Archives 2022

Cresce número de consumidores em situação financeira pior que no ano passado

Pesquisa constatou que 45% tiveram a percepção de piora no primeiro semestre

Maioria segue com mais da metade da renda comprometida com dívidas

No primeiro semestre de 2022, 45% dos consumidores brasileiros viram a situação financeira pior do que no ano passado, segundo a Pesquisa Perfil do Consumidor realizada pela Boa Vista semestralmente. No semestre anterior, 39% tinham a mesma percepção. Outros 26% acreditam que a situação segue igual (contra 28% no semestre anterior), enquanto os 29% restantes creem que a situação financeira está melhor em 2022 (contra 33% no segundo semestre de 2021). A pesquisa ouviu mais de 1.500 consumidores de todo o Brasil.

A Boa Vista também questionou os consumidores sobre o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas, atrasadas ou não. No total, 58% tiveram mais da metade de sua renda comprometida com o pagamento de dívidas. No semestre anterior, eram 57% os consumidores na mesma situação. 26% dos consumidores afirmaram ter comprometido entre 25% e 50% da renda (contra 29% no semestre anterior), enquanto os 16% restantes comprometeram até 25% (estes foram 14% no semestre anterior).

No primeiro semestre do ano, 71% dos entrevistados afirmaram que pagar as contas em dia estava difícil, contra 70% no semestre anterior. “Mesmo com a taxa de desemprego em queda, outros fatores pesam sobre o orçamento dos consumidores: o comprometimento da renda continua sendo alto, assim como a inflação e os juros. A taxa de inadimplência das famílias está numa tendência de alta desde o final do ano passado e em 2022 essa tendência ganhou um pouco mais de força. Outros fatores, como a liberação do FGTS e o aumento do Auxílio-Brasil, junto da melhora dos números no mercado de trabalho, podem até suavizar esse movimento de alta, mas não devem ser suficientes para revertê-lo”, comenta Flavio Calife, economista da Boa Vista.

Consumidores seguem endividados
O nível de endividamento do consumidor, por sua vez, segue nos mesmos níveis, com 97% dos entrevistados se considerando endividados no primeiro semestre, mesmo número do segundo semestre de 2021. 40% afirmaram que a quantidade de dívidas aumentou. No semestre anterior, 33% tinham essa percepção. 28% dizem que o número de dívidas seguiu igual, contra 24% no segundo semestre de 2021. Por fim, 32% disseram que o número de dívidas diminuiu. Estes eram 43% na última pesquisa.

Já em relação às expectativas sobre a situação financeira para 2023, 90% dos consumidores disseram esperar melhora em relação às finanças pessoais. No semestre anterior, estes eram 88%. 6% opinaram esperar por uma situação igual, e 4% por uma piora. Outro dado da pesquisa apontou que as cinco principais despesas mais comuns entre os consumidores são, nessa ordem: cartão de crédito, contas de serviços básicos como água e luz; contas de TV a cabo, internet e telefone fixo; contas de telefone celular e, praticamente empatados, empréstimo pessoal/cartão de loja e aluguel/condomínio.

Pesquisa constatou que 45% tiveram a percepção de piora no primeiro semestre

Alíquotas de ICMS sobre combustíveis devem voltar a subir em 2023

O mesmo deve acontecer com a energia elétrica e telecomunicações

É muito provável que as alíquotas de ICMS incidentes sobre combustíveis, energia e telecomunicações sejam elevadas do atual patamar de 17 ou 18% para pelo menos 20%

Por Larissa Lacks 

Está em discussão entre praticamente todos as secretarias estaduais de Fazenda brasileiras a medida de elevação das alíquotas modais do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação, de 17% ou 18% para pelo menos 20%. A alteração do ICMS seria proposta em 2023 ou talvez ao final deste ano como forma de compensar parcialmente a perda de arrecadação decorrente da redução de alíquotas sobre telecomunicações, energia elétrica e combustíveis, estipulada na Lei Complementar nº 194/2022.

Até junho, as alíquotas de ICMS sobre esses três bens e serviços variava de 25% (como no Rio Grande do Sul) a 34% (no Rio de Janeiro). Ao serem classificados como essenciais pela legislação complementar, passaram a se submeter à chamada alíquota modal de ICMS, que varia de 17% a 18%.

De acordo com cálculos divulgados pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a redução das alíquotas de ICMS incidentes sobre energia elétrica, combustíveis e telecomunicações, provocaria uma redução de aproximadamente 13% na receita de ICMS dos estados. Essa perda, estimada em R$ 85 bilhões anuais, seria permanente, porém as medidas de compensação oferecidas aos estados pelo governo federal estariam limitadas a perdas que superem os 5%, na comparação das receitas de 2021 e 2022.

