Archives Outubro 2024

Brasil se mantém entre as 50 economias mais inovadoras do mundo

Suíça, Suécia e Estados Unidos figuram no Top 3

O Brasil caiu uma posição de um ano para o outro, ficando em 50ª lugar

O Brasil é a 50ª entre 133 economias mais inovadoras do mundo, segundo o Índice Global de Inovação (IGI) 2024. O resultado foi apresentado a lideranças empresariais na sexta-feira (4), em São Paulo, pelo coordenador da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), Pedro Wongtschowski. A reunião do comitê de líderes também marcou a passagem de bastão da coordenação do movimento para o vice-presidente sênior da Siemens Energy para América Latina, André Clark. Divulgada anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a lista revela que os 10 países mais inovadores continuam os mesmos do ano passado, com a Suíça, Suécia e Estados Unidos no Top 3, e algumas alternâncias nas posições seguintes. O Brasil caiu uma posição de um ano para o outro, ficando em 50ª lugar.

Para Wongtschowski, a estabilidade no quadro geral mostra que o Brasil precisa de mais empenho para melhorar nos aspectos levados em consideração para estruturar o ranking. “Continuamos andando de lado nesse assunto. Avançamos, mas outros países avançaram mais. Pelo tamanho e as ambições do Brasil, ainda temos muito o que fazer”, avalia. O país lidera na América Latina e no Caribe; e, no quadro geral, chama atenção o salto da Coreia do Sul, que foi de 10º para 6º em um ano, e da China, que subiu de 14º em 2020 para 11º em 2024.

“Permanecem as recomendações de expandir os investimentos nacionais em P&D, incentivar a formação de pessoal em STEM [ciência, tecnologia, engenharia e matemática], acelerar a regulamentações para um ambiente mais amigável aos negócios e melhorar as condições de infraestrutura em TICs [tecnologias de informação e comunicação] e outras mais gerais”, alerta Wongtschowski. Ele lembrou do descontingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e dos recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a inovação, cujos resultados devem aparecer nos índices dos próximos anos.

Suíça, Suécia e Estados Unidos figuram no Top 3

Curitiba é premiada no Seul Smart City Prize

Capital do Paraná concorreu com o case Curitiba Cidade Inteligente e Sustentável

O troféu foi recebido pelo secretário de desenvolvimento econômico, inovação e inteligência artificial de Curitiba, Dario Paixão

Curitiba foi premiada do Seul Smart City Prize, concurso internacional de Cidades Inteligentes promovido pelo governo metropolitano de Seul, na Coreia do Sul. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10) durante a Smart Life Week, na capital sul-coreana. A capital paranaense foi premiada na categoria Prata de Cidade Centrada nas Pessoas (Human-CentriCity), com o case Curitiba Cidade Inteligente e Sustentável. O troféu foi recebido pelo secretário de desenvolvimento econômico, inovação e inteligência artificial de Curitiba, Dario Paixão (foto).

A premiação foi criada pelo governo metropolitano de Seul e pela fundação World Smart Sustainable Cities Organization (WeGO), que promove iniciativas de cidades inteligentes pelo mundo. Concorreram neste ano 216 projetos de 123 cidades representando 58 países de todos os continentes.Curitiba foi finalista ao lado de cidades como: Kragujevac, Baguio, Iligan, Bilbao, Helsinque, Doha, Goyang, Nova York, Miri, Taoyuan, Yazd, Tampere, Dar es Salaam, Kyrgyzstan e Londres. A capital do Paraná foi a única cidade do Brasil entre as 32 finalistas. Além de Curitiba, na categoria Human-CentriCity foram premiadas as cidades de Baguio (ouro), Miri (prata), Kragujevac (bronze), Bilbao (bronze) e Taoyuan (bronze). O prêmio também teve 16 finalistas na categoria TechInovaCity.

O Seul Smart City Prize incentiva a inovação urbana voltada à sustentabilidade, tecnologias digitais e inclusão social. Os vencedores foram escolhidos por um comitê de especialistas em energia, economia digital, gestão de desastres e desenvolvimento urbano. “Somos a única cidade do mundo premiada nos dois rankings mais importantes de Cidade Inteligente, o World Smart City Awards, de Barcelona, e agora o Seul Smart City Prize. É mais um reconhecimento mundial de que aqui a inovação é um processo social para melhorar a vida das pessoas”, disse Rafael Greca, prefeito da cidade. Ainda neste ano Curitiba disputará o título de Comunidade Mais Inteligente do Mundo, em premiação do Intelligent Community Forum, do Canadá/Estados Unidos. Curitiba está entre as sete finalistas e a cidade vencedora será anunciada dia 4 de novembro no ICF Global Summit, em Barcelona.

Capital do Paraná concorreu com o case Curitiba Cidade Inteligente e Sustentável

BMW Group vai aportar R$ 1,1 bilhão no Brasil

Parte desse valor será destinado para a fábrica de Araquari

Multinacional fabricará um novo modelo BMW em um futuro próximo na planta de Araquari

O BMW Group anunciou o aporte de R$ 1,1 bilhão entre 2025 e 2028 no Brasil, para produzir novos modelos e desenvolver tecnologias globais a partir do escritório de engenharia local. Na quinta-feira (3), durante o evento oficial de aniversário de dez anos da planta de Araquari, em Santa Catarina, o primeiro modelo híbrido plug-in da América do Sul, o novo BMW X5, foi celebrado com os colaboradores e apresentado às autoridades brasileiras. O início oficial da produção ocorrerá nas próximas semanas na linha de montagem. Parte do aporte até 2028 será destinada à produção de um novo modelo BMW em um futuro próximo na planta de Araquari, além da produção do novo BMW X5 PHEV, o modelo mais tecnológico e sofisticado já produzido na América do Sul. Hoje, a fábrica de Santa Catarina produz o BMW X1, BMW X3, BMW X4 e o BMW Série 3 Active Flex.

