Archives Dezembro 2024

Petrobras contrata estaleiros catarinenses para 12 navios de suporte

Operação terá um custo de R$ 16,5 bilhões

A Bram Offshore, de Navegantes, foi uma das empresas catarinenses contratadas

A Petrobras anunciou na quinta-feira (12) a contratação de dois estaleiros catarinenses para a construção e afretamento de 12 embarcações do tipo Platform Supply Vessel (PSV), usadas para dar apoio marítimo abastecendo de suprimentos estruturas como plataformas de petróleo e navio-plataforma. Os contratos somam R$ 16,5 bilhões, e as empresas contratadas são a Bram Offshore e Starnav Serviços Marítimos, localizadas respectivamente em Navegantes e Itajaí. Essas embarcações serão fundamentais para as operações de logística de exploração e produção da companhia até 2028. Os contratos, firmados com as empresas Bram Offshore e Starnav Serviços Marítimos, foram anunciados pela presidente Magda Chambriard, durante a reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), em Brasília.

Segundo Magda Chambriard, a modernização da frota de embarcações de apoio é uma das iniciativas do Plano de Negócios da Petrobras para o período de 2025 a 2029. “Essas novas unidades não só irão incorporar o que há de mais moderno em tecnologia, como também representam nosso engajamento com melhores práticas sustentáveis e inovadoras. São projetos que atendem aos mais elevados padrões ambientais, sociais e de governança, essenciais para um futuro sustentável, além de gerar cerca de 11 mil empregos diretos e indiretos”, afirmou a CEO.

Os contratos incluem um período de até quatro anos para mobilização e 12 anos de operação, além da exigência de 40% de conteúdo local durante a fase de construção. As embarcações serão construídas nos estaleiros próprios das empresas vencedoras, localizados em Santa Catarina, nos municípios de Navegantes (Bram) e de Itajaí (Starnav). Cada empresa será responsável pelo afretamento para a Petrobras de seis embarcações. As embarcações de apoio contarão com um sistema propulsivo híbrido, que combina motores elétricos e baterias com geradores movidos a diesel/biodiesel, alinhados ao compromisso da Petrobras de reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Os contratos trazem impacto positivo significativo na indústria nacional de construção naval e na geração de empregos no setor alinhado com os compromissos do Plano de Negócios da Petrobras.

Operação terá um custo de R$ 16,5 bilhões

Construção civil projeta crescer 2,3% no próximo ano

A alta deve ser de 4,1% em 2024

De janeiro a setembro, vendas de apartamentos novos subiram 20%

O setor de construção civil cresceu 4,1% em 2024. Para 2025, a expectativa é de uma nova alta, desta vez de 2,3%, segundo previsões iniciais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), apresentadas na segunda-feira (16), por meio do relatório Desempenho da Construção Civil em 2024 e Perspectivas para 2025. De acordo com a CBIC, o resultado se deve a fatores como o aquecimento do mercado imobiliário pela retomada de obras do Programa Minha Casa, Minha Vida; obras em função do ano eleitoral; dinamismo do mercado de trabalho; e melhor desempenho da economia brasileira.

“O bom desempenho da construção civil durante o ano de 2024 pode ser notado também nas vendas de cimento, no período acumulado de dezembro de 2023 a novembro de 2024. No mercado interno, foram 64,5 milhões toneladas, o que corresponde a uma alta de 4% em relação a igual período do ano anterior. E de janeiro a novembro, as vendas foram de 60 milhões [de toneladas], avanço de 4% considerando igual período do ano anterior”, destacou Ieda Vasconcelos, economista da CBIC. Segundo Renato Correia, presidente da CBIC, o bom resultado influencia toda a cadeia produtiva do setor. “Quando a construção cresce, o consumo de materiais obviamente cresce, assim como vários setores são impulsionados. É o caso do cimento e também do aço, das louças, das tintas, portas, esquadrias, vidros e uma série de materiais que fazem com que a economia gire”, explicou.

Com ABR

A alta deve ser de 4,1% em 2024

CCR leva o lote 3 do novo pacote de concessões rodoviárias do Paraná

Concessionária investirá quase R$ 16 bilhões

A disputa durou mais de 20 minutos, com 22 lances que aumentaram o desconto ofertado em 1,8% até a oferta vencedora da CCR

Com desconto de 26,6% em relação ao valor da tarifa de referência estipulada em edital (R$ 0,14596), a CCR foi a vencedora do leilão do Lote 3 do novo pacote de concessões rodoviárias do Paraná, realizado nesta quinta-feira (12), na sede da B3, a Bolsa de Valores do Brasil, em São Paulo. Ele conecta a segunda cidade mais populosa do Paraná, Londrina, com Curitiba e o porto de Paranaguá. Com a proposta, os descontos em relação às antigas tarifas praticadas no trecho, se estivessem vigentes, podem ser de mais de 50%. O leilão que definiu a vencedora foi disputado por quatro empresas interessadas. Além da CCR, participaram também os consórcios InfraBR V, Infraestrutura PR e Paraná 41 Oportunity.