Em função dos prejuízos na arrecadação de ICMS, governadores passaram a ingressar com ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento da inconstitucionalidade da Lei Complementar nº 194. Algumas dessas ações vêm obtendo êxito, a exemplo das ADI’s que foram propostas pelos estados de São Paulo, Piauí, Maranhão e Alagoas, que obtiveram decisões para determinar que as compensações referentes às perdas arrecadatórias passem a ser imediatas, por meio da suspensão dos pagamentos das dívidas desses estados junto à União.

É importante observar que, antes da aprovação da Lei Complementar nº 194, o STF já havia declarado a inconstitucionalidade das alíquotas mais altas de ICMS aplicadas sobre energia elétrica e telecomunicações. A decisão se baseou na interpretação de que a tributação da energia e das comunicações em patamares equivalentes ou superiores ao de bens “supérfluos” estaria em completo desacordo com o princípio da seletividade, que prevê a diferenciação das alíquotas de acordo com o grau de essencialidade dos bens e serviços. Na modulação dos efeitos desta decisão, porém, o Supremo definiu que a redução das alíquotas para o patamar modal deveria ocorrer apenas em janeiro de 2024.

Logo, ao aprovar a Lei Complementar nº 194, o Congresso não só antecipou os efeitos da decisão do STF, como estendeu aos combustíveis o tratamento como bem essencial, sujeito à alíquota reduzida, medida esta que é bastante controversa no meio jurídico e econômico. Isso porque, enquanto alguns tributaristas concordam com a tese da essencialidade aplicada aos combustíveis fósseis, outros avaliam que seus efeitos prejudiciais e poluentes justificariam a aplicação de alíquotas mais altas, a exemplo do que ocorre em outros países.

A depender do desenrolar dessa polêmica no âmbito do Supremo, a saída cogitada pelos governadores seria a de elevar a alíquota modal, ou “alíquota base” de ICMS, conforme exposto na introdução deste artigo. Isso não significa que todos os bens e serviços seriam atingidos pela majoração, já que alguns desfrutam de alíquotas ou cargas tributárias favorecidas. Contudo, é muito provável que as alíquotas de ICMS incidentes sobre combustíveis, energia e telecomunicações sejam elevadas do atual patamar de 17 ou 18% para pelo menos 20%.

O mesmo deve acontecer com a energia elétrica e telecomunicações

Aplicativo simula consignados e compara taxas de juros de vários bancos

Transparência visa a ajudar o consumidor a fazer opções conscientes e a evitar o endividamento sem controle

“O app ainda oferece acesso rápido a consultas das margens disponíveis e ranking com as melhores taxas do mercado”, destaca Fernando Weigert, diretor da Neoconsig

Diante do crescimento da busca do consumidor por crédito, especialmente na modalidade consignada, a Neoconsig desenvolveu um aplicativo que personaliza essa experiência trazendo transparência e mais segurança na hora em que o tomador de dinheiro está sob forte pressão. A ferramenta tem um público potencial em crescimento. Segundo a Serasa Experian, a procura do brasileiro por crédito aumentou 26,5% em março em relação ao mês anterior, mesmo com as taxas de juros em alta. Os dados do indicador de demanda por crédito mostraram crescimento em todas as faixas de renda.

O Banco Central confirma o endividamento crescente e aponta que só o empréstimo consignado aumentou 15,6%. A modalidade segue sendo a mais vantajosa na hora de obter um dinheiro extra, por cobrar o menor juro do mercado, mas ainda assim a falta de cautela e de planejamento concorrem para complicar a vida financeira de quem toma empréstimo. “Os empréstimos geralmente são feitos em momentos de urgência, então é preciso cuidado para não prejudicar a renda mais para frente”, alerta Fernando Weigert, diretor da Neoconsig, empresa que desenvolveu o app com base na sua experiência com esse mercado. Ela fornece soluções tecnológicas e facilita processos entre as instituições financeiras, órgãos públicos e servidores.

Dentro do aplicativo, o usuário encontra informações que o ajudam a compreender tudo no que diz respeito ao seu empréstimo, além de dicas que estimulam e incentivam a educação financeira. “Ele ainda oferece acesso rápido a consultas das margens disponíveis e ranking com as melhores taxas do mercado”, diz Weigert. O aplicativo é um dos mais utilizados no Brasil por servidores públicos. A ferramenta é usada em mais de 28 convênios de todo o país com cerca de 264 mil usuários. No portal Meu Consignado o consumidor pode simular e solicitar propostas em diversas instituições, consultar valor de margem, extratos das operações, ranking das taxas de juros e atendimento exclusivo.

Consignado em 2021
O volume do crédito consignado bateu recorde em 2021 e atingiu R$ 513,5 bilhões contratados em dezembro. De acordo com dados do Banco Central, é o maior valor já registrado nessa modalidade de empréstimo. O saldo total de dezembro cresceu 14% comparado ao mesmo período de 2020, quando havia R$ 439 bilhões contratados. Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado chegou a 17%, num total de R$ 5,7 trilhões, coincidindo com o período da segunda onda da pandemia de Covid-19.