Além de celebrar o décimo aniversário da produção local, o BMW Group Brasil também está comemorando o lançamento do primeiro modelo “turboflex” do mundo, o BMW 320i Active Flex, com a tecnologia TwinPower Turbo, que pode rodar com etanol, gasolina ou a mistura de ambos os combustíveis em qualquer proporção. Em poucas semanas, a fábrica de Araquari será a única em toda a rede de produção do BMW Group a fabricar modelos com motor a combustão, modelos híbridos plug-in e modelos “flexfuel”.

A produção dos novos modelos fará parte de outras melhorias nas unidades de negócios no Brasil. O escritório de engenharia local irá reforçar seu desenvolvimento em termos de digitalização e conectividade, dentro de uma rede de desenvolvimento global. Dispositivos avançados já foram parcialmente desenvolvidos nas instalações de Engenharia da fábrica de Araquari e no escritório de São Paulo, como a Digital Key, o My BMW App, o My MINI App e o Intelligent Personal Assistant.

A planta de Araquari e os escritórios em São Paulo abrigam o único escritório de engenharia global do BMW Group na América Latina, responsável por apoiar o desenvolvimento digital global e validar testes de qualidade locais. Testes de durabilidade de motores e seus componentes são realizados em mercados da América Latina para dar suporte às equipes globais de Engenharia. Além disso, alguns engenheiros são responsáveis por testar e validar o sistema de infotainment para os mais recentes lançamentos globais da BMW, como os modelos de alto padrão BMW iX e BMW i7, além do BMW X1 e do Série 3 produzidos na unidade catarinense.

Parte desse valor será destinado para a fábrica de Araquari

Estudo do Ipea aponta população ocupada nos maiores níveis em uma década

No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho atingiu 109,4 milhões de pessoas

A taxa de desocupação atingiu seu menor nível desde o quarto trimestre de 2014, caindo para 6,9%

A nova edição do Boletim de Mercado de Trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) consolida indicadores que comprovam as melhorias no mercado de trabalho brasileiro. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ipea ressalta que a força de trabalho e a população ocupada estão nos maiores níveis registrados desde o início da série histórica da PNAD Contínua em 2012. No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho atingiu 109,4 milhões de pessoas, com 101,8 milhões de população ocupada. No terceiro trimestre, esse indicador bateu novo recorde, chegando a 102,5 milhões de pessoas ocupadas no Brasil.

Com foco no segundo trimestre, os pesquisadores do Ipea destacam que o emprego formal também apresentou crescimento, com uma alta de 4% em relação ao segundo trimestre de 2023. O Novo Caged registrou a criação de 1,7 milhão de novas vagas com carteira assinada, representando um aumento de 3,8% no período. A taxa de desocupação, segundo a pesquisa, atingiu seu menor nível desde o quarto trimestre de 2014, caindo para 6,9%. A taxa de desemprego de longo prazo também caiu (-1,5 ponto percentual), e houve uma pequena redução no desalento (-0,4 ponto percentual). De acordo com o Ipea, as quedas foram significativas em diversas categorias e, exceto no recorte por gênero, as reduções no desemprego contribuíram para a diminuição das desigualdades dentro de cada grupo.

Entre os setores da economia, destacaram-se os de transporte, informática e serviços pessoais. O crescimento do emprego formal foi observado na maioria dos setores, com exceção da agropecuária, dos serviços domésticos e do setor de utilidade pública. A renda média também cresceu no segundo trimestre de 2024 em comparação ao mesmo período do ano anterior, com um aumento real de 5,8%, encerrando o trimestre em R$ 3.214. A massa salarial real registrou um crescimento expressivo de 9,2% em termos interanuais, atingindo R$ 322,6 bilhões, significando um acréscimo de R$ 27 bilhões em relação ao primeiro trimestre de 2023.

Apesar dos avanços, os pesquisadores do Ipea alertam para alguns desafios. De acordo com nota divulgada pelo instituto, a estabilidade das taxas de subocupação e de participação da força de trabalho nos últimos trimestres são motivos de preocupação. “É crucial entender por que o número de inativos permanece elevado, totalizando 66,7 milhões de pessoas fora da força de trabalho. Entre elas, 3,2 milhões desistiram de procurar emprego devido ao desalento – um grupo que deveria ser prioridade para a reintegração ao mercado de trabalho”, aponta o estudo.

Os pesquisadores também destacam a necessidade de investigar mais profundamente as causas desse desalento e de investir em políticas eficazes para atrair essa parcela da população para oportunidades produtivas. Outro ponto de preocupação é o setor agropecuário, que registrou sua nona redução consecutiva na população ocupada. Além disso, problemas estruturais continuam a impactar o mercado de trabalho, com muitos trabalhadores ainda presos a empregos informais, sem acesso a proteções sociais e trabalhistas. As desigualdades regionais, de gênero, raça, idade e escolaridade, tanto em termos de oportunidades de inclusão produtiva quanto de rendimento médio mensal, seguem como desafios críticos.

