Archives Dezembro 2024

Cooperativas Lar e Copagril investirão mais de R$ 300 milhões no Paraná

Aportes fazem parte do programa Rota do Progresso

O Rota do Progresso foi lançado em junho deste ano com previsão de R$ 2,5 bilhões em investimentos, beneficiando 80 municípios

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou na segunda-feira (9) mais dois investimentos dentro do programa Rota do Progresso, programa do governo estadual. Serão R$ 309,7 milhões em empreendimentos da cooperativa Lar Agroindustrial nas cidades de São José das Palmeiras (Oeste do Estado), Rio Bom (Norte) e Diamante d’Oeste (Oeste); e da cooperativa Copagril Agroindustrial em Bom Sucesso (Norte). Esse foi o segundo anúncio de investimentos dentro da Rota do Progresso desde seu lançamento. Em setembro, a Pluma Agroavícola anunciou que investirá R$ 165 milhões nos municípios de São Jorge do Patrocínio, no Noroeste, e em Espigão Alto do Iguaçu, na região Centro-Sul.

Dos R$ 309,7 milhões anunciados nesta segunda, R$ 283,1 milhões serão investidos pela Lar nos três municípios, com foco no setor agrícola. São José das Palmeiras, no Oeste, receberá R$ 87,5 milhões para construão de uma unidade de recria de matrizes de frango de corte da cooperativa, com três granjas. A cidade aparece na 48ª posição no IPDM, com nota 0,3853, e uma população de 4 mil habitantes. A expectativa é de uma produção de 800 mil aves fêmeas e 88 mil aves machos por ano, gerando 120 empregos diretos. A primeira granja deverá ser implantada em janeiro de 2026, enquanto que a terceira em janeiro de 2027.

O diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, afirmou que o Rota do Progresso beneficia as cidades, o estado e as empresas, em um jogo de “ganha-ganha”. “Esse é um programa muito inteligente e, sobretudo, com uma visão social do governo do Paraná de levar o progresso a municípios que mais precisam, que possuem um desenvolvimento desigual ao resto do estado e que precisa ser melhorado”, comentou. “Para a Lar, que tem dinheiro parado do ICMS, vamos poder usar esses recursos para fazer os investimentos. Então é muito bom para a cooperativa, é muito bom para os municípios que precisam se desenvolver, e para o Paraná, que vai colher os frutos, uma vez que vai ter empreendimento instalado aqui, gerando empregos na implantação dos projetos e, depois, na geração de ICMS”, finalizou.

Rio Bom, na região Norte do Paraná, aparece em 44º lugar no IPDM, com 0,3824 e uma população de 3.233 habitantes. O investimento da cooperativa na cidade será de R$ 105,6 milhões para construção de um incubatório de ovos férteis com capacidade de produção de 75 milhões de pintinhos por ano. Serão gerados 65 empregos diretos, com previsão de implantação para janeiro de 2027. Em Diamante d’Oeste serão aplicados R$ 90 milhões para construção de uma unidade produtora de leitões desmamados (UPD). Serão produzidos 165 mil leitões por ano, gerando 50 empregos diretos também a partir de janeiro de 2027. A cidade do Oeste paranaense tem uma população de 4.557 habitantes, e figura na posição 51 do IPDH, com 0,3881. Já a Cooperativa Copagril concentrará seus investimentos dentro da Rota do Progresso no município de Bom Sucesso, também na Norte. Serão R$ 26,6 milhões para implantação de uma unidade de recebimento de cereais, com capacidade estática de estocagem de 34,2 mil toneladas. A expectativa é de geração de 20 empregos diretos, com implantação prevista para março de 2026.

Rota do Progresso
O Rota do Progresso foi lançado em junho deste ano com previsão de R$ 2,5 bilhões em investimentos, beneficiando 80 municípios. O objetivo é acelerar o desenvolvimento dos municípios do Paraná, em especial aqueles com menor Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM), indicador desenvolvido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) para medir o desempenho dos municípios paranaenses em relação à renda. Os indicadores finais se consolidam entre os valores 0 e 1, cujos resultados se enquadram em quatro estratos de desempenho: Baixo Desempenho (de 0 a 0,39), Médio-baixo Desempenho (de 0,4 a 0,59), Médio Desempenho (de 0,6 a 0,79) e Alto Desempenho (de 0,8 a 1). Os municípios que integram o Rota do Progresso são aqueles com o IPDM igual ou abaixo de 0,4.

Do total de R$ 2,5 bilhões para investimentos nas 80 cidades integrantes da iniciativa, R$ 1 bilhão será disponibilizado a partir do Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred). Em vez de receberem os créditos tributários do ICMS nos próximos anos, as empresas podem acessar os recursos imediatamente ao se comprometerem com investimentos industriais nas regiões menos desenvolvidas do Paraná.

Aportes fazem parte do programa Rota do Progresso

Sisprime do Brasil: referência no cooperativismo de crédito

Há 27 anos, a Sisprime aposta na combinação de relacionamento, proximidade e personalização para oferecer as melhores soluções para os cooperados

A cooperativa administra R$ 9 bilhões em recursos e possui R$ 1,3 bilhão em patrimônio líquido, e vem consistentemente entregando resultados financeiros expressivos aos seus cooperados ao longo dos anos

Fundada há 27 anos, fruto de uma ideia surgida em uma conversa informal entre um grupo de médicos do Sistema Unimed, a Sisprime nasceu com o propósito de melhorar a vida financeira de seus cooperados — no início, apenas médicos. Com o passar do tempo, a cooperativa ampliou seu quadro social e passou a atender profissionais e empresas de todas as áreas. Com sede em Londrina e uma trajetória de crescimento sólido e contínuo, a Sisprime é hoje a maior e mais completa cooperativa de crédito independente do país, e a maior com foco na área da saúde, atendendo mais de 52 mil cooperados em 49 agências presentes nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Além disso, possui uma corretora própria, que oferece um portfólio completo de seguros, consórcios e previdência e é a única cooperativa de crédito emissora de cartão de crédito próprio Mastercard®.

