Archives Outubro 2024

Sicredi segue hegemônico no Top-100 do Rio Grande do Sul

Cooperativa de crédito lidera enquanto as demais companhias trocam posições em um ano onde as cem maiores companhias gaúchas tiveram vendas e lucros menores

As cem maiores empresas do Rio Grande do Sul foram reveladas nesta quarta-feira (9) em evento presencial no Nau Live Spaces, em Porto Alegre

O ano de 2023 foi de altos e baixos para as cem maiores companhias gaúchas. Depois de terem catapultado as vendas em quase 19% em 2021, o exercício seguinte trouxe uma queda de 3,4% na receita líquida (R$ 346,4 bilhões). A soma dos lucros líquidos também foi menor: R$ 29,7 bilhões (retração de 5,7%) – e a soma dos prejuízos foi multiplicada por sete, para R$ 1,4 bilhão. Um consolo é que ao menos os patrimônios ganharam alguma envergadura: totalizaram R$ 174,8 bilhões, um leve aumento de 3,8%. Isso deu algum fôlego para a soma dos VPGs, o principal indicador de 500 MAIORES DO SUL, também avançar: R$ 239,5 bilhões, alta de 1,5%. As cem maiores empresas do Rio Grande do Sul foram reveladas nesta quarta-feira (9) em evento presencial no Nau Live Spaces, em Porto Alegre. 

O Sicredi segue hegemônico no Top-100 do Rio Grande do Sul alçando a liderança que conquistou desde 2018. A cooperativa de crédito também exibe a maior receita líquida e o maior patrimônio líquido, indicadores responsáveis por 90% da fórmula do Valor Ponderado de Grandeza, o VPG. No retrovisor da cooperativa de crédito está o Banrisul que galgou três posições em relação ao ranking anterior. Com uma receita líquida 21,1% maior, o banco estatal gaúcho também turbinou seu VPG, fato que lhe deu a vice-liderança. A Lojas Renner avançou uma posição para o terceiro lugar trocando de lugar com a empresa da área de celulose CMPC. A Yara, gigante dos fertilizantes, caiu para o quinto lugar perdendo três posições. A receita da multinacional norueguesa despencou quase 40%. A redução do preço dos fertilizantes ao longo de 2023 foi o principal fator para a queda nas vendas. De acordo com a Yara, a insegurança gerada em virtude da guerra entre Rússia e Ucrânia e as restrições sofridas pelo mercado de fertilizantes em 2022, levaram os clientes da companhia a estocarem produtos, diminuindo a demanda em 2023.

Outras mudanças relevantes no Top-10 foram protagonizadas pela distribuidora de energia RGE Sul que ganhou uma posição pulando para o sétimo lugar trocando de lugar com a RandonCorp. Já a Três Tentos Agroindustrial chegou ao décimo lugar, subindo três degraus. Quem voltou à lista das cem maiores foi o Grupo Kepler Weber, além da Imec e da Associação Hospitalar Beneficente São Vicente de Paulo (veja os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como rentabilidade sobre receita, por exemplo). “A parceria exitosa entre o Grupo AMANHÃ e a PwC Brasil revela um acompanhamento histórico dos movimentos de diversos setores econômicos do Sul, assim como de cada um dos estados. Também temos conseguido mostrar o avanço do grau de competividade das empresas sediadas na região”, afirmou Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ.

“Percebemos nesta edição da 500 MAIORES DO SUL que houve um crescimento pequeno no valor do VPG dos estados. Isso nos permite entender que o atual cenário é de linearidade. A expectativa agora é, com os acontecimentos climáticos que ocorreram no Rio Grande do Sul em maio de 2024, qual será o impacto do VPG na próxima edição da 500 MAIORES DO SUL”, afirma Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil. “Em nossa análise dos balanços de empresas da região Sul para a elaboração do ranking das 500 MAIORES DO SUL, pudemos perceber que o ano de 2023 foi desafiador. Em contrapartida, também possível notar que as companhias que estruturaram suas práticas de ESG, englobando governança, sustentabilidade, social e diversidade, destacaram-se e obtiveram resultados bastante positivos”, salienta Carlos Peres, sócio da PwC Brasil e líder da região Sul.

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

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Cooperativa de crédito lidera enquanto as demais companhias trocam posições em um ano onde as cem maiores companhias gaúchas tiveram vendas e lucros menores

Atividade econômica registra alta de 0,2% em agosto

No ano, o índice acumula avanço de 2,9%

No trimestre encerrado em agosto, o IBC-Br registra alta de 1,5% em relação ao trimestre anterior

A atividade da economia em agosto apresentou alta de 0,2%, na comparação com julho, segundo os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central. O IBC-Br é visto como uma prévia do PIB, calculado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice acompanha mês a mês a atividade econômica e antecipa possíveis pressões inflacionárias.

Na passagem de junho para julho, a economia recuou 0,4%, segundo o IBC-Br. Ainda de acordo com o BC, na comparação com agosto de 2023, os dados mostram que o IBC-Br cresceu 3%. No acumulado em 12 meses, o índice apresentou um avanço de 2,5%. No ano, o índice acumula alta de 2,9%. No trimestre encerrado em agosto, o IBC-Br registra alta de 1,5% em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, houve crescimento de 4%.

“A atividade doméstica deve crescer em ritmo moderado neste semestre, após um desempenho mais forte do que o esperado no primeiro semestre de 2024. A maioria dos componentes do PIB deve permanecer em território positivo, especialmente aqueles ligados demanda das famílias. Os indicadores do mercado de trabalho continuam sólidos e as concessões de crédito ganharam força recentemente”, avalia a XP em comunicado após o anúncio do IBC-Br.

Com ABR

No ano, o índice acumula avanço de 2,9%

Henrique Fernandez assumirá o comando da Intelbras em março

Altair Angelo Silvestri deixará a companhia catarinense

Fernandez tem 43 anos, é formado em engenharia elétrica e ingressou na Intelbras em 2007

A Intelbras, fabricante catarinense de equipamentos de segurança, redes, comunicação e energia, anunciou que Altair Angelo Silvestri será substituído por Henrique Fernandez no comando da empresa em 31 de março de 2025. Fernandez tem 43 anos, é formado em engenharia elétrica e ingressou na Intelbras em 2007, sendo um dos primeiros colaboradores do segmento de segurança. Ocupou posições de gerência e diretorias até se tornar diretor superintendente de operações e de negócios em 2022.

“A companhia reconhece a brilhante trajetória de Altair Angelo Silvestri em seus 44 anos de dedicação, em especial enquanto esteve à frente da presidência, desde 2005. Sua liderança proporcionou a expansão e consolidação da marca em importantes mercados de atuação”, afirma a empresa no comunicado, que informa ainda que Silvestre será indicado a compor o conselho de administração.

Altair Angelo Silvestri deixará a companhia catarinense

Estudo sobre prosperidade das nações leva Nobel de Economia

Trabalho mostra que instituições inclusivas tornaram-se prósperas ao longo do tempo

Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson receberão o Nobel de Economia 2024

Os economistas Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson receberão o Prêmio Nobel deste ano por seus estudos sobre como as instituições são formadas e afetam a prosperidade. O comitê destacou que o trio soube explicar a razão pelas quais as sociedades com um Estado de direito precário e instituições que exploram a população não geram crescimento ou mudanças para melhor. “Quando os europeus colonizaram grandes partes do globo, as instituições nessas sociedades mudaram”, relatou o comitê do Nobel, citando o trabalho do trio.

Enquanto em muitos lugares isso visava explorar a população indígena, em outros lugares isso lançou as bases para sistemas políticos e econômicos inclusivos. De acordo com o comitê organizador do Nobel, o trio de economistas mostrou que uma explicação para as diferenças na prosperidade dos países são as instituições sociais que foram introduzidas durante a colonização. Os países que desenvolveram “instituições inclusivas” tornaram-se prósperos ao longo do tempo, enquanto aqueles que desenvolveram “instituições extrativas” experimentaram um crescimento econômico persistentemente baixo.

Em seu livro de 2012 “Por que as nações fracassam”, Acemoglu, professor turco-americano do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e Robinson, professor britânico da Universidade de Chicago, argumentam que algumas nações são mais ricas do que outras por causa de suas instituições políticas e econômicas. A obra abre com uma comparação de padrões de vida em duas cidades chamadas Nogales – uma no Arizona e uma ao sul da fronteira na região de Sonora, no México. Enquanto alguns economistas argumentam que diferenças em clima, agricultura e cultura têm grandes impactos na prosperidade de um lugar, Acemoglu e Robinson argumentam que aqueles que vivem em Nogales, Arizona, são mais saudáveis e ricos por causa da força relativa de suas instituições locais.

Trabalho mostra que instituições inclusivas tornaram-se prósperas ao longo do tempo

O legado de Washington Olivetto

O país perdeu o mais midiático publicitário brasileiro

Olivetto foi o espelho de uma geração que colocou os cursos de propaganda entre os mais disputados nos vestibulares brasileiros

O livro “Direto de Washington” reúne as memórias profissionais de Washington Olivetto, o principal publicitário brasileiro do século 20, falecido no domingo (13). No livro, Olivetto jacta-se de ter criado o “garoto Bombril”, a campanha do “primeiro sutiã” e mais alguns clássicos da propaganda brasileira. Mas a maior criação de Olivetto foi outra. Washington foi precedido por Alex Periscinoto, Roberto Duailibi e um punhado de talentos que profissionalizaram a publicidade brasileira. Não ingressou, portanto, em um território inóspito, e sim em um campo já aplainado. Porém, foi ele o principal responsável pelo segundo salto da profissão no país: a sua popularização.