Com ABR

No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho atingiu 109,4 milhões de pessoas

Varejo tem leve retração em agosto

Comércio acumula alta de 5,1% no ano

O único setor que mostrou crescimento entre julho e agosto foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria

Em agosto, as vendas no comércio varejista no Brasil variaram negativamente 0,3% na comparação com o mês anterior, quando haviam crescido 0,6%. Em 2024, o varejo acumula alta de 5,1%. A média móvel trimestral, após variação positiva de 0,2% em julho, teve queda de 0,2% no trimestre encerrado em agosto. Já o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4%, 23º mês seguido em que esse indicador é positivo. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 0,8% na passagem de julho para agosto. Já na comparação com agosto de 2023, houve expansão de 3,1%.

Quanto às atividades, sete das oito ficaram no campo negativo: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-2,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2%), móveis e eletrodomésticos (-1,6%), tecidos, vestuário e calçados (-0,4%), combustíveis e lubrificantes (-0,2%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%). O único setor que mostrou crescimento entre julho e agosto de 2024 foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,3%).

“A variação negativa de 0,3% no comércio varejista em agosto demonstra uma estabilidade, após o crescimento de 0,6% em julho. O comportamento do comércio em 2024 ainda é positivo, apenas em junho tivemos resultado efetivamente negativo (-0,9%). O aspecto negativo do resultado de agosto é o fato de quatro das oito atividades pesquisadas terem registrado queda significativa, três ficarem estáveis e só uma ter apresentado alta”, explica Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

“As lojas de departamento são o principal tipo de empresa atuante no setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico. Elas tiveram, em 2023, um ano muito turbulento, com registros de problemas contábeis afetando alguns dos principais players desse mercado, fazendo com que revisassem seus balanços patrimoniais. Isso provocou ajustes em toda a cadeia produtiva, levando à redução do número de lojas físicas. O aumento da competição com outros nichos e a sazonalidade de promoções também influenciaram a queda no volume de vendas em agosto”, observa Santos. “E no caso de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, é uma atividade que sofre muita influência do dólar, sendo dependente da produção externa”, conclui.

Comércio acumula alta de 5,1% no ano

Concessionária da Mercedes-Benz inaugura sede em Ijuí

Loja, única do estado a adotar o modelo Lean, recebeu investimento de R$ 25 milhões do Grupo Mecasul

O grupo deve faturar R$ 640 milhões neste ano, valor 40% maior do que em 2023

A empresa gaúcha Mecasul, maior grupo das concessionárias da Mercedes-Benz no Rio Grande do Sul, inaugurou oficialmente a sede de Ijuí. Com aproximadamente 8 mil metros quadrados de área construída, o empreendimento recebeu um investimento de R$ 25 milhões. A loja de Ijuí é a primeira e única do estado a adotar o modelo Lean da Mercedes-Benz. Para aumentar a eficiência e a agilidade dos processos, o atendimento no padrão Lean será prestado através de modernas centrais digitais, onde os consultores apresentam os produtos e serviços premium da marca.

O novo conceito prioriza a integração e sinergia entre áreas de vendas e pós-venda, além do fluxo de atendimento ao cliente em espaços otimizados que tornam o ambiente mais amplo, funcional e confortável para os clientes e os motoristas. A tecnologia avançada também é um diferencial que permite o uso de telas para demonstrar cada detalhe dos modelos de veículos e itens de reposição venda ao controle digitalizado dos veículos na oficina. O padrão Lean trabalha o conceito de inclusão e existe uma estrutura exclusiva para motoristas mulheres. A loja de Ijuí foi pensada com esse conceito e a oficina possui mecânicas mulheres, sendo a única Mecasul totalmente adaptada para as mulheres.

“A sede acompanha o crescimento da região que queremos participar e construir com os clientes de Ijuí, das Missões e da região Noroeste do estado. Esse movimento de mudança na logística destaca nosso foco na criação de uma experiência excepcional em busca de garantir fácil acesso e a máxima eficiência”, afirmou Augusto Abreu, diretor executivo da Mecasul em Santa Maria e Ijuí.

O nome Mecasul Auto Mecânica foi adotado em 1993 e, em 1998, a empresa foi adquirida pelos atuais sócios, passando a atuar na Serra e Grande Porto Alegre. No ano de 2019, os planos de expansão continuaram e foram adquiridas as regiões de Santa Maria e Entre-Ijuis. A partir daí, a concessionária Mecasul Auto Mecânica S/A, passou a ter uma identidade corporativa única, com sede em Caxias do Sul, atendendo de forma exclusiva mais de 199 municípios gaúchos. O grupo deve faturar R$ 640 milhões neste ano, valor 40% maior do que em 2023.

Loja, única do estado a adotar o modelo Lean, recebeu investimento de R$ 25 milhões do Grupo Mecasul

Aumento dos juros pode ter freado confiança dos industriais em outubro

Pesquisa da CNI revela que índice se estabilizou

Os industriais estão confiantes em relação às próprias empresas e desconfiados com a economia do país

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou em 53,2 pontos em outubro, ante os 53,3 pontos registrados em setembro. É o que mostra levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quarta-feira (9). Segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o resultado pode ter relação com o aumento da taxa básica de juros pelo Banco Central. “O índice vinha de duas altas consecutivas antes da estabilidade vista em outubro, que é o primeiro mês depois da elevação da taxa de juros. Como a avaliação dos empresários sobre as condições atuais e sobre as expectativas para a economia brasileira interrompe a trajetória de alta e estaciona em patamar negativo, é possível que isso esteja atrelado à alta da taxa Selic”, avalia.