Atualmente, a cooperativa administra R$ 9 bilhões em recursos e possui R$ 1,3 bilhão em patrimônio líquido, e vem consistentemente entregando resultados financeiros expressivos aos seus cooperados ao longo dos anos: em 2023, fechou o ano com R$ 253 milhões em sobras, valores que são devolvidos anualmente aos associados de acordo com a movimentação de cada um; o valor médio foi de R$ 5.306 por cooperado, o terceiro maior do país. “Essa prática gera um ciclo virtuoso de desenvolvimento, sendo que os benefícios retornam diretamente para os cooperados e, por extensão, para a economia local”, avalia Alvaro Jabur, presidente da Sisprime.

Muito além dos números, a Sisprime é reconhecida por sua excelência no atendimento, fornecimento de produtos e serviços financeiros, transparência, credibilidade e solidez. A cooperativa trabalha com taxas médias abaixo do mercado financeiro tradicional e proporciona uma remuneração adicional aos investimentos, incentivando a poupança e o fortalecimento financeiro dos associados. Além disso, são desenvolvidas soluções financeiras sob medida, como linhas de crédito e investimentos ajustados às necessidades de cada um. “Conhecemos bem o nosso cooperado e, com isso, podemos oferecer a ele produtos adequados às suas finanças e seus negócios”, ressalta Jabur.

Outra prioridade da cooperativa é o constante investimento em tecnologia e inovações que beneficiem seu cooperado. Recentemente, foi criado um Comitê de Inteligência Artificial para coordenar a adoção e implementação de soluções de IA na cooperativa, de forma gradual, segura e que contribua com os negócios.

Mesmo com o crescimento expressivo, a Sisprime nunca renunciou à proximidade do relacionamento com o cooperado, que constituiu o sucesso ao longo desses 27 anos. “O crescimento e consolidação da cooperativa só é possível graças ao fato dela ter se mantido fiel ao princípio que estabeleceu desde a fundação, quando iniciou a construção de fortes valores e uma cultura própria”, reflete Carlos Mascarenhas, diretor executivo da Sisprime.

Crescer, ser moderna e estar preparada para as mudanças são o norte para um futuro de sucesso, que é construído dia após dia através do esforço conjunto de cooperados, colaboradores e parceiros. Todos os passos da Sisprime para o futuro mantêm um olhar claro sobre a necessidade de se manter firme no propósito de melhorar a vida financeira de seus cooperados, o que contribui para torná-la, cada vez mais, uma referência no cooperativismo.

Há 27 anos, a Sisprime aposta na combinação de relacionamento, proximidade e personalização para oferecer as melhores soluções para os cooperados

Da origem familiar à conexão global

Gaúcha REP Seguros faz parte de uma rede global de corretores, ampliando a oferta de soluções para seus clientes

Ao longo dos anos, a REP expandiu sua atuação para todo o Brasil e, em 2017, ingressou em uma rede global de corretores

A REP Seguros foi fundada em 1986, em Novo Hamburgo, com o objetivo de oferecer soluções inovadoras e personalizadas para o mercado corporativo. A empresa nasceu da iniciativa de três amigos apaixonados pelo setor de seguros, entre eles Rogério Cervi. Em 2016, houve uma reestruturação societária: a parte de um dos fundadores foi adquirida, e a gestão passou a ser conduzida pela família. Rogério foi acompanhado pelos filhos, que se tornaram sócios. No mesmo ano, a empresa mudou para uma nova sede, marcando o início de uma nova fase. Ao longo dos anos, a REP expandiu sua atuação para todo o Brasil e, em 2017, ingressou em uma rede global de corretores, conectando-se ao mercado internacional e ampliando a oferta de soluções para seus clientes.

Inspirada por práticas observadas no mercado internacional de seguros, logo a REP Seguros adotaria a aquisição de empresas como mais uma estratégia para impulsionar seu crescimento. Com esse objetivo, a empresa iniciou um processo de análise de possíveis aquisições no mercado brasileiro. Entre os movimentos realizados, destacam-se a aquisição da Paulo Sperb e a fusão com a Frico Seguros, iniciativas que consolidaram sua posição no setor. “Essas uniões trouxeram novas perspectivas, talentos e sinergias, fortalecendo ainda mais a nossa empresa”, avalia Felipe Cervi, CEO da REP.

Segundo Felipe, a chave para o sucesso da empresa está em uma combinação única de fatores, que envolvem equipe, tecnologia, conhecimento de mercado e da realidade do cliente. “Nossa equipe mergulha profundamente no dia a dia do cliente. Ao compreender a fundo as particularidades de cada negócio, seus desafios e objetivos, somos capazes de identificar os riscos específicos e propor soluções sob medida. Essa abordagem personalizada nos permite oferecer muito mais do que apenas um seguro, oferecendo tranquilidade e segurança para que nossos clientes possam focar em seus negócios”, complementa.

