Archives Novembro 2024

Interpump Brasil adquire controle da Hidrover

Negócio foi fechado por R$ 110 milhões

Companhia prevê investimentos de R$ 10 milhões até 2025 em tecnologias e infraestrutura

A Interpump Hydraulics Brasil, com matriz em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, prepara-se para acelerar a produção no país. A empresa anunciou a aquisição do controle da empresa Hidrover Equipamentos Hidráulicos, de Flores da Cunha, especializada na fabricação de cilindros hidráulicos e que atende principalmente os mercados da construção civil e agrícola. O negócio foi fechado por 17,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 110 milhões). Ao mesmo tempo, prevê investimentos de R$ 10 milhões em novos equipamentos e infraestrutura até 2025 nas plantas de Caxias do Sul e Indaiatuba (SP).

“É muito significativo anunciarmos esses novos passos com o objetivo de expansão no mercado e ao mesmo tempo, de agregar inovações aos processos produtivos e continuar sendo referência em precisão e qualidade. São mudanças que nos credenciam a ocupar uma fatia ainda maior do mercado no prximo perodo”, diz o CEO da Interpump, Lorenzo Atzeni. De acordo com ele, a Hidrover continuará a ser administrada pelos atuais sócios, que lideram a empresa desde 2017. Fundada em 1974 e com 140 colaboradores, a indústria, que fornece cilindros para os principais segmentos industriais e automotivos, agora se soma à Interpump para crescer ainda mais. A estimativa é que a Hidrover feche o ano com volume de negócios de R$ 140 milhões.

A Interpump é parte de uma multinacional italiana presente em 40 países. No Brasil, são sete marcas distribuídas em cinco divisões de negócios, sendo a mais significativa a de força, que representa em torno de 65% do faturamento. A empresa produz também comandos e válvulas hidráulicas, redutores de transmissão de potência e bombas de água de alta e ultra alta pressões.

Negócio foi fechado por R$ 110 milhões

Novas unidades ampliam presença da Aurora Coop no mercado

Investimentos confirmam a cooperativa como terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal

Com a aquisição do frigorífico de suínos da Unium pela Aurora Coop passa para a propriedade da cooperativa a marca Alegra

Em menos de um ano a Aurora Coop inaugurou duas unidades e ampliou a presença da marca no mercado nacional e no exterior. Em outubro de 2023 a Cooperativa assumiu a operação da planta industrial de suínos que pertencia à Unium, formada pelas cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, localizada no município de Castro (PR). Em abril de 2024 foi iniciada a atividade em uma das mais modernas e avançadas indústrias de processamentos de carnes do Brasil, a Indústria Aurora Coop Chapecó II.

Os dois investimentos confirmam a cooperativa como terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal. “Há 55 anos, o cooperativismo é o grande protagonista dessa história que é contada por mais de 100 mil famílias no campo e na cidade. O resultado todos nós já conhecemos: alimentos de excelncia na mesa de milhares de consumidores do Brasil e do mundo”, observou o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton.

Aurora Coop chega a Castro/PR e confirma a força do cooperativismo
Com a aquisição do frigorífico de suínos da Unium pela Aurora Coop passa para a propriedade da cooperativa a marca Alegra. O mix de produtos gerados por essa planta industrial é formado por cortes in natura, miúdos, defumados, salgados, temperados, linguiças frescais, linguiças cozidas, salame, copa e fatiados, além de presuntaria. A produção de industrializados é de 38.569 toneladas/ano e a produção de cortes chega a 47.147 toneladas/ano. A planta está habilitada para exportação em diferentes mercados.

Inaugurada em 2015 a área total construída é de 40 mil metros quadrados. A capacidade de abate da planta industrial é de 3,5 mil suínos por dia. A indústria emprega diretamente 1.736 trabalhadores. Com a aquisição, a Aurora Coop passa a operar oito plantas industriais de suínos e eleva sua capacidade de abate de 28,5 mil para 32 mil suínos/dia. A base produtiva a campo que abastece a indústria é formada por 156 produtores que administram 195 empresas rurais. Em 2022, o abate total de suínos atingiu 843.821 animais, o que representa uma média de 70.318 cabeças por mês.

Novas cooperativas filiadas
A aquisição do frigorífico de suínos da Unium pela Aurora Coop oportunizou o ingresso das três cooperativas no quadro de associadas da Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) que passa a contar com 14 cooperativas. Fundada em 1951, a Castrolanda mantém 2.185 colaboradores diretos e 1.232 empresários rurais cooperados. A área de atuação envolve leite, sementes e grãos (soja, milho, trigo, cevada), energias renováveis, batatas, suínos e ovinos. Em 2022, a receita operacional bruta fechou em R$ 7,2 bilhões.

Constituída no ano de 1960, a Capal mantém um quadro social de 3.674 empresários rurais cooperados. A cooperativa possui 1.093 colaboradores diretos. Atua nos mercados de grãos (soja, milho, trigo, cevada), leite, suínos, café e sementes. A receita operacional bruta do último ano foi de R$ 4,3 bilhões. A Frísia foi criada em 1925 com o nome de Sociedade Hollandeza de Lacticínios. Atualmente tem 1.045 cooperados. Os colaboradores diretos somam 1.168. A receita operacional bruta anual atingiu R$ 7 bilhões. Os mercados onde a cooperativa atua são nas áreas de leite, sementes e grãos (soja, milho, trigo, cevada), atividade florestal e suínos.

Nova Indústria tem como marca a inovação e tecnologia
A nova Indústria de processamentos de carnes da Aurora Coop, inaugurada no dia 16 de abril de 2024, tem foco no futuro. A fábrica foi projetada e construída para garantir a qualidade do processo e evitar o contrafluxo. Entre os diferenciais tecnológicos estão a linha de formação com alta precisão de peso e formato, o congelamento por leito fluidizado, a equalização de temperatura com uso de nitrogênio, o sistema de grelhamento dos produtos e os fornos de cozimento que garantem maior sabor e qualidade dos produtos cozidos.

Uma indústria sustentável
Diferenciais de sustentabilidade estão presentes na nova planta industrial, com a utilização de cavaco como fonte de biomassa. Proveniente de florestas próprias de eucalipto, plantadas no entorno da fábrica, essa alternativa reduz o consumo de lenha e aumenta a eficiência na geração de calor e vapor.

Embalagens, por outro lado, são do tipo monocamada, facilitando o processo de reciclagem. A nova indústria da Aurora Coop possui um elevado grau de automação, presente em todas as etapas do processo produtivo, em diferentes níveis, atingindo a robotização ao final das linhas.

O novo complexo industrial impressiona pela sua amplitude. Ocupa uma área territorial de aproximadamente 15 hectares inseridos dentro uma gleba com 241 hectares. O conjunto é formado por 37 edificações (industriais, administração, suporte e tratamento de efluentes), totalizando uma área construída de 31.402 metros quadrados.

Os produtos se destinam para os mercados interno e externo, com previsão de exportação para o Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e União Europeia. O faturamento da nova indústria está projetado em R$ 86,2 milhões por mês, o que incrementará a receita operacional bruta da Aurora Coop para 2024 em 4,2%.

Produção
A capacidade instalada para produção diária é de 176 toneladas de empanados, 88 toneladas de cozidos, 14,3 toneladas de desfiados, totalizando um volume de 278,3 toneladas/dia com operação em três turnos (22 horas trabalhadas). Com uma média de 25 dias trabalhados, a produção mensal atingirá 4,4 mil toneladas de empanados, 2,2 mil toneladas de cozidos e 357,5 toneladas de desfiados, totalizando 6.957,5 toneladas mensais.

A nova indústria atingirá plena capacidade de produção em até sete anos. Foram gerados de imediato 354 empregos diretos para iniciar as diversas linhas de produção. Porém, o quadro funcional chegará a 700 trabalhadores – quando atingir a plenitude produtiva – com a indústria operando de segunda-feira a sábado, em três turnos.

Investimentos confirmam a cooperativa como terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal

Inflação acelera para 0,56% em outubro

IPCA foi impulsionado pela alta da energia elétrica

Em outubro esteve em vigor a bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kwh consumidos (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

A inflação do país acelerou para 0,56% em outubro, subindo 0,12 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,44%). O resultado foi influenciado pelas altas no grupo de habitação (1,49%), após aumento nos preços da energia elétrica residencial (4,74%), e no grupo de alimentação e bebidas (1,06%), impulsionado pelo aumento das carnes (5,81%). No ano, a inflação acumulada é de 3,88% e, nos últimos 12 meses, de 4,76%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

Em termos de impacto no índice geral de outubro, tanto habitação quanto alimentação e bebidas exerceram influência de 0,23 ponto percentual no índice geral., sendo que, entre os subitens, a energia elétrica residencial foi o que mais pressionou o resultado. “Em outubro esteve em vigor a bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kwh consumidos, enquanto em setembro estava em vigor a bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta aproximadamente R$ 4,46”, destaca André Almeida, gerente do IPCA e INPC.

O grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 1,06%, com aumento de preços na alimentação no domicílio, que passou de 0,56% em setembro para 1,22% em outubro. Foram observados aumentos nos preços das carnes (5,81%). “O aumento de preço das carnes pode ser explicado por uma menor oferta desses produtos, por conta do clima seco e uma menor quantidade de animais abatidos, e um elevado volume de exportações”, explica Almeida. Foi a maior variação mensal das carnes desde novembro de 2020, quando a variação foi de 6,54%.

A alimentação fora do domicílio, com alta de 0,65%, registrou variação superior à de setembro (0,34%). O subitem refeição acelerou de 0,18% para 0,53%, enquanto o lanche subiu de 0,67% para 0,88%. Por outro lado, a única queda registrada em outubro veio dos transportes, com taxa deflação de 0,38%. O resultado foi influenciado principalmente pelas passagens aéreas, com queda de -11,5%. Trem (-4,8%), metrô (-4,63%), ônibus urbano (-3,51%) e integração do transporte público (-3,04%) também contribuíram para o resultado negativo do grupo. O resultando desses subitens é explicado em decorrência das gratuidades concedidas à população nos dias das eleições municipais que aconteceram em outubro. Em relação aos combustíveis (-0,17%), houve queda no etanol (-0,56%), no óleo diesel (-0,20%) e na gasolina (-0,13%), enquanto o gás veicular (0,48%) registrou alta.

IPCA foi impulsionado pela alta da energia elétrica

Brasil reduz em 12% emissões de gases do efeito estufa em 2023

Queda do desmatamento na Amazônia foi o que mais impactou resultado

No ano passado, o país emitiu 2,3 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa

O Brasil reduziu em 12% as emissões de gás carbônico equivalente (GtCO2e) em 2023 em relação ao ano anterior, conforme divulgou o Observatório do Clima. No ano passado, o país emitiu 2,3 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa, enquanto que, em 2022, foram emitidas 2,6 bilhões de toneladas. Essa é a maior queda percentual nas emissões desde 2009, quando o país registrou a menor emissão da série histórica iniciada em 1990 (1,77 bilhão de GtCO2e). A queda no desmatamento na Amazônia foi a principal razão para a redução das emissões. As emissões por desmatamento na floresta tropical caíram 37%, de 1,074 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente para 687 milhões de toneladas.

Por outro lado, os dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório mostram que, apesar da desaceleração na Amazônia, a devastação dos demais biomas resultaram na emissão de 1,04 GtCO2e brutas em 2023. Na avaliação do coordenador do SEEG, David Tsai, a redução das emissões é uma boa notícia, mas evidencia a dependência do que ocorre na Amazônia, em especial para o país atingir a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês). As novas NDCs precisam ser apresentadas até fevereiro de 2025 e devem estar alinhadas com o primeiro Balanço Global do Acordo de Paris (GST, na sigla em inglês), encerrado em 2023 na COP28, em Dubai.

“A queda nas emissões em 2023 certamente é uma boa notícia, e põe o país na direção certa para cumprir sua NDC, o plano climático nacional, para 2025. Ao mesmo tempo, mostra que ainda estamos excessivamente dependentes do que acontece na Amazônia, já que as políticas para os outros setores são tímidas ou inexistentes. Isso terá de mudar na nova NDC, que será proposta ainda este ano. O Brasil precisa de um plano de descarbonização consistente e que faça de fato uma transformação na economia”, afirmou Tsai.

Em relação aos outros biomas, o levantamento aponta que as emissões por desmatamento e queima de biomassa aumentaram: 23% no Cerrado, 11% na Caatinga, 4% na Mata Atlântica e 86% no Pantanal. No Pampa, essas emissões caíram 15%, mas o bioma responde por apenas 1% do total. “O Brasil está vendo o combate ao desmatamento na Amazônia surtir efeito. Mas, enquanto isso, o desmatamento em outros biomas, como o Cerrado e o Pantanal, acelera. Esse ‘vazamento’ não é algo novo e precisa de solução urgente para que continuemos tendo chances de atingir as metas de mitigação brasileiras”, disse a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Bárbara Zimbres. O Ipam é responsável pelo cálculo de emissões de uso da terra no SEEG.

Uso da terra e agropecuária
As mudanças de uso da terra foram responsáveis por quase metade das emissões de gases de efeito estufa no país (46%), com 1,062 bilhão de toneladas de CO2e. Segundo o observatório, a agropecuária registrou o quarto recorde consecutivo de emissões, com elevação de 2,2%. Com isso, a atividade econômica respondeu por 28% das emissões brutas do Brasil no ano passado, principalmente pelo a alta do rebanho bovino. “A maior parte das emissões vem da fermentação entérica (o popular “arroto” do boi), com 405 milhões de toneladas em 2023 (mais do que a emissão total da Itália)”, aponta a instituição. “Somando as emissões por mudança de uso da terra, a atividade agropecuária segue sendo de longe a maior emissora do país, com 74% do total”, continua.

O analista de Ciência do Clima do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Gabriel Quintana, relembra que a última redução nas emissões da agropecuária brasileira foi registrada em 2018. Desde então, vêm aumentando e registrando recordes. O Imaflora é a organização responsável pelo cálculo de emissões de agropecuária no SEEG. “Elas são puxadas pelo aumento do rebanho bovino, uso de calcário e fertilizantes sintéticos nitrogenados, afinal, a produção brasileira tem crescido. O desafio para o setor, bastante suscetível aos impactos da crise climática, é alinhar a mitigação das emissões de gases de efeito estufa com a eficiência da produtividade, em especial, a redução de metano e a adoção de sistemas que geram sequestro de carbono no solo”, pontuou.

Queda do desmatamento na Amazônia foi o que mais impactou resultado

Curitiba é eleita a Comunidade Mais Inteligente do Mundo

Capital paranaense vence sete prêmios internacionais em menos de um ano

“São três reconhecimentos mundiais que, ao lado dos quatro prêmios globais por nossa educação, governança democrática, planejamento urbano e segurança alimentar, comprovam que em Curitiba a inovação é um processo social para melhorar a vida das pessoas”, comemora o prefeito Rafael Greca

Curitiba conquistou nesta segunda-feira (4), em Barcelona, na Espanha, o título de Comunidade Mais Inteligente do Mundo 2024. A premiação é realizada anualmente pelo Intelligent Community Forum (ICF – Fórum de Comunidades Inteligentes) para reconhecer os esforços de cidades, estados e regiões do planeta que têm comprometimento em usar a inovação e as tecnologias digitais para melhorar a vida da população. Com essa conquista, Curitiba se torna também a cidade mais premiada internacionalmente em menos de um ano. Desde o ano passado, a capital recebeu sete reconhecimentos globais por iniciativas inovadoras como cidade inteligente, transparência, governança, urbanismo, combate à fome e educação.

A capital paranaense ganhou o título de Cidade Mais Inteligente do Mundo/World Smart City Awards 2023 da Fira Barcelona (Espanha); o primeiro lugar no Government Excellence Awards 2024 com programa Fala Curitiba (Emirados Árabes); o prêmio Urbanismo Pioneiro 2024 do Bilbao Metropoli 30 (Espanha); o World Green City Awards 2024 com o Programa de Agricultura Urbana de Curitiba (Holanda); o Seoul Smart City Prize 2024 na categoria Prata de Cidade Centrada nas Pessoas ou Human-CentriCity, com o case Curitiba Cidade Inteligente e Sustentável (Coreia do Sul); e o prêmio da Unesco 2024, Sheik Hamdan bin Rashid Al-Maktoun de Dubai, pelo programa Veredas Formativas de formação continuada de professores da rede pública municipal (França).

“Somos a única cidade do mundo premiada nos dois rankings mais importantes de cidades inteligentes, o World Smart City Awards, de Barcelona, e o Seoul Smart City Prize, e agora também como Comunidade Mais Inteligente de 2024 pelo ICF. São três reconhecimentos mundiais que, ao lado dos quatro prêmios globais por nossa educação, governança democrática, planejamento urbano e segurança alimentar, comprovam que em Curitiba a inovação é um processo social para melhorar a vida das pessoas”, comemora o prefeito Rafael Greca. A premiação da Comunidade Mais Inteligente do Mundo é realizada anualmente pelo Intelligent Community Forum (ICF – Fórum de Comunidades Inteligentes) para reconhecer os esforços de cidades, estados e regiões do planeta em ações de governança para a prosperidade econômica, saúde social e riqueza cultural e comprometidas com o uso da inovação e das novas tecnologias digitais para melhorar a vida de sua população.

O reconhecimento internacional veio quatro dias após a capital paranaense ter outro resultado relevante: na última sexta-feira (31), a consultoria Macroplan Analytics divulgou o estudo Desafios da Gestão Municipal, em que Curitiba foi apontada a melhor capital para se viver e a quinta melhor do país, entre 100 municípios analisados, como destacou a reportagem do Portal AMANHÃ. Com mais este reconhecimento internacional, Curitiba realizou o feito raro de, em menos de um ano, ser eleita a melhor cidade/comunidade inteligente do mundo nas principais premiações em três continentes, conquistando uma espécie de “tríplice coroa” em reconhecimentos internacionais por suas ações de cidade e comunidade inteligente nas Américas (Comunidade Mais Inteligente do Mundo de 2024, título concedido pelo ICF (que tem sede no Canadá), em 4 de novembro; na Europa, com o título de Cidade Mais Inteligente do Mundo, conferido pela Fira Barcelona em 8 de novembro do ano passado, e Ásia, onde recebeu a distinção Prata no Seoul Smart City Prize, criado pelo governo da capital sul-coreana, Seul, em 10 de outubro deste ano.

Curitiba vem sendo reconhecida pelo ICF como uma das comunidades mais inteligentes do mundo desde 2019, quando figurou pela primeira vez no ranking das 21 finalistas. Em 2021, avançou para o Top7, onde se manteve anualmente até o título máximo, entregue na capital catalã. Este ano, a cidade brasileira concorreu ao 1º lugar com outras seis finalistas: Assaí (Paraná, Brasil) Coral Gables (Flórida, EUA); Durham e região (Ontario, Canadá); Fredericton (New Brunswick, Canadá); Hilliard (Ohio, EUA) e o Condado de Yunlin (Taiwan).

Segundo o ICF, a lição de Curitiba para o mundo é que o planejamento urbano funciona. A cidade se destaca por se dedicar, nos últimos 40 anos, a planejar para onde e como crescer, investindo em infraestrutura, cuidados com o meio ambiente e atenção à qualidade de vida dos cidadãos. Mais recentemente, as novas tecnologias digitais vêm sendo incluídas nas políticas públicas para que o município se mantenha na vanguarda internacional e siga pensando no futuro de sua população.

Curitiba coleciona vanguardismos que até hoje são referência, como rede integrada de transporte; as vias exclusivas para os ônibus, a primeira rua exclusiva para pedestres do país, na Rua XV; a ampliação da área verde com grandes parques; as ações para reciclagem do lixo até as mais recentes. Nos últimos anos, a lista cresceu, com o projeto socioambiental em andamento que cria o Bairro Novo da Caximba e a inovadora Pirâmide Solar de Curitiba, que tornou um aterro sanitário desativado em um ativo social, com a instalação de 8,9 mil painéis solares.

Destaque para o programa de audiências públicas Fala Curitiba, que incentiva a participação dos cidadãos nas decisões da Prefeitura em reuniões por todos os bairros, via internet e em pontos movimentados, ouvindo deles quais prioridades devem estar no orçamento municipal de cada ano. “Ressalto que Curitiba foi a única das finalistas que colocou a democracia como parâmetro de inovação com seu programa de consulta popular e orçamentária”, afirmou o co-fundador do ICF, Louis Zacharilla.

Capital paranaense vence sete prêmios internacionais em menos de um ano

Coamo anuncia R$ 500 milhões para ampliar indústria no MS

Novos investimentos devem ser feitos a partir de 2025

Os novos armazéns de Sidrolândia, Amambai e Dourados receberão aporte de R$ 80 milhões para cada um

Com apoio e parceria do governo de Mato Grosso do Sul, a Coamo anunciou novo investimento de R$ 500 milhões no estado, que será usado na expansão da sua unidade de processamento de soja em Dourados e na construção de mais três armazéns nas cidades de Sidrolândia, Amambai e Dourados. Os novos aportes vão gerar mais empregos e renda no Estado, cenário que faz parte do processo de industrialização, com agregação de valor à produção local, linha estratégica da gestão estadual. Além disso, a iniciativa melhora a capacidade de armazenagem dentro do estado e fortalecer o cooperativismo. A direção da Coamo se reuniu na sexta-feira (1) com o governador Eduardo Riedel, no gabinete do Receptivo, e além de anunciar os novos investimentos, pediu ao governo estadual algumas obras de infraestrutura para facilitar a logística e acesso. Com a parceria firmada, esses novos investimentos devem ser feitos a partir de 2025.

O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, participou da reunião e revelou que a ampliação da fábrica da Coamo em Dourados terá um investimento de R$ 200 milhões. A planta que tem capacidade processamento de 3 mil toneladas por dia de soja vai passar para 4 mil toneladas diárias após a ampliação. Já os novos armazéns serão construídos em Sidrolândia, Amambai e Dourados, tendo previsão de investimento de R$ 80 milhões em cada um. “No total o investimento chega a R$ 500 milhões da Coamo. Além da nossa política de incentivos fiscais, eles pediram algumas obras de infraestrutura, com um trevo, que o govenador aceitou. Agora é esperar o projeto para avançarmos”, explicou Verruck.

Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo e financeiro da Coamo, destacou que todo este cenário positivo facilita os investimentos no Mato Grosso do Sul. “Fomos bem recebidos e acolhidos pelo governador. Agora estamos investindo neste aumento da capacidade da nossa indústria de soja em Dourados e teremos mais três unidades de armazenamento. Está muito fácil trabalhar no Mato Grosso do Sul”, revelou. A Coamo é a sexta maior empresa da região e também a segunda maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui). A cooperativa de Campo Mourão também lidera o ranking exclusivo que mostra quem são as maiores do cooperativismo do Sul.

Novos investimentos devem ser feitos a partir de 2025

Adama anuncia novo gerente de operações estruturadas

Posto será ocupado por Tiago Sakagushi

Ele será responsável por desenvolver e implementar estratégias que impulsionarão o crescimento dos negócios da companhia no Brasil

A Adama (lê-se Adamá) anunciou a contratação de Tiago Sakagushi para o cargo de gerente de operações estruturadas. Com mais de 17 anos de experiência no setor agrícola, TSakagushi traz consigo um profundo conhecimento em áreas cruciais como crédito e cobrança, barter [operação financeira que consiste na troca de produtos agrícolas por insumos agrícolas, sem a necessidade de dinheiro] e commodities. Formado em administração de empresas, sua trajetória inclui passagens por grandes empresas do segmento, onde desenvolveu sólida expertise em operações estruturadas.

Em seu novo papel na Adama, ele será responsável por desenvolver e implementar estratégias que impulsionarão o crescimento dos negócios da companhia. Seu foco estará em otimizar as operações de barter, uma área de crescente importância no cenário atual do agronegócio brasileiro. Sakagushi se reportará diretamente a Adner Pozzobon. “É um enorme prazer fazer parte desta empresa. Meu objetivo é, além de alavancar as operações de barter e os negócios da companhia como um todo, criar uma área que tenha um olhar para a rentabilidade de toda a cadeia, seja na visão do produtor, da revenda ou indústria, gerenciando as oscilações de preços de commodities e fortalecendo o mercado agrícola”, revelou, por meio de nota. A Adama é a 83ª maior empresa da região e também a 31ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Posto será ocupado por Tiago Sakagushi

GIMI reconhece iniciativas de inovação

GIMI Innovation Awards 2024 foi realizado em Barcelona

Alcubilla (com o troféu) ladeado por Onosaki, Erila Haska e Hitendra Patel, do GIMI: prêmio para fortalecer a cultura inovadora em todo o mundo

O Global Innovation Management Institute (GIMI) – cuja metodologia é usada pelo Grupo AMANHÃ e IXL-Center para gerar o ranking Campeãs da Inovação – realizou na quarta-feira (6) em Barcelona, na Espanha, a edição anual do GIMI Innovation Awards durante o Smart City Expo. A premiação celebra organizações e indivíduos nos setores público, privado e social que estão ultrapassando limites e promovendo a inovação em diferentes setores, regiões e comunidades. “O GIMI, conhecido globalmente por seu papel pioneiro em treinamento, certificação e promoção de melhores práticas em gestão da inovação, visa elevar o trabalho de inovadores em todo o mundo por meio de prêmios como esse”, conta Fernando Onosaki, head do GIMI para o Brasil.

A edição do GIMI Innovation Awards deste ano apresentou doze categorias, com sete delas homenageando organizações e cinco que destacaram realizações individuais. “Os prêmios celebram não apenas as inovações mais impactantes, mas também os principais inovadores e aqueles com contribuições ao longo da vida para o campo”, sublinha Onosaki, destacando ainda que reconhecer empresas e profissionais inovadores nas diferentes categorias num âmbito global como o GIMI Awards evidencia o comprometimento dos líderes com a inovação e não apenas inspira, mas fortalece uma cultura inovadora. Juan Manuel Gutierrez Alcubilla, CEO do Kyra Group, foi reconhecido como o melhor empreendedor de inovação (confira, a seguir, todos os premiados).

Prêmios para Organizações

1. Melhor Inovação/Setor Privado

● Vencedor: Aker BioMarine

● 2º lugar: Esenttia

● 3º lugar: BI Group

2. Melhor Inovação/Setor Público

● Vencedor: UAE Ministry of justice

● 2º lugar Dubai Police

● 3º lugar: Governo do Estado de Durango (México)

3. Melhor Inovação Social

● Vencedor: Atsiri Research Centre

● 2º lugar: Ilunion Hotels

● 3º lugar: Yayasan Inovasi Malaysia

4. Melhor Estrutura de Inovação

● Vencedor: Universidad Anáhuac Mayab

● 2º lugar: Renault Nissan Technology & Business Centre India

● 3º lugar: Expedition Engineering Limited

5. Melhor Programa de Educação Inovadora

● Vencedor: Universidad de las Américas (UDLA), do Ecuador

● 2º lugar: Smart Waterloo Region Innovation Lab

● 3º lugar: Universidad Anáhuac Mayab

6. Melhor Organização de Suporte ao Ecossistema de Startups

● Vencedor: Parque Científico e Tecnológico da Unicamp

● 2º lugar: UAE Cybersecurity Council

● 3º lugar: University of Charleston e Telefonica (empate)

7. Melhor Parque Científico/Centro de Inovação

● Vencedor: Dubai Police

● 2º lugar: LaSalle Technova Barcelona

8. Prêmio Especial do Júri
Melhor Cultura de Inovação: Abu Dhabi Ports Group

Prêmios para indivíduos

1. Melhor Inovador/Setor Privado

● Vencedor: Peter Toxopeus, gerente de desenvolvimento de frota na Fugro

● 2º lugar: Shidah Ahmad, vice-presidente de atendimento de pedidos e gerente geral da Keysight Technologies

● 3º lugar: Ali Bin Zayed, vice-presidente sênior da Emirates Petroleum Company PJSC

2. Melhor Inovador – Setor Público

● Vencedor: Mohamed Zainal, head do Departamento de Ciências da Mobilidade Futura da Dubai Police

● 2º lugar: Askar Sinchev, chefe do Gabinete de Relações Internacionais do JSC National Information Technologies

● 3º lugar: Jeewan Chanicka, diretor de educação do Waterloo Region District School Board

3. Melhor Inovador Social

● Vencedor: Jahmeeks Beckford, líder do Smart Waterloo Region Innovation Lab

● 3º lugar: Truls Berg, fundador e CEO da Open Innovation Lab of Norway

4. Melhor Empreendedor Inovador

● Vencedor: Juan Manuel Gutierrez Alcubilla, CEO do Kyra Group

● 2º lugar: Managing Director do CMG (Charge Made Good GmbH)

● 3º lugar: Enrique Vicedo, co-Fundador e CEO da Air Biometrics

5. Prêmio Ronald Jonash Innovation Lifetime Achievement

Jaime Augusto Zobel De Ayala, presidente do conselho da Ayala Corporation

GIMI Innovation Awards 2024 foi realizado em Barcelona

Fed corta juros dos EUA em 0,25 ponto percentual

Intervalo agora está na faixa de 4,5% a 4,75% ao ano

Fed vê inflação próximo de 2%, mas índice segue um tanto elevado

O Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, decidiu nesta quinta-feira (7), por unanimidade, cortar os juros em 0,25 ponto percentual. O intervalo agora está na faixa de 4,5% a 4,75% ao ano. O corte foi menor do que na reunião passada, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) decidiu diminuir os juros em 0,5 ponto percentual, após te passado quatro anos sem realizar ajustes nas taxas.

“Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica continuou a se expandir em um ritmo sólido. Desde o início do ano, as condições do mercado de trabalho têm geralmente melhorado, e a taxa de desemprego tem subido, mas continua baixa. A inflação progrediu em direção ao objetivo de 2%, mas continua um tanto elevada”, afirma o comunicado emitido pelos membros do Fed. “O Comitê julga que os riscos para atingir suas metas de emprego e inflação estão aproximadamente em equilíbrio. A perspectiva econômica é incerta, e o Comitê está atento aos riscos para ambos os lados”, destaca o documento. Esse foi o primeiro encontro do Fed após as eleições presidenciais norte-americanas, que recolocaram o republicano Donald Trump na Casa Branca. Em razão do pleito realizado na terça-feira (5), a reunião do Fed foi postergada para quarta e quinta.

Intervalo agora está na faixa de 4,5% a 4,75% ao ano

Luiza Gomes assume como CEO da Express Restaurantes Empresariais

Companhia projeta expansão para o Sudeste dentro dos próximos três anos

Aos 27 anos, Luiza é formada em administração de empresas e possui pós-graduações negociação, gestão de pessoas e liderança além de um MBA em Harvard

Luiza Gomes assumiu o posto de CEO da Express Restaurantes Empresarias, dando prosseguimento ao trabalho do seu pai, fundador da empresa, Gilmar Gomes, hoje presidente do conselho da empresa. Com uma meta audaciosa de dobrar o faturamento até 2027, Luiza tem se dedicado à promoção de um bom ambiente de trabalho, bem como o trabalho em equipe, focando muito no engajamento de todos os mais de 1 mil funcionários com a cultura da empresa que tem base no tripé: sabor, atendimento e relacionamento.

“Não temos a pretensão de ser a maior empresa de refeições corporativas, mas queremos ser a melhor nesses três pilares do nosso tripé. Recentemente desenvolvemos uma pesquisa junto dos clientes e somos percebidos como um parceiro solucionador. Essa visão confirma que estamos realizando um bom trabalho para fortalecer o nosso tripé,” salienta a CEO. Aos 27 anos, Luiza é formada em administração de empresas e possui pós-graduações negociação, gestão de pessoas e liderança além de um MBA em Harvard. Ela se preparou muito para assumir o posto de CEO. Entrou na empresa em 2014 e passou por diversos setores. Antes de assumir como principal executiva da empresa, foi supervisora financeira, coordenadora de controladoria e, mais tarde, gerente administrativa.

A Express, que tem sede em Caxias do Sul (RS), é a maior empresa gaúcha de restaurantes corporativos. São mais de 150 unidades distribuídas entre Rio Grande do Sul (55%), Santa Catarina (25%) e Paraná (20%). “Internamente, nós nos comparamos a um grande navio que deve ser conduzido com muito cuidado, mas nossa atuação precisar ter a agilidade de um jet ski”, finaliza Luiza. Em 2025, a Express completará 30 anos. Para os próximos três anos, e empresa visa realizar grandes investimentos em infraestrutura, gestão de pessoas, ESG, expansão para o sudeste ingressando por São Paulo, melhoria de processos com inserção de inteligência artificial, robótica e inovações para tornar o negócio ainda mais sustentável. O total do investimento está estimado em R$ 15 milhões.

Companhia projeta expansão para o Sudeste dentro dos próximos três anos

Edição 348

Um recorde mantido
Em um ano marcado por desempenhos módicos em 500 MAIORES DO SUL, o primeiro pelotão conseguiu manter as vendas na casa do trilhão

A maior das 500
Bunge investe em digitalização, agricultura regenerativa e parcerias estratégicas,
mantendo a posição de destaque máximo em 500 MAIORES DO SUL

Alento para um ano difícil
Alguns dos segmentos mais significativos de 500 MAIORES DO SUL não apenas conseguiram elevar suas vendas, como também alcançaram rentabilidades significativas

Rumo ao topo
No que depender das expectativas de crescimento da construção civil em 2024, a STE é uma forte candidata a figurar entre as 500 MAIORES DO SUL na próxima edição 

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Um recorde mantidoEm um ano marcado por desempenhos módicos em 500 MAIORES DO SUL, o primeiro pelotão conseguiu manter as vendas na casa do trilhão

Receita da Klabin avança 14% entre julho e setembro

O lucro, no período, foi de R$ 729 milhões

O terceiro trimestre foi marcado pela contínua melhora das condições de mercado nos segmentos de papéis e embalagens observadas desde o início do ano

As vendas da Klabin tiveram um salto de 14%, para quase R$ 5 bilhões, no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2023. O lucro líquido, no mesmo intervalo, foi de R$ 729 milhões (veja os principais resultados ao final desta reportagem). De acordo com a companhia, o terceiro trimestre foi marcado pela contínua melhora das condições de mercado nos segmentos de papéis e embalagens observadas desde o início do ano, porém parcialmente refletidas nos resultados da empresa devido aos problemas logísticos que seguem afetando as operações de containers nos portos do Sul e do Sudeste do Brasil.

“No setor de celulose, o segmento de tissue continuou a operar com boas taxas de ocupação de máquina nos mercados da América Latina, Europa e EUA, enquanto os segmentos de imprimir e escrever e algumas especialidades seguiram desaquecidos. Nesse contexto, os preços nas regiões que seguem a referência Europa (Brasil incluso), subiram em média 2% na fibra curta e 7% na fibra longa em relação ao segundo trimestre de 2024”, relata a Klabin em seu relatório financeiro.

Recentemente a Klabin informou que celebrou acordos com uma Timber Investment Management Organization (TIMO), um veículo de investimentos criado por investidores institucionais para investir em florestas. O investimento conjunto será feito em quatro Sociedades de Propósito Específico (SPEs) que serão controladas pela Klabin e terão como objetivo principal a exploração da atividade florestal no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina. A Klabin não informou o nome da empresa com a qual fechou o negócio. O patrimônio das SPEs será composto, principalmente, por parte dos ativos florestais oriundos do Projeto Caetê.

Além disso, a companhia paranaense fará um aporte de 23 mil hectares de florestas plantadas e 4 mil hectares de terras produtivas. Já a TIMO colocará R$ 1,8 bilhão em caixa, sendo a primeira parcela na data do fechamento do Projeto Plateau e o restante previsto para o segundo trimestre do próximo ano. A Klabin é a sétima maior empresa da região e também a terceira maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

O lucro, no período, foi de R$ 729 milhões

“A emergência climática é o maior desafio da nossa era”, alerta Carlos Nobre

Cientista de projeção internacional participou de evento promovido pelo Hospital Moinhos de Vento

Para Nobre, eventos climáticos extremos, como as enchentes de maio no Rio Grande do Sul, reforçam a urgência em cuidar do planeta

O Hospital Moinhos de Vento promoveu terça-feira (5) e quarta (6) o 4º Summit Ambiental Internacional, onde a urgência da ação climática foi o tema principal. O evento reuniu renomados especialistas em meio ambiente, além de autoridades e líderes do setor da saúde, que compartilharam estratégias de combate à crise climática e iniciativas para promover práticas sustentáveis. A palestra inaugural foi ministrada por Carlos Nobre (foto), um dos meteorologistas mais respeitados do país e cientista de renome mundial, que apresentou dados alarmantes sobre os impactos das mudanças climáticas.

“A emergência climática é o maior desafio da nossa era, e não há um plano B, pois não temos outro planeta. Precisamos agir diante deste alerta vermelho para a humanidade, uma vez que o aumento da temperatura e os eventos climáticos extremos já afetam a saúde pública global e a biodiversidade de forma significativa”, ressaltou Nobre. Para ele, eventos climáticos extremos, como as enchentes de maio no Rio Grande do Sul, reforçam a urgência em cuidar do planeta.

“A tragédia climática no estado foi caracterizada por uma combinação de eventos extremos de precipitação com repercussões generalizadas. Não apenas o Rio Grande do Sul está em risco, mas o Brasil e o planeta. É fundamental que todos os setores avancem rapidamente em direção à sustentabilidade como o principal legado para as futuras gerações”, enfatizou. O evento também tratou de temas como transformação ecológica na saúde, edificações sustentáveis e certificações ambientais, compras sustentáveis e o trabalho que está sendo desenvolvido pelo Moinhos de Vento junto aos fornecedores.

Cientista de projeção internacional participou de evento promovido pelo Hospital Moinhos de Vento

Desvalorização de commodities faz superávit comercial cair em outubro

Saldo positivo caiu 52,7% no mês passado

As exportações devem cair 1,2% em 2024 na comparação com 2023

A desvalorização de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) e o aumento das importações decorrentes da recuperação da economia fizeram o superávit da balança comercial (exportações menos importações) despencar em outubro. No mês passado, o país exportou US$ 4,3 bilhões a mais do que importou, queda de 52,7% em relação ao mesmo mês de 2023 e o pior resultado para outubro desde 2017 (superávit de US$ 4 bilhões). Com o resultado de outubro, o superávit comercial no acumulado anual atinge US$ 63 bilhões. O montante é 22% inferior ao do mesmo período de 2023, mas é o segundo melhor para o período na série histórica, que mede as estatísticas do comércio externo desde 1989.

Em relação ao resultado mensal, as exportações caíram, enquanto as importações dispararam, impulsionadas por gás natural e bens de capital (bens usados na produção). Em outubro, o Brasil vendeu US$ 29,4 bilhões para o exterior, recuo de 0,7% em relação ao mesmo mês de 2023. As compras do exterior somaram US$ 20,5 bilhões, alta de 22,5%. Do lado das exportações, a queda no preço internacional da soja, do milho, do ferro, do aço e do açúcar foram os principais fatores que provocaram a queda no valor vendido. As vendas de alguns produtos, como café, celulose e carne bovina, subiram no mês passado, compensando a diminuição de preço dos demais produtos.

Do lado das importações, as aquisições de medicamentos, motores, máquinas, adubos e fertilizantes químicos subiram. A maior alta, no entanto, foi relacionada ao gás natural, cujo valor comprado aumentou 306,6% em outubro na comparação com outubro do ano passado. O Brasil importou 187,3% a mais em volume do combustível, com preço 41,5% mais alto na mesma comparação. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 6,6%, puxado pelo café, pela carne bovina e pela celulose, enquanto os preços caíram 6,7% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 34,2%, mas os preços médios recuaram 8,5%, indicando o aumento das compras externas decorrentes da recuperação da economia.

Estimativa
Em outubro, o governo tinha revisado para baixo a projeção de superávit comercial para 2024. A estimativa caiu US$ 79,2 bilhões para US$ 70 bilhões, queda de 28,9% em relação a 2023. Na previsão anterior, de julho, a queda estava estimada em 19,9%. Essa foi a última projeção do ano. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações devem cair 1,2% em 2024 na comparação com 2023, encerrando o ano em US$ 335,7 bilhões. As importações subirão 10,2% e fecharão o ano em US$ 264,3 bilhões. As compras do exterior deverão subir por causa da recuperação da economia, que aumenta o consumo. As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O Boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 77,7 bilhões neste ano.

Com ABR

Saldo positivo caiu 52,7% no mês passado

Indústria avança no Sul na passagem de agosto para setembro

Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram os maiores aumentos

Maior consumo aumenta a demanda, cujo efeito recai diretamente sobre a produção industrial

Na passagem de agosto para setembro, a produção industrial brasileira cresceu 1,1%, com alta em sete dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional. Os maiores aumentos foram registrados por Espírito Santo (2,4%), Goiás (2,4%), Santa Catarina (2,3%) e Rio Grande do Sul (1,9%). Já a indústria paranaense cresceu 0,9% no período. Na comparação com setembro de 2023, a indústria nacional avançou 3,4% e as taxas positivas foram verificadas em 14 dos 18 locais pesquisados. Já no acumulado em 12 meses houve alta de 2,6%, com 17 dos 18 locais analisados mostrando resultados positivos, enquanto o índice acumulado no ano teve expansão de 3,1%, com resultados positivos em 17 dos 18 locais observados. Os dados foram divulgados pelo IBGE.

“Esse crescimento reflete um movimento compensatório em relação ao mês de julho, quando ocorreu uma queda mais significativa de 1,3%. Junto ao mês de agosto, quando houve uma variação positiva de 0,2%, há um acumulado de 1,4%, o que elimina a perda observada anteriormente. Este resultado também se explica pela melhora no mercado de trabalho, com menor desemprego e, portanto, maior consumo e renda disponível das famílias, aumentando a demanda, cujo efeito recai diretamente sobre a produção industrial”, explicou Bernardo Almeida, analista da PIM Regional. Espírito Santo (2,4%) e Goiás (2,4%) apresentaram os avanços mais acentuados. Almeida explica que no caso do Espírito Santo, o crescimento se dá por conta do setor extrativo, muito atuante na indústria capixaba. Já em Goiás, ele atribui aos “setores extrativo e metalúrgico agindo positivamente sobre o comportamento da indústria do estado. Esta taxa é a mais intensa desde dezembro de 2023, quando atingiu 2,6%”. 

Maior parque industrial do país, São Paulo avançou 0,9% em setembro, abaixo da média nacional. “Esse avanço vem depois de dois resultados negativos, que acumularam uma perda de 2,4%. Em setembro, o setor de derivados do petróleo foi o que mais contribuiu para o comportamento da indústria paulista”, pontua Almeida. No lado das quedas, Ceará (-4,5%), Amazonas (-3,1%) e Pernambuco (-2,6%) registraram as taxas mais expressivas. Bernardo Almeida aponta os setores de produtos químicos e o setor de artefatos do couro, artigos para viagem e calçados como os principais para a queda na indústria cearense. “Esse recuo no Ceará vem após três meses de resultados positivos, com ganho de 5,7% no período”, explica o analista.

Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram os maiores aumentos