Transparência visa a ajudar o consumidor a fazer opções conscientes e a evitar o endividamento sem controle

Verde – e verdadeiro

Além da pressão das novas gerações, temas como mudanças climáticas já chegaram aos investidores que cobram iniciativas reais das empresas

A Suzano faz questão que seus produtos alinhem conceitos de uso racional de recursos, como água na indústria e na floresta, controle biológico de pragas e doenças

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez uma consulta realizada junto a 100 empresas para verificar o grau de incorporação dos critérios ESG (ambiental, social e de governança) pela indústria brasileira. O levantamento apontou que 71% das respondentes estão mobilizadas e adotam medidas sustentáveis como parte de sua estratégia corporativa. O mapeamento revelou ainda que o mercado consumidor foi sinalizado por 71,6% das empresas consultadas como o público que mais influencia a organização para que integre ESG à sua estratégia corporativa. Por esse fato, “marketing verde” tem conquistado mais importância dentro das organizações.

Além da pressão das novas gerações, muito mais atentas aos impactos ambientais e com a transformação social, temas como mudanças climáticas, preservação ambiental e diversidade já chegaram aos governos, com muitas medidas regulatórios, e aos investidores, como pode ser notado pelo grande crescimento de fundos e títulos vinculados ao ESG. “Uma das principais preocupações em relação à comunicação ambiental é o greenwashing, isto é, iniciativas pontuais com mais repercussão na comunicação do que nos impactos das organizações”, diagnostica Marcelo Vieira, diretor da Juntos, selo de sustentabilidade da Approach, agência de comunicação com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Lisboa, em Portugal.

Ele, no entanto, alerta que hoje a sociedade tem um olha mais “treinado” que identifica facilmente quando discurso e prática estão dissonantes. “A reação a essas práticas tem sido lenta, é verdade, mas tem ocorrido. Acredito um dos caminhos mais interessantes para isso é exatamente a publicidade de práticas e posicionamento que sejam realmente consistentes, estabelecendo assim ´barras´ mais altas para quem queira se posicionar nesses temas”, opina.

Na visão do especialista, um posicionamento verde faz parte de um ecossistema mais amplo. Ou seja, além de ambientalmente comprometidas, as políticas e inciativas das empresas devem se preocupar em contribuir com a justiça social e com uma governança transparente e efetiva. Ele destaca que as marcas brasileiras que melhor sabem utilizar o marketing verde são aquelas que conseguem fazer com que ele reflita as suas práticas – entre elas estão Natura, Suzano e Ambev, por exemplo. A Suzano faz questão que seus produtos alinhem conceitos de uso racional de recursos, como água na indústria e na floresta, controle biológico de pragas e doenças, entre outras ações práticas, que a empresa chama de intensificação sustentável.

Esse conteúdo é parte integrante do caderno Top of Mind RS 2022, publicação do Grupo AMANHÃ. Consolidado como uma espécie de Oscar das marcas mais lembradas pelos consumidores do Rio Grande do Sul, o Top of Mind, realizado desde 1991, é pioneiro no país.

Leia a publicação completa clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Confira na íntegra o evento no canal do YouTube do Grupo AMANHÃ.

Além da pressão das novas gerações, temas como mudanças climáticas já chegaram aos investidores que cobram iniciativas reais das empresas

Receita das Empresas Randon cresce 30% entre janeiro e junho

O segundo trimestre do ano apresentou recorde de receitas, impulsionadas pelas vendas ao mercado externo e pelo bom desempenho de algumas de suas unidades de negócio

As receitas do mercado externo atingiram US$ 112,5 milhões, aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano passado

As Empresas Randon alcançaram, no primeiro semestre, receita líquida consolidada de R$ 5,2 bilhões, crescimento de 30% na comparação com o mesmo período do ano passado (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). O avanço é impulsionado pelo desempenho do mercado externo e recordes de faturamento em algumas de suas verticais de negócios, como Fras-le, montadora e autopeças.

Para o CFO das Empresas Randon, Paulo Prignolato, o resultado do ano até o momento apresenta números positivos dentro de um contexto desafiador, o que comprova a eficiência da estratégia adotada, com base em um modelo diversificado de negócios. “Mesmo em cenário de complexidade, a estratégia de diversificação nos permite continuar entregando um crescimento resiliente e sustentável”, ressalta, em nota. As receitas do mercado externo, que somam as exportações a partir do Brasil com as vendas realizadas pelas unidades de negócio localizadas em outros países, atingiram US$ 112,5 milhões, aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano passado, e de 13% se comparado com o primeiro trimestre deste ano.

Entre as verticais de negócio das Empresas Randon, o principal destaque do segundo trimestre foi o desempenho da Fras-le. A receita líquida da empresa no período alcançou R$ 782,6 milhões, o que representa avanço de 31% na comparação com o segundo trimestre de 2021. Mercado de reposição aquecido em função da baixa disponibilidade de veículos novos, a comercialização de lonas de freio para veículos comerciais impulsionada pelo agronegócio e a forte demanda na exportação de material de fricção para a linha comercial e de discos de freio para veículos leves foram alguns dos fatores que favoreceram o crescimento da controlada.