Apesar da estabilidade, o índice continua 3,2 pontos acima da linha divisória de 50 pontos, o que significa que os industriais, no geral, permanecem confiantes. Antes em 49 pontos, o índice de condições atuais está em 48,8 pontos. Em outubro, a avaliação dos entrevistados quanto ao momento das próprias empresas passou de 51,3 para 51,1 pontos. Já a percepção dos industriais sobre a economia variou de 44,4 para 44,2 pontos. O índice de expectativas, por sua vez, não mudou. Segue em 55,4 pontos. A avaliação dos empresários da indústria para a economia nos próximos seis meses saiu de 49,1 para 49,2 pontos. A confiança deles quanto ao futuro próximo de seus próprios negócios permaneceu em 58,5 pontos. O ICEI de outubro mantém a tendência observada nos últimos meses: industriais confiantes em relação às próprias empresas e desconfiados com a economia do país.

Pesquisa da CNI revela que índice se estabilizou

Catarinense Novalogic anuncia investimento de R$ 30 milhões

Aporte será usado na construção da nova sede em Joinville

A obra deve ser iniciada no primeiro semestre de 2025

A Novalogic, empresa especializada em infraestrutura crítica e data center no Brasil, com sede em Joinville (SC), anunciou um investimento de R$ 30 milhões na construção de sua nova sede. Este movimento faz parte da estratégia do grupo para ampliar a atuação e fortalecer a presença no mercado internacional, com foco na América Latina e América do Norte. A Novalogic está em busca de novas oportunidades e parcerias estratégicas. A empresa está visitando universidades e governos de vários países, para o desenvolvimento de projetos inovadores em data centers, que irão impulsionar o avanço tecnológico, digital e inteligência artificial nesses mercados.

Os novos investimentos visam não apenas à expansão física, mas também à implementação de soluções que atendam às demandas crescentes de transformação digital e segurança de dados. A nova sede, que será construída em Joinville, deve iniciar as obras no primeiro semestre de 2025. “Nosso objetivo é fornecer serviços de alta qualidade e soluções inovadoras para um cenário global em rápida evolução, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico no Brasil e no exterior,” afirma o CEO da Novalogic, Felippe Prates, por meio de nota.

Felippe e Larissa Prates, gerente corporativa da Novalogic, estão em missão internacional visitando vários países, como Canadá, Estados Unidos, Itália, Áustria e República Tcheca. A viagem deve durar cerca de 30 dias. A iniciativa reforça o compromisso da empresa em se consolidar no mercado internacional.

Aporte será usado na construção da nova sede em Joinville

Inflação acelera para 0,44% em setembro

Aumento da energia elétrica impactou o IPCA

A mudança de bandeira tarifária de verde em agosto para vermelha patamar um, por causa do nível dos reservatórios, foi o principal motivo para a alta

A inflação do país acelerou para 0,44% em setembro, subindo 0,46 ponto percentual em relação ao mês anterior (-0,02%). O resultado foi influenciado pelas altas no grupo de habitação (1,8%), após aumento nos preços da energia elétrica residencial, que passou de -2,77% em agosto para 5,36% em setembro, e no grupo de alimentação e bebidas (0,5%), que subiu após dois meses consecutivos de quedas. No ano, a inflação acumulada é de 3,31% e, nos últimos 12 meses, de 4,42%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

O gerente da pesquisa, André Almeida, destaca a influência da bandeira tarifária da energia elétrica residencial nos resultados do grupo Habitação. “A mudança de bandeira tarifária de verde em agosto, onde não havia cobrança adicional nas contas de luz, para vermelha patamar um, por causa do nível dos reservatórios, foi o principal motivo para essa alta. A bandeira vermelha patamar um acrescenta R$4,46 aproximadamente a cada 100kwh consumidos”, explica. O item exerceu impacto de 0,21 ponto percentual no índice geral de setembro.

O grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 0,5%, com aumento de preços na alimentação no domicílio (0,56%), após dois meses seguidos de recuos. André salienta que esse resultado foi influenciado, em grande parte, pelo aumento nos preços da carne bovina e de algumas frutas, como laranja, limão e mamão. “Falando especificamente das carnes, a forte estiagem e o clima seco foram fatores que contribuíram para a diminuição da oferta. É importante lembrar que tivemos quedas observadas ao longo de quase todo o primeiro semestre de 2024, com alto número de abates. Agora, o período de entressafras está sendo intensificado pela questão climática”, analisa o gerente.

Aumento da energia elétrica impactou o IPCA

Indústria cervejeira ganha corpo no Paraná

Cadeia do setor investiu R$ 5 bilhões no estado desde 2020

A Heineken, que tinha anunciado um aporte inicial de R$ 865 milhões, acabou investindo R$ 1,5 bilhão na unidade, mais que dobrando sua capacidade produtiva

A cadeia de produção de cerveja está em alta no Paraná. Desde 2020, empresas do setor investiram cerca de R$ 5 bilhões não apenas para a fabricação da bebida no estado, mas também de outros insumos usados no processo, desde o malte até as garrafas. É um trabalho que já começa no campo, com o Paraná liderando a produção nacional de cevada e fomentando também a plantação de lúpulo, outro ingrediente utilizado na cerveja, até chegar ao copo de quem aprecia uma “gelada”.”Desde 2019 identificamos um aumento na demanda de investimentos do setor cervejeiro, que culminou nesse valor de R$ 5 bilhões aportados principalmente nos Campos Gerais e, mais recentemente, na Região Metropolitana de Curitiba”, explica o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