Olivetto é, até hoje, o mais midiático publicitário brasileiro. Por ter despontado muito cedo na profissão, ganhado grandes prêmios com parcos 20 anos de idade e tornado-se dono da própria agência aos 34, experimentou uma notoriedade incomum para a atividade, antes restrita aos bastidores. E fez bom uso dessa exposição. Encarnou o papel do sujeito de terno, gravata e tênis rosa choque que cria genialidades para o sisudo setor empresarial, ajudando-o a vender, e que colhe os louros do trabalho sob a forma de dinheiro e prestígio. Um sujeito que atua na fronteira entre as artes e o business, tirando o que de melhor ambos têm a oferecer.

Pavimentou, com isso, o caminho para que a publicidade se tornasse a profissão dos sonhos de muitos jovens de classe média, especialmente entre aqueles dispostos, sim, a cumprir o script de cursar uma faculdade, mas receosos de cair no marasmo das atividades tradicionais, como direito, administração e engenharia. Olivetto foi o espelho de uma geração que colocou os cursos de propaganda entre os mais disputados nos vestibulares brasileiros. Sua influência e notoriedade atravessaram o tempo e acompanharam a evolução da atividade. Entre meus alunos do curso de publicidade, na faixa dos 20 anos, nem todos terão ouvido falar de Nizan Guanaes, por exemplo, e poucos saberão quem são ou foram Marcio Moreira, Roberto Duailibi, Julio Ribeiro, Marcello Serpa, Agnelo Pacheco e Guga Ketzer. Mas todos sabem quem é Washington Olivetto. Coincidentemente, sua saída de cena e o lançamento de sua autobiografia ocorrem no momento em que o setor publicitário, representado pelas agências, vem mudando – e, com isso, exigindo uma mudança também de seus profissionais.

A cobrança por resultados mensuráveis, graças ao acirramento da concorrência, ao aperto nos orçamentos dos anunciantes e à possibilidade de aferição de performance que a internet oferece, transformou as agências em ambientes bem menos festivos e glamourosos que no passado, e mais parecidos com os de insossas (ou tóxicas) atividades que existem por aí. O enorme contingente de publicitários formados no país ajudou a aumentar e a baratear a mão de obra, e o funil tornou-se mais e mais estreito para alcançar o sucesso. E o próprio poder da publicidade em gerar recall e vendas, em um mundo de audiência tão fragmentada e mensagens comerciais abundantes, passou a ser questionado. Em resumo, a atividade, como tantas outras, sofre de uma comoditização, e seus profissionais, de proletarização.

Olivetto sabe disso. Tanto que, em entrevistas à época do lançamento do livro, reconheceu ter pego “uma época boa” da propaganda. À Veja (11/04/18, p.103), foi mais explícito: “As agências deixaram de cobrar como antes, e isso altera o processo: quando o negócio dá menos dinheiro, fica menos criativo e alegre”. Alguém já disse que, na era do big data, os “mad men” darão lugar aos “math men”. Talvez o próximo Olivetto não use gravatas engraçadas nem combine ternos com tênis rosa choque, e sim óculos de lentes grossas e cabelos divididos ao meio e emplastados de gel, tal e qual o estereótipo de um nerd de filme americano.

O país perdeu o mais midiático publicitário brasileiro

AMANHÃ e PwC Brasil revelam as maiores empresas de SC nesta terça

O diálogo entre diferentes gerações será tema do painel de abertura

Além do encontro presencial para as empresas premiadas, o evento também será transmitido ao vivo no canal AMANHATV no YouTube

O Grupo AMANHÃ e a PwC Brasil promoverão na próxima terça-feira (15) a cerimônia de premiação das cem maiores empresas de Santa Catarina que estão no ranking 500 MAIORES DO SUL 2024. Em sua 34ª edição, o evento ocorrerá na sede da Federação das Indústrias (Fiesc). Além do encontro presencial para os premiados, parceiros e autoridades, o evento também será transmitido ao vivo no canal AMANHATV no YouTube, onde permanecerá disponível após a ocasião (clique aqui).

Diálogos entre gerações
O painel de abertura reunirá lideranças das chamadas gerações X, Y e Z que compartilharão suas percepções, experiências e visões de como enfrentar os enormes desafios de empresas, países e planeta na construção de um futuro sustentável. “Diálogos Geracionais: juntos construímos um futuro sustentável” contará com as presenças de Sérgio Lopes de Aguiar, diretor operacional da Liderança Serviços, e Volnei Eyng, CEO da Multiplique.

As cem maiores paranaenses serão agraciadas no dia 21. Nesta data, AMANHÃ e PwC também disponibilizarão o ranking completo, com a lista das 500 MAIORES DO SUL e as 500 emergentes. O ranking das cem maiores do Rio Grande do Sul pode ser conferido aqui e também neste link.

Serviço
Data: 15.10.2024
Horário: 14 horas
Transmissão no canal AMANHATV no YouTube

O diálogo entre diferentes gerações será tema do painel de abertura

Paraná terá maior complexo de biodiesel do mundo a base de óleo de soja

Grupo Potencial pretende investir R$ 600 milhões para acelerar seu projeto de expansão

Plano é chegar a uma produção de 1 bilhão e 620 milhões de litros de biodiesel por ano

O Grupo Potencial, empresa paranaense produtora de biodiesel e glicerina, pretende se tornar líder mundial em produção de biodiesel em planta única. Para isso, pretende investir R$ 600 milhões para acelerar seu projeto de expansão na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, para chegar a uma produção de 1 bilhão e 620 milhões de litros de biodiesel por ano, incentivada pela nova legislação de descarbonização nacional. Parte da soja será adquirida de produtores paranaenses. O anúncio foi feito na terça-feira (8), em Brasília.

“A transição energética é um movimento global irreversível e nosso país está avançando significativamente para garantir a segurança jurídica, a previsibilidade dos investimentos no setor e, consequentemente, estabilidade na matriz energética”, afirma Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente comercial, operacional e de relações institucionais do Grupo Potencial. A expansão anunciada resultará em um acréscimo de 720 milhões de litros de combustível na planta por ano. “Além do biodiesel, aumentaremos a produção de glicerina refinada para 100 mil toneladas/ano, com investimento de aproximadamente R$ 100 milhões”, detalha.

Os projetos da ampliação já iniciaram e a execução de obras está programada para 2025, com conclusão em 2026, o que levara o grupo de 5º ao 1º lugar no mundo na área de biodiesel. Em paralelo a esse movimento, a Potencial está construindo uma nova esmagadora de soja. A planta terá capacidade de processar cerca de 3,5 mil toneladas de soja por dia, ou 1,15 milhão de toneladas por ano a partir de 2025. Juntos, esses investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões. Estão sendo construídos dois silos para armazenamento de soja, com capacidade de 150 mil toneladas cada, e outro silo, com capacidade de 100 mil toneladas, para armazenar o farelo, um dos resíduos da extração do óleo, que pode ser utilizado na produção de ração e outros produtos e será comercializado nos mercados interno e externo.

Por meio de um acordo com o governo do Paraná para descontos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Grupo Potencial pavimentou parte das vias urbanas do entorno da usina e da futura esmagadora. Após a sua conclusão, estão previstos novos pavimentos no contorno da área do completo e a construção de um terminal ferroviário para ligar a planta com a linha férrea que vai até o Porto de Paranaguá. A Compagas também vai construir um gasoduto até essa região. O grupo é o maior produtor de glicerina refinada do Brasil, respondendo por 60% da produção nacional. Com 98% de sua produção destinada à exportação para mais de 15 países, a companhia paranaense é reconhecida internacionalmente por seu produto de alto teor de pureza, que alcança 99,7%.

Grupo Potencial pretende investir R$ 600 milhões para acelerar seu projeto de expansão

Fitch eleva perfil de crédito do Paraná

Isso representa uma melhora na percepção do mercado na capacidade de solvência do estado

Em seu relatório, a Fitch ressalta principalmente a boa gestão fiscal do Paraná no que diz respeito ao controle de dívidas

A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou o Perfil de Crédito Individual (PCI) do Paraná de bbb- para bbb. Isso representa uma melhora na percepção do mercado na capacidade de solvência do estado, seja em relação à sua liquidez como no próprio gerenciamento da dívida pública. A revisão das notas foi divulgada pela agência na quinta-feira (10) e manteve a classificação BB/Estável no panorama geral. Esse é o maior nível que um estado brasileiro pode alcançar, já que a metodologia da agência impede que as notas estaduais ultrapassem o nível nacional.

De acordo com o relatório publicado pela Fitch, a elevação do PCI para bbb sinaliza o bom momento de controle fiscal paranaense. O “rating” indica maior confiança na capacidade do governo de cumprir suas obrigações financeiras, sobretudo em relação à “adequada disponibilidade de caixa nos últimos três anos”, como afirma o texto. O principal efeito dessa melhora na classificação é uma sinalização internacional da estabilidade da economia paranaense, o que pode atrair investidores e financiamentos em condições mais favoráveis, beneficiando o desenvolvimento de novos projetos. Em termos práticos, é um selo de qualidade e de confiança que o Paraná recebe da agência.

Em seu relatório, a Fitch ressalta principalmente a boa gestão fiscal do Paraná no que diz respeito ao controle de dívidas. “O Estado obteve economias ao renegociar algumas de suas obrigações com contrapartes privadas e com o governo federal, além da antecipação de pagamentos de amortização”, destaca o documento. O texto faz referência principalmente à renegociação da dívida histórica que o Paraná tinha com o Banco Itaú relacionada ao Banestado e que se estendia por mais de 20 anos. Em 2023, o governo estadual conseguiu não só um desconto de 65% sobre esse valor como fez sua quitação antecipada, o que reduziu a dívida em cerca de R$ 4 bilhões e resultou em uma economia de R$ 2,8 bilhões com correção monetária.

Como a revisão das notas leva em conta os acontecimentos dos últimos 12 meses, a quitação ajudou a puxar os indicadores de solvência para cima. “A partir da Secretaria da Fazenda, o Estado adotou uma política de ação planejada e eficiente da dívida pública no sentido de estar sempre revisando e analisando esses débitos para fazer a boa gestão e diminuir o saldo devedor”, explica a diretora do Tesouro Estadual, Carin Deda. “Seguindo essa política, temos uma dívida bastante estabilizada e a previsão é que ela continue controlada desta maneira para os próximos exercícios”, conclui.

O chamado “rating” das agências de classificação de risco é uma avaliação de crédito atribuída a uma entidade, seja ela um governo, empresa ou instrumento financeiro. A avaliação serve para mensurar a capacidade de pagar pelas dívidas contratadas, de acordo com os termos estabelecidos. Os ratings são amplamente utilizados por investidores, instituições financeiras, governos e empresas para avaliar o risco de crédito antes de investir ou fazer negócios. Ratings mais altos indicam maior qualidade de crédito e menor risco, enquanto ratings mais baixos indicam maior risco de inadimplência.

Isso representa uma melhora na percepção do mercado na capacidade de solvência do estado

J. Macêdo expande produção em Londrina

Companhia paranaense terá recursos de R$ 125 milhões do BNDES

O investimento inclui a construção de um moinho com capacidade de processar 240 mil toneladas de trigo por ano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 125 milhões à J. Macêdo, por meio do produto BNDES Finem, para a construção da primeira fase de um novo complexo industrial da empresa em Londrina (PR). O investimento inclui a construção de um moinho com capacidade de processar 240 mil toneladas de trigo por ano, a construção de silos para armazenar até 45 mil toneladas, além de recursos de capital de giro. A J. Macêdo é uma das maiores empresas alimentícias do Brasil com 3 mil trabalhadores diretos e indiretos. Fundada em 1939, é líder nos setores de farinhas domésticas e misturas para bolo.

A primeira das três fases do projeto da empresa detentora da marca Dona Benta envolve ainda a implantação de um centro de distribuição para atender a região Sul e parte do Sudeste e Centro-Oeste do país. Nas fases seguintes, estão previstas as instalações das fábricas de massas, biscoitos, misturas para bolo e sobremesas. O complexo será instalado em uma área de 276 mil metros quadrados. A empresa, que há 50 anos já possui fábrica em Londrina, optou mais uma vez pela região devido à disponibilidade de matéria-prima e infraestrutura, com vias de comunicação com os principais eixos rodoferroviários do Sul, e proximidade do seu maior mercado consumidor, o Sudeste.

Companhia paranaense terá recursos de R$ 125 milhões do BNDES

Setor de serviços apresenta recuo em agosto

Volume avançou 2,7% no acumulado anual

IBGE nota redução de receita em atividades como correios e transporte aéreo

O volume de serviços prestados no país recuou 0,4% em agosto, interrompendo dois meses seguidos de crescimento. Dessa forma, o setor se encontra 15% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,4% abaixo de julho deste ano, ponto mais alto da série histórica. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE. Na comparação contra agosto de 2023, o setor teve expansão de 1,7% no mês, quinto resultado positivo consecutivo. No acumulado do ano, o volume de serviços cresceu 2,7% frente a igual período de 2023. Já no indicador dos últimos 12 meses, houve avanço de 1,9% em agosto de 2024, repetindo as últimas taxas de junho e julho.

“Em agosto, os serviços mostraram uma pequena devolução do ganho de 1,6% registrado nos dois meses anteriores. Percebemos uma redução de receita nas empresas que atuam com exibição de cinema; correios; transporte aéreo, telecomunicações e atividades jurídicas. Em termos setoriais, o destaque negativo ficou com o setor de informação e comunicaço, pressionado pelos serviços audiovisuais [onde entram os cinemas] e por telecomunicações”, explicou Rodrigo Lobo, gerente da PMS.

O decréscimo no volume de serviços de julho para agosto de 2024 foi acompanhado por duas das cinco atividades de divulgação investigadas. A atividade de informação e comunicação recuou 1%, devolvendo parte do ganho de 3,7% acumulado nos meses de junho e julho, resultado influenciado, principalmente, pelo recuo dos serviços audiovisuais (-6.6%). “A queda da receita dos cinemas está relacionada ao fato de julho ter sido um mês de recesso escolar e ir ao cinema é um programa bem comum nessa época do ano. Assim, tivemos uma queda nas receitas das salas de cinema em agosto frente a julho”, disse Lobo. A outra retração veio dos transportes (-0,4%), segunda queda seguida, acumulando uma perda de 2%. O recuo foi influenciado, principalmente, pelo transporte aéreo (-4%).

Na comparação entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2023, a expansão de 1,7% do setor de serviços foi o quinto resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por quatro das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 59% dos 166 tipos de serviços investigados. A maior contribuição veio do setor de informação e comunicação (6,9%). Já no índice acumulado de janeiro a agosto de 2024, comparado com igual período de 2023, o crescimento de 2,7% contou com o avanço de quatro das cinco atividades e 60,2% dos 166 tipos de serviços. As contribuições mais relevantes ficaram com os ramos de serviços profissionais, administrativos e complementares (7,5%); e de informação e comunicação (5,8%).

Volume avançou 2,7% no acumulado anual

Pacote de estímulos à economia da China pode impactar preço de commodities

Incentivo do gigante asiático ao segmento de construção pode pressionar preços de cobre, minério de ferro e alumínio

Construção e o setor metalmecânico competem por insumos como cobre, alumínio e minério de ferro

O setor metalmecânico catarinense avalia com atenção os movimentos de preços das commodities após o anúncio do pacote de incentivos do governo chinês ao segmento da construção. Isso porque a construção e o setor metalmecânico competem por insumos como cobre, alumínio e minério de ferro. Em reunião da câmara de desenvolvimento da indústria metalmecânica em Blumenau, o economista Marcelo de Albuquerque, da Federação das Indústrias (Fiesc), fez uma apresentação sobre as tendências de preços dos principais insumos e também do cenário econômico doméstico e internacional e seus impactos no ramo.

O pacote econômico chinês prevê injetar US$ 140 bilhões na economia do país por meio da liberação de depósitos compulsórios, incentivar a construção ao reduzir o valor mínimo de entrada na compra de imóveis e a renegociação de hipotecas. Uma maior demanda decorrente do incentivo da China pode elevar preços desses materiais, afetando a estrutura de custos do metalmecânico, explica o economista. Responsvel por 12,4% do PIB catarinense, o ramo emprega cerca de 60 mil pessoas no estado e é responsável por cerca de 5% das exportações catarinenses. O setor é especialmente relevante porque fornece insumos críticos para a indústria de transformação, como a fabricação de automóveis e de máquinas e equipamentos. “A expectativa é de que preços como o do cobre, que já enfrenta restrição de oferta decorrente de grandes minas enfrentando dificuldades técnicas, países produtores enfrentando sanções e questões regulatórias e trabalhistas, continuem subindo”, estima Albuquerque.

A transição global para energias renováveis está aumentando a demanda pelo metal, essencial para tecnologias como painéis solares e turbinas eólicas, e também na fabricação de motores. No caso do minério de ferro, que vinha sofrendo com a desaceleração da economia chinesa, a expectativa é de recuperação de preços com o aumento da demanda pós pacote de incentivos. “Em relação ao alumínio, a expectativa é de que a redução de oferta devido a sanções sobre a produção russa e aumento de custos de energia possa equilibrar o aumento da demanda”, avalia o economista.

No entanto, Albuquerque analisa com cautela os efeitos do pacote de estímulos. “Políticas econômicas podem levar tempo para surtir efeito, especialmente sobre o nível de atividade econômica. Embora os preços possam apresentar maior volatilidade no curto prazo, conforme os dados mostraram, essas flutuações podem não se sustentar caso a política econômica não tenha o impacto esperado, bem como a presença de outras pressões sobre os preços internacionais podem mudar o direcionamento da tendência”, contextualiza. No mercado interno, a previsão de um ciclo de alta na taxa de juros iniciado em setembro pode afetar a demanda por produtos do setor. Desde o início do ciclo de queda da Selic em meados de 2023, o segmento vinha observando um bom momento, impulsionado não só por crédito mais acessível, mas também pelo elevado consumo das famílias.

Incentivo do gigante asiático ao segmento de construção pode pressionar preços de cobre, minério de ferro e alumínio

BNDES aprova financiamento de R$ 194 milhões para a Sanepar

Recursos serão utilizados em diferentes municípios da Região Metropolitana de Curitiba

Ao todo, a Sanepar investirá R$ 204 milhões na qualificação e ampliação do serviço e de estruturas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 194 milhões para a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Os recursos são destinados à recuperação e expansão do sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba, além de controle e redução de perdas de água tratada e obras em estações de tratamento na área de concessão da empresa. A população beneficiada ultrapassa 3 milhões de pessoas, em diferentes munícipios.

A maior parte do financiamento é destinada à qualificação do Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba (SAIC), responsável pelo saneamento na capital e região metropolitana, contemplando o atendimento à aproximadamente 3,8 milhões de pessoas. Serão otimizadas, recuperadas e ampliadas estações em Curitiba e nas cidades de Almirante Tamandaré, São José dos Pinhais e Colombo, além de obras para setorização do abastecimento. A operação contempla também ações para controle e redução de perdas no processo de distribuição de água em Curitiba, Araucária, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Colombo e Campina Grande. Serão beneficiadas mais de 3,2 milhões de pessoas, com diminuição nos custos operacionais, aumento da capacidade de atendimento à população e melhoria da eficiência operacional.

Os recursos ainda permitirão a substituição de tubulações e a instalação de válvulas e outros equipamentos de controle, além da ampliação, qualificação e implantação de estações de tratamento de lodo. Será realizada também modernização de sistemas e automação do Centro de Controle Operacional da Sanepar na região de Curitiba. Durante o período de implantação do projeto, que tem investimento total de R$ 204 milhões, mais de três mil postos de trabalho devem ser gerados para a execução. Todos os investimentos estão alinhados às metas do contrato de concessão da Sanepar, responsável pela exploração dos serviços de saneamento básico, principalmente a distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto sanitário, em 345 munícipios do Paraná.

Recursos serão utilizados em diferentes municípios da Região Metropolitana de Curitiba

Maringá é a primeira cidade do Paraná a ter relatório publicado pela ONU

Estudo foi desenvolvido com apoio da Alemanha

O trabalho teve como foco dois tópicos dos ODSs: cidades e comunidades sustentáveis e ação contra a mudança global do clima

Maringá (foto), por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da cidade (Ipplam), desenvolveu um relatório local voluntário com as ações promovidas pelo município para cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). O trabalho foi publicado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (ONU). Maringá é a primeira cidade do Paraná a ter um relatório publicado pela entidade global. O documento foi desenvolvido com apoio do Ministério Federal de Habitação, Desenvolvimento Urbano e Edificações, por meio do Instituto Federal Alemão de Pesquisa em Construção, Assuntos Urbanos e Desenvolvimento Espacial. O relatório é um instrumento de mapeamento e avaliação da implementação dos ODSs, onde as políticas públicas desenvolvidas foram apresentadas.

O trabalho teve como foco dois tópicos dos ODSs: cidades e comunidades sustentáveis e ação contra a mudança global do clima. Conforme o documento, “foi possível observar os avanços alcançados, os desafios enfrentados e como a contribuição local é importante, principalmente pela promoção de políticas públicas. Além disso, a elaboração do relatório local voluntário para o município possibilitou a identificação dos avanços e de boas práticas de Maringá que também podem servir como inspiração para outras cidades que buscam estratégias eficazes para o desenvolvimento sustentável”. O texto completo está disponível em português e em inglês no site do departamento da ONU (confira o documento completo aqui). O relatório de Maringá foi elaborado por meio do projeto Implementando a Agenda 2030 localmente através do desenvolvimento urbano, que faz parte do programa de pesquisa alemão Habitação Experimental e Desenvolvimento Urbano.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Organização das Nações Unidas

Estudo foi desenvolvido com apoio da Alemanha

Consevitis-RS e Sebrae lançam projeto para fortalecer a vitivinicultura brasileira

Parceria prevê investimentos em qualificação, promoção e inteligência de mercado

A iniciativa também promoverá a valorização dos produtos nacionais, evidenciando a qualidade deles no mercado interno

O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) assinou convênio com o Sebrae Nacional para a execução do projeto setorial Fortalecimento da Vitivinicultura Brasileira. Com investimento superior a R$ 2,4 milhões, a parceria iniciada neste mês segue até dezembro de 2025, tendo como principal objetivo aumentar o consumo per capita de vinhos e espumantes nacionais. A iniciativa também promoverá a valorização dos produtos nacionais, evidenciando a qualidade deles no mercado interno.

O projeto busca fortalecer toda a cadeia produtiva do setor vitivinícola brasileiro, abrangendo microempreendedores individuais, microempresas, empresas de pequeno porte, além de vinícolas de médio e grande porte, produtores de uva, agentes comerciais, especialistas e interessados. As ações serão concentradas em sete estados prioritários: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, com foco nas principais regiões produtoras de uva e enoturísticas do país. A estratégia central está voltada para a ampliação de mercados consumidores, a qualificação da produção, o estímulo à formalização de pequenos produtores e a divulgação das regiões vitivinícolas brasileiras. Além disso, o projeto pretende fornecer inteligência de mercado que auxilie os envolvidos no processo de tomada de decisões.

“Este convênio com o Sebrae representa um passo importante para fortalecer a vitivinicultura do país. Acreditamos que, ao valorizar a qualidade dos nossos vinhos e espumantes, podemos impulsionar tanto o consumo interno quanto o empreendedorismo entre os pequenos produtores. Estamos determinados a ampliar a percepção positiva dos vinhos brasileiros. Nosso objetivo é orientar e apoiar toda a cadeia produtiva, assegurando que cada viticultor e vinícola possa crescer e se destacar no mercado”, salienta Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis-RS.

A promoção do vinho nacional incluirá ações como o Projeto Comprador e o Projeto Imagem, que trarão compradores, jornalistas e formadores de opinião para conhecer as regiões produtoras; estande na Expointer; campanhas publicitárias; apoio à Avaliação Nacional de Vinhos (ANV) e a realização de um piloto do Festival do Vinho Brasileiro. Os produtores serão atualizados o manual técnico de boas práticas agrícolas e uma cartilha que ensinará como formalizar uma vinícola. A parte dedicada à inteligência de mercado envolverá pesquisas sobre comportamento do consumidor e estudos voltados ao mapeamento da cadeia vitivinícola nacional, fornecendo dados estratégicos para decisões.

Parceria prevê investimentos em qualificação, promoção e inteligência de mercado

Florianópolis é o ecossistema emergente da América Latina com mais investimentos em Venture Capital

A capital catarinense atraiu 31 aportes nesta modalidade desde 2022

A fDi Intelligence lembra que Florianópolis é um centro tecnológico que atrai empreendedores em razão da qualidade de vida do município e de sua infraestrutura para o setor

Florianópolis é destaque na América Latina entre os centros tecnológicos emergentes com mais investimentos em Venture Capital (VC), conforme ranking elaborado pela Association for Private Capital Investment in Latin America (LAVCA) e divulgado pela revista fDi Intelligence, do grupo Financial Times. 31 empresas com sede na capital catarinense receberam recursos de Venture Capital desde 2022 até o primeiro semestre de 2024. Como novidade no ranqueamento, Blumenau está na 14ª posição, com oito empresas investidas no período. O estudo aponta a redução de 61,5% para 55% na quantidade de investimentos Venture Capital registrados entre 2022 e 2023 nos principais centros tecnológicos do continente – que são consideradas as cidades de São Paulo (SP), Santiago, Bogotá, Cidade do México e Buenos Aires. Em outra categoria, os ecossistemas emergentes ampliaram a representatividade de 20,7% para 25,5% no mesmo período. Liderado por Florianópolis, o Top 3 do ranking de centros tecnológicos emergentes tem Rio de Janeiro (RJ) e a capital do Peru, Lima. Já Blumenau está empatado no número de aportes com Porto Alegre (RS) e Quito (capital do Equador), ficando à frente de Brasília (DF), Recife (PE) e Campinas (SP) (veja o gráfico com o número de investimentos de Venture Capital em ecossistemas emergentes entre 2022 e primeiro semestre deste ano ao final desta reportagem).

“Santa Catarina ter duas cidades no ranking de ecossistemas emergentes com o maior número de investimentos em Venture Capital mostra que as empresas catarinenses são competitivas e recebem a confiança de investidores até mesmo internacionais, como o caso da Indicium, uma startup de Florianópolis que captou em torno de R$ 200 milhões com um fundo americano em 2024”, destaca Diego Ramos, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). Ele complementa que a entidade tem a meta de ampliar o acesso dos empreendedores de Santa Catarina ao capital de risco, seja por meio de programas, como o recém-lançado Acate Investidores, e também através do apoio ao desenvolvimento de startups e à internacionalização de empresas.

A reportagem da revista fDi Intelligence lembra que Florianópolis é um centro tecnológico que atrai empreendedores em razão da qualidade de vida do município e de sua infraestrutura para o setor. Além disso, a ampliação da quantidade de investimentos nas cidades emergentes se dá, entre outros motivos, pela permanência das startups em seus ecossistemas de origem, tendência proveniente da digitalização e crescimento do trabalho remoto durante a pandemia. Os dados divulgados pela LAVCA também elencam os atores de investimentos mais ativos na América Latina. Entre as Corporate Venture Capitals está a 2bCapital, gestora de private equity do grupo Bradesco no âmbito do Inovabra, ecossistema de inovação do banco e mantenedor da Acate.

A capital catarinense atraiu 31 aportes nesta modalidade desde 2022