A montadora, que abrange as unidades de negócios de fabricação e montagem de implementos rodoviários e vagões ferroviários, obteve bom desempenho no mercado externo. Os volumes de unidades vendidas tiveram alta de 36% no período, em razão do aumento da demanda nos países da América do Sul, especialmente do Chile. Também foi importante para as Empresas Randon o crescimento expressivo da vertical de Autopeças para veículos comerciais, que compreende as operações das empresas Castertech, Suspensys, Master e Jost Brasil. A receita líquida dessas unidades alcançou no segundo trimestre quase R$ 1 bilhão, principalmente impulsionada pelas receitas de empresas adquiridas recentemente e pela adição de capacidade.

Investimentos em tecnologia e ampliação da capacidade industrial marcaram o último trimestre, com a inauguração da unidade fabril da Jost Brasil, em Campinas (SP), e novas áreas de estoques e forjaria da Master Sistemas Automotivos, em Caxias do Sul (RS), com processos automatizados e robotizados, desenvolvidos pela RTS Industry. Além destes movimentos, as Empresas Randon anunciaram recentemente um robusto plano de investimentos de R$ 100 milhões em projetos de energias renováveis, conectado às Ambições ESG da companhia e ao compromisso de reduzir em 40% as emissões de gases de efeito estufa das suas operações até 2030.

O segundo trimestre do ano apresentou recorde de receitas, impulsionadas pelas vendas ao mercado externo e pelo bom desempenho de algumas de suas unidades de negócio

Pelo futuro da mobilidade

Os veículos elétricos estão conquistando espaço no portfólio da Marcopolo, empresa que passou por uma revolução em seus negócios nos últimos dois anos

“Entre as tendências de mercado, a Marcopolo vem investindo na eletrificação da mobilidade e no fortalecimento do segmento de fretamento”, ressalta James Bellini, diretor-geral da empresa

A Marcopolo passou por uma verdadeira revolução nos últimos dois anos. A companhia de Caxias do Sul (RS) reduziu seu custo fixo em 30% e reorganizou suas operações nacionais e internacionais. A empresa manteve resultados positivos mesmo após a queda de quase metade no volume de carrocerias produzidas no Brasil e ao aumento dos custos de materiais associados à inflação gestada pela pandemia. Os investidores também foram recompensados: em 2020 e 2021, a fabricante de ônibus manteve um payout [porcentagem do lucro líquido distribuído, na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio, aos acionistas] superior ao exigido na legislação – 40% em 2020 e 29% no ano passado.

Desse modo, a Marcopolo se consolidou como líder na fabricação de carrocerias de ônibus no país, com 53,5% de participação do mercado, e está posicionada entre as maiores do mundo. Esse índice poderá ganhar ainda mais musculatura com o recente retorno das atividades presenciais, que vão exigir o deslocamento de pessoas. “Acreditamos no retorno do segmento de transporte terrestre de pessoas já neste ano. O aumento dos preços dos combustíveis traz passageiros adicionais ao nosso negócio, em função do encarecimento do modal aéreo e do uso de carro próprio. A redução do impacto da pandemia trará naturalmente os passageiros de volta às viagens”, contextualiza James Bellini, diretor-geral da Marcopolo.

Durante a pandemia, a empresa lançou a plataforma sanitária Biosafe e a divisão de negócio Marcopolo Rail. “Grandes projetos nessa nova divisão demandam tempo e também sofreram pelo recuo de passageiros. Entre as tendências de mercado, a Marcopolo vem investindo na eletrificação da mobilidade e no fortalecimento do segmento de fretamento”, conta Bellini.

A empresa está voltada para o futuro da mobilidade, o que vai além da produção de carrocerias e abrange novas tecnologias, sistemas de movimentação de pessoas e novos modais. Por essa razão, os veículos movidos a energia limpa estão conquistando espaço no portfólio da companhia. Na visão da Marcopolo, os sistemas elétricos de transporte, por exemplo, contribuem com a melhoria da mobilidade urbana e apoiam o desenvolvimento de novas alternativas de operação do transporte coletivo, pavimentando o caminho para que mais tecnologias limpas e sustentáveis sejam implementadas no futuro.

A Marcopolo acabou de concluir o processo de homologação do Attivi, ônibus com chassi próprio, tecnologia nacional e importada e 100% elétrico. O veículo representa um marco para a história de 73 anos da empresa caxiense, pois é o primeiro ônibus elétrico integral homologado no Brasil. O modelo já pode ser comercializado e há uma estimativa de que 30 ônibus sejam produzidos ainda neste ano. O dinamismo e a inovação da Marcopolo estão fazendo com que a marca siga sendo reconhecida no estado onde estão suas raízes. A companhia se mantém entre as empresas mais lembradas do Rio Grande do Sul, a categoria mais nobre do Top Of Mind – As Marcas do Rio Grande, realizado pelo Grupo AMANHÃ há 32 anos ininterruptos.

