentos dos fabricantes de veículos. Caso as importações de veículos europeus disparem após a entrada em vigor do acordo comercial e ameacem a indústria automotiva do Mercosul, o Brasil poderá suspender o cronograma de desgravação de todo o setor ou retomar, por três anos (renováveis por mais dois), a tarifa padrão de 35% para produtos de fora do Mercosul. As medidas poderão ser aplicadas sem a necessidade de compensação à UE.

Com ABR

Texto final cria mecanismo de salvaguarda de investimentos

Indústria catarinense defende porto de Itajaí municipal

Fiesc manifestou preocupação com federalização


Gestão do porto de Itajaí deve ser autônoma, com governança corporativa, gerida por técnicos responsáveis e orientada por resultados e desempenho, afirma Fiesc

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) enviou ofício ao ministro de Porto e Aeroportos, Silvio Costa Filho, manifestando sua preocupação e o posicionamento contrário à federalização da administração do porto de Itajaí. No documento, o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, argumentou que Santa Catarina vem sentindo as repercussões negativas da centralização do governo federal. Isso porque Santa Catarina recebe pouca contrapartida em relação à contribuição do estado. “Temos obras essenciais de transportes com décadas de atraso em sua conclusão, afetando diretamente nossa competitividade, a geração de empregos, renda e tributos”, afirmou Aguiar.

De acordo com ele, Santa Catarina é referência nacional pela destacada eficiência na movimentação de cargas de valor agregado, o que comprova que o estado possui todas as condições para fazer a gestão deste importante equipamento estratégico para a competitividade e a inserção internacional da nossa indústria. A Fiesc destacou ainda que “a cidade é onde se vive e se trabalha, e a população de Itajaí convive com o porto ao longo de muitos anos, e conhece como ninguém as demandas, desafios e a importância deste equipamento, e certamente tem plena capacidade de administrá-lo”.

De acordo com a entidade, a proposta também ignora o fato de que várias administrações do porto de Itajaí, ao longo do tempo, o classificaram como referência em termos de gestão. “Não obstante as dificuldades e os erros ocorridos nos últimos dois anos, alcançando quase a estagnação e paralisação das operações, e prejuízos milionários no comprometimento da cadeia logística portuária, o foco aqui deve ser a gestão apropriada”, afirmou Aguiar. Na avaliação da Fiesc, é essencial fortalecer a agência reguladora para fiscalização, como também prover uma administração autônoma, com governança corporativa, gerida por técnicos responsáveis pelos resultados e desempenho, sem ingerência política.

Fiesc manifestou preocupação com federalização

Bancos dizem que risco fiscal é maior ameaça à estabilidade financeira

Riscos internacionais também preocupam sistema bancário

Resultado consta de pesquisa com instituições divulgada pelo Banco Central

O eventual descontrole das contas públicas, com uma explosão de gastos do governo, é o principal risco para a estabilidade financeira nos próximos três anos, informaram instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC). O resultado consta da Pesquisa de Estabilidade Financeira (PEF), divulgada a cada três meses pelo órgão. O BC ouviu 89 instituições financeiras, como bancos, cooperativas de crédito, instituições de pagamento e gestoras de recursos. A pesquisa ocorreu entre 21 de outubro e 8 de novembro.

Citado por 42% das instituições financeiras como a maior preocupação do momento, o risco fiscal não variou de posição em relação à última pesquisa. Na edição anterior, em agosto, o problema tinha sido citado por 41% das instituições. Na pesquisa, as instituições destacaram “preocupações com a sustentabilidade da dívida pública e o arcabouço fiscal e seus impactos nos preços de ativos e na política monetária [juros]”. Em segundo lugar, vieram os riscos internacionais, citados por 27% como a preocupação mais importante no momento. Segundo o BC, as instituições citaram o aumento das preocupações associadas às eleições nos Estados Unidos, a escalada dos conflitos geopolíticos, a desaceleração da economia chinesa e a política monetária e a atividade econômica nos Estados Unidos. Em agosto, o problema foi citado por 23% das instituições financeiras.

