Archives Junho 2023

Fed mantém taxa de juros nos Estados Unidos

BC norte-americano interrompe o ciclo de aperto iniciado em março de 2022

A extensão da política que o Fed vinha adotando pode ser apropriada para fazer a inflação retornar a 2% ao longo do tempo

O Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados, decidiu manter os juros na faixa entre 5% e 5,25%. Com isso, a autoridade monetária interrompe o ciclo de aperto iniciado em março de 2022. O Fed elevou os juros por dez vezes seguidas desde então. “Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica segue crescendo em ritmo modesto. Os ganhos de empregos foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixo. A inflação continua elevada”, relata o comunicado que acompanha a decisão do Fed. “Mantendo a faixa-alvo estável nesta reunião permite que o Comitê avalie informações adicionais e suas implicações para política monetária”, revelam os membros do Fomc.

Ainda segundo o comunicado, a extensão da política que o Fed vinha adotando pode ser apropriada para fazer a inflação retornar a 2% ao longo do tempo. O Fomc afirma que estaria preparado para ajustar a orientação da política monetária conforme apropriado, caso surgissem riscos que pudessem impedir o alcance de suas metas. “As avaliações levarão em conta uma ampla gama de informações, incluindo leituras sobre as condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação, e desenvolvimentos financeiros e internacionais”, revela o texto.

BC norte-americano interrompe o ciclo de aperto iniciado em março de 2022

Quase 30 montadoras aderem ao programa de veículos mais baratos

Confira a lista completa dos modelos e marcas

Nove montadoras de carros, dez de caminhões e nove de ônibus aderiram ao programa do governo federal que prevê a redução de impostos para baratear o valor dos automóveis no Brasil.

Nove montadoras de carros, dez de caminhões e nove de ônibus aderiram ao programa do governo federal que prevê a redução de impostos para baratear o valor dos automóveis no Brasil. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria Comércio e Serviços (MDIC). Em relação aos carros de passeio, demonstraram interesse em participar do programa as montadoras Renault, Volks, Toyota, Hyundai, Nissan, Honda, GM, Fiat e Peugeot. Elas colocaram à disposição 233 versões de 31 modelos de automóveis. A pasta informou ainda que “a lista é dinâmica, ou seja, as montadoras podem a qualquer momento incluir outros modelos, desde que comuniquem o MDIC”.

A lista completa dos modelos e versões organizada por ordem alfabética, com os descontos previstos, pode ser conferida aqui. Já a lista organizada pelo valor dos modelos pode ser acessada aqui. Todas essas empresas pediram o máximo de recursos iniciais permitidos no momento da adesão do programa, ou seja, R$ 10 milhões cada, sendo que seis montadoras – Volks, Hyundai, GM, Fiat, Peugeot e Renault – solicitaram crédito adicional de mais R$ 10 milhões. A soma dos pedidos representa R$ 150 milhões, ou seja, 30% do teto de R$ 500 milhões que poderão ser usados pelas empresas no abatimento de tributos para venda de carros mais baratos. Ainda segundo o ministério, “na medida em que usarem os valores solicitados, as montadoras podem pedir créditos adicionais. Essa possibilidade se esgota quando o teto de R$ 500 milhões for atingido”.

Os descontos no valor final dos carros incluídos no programa do governo federal vão de R$ 2 mil a R$ 8 mil, podendo aumentar a depender dos critérios usados pelas fábricas e concessionárias. O tamanho do desconto no preço dos carros vai depender de três critérios: menor preço, maior eficiência energética (menos poluente) e maior porcentagem de conteúdo nacional, que é o total de partes do carro fabricadas no território brasileiro. “Quanto maior a pontuação nesses critérios, maior o desconto”, afirma o MDIC.

Ônibus e Caminhões
Dez montadoras de caminhões aderiram ao programa para renovação de frotas, somando um volume de descontos de R$ 100 milhões, o que representa 14% do teto de R$ 700 milhões disponibilizados para essa categoria. As empresas que demonstraram interesse foram Volkswagen Truck, Mercedes-Benz, Scania, Fiat Chrysler, Peugeot Citroen, Volvo, Ford, Iveco, Mercedes-Benz Cars & Vans e Daf Caminhões. No caso dos ônibus, nove montadoras aderiram ao programa. São elas: Mercedes-Benz, Scania, Fiat Chrysler, Mercedes-Benz Cars & Vans, Comil, Ciferal, Marcopolo, Volare e Iveco. Essas companhias solicitaram descontos em tributos que somam R$ 90 milhões, o equivalente a 30% do teto de R$ 300 milhões disponibilizados para as montadoras de ônibus.

Com Agência Brasil

Confira a lista completa dos modelos e marcas

Confiança da indústria volta a subir após três meses de queda

A visão do empresário em relação às condições atuais da economia brasileira ainda é negativa

Desde o início do ano, o ICEI se encontra próximo da linha divisória dos 50 pontos, alternando entre confiança e falta de confiança

O empresário industrial está confiante em junho, especialmente em relação aos próximos seis meses. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador subiu 1,2 ponto e chegou a 50,4 pontos em junho. Com o resultado, o índice cruzou a linha divisória dos 50 pontos, que separa a falta de confiança da confiança no setor industrial. Foram entrevistadas 1.382 empresas entre 1º e 7 de junho. O resultado interrompe uma sequência de três meses de falta de confiança na indústria que marcou o período entre março e maio de 2023. Desde o início do ano, o ICEI se encontra próximo da linha divisória dos 50 pontos, alternando entre confiança e falta de confiança.

De acordo com o gerente de análise econômica, Marcelo Azevedo, a visão do empresário em relação às condições atuais da economia brasileira ainda é negativa, mas ao longo deste ano percebemos uma melhora das expectativas. “Ainda que não seja perguntada explicitamente a razão para essa avaliação ruim e das expectativas positivas nessa pesquisa, sabemos que a atividade industrial tem sido muito prejudicada pelos juros altos. Ainda assim, esse é apenas um dos elementos que afeta a confiança do empresário, entre outros, estão o alto patamar de inadimplência e de endividamento das famílias”, explica Azevedo.

A pesquisa da CNI mostra avanço de todos os componentes do ICEI na passagem de maio para junho de 2023. O índice de condições atuais avançou 1,1 ponto, para 44,2 pontos. Apesar da alta, o índice segue abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que indica que os empresários veem piora das condições atuais de negócios na comparação com os últimos seis meses. A percepção de piora na avaliação da indústria, no entanto, é menos intensa e disseminada que em maio. O índice de expectativas subiu 1,3 ponto para 53,5 pontos. Por estar acima da linha divisória de 50 pontos, o número indica mais otimismo da indústria para o segundo semestre do ano. Destaca-se que esse otimismo segue restrito à empresa. Enquanto o índice de expectativa da empresa aumentou 1,1 ponto, para 56,8 pontos, o índice de expectativa de economia brasileira subiu 1,9 ponto, mas ficou em 47 pontos, ainda abaixo da linha divisória.

A visão do empresário em relação às condições atuais da economia brasileira ainda é negativa

Vendas no varejo variam 0,1% em abril

Índice foi puxado pelo setor de supermercados

As vendas relacionadas à Páscoa impactaram a alta do setor de supermercados em abril

As vendas no comércio varejista no país variaram 0,1% na passagem de março para abril. É o quarto mês seguido sem variações negativas e, com isso, no ano, há uma alta acumulada de 1,9%. Já o acumulado em 12 meses foi de 0,9%. No segundo bimestre do ano, o varejo registrou crescimento de 1,9%, quarta taxa positiva seguida. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. Das oito atividades analisadas pela pesquisa, apenas três tiveram resultados positivos em abril: hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,0%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%). O setor de hiper e supermercados, o de maior peso entre as atividades, teve a maior influência positiva no mês. Foi o maior crescimento do setor desde março de 2020 (10,5%).

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado dessa atividade é ligado principalmente às vendas da Páscoa. “Antes da pandemia, os resultados das vendas da Páscoa no varejo apareciam sobretudo em abril. Nos anos subsequentes, os ovos começaram a ser vendidos muito antes, em janeiro, e essas vendas eram diluídas ao longo desses meses. Neste ano, houve uma volta ao padrão de antes, e o resultado forte das vendas da Páscoa puxou o setor de hiper e supermercados”, explica. Entre as cinco atividades que ficaram no campo negativo em abril, destacaram-se os setores de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-7,2%) e tecidos, vestuário e calçados (-3,7%). “Elas foram mais responsáveis por puxar o indicador para baixo, mas por razões distintas. A atividade de tecidos, vestuário e calçados tem uma trajetória de queda há muito tempo. Se olharmos todos os indicadores desse setor, desde setembro, em geral, o cenário é muito negativo, com exceção de janeiro (27,3%), quando grandes redes fizeram promoções, após as vendas fracas no Natal e na Black Friday. Esse crescimento de grande amplitude aconteceu em uma base de comparação baixa”, detalha.

O pesquisador associa a trajetória da atividade a uma mudança de comportamento ocorrida durante a pandemia. “Com o menor deslocamento das pessoas, houve menos necessidade de consumir produtos dessa natureza, como roupas e calçados. Essa mudança no consumo impactou as grandes redes, que têm fechado lojas nesse período em todo o país”, conta. Com os resultados negativos seguidos, o setor de tecidos, vestuário e calçados é um dos que ainda não recuperaram o patamar pré-pandemia, ficando 22,1% abaixo do nível registrado em fevereiro de 2020. Já o segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-7,2%) vem de uma alta de 6,3% no mês anterior e de uma queda de 9,7% em fevereiro. “A trajetória dessa atividade é relacionada às variações do dólar, com as quedas e as altas que se alternam ao longo dos meses”, recorda Santos. Essa atividade ainda se encontra 17,8% abaixo do patamar pré-pandemia.

Índice foi puxado pelo setor de supermercados

Paraná lidera ranking nacional de inovação e cidades sustentáveis

Consultoria Bright Cities, leva em conta indicadores de infraestrutura, segurança, bem-estar, economia, entre outros

No Sul, Florianópolis (foto) foi o município mais bem colocado. Já Londrina foi a cidade paranaense com a melhor avaliação. Porto Alegre lidera no Rio Grande do Sul

O Paraná lidera o Ranking Cidades Inovadoras e Sustentáveis de 2023, da consultoria Bright Cities, que avalia a sustentabilidade, inovação e eficiência dos maiores municípios do país. Ao todo, o ranking avaliou todas as 326 cidades com mais de 100 mil habitantes, mas para ranquear os estados a consultoria considerou as notas das três maiores cidades de cada unidade da federação. Os índices de Londrina, Curitiba e Maringá em mais de 40 indicadores deram ao Paraná o protagonismo, com nota 6,48. Na sequência ficaram São Paulo (São Paulo, Guarulhos e Campinas), com nota 6,31, e Santa Catarina (Florianópolis, Joinville e Blumenau), com nota média de 6,22.

A lista leva em conta diversos fatores, como infraestrutura, segurança, bem-estar, dados de gestão pública, economia, habitação e acesso a serviços básicos. Entre os indicadores estão taxas de emprego, proporção de alunos por professores do ensino básico, dados de acesso à internet e telefonia móvel, número de patentes registradas e taxas de letalidade no trânsito, por exemplo. O ranking é baseado em indicadores usados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para guiar melhores práticas de desenvolvimento sustentável e inclusivo. A ideia do levantamento é observar como as cidades estão impactando o bem-estar de seus habitantes, o meio ambiente e quais são as possíveis melhorias existentes.

No Sul, Florianópolis foi a primeira colocada. Já Londrina foi a cidade paranaense com a melhor avaliação. Porto Alegre lidera no Rio Grande do Sul. Veja a lista abaixo das 50 cidades do Sul que ficaram entre as bem ranqueadas, segundo município e nota, de acordo com levantamento feito pelo Portal AMANHÃ. No Brasil, Barueri (SP) é o município que lidera. A lista abaixo também mostra a posição de cada uma das cidades da região no ranking nacional.

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Consultoria Bright Cities, leva em conta indicadores de infraestrutura, segurança, bem-estar, economia, entre outros