Os veículos elétricos estão conquistando espaço no portfólio da Marcopolo, empresa que passou por uma revolução em seus negócios nos últimos dois anos

Movimentação de cargas portuárias cai 3,3% no primeiro semestre

A queda foi puxada pela redução nas exportações das principais commodities brasileiras

A redução pode ser explicada em razão de problemas na economia da China, maior parceiro comercial do Brasil

A movimentação de cargas no setor portuário apresentou um recuo de 3,3% no primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Segundo a agência, os portos organizados, terminais autorizados e arrendados movimentaram 581,3 milhões de toneladas no período. As informações constam do painel Estatístico Aquaviário da Antaq. O painel destaca ainda que, em relação ao primeiro semestre do ano passado, houve uma redução nas movimentações dos principais perfis de carga: graneis sólido, líquido e conteineres.

No granel sólido, a queda foi de 4,4%, com movimentação de 335,9 milhões de toneladas. Esse tipo de carga representa 58% do total de cargas movimentadas. No granel líquido, a queda foi de um pouco maior, de 4,5%, com 148,1 milhões de toneladas. O granel líquido movimenta 25% das cargas no país. Já nos contêineres, a redução foi de 4,4%, com movimentação de 62,7 milhões de toneladas. Em geral, a movimentação é de 11% das cargas no país.

Segundo a Antaq, a queda foi puxada pela redução nas exportações das principais commodities brasileiras: minério de ferro, soja e petróleo. O destaque positivo ficou para a carga em geral que apresentou um crescimento de 18,6%, com 34,7 milhões de toneladas movimentadas. A carga em geral movimenta 6% das cargas transportadas no país. A exportação de celulose puxou o crescimento.

De acordo com o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery, a redução na movimentação pode ser explicada em razão de problemas na economia da China, maior parceiro comercial do Brasil. “Entendemos que o decréscimo ocorre principalmente em função dos problemas ocorridos na China, com lockdowns e fechamento de indústrias e portos. Isso impactou na movimentação de granel solido mineral e vegetal. Nossos contêineres também”, disse Nery que acrescentou esperar que a movimentação total em 2022 fique próxima da do ano passado.

A projeção da Antaq e que a movimentação de cargas no segundo semestre fique em 631 milhões de toneladas, um crescimento de 2,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, a previsão é que a movimentação total fique em 1,2 bilhão de toneladas, uma queda de 0,2% em relação ao ano anterior.

Com Agência Brasil

A queda foi puxada pela redução nas exportações das principais commodities brasileiras

Curitibana Papoom conquista mercado com aplicativo de delivery em comunidades

Startup planeja expansão para Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia

Desde fevereiro, são 1,5 mil downloads do aplicativo, 100 vendedores cadastrados e 1,1 mil pedidos realizados por meio da Papoom na Vila Torres, em Curitiba

Uma das dificuldades mais comuns para quem vive em favelas das grandes cidades é encontrar aplicativos e serviços de delivery que façam entrega de comida nas comunidades. Morador da Vila Torres desde que nasceu, Jean Pierre Pego da Silva, de 32 anos, teve a ideia de criar a startup Papoom justamente para resolver esse problema.

Ganhadora da última edição da disputa de startups Rocket, no mês passado, a Papoom está hoje no Worktiba Cine Passeio da prefeitura de Curitiba e criou um marketplace que permite aos moradores comprar produtos e serviços de pessoas e empresas da própria comunidade ou bairros da periferia, gerando uma cadeia de inclusão e fomentadora de negócios. A solução deu tão certo que a startup, lançada oficialmente em fevereiro dentro do ecossistema do Vale do Pinhão, já recebeu R$ 500 mil de um investidor anjo e prepara uma nova rodada de captação, de R$ 1,5 milhão. A Papoom emprega atualmente 11 pessoas.

Tudo começou em um domingo de 2019, lembra Jean Pierre. “Saí para almoçar e encontrei tudo fechado nas proximidades. Nenhum aplicativo tradicional faz entrega de restaurantes na Vila Torres. Voltei para casa e comecei a sentir o cheiro bom da comida que a minha vizinha, dona Roseli, preparava. Daí veio a ideia. Por que não criar uma solução tecnológica que permitisse a conexão entre consumidor e vendedor aqui mesmo na comunidade?”, lembra.

A ideia ganhou fôlego durante um curso de design thinking no Vale do Pinhão. “Convidamos o palestrante Guilherme Pinheiro para ser nosso mentor e daí o projeto deslanchou”, conta. Desde fevereiro, são 1,5 mil downloads do aplicativo, 100 vendedores cadastrados e 1,1 mil pedidos realizados por meio da Papoom na Vila Torres. São pedidos dos mais diversos segmentos, englobados nos grupos alimentação, produtos, serviços e imóveis.