Segundo o Anuário da Cerveja, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Paraná chegou a 2023 com 171 estabelecimentos registrados para a produção de cerveja e chope, quarto maior número do Brasil. E pelos dados da Junta Comercial do Paraná, são 289 cervejarias registradas no estado, sendo que 96 foram abertas entre janeiro de 2020 e agosto de 2024, 13 delas até agosto. Os investimentos em solo paranaense começam na industrialização da matéria-prima essencial, a cevada. Para reduzir a dependência de malte importado, seis cooperativas se reuniram para construir a maior planta para a produção do insumo na América Latina, a Maltaria Campos Gerais, localizada em Ponta Grossa.

Inaugurado em junho, o empreendimento recebeu R$ 1,6 bilhão de investimentos das cooperativas Agrária, Frísia, Castrolanda, Capal, Bom Jesus e Coopagrícola. A previsão é produzir, em uma primeira etapa, 280 mil toneladas de malte por ano, o que equivale a 15% da demanda nacional. No ano passado, o Brasil importou 814,5 mil toneladas do insumo. Esse volume representou um impacto de US$ 541,4 milhões na balança comercial nacional. Pelo Paraná, as importações de malte chegaram a 160,6 mil toneladas no ano passado, com receita de US$ 104,8 milhões. Pioneira na produção de cevada para a indústria cervejeira, a Cooperativa Agrária está investindo mais R$ 500 milhões em uma nova maltaria na colônia Entre Rios, onde fica sua sede, na cidade de Guarapuava. O empreendimento está sendo tocado pela Ireks do Brasil, joint venture formada pela cooperativa e pela empresa alemã Ireks, e vai ser o primeiro no Brasil a produzir maltes especiais, produto que hoje é importado, para abastecer o mercado nacional.

Outro importante investimento veio de uma empresa já consolidada no Paraná. Instalada em 2016 em Ponta Grossa, a multinacional holandesa Heineken iniciou em 2020 um processo de expansão de sua planta, com apoio do programa Paraná Competitivo. A empresa, que tinha anunciado um aporte inicial de R$ 865 milhões, acabou investindo R$ 1,5 bilhão na unidade, mais que dobrando sua capacidade produtiva. O Brasil é o maior mercado consumidor da marca no mundo. Com a ampliação, a fábrica de Ponta Grossa é a primeira a produzir chope 0.0%, uma bebida zero álcool preservando sabor e alta qualidade. Foi também a partir dos investimentos que a empresa passou a produzir sua versão zero álcool, a Heineken 0.0%, sendo a única planta que fabrica esse rótulo no país, e mais recentemente, a Sol 0.0%, mais uma aposta do grupo.

Durante o período de obras, mais de 1.400 postos de trabalho foram criados. Agora, 255 pessoas foram contratadas para a empresa, com a geração de 575 empregos diretos e milhares de indiretos em sua planta paranaense. A unidade é a que mais produz Heineken no Brasil, dentre as 14 fábricas distribuídas nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste, e a que mais produz cerveja da marca no mundo. Além da cerveja que leva o nome da empresa e sua versão zero álcool, são produzidas na unidade marcas como Amstel, Sol, Bavaria e Kaiser. A unidade é também a primeira do grupo a produzir Heineken retornável 330 ml, contribuindo para a cadeia retornável de vidro.

Em setembro, outra empresa de bebidas anunciou a implantação de uma cervejaria no Paraná, desta vez em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O grupo paranaense RFK, responsável por marcas como o Refriko e o energético Furioso, promete construir uma fábrica altamente tecnológica, com o uso de inteligência artificial no gerenciamento da produção para otimizar o processo de produção. A empresa, que tem um parque industrial em Cambé, no Norte do Paraná, prevê iniciar a produção na Região Metropolitana de Curitiba no primeiro semestre de 2026, com a expectativa de envasar 1,2 bilhão de litros de bebidas por ano. A planta pretende iniciar a produção com duas marcas próprias de cerveja, a Bamboa e a Moema, deve incluir um terceiro rótulo e também outras bebidas de seu catálogo.

O Paraná também está ganhando uma fábrica de embalagens da Ambev, que também conta com uma planta para a produção cerveja em Ponta Grossa. A indústria de garrafas, agora, está sendo instalada na cidade vizinha de Carambeí, com investimento de R$ 870 milhões. Em junho, a implantação da unidade já estava 80% pronta. O empreendimento faz parte do movimento de ampliar a oferta de cervejas premium no portfólio da empresa, com rótulos como Spaten, Corona, Stella Artois e Original. Serão produzidas na fábrica até 1,5 mil garrafas por minuto, chegando a 15 milhões por mês. São embalagens de diferentes formatos e cores, como long necks, 300 ml, 600 ml e 1 litro. Cerca de 2 mil pessoas trabalharam somente na construção da fábrica de garrafas, que tem previsão de gerar 170 empregos diretos para Carambeí e região e até 2 mil empregos considerando toda a cadeia.