A tecnologia também ocupa um papel central na atuação da REP Seguros, que utiliza ferramentas avançadas para análise de dados, simulação de cenários e desenvolvimento de soluções mais precisas e eficientes. Além disso, a empresa mantém parcerias estratégicas com as principais seguradoras do mercado, garantindo uma oferta diversificada de produtos e serviços. “Eu acredito que as parcerias mais duradouras são construídas na base da confiança e da compreensão mútua. Por isso, na REP usamos uma abordagem que valoriza o resultado, antecipando e resolvendo problemas antes que eles sequer apareçam ou se tornem maiores”, acrescenta Felipe.

Para isso, a empresa exerce o que chama de escuta ativa, não se limitando a ouvir as palavras dos clientes, mas buscando desvendar suas necessidades implícitas. Da mesma maneira, busca não apenas acompanhar as tendências do mercado, mas também antecipá-las. É com essa abordagem que a empresa gaúcha assegura que os clientes estejam preparados para enfrentar qualquer desafio.

Gaúcha REP Seguros faz parte de uma rede global de corretores, ampliando a oferta de soluções para seus clientes

Comércio acumula alta de 5% no ano

Vendas no varejo variam 0,4% em outubro

O setor de móveis e eletrodomésticos contribuiu para a variação positiva das vendas no comércio varejista em outubro

Em outubro, as vendas no comércio varejista no Brasil variaram positivamente 0,4% na comparação com o mês anterior, quando tiveram variação positiva de 0,6%. Em 2024, o varejo acumula alta de 5%. A média móvel trimestral, após variação de 0,3% em setembro, voltou a variar 0,3% no trimestre encerrado em outubro. Já o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4,4%, 25º mês seguido em que esse indicador é positivo. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (12) pelo IBGE.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 0,9% na passagem de setembro para outubro. Na comparação com outubro de 2023, houve expansão de 8,8%, décimo resultado positivo consecutivo. O último mês a apresentar variação negativa foi dezembro de 2024. A média móvel trimestral do varejo ampliado subiu 0,8% no trimestre encerrado em outubro.

Quanto às atividades, seis das oito apresentaram resultados positivos: móveis e eletrodomésticos (7,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,7%), tecidos, vestuário e calçados (1,7%), combustíveis e lubrificantes (1,3%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,3%). Por outro lado, entre setembro e outubro de 2024, dois dos oito grupamentos pesquisados mostraram queda: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,1%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,5%).

“O resultado de outubro, apesar de representar estabilidade em relação a setembro, marca uma trajetória positiva do varejo brasileiro ao longo de 2024. Dos dez meses apurados até agora, apenas junho registrou queda efetiva (-0,9%). Nos demais, houve crescimento ou estabilidade. Esse cenário, inclusive, vem renovando o patamar recorde histórico da série, indicando aquecimento do comércio nacional. Já é a terceira vez no ano que o recorde se renova”, explica Cristiano Santos, gerente da pesquisa. “O setor de móveis e eletrodomésticos foi o que teve maior alta em outubro, refletindo os dois meses anteriores de queda. ao longo do ano, o segmento apresenta uma volatilidade alta, com maior amplitude tanto de altas quanto de baixas, mais intensa do que a dos demais setores”, acrescenta. Ele lembra que, em outubro, os elevados estoques alcançados nos meses anteriores levaram algumas das grandes cadeias de lojas a realizar promoções.

Vendas no varejo variam 0,4% em outubro

Cocamar terá uma das maiores esmagadoras de soja do país

O conjunto das obras totaliza um investimento superior a R$ 1,5 bilhão

A construção da nova indústria faz parte de um amplo redimensionamento do parque industrial da cooperativa

Operando com esmagamento de soja desde 1979, quando colocou em atividade a primeira planta do cooperativismo paranaense, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial anuncia o início da construção nos primeiros meses do próximo ano de uma nova estrutura industrial em Maringá (PR), com capacidade de processamento para 5 mil toneladas de grãos por dia, volume que no futuro poderá ser ampliado para 7,5 mil toneladas. Prevista para ficar pronta em 2027, será uma das maiores e mais inovadoras esmagadoras do país, elevando em 70% a sua capacidade atual de processamento.

A construção dessa nova indústria faz parte de um amplo redimensionamento do parque industrial da cooperativa, que começou nos últimos anos e contemplou a ampliação do recebimento das safras e da capacidade estática de armazenagem de grãos para as atuais 2,8 milhões de toneladas, entre várias outras melhorias. Essa indústria vai permitir à Cocamar, ainda, aumentar a neutralização da refinaria de óleo das atuais 200 mil toneladas por ano para 350 mil e, no futuro, a capacidade de sua indústria de biodiesel, além de demandar a construção de um novo terminal rodoferroviário para dar vazão à quantidade a ser produzida de farelo e óleo, e ampliar a capacidade de armazenamento de farelo e do pátio de triagem para comportar a expansão do fluxo de caminhões.

O conjunto de realizações considera um investimento superior a R$ 1,5 bilhão, parte do qual já consumado na ampliação da capacidade de armazenagem, utilizando agora, como uma das fontes de recursos, uma linha de financiamento obtida junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), instituição pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Projeto histórico
“É o maior projeto de toda a história da Cocamar”, destaca o presidente executivo Divanir Higino, ressaltando a modernização das estruturas e a expansão da industrialização. Higino explica que aumentar o esmagamento significa agregar mais renda à produção dos quase 20 mil produtores cooperados, 70% dos quais de pequeno porte, atendidos por uma rede de 115 unidades operacionais distribuídas pelos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. E, com uma indústria maior e mais eficiente, a Cocamar projeta incrementar seu faturamento e resultados. Outro importante aspecto social da obra é que durante a sua execução, que terá duração de aproximadamente dois anos, vão ser contratados mais de 1,5 mil trabalhadores e centenas de empresas prestadoras de serviços, a maioria da própria região.