Formado em relações internacionais e com experiência de trabalho em organizações do terceiro setor, Jean Pierre conta que sempre se interessou por soluções que melhorassem e facilitassem a vida na Vila Torres. “Meus avós fundaram a primeira Associação de Moradores da Vila Torres, na década de 70. Então, esse engajamento vem de família”, brinca. O próximo passo é ampliar ainda mais o mercado na Vila Torres, onde moram 8 mil pessoas, e partir para investidas em outras comunidades em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. “O nosso aplicativo é facilmente replicável para outras comunidades. Estamos falando de um mercado potencial enorme. São 14 mil favelas no país e cerca de 17 milhões de pessoas moram em comunidades”, ressalta.

Quer saber mais sobre empreendedorismo?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Startup planeja expansão para Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia

Produção e emprego na indústria crescem em julho

Utilização do parque industrial também segue em alta, nota pesquisa mensal da CNI

Com relação às expectativas dos empresários industriais, todos os índices de expectativas de agosto mostram otimismo

A produção, o emprego e a utilização do parque industrial tiveram resultados positivos para a indústria brasileira em julho, na comparação com o mês anterior, de acordo com a Sondagem Industrial, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de evolução da produção registrou 51,8 pontos em julho de 2022, resultado acima da linha divisória dos 50 pontos, o que representa aumento da produção em relação ao mês anterior. Foram ouvidas 1.857 empresas entre 1º e 9 de agosto.

“Tipicamente há um aumento da produção entre junho e julho. No entanto, o indicador ficou acima da média para o mês, que é de 51,2 pontos. Assim, observamos uma melhora no ritmo de crescimento da produção industrial”, explica o gerente de análise econômica, Marcelo Azevedo. O índice de evolução do número de empregados foi 51,2 pontos em julho. O dado revela alta do emprego industrial pelo terceiro mês consecutivo e aumento do ritmo de crescimento do emprego em relação a junho. E a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou o maior valor para 2022 até o momento, e supera o percentual médio dos meses de julho desde o início da série histórica, em 2011.

Os estoques seguem ajustados e no nível planejado. Com relação às expectativas dos empresários industriais, todos os índices de expectativas de agosto mostram otimismo. E a intenção de investimento da indústria subiu em agosto.

Utilização do parque industrial também segue em alta, nota pesquisa mensal da CNI

Para Campos Neto, inflação está alta, mas há sinais de estabilização

Presidente do BC afirma que inflação é reflexo do cenário internacional

De acordo com Campos Neto, um dos fatores que levou ao aumento generalizado de preços foi o crescimento da procura por diversos produtos para além da capacidade produtiva do momento

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou nesta segunda-feira (15) que a inflação no Brasil está “bastante alta”, mas vê sinais de estabilização. Ele fez uma apresentação em evento online organizado pelo Instituto Millienium. Segundo ele, foram percebidos os efeitos das medidas do governo federal para conter os preços da energia elétrica e combustíveis. No entanto, no setor de serviços os preços ainda continuam subindo. “A gente vê preços administrados caindo, um pouco pelas medidas. Mas serviços ainda está subindo. Parece que está estabilizando um pouco. Serviços é superimportante para a dinâmica da inflação”, ressaltou.

Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou deflação de 0,68%, a menor taxa da série histórica, iniciada em 1980. No acumulado do ano, o indicador medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 4,77% e em 12 meses em 10,07%.

O presidente do Banco Central destacou ainda que a inflação no país é principalmente um reflexo do cenário internacional. “A gente entendeu que essa inflação mundial ia contaminar o Brasil. A gente teve algumas que foram particulares do Brasil, como a crise hídrica e alguns processos inflacionários de alimentos que foram intensos no Brasil, que conseguiram agravar a parte de alimentos”, disse. De acordo com Campos Neto, um dos fatores que levou ao aumento generalizado de preços foi o crescimento da procura por diversos produtos para além da capacidade produtiva do momento. “Quando a gente achava que o gargalo estava acontecendo por oferta, a gente viu que não, estava acontecendo por demanda”, afirmou.

Porém, segundo ele, as cadeias de produção já se ajustaram ao novo patamar de demanda. “Teve um ajuste grande na produção em algumas coisas. Semicondutores, por exemplo, ajustou muito a produção”, disse em referência aos componentes que, em falta, causaram grandes dificuldades a diversos segmentos industriais, como as montadoras de automóveis. Para o próximo ano, o presidente do Banco Central disse que é preciso avaliar o impacto das ações que reduziram arrecadação ou aumentaram gastos do governo. “Existe uma preocupação com o [política] fiscal do ano que vem, pela continuidade das medidas que foram anunciadas recentes, como isso vai se encaixar”.