Microcervejarias
Além das grandes empresas do setor, o Paraná também tem um grande movimento de microcervejarias, que são aquelas que produzem até 5 milhões de litros por ano. Somente a Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva) conta com 56 estabelecimentos associados, a maior parte na região de Curitiba. Um censo promovido pela associação em 2022 com 43 empresas mostrou que 76% tinham planta própria, metade delas contavam com um faturamento mensal de até R$ 100 mil e 42% empregavam até cinco pessoas. Além disso, 31% delas produziam até 5 mil litros da bebida por mês. Para fomentar esse segmento, o governo estadual oferece incentivos fiscais para a cadeia. A Secretaria de Estado da Fazenda oferece, até 31 de dezembro de 2024, crédito presumido de 13% no valor do ICMS nas vendas de cervejas e chopes artesanais no estado, com benefício limitado à saída de 200 mil litros por mês. Segundo a pasta, existe a possibilidade de prorrogação do benefício.

O diretor de marketing da Procerva, Mario Kleina, destaca que incentivos tributários são fundamentais para garantir a competitividade das microcervejarias no mercado. “A gente enxerga de maneira essencial a aproximação e o diálogo com o poder público. Conquistamos alguns ganhos significativos para as cervejarias em relação às regras tributárias, que flexibilizaram o cenário e nos tornou um pouco mais competitivos quando se comparado às grandes indústrias”, relata. “As cervejas artesanais ainda são vistas pelo consumidor como algo ainda distante, principalmente com a mudança no padrão de consumo após a pandemia. Mas a nossa ideia é popularizar esse consumo, para entrar na rotina da população”, destaca Kleina. Ele destaca a versatilidade dos sabores de cerveja que são explorados na produção especial, com o uso de diferentes ingredientes. Segundo o Anuário da Cerveja, o Paraná contava, em 2023, com 4.400 produtos diferentes, uma média de 26 rótulos por estabelecimento. “Pode variar malte, lúpulo, trazer um sensorial diferente, incluir frutas e outros insumos. Isso abre um leque gigantesco, tornando a cerveja altamente versátil, o que é muito bem recebido pelos nossos consumidores, que é um público que gosta de novidades e quer degustar coisas novas”, conclui.

Cadeia do setor investiu R$ 5 bilhões no estado desde 2020

RBS Ventures e Nexpon anunciam coinvestimento na Warren

Movimento potencializará o alcance da plataforma de investimentos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

Fundada em 2017 em Porto Alegre, a Warren é pioneira na oferta de serviços de investimentos em larga escala através do uso intensivo de tecnologia

A RBS Ventures e a Nexpon anunciaram o coinvestimento no Grupo Warren Investimentos. A partir desta parceria da media capital do Grupo RBS e do braço de investimentos da NSC Comunicação, que reúne duas afiliadas da Rede Globo, respectivamente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, serão gerados mais de 260 milhões de impactos ao longo de dois anos, ampliando o alcance e a relevância da marca da corretora nos dois estados. Fundada em 2017 em Porto Alegre, a Warren é pioneira na oferta de serviços de investimentos em larga escala através do uso intensivo de tecnologia.

Com o aporte de mídia de RBS Ventures e Nexpon, deve consolidar sua marca nos mercados gaúcho e catarinense, aproveitando o momento de mudança na regulação que deve revolucionar a forma como os brasileiros se relacionam com seus bancos e agentes financeiros. “Desde 2017 oferecemos a todas as pessoas uma forma de investir até então restrita aos ultra-ricos: estratégias definidas por objetivos e remuneração transparente e alinhada. A partir de novembro, todas as corretoras terão de fazer o que a gente já faz lá desde o começo. Queremos aproveitar o momento para turbinar nosso investimento em marketing e mostrar às pessoas que existe uma forma muito melhor de investir, baseada em confiança e qualidade de serviço”, comenta Tito Gusmão, CEO e cofundador da Warren, por meio de nota.

Para além de veicular publicidade em marcas líderes de mercado em TV, digital, rádio e jornal no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a parceria contempla estratégia de comunicação articulada, a partir de dados, mirando os objetivos estratégicos da plataforma na região. Com dois anos de operação recém-completados, a RBS Ventures possui um modelo consultivo de atuação comercial e de iniciativas inovadoras, como o dashboard de impactos, a estratégia de comunicação ampara-se no monitoramento em tempo real das campanhas de mídia, assegurando a otimização dos resultados. Contando com todos esses ativos para consolidar a marca da Warren, a previsão é gerar mais de 120 milhões de impactos no Rio Grande do Sul.

“Esta parceria com a Warren reafirma a relevância da RBS Ventures e de nosso modelo de negócios. É também uma demonstração da crença de empresas estabelecidas na força do Grupo RBS para promover e reforçar posicionamento de marca a partir do Rio Grande do Sul, ampliando sua conexão com o público gaúcho. Com apenas dois anos no mercado, devemos encerrar 2024 com mais de R$ 30 milhões investidos”, afirma Mauricio Sirotsky Neto, cofundador da RBS Ventures e membro do conselho de gestão do Grupo RBS, também por meio de nota.

Movimento potencializará o alcance da plataforma de investimentos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

Senado aprova Galípolo para presidir o Banco Central

Ele é o atual diretor de política monetária do BC

Galípolo assumirá o lugar de Roberto Campos Neto a partir de 1º de janeiro de 2025, com mandato até o final de 2028

O Senado aprovou o nome de Galípolo para presidir o Banco Central (BC) a partir de 2025 por 66 votos a 5, a indicação de Gabriel Galípolo. Foram 26 votos favoráveis e nenhum contrário. Ele é o atual diretor de política monetária da autoridade monetária. Na sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Galípolo teve aprovação por unanimidade. Antes dele, o único que tinha conseguido unanimidade havia sido o atual titular do cargo, Roberto Campos Neto.

Ele respondeu várias questões dos senadores, que enviaram perguntas em bloco de cinco parlamentares ao longo da sabatina. O senador Bene Camacho (PSD-MA) questionou o reajuste da taxa Selic para conter a inflação. O parlamentar perguntou ao indicado à presidência do Banco Central se há outra forma de conter o aumento dos preços. “Não se controla mais inflação, em política monetária, pela quantidade de moeda que foi impressa pelo governo, mas sim pela taxa de juros, que tem o papel de desempenhar justamente essa função. Ela fornece uma remuneração sem riscos, ou seja, sem risco de crédito, para que os bancos reduzam o quanto eles vão jogar de liquidez no sistema e, assim, você reduz a facilidade que você teria para consumir, tomar crédito ou mesmo investir numa intenção de controlar o ímpeto do crescimento econômico ao observar o equilíbrio harmonioso entre oferta e demanda”, explicou Galípolo.

O senador Jorge Seif (PL-SC) questionou Galípolo a respeito de sua posição sobre a autonomia do Banco Central. Em resposta, o economista afirmou nunca ter sentido qualquer tipo de pressão por parte do governo e reafirmou o compromisso de seguir o mandato legal e institucional do BC, tomando decisões de maneira técnica e correta, com interesse da população. Questionado pelo senador Chico Rodrigues (PSB-RR) sobre a visão do Comitê de Política Monetária (Copom) a respeito do conflito entre política monetária e política fiscal, Galípolo explicou que a redação da comunicação oficial do Banco Central é um mecanismo de transmissão das expectativas de inflação e a inflação corrente a partir da política monetária e fiscal. Em resposta ao senador Marcos Rogério (PL-RO), Galípolo assegurou que manterá sua independência de pressões externas como presidente do Banco Central.

Ao falar sobre os preços administrados no Brasil, como os combustíveis, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que a reindexação de preços administrados na economia trouxe inflação estrutural para o país. O parlamentar lembrou que o Banco Central hoje conta com autonomia consolidada e que a política monetária da instituição deve estudar as variáveis econômicas, mas também “ficar de olho” nos elementos estruturais que levam ao aumento da inflação. “Há algumas décadas atrás os bancos centrais deixaram, gradativamente, de acompanhar a quantidade de moeda, partindo da concepção de que a moeda é endógena. Quem decide colocar moeda em circulação na economia são as instituições bancárias que concedem crédito, por isso se fala em intermediação bancária. Os bancos são quase como concessionários para a gestão de um bem público/privado que é o dinheiro, por isso o que o Banco Central define é a taxa básica de juros para criar um estímulo ou desestímulo para o consumo”, relatou o futuro presidente do Banco Central.

Questionado pelo senador Oriovisto Guimares (Podemos-PR) se teria “coragem” de aumentar juros mesmo diante de possíveis pressões vindas do presidente da República e de outros agentes políticos, o indicado disse que trabalhará com liberdade e de acordo com sua consciência. “Adoraria poder me vangloriar disso, em um ano e meio como diretor de política monetária já fiz as três opções possíveis: manter, aumentar e diminuir a taxa de juros. Mas a verdade é que nunca sofri pressão, seria leviano de minha parte dizer que isso aconteceu. Na hipótese de isso ocorrer, obviamente teria coragem de fazer. Todas as recomendações que recebi, do próprio presidente Lula e também aqui no Senado, foi para agir de acordo com minha consciência, caso contrário começaria a empilhar equívocos. Minhas decisões são tomadas de acordo com o que for melhor para a população brasileira e aqui assumo o compromisso de continuar assim. Devemos atender ao arcabouço legal e institucional do Banco Central”, respondeu.

Com Agência Senado

Ele é o atual diretor de política monetária do BC

Catarinense Zagonel compra as marcas Corona e Thermosystem

Negócio deve tornar a empresa a segunda maior fabricante de duchas do Brasil

Roberto Zagonel: aquisições ajudarão a empresa a acessar consumidores e mercados que ainda não eram atendidos

A indústria Zagonel, de Pinhalzinho, anunciou nesta quarta-feira (2) a compra das marcas Corona e Thermosystem junto à paulista Dexco. O negócio, que não teve valor divulgado, envolve ainda uma fábrica e um centro de distribuição em Aracaju (SE) e um centro de distribuição em Tubarão. A fábrica tem capacidade de produção de 12 milhões de peças por ano. A Zagonel foi fundada em 1989 em Pinhalzinho e atua nos segmentos de duchas, torneiras elétricas, iluminação profissional e iluminação pública. Emprega atualmente 1,3 mil pessoas e divulgou, em 2022, que tem como meta faturar R$ 1 bilhão no ano de 2029, quando completará 40 anos de fundação.

“Pode ser que agora tenhamos que rever essa meta para cima”, ressalta Roberto Zagonel, fundador da empresa. Ele acredita que essas aquisições ajudarão a Zagonel a acessar consumidores e mercados que ainda não eram atendidos, além de melhorar as condições de negociação junto a fornecedores. O industrial aguarda agora o prazo de at 90 dias para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifeste sobre a negociação para que se inicie a integração das novas marcas e unidades à Zagonel. “Após todo o processo, seremos o segundo maior fabricante de duchas do Brasil”, conta. Hoje, a líder de mercado é a Lorenzetti. A marca Hydra não está envolvida no negócio e seguirá com a Dexco.

Negócio deve tornar a empresa a segunda maior fabricante de duchas do Brasil

Fiesc propõe incorporar túnel do Morro dos Cavalos a obras da CCR

Estimativa é de que obra custe cerca de R$ 1 bilhão

Federação pede análise da sugestão na revisão quinquenal da concessão do trecho sul da rodovia para viabilizar construção

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) encaminhou sugestão à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que a agência analise a viabilidade de incorporar a obra do túnel do Morro dos Cavalos às obras propostas na revisão quinquenal da concessão do trecho Sul da BR-101. Hoje sob concessão da Arteris Litoral Sul, o trecho onde está localizado o Morro dos Cavalos representa um gargalo relevante para a eficiência da rodovia e também uma questão de segurança aos usuários, pelo risco de acidentes e desmoronamento de encostas.

A ideia da federação é que, se possível, a CCR Via Costeira, concessionária do trecho Sul, realize a obra e seja remunerada por ela. Isso porque o pedágio sob administração da CCR é inferior ao da BR-101 Norte, e o prazo de concessão é maior, permitindo uma diluição do investimento ao longo de mais tempo. “A Fiesc reitera a necessidade de solucionar os atuais entraves à eficiência da BR-101 e lembra que já existe projeto e licença de instalação concedida para a obra”, informa a entidade por meio de nota. A estimativa da entidade é de que o custo de execução seja de cerca de R$ 1 bilhão. O ofício foi encaminhado à ANTT em Brasília e também à regional em Santa Catarina. O documento também será entregue ao grupo paritário de trabalho que discute a revisão quinquenal do contrato da CCR Via Costeira.

Estimativa é de que obra custe cerca de R$ 1 bilhão

Mais de 70% dos sinais vitais da Terra estão em estado crítico por mudanças climáticas

Pesquisadores avaliaram parâmetros como a cobertura de gelo e a acidez do oceano

Estudo revela que os três dias mais quentes da história ocorreram em julho de 2024, com temperaturas médias globais diárias atingindo recordes na maior parte do ano

A saúde do planeta pode atingir um ponto irreversível em poucos anos se não houver ações urgentes para mitigar a crise climática. Dos 35 parâmetros utilizados para monitorar as mudanças climáticas anualmente, como a temperatura média da superfície da Terra, a cobertura de gelo e a acidez do oceano, 25 atingiram recordes extremos no último ano. É o que indica análise publicada na revista científica BioScience nesta terça-feira (8). Elaborado por uma coalizão internacional liderada por cientistas da Universidade de Oregon, dos Estados Unidos, o documento conta com a participação de quatorze pesquisadores de doze instituições, incluindo professores brasileiros. O artigo revela que os três dias mais quentes da história ocorreram em julho de 2024, com temperaturas médias globais diárias atingindo recordes na maior parte do ano.

Além de investigar o comportamento desses 35 sinais vitais da Terra ao longo dos últimos anos e identificar possíveis alterações, a equipe também sintetizou as principais tragédias ambientais que aconteceram nos últimos doze meses e que podem ter relação com o agravamento das mudanças climáticas – como as inundações no Rio Grande do Sul em maio. Segundo o estudo, o número de mortes humanas relacionadas ao calor aumentou 117% nos Estados Unidos entre 1999 e 2023. Em 2022 e 2023, as altas temperaturas também contribuíram para a mortalidade em massa de animais marinhos em todo o globo. As políticas climáticas vigentes permitirão um aquecimento de 2,7°C até 2100, e cada 0,1°C adicional deve colocar cerca de 100 milhões de pessoas sob temperaturas extremas inéditas.

Em 2022, a queima de combustíveis fósseis, como gasolina, e os processos industriais representaram cerca de 90% das emissões de gases poluentes, enquanto mudanças no uso da terra, como o desmatamento, foram responsáveis por aproximadamente 10%. “Para atingir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, é urgente substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia mais limpas e renováveis”, recomenda Cássio Cardoso Pereira, um dos autores do estudo, e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele observa que, no Brasil, a maior parte das emissões é oriunda do desmatamento e da agropecuária, então o foco do país deve ser frear o desmatamento, investir na agricultura e pecuária regenerativas e restaurar as áreas desmatadas. O levantamento também aponta que a perda anual de cobertura arbórea e o crescimento da população humana e de rebanhos contribuem para o aumento nas emissões de gases de efeito estufa.

O tema deve ser pauta da 29ª Conferência das Partes (COP-29) sobre Mudança Climática das Nações Unidas, que será realizada em novembro de 2024 em Baku, no Azerbaijão. O cientista avalia que a atual situação é crítica e que, sem mudança no cenário atual, não será possível manter o limite de aumento da temperatura global em 1,5ºC até 2050. “Já estamos nos aproximando dessa temperatura e podemos passar de 2°C em poucos anos, o que seria catastrófico, gerando pontos de não retorno para a Amazônia, por exemplo, o que só pioraria a situação ao longo prazo por conta do aumento das emissões”, explica Pereira. O pesquisador avalia, contudo, que ainda há tempo para governos e sociedade agirem. “Não devemos ser pessimistas. Se reduzirmos as emissões e investirmos em estratégias de remoção do gás carbônico, como a restauração dos ecossistemas, podemos sim alcançar um cenário de emissões líquidas zero até 2050” defende.

Com Agência Bori

Pesquisadores avaliaram parâmetros como a cobertura de gelo e a acidez do oceano