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Cooperativa também ampliou área de plantio no Rio Grande do Sul
A Cotribá é a 61ª maior empresa da região e também a 36ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL
Em reunião realizada recentemente, os conselhos de administração e fiscal da Cotribá fizeram um balanço dos resultados nos primeiros meses do ano. Apesar da estiagem, a constatação é que a cooperativa mantém seu ritmo de crescimento. Para enfrentar os desafios do clima, a cooperativa apoia os associados colocando à disposição a equipe de assistência técnica com orientações que enfatizam o uso de tecnologia a fim de elevar a produtividade das lavouras e garantir rentabilidade. Com essa estratégia, a Cotribá está alcançando crescimento em área plantada nas culturas de verão e inverno nas regiões da Fronteira, Metade Sul e Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.
O número de associados também está em expansão neste ano, chegando a quase 10 mil, numa evolução em torno de 15%. Mesmo com a estiagem, a projeção é de aumento de faturamento que, no ano passado, chegou a um recorde de R$ 4 bilhões. “Houve redução no preço das commodities, mas em contrapartida, a diminuição do preço dos grãos influencia bastante porque o produtor fez investimento e terá que pagar. Neste ano, esperamos custo menor e isso deve ajudar o produtor”, destaca o presidente da entidade, Celso Krug, por meio de nota.
Nas culturas de inverno, ele observa que a cooperativa incentiva o plantio de canola e trigo e considera que isso é um diferencial pela tecnologia que irá beneficiar as culturas de verão. “Não se pode mais imaginar uma propriedade só com soja”, sentencia. Ele também aponta a necessidade de manter os investimentos em estrutura de armazenamento para receber a produção dos associados. Na safra anterior, entre os principais produtos, no ano passado, houve o recebimento e compra de 11,1 milhões de sacas de soja, 3,7 milhões de sacas de trigo, 30,1 mil de sacas de arroz e 1,8 milhão de sacas de milho. Em relação ao milho, a Cotribá aposta bastante porque precisa de matéria-prima para a nova fábrica de rações que terá capacidade para produzir 300 mil toneladas por ano, iniciando suas operações no final deste ano.
A Cotribá é a 61ª maior empresa da região e também a 36ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. No ranking exclusivo das cooperativas de produção, a Cotribá ocupa a 18ª colocação. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.
Cooperativa também ampliou área de plantio no Rio Grande do Sul
Número supera estimativa inicial de 39,5 milhões de documentos
Caso a declaração esteja atrasada, a Receita orienta a preencher o documento e enviar utilizando os mesmos programas disponíveis
A Receita Federal contabilizou, ao final do prazo de entrega das declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2023, na quarta-feira (31), 41.151.515 documentos apresentados. Contribuintes que não entregaram a declaração – mas eram obrigados – estão sujeitos a multa de 1% ao mês, calculado sobre o valor do imposto de renda devido, com limite máximo de 20% do valor do imposto de renda. A multa mínima aplicada é de R$ 165,74. O prazo para o IRPF 2023, ano-calendário 2022, se encerrou às 24h de quarta-feira, e o resultado superou as expectativas iniciais de que 39,5 milhões de declarações. Do total enviado, 24% foram no formato pré-preenchido; 57% no modelo simplificado; e 8%, retificadas.
Caso a declaração esteja atrasada, a Receita orienta a preencher o documento e enviar utilizando os mesmos programas disponíveis (computador, versão online ou aplicativo Meu Imposto de Renda). Ao transmitir a declaração, a notificação de lançamento e o DARF da multa por atraso serão gerados juntamente com o recibo de entrega. O prazo para pagamento da multa é de 30 dias. Após esse período, serão aplicados juros de mora, conforme a taxa Selic – a taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano.
A Receita sugere, aos contribuintes que entregaram a declaração, que verifiquem se há alguma pendência. A consulta sobre a situação das declarações enviadas, dentro ou fora do prazo, pode ser feita via aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para instalação em dispositivos móveis com sistemas operacionais Android ou Apple. Além de exibir eventuais pendências na declaração e fornecer orientações para regularização, o aplicativo permite, também, gerar cópias da declaração e do recibo de entrega.
Com Agência Brasi
Número supera estimativa inicial de 39,5 milhões de documentos
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Preços nas bombas devem aumentar para o consumidor
A cobrança será de R$ 1,22 por litro em todo o território nacional
Entrou em vigor, nesta quinta-feira (1), a alíquota única e fixa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina e o etanol. A cobrança será de R$ 1,22 por litro em todo o território nacional. Atualmente, as alíquotas são proporcionais ao valor e são definidas por cada estado, variando geralmente entre 17% e 23%. A mudança na regra tributária foi instituída pela Lei Complementar nº 192, de 2022. Com ela, o sistema de cobrança passou de ad valorem (cobrança com base em uma alíquota que incide sobre o valor da transação) para ad rem (cobrança com valor único que incide sobre a quantidade de litros). Assim, o ICMS deixará de variar quinzenalmente, de acordo com os preços dos combustíveis nas bombas.
De acordo com o texto, os combustíveis sobre os quais incidirá uma única vez o ICMS, qualquer que seja sua finalidade, são gasolina e etanol anidro combustível; diesel e biodiesel; e gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado do gás natural. O ICMS é um imposto estadual e compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no país. A mudança trará impactos para o consumidor final, já que o valor do imposto é embutido no preço de revenda. Na prática, o valor fixado acabou sendo superior ao pago pelos contribuintes. Segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), na segunda quinzena de maio, apenas no Amazonas, Piauí e Alagoas os preços com as alíquotas variáveis eram maiores e, agora, devem ter redução nos valores nas bombas.
Com Agência Brasil
Preços nas bombas devem aumentar para o consumidor
A próxima evolução da internet vai incorporar tecnologias como blockchain e criptomoedas
A descentralização da internet tem o potencial de transformar a maneira como as empresas e negócios operam em diversos setores
A internet mudou drasticamente a forma como as pessoas se comunicam, trabalham e fazem negócios. Desde sua criação, ela evoluiu constantemente e agora estamos prestes a testemunhar a próxima grande evolução: a Web 3.0. Essa nova versão da internet trará mais descentralização, segurança e privacidade para os usuários. A Web 3.0 é a próxima evolução da internet que vai incorporar tecnologias descentralizadas como blockchain e criptomoedas. Ela permitirá que usuários se conectem diretamente uns aos outros, sem a necessidade de intermediários. Em vez de sites centralizados, a Web 3.0 será construída em cima de redes descentralizadas e distribuídas que garantem maior segurança e privacidade.
A Web 3.0 será construída em cima de tecnologias descentralizadas, como blockchain e criptomoedas. Blockchain é um livro-razão digital descentralizado que é imutável e transparente. Ele pode ser usado para armazenar dados e transações de forma segura e privada. As criptomoedas são moedas digitais que podem ser usadas para fazer transações na rede blockchain. A descentralização tem o potencial de transformar a maneira como as empresas e negócios operam em diversos setores. Confira.
Educação A Web 3.0 pode ser usada para criar plataformas de aprendizagem online mais eficientes e acessíveis. A tecnologia blockchain pode ser usada para verificar as qualificações dos alunos e certificar seus diplomas de forma segura e confiável. Isso pode ajudar a reduzir a fraude acadêmica e melhorar a qualidade do ensino.
Energia A Web 3.0 pode ajudar a criar uma rede elétrica mais inteligente e eficiente. A tecnologia blockchain pode ser usada para gerenciar a produção e o consumo de energia de forma descentralizada, permitindo que usuários vendam e comprem energia diretamente uns dos outros. Isso pode ajudar a reduzir os custos de energia e promover a transição para fontes de energia renovável.
Finanças A Web 3.0 pode auxiliar a democratizar as finanças, permitindo que pessoas de todo o mundo acessem serviços financeiros sem a necessidade de intermediários. A tecnologia blockchain pode ser usada para criar sistemas de pagamento seguros e descentralizados, como criptomoedas e stablecoins. Além disso, a Web 3.0 também pode ser usada para criar plataformas de empréstimo peer-to-peer e sistemas de crowdfunding.
Logística A Web 3.0 pode ser utilizada para criar redes logísticas mais eficientes e transparentes. A tecnologia blockchain pode ser usada para rastrear a origem dos produtos, reduzir o desperdício e melhorar a gestão da cadeia de suprimentos. Além disso, a tecnologia blockchain pode ser usada para garantir a autenticidade e a segurança dos documentos de transporte e reduzir a burocracia no processo de importação e exportação de mercadorias.
Saúde A Web 3.0 pode ajudar a melhorar a privacidade e segurança dos dados de saúde dos pacientes. As redes blockchain podem ser usadas para armazenar e compartilhar informações médicas de forma segura e descentralizada. Isso pode ajudar a melhorar a precisão do diagnóstico médico e aprimorar a pesquisa médica.
A próxima evolução da internet vai incorporar tecnologias como blockchain e criptomoedas
Agropecuária avança 21,6% entre janeiro e março, maior alta desde 1996, ano inicial da atual série de contas nacionais trimestrais
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o último trimestre do ano passado. O resultado foi puxado, principalmente, pelo crescimento de 21,6% da agropecuária, maior alta para o setor desde o quarto trimestre de 1996. O PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no Brasil, chegou a R$ 2,6 trilhões em valores correntes. Na comparação com o primeiro trimestre de 2022, a economia avançou 4%. No acumulado dos quatro trimestres terminados em março, o PIB registrou elevação de 3,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado pelo IBGE.
O crescimento do PIB foi puxado pela alta na agropecuária (21,6%), que tem peso de aproximadamente 8% da economia do país. “Problemas climáticos impactaram negativamente a agropecuária ano passado e esse ano estamos com previsão de safra recorde de soja, que representa aproximadamente 70% da lavoura no trimestre, com crescimento de mais de 24% de produção. A safra da soja é concentrada no primeiro semestre do ano. Ao compararmos o quarto trimestre de um ano ruim com um primeiro trimestre bom, observamos esse crescimento expressivo do setor”, analisa a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
Ainda no campo positivo, o setor de serviços, que tem o maior peso no indicador, cresceu 0,6% no período. O resultado foi puxado, principalmente, pelas altas nos setores de transportes e atividades financeiras, ambos com crescimento de 1,2%. “A alta em transportes foi influenciada tanto pelo transporte de carga quanto o de passageiros e nas atividades financeiras, foi puxada pela parte de seguros, pois o valor dos prêmios cresceu, mas o dos sinistros caiu, e o segmento tem um ganho quando acontece isso”, pontua Rebeca. Por outro lado, o setor de informação e comunicação (-1,4%) apresentou a maior queda do primeiro trimestre para os serviços. “A retração dessa atividade pode ser explicada, em grande parte, por uma base de comparação alta. Foi a atividade que mais cresceu depois da pandemia, se encontra 22,3% acima do patamar do quarto trimestre de 2019.”, explica a coordenadora.
A indústria apresentou estabilidade (-0,1%) no primeiro trimestre de 2023. “A baixa foi influenciada pelas quedas de bens de capital e bens intermediários, enquanto a atividade de eletricidade e água, gás, esgoto, atividades de gestão de resíduos subiu 6,4%, visto que estamos em um momento de boas condições hídricas, sem escassez”, pontua Rebeca.
Pela ótica da despesa, a despesa de consumo das famílias (0,2%) e a despesa de consumo do governo (0,3%) apresentaram variações positivas, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (-3,4%) registrou queda. O setor externo contribuiu positivamente para o crescimento, já que as exportações de bens e serviços tiveram variação negativa de 0,4% ao passo que as importações de bens e serviços caíram 7,1% em relação ao quarto trimestre do não passado.
Criação de empregos caiu 12,4% em relação ao mesmo mês do ano
Do início do ano até abril foram criados 705.709 postos de trabalho com carteira assinada, uma retração de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado
O Brasil registrou saldo positivo na criação de postos de trabalho com carteira assinada em abril. Mas, houve queda em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a diferença entre o número de contratações e de demissões ficou em 180.005. Apesar do saldo positivo, o número representa uma queda de 12,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando 205.499 postos de trabalho foram criados.
Os dados anunciados pelo Caged também mostram uma queda de 6,7% em relação a março deste ano, que teve saldo positivo de 192.915 contratações com carteira assinada. Já do início do ano até abril foram criados 705.709 postos de trabalho com carteira assinada, uma retração de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com a queda, a quantidade total de vínculos trabalhistas celetistas atingiu 43,1 milhões, o maior desde abril do ano passado, representando um aumento de 4,6% em relação àquele mês. O salário médio de admissão subiu de R$ 1.971,11 em março para R$ 2.015,58 em abril.
Com Agência Brasi
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Ambiente foi instalado no Bloco Amarelo, o mais antigo da PUCPR
Dentro do centro está um estúdio de captação de movimento em 3D no mesmo molde dos utilizados em produções hollywoodianas
Imagine ter em um único lugar as mais avançadas tecnologias digitais – experiências de realidades aumentada e digital, impressoras 3D, cenário virtual, equipamentos de robótica –para promover a inovação e fomentar o aprendizado. Esse lugar já existe e está em Curitiba: é o primeiro centro de realidade estendida, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Este é o primeiro centro criado nesse formato em uma universidade do Brasil e será inaugurado em 5 de junho. O centro de realidade estendida, instalado no Bloco Amarelo do Campus Curitiba, o mais antigo da instituição, e em parte da Digital Arena, conta com os equipamentos da mais recente tecnologia e se destaca por experiências imersivas desenvolvidas por equipes multidisciplinares dentro da própria universidade.
Este novo ambiente visa aproximar a comunidade acadêmica das novas tecnologias educacionais e promover aprendizados experienciais, explica o pró-reitor de desenvolvimento educacional da PUCPR, Ericson Sávio Falabretti. “A partir desse espaço, propomos situações que desafiam nossos estudantes, geram memórias, sensações em uma experiência de aprendizagem que colabora na resolução de problemas e em demandas da sociedade, muito além de apenas oferecer novos equipamentos”, apontou Falabretti. Dentro do centro está um estúdio de captação de movimento em 3D no mesmo molde dos utilizados em produções hollywoodianas na produção de filmes e jogos eletrônicos. Com câmeras de vídeo dispostas em 360 graus captam os movimentos de atores, para a criação, de computação gráfica, de personagens animados, na mesma tecnologia usada no filme Avatar.
O curso de medicina já experimenta uma imersão com personagens virtuais, na simulação de entrevistas a pacientes: ao vestir os óculos de realidade aumentada os estudantes entrevistam pacientes virtuais em tempo real, interpretados por um ator, que é visto com aparência e voz diferente a cada interação. “Temos tudo para tornar a cidade um novo polo cinematográfico”, contou o coordenador do projeto do centro de realidade estendida, Edson José Rodrigues Justino. Os acadêmicos de história terão um filme imersivo sobre o Cerco da Lapa criado neste estúdio, que também terá cenário virtual, com paineis de led, usado como um avanço à técnica do chromakey (a tela de fundo verde).
A técnica de digital twins, que replica um objeto físico no mundo virtual para experimentação, está sendo aplicada no curso de Engenharia Elétrica para que os acadêmicos treinem o uso instrumentos de medição nas aulas práticas, com a replicação de osciloscópios e multimetros. Com o equipamento real em mãos, o estudante veste os óculos de realidade virtual, sobrepondo o digital twin ao real, em uma imersão em que, ao manipular a ferramenta, as instruções de uso são exibidas enquanto manuseia o equipamento. Justino explica que o centro criar soluções tecnológicas para os problemas de aprendizado acadêmicos atuais e que há poucos como este no mundo. “Tem algo similar em Helsinque [Finlândia]. É uma realização desafiadora criamos esse espaço. Queremos que todos nossos cursos tenham ao menos uma experiência realizada aqui”, contou.
Na educação física, um game de realidade virtual desafia os estudantes a indicar os movimentos corretos em um ambiente de academia; na agronomia e biologia, a realidade virtual em 3D aumentou o tamanho dos insetos para que os acadêmicos estudem os pequenos animais em escala ampliada; no direito, imersões em cenário de crimes; em exatas um game sobre funções matemáticas. O centro conta ainda com um auditório imersivo, um Workspace, um laboratório de impressão em 3D; duas salas Hands On (mão na massa); uma sala circular para projeções em 360°, salas de apoio e um hall com um café. A PUCPR iniciou as experiências em realidade virtual em 2003, com as mesas de anatomia. Em 2013, inaugurou a Arena Digital, primeiro espaço digital com tecnologia 4D Full Dome da América Latina.
Ambiente foi instalado no Bloco Amarelo, o mais antigo da PUCPR
O Pix foi responsável por 12% das transações no ano passado
Para o Banco Central, o Pix e os cartões representaram importante papel na digitalização de camadas mais amplas da população
Com a criação do Pix em novembro de 2020, mudanças comportamentais geradas pela pandemia e o aumento das transações com cartões, os brasileiros usam cada vez menos o dinheiro em espécie para fazer pagamentos do dia a dia. A avaliação é do estudo do Banco Central (BC) Evolução de Meios Digitais para a Realização de Transações de Pagamento no Brasil. Em 2019, os saques de dinheiro em caixas eletrônicos e agências somaram R$ 3 trilhões. Em 2020, o total caiu para R$ 2,5 trilhões e para R$ 2,1 trilhões em 2021 e 2022. Em 2020, as transações por meio do Pix somaram R$ 180 milhões. No ano seguinte, R$ 9,4 bilhões, e em 2022, R$ 24 bilhões.
Já quando se trata de transações de valores mais altos, a indicação do estudo é de que há preferência por transferências bancárias (inter e intrabancárias), que responderam por cerca de 65% de todo o volume financeiro do ano passado. O Pix foi responsável por 12% das transações. Segundo o estudo, em relação ao valor médio das operações há uso preponderante do Pix e dos cartões (especialmente o pré-pago) nas transações de valor mais baixo, indicando seu papel importante na inclusão financeira, deixando as transferências tradicionais como principais opções para transações corporativas, de valores substancialmente mais altos.
“O Pix e os cartões representaram importante papel na digitalização de camadas mais amplas da população”, reitera o estudo. O BC também observou crescimento “expressivo da quantidade de transações com cartões de débito e pré-pago”, influenciado pela expansão de instituições financeiras. “Essas instituições vêm tendo papel relevante na inclusão financeira, ao proporcionar contas de pagamento a pessoas que anteriormente não tinham nenhum relacionamento com o sistema financeiro, sendo, por exemplo, as instituições em que muitos jovens iniciam seu relacionamento com o sistema financeiro”, destacou o BC.
Com Agência Brasil
O Pix foi responsável por 12% das transações no ano passado
A refinaria tem capacidade de processamento instalada de 17 mil de barris por dia
A Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR), localizada na cidade de Rio Grande (RS), vai realizar testes industriais para a geração de produtos petroquímicos e combustíveis de origem inteiramente renovável. A tecnologia representa uma nova fronteira para o biorrefino no país. O acordo de cooperação foi celebrado nesta segunda-feira (29), em Rio Grande, com a presença de executivos da própria RPR e das empresas que têm participação acionária na refinaria, como Petrobras, Braskem e Ultra. O primeiro teste industrial está previsto para o próximo mês de novembro, devendo durar até cinco dias. O segundo, será realizado em junho de 2024. Uma vez comprovado o êxito, já estão negociados o contrato de licenciamento da tecnologia da Petrobras. O valor do investimento que será realizado pela Petrobras na RPR é em torno de R$ 45 milhões.
Para o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, os testes na RPR demonstram o compromisso da companhia com a transição energética: “A Petrobras é pioneira no desenvolvimento de tecnologia capaz de impulsionar oportunidades para o biorrefino no Brasil. Em parceria com os nossos sócios na Refinaria de Petróleo Riograndense, estamos avançando e perseguindo a descarbonização dos nossos processos, gerando produtos com conteúdo renovável, mais sustentáveis e eficientes para a sociedade”, assegura. A partir de uma tecnologia desenvolvida pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras, a unidade de FCC (craqueamento catalítico fluido) da RPR será preparada, no primeiro teste, com inovações de processo e sistema catalítico, gerando insumos integralmente renováveis. O teste posterior será por meio do coprocessamento de carga fóssil com bio-óleo, gerando propeno, gasolina e diesel, todos com conteúdo renovável a partir de matéria-prima avançada de biomassa não alimentar.
A história do refino de petróleo no Brasil começou na cidade do Rio Grande (RS). A Refinaria de Petróleo Riograndense, que iniciou suas operações em 1937, hoje tem como acionistas a Petrobras, Braskem e Ultrapar. Atualmente, a companhia tem como principal atividade a produção e comercialização de derivados de petróleo, especialmente gasolina, óleo diesel, nafta petroquímica, óleo combustível, GLP (gás de cozinha), além de outros derivados. Seu mercado de atuação concentra-se na região sul do Brasil, especialmente no estado do Rio Grande do Sul. A refinaria tem capacidade de processamento instalada de 17 mil de barris por dia. Considerando o êxito nos testes, a RPR estará preparada para produzir, principalmente, bioaromáticos para a indústria petroquímica, tornando-se um marco no desenvolvimento do biorrefino no Brasil. Com o sucesso da iniciativa, a RPR será a primeira refinaria na América Latina a ser convertida para operar como uma biorrefinaria e processar insumos de origem 100% renovável. Para Felipe Jorge, diretor-superintendente da RPR, as perspectivas são boas. “Estamos dando mais um importante passo em direção ao futuro da nossa pioneira refinaria.Este investimento para a produção de renováveis pode abrir as portas da RPR para um mercado bastante promissor”, destaca.
A Refinaria de Petróleo Riograndense é a 136ª maior empresa da região e também a 58ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.