Com Agência Brasil

Presidente do BC afirma que inflação é reflexo do cenário internacional

Malthus não imaginou a China

Impossível pensar na época o aumento de produtividade que ocorreria na produção de todos os tipos de alimentos

Maior fornecedor mundial de alimentos para a China, o Brasil poderá ser também o maior para a Índia e seus vizinhos a noroeste (Paquistão) e a leste (Bangladesh)

Fenômeno recorrente na Índia, com episódios de grande magnitude nos séculos XVIII, XIX e XX, a falta de alimentos no país causou 10-11 milhões de mortes por fome em 1769-73; novamente em 1783-84; e em 1789-93, período que coincidiu com o início da vida do inglês Thomas Malthus (1766-1834). Dada a relação da Inglaterra com a Índia na época, as dimensões e velocidade de crescimento da população e os devastadores episódios de fome no país impactaram o futuro economista Malthus, levando-o a escrever sobre os dois temas – seu primeiro livro a respeito foi publicado em 1798.

Poucos anos após a morte de Malthus, a China passou por dois períodos de fome, durante os quais teriam morrido dezenas de milhões de pessoas: a revolta Taiping (1850-64) e a grande seca na região noroeste (1876-79). Ocorreram mais episódios de fome no país durante a primeira metade do século XIX, nenhum tão grande como esses dois. Sabendo-se que estimativas de quantidades de mortos em situações assim são sempre discutíveis, por razões óbvias. Na revolta Taiping, por exemplo, há quem afirme que teriam morrido cerca de 60 milhões de pessoas – nos combates, depois deles, por fome, sede, frio e por doenças.

Passados pouco mais de 200 anos da previsão sombria de Malthus (para ele, o crescimento geométrico da população mundial ultrapassaria o crescimento aritmético de alimentos, levando a Humanidade a crise insolúvel), a população da Índia ultrapassará a da China – em 2023 –, no patamar de 1,4 bilhão de habitantes em um mundo então com oito bilhões de pessoas, das quais cerca de um bilhão famintas e 650 milhões obesas.

Muito em breve o país com a maior população do mundo (oito vezes mais habitantes do que tinha no século XIX), a Índia segue produzindo e importando bem menos alimentos do que o necessário para alimentar a sua enorme população, segundo os dados da Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas (FAO): havia no país, em 2019/2021, um total de 224 milhões de pessoas subnutridas, e em 2020 a produção de grãos chegou a 335 milhões de toneladas – enquanto a da China foi de 616 milhões. Em outros alimentos, como batata, por exemplo, a diferença entre os dois países com população de igual tamanho também é chocante: 78 milhões de toneladas na China, 50 milhões de toneladas na Índia…

Diferentemente da Índia, a China deixou na poeira da história a tragédia da fome, com a última que se tem notícia ocorrida em 1958-61. Em 1962, a China tinha 673 milhões de habitantes, e teria produzido 170-185 milhões de toneladas de grãos. Sessenta anos depois, atingiu 1,43 bilhão de habitantes e 683 milhões de toneladas.

Certamente Malthus não imaginou a China alimentando 1,4 bilhão de pessoas em 2022, porque quando ele nasceu, em 1766, a China tinha apenas 208 milhões de habitantes, e o mundo inteiro algo em torno de 700 milhões. Impossível pensar na época o aumento de produtividade que ocorreria na produção de todos os tipos de alimentos. Muito menos que um país conseguisse proporcionar à sua população uma tal condição de vida que todas as pessoas pudessem comprar comida regularmente. E é esse o “segredo” do sucesso chinês na alimentação: acesso. Toda a população da China tem acesso a alimentos, porque aumentou muito o seu poder aquisitivo nos últimos 40 anos. A renda per capita pela paridade de poder de compra (PPP) na China em 2021 chegou a US$ 19.338 – a do Brasil US$ 16.056, e a da Índia US $7.333.

A Organização das Nações Unidas (ONU) nos fez lembrar dessas questões, e de Thomas Malthus, no Dia Mundial da População, comemorado no dia 11 de julho, ao informar suas previsões de crescimento populacional até o final do século, sem apresentar as provas de que haverá aumento da renda e da produção de alimentos que permita ao mundo chegar aos 10,4 bilhões estimados. Maior fornecedor mundial de alimentos para a China, o Brasil poderá ser também o maior para a Índia e seus vizinhos a noroeste (Paquistão) e a leste (Bangladesh).

Somados, esses quatro países asiáticos possuem hoje 3,2 bilhões de habitantes, exatos 40% da população mundial. Se houver aumento da renda da população desses três países como ocorreu na China, o mercado mundial de alimentos terá demanda adicional de 500 milhões de pessoas ou mais (que hoje passam fome ou comem menos do que o mínimo necessário), o que deverá resultar em aumento dos preços e da produção de alimentos, com impactos econômicos e ambientais imprevisíveis.