Em terceiro lugar, ficou o risco de inadimplência e atividade econômica interna, citado por 12%, mesmo percentual de agosto. De acordo com o BC, esse tipo de risco continua limitado e com impacto médio sobre o sistema financeiro. No entanto, as instituições citaram o aumento da probabilidade de ocorrência, refletindo preocupações com alavancagem (expansão de dívidas) e inadimplência de famílias e empresas e impactos do aperto monetário decorrente da alta dos juros. Por outro lado, informou o BC, as instituições financeiras passaram a ter uma visão mais positiva sobre o ciclo de crescimento econômico. O número de instituições que consideram a atual fase do ciclo econômico como “expansão” e “boom” (pico) subiu, enquanto caiu a proporção de respondentes que acreditam que o país atravessa uma fase de recuperação econômica (crescimento que ocupa a capacidade ociosa da economia, sem ampliação de investimentos). Os percentuais exatos não foram fornecidos.

A pesquisa também apontou que o índice de confiança na estabilidade do Sistema Financeiro Nacional continua “elevado, com aumento na margem”. Dessa forma, mais instituições estão confiando no sistema financeiro, embora a elevação tenha sido pequena. O BC não forneceu números exatos.

Com ABR

Riscos internacionais também preocupam sistema bancário

Não há decisão fácil

Nas conferências do clima e nas empresas

Na esteira de mais uma COP que termina com resultados modestos, a pergunta é inevitável: por que a palavra de técnicos tem papel limitado na tomada de decisão, seja ela de países ou de empresas?

Não adianta. Os cientistas do clima falam, gesticulam, gritam e se descabelam, mas, como dizia o escritor Carlos Heitor Cony (1926-2018), “ninguém toma providências”. Entrevistados pela Folha de S. Paulo em meados deste ano (02 junho 2024), vários desses especialistas revelaram frustração por verem seus alertas ignorados – ou, na melhor das hipóteses, ouvidos, mas pouco transformados em ações concretas contra o aquecimento global. Na esteira de mais uma COP que termina com resultados modestos, a pergunta é inevitável: por que a palavra de técnicos tem papel limitado na tomada de decisão, seja ela de países ou de empresas?

A resposta é a mesma para ambos: porque dificilmente um problema é apenas técnico. Os impactos da conversão da atual sociedade industrial em outra, baseada em combustíveis não poluentes, são de natureza econmica, infraestrutural, diplomática, geográfica, política, humana – e daí segue uma longa lista de etecéteras. Multiplique essa complexidade por 200 nações e o resultado é este que acompanhamos a cada Conferência do Clima: acordos e promessas de longo prazo descumpridos à risca.

Embora em escala infinitamente menor, nas organizações a coisa é parecida. Questões exclusivamente técnicas costumam ser resolvidas pelos especialistas e nem chegam à mesa dos executivos. Estes estão lá justamente para arbitrar temas que envolvam contradições intersetoriais, impactos diversos e exigências conflitantes, e dos quais o aspecto técnico é apenas um dos componentes.

Para complicar, costuma-se entender que, nas empresas, a decisão técnica, ao menos no C-level, é sinônimo daquela baseada em dados, em evidências. Não se trata de uma definição equivocada, claro. Mas há que se lembrar que nem sempre os números falam por si; geralmente, demandam interpretação. E, mesmo que cristalinos, apontando numa direção, a capacidade de ponderar consequências variadas ainda é uma faculdade bastante humana.

Assim, por mais decepcionante que pareça a tantos pesquisadores que têm se dedicado ao futuro da Terra, fica difícil imaginar que a agenda climática avançaria de maneira linear, sem um ir e vir exasperante.

Conhecido pela bagagem humanista, Celso Furtado costumava dizer que nunca se deparara com um problema econômico que fosse exclusivamente econômico. Com a emergência climática não é diferente; não é nem nunca será apenas climática, a despeito de quão séria e assustadora.

Nas conferências do clima e nas empresas

Pix supera dinheiro como forma de pagamento mais usada

O serviço de pagamento instantâneo criado pelo BC é utilizado por 76,4% da população

Mesmo com o Pix e toda a evolução tecnológica, o dinheiro em espécie ainda se faz bastante presente na vida dos brasileiros

O Banco Central (BC) lançou nesta quarta-feira (4) a pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”. O levantamento revela que, quatro anos após o seu lançamento, o Pix superou o dinheiro como forma de pagamento mais utilizada pelos brasileiros. O serviço de pagamento instantâneo criado pelo BC é usado por 76,4% da população, além de ser aquele utilizado com maior frequência para 46% dos respondentes. Na última edição da pesquisa, em 2021, o Pix tinha entrado em operação há poucos meses. Na época, ele era usado por 46% dos brasileiros. No recorte sobre frequência, seu percentual era de 17%. A pesquisa ouviu duas 2 mil pessoas entre 28 de maio e 1º de julho, sendo que metade da amostra compõe o público específico de caixas de estabelecimentos comerciais. O Rio Grande do Sul, em razão das enchentes de maio, não fez parte da amostra, pois as entrevistas foram feitas presencialmente.

O dinheiro em espécie (cédulas e moedas) é utilizado por 68,9% da população e é o mais frequente para 22%. No levantamento de 2021, o dinheiro aparecia como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros: ele era usado por 83,6% da população, sendo o mais frequente para 42% dos entrevistados. Logo em seguida, na atual pesquisa, aparecem os cartões de débito e de crédito. O cartão de crédito, inclusive, é a forma de pagamento usada com maior frequência nos estabelecimentos comerciais, na visão dos caixas (42% do total).

Mesmo com o Pix e toda a evolução tecnológica, o dinheiro em espécie ainda se faz bastante presente na vida dos brasileiros. De acordo com o estudo, 67,6% das mulheres e 70,5% dos homens utilizam as cédulas e moedas. Esse uso é mais intenso entre aqueles que possuem menor renda: 75% das pessoas que recebem até dois salários mínimos e 69% entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos. O uso do dinheiro físico também é ligeiramente maior entre os idosos. De acordo com o levantamento, 72,7% das pessoas que têm 60 anos ou mais o utilizam; esse percentual cai para 68,6% entre aqueles que estão entre 16 e 24 anos. O objetivo da pesquisa é o aprimoramento contínuo da gestão do meio circulante brasileiro e das ações de divulgação sobre características das cédulas e moedas (veja a pesquisa na íntegra no documento abaixo).

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O serviço de pagamento instantâneo criado pelo BC é utilizado por 76,4% da população

Defesa Civil Alerta entra em operação no Sul e no Sudeste

Aviso será enviado para população com cobertura 4G ou 5G e com risco de alagamento

O Defesa Civil Alerta utiliza a rede de telefonia celular para emitir alertas gratuitos, com mensagem de texto e aviso sonoro

O novo sistema de alertas de desastres de grande perigo da Defesa Civil Nacional entrou em operação na quarta-feira (4) nos estados das regiões Sul e Sudeste. O Defesa Civil Alerta utiliza a rede de telefonia celular para emitir alertas gratuitos, com mensagem de texto e aviso sonoro, suspendendo qualquer conteúdo em uso na tela do aparelho, incluindo os que estão no modo silencioso. Os alertas são disparados para a população em área com cobertura de rede 4G ou 5G e com risco iminente de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, vendavais, chuvas de granizo e outras situações. As pessoas não precisam fazer cadastro prévio para receber as informações de autoproteção, ele será automático.

O conteúdo dos alertas é de responsabilidade das defesas civis de estados e municípios. Assim em uma determinada situação de previsão crítica de desastre, seja ele hidrológico, meteorológico, geológico, entre outros, esses órgãos poderão enviar o Defesa Civil Alerta para a população que estiver na área de risco potencial. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o objetivo da tecnologia é complementar as outras ferramentas de alertas de emergência disponíveis para prevenção e diminuir os impactos causados por desastres, avisando e orientando as pessoas que estejam em localidades com risco iminente. A ferramenta foi criada em parceria com o Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e quatro grandes operadoras de telefonia móvel (Algar, Claro, Tim e Vivo).

O Defesa Civil Alerta é para casos de desastres de grande perigo. Para os desastres de menor intensidade, com menor comprometimento da segurança das pessoas, os demais mecanismos, como SMS, TV por assinatura, WhatsApp e Google, permanecem vigentes. No último fim de semana, um alerta demonstração foi enviado para 36 municípios do Rio Grande do Sul e, também, para a cidade de Belo Horizonte (MG) como forma de mostrar a funcionalidade da ferramenta para a população. Em agosto deste ano, em projeto-piloto, o Defesa Civil Alerta foi testado em 11 municípios brasileiros durante 30 dias. “Um mês após o início do projeto-piloto, a população das 11 cidades aprovou o novo sistema de envio de alertas da defesa civil nacional. Em pesquisa realizada nos municípios, 87% das pessoas que responderam ao questionário sobre a novidade avaliaram a ferramenta de forma positiva”, informou o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio de nota.

Com ABR

Aviso será enviado para população com cobertura 4G ou 5G e com risco de alagamento

Entenda os próximos passos do acordo do Mercosul com a União Europeia

A entrada em vigor ainda depende de algumas etapas formais

Uma vez em vigor, o governo brasileiro espera que haja impactos relevantes para a economia nacional

Após mais de duas décadas de negociações, o Mercosul e a União Europeia chegaram finalmente à conclusão dos termos para um acordo comercial que vai valer para 27 países europeus e quatro sul-americanos. Juntos, os mais de 30 países somam 718 milhões de habitantes e economias com PIB de US$ 22 trilhões. A entrada em vigor dessa parceria, porém, ainda depende de algumas etapas formais. O governo brasileiro considera o acordo estratégico em diversos sentidos. A União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, e as trocas comerciais somaram aproximadamente US$ 92 bilhões em 2023. A expectativa do Brasil é que a aproximação com a Europa reforce a diversificação das parcerias comerciais do país e também modernize o parque industrial nacional.

Os próximos passos até a entrada em vigor do acordo são os seguintes:

Revisão legal: Mesmo após a avaliação dos negociadores, o texto ainda precisa passar por um processo de revisão legal, para que seja assegurada a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos do acordo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, essa etapa já se encontra em estágio avançado.

Tradução: Depois da revisão legal, o texto precisará ser traduzido da língua inglesa, usada nas negociações, para as 23 línguas oficiais da União Europeia e para as duas línguas oficiais do Mercosul, que são o português e o espanhol.

Assinatura: Assim como em qualquer negociação, não basta acertar os termos do contrato, é preciso assiná-lo. Quando os dois blocos assinarem o documento revisado e traduzido, estará formalizada a adesão.

Internalização: Em seguida, os países dos dois blocos vão encaminhar o acordo para os processos internos de aprovação de cada membro. No caso do Brasil, é necessária a chancela dos Poderes Executivo e Legislativo, por meio da aprovação do Congresso Nacional.

Ratificação: Concluídos os respectivos trâmites internos, as partes confirmam, por meio da ratificação, seu compromisso em cumprir o acordo.

Entrada em vigor: O acordo entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos. O Itamaraty explica que, como o acordo estabelece a possibilidade de vigência bilateral, bastaria que a União Europeia e o Brasil – ou qualquer outro país do Mercosul – tenham concluído o processo de ratificação para a sua entrada em vigor bilateralmente entre tais partes. Ainda não há um prazo para que isso ocorra.

Uma vez em vigor, o governo brasileiro espera que haja impactos relevantes para a economia nacional. As estimativas para o ano de 2044 são ter um acréscimo de 0,3% (R$ 37 bilhões) no PIB; aumento de 0,7% no investimento (R$ 13,6 bilhões); redução de 0,5% no nível de preços ao consumidor; aumento de 0,4% nos salários reais; impacto de 2,4% (R$ 42,1 bilhões) sobre as importações totais; impacto de 2,6% (R$ 52,1 bilhões) sobre as exportações totais.

Com ABR

A entrada em vigor ainda depende de algumas etapas formais