“Nosso objetivo é tornar a cooperativa mais competitiva dentro da cadeia da soja”, acrescenta Higino, ao enfatizar que a organização tem tradição em verticalizar e a nova planta vai possibilitar absorver praticamente toda a soja depositada pelos cooperados no estado do Paraná. Na safra 2024/25, em andamento, a previsão da Cocamar é receber 2,7 milhões de toneladas do produto e mais de 3 milhões de toneladas em 2027, quando poderá processar pelo menos metade desse volume. Outro detalhe é que pela sua dimensão, a indústria vai ajudar no início do ano a liberar espaço nos armazéns de grãos e, dessa forma, acelerar a captação de safra junto aos cooperados. A Cocamar é a 22ª maior empresa da região e também a nona maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A cooperativa de Maringá também ocupa a quinta posição no ranking exclusivo que revela quem são as maiores do cooperativismo do Sul (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

O conjunto das obras totaliza um investimento superior a R$ 1,5 bilhão

SC precisa investir R$ 54,6 bilhões até 2028 em infraestrutura

Rodovias devem consumir R$ 39,3 bilhões. Maioria dos recursos devem vir da iniciativa privada

Repactuação da BR-101 Norte e conclusão das BRs 280 e 470 são prioridades em rodovias

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) estima que seriam necessários investimentos de R$ 54,6 bilhões para a infraestrutura de transportes no estado até 2028. Os números constam na Agenda da Infraestrutura 2025 da Federação apresentada na quarta-feira (11) e que traz a expectativa de recursos necessários em todos os modais e também sugestões para a melhoria da logística de transportes no estado.O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, destaca que a participação privada nesses investimentos é imprescindível, já que o estado e a União não dispõem desse volume de recursos, dada a restrição fiscal. Dos R$ 1,2 bilhão orçados para 2024 em obras em rodovias federais, foram efetivamente executados R$ 765,5 milhões, ou 62,9%.

Considerando os modais de transporte, as rodovias seriam responsáveis pela maior necessidade de investimentos, totalizando R$ 39,3 bilhões. O segundo maior volume de recursos, R$ 10,2 bilhões, teria de ser alocado em ferrovias. A terceira maior necessidade de recursos seria do setor aquaviário, estimada em R$ 3,6 bilhões, enquanto os investimentos no modal aeroviário é projetado em R$ 928,8 milhões. A alocação de recursos no modal dutoviário é estimada em R$ 427 milhões. A agenda da infraestrutura da Fiesc aponta ainda que, considerando as origens dos recursos previstos, a maior parcela (77,6%) viria da iniciativa privada, totalizando R$ 42,3 milhões. A estimativa da entidade aponta que o investimento federal seria de R$ 5,28 bilhões, enquanto os estaduais totalizariam R$ 6,8 bilhões. A parcela que caberia aos municípios somaria R$ 180 milhões.

Prioridades
Na avaliação da entidade, alguns investimentos são emergenciais e devem ser tratados como prioridade. No modal rodoviário, a entidade destaca as obras na BR 101-Norte sugeridas no estudo sobre a proposta de repactuação, além da conclusão da duplicação das BR-470 e da BR-280. As demandas incluem ainda a adequação de capacidade das BRs 163 e 282 e a manutenção preventiva das rodovias federais. No âmbito estadual, a prioridade é a conclusão das obras do programa Estrada Boa, além de garantir recursos para a manutenção. A estimativa da Fiesc é de que o valor ideal seria de R$ 200 milhões nos próximos três anos.

Para o presidente da Câmara de Transporte e Logística, Egídio Antônio Martorano, o governo do estado precisa dar celeridade ao processo de concessão de rodovias estaduais e também deveria inserir no programa Estrada Boa obras como a adequação da capacidade das SCs 416 e SC 417 em Itapoá, que dão acesso ao porto. Entre os investimentos prioritários nos portos estão o aprofundamento do canal externo do Complexo Portuário Baía da Babitonga, a recuperação estrutural e ampliação dos molhes de abrigo do Porto de Imbituba e ainda a 2ª Etapa da Bacia de Evolução e Canal de Acesso Complexo Portuário Rio Itajaí. Ainda sobre o tema portos, a federação se manifestou contrariamente à decisão do governo federal sobre a federalização da autoridade portuária do complexo portuário de Itajaí.

Rodovias devem consumir R$ 39,3 bilhões. Maioria dos recursos devem vir da iniciativa privada

Banco Central decide aumentar juros para 12,25% ao ano

Essa é a terceira elevação consecutiva da Selic

BC antevê ajustes de mesma magnitude nas próximas duas reuniões

Pressionado pela alta do dólar e do preço dos alimentos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (11) aumentar a taxa básica de juros em um ponto percentual, para 12,25%. Essa é a terceira elevação consecutiva da Selic. A decisão foi unânime. A reunião foi a última sob o comando de Roberto Campos Neto no BC. Em janeiro, o atual diretor de política monetária, Gabriel Galípolo, assume a presidência da autoridade monetária.

“O Comitê entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, destacam os membros do Copom. “Diante de um cenário mais adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, ajustes de mesma magnitude nas próximas duas reuniões”, projeta o BC. O Copom voltará a se reunir nos dias 28 e 29 de janeiro e, depois, em 18 e 19 de março. “A magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, detalha o comunicado divulgado depois da reunião.

Entenda os termos usados pelo Banco Central ao definir a taxa de juros clicando aqui.

“O Comitê tem acompanhado com atenção como os desenvolvimentos recentes da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio. Avaliou-se que tais impactos contribuem para uma dinâmica inflacionária mais adversa. O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato do produto, o que exige uma política monetária ainda mais contracionista”, enumera o Copom.