Essa equação do aumento da renda da população versus maior disponibilidade de alimentos, resolvida pela China nas duas pontas – sacrificando a soberania alimentar, com importações crescentes, mas garantindo a segurança alimentar –, inviabiliza as previsões da ONU dos oito países (República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Paquistão, Nigéria, Índia, Filipinas e Egito) cujas populações deverão crescer mais até 2050, porque a renda per capita dos cinco primeiros é inferior à da Índia, que é quase um terço da chinesa. As situações menos piores são as das Filipinas, com renda de US$ 9,1 mil, e do Egito (US$ 13,3 mil).

Impossível pensar na época o aumento de produtividade que ocorreria na produção de todos os tipos de alimentos

O melhor do mau humor

Há estabelecimentos que não fazem questão de agradar os clientes

Como todos os estabelecimentos de serviços, o imponderável também conta: há dia em que a casa está especialmente movimentada ou em que algum funcionário faltou – e daí, o humor da equipe e a experiência do cliente vão para as cucuias

Negócios, para se manter, precisam cultivar a simpatia com os clientes e ser delicados até na hora de rejeitar um pedido ou refutar uma reclamação, certo?

Bem, então esqueceram de avisar alguns estabelecimentos cuja característica principal é justamente a oposta: um senso de humor para lá de peculiar – para não dizer uma absoluta falta de fair play no modo de tratar os consumidores.

Anos atrás, Veja SP registrou o caso de bares comandados por sujeitos meio ranzinzas, capazes de enxotar clientes na hora do fechamento (“Quem fica no boteco até tarde é vagabundo”), espalhar cartazes meio antipáticos nas geladeiras (“Por favor, não abra. Peça”) ou até dispensar aqueles que apareciam quando a casa já estava lotada (“Às vezes tem quarenta pessoas aqui e o cara chega e quer ficar” – matéria completa aqui).

Mais recentemente, um bar paulistano ganhou as redes sociais por avisos antissociais, especialmente em relação ao público infantil: “Não odiamos crianças, é só a sua, mesmo”. Em outra oportunidade, uma caixa de papelão, no meio do salão, trazia a mensagem: “Espaço Kids. Abandone, digo, deixe aqui seu bebê e coma à vontade”. Veja a matéria completa.

E para não dizer que não falei da terrinha, um restaurante italiano da capital gaúcha é bastante bem avaliado no Google. A cada elogio, o dono responde com um coraçãozinho. Mas quando há críticas, o tom é outro, como mostram os exemplos abaixo:

Cliente 1: “Proprietário extravagante… Até ridículo”.

Dono: “Tão ridículo que não tem a coragem de falar na frente. Babaca”.

Cliente 2: “Eu e minha família fomos maltratados pelo proprietário em frente aos nossos filhos pequenos”.

Dono: “Blá blá blá”.

Cliente 3: “Os pratos de massa deixaram muito a desejar. Estavam malcozidos, os molhos sem gosto e sem sal”.

Dono: “A massa servimos al dente. Temos miojo, se prefere”.

Cliente 4: (atribui uma estrela, das cinco possíveis).

Dono: “Pode colocar as outras 4 (estrelas) sabe onde”.

Segundo um professor entrevistado pela Veja SP, “essa postura inusitada acaba criando uma mística” que favorece ambientes assim. Não é de duvidar. Além disso, como todos os estabelecimentos de serviços, o imponderável também conta: há dia em que a casa está especialmente movimentada ou em que algum funcionário faltou – e daí, o humor da equipe e a experiência do cliente vão para as cucuias. E há o fator expectativa: se o cliente é mais tolerante do que a média, nem percebe a rudeza ou a considera normal.

De toda forma, fica a dica a compiladores de frases: as proferidas por esses estabelecimentos são dignas de fazer parte de uma antologia semelhante àquela que Ruy Castro lançou, muitos anos atrás, com o mesmo título que recebeu este post.

Há estabelecimentos que não fazem questão de agradar os clientes

Empresas poderão renegociar dívidas com o Fisco com 70% de desconto

A Receita definirá o tamanho dos benefícios conforme a capacidade de pagamento do contribuinte

Quem tiver mais dificuldades de pagamento terá descontos maiores e prazos mais longos

A partir de 1º de setembro, os contribuintes com grandes dívidas com a Receita Federal poderão renegociar os débitos com até 70% de desconto. A Receita Federal publicou a portaria que aumentará os benefícios para quem quer parcelar até R$ 1,4 trilhão em dívidas tributárias que ainda não estão sob contestação judicial. A portaria estendeu à Receita Federal a modalidade de renegociação chamada de transação tributária, mecanismo criado em 2020 para facilitar o parcelamento de dívidas de empresas afetadas pela pandemia da Covid-19. Até agora, apenas a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão que cobra na Justiça as dívidas com o governo, concedia essa possibilidade com regularidade. A Receita lançava negociações nesse modelo, mas em casos especiais.

A extensão da transação tributária à Receita Federal foi autorizada pela Lei 14.375/2022, sancionada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro. Com a portