Archives Junho 2023

Governo prorroga por 15 dias desconto de carros a pessoas físicas

Empresas podem comprar caminhões e ônibus com subsídios nesta quarta

Até o momento, o MDIC autorizou o uso de R$ 320 milhões em créditos tributários para a venda de carros com desconto – equivalente a 64% dos R$ 500 milhões à disposição nessa modalidade

As pessoas físicas ganharam duas semanas para comprarem carros com desconto. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prorrogou por 15 dias a exclusividade do programa de venda de carros com créditos tributários para essa categoria. O ministro e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, assinou a portaria com a prorrogação no fim desta tarde. A medida foi publicada ainda na terça-feira (20) em edição extraordinária do Diário Oficial da União. Apesar da prorrogação no programa de veículos, o MDIC esclarece que nada mudou nos programas para ônibus, vans e caminhões. As empresas poderão comprar esses veículos com desconto a partir desta quarta-feira (21). Até o momento, o MDIC autorizou o uso de R$ 320 milhões em créditos tributários para a venda de carros com desconto – equivalente a 64% dos R$ 500 milhões à disposição nessa modalidade. A pasta confirmou ter recebido novos pedidos de montadoras, mas informou que eles ainda estão em análise. O MDIC elaborou um painel de dados com atualizações do programa. A ferramenta permite o acompanhamento de volumes de recursos liberados e a relação de automóveis atendidos.

Até agora, o programa subsidia a compra com desconto de 266 versões de 32 modelos de carros, de nove montadoras diferentes: Renault, Volkswagen, Toyota, Hyundai, Nissan, Honda, GM, Fiat e Peugeot. A nova versão da lista pode ser acessada aqui. Em relação aos ônibus, vans e caminhões, dez montadoras de caminhões aderiram ao programa para renovação de frotas, somando um volume de descontos de R$ 100 milhões, equivalente a 14% do teto de R$ 700 milhões disponibilizados para essa categoria. As fabricantes de caminhão que demonstraram interesse foram Volkswagen Truck, Mercedes-Benz, Scania, Fiat Chrysler, Peugeot Citröen, Volvo, Ford, Iveco, Mercedes-Benz Cars & Vans e Daf Caminhões. No caso dos ônibus, nove montadoras aderiram ao programa. São elas: Mercedes-Benz, Scania, Fiat Chrysler, Mercedes-Benz Cars & Vans, Comil, Ciferal, Marcopolo, Volare e Iveco. Essas empresas pediram descontos em tributos que somam R$ 140 milhões, o equivalente a 46,7% do teto de R$ 300 milhões disponibilizados para as montadoras de ônibus.

Créditos tributários
O programa para a renovação da frota será custeado por meio de créditos tributários, descontos concedidos pelo governo aos fabricantes no pagamento de tributos futuros, no total de R$ 1,5 bilhão. Em troca, a indústria automotiva comprometeu-se a repassar a diferença ao consumidor. Está prevista a utilização de R$ 700 milhões em créditos tributários para a venda de caminhões, R$ 500 milhões para carros e R$ 300 milhões para vans e ônibus. O programa tem prazo de quatro meses, mas pode se esgotar antes, assim que os créditos tributários se esgotarem. Para compensar a perda de arrecadação, o governo pretende reverter parcialmente a desoneração sobre o diesel que vigoraria até o fim do ano. Dos R$ 0,35 de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) atualmente zerados, R$ 0,11 serão reonerados em setembro, depois da noventena, prazo de 90 dias determinado pela Constituição para o aumento de contribuições federais.

Com Agência Brasil

Empresas podem comprar caminhões e ônibus com subsídios nesta quarta

Agenda ESG amplia orçamento em práticas de responsabilidade social corporativa

Empresas investem mais em ações sociais, de inclusão e de impacto na comunidade local, atesta especialista

“É preciso que as organizações saibam como incorporar esses programas de forma consistente, com metas e indicadores claros”, assinala Silvia Elmor, especialista em direitos humanos e responsabilidade social corporativa e fundadora do ESG Future

A agenda ESG (Environmental, Social and Governance) está movimentando as corporações para que adotem os critérios de desenvolvimento nesse tripé que envolve as áreas ambiental, social e de governança. De acordo com levantamento do Benchmarking do Investimento Social Corporativo (Bisc), 70% das empresas afirmam que o ESG influencia o orçamento na área social. Diante desse cenário, a perspectiva é de que haja ampliação dos investimentos até 2025. Se, por um lado, os projetos na área de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) são os que mais trazem visibilidade para as organizações, por outro, são os problemas e falhas nesse setor que causam maior impacto negativo sobre reputações, inclusive ameaçando a perpetuidade do negócio. O mesmo levantamento aponta que 50% das empresas declaram ter incorporado a perspectiva dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) à sua agenda de atuação social. De acordo com Silvia Elmor, especialista em direitos humanos e responsabilidade social corporativa e fundadora do ESG Future – hub de profissionais e de soluções ESG –, as organizações já estão percebendo que os investimentos sociais trazem benefícios tangíveis, como atração e retenção de talentos, e intangíveis, como reputação da marca. 

Projetos educacionais, de empregabilidade, voltados a pessoas com deficiência, de inclusão de pessoas de terceira idade no mercado de trabalho e das populações quilombolas e negras são alguns exemplos que contribuem para a redução das desigualdades sociais e vêm sendo o foco das empresas. “É preciso que as organizações saibam como incorporar esses programas de forma consistente, com metas e indicadores claros, e de forma estratégica para os negócios. Uma empresa socialmente responsável entende a conexão e a interdependência dos eixos ambiental, social e de boa governança”, assinala. Para Silvia, sem isso, são ações isoladas na contramão do que o ESG preconiza, que é uma sociedade socialmente justa, ambientalmente responsável e ética. “As empresas ocupam um lugar estratégico como protagonistas desse movimento, que depende da sensibilização das lideranças para que tenha efetividade e legitimidade para ser implementado”, afirma.

Filantropia e responsabilidade social corporativa
Como pesquisadora da área, Silvia aponta que ainda é preciso conceituar e diferenciar o que é filantropia e RSC. Enquanto a primeira é uma ação isolada, pontual, a segunda é uma atuação em rede, incorporada à cultura e aos valores da empresa. Na filantropia, a relação com o público prioritário é de doador, mas na RSC é de parceria e partilha de responsabilidades. “A RSC vai além das motivações assistencialistas. Não que elas não sejam necessárias em momentos de crise, como quando ocorrem desastres naturais ou como ocorreu na pandemia, por exemplo, mas o objetivo é que os projetos de RSC sejam transformadores de realidades, que causem impacto positivo na sociedade”, orienta a fundadora do ESG Future. A pesquisa Edelman Trust Barometer ressalta, por sua vez, que 91% dos CEOs entrevistados acreditam que seu papel é defender e desenvolver as comunidades locais onde a empresa atua. Silvia aponta que as lideranças são cada vez mais cobradas pelos consumidores para que se posicionem em relação a temas sensíveis para a sociedade, como a diversidade e a inclusão.

Diversidade e inclusão
A DAF Caminhões implantou planejamento em RSC a partir de uma decisão estratégica da cúpula da empresa. Em 2017, o CEO disseminou a diretriz de que as dez plantas do grupo americano Paccar, do qual a DAF é subsidiária, iriam implementar suas políticas de diversidade e inclusão. “Naquele momento, cada uma das plantas começou a trabalhar o tema de diversidade e inclusão conforme a sua realidade local. Fizemos pesquisas internas, formamos grupos de discussão e chegamos à formação de um comitê com três pilares”, informa a diretora de recursos humanos da DAF Caminhões, Jeanette Costa Jacinto. Entre as áreas escolhidas pela DAF no Brasil para atuar, estão o empoderamento feminino, com maior presença de mulheres em cargos de gestão e liderança, inclusão de Pessoas com Deficiência (PcD) em todas as áreas da fábrica localizada em Ponta Grossa (PR), e integração entre as diferentes gerações na companhia. Desde que foram criados, os programas já obtiveram grandes resultados. Um deles foi a ocupação de 30% da força de trabalho feminina em vários setores, como operação, montagem, finanças, engenharia, entre outros. “Hoje nós temos em torno de 19% em posição de liderança, incluindo coordenação, supervisão, gerência e diretoria, assim como 10% de mulheres em posição de diretoria, que se reportam diretamente à presidência”, destaca. A fábrica possui 800 funcionários diretos e 300 indiretos.

Empresas investem mais em ações sociais, de inclusão e de impacto na comunidade local, atesta especialista

JBS investe em nova fábrica de ração no Sul

Com aporte de R$ 250 milhões, planta de Seberi vai gerar 110 empregos

A construção da nova fábrica de rações faz parte dos investimentos anunciados pela JBS em abril de 2021, de R$ 1,7 bilhão, no Rio Grande do Sul

A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, está construindo uma fábrica de rações em Seberi, na região Noroeste do Rio Grande do Sul. A nova unidade tem previsão de gerar até 110 empregos diretos, e a produção abastecerá suinocultores de 36 municípios próximos. Cerca de R$ 250 milhões estão sendo investidos na obra. Com o incremento na oferta de ração, os integrados poderão dobrar a criação de suínos até o final de 2023, tornando a região a principal produtora da suinocultura gaúcha. Localizada no mesmo terreno da planta industrial de Seberi, a nova fábrica de rações ocupa uma área total de 63 mil metros quadrados e terá capacidade para produzir 50 mil toneladas do insumo por mês. A planta abastecerá mais de 300 famílias produtoras de suínos integradas da Seara.

A JBS aposta no potencial da região de Seberi para ampliar o processamento de suínos da Seara no Rio Grande do Sul. Atualmente, a companhia conta com mais de 40 fábricas de rações em operação nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A construção da nova fábrica de rações faz parte dos investimentos anunciados pela JBS em abril de 2021, de R$ 1,7 bilhão, no Rio Grande do Sul. Os aportes realizados no triênio 2021-2023 incluem expansão e melhorias em unidades em sete cidades, entre elas a de Seberi, ampliando a produção de proteína in natura e alimentos preparados para o atendimento das demandas dos mercados externo e interno.

Com aporte de R$ 250 milhões, planta de Seberi vai gerar 110 empregos

SC anuncia investimento de R$ 223 milhões em energia para o setor produtivo

A partir da melhoria na infraestrutura energética, as indústrias contempladas vão investir cerca de R$ 1,5 bilhão

Aguiar afirmou que o plano destrava investimentos que estavam retidos há anos

O governo estadual anunciou nesta terça-feira (20) um investimento de R$ 223 milhões em obras que vão ampliar o fornecimento de energia elétrica para o setor produtivo de Santa Catarina. O Plano de Desenvolvimento Energético para a Indústria Catarinense prevê novas subestações, linhas de transmissão e redes de distribuição que atendem indústrias de diversas regiões. O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, afirmou que o plano destrava investimentos que estavam retidos há anos. “A indústria catarinense reinveste aqui os seus resultados. Então é muito importante que se tenha uma política de manutenção da nossa indústria aqui, como se faz agora, com a melhoria da infraestrutura”, afirmou.

A partir da melhoria na infraestrutura energética, as indústrias contempladas vão investir cerca de R$ 1,5 bilhão, ampliando seus negócios e gerando 9,5 mil empregos diretos e indiretos em todo o estado. Cálculos indicam que a combinação desses investimentos públicos e privados irá gerar um aumento anual de R$ 160 milhões na arrecadação de ICMS. O aporte na infraestrutura será feito ao longo de 30 meses e dividido entre o governo estadual, com R$ 174 milhões, e a Celesc, que entrará com R$ 49 milhões. O secretário da Fazenda, e ex-presidente da Celesc, Cleverson Siewert, afirmou que o plano atende indústrias que têm projetos de expansão com demandas energéticas específicas, que exigem solução diferenciada.

São elas: Águas Negras (Ituporanga), Metalúrgica Riosulense (Rio do Sul), Pamplona Alimentos (projetos em Presidente Getúlio e em Rio do Sul), Docol (Joinville), Ciser (Araquari), Tuper (São Bento do Sul), Cejatel (Jaguaruna), Bragagnolo Papel e Embalagens (Faxinal dos Guedes), Tirol (Treze Tílias), Baterias Pioneiro (Treze Tílias) e Chlorum (Palmeira). Além dos empregos e da arrecadação, a Celesc destaca outro efeito esperado. “O benefício não é só para aquela indústria que vai fazer o investimento. Todo o seu entorno, que operava no limite, também será beneficiado pelo aumento da capacidade nas regiões “, enfatizou Tarcísio Estefano Rosa, presidente da Celesc.

A partir da melhoria na infraestrutura energética, as indústrias contempladas vão investir cerca de R$ 1,5 bilhão

Petrobras reduz preços de gasolina para as distribuidoras

Valor do litro do combustível passará a ser de R$ 2,66 a partir desta sexta

A Petrobras estima que o preço médio ao consumidor final poderia atingir o valor de R$ 5,33 por litro

A partir de sexta-feira (16), a Petrobras reduzirá em R$ 0,13 por litro o seu preço médio de venda de gasolina A, que passará a ser de R$ 2,66 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 1,94 a cada litro vendido na bomba. “Mantidas as parcelas referentes aos demais agentes conforme a pesquisa de preços da ANP [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] para o período de 4 a 10 de junho, o preço médio ao consumidor final poderia atingir o valor de R$ 5,33 por litro”, estima a Petrobras em seu comunicado.

“Destaca-se que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda”, esclarece a empresa. “A redução do preço da Petrobras tem como objetivos principais a manutenção da competitividade dos preços da companhia frente às principais alternativas de suprimento dos seus clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino em equilíbrio com os mercados nacional e internacional”, informa a nota. “Ciente da importância de seus produtos para a sociedade brasileira, a companhia destaca que na formação de seus preços busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preserva um ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente”, destaca o comunicado da estatal.

Valor do litro do combustível passará a ser de R$ 2,66 a partir desta sexta

Flores da Cunha aprova lei de inovação

Um dos objetivos é atrair empresas que atuam com base tecnológica

Em breve deve ser elaborado também o Plano Municipal de Inovação, definindo as bases de incentivos

Flores da Cunha é a mais nova cidade gaúcha a garantir um ambiente de regulação que fomenta atividades ligadas à pesquisa e ao desenvolvimento de inovações tecnológicas. O município aprovou por unanimidade a sua lei de inovação e agora deve criar o Conselho Municipal de Inovação. A aprovação do projeto de lei se refletirá em benefícios para mobilizar e incentivar os diversos segmentos da sociedade e do poder público, tornando o município da Serra Gaúcha mais competitivo e atrativo para empresas que atuam com base tecnológica, além de qualificar os serviços públicos e modernizar a gestão.

Nos últimos anos, outras cidades gaúchas já se movimentaram e aprovaram ou estão em processo de aprovação das suas regulações. Uma das inspirações foi Caxias do Sul, conforme explica o presidente do Instituto Hélice, Felipe Corradi, que tem prestado apoio às instituições do município. “Essas iniciativas de mudanças têm acontecido desde 2018, mas estavam espalhadas, e agora conseguimos promover um entendimento maior da importância da quádrupla hélice para trabalhar de forma colaborativa. Em Caxias do Sul, e agora com Flores da Cunha, fica claro que o poder público está cada vez mais consciente do seu papel nessa jornada de inovação”, salienta.

A nova lei irá atuar em quatro principais eixos: governança, através do Conselho Municipal de Inovação e do Fundo Municipal de Inovação, para aproximar iniciativa privada, academia, sociedade civil e poder público na definição de planos e iniciativas para alavancar a inovação; inovação da gestão pública para modernizar a administração municipal e qualificar os serviços públicos através da inovação; melhoria do ambiente do município para o desenvolvimento do empreendedorismo inovador, através de incentivos e regulamentações específicas para estimular as empresas, além de preparar e educar novos talentos e dar condições para que façam a inovação acontecer; geração de talentos e educação inovadora. Após a criação do Conselho Municipal de Inovação, as ações serão construídas em conjunto entre a iniciativa privada, academia, sociedade civil e poder público. Em breve deve ser elaborado também o Plano Municipal de Inovação, definindo as bases de incentivos.

Um dos objetivos é atrair empresas que atuam com base tecnológica

Atividade industrial segue sem força em maio

Pesquisa aponta para leve alta na produção, mas com estoques acima do planejado

A alta da atividade industrial foi registrada após uma série de resultados negativos, mas o índice é o menor dos últimos três anos para o mês de maio

A produção industrial subiu em maio, após um movimento de queda iniciado em setembro de 2022. Nesse período de oito meses, ocorreram sete quedas. De acordo com a Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de evolução da produção ficou em 51,6 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos, que separa a queda da alta da produção na comparação com o mês anterior. Foram ouvidos 1.677 empresários, entre 1º e 13 de junho. A economista da CNI Cláudia Perdigão explica que a alta da atividade industrial foi registrada após uma série de resultados negativos, mas o índice é o menor dos últimos três anos para o mês de maio, o que indica atividade mais moderada na comparação com os anos anteriores.

“Os dados demonstram falta de força da indústria, com queda no emprego e estoques em alta. Um dado positivo é a alta da utilização da capacidade instalada, que subiu dois pontos. Apesar do avanço, o percentual é menor do que o registrado nos últimos dois anos para o mesmo mês”, detalha. O índice de evolução do número de empregados ficou em 48,4 pontos, valor que representa queda do emprego industrial na passagem de abril para maio de 2023. O resultado está abaixo da linha divisória dos 50 pontos desde outubro de 2022. O índice de evolução do nível de estoques foi de 51,3 pontos em maio deste ano, por estar acima da linha divisória de 50 pontos, o índice aponta alta dos estoques em relação a abril. É o quarto mês consecutivo de alta dos estoques. O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado também ficou em 51,3 pontos.

O excesso de estoques indesejados é praticamente o mesmo do mês anterior (o índice ficou em 51,5 pontos em abril). Todos os índices de expectativas aumentaram em junho deste ano. Com as altas, os índices de expectativa de número de empregados e de quantidade exportada, que se situavam praticamente sobre os 50 pontos em maio, se afastaram e estão mais acima da linha divisória. O índice de demanda foi de 54,6 pontos e o indicador de compras de matérias-primas alcançou 52,7 pontos. O índice de evolução do número de empregados aumentou 0,8 ponto, para 50,7 pontos, enquanto o índice de quantidade exportada aumentou 0,6 ponto, para 50,8 pontos. O índice de intenção de investimento apresentou alta de 1,1 ponto, passando de 52,9 pontos em maio para 54 pontos em junho. Antes de maio, o índice vinha de uma série de oscilações, alternando movimentos de alta e baixa moderados, entre janeiro e maio de 2023. A alta de junho reverte totalmente a queda de maio e recoloca o indicador no mesmo patamar de fevereiro de 2023. Essa dinâmica sugere cautela nas decisões de investimento por parte dos empresários da indústria.

Pesquisa aponta para leve alta na produção, mas com estoques acima do planejado

Grano Alimentos adquire Gerônimo

Companhia de Serafina Corrêa prevê faturar R$ 600 milhões até 2025

“Estamos dando sequência ao nosso plano comunicado no ano passado de nos associar às novas plataformas de alimentação saudável”, pontua Fernando Giansante, CEO da Grano Alimentos

A Grano Alimentos, empresa do setor de vegetais congelados sediada em Serafina Corrêa (RS), comunicou a compra da Gerônimo, especializada na produção de alimentos e petiscos à base de vegetais. O valor do negócio não foi revelado pelas empresas. Com a aquisição, a Grano projeta alcançar faturamento bruto de R$ 600 milhões até 2025. Desde 2019, a Grano apresenta crescimento médio composto anual de 25%, seguindo o plano de expansão traçado pela empresa. Fundada em 2015, a Gerônimo é referência em congelados plant-based e está presente nas principais redes de varejo. A empresa fabrica 100% dos seus produtos e carrega uma chancela de qualidade no mercado por produzir as marcas próprias dos maiores varejistas do país, como a linha Carrefour Veggie do Grupo Carrefour Brasil desde 2021.

Fernando Giansante, CEO da Grano Alimentos, destaca que a chegada da Gerônimo ao portfólio da empresa reforça o compromisso contínuo em oferecer opções diversificadas e saborosas para atender às necessidades dos consumidores “Estamos dando sequência ao nosso plano comunicado no ano passado de nos associar às novas plataformas de alimentação saudável, ampliando a oferta de produtos com qualidade e preço para o food service e varejo, utilizando nossa liderança já consolidada no setor para impulsionar ainda mais a evolução da Gerônimo”.

O mercado de alimentos à base de plantas tem apresentado um crescimento exponencial nos últimos anos, impulsionado pelo aumento da conscientização sobre os benefícios para a saúde, a preocupação ambiental e a busca por alternativas sustentáveis. Os alimentos plant-based devem chegar a US$ 166 bilhões até 2030, de acordo com a pesquisa “Plant Based Foods Poised for Explosive Growth”, publicada pela consultoria Bloomberg Intelligence. Atualmente, a Grano comercializa mais de 200 variações de vegetais entre os monoprodutos e suas combinações, tendo o brócolis e os mixes de vegetais como líderes.

Companhia de Serafina Corrêa prevê faturar R$ 600 milhões até 2025

Ex-vice-presidente da Disney conta o que aprendeu em palestra no Sul

Dan Cockerell estará em Porto Alegre no próximo sábado

Dan e Valerie Cockerell compartilharão lições de liderança que aprenderam na gestão da Disney

O auditório 4 da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), em Porto Alegre, acolherá no próximo sábado (24) dois executivos de peso a partir das 9 horas. Dan Cockerell, ex-vice-presidente da Disney, e Valerie Cockerell, ex-executiva da Disney, apresentarão o método de como encantar clientes. Dan é ex-vice-presidente do parque temático Magic Kingdom, em Walt Disney World, na Flórida, onde liderou 12 mil funcionários. Ele também foi vice-presidente do Disney’s Hollywood Studios. Valerie permaneceu 11 anos na França e nos Estados Unidos ocupando cargos de gestão desde postos de operações até planejamento de varejo na Disneyland Paris e na Walt Disney World. Ela também foi instrutora no Disney Institute, do Grupo Disney, e outras organizações externas no Canadá e nos Estados Unidos por seis anos.

“A Disney não tem funcionários, e sim cast members: todos são mais que colaboradores, são membros do elenco e fazem parte do show. Ter essa clareza do seu papel o tempo todo e estar comprometido em encantar os clientes cria mais valor e significado para a empresa e a equipe. A Disney é a prova de que uma liderança que sabe o que faz e uma cultura forte, à qual todo o seu cast aderiu, são o grande diferencial de uma das companhias mais admiradas e respeitadas em todo o mundo”, conta Dan no livro “Os segredos da Disney para encantar e fidelizar seus clientes” comercializado no Brasil pela Amazon (R$ 34,99). Na palestra Dan vai compartilhar valiosas lições de vida e de liderança. Com exemplos práticos, emocionantes e histórias verídicas, ele ensinará como conduzir equipes comprometidas, desenvolver processos criativos, elaborar soluções consistentes e preparar líderes capazes de não apenas manter uma empresa funcionando, mas de pensar estrategicamente e de construir um legado.

“Nesse sentido, estamos tendo a oportunidade de ouvir a experiência de quem foi vice-presidente da Disney, Dan Cockerell, que liderou mais de 12 mil colaboradores. Será uma palestra para entender que, por trás da ´Magia Disney´, existe forte gestão de processos e pessoas, planejamento, comunicação assertiva e lideranças efetivas, com foco na qualidade de serviços”, conclama Alessandro Albiero, vice-presidente da Merithu Consultoria, empresa de gestão que está promovendo o evento. A palestra é direcionada para qualquer empresário, gestor ou empreendedor que queira aprender técnicas de encantamento do cliente da Disney. Os ingressos serão comercializados até sexta-feira (23). Leitores de AMANHÃ terão desconto de 40% usando o código GRUPOAMANHÃ40. Para adquirir os convites, clique aqui.

Dan Cockerell estará em Porto Alegre no próximo sábado