“O ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países emergentes”, avalia o BC.

Essa é a terceira elevação consecutiva da Selic

Governador autoriza aumento de capital do BRDE no Paraná com R$ 200 milhões

A proposta prevê o aporte imediato desse montante no Fundo Promovesul

Fundo foi criado para financiamento a empresas do Sul do Brasil com recursos provenientes da capitalização do banco

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta quarta-feira (11) a Lei n.º 22.210 , que autoriza a operação de aumento do capital social do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Paraná. A proposta prevê o aporte imediato de R$ 200 milhões para o banco, que devem ser destinados para o Fundo Promovesul. “Esse fundo foi criado pelo banco para financiamento a empresas do Sul do Brasil com recursos provenientes da capitalização do banco. Esse aporte de R$ 200 milhões tem um potencial de alavancar seis vezes o valor capitalizado”, explica o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Renê Garcia Júnior.

“Um dos principais objetivos da lei é reduzir a desigualdade patrimonial da agência do Paraná do BRDE em relação às demais que operam em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com essa nova medida, expandiremos a capacidade de financiamento e, assim, permitir que a agência paranaense atenda de forma adequada à crescente demanda por crédito no estado”, analisa o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves. O capital social de um banco envolve recursos aplicados pelos sócios no BRDE, no caso, os governos dos três estados do Sul, o que possibilita à instituição operar um volume maior de financiamentos de projetos que impactam o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Outro fator positivo é de que esse status implica em uma melhor avaliação do banco junto às suas fontes de recursos, como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e bancos multilaterais, os bancos internacionais. “Cada uma dessas fontes poderá disponibilizar mais recursos para o BRDE a partir do novo patamar que o banco alcança de alavancagem”, completa Neves.

A proposta prevê o aporte imediato desse montante no Fundo Promovesul

Da origem familiar à conexão global

Gaúcha REP Seguros faz parte de uma rede global de corretores, ampliando a oferta de soluções para seus clientes

Ao longo dos anos, a REP expandiu sua atuação para todo o Brasil e, em 2017, ingressou em uma rede global de corretores

A REP Seguros foi fundada em 1986, em Novo Hamburgo, com o objetivo de oferecer soluções inovadoras e personalizadas para o mercado corporativo. A empresa nasceu da iniciativa de três amigos apaixonados pelo setor de seguros, entre eles Rogério Cervi. Em 2016, houve uma reestruturação societária: a parte de um dos fundadores foi adquirida, e a gestão passou a ser conduzida pela família. Rogério foi acompanhado pelos filhos, que se tornaram sócios. No mesmo ano, a empresa mudou para uma nova sede, marcando o início de uma nova fase. Ao longo dos anos, a REP expandiu sua atuação para todo o Brasil e, em 2017, ingressou em uma rede global de corretores, conectando-se ao mercado internacional e ampliando a oferta de soluções para seus clientes.

Inspirada por práticas observadas no mercado internacional de seguros, logo a REP Seguros adotaria a aquisição de empresas como mais uma estratégia para impulsionar seu crescimento. Com esse objetivo, a empresa iniciou um processo de análise de possíveis aquisições no mercado brasileiro. Entre os movimentos realizados, destacam-se a aquisição da Paulo Sperb e a fusão com a Frico Seguros, iniciativas que consolidaram sua posição no setor. “Essas uniões trouxeram novas perspectivas, talentos e sinergias, fortalecendo ainda mais a nossa empresa”, avalia Felipe Cervi, CEO da REP.

Segundo Felipe, a chave para o sucesso da empresa está em uma combinação única de fatores, que envolvem equipe, tecnologia, conhecimento de mercado e da realidade do cliente. “Nossa equipe mergulha profundamente no dia a dia do cliente. Ao compreender a fundo as particularidades de cada negócio, seus desafios e objetivos, somos capazes de identificar os riscos específicos e propor soluções sob medida. Essa abordagem personalizada nos permite oferecer muito mais do que apenas um seguro, oferecendo tranquilidade e segurança para que nossos clientes possam focar em seus negócios”, complementa.

A tecnologia também ocupa um papel central na atuação da REP Seguros, que utiliza ferramentas avançadas para análise de dados, simulação de cenários e desenvolvimento de soluções mais precisas e eficientes. Além disso, a empresa mantém parcerias estratégicas com as principais seguradoras do mercado, garantindo uma oferta diversificada de produtos e serviços. “Eu acredito que as parcerias mais duradouras são construídas na base da confiança e da compreensão mútua. Por isso, na REP usamos uma abordagem que valoriza o resultado, antecipando e resolvendo problemas antes que eles sequer apareçam ou se tornem maiores”, acrescenta Felipe.

Para isso, a empresa exerce o que chama de escuta ativa, não se limitando a ouvir as palavras dos clientes, mas buscando desvendar suas necessidades implícitas. Da mesma maneira, busca não apenas acompanhar as tendências do mercado, mas também antecipá-las. É com essa abordagem que a empresa gaúcha assegura que os clientes estejam preparados para enfrentar qualquer desafio.

Gaúcha REP Seguros faz parte de uma rede global de corretores, ampliando a oferta de soluções para seus clientes

Cenário fiscal afetará crescimento em 2025, prevê Fiesc

Gastos do governo elevam pressão sobre os juros, cenário que deve prejudicar a economia no próximo ano

“Em 2025 vamos começar a sentir os impactos do ciclo de alta da Selic, com efeitos negativos para os setores que dependem de crédito, justamente os que vinham puxando para cima o desempenho da indústria catarinense”, alerta Aguiar

O equilíbrio fiscal segue como principal preocupação do setor industrial para o próximo ano. Isso porque o pacote de corte de gastos apresentado recentemente pelo governo federal não deve ser capaz de equilibrar as contas públicas, o que pressionará a taxa básica de juros. Após um ano em que a indústria catarinense cresceu impulsionada pelos reflexos da queda da taxa de juros promovida até maio de 2024, o cenário para 2025 é menos favorável. A avaliação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, durante o balanço econômico da entidade, nesta terça-feira (10). “Em 2025 vamos começar a sentir os impactos do ciclo de alta da Selic, com efeitos negativos para os setores que dependem de crédito, justamente os que vinham puxando para cima o desempenho da indústria catarinense”, explica. A expectativa é que o movimento de alta dos juros afete também o consumo, numa tentativa de frear a inflação. “Embora diversificada, a indústria catarinense tende a ter um desempenho menos robusto do que em 2024, dada a expectativa de retração no crédito e no consumo”, pondera.

Em 2025 a perspectiva é de um cenário externo ainda mais desafiador, com o aumento dos conflitos no Oriente Médio e a situação na Ucrânia ainda afetando o ambiente geopolítico. Soma-se a isso uma conjuntura complexa para o comércio internacional, com China e Estados Unidos lançando mão de políticas protecionistas. “Santa Catarina até poderá se beneficiar, mas ainda é cedo para avaliar quais as efetivas oportunidades para as indústrias do estado”, avalia.Aguiar também comentou o acordo de associação entre Mercosul e a União Europeia, concluído na sexta-feira (6). Na visão dele, a iniciativa é um passo importante, mas não definitiva para o aumento dos negócios entre o Brasil e a União Europeia. “Vemos potencial para ampliar negócios em diversos segmentos nos quais a diversificada indústria catarinense é competitiva, mas há uma série de aprovações que precisam ser concluídas para que o acordo efetivamente entre em vigor”, pontuou.

Bolsa Família
A escassez de trabalhadores e a necessidade de qualificar a força de trabalho também são preocupações da indústria para 2025 em Santa Catarina, conforme pesquisa com industriais catarinenses, já que o estado vive uma situação de pleno emprego. No acumulado do ano até outubro houve um aumento de 6,5% no estoque de empregos da indústria catarinense. Dados do IBGE mostram que o estado tem a terceira menor taxa de desocupação do país, de 2,8%, de acordo com dados do terceiro trimestre. “Situação já rotineira, a dificuldade em preencher vagas e atrair os jovens para o trabalho na indústria é um dos principais gargalos para o crescimento. Esse cenário, especialmente em nível nacional, exige que o programa Bolsa Família seja aprimorado, pois já afeta o mercado de trabalho”, destaca Aguiar.

“Embora seja uma iniciativa importante de enfrentamento à pobreza, ela precisa ser aperfeiçoada, pois desestimula a busca por emprego e incentiva a informalidade. Vivemos um paradoxo: enquanto 20 milhões de famílias brasileiras recebem o benefício, empresas têm dificuldade para contratar trabalhadores”, argumenta Aguiar. Nesse sentido, a Fiesc enviou à bancada federal catarinense manifestação em que propõe mudanças no programa. A lógica é buscar um modelo para incentivar o trabalho, ajudando beneficiários a desenvolver habilidades, aumentar a renda e sair da pobreza de forma sustentável. Isso também reduziria os custos do programa, liberando recursos para impulsionar a produtividade da economia. “O sucesso do programa deve ser medido pela rapidez com que os beneficiários se tornam independentes, e não pelo aumento no número de atendidos. Trabalho e estudo são essenciais para o sucesso de pessoas, empresas e países”, resume Aguiar.

Gastos do governo elevam pressão sobre os juros, cenário que deve prejudicar a economia no próximo ano

Índice de confiança do empresário industrial recua em dezembro

Alta dos juros e desvalorização do real foram os principais motivos para a queda

A avaliação dos industriais é de que a economia está pior agora do que estava há seis meses

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu pelo terceiro mês consecutivo, mostra levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quarta-feira (11). Desde setembro, o indicador acumula queda de 3,2 pontos. Apenas em dezembro, o ICEI caiu 2,5 pontos, chegando aos 50,1 pontos, o que revela que os empresários passaram de um estado de confiança para um estado de neutralidade. Para o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a tendência de queda do indicador se deve à alta da taxa de juros pelo Banco Central e às incertezas que culminaram em uma desvalorização do real frente ao dólar.

“Nos últimos meses, a retomada da elevação dos juros vem afetando a confiança dos empresários sobre os seus negócios e, principalmente, sobre a economia. Em dezembro, a taxa de câmbio se tornou bastante volátil, trazendo incerteza e impactando a avaliação deles”, pontua Azevedo. O tombo do ICEI em dezembro é consequência da pior percepção dos empresários quanto ao presente e ao futuro das empresas e da economia. O Índice de condições atuais – um dos dois componentes do ICEI – caiu 1,8 ponto em dezembro, para 46,5 pontos, o que significa falta de confiança. A avaliação dos industriais é de que a economia está pior agora do que estava há seis meses.

Já a percepção sobre o momento atual das empresas passou de um patamar positivo para um patamar neutro. Na avaliação dos empresários, as condições correntes das empresas deixaram de melhorar na comparação com as de um semestre atrás. Segundo a pesquisa, o índice de expectativas caiu 2,8 pontos, para 51,9 pontos. O indicador permanece acima da linha divisória de 50 pontos, indicando que os empresários seguem confiantes para os próximos seis meses. Isso se deve, sobretudo, às expectativas otimistas dos industriais quanto ao futuro das empresas, que recuaram em dezembro, mas permanecem em patamar positivo. Por outro lado, as perspectivas deles para o próximo semestre da economia se tornaram ainda mais negativas.

Alta dos juros e desvalorização do real foram os principais motivos para a queda

Koerich inaugura nova loja na Grande Florianópolis

Varejista catarinense soma 130 unidades

A varejista Koerich é a 246ª maior empresa da região e também a 61ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

O Koerich celebra a inauguração de sua 130ª loja neste sábado (7). A nova unidade estará localizada em Palhoça, um dos municípios de maior crescimento econômico na Grande Florianópolis. A escolha do município para a nova unidade reflete o planejamento estratégico da rede varejista catarinense. “Palhoça é uma cidade que está em constante expansão, com um mercado aquecido e um público que busca qualidade e bom atendimento,” justifica Ronaldo Koerich, vice-presidente do Koerich. “Realizamos uma grande negociação com parceiros e fornecedores, temos um estoque aquecido e estamos prontos para atender a grande demanda que se iniciou em novembro, com as ações de Black Friday, se estendem ao período de Natal e também com as ações de ano novo”, completa.

Com uma trajetória de quase sete décadas, o Koerich está presente em mais de 68 cidades e empregando diretamente mais de 1.500 colaboradores. A varejista Koerich é a 246ª maior empresa da região e também a 61ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Varejista catarinense soma 130 unidades

Serviços avançam 1,1% em outubro e renovam patamar recorde

Com isso, o setor renovou o ponto mais alto da série histórica

Em outubro, o setor de transportes cresceu 4,1%, com altas em todos os modais

Em outubro, o volume de serviços do país cresceu 1,1% frente a setembro, na série com ajuste sazonal. Com isso, o setor renovou o ponto mais alto da série histórica e está 17,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). A alta do mês foi puxada, principalmente, pelos serviços de transportes, que cresceram 4,1%, com taxas positivas em seus quatro modais: terrestre (1,6%); aquaviário (0,7%); aéreo (27,1%) e armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio (2,6%). Outro setor em alta foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares (1,6%). As outras três atividades econômicas mostraram taxas negativas: informação e comunicação (-1,0%); outros serviços (-1,4%) e serviços prestados às famílias (-0,1%).

“O transporte aéreo exerceu o principal impacto positivo no mês em função da queda observada nos preços das passagens aéreas”, observa Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Na série com ajuste sazonal, o volume de serviços cresceu em 22 das 27 unidades da federação. Os impactos positivos mais importantes vieram de São Paulo (1,2%), Rio Grande do Sul (5,1%) e Paraná (2,1%). Já o Rio de Janeiro (-1,8%) exerceu a principal influência negativa do mês, seguido por Amazonas (-4,2%) e Piauí (-3,5%). Frente a outubro de 2023, houve altas em 22 das 27 unidades da federação. A contribuição positiva mais importante ficou com São Paulo (8,6%), seguido por Paraná (9,3%), Santa Catarina (12,7%) e Rio de Janeiro (2,5%). Pelo lado das quedas, o Rio Grande do Sul (-3,8%) se destacou, seguido por Mato Grosso (-2,9%) e Mato Grosso do Sul (-4,1%).

Com isso, o setor renovou o ponto mais alto da série histórica

País precisa fortalecer participação social

Relatório da Oxfam revela que ação permite combate efetivo da desigualdade

Pobreza e desemprego na América Latina dificultam efetivação da Agenda 2030

Em relatório publicado nesta semana, a organização da sociedade civil Oxfam Brasil recomendou que o país aprofunde a participação social nas decisões políticas para que haja um combate mais efetivo da desigualdade social. A entidade, que completa dez anos no país em dezembro, é voltada ao aumento da justiça social e igualdade. “[Deve-se] promover uma ampliação da participação social por meio da criação de espaços deliberativos que garantam a voz e a vez de grupos historicamente marginalizados, aumentando a permeabilidade do Estado e assegurando que as decisões políticas reflitam verdadeiramente as demandas da sociedade civil”, diz o relatório Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: 10 anos de Desafios e Perspectivas.

Entre as sugestões, também está a efetivação da Política Nacional de Cuidado, já aprovada no início do mês no Congresso Nacional. O Senado aprovou na quinta-feira (5) o Projeto de Lei 5.791/2019, que cria a Política Nacional de Cuidados. A proposta é garantir direitos e promover melhorias nas relações profissionais ou não remuneradas de cuidado. Entre os avanços dos últimos anos, destacados no relatório, está a saída de 14,7 milhões de pessoas da fome extrema em 2023, reflexo, segundo o documento, de políticas redistributivas como o Bolsa Família. O texto também ressalta a implementação de cotas raciais nas universidades públicas, que resultou no aumento da participação de estudantes negros – de 40% em 2011 para 51% em 2019. “Esses dados mostram que políticas públicas inclusivas têm o poder de transformar vidas e reduzir desigualdades históricas”, afirmou a diretora executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago.

O relatório também comparou as desigualdades de gênero e racial no período de 2013 a 2023. Há dez anos, segundo o documento, os homens brancos, que eram 27,2% da população, concentravam quase 40% da renda nacional. Já os homens negros, que compunham 31,36% da população, ficavam com apenas 25,3% da renda. Mulheres negras tinham a situação mais desfavorável: representavam 20,1% da população, mas detinham somente 12,3% dos rendimentos. “Uma década depois, esses números indicam avanços. Em 2023, os homens negros passaram a representar 32,1% da população, com uma fatia da renda que subiu para 26,8%. As mulheres negras, que agora correspondem a 22,4% da população, tiveram sua participação nos rendimentos aumentada para 15%. Apesar desse crescimento, ainda estão muito distantes da igualdade com homens e mulheres brancos”, destaca o texto.

O relatório mostrou ainda a variação do Índice de Gini, que chegou a 0,504 em 2014, o menor patamar da década, no último ano do governo de Dilma Rousseff, antes do impeachment. O índice é uma métrica de desigualdade de renda e sua queda significa maior redistribuição econômica. Em 2020, houve um agravamento desse cenário, especialmente durante a pandemia de Covid-19, quando o indicador atingiu 0,541, seu maior pico na década. O índice voltou a cair a partir de 2024, chegando a 0,509. O documento também revelou retrocessos preocupantes, como o impacto da Emenda Constitucional 95, de 2016, que congelou os gastos públicos por 20 anos, comprometendo investimentos em áreas essenciais como saúde e educação. “Essa política de austeridade afetou diretamente a população mais vulnerável e comprometeu o combate às desigualdades”, destaca o documento. Outra medida prejudicial, segundo o texto, foi a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em 2019, que contribuiu para o aumento da pobreza e a volta do Brasil ao Mapa da Fome entre 2019 e 2022.

Com ABR

Relatório da Oxfam revela que ação permite combate efetivo da desigualdade

Cenário fiscal afetará crescimento em 2025, prevê Fiesc

Gastos do governo elevam pressão sobre os juros, cenário que deve prejudicar a economia no próximo ano

“Em 2025 vamos começar a sentir os impactos do ciclo de alta da Selic, com efeitos negativos para os setores que dependem de crédito, justamente os que vinham puxando para cima o desempenho da indústria catarinense”, alerta Aguiar

O equilíbrio fiscal segue como principal preocupação do setor industrial para o próximo ano. Isso porque o pacote de corte de gastos apresentado recentemente pelo governo federal não deve ser capaz de equilibrar as contas públicas, o que pressionará a taxa básica de juros. Após um ano em que a indústria catarinense cresceu impulsionada pelos reflexos da queda da taxa de juros promovida até maio de 2024, o cenário para 2025 é menos favorável. A avaliação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, durante o balanço econômico da entidade, nesta terça-feira (10). “Em 2025 vamos começar a sentir os impactos do ciclo de alta da Selic, com efeitos negativos para os setores que dependem de crédito, justamente os que vinham puxando para cima o desempenho da indústria catarinense”, explica. A expectativa é que o movimento de alta dos juros afete também o consumo, numa tentativa de frear a inflação. “Embora diversificada, a indústria catarinense tende a ter um desempenho menos robusto do que em 2024, dada a expectativa de retração no crédito e no consumo”, pondera.

Em 2025 a perspectiva é de um cenário externo ainda mais desafiador, com o aumento dos conflitos no Oriente Médio e a situação na Ucrânia ainda afetando o ambiente geopolítico. Soma-se a isso uma conjuntura complexa para o comércio internacional, com China e Estados Unidos lançando mão de políticas protecionistas. “Santa Catarina até poderá se beneficiar, mas ainda é cedo para avaliar quais as efetivas oportunidades para as indústrias do estado”, avalia.Aguiar também comentou o acordo de associação entre Mercosul e a União Europeia, concluído na sexta-feira (6). Na visão dele, a iniciativa é um passo importante, mas não definitiva para o aumento dos negócios entre o Brasil e a União Europeia. “Vemos potencial para ampliar negócios em diversos segmentos nos quais a diversificada indústria catarinense é competitiva, mas há uma série de aprovações que precisam ser concluídas para que o acordo efetivamente entre em vigor”, pontuou.

Bolsa Família
A escassez de trabalhadores e a necessidade de qualificar a força de trabalho também são preocupações da indústria para 2025 em Santa Catarina, conforme pesquisa com industriais catarinenses, já que o estado vive uma situação de pleno emprego. No acumulado do ano até outubro houve um aumento de 6,5% no estoque de empregos da indústria catarinense. Dados do IBGE mostram que o estado tem a terceira menor taxa de desocupação do país, de 2,8%, de acordo com dados do terceiro trimestre. “Situação já rotineira, a dificuldade em preencher vagas e atrair os jovens para o trabalho na indústria é um dos principais gargalos para o crescimento. Esse cenário, especialmente em nível nacional, exige que o programa Bolsa Família seja aprimorado, pois já afeta o mercado de trabalho”, destaca Aguiar.

“Embora seja uma iniciativa importante de enfrentamento à pobreza, ela precisa ser aperfeiçoada, pois desestimula a busca por emprego e incentiva a informalidade. Vivemos um paradoxo: enquanto 20 milhões de famílias brasileiras recebem o benefício, empresas têm dificuldade para contratar trabalhadores”, argumenta Aguiar. Nesse sentido, a Fiesc enviou à bancada federal catarinense manifestação em que propõe mudanças no programa. A lógica é buscar um modelo para incentivar o trabalho, ajudando beneficiários a desenvolver habilidades, aumentar a renda e sair da pobreza de forma sustentável. Isso também reduziria os custos do programa, liberando recursos para impulsionar a produtividade da economia. “O sucesso do programa deve ser medido pela rapidez com que os beneficiários se tornam independentes, e não pelo aumento no número de atendidos. Trabalho e estudo são essenciais para o sucesso de pessoas, empresas e países”, resume Aguiar.

Gastos do governo elevam pressão sobre os juros, cenário que deve prejudicar a economia no próximo ano