Durante o leilão, as proponentes apresentaram envelopes com propostas com descontos que variavam de início entre 16,42% e 24,08% em relação à tarifa básica de pedágio. Como a diferença entre as melhores propostas foi menor do que 5%, o certame foi decidido em lances a viva-voz por três das empresas que ofereceram os maiores descontos. A disputa durou mais de 20 minutos, com 22 lances que aumentaram o desconto ofertado em 1,8% até a oferta vencedora da CCR. “Estamos muito felizes em poder retornar ao Paraná, uma região que gostamos muito. Já operamos parte desse lote através da Rodonorte. É um corredor importante de exportação, que liga o sul do Mato Grosso do Sul e o norte do Paraná aos portos de Paranaguá e de São Francisco do Sul”, declarou Eduardo Camargo, CEO da CCR. A concessionária já opera os aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina no Paraná.

“Hoje damos mais um passo em direção à modernização das nossas rodovias, com muitas obras a um preço justo, em uma grande e transparente disputa na B3. Sem demagogia, sem falsas promessas, estamos tirando do papel o maior pacote de infraestrutura rodoviária da América Latina, o que vai dar mais segurança e agilidade às estradas do Paraná”, afirmou Ratinho Junior.

O lote 3 faz parte da Malha Norte, que abrange 22 cidades e faz a ligação do norte do Paraná com o eixo rodoviário da BR-277, chegando até o porto de Paranaguá (veja infográfico ao final). São 569 quilômetros envolvendo as rodovias federais BR-369, BR-373 e BR-376, e as estaduais PR-170, PR-323, PR-445 e PR-090. A previsão é que a concessionária vencedora do leilão invista R$ 9,8 bilhões em obras, além de R$ 6 bilhões em serviços operacionais. As rodovias atendidas nesse trecho atravessam as cidades de Sertaneja, Sertanópolis, Londrina, Cambé, Ibiporã, Tamarana, Mauá da Serra, Marilândia do Sul, Califórnia, Apucarana, Arapongas, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari, Ortigueira, Imbaú, Faxinal, Tibagi, Ipiranga, Ponta Grossa, Palmeira e Balsa Nova. A previsão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é gerar 143 mil empregos, entre diretos, indiretos e efeito renda.

Estão previstos 132 quilômetros de duplicações e 24,6 quilômetros de faixas adicionais. Entre as novidades está o Contorno de Apucarana, no Vale do Ivaí, ligando a BR-369 à BR-376 e com 13,8 quilômetros de extensão. A região também deve ganhar o Contorno de Califórnia, com pouco mais de cinco quilômetros, ligando dois trechos da BR-376. Já Ponta Grossa ganhará dois novos contornos: o Contorno Norte, com extensão total de 14,65 quilômetros, entre a BR-376 e a BR-373, e o Contorno Leste, que vai ligar a BR-373 à PR-151 e terá 27,7 quilômetros de extensão. O lote 3 também vai concluir a duplicação da Rodovia do Café (BR-376), entre Mauá da Serra e Ponta Grossa. Serão duplicados 52,58 quilômetros da BR-376, divididos em quatro segmentos, passando por Mauá da Serra, Ortigueira e as proximidades de Imbaú.

Os contratos preveem que as principais intervenções sejam executadas nos primeiros anos dos 30 de vigência da concessão. A empresa contratada também deverá arcar com os custos operacionais durante o período, o que inclui serviços médico e mecânico, pontos de parada de descanso para caminhoneiros e sistema de balanças de pesagem. Serão sete praças de pedágio (cinco existentes e duas novas), localizadas em Sertaneja, Mauá da Serra, Ortigueira, Imbaú, Tibagi, Londrina e na Colônia Witmarsum.

Outros leilões
Com o fim da concessão do antigo Anel de Integração em 2021, o governo estadual, em parceria com a ANTT, governo federal e sociedade civil, trabalharam em um modelo inédito no País, unindo rodovias federais e estaduais em um mesmo programa, dividido em seis lotes. O leilão do lote 1 aconteceu em agosto de 2023, tendo como vencedor o Grupo Pátria, que deverá investir R$ 7,9 bilhões em obras de melhorias e manutenção em trechos das rodovias BR-277, BR-373, BR-376, BR-476, PR-418, PR-423 e PR-427. Já o leilão do lote 2 aconteceu um mês depois, em setembro, vencido pelo Grupo EPR, com investimentos previstos de R$ 10,8 bilhões em obras nas rodovias BR-153, BR-277, BR-369, PR-092, PR-151, PR-239, PR-407, PR-408, PR-411, PR-508, PR-804 e PR-855.

O leilão do lote 6 acontece na próxima semana, no dia 19 de dezembro, também na B3. São 662 quilômetros das rodovias BR-163, BR-277, PR-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483, com investimento de R$ 20 bilhões. Os Lotes 4 e 5 serão leiloadas em 2025. No total, serão 3,3 mil quilômetros de estradas concedidas à iniciativa privada, sendo 1,1 mil quilômetros destas de rodovias estaduais. Os investimentos devem ultrapassar R$ 60 bilhões durante as três décadas de contrato.

Concessionária investirá quase R$ 16 bilhões

Comércio acumula alta de 5% no ano

Vendas no varejo variam 0,4% em outubro

O setor de móveis e eletrodomésticos contribuiu para a variação positiva das vendas no comércio varejista em outubro

Em outubro, as vendas no comércio varejista no Brasil variaram positivamente 0,4% na comparação com o mês anterior, quando tiveram variação positiva de 0,6%. Em 2024, o varejo acumula alta de 5%. A média móvel trimestral, após variação de 0,3% em setembro, voltou a variar 0,3% no trimestre encerrado em outubro. Já o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4,4%, 25º mês seguido em que esse indicador é positivo. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (12) pelo IBGE.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 0,9% na passagem de setembro para outubro. Na comparação com outubro de 2023, houve expansão de 8,8%, décimo resultado positivo consecutivo. O último mês a apresentar variação negativa foi dezembro de 2024. A média móvel trimestral do varejo ampliado subiu 0,8% no trimestre encerrado em outubro.

Quanto às atividades, seis das oito apresentaram resultados positivos: móveis e eletrodomésticos (7,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,7%), tecidos, vestuário e calçados (1,7%), combustíveis e lubrificantes (1,3%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,3%). Por outro lado, entre setembro e outubro de 2024, dois dos oito grupamentos pesquisados mostraram queda: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,1%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,5%).

“O resultado de outubro, apesar de representar estabilidade em relação a setembro, marca uma trajetória positiva do varejo brasileiro ao longo de 2024. Dos dez meses apurados até agora, apenas junho registrou queda efetiva (-0,9%). Nos demais, houve crescimento ou estabilidade. Esse cenário, inclusive, vem renovando o patamar recorde histórico da série, indicando aquecimento do comércio nacional. Já é a terceira vez no ano que o recorde se renova”, explica Cristiano Santos, gerente da pesquisa. “O setor de móveis e eletrodomésticos foi o que teve maior alta em outubro, refletindo os dois meses anteriores de queda. ao longo do ano, o segmento apresenta uma volatilidade alta, com maior amplitude tanto de altas quanto de baixas, mais intensa do que a dos demais setores”, acrescenta. Ele lembra que, em outubro, os elevados estoques alcançados nos meses anteriores levaram algumas das grandes cadeias de lojas a realizar promoções.

Vendas no varejo variam 0,4% em outubro

Atividade econômica registra leve alta de 0,1% em outubro

Em 12 meses, indicador é positivo em 3,4%

Na comparação com outubro de 2023, houve crescimento de 7,3%

Pelo quarto mês seguido, em outubro deste ano a atividade econômica brasileira teve crescimento, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central (BC), em Brasília. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,1% em outubro em relação a setembro, segundo dados dessazonalizados (ajustados para o período). No mês, o IBC-Br atingiu 154,4 pontos. Na comparação com outubro de 2023, houve crescimento de 7,3% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo em 3,4%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 12,25% ao ano. O ndice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação
A inflação oficial do país perdeu força na passagem de outubro para novembro e fechou o último mês em 0,39%. Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia sido de 0,56%. No acumulado de 12 meses, a inflação soma 4,87%, acima do teto da meta de 3%, que tem tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar o ritmo de alta dos juros, na reunião da última quarta-feira (11). O órgão informou que elevará a taxa Selic em um ponto percentual nas próximas duas reuniões, em janeiro e março, caso os cenários se confirmem.

Esse foi o terceiro aumento seguido da Selic. A taxa retornou ao nível de dezembro do ano passado, quando estava em 12,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após passar um ano em 13,75% ao ano [entre agosto de 2022 e agosto de 2023], a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, começando a aumentar a Selic na reunião de setembro, quando a taxa subiu 0,25 ponto, e novembro, quando subiu 0,5 ponto.

PIB
Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega uma metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.” O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Com resultado trimestral, superando as projeções, no terceiro trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9% na comparação com o segundo trimestre de 2024, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta acumulada no ano, de janeiro a setembro, é de 3,3%. Em 2023, o PIB do Brasil cresceu 3,2%.

Com ABR

Em 12 meses, indicador é positivo em 3,4%

Curitiba vai testar delivery por drone em 2025

Parceria envolve Vale do Pinhão com a Atech, empresa do Grupo Embraer

Capital será protagonista do projeto para que os drones sobrevoem o espaço urbano para fazer entregas

Na tarde desta quarta-feira (27), Curitiba lança um projeto que vai torná-la protagonista de uma revolução logística: a cidade será sede, em 2025, dos testes de sistemas para tornar a entrega com drones direto ao consumidor final uma realidade. A parceria foi firmada com a Atech, empresa do Grupo Embraer especializada em aplicações voltadas ao controle do espaço aéreo e responsável por quase 100% dos sistemas de suporte à tomada de decisão neste campo de atividade. A empresa escolheu a capital paranaense como laboratório para realizar, em 2025, estudos, definição de processos e testes práticos para viabilizar o serviço de entregas por drones em ambientes estritamente urbanos, dentro de regulamentação específica e seguindo rigorosos padrões de segurança para os cidadãos e operadores. Para lançar o projeto, o prefeito Rafael Greca e o CEO da Atech, Rodrigo Persico de Oliveira, vão receber, no Parque Tanguá, uma encomenda entregue por um drone, em um voo inaugural e simbólico, gerenciado pela empresa.

Voo simbólico
O evento está previsto para às 15h – conforme as condições climáticas -, com a decolagem de um drone VLOS [sigla de Visual Line OfSight, em que o piloto, em solo, mantém o contato visual direto com o drone]. O veículo aéreo vai atravessar o lago do Parque Tanguá, subindo até belvedere do parque, no Jardim Poty Lazzarroto. Será uma subida de aproximadamente 110 metros e cerca de 900 metros de distância. É um voo simbólico, já que os testes a partir de 2025 serão bem mais desafiadores. A implantação do serviço de delivery por via aérea com drones serão com outro tipo de veículos aéreos não-tripulados: os drones de rotas de BVLOS [sigla para Beyond Visual Line of Sight, para voos além do alcance visual do piloto ou de um observador], o que permite percorrer maiores distâncias.

A parceria foi firmada pela prefeitura por meio da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, que assinou o acordo de cooperação com a Atech para o “Projeto de Pesquisa de Operações BVLOS em Ambiente Urbano”. O acordo, válido por um ano, permite o desenvolvimento dos sistemas necessários para assegurar o serviço de forma segura e efetiva, para que seja regulamentado. A parceria foi possível pelo o Sandbox Regulatório de Curitiba, criado por decreto municipal em 2021 e que autoriza, de forma experimental e temporária, os testes de produtos e serviços inovadores na cidade, sem a necessidade da totalidade de licenças e alvarás normalmente exigidos

O assessor estratégico da Atech, João Batista Oliveira Xavier, destacou que a empresa escolheu Curitiba para iniciar os testes por seu perfil de cidade de vanguarda e inovação. “Escolhemos Curitiba porque é uma cidade voltada à inovação e ao ineditismo. Estamos desenvolvendo sistemas para os drones circularem em grandes áreas e para os diferentes tipos de entregas, desde um remdio de uma Unidade de Saúde para um hospital, até a entrega de uma roupa, da loja para a casa do cliente. E precisamos contar com prefeituras como steakholders, já que os equipamentos vão voar dentro das cidades”, disse o assessor. Xavier também contou que também pesou para a escolha o fato de que a unidade é responsável pelo controle e gerenciamento do espaço aéreo da região Sul e adjacências está em Curitiba, o Cindacta II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo). A proximidade facilita o contato a órgãos normativos subordinados ao Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

O projeto vem sendo desenvolvido em fase laboratorial pela Atech há três anos, para que seja levado para os testes em ambiente real em Curitiba. Voos com drones em rotas BVLOS já foram testadas pontualmente no Brasil, em rotas sem concentração de população ou pontualmente, de um determinado a um posto de distribuição, em ambientes aéreos controlados e não em ambiente urbano. Em Curitiba, o objetivo é colocar os drones no espaço aéreo da cidade, em entregas reais, considerando áreas de edifícios, áreas verdes, redes de fiação elétrica e diferentes condições climáticas.

“A prioridade é evitar riscos, garantir segurança e constância nas entregas, por isso, precisamos avançar nos testes. É justamente esse tipo de voo, urbano, sobre casas e edificações, que vai dar escalabilidade ao delivery por drone”, explica o gerente de negócios da Atech, Agenir de Carvalho Dias. A meteorologia é outro fator a ser considerado nos testes: em escala comercial, as entregas não poderiam, em tese, deixar de acontecer por causa das chuvas. Nesse sentido, a fama curitibana de ter as quatro estações em um único dia também favorece os testes. Mundo afora, já há algumas experiências práticas do delivery com drones. Na China, há cidades com a entrega comercial de produtos. Nos Estados Unidos, Walmart e Amazon iniciaram operação em Dallas (Texas). A proposta brasileira a ser testada na capital paranaense será com tecnologia nacional e com base em padrões internacionais e nos conceitos de operação sobre o espaço aéreo divulgados nos Estados Unidos, Europa e Brasil.

Parceria envolve Vale do Pinhão com a Atech, empresa do Grupo Embraer

Um lugar para se conectar

Um dos principais hubs de coworking e eventos de Porto Alegre, o NAU Live Spaces se destaca pelo foco em experiências

A decisão de instalar o NAU no Quarto Distrito, uma região em ascensão, foi pensada para oferecer algo fora do comum

O NAU Live Spaces, localizado no histórico prédio do antigo Clube Gondoleiros, no Quarto Distrito de Porto Alegre, é hoje um dos principais hubs da cidade. Inicialmente projetado para ser exclusivamente voltado ao coworking, o espaço evoluiu rapidamente para atender, também, à crescente demanda por eventos presenciais.”Percebemos o encantamento que o espaço gerava e o potencial que ele tinha para se transformar. Agora ele é palco de eventos e foi batizado de Arena Gondoleiros, em homenagem ao prédio e à sua importância histórica para Porto Alegre”, relembra Camila Borelli, CEO do NAU. Além da Arena, o espaço conta também com dois auditórios e salas privativas de reuniões que podem ser locadas por hora ou por diárias.

A escolha do prédio foi estratégica e envolveu uma análise cuidadosa das opções disponíveis na cidade. “Procurávamos um lugar que não lembrasse os escritórios tradicionais, que proporcionasse leveza ao dia a dia e que promovesse conexões. Quando visitamos o prédio, foi amor à primeira vista”, conta Camila. Além disso, a decisão de instalar o NAU no Quarto Distrito, uma região em ascensão, foi pensada para oferecer algo fora do comum. “Buscávamos sair do óbvio. Queríamos um local onde as pessoas pudessem conciliar trabalho, lazer e outras atividades do dia a dia”, explica.

Por todos esses detalhes, o grande diferencial do NAU Live Spaces está na experiência oferecida, seja para quem utiliza os espaços de trabalho ou para quem realiza eventos. Camila também destaca o conceito de “desaceleração” como parte da proposta do espaço: “Enquanto o mundo fala de aceleração, a gente brinca com o conceito de desaceleração, pois criamos um conceito acolhedor e humano, que une um ambiente muito produtivo à questão da descompressão e bem estar”, ressalta. Esse compromisso se reflete na forma como os eventos são planejados e executados no espaço. “Não se trata apenas de locar um espaço bonito. Nosso foco é criar uma atmosfera única, com atendimento personalizado e suporte que fazem a diferença para que o evento se torne memorável.”

Ao longo dos anos, o NAU Live Spaces foi palco de eventos marcantes, como o BS Festival, realizado antes mesmo do espaço ser totalmente finalizado. “Esses momentos mostram o potencial do NAU para criar conexões e experiências diferenciadas”, avalia a CEO. Camila também observa uma forte retomada dos eventos presenciais no mercado. “Embora os híbridos ainda existam para atender a algumas necessidades, os eventos presenciais estão voltando com força, porque a essência deles é conectar pessoas. Não é algo que se consiga replicar no online”, explica.

Ela ressalta que, em um mercado competitivo, oferecer um diferencial é essencial. “As pessoas têm acesso a inúmeras opções de eventos, então é preciso surpreender e encantar. No NAU, focamos em proporcionar experiências que vão além, integrando infraestrutura, atendimento e uma atmosfera única”, finaliza. Assim, com planos de expansão e novidades previstas para o próximo ano, o NAU segue como referncia em inovação e hospitalidade, reafirmando seu papel como um dos principais espaços de conexões em Porto Alegre.

Um dos principais hubs de coworking e eventos de Porto Alegre, o NAU Live Spaces se destaca pelo foco em experiências

Aprendendo marketing com o vendedor de pamonhas

Uma ideia na cabeça e um Jeep Renegade na rua

A pamonha é servida na palha do milho, para dar a impressão de autenticidade e evocar memórias afetivas dos consumidores

O vendedor móvel de pamonhas é uma instituição paulistana, mais ou menos como o de picolés no litoral e o de algodão doce em parques infantis. A diferença é que, na cidade dos faria limers, o carro que oferece a iguaria é um…Jeep Renegade, avaliado em mais de R$ 100 mil. Aliás, um não, mas vários, numa verdadeira frota de maquinário mauricinho a serviço dos negócios – e de valiosas lições de marketing (na foto, Henrique Pereira, dono dos Jeeps da pamonha). Confira:

#1) Tentar algo diferente. O herdeiro da tradicional Pamonhas Arujá primeiro trocou a Kombi por uma Chevrolet Spin. O veículo, incomum para este tipo de serviço, chamou a atenção, garantiu acesso a regiões mais abastadas da cidade e dobrou as vendas diárias do produto. Era o sinal para…

#2) …dobrar a aposta na ousadia. Foi daí que ele resolveu alugar a cobiçada Renegade. O efeito foi imediato, pois…

#3) …percepção é tudo. O carrão emprestou um ar de qualidade ao produto e se tornou um atrativo à parte, virando alvo de postagens em redes sociais (e de uma bem-vinda divulgação gratuita, claro).

#4) Mas, não esqueçamos, tradição também conta. A pamonha é servida na palha do milho, para dar a impressão de autenticidade e evocar memórias afetivas dos consumidores. Uma embalagem plástica até foi tentada, mas descartada.

#5) Investir em novas versões do produto. À revelia do pai, criador do negócio, o herdeiro inseriu novos sabores de pamonhas, recheadas com queijo, carne, frango e goiabada. A produção ficou mais complexa? Sim, mas…

#6) …é o consumidor quem manda: ao “vender para classe alta”, está-se lidando com “pessoas que têm a oportunidade de conhecer pamonhas recheadas em outros estados” diz o CEO. “Senti a necessidade de ter uma gama de produtos diferenciados”.

#7) Produto e preço mudam conforme o mercado – e consequentemente, o poder aquisitivo do consumidor: “Nos bairros nobres de São Paulo, (…) os produtos são vendidos a R$ 15” e as pamonhas têm entre 400 gramas e 450 gramas. “Em locais como a rua 25 de Março e o Brás, centros comerciais populares da capital (…) o preço desce para R$ 10”. Nesses locais, a porção varia de 180 gramas a 280 gramas.

#8) Acompanhar o momento de consumo do cliente: as pamonhas podem ser congeladas por até 60 dias. Afinal, “nem sempre a vontade do cliente vai casar com o horário que o carro passa”, não é mesmo?

#9) Aonde o cliente vai, a empresa vai atrás: durante o verão, o produto passa a ser vendido no litoral…

#10) …e dá um jeito de ser identificada facilmente: a gravação que ecoa pelo sistema de som do carro, anunciando o produto pelas ruas, é a mesma há 40 anos, e bastante conhecida dos consumidores. Por que mudar, então?

#11) Novas frentes? Claro! Há a possibilidade de contratar o carro das pamonhas para eventos, como festas em condomínios…

#12) …mas sem esquecer o negócio principal: que é o de transitar pelas ruas. Os motoristas têm meta de venda de 100 pamonhas por dia, e são comissionados, como em qualquer boa loja de shopping.

Às portas do verão, fica a pergunta: quantos segredos semelhantes não guardam os ambulantes das praias, as carrocinhas de crepe ou os caminhões que vendem frutas da estação?

Uma ideia na cabeça e um Jeep Renegade na rua

Gaúcha Dois Vales Urbanizadora mira Santa Catarina

Joint venture entre TRV e Bripaza também prospecta terrenos na Bahia e Mato Grosso

Empresa prepara seu primeiro lançamento ao lado do Parque Acqua Lokos, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, e também prospecta áreas em Santa Catarina, Mato Grosso e Bahia

O Grupo TRV e a Bripaza anunciaram uma joint venture para incorporação de condomínios horizontais. As empresas gaúchas já são comandadas pela segunda geração das famílias Trevisan, do Vale do Rio Pardo, e Schuvartz, do Vale dos Vinhedos. Os próximos projetos da urbanizadora devem começar pelo interior do Rio Grande do Sul, mas já existe um movimento para fora das terras gaúchas. A Dois Vales está prospectando áreas no litoral de Santa Catarina e no interior da Bahia e do Mato Grosso.

A urbanizadora Dois Vales chega ao mercado em uma área de 23 hectares no Litoral Norte gaúcho — região com mercado imobiliário aquecido e concorrência acirrada. Seu primeiro lançamento, o Allegro Family Resort, terá um VGV de mais de R$ 110 milhões. Serão 310 lotes à beira de lagos com áreas entre 302 metros quadrados e 434 metros quadrados a partir de R$ 270 mil. O condomínio de terrenos será construído ao lado do parque aquático Acqua Lokos, na Estrada do Mar. A infraestrutura oferecerá academia, deck para parrilla, marketplace, pet care e cachorródromo.

Joint venture entre TRV e Bripaza também prospecta terrenos na Bahia e Mato Grosso

HT3 lidera rodada que aportou R$ 10 milhões na Central da Visão

Empresa do H. Egídio Group estreia em investimento em startups na promoção da saúde humana

Tiago e Jefferson: uma empresa tradicional que se aproxima das demandas dos clientes

A HT3 Investimentos, do H. Egídio Group, que atua em suprimentos hospitalares, acaba de estrear aportes em startup voltada a pacientes, liderando uma rodada de mais de R$ 10 milhões na plataforma oftalmológica Central da Visão. O H. Egídio Group foi o líder da rodada e a transação foi realizada com assessoria financeira prestada pela Zaxo, boutique de M&A (fusões e aquisições), que tem escritórios em Curitiba, Florianópolis e Belo Horizonte. De acordo com o CEO da HT3 Investimentos, Tiago Simon Egídio, o aporte na Central da Visão marca o início da atuação do H. Egídio Group no segmento de startups dedicadas à saúde humana. “Somos uma empresa tradicional, dedicada aos suprimentos hospitalares. Agora queremos nos aproximar mais das demandas dos pacientes”, diz.

Assim, a transação faz parte da estratégia do grupo de aumentar sua participação na cadeia da saúde e traz possibilidades de sinergias em tecnologia, geração de demanda e processos. O investimento será utilizado para o desenvolvimento de tecnologias de jornada cirúrgica, além da expansão geográfica da base de clínicas afiliadas e no aprimoramento de cirurgias para subespecialidades da oftalmologia. “Atuamos desde a estruturação da tese de investimentos, lá no começo do processo há mais de um ano e meio atrás, até o fechamento, e seguimos avaliando continuamente oportunidades não orgânicas de expansão para o grupo”, explica Jefferson Nesello, sócio-diretor da Zaxo.

Empresa do H. Egídio Group estreia em investimento em startups na promoção da saúde humana

Coamig Agroindustrial inaugura laticínio em Guarapuava

Unidade recebeu investimento de R$ 20 milhões

A fábrica terá capacidade de produção diária de três toneladas de queijo, além de 400 quilos de manteiga ou nata

O vice-governador Darci Piana participou, nesta quarta-feira (11), da inauguração do Laticínio Fortim, da Coamig Agroindustrial Cooperativa, em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná. Com um investimento de R$ 20 milhões, a unidade terá capacidade de produção diária de três toneladas de queijo, além de 400 quilos de manteiga ou nata. Com a nova estrutura, foram gerados 35 empregos, sendo 25 deles diretos e 10 indiretos, principalmente no transporte de leite. O Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil, com 4,5 bilhões de litros anualmente. O diretor-presidente da Coamig, Osmar Hauagge, ressaltou que o laticínio irá contribuir para a economia local, fortalecendo a cadeia leiteira de Guarapuava e do Paraná. “Não se trata apenas de uma construção física, mas também um símbolo do compromisso da cooperativa com seus membros e com a comunidade em geral. É atravs dela que estamos concretizando o ciclo virtuoso da produção de leite, desde a ordenha nas fazendas até a distribuição dos produtos finais”, disse.

As obras do laticínio começaram em 2022, realizando um sonho antigo da cooperativa, buscando transformar o trabalho dos cooperados em produtos com identidade própria, ampliando a base de comercialização para outras cidades e regiões do Paraná. O laticínio se destaca como o primeiro do setor cooperativista da região a contar com inspeção federal, uma garantia a mais de qualidade e segurança aos produtos oferecidos pela Coamig aos consumidores. De acordo com a cooperativa, a expectativa é de que a partir de janeiro de 2025 cerca de 30 tipos de produtos, como muçarela e outros queijos tradicionais, comecem a ser comercializados nas prateleiras das cidades de Guarapuava, Ivaí e Prudentópolis, dentro das lojas da Coamig.

Os produtos chegam às prateleiras com a marca “Fortim”, inspirado no Fortim Atalaia. A escolha do nome ocorreu após um concurso com a comunidade, em 1979, com mais de 500 sugestões. Construído no início do século XIX, o Fortim Atalaia representa a força de quem vigiava e protegia a região. Da mesma forma, os produtos e a própria cooperativa representam a proteção e a força dos produtores de leite. Fundada em 1969, a Coamig surgiu com o objetivo de facilitar o desenvolvimento do setor agropecuarista e buscar melhores recursos para a atividade. Desde então vem expandindo suas operações. Em 2016, inaugurou uma loja na cidade de Ivaí, oferecendo produtos para os cooperados. Já em 2022, inaugurou sua segunda loja, desta vez em Prudentópolis, atendendo cerca de 50 propriedades com suporte exclusivo de uma zootecnista dedicada à região.

Unidade recebeu investimento de R$ 20 milhões

Produção industrial paranaense avança 3,7% em outubro

No mesmo período, Santa Catarina elevou o índice em 1% e o Rio Grande do Sul retraiu 1,4%

A alta paranaense também vai na contramão da média nacional, que registrou queda na comparação mensal, com variação negativa de 0,2% no período

A indústria paranaense registrou o terceiro maior crescimento do Brasil no mês de outubro. Na comparação com o mês de setembro, o aumento na atividade industrial do Paraná foi de 3,7%, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho do Paraná só não foi melhor do que o registrado por Pará (7%) e Mato Grosso (4,6%), e foi superior a estados como Ceará (3,5%), Bahia (2,3%), Goiás (2%), São Paulo (2%) e Santa Catarina (1%). A alta paranaense também vai na contramão da média nacional, que registrou queda na comparação mensal, com variação negativa de 0,2% no período.

Quatro estados fecharam o mês em queda. São eles Espírito Santo (-0,5%), Pernambuco (-0,8%), Rio de Janeiro (-1,3%) e Rio Grande do Sul (-1,4%). Desse modo, a indústria gaúcha eliminou parte do avanço de 2% registrado no mês anterior. Os setores de produtos do fumo; produtos químicos; e celulose, papel e produtos de papel foram os que mais contribuíram para esse resultado. Na comparação com outubro de 2023, a indústria avançou 5,8% e as taxas positivas foram verificadas em 16 dos 18 locais pesquisados. Já no acumulado em 12 meses houve alta de 3%, com 17 dos 18 locais analisados mostrando resultados positivos, enquanto o índice acumulado no ano teve expansão de 3,4%, com resultados positivos em todos os 18 locais observados. A indústria nacional está 2,6% acima do seu nível pré-pandemia.

“O desempenho negativo da indústria em outubro, após dois meses de crescimento quando acumulou ganho de 1,2%, está ligado a alguns fatores macroeconômicos. De um lado temos o efeito positivo gerado pelo aquecimento do mercado de trabalho, com expressiva redução do desemprego, e aumento das contratações e do rendimento médio, no consumo das famílias. Além de aumentar a renda familiar, isso beneficia a cadeia produtiva. Por outro lado, a taxa de juros em patamares elevados, encarecendo o crédito, impacta negativamente o consumo das famílias e, no lado da oferta, o investimento na produção industrial. A inflação também vem afetando o poder de compra, provocando redução da demanda e afetando o ritmo de produção da indústria”, explica Bernardo Almeida, analista da PIM Regional.

No mesmo período, Santa Catarina elevou o índice em 1% e o Rio Grande do Sul retraiu 1,4%

Senado aprova regulamentação da reforma tributária

Texto retorna à Câmara dos Deputados

Ao longo de 2024, o Congresso Nacional vem se debruçando sobre a regulamentação, que trata sobre alíquotas dos tributos e como cada setor da economia será impactado

O Senado Federal aprovou, na tarde de quinta-feira (12), o principal projeto de regulamentação da reforma tributária, o Projeto de Lei Complementar (PL) 68/2024. O texto trata das regras de incidência do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA Dual), que se subdivide em dois tributos básicos sobre o consumo: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), em nível federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), em nível estadual/municipal. Além disso, haverá o Imposto Seletivo (IS), o chamado “imposto do pecado”, que é uma sobretaxa aplicada sobre determinados produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Com a conclusão da tramitação no Senado, que durou cerca de cinco meses, o projeto aprovado, um substitutivo do texto da Câmara dos Deputados, retorna à Casa anterior. Caberá aos deputados manter ou retirar pontos aprovados pelos Senado, dando a palavra final sobre a regulamentação no Legislativo. Esses novos impostos são uma unificação de cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) atualmente existentes. Os novos impostos foram aprovados em emenda constitucional promulgada no fim do ano passado, na primeira fase da reforma tributária. Ao longo de 2024, o Congresso Nacional vem se debruçando sobre a regulamentação, que trata sobre alíquotas dos tributos e como cada setor da economia será impactado. A transição para o novo modelo tributário será gradual, entre 2026 e 2033.

Cesta básica
Foram incluídas na lista de alimentos da cesta básica da reforma tributária que ficarão isentos do IVA as farinhas e massas com baixo teor de proteínas, usadas como alimentos para pessoas com erros inatos de metabolismo (EIM). Também terão o tributo zerado as fórmulas dietoterápicas, usadas para tratar e prevenir doenças relacionadas aos EIM. Farinhas e massas usadas contra as acidemias e defeitos do ciclo da uréia, que são doenças metabólicas e hereditárias, também serão isentas de imposto sobre consumo. Com esses, são 26 tipos de alimentos com alíquota zero, incluindo carnes, queijos, feijões, farinha de mandioca, arroz, erva-mate. Também foi aprovado requerimento para reduzir em 60% a alíquota sobre água mineral de até 10 litros. Os biscoitos e bolachas de consumo popular também foram incluídos pelo relator com desconto de 60% da alíquota cheia.

Saúde e cashback
Já sobre a saúde, houve redução de 60% do imposto cheio para medicamentos, incluindo os farmácia de manipulação. A redução vale também para itens de higiene pessoal. O senador Eduardo Braga incluiu na lista de isenção de tributos medicamentos do Farmácia Popular, e os de tratamentos para câncer, doenças raras e HIV, por exemplo. Mas o nome do princípio ativo do medicamento só vai ser definido depois, pelo governo, por meio de lei complementar. No caso do cashback, foi mantido para gás de cozinha, luz, água, esgoto e telefone. 100% para o que será pago de Contribuição sobre Bens e Serviços e 20% para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O cashback consiste na devolução de parte dos impostos para população de baixa renda e é tido como o principal modulador para garantir maior justiça tributária no novo sistema que será implantado no pas.

Com ABR

Texto retorna à Câmara dos Deputados

Atividade econômica registra leve alta de 0,1% em outubro

Em 12 meses, indicador é positivo em 3,4%

Na comparação com outubro de 2023, houve crescimento de 7,3%

Pelo quarto mês seguido, em outubro deste ano a atividade econômica brasileira teve crescimento, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central (BC), em Brasília. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,1% em outubro em relação a setembro, segundo dados dessazonalizados (ajustados para o período). No mês, o IBC-Br atingiu 154,4 pontos. Na comparação com outubro de 2023, houve crescimento de 7,3% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo em 3,4%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 12,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação
A inflação oficial do país perdeu força na passagem de outubro para novembro e fechou o último mês em 0,39%. Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia sido de 0,56%. No acumulado de 12 meses, a inflação soma 4,87%, acima do teto da meta de 3%, que tem tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar o ritmo de alta dos juros, na reunião da última quarta-feira (11). O órgão informou que elevará a taxa Selic em um ponto percentual nas próximas duas reuniões, em janeiro e março, caso os cenários se confirmem.

Esse foi o terceiro aumento seguido da Selic. A taxa retornou ao nível de dezembro do ano passado, quando estava em 12,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após passar um ano em 13,75% ao ano [entre agosto de 2022 e agosto de 2023], a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, começando a aumentar a Selic na reunião de setembro, quando a taxa subiu 0,25 ponto, e novembro, quando subiu 0,5 ponto.

PIB
Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega uma metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.” O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Com resultado trimestral, superando as projeções, no terceiro trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9% na comparação com o segundo trimestre de 2024, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta acumulada no ano, de janeiro a setembro, é de 3,3%. Em 2023, o PIB do Brasil cresceu 3,2%.

Com ABR

Em 12 meses, indicador é positivo em 3,4%

Anfavea projeta aumento de 5,6% nas vendas de veículos em 2025

Em 2024, crescimento deve ser de 15% na comparação com 2023

Os dados foram divulgados hoje (12) pela Anfavea

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) comemorou os números do setor neste ano de 2024. Além disso, a entidade projeta aumento de 5,6% nas vendas em 2025. Os dados foram divulgados hoje (12) pela Anfavea. Conforme a associação, neste ano o setor teve o maior crescimento do mercado brasileiro desde 2007, sendo o Brasil o país de maior expansão entre os dez principais mercados globais. Segundo a associação, houve o maior ciclo de investimentos da história na indústria automobilística (R$ 180 bilhões); o segundo semestre foi o melhor em vendas nos últimos dez anos. Além disso, 100 mil novos empregos foram gerados em 2024. “O Brasil foi o que mais cresceu entre os principais mercados do mundo. Esperamos começar o ano nesse ritmo acelerado e fazer de 2025 o último degrau antes da volta ao patamar dos 3 milhões de unidades vendidas”, disse o presidente da entidade, Márcio de Lima Leite. 

Depois de um início de ano retraído, foi no segundo semestre o impulso do setor. Só em novembro, a média de vendas foi de 13,3 mil unidades/dia, a maior em dez anos. O ano deve fechar com 2,65 milhões de veículos emplacados, alta de 15% na comparação com 2023. No segmento dos veículos pesados, o destaque foi a comercialização de caminhões, cuja alta está estimada em 15%. No caso dos ônibus, as vendas deverão fechar o ano com um crescimento de 8,5%. A projeção da Anfavea para o próximo ano é a de 2,802 milhões de unidades vendidas, cerca de 5,6% a mais em relação a 2024. Na divisão de grandes segmentos, a expectativa é de alta de 5,8% para automóveis e comerciais leves, e de 2,1% para os pesados.

Se no primeiro semestre as exportações decepcionaram a indústria, a reação veio no segundo, a partir de julho. Houve a recuperação dos embarques para a Argentina, com um crescimento de 39%, e para o Uruguai, com elevação de 14%. A projeção da Anfavea para 2025 é a de que as vendas ao exterior cheguem a 428 mil unidades, algo em torno de 6,2% a mais na comparação com este ano. No que diz respeito aos empregos, a estimativa é a de criação de 10 mil vagas diretas. No total da cadeia produtiva, a geração de empregos bateu os 100 mil postos. “No total, nosso setor é responsável por 1,3 milhão de empregos de alta qualificação, e esperamos que o atual ciclo de investimentos anunciado, de R$ 130 bilhões, abra ainda mais postos de trabalho não só na linha de montagem, mas também em algo estratégico para o país, que é pesquisa e desenvolvimento”, destacou o presidente da Anfavea.

Com ABR

Em 2024, crescimento deve ser de 15% na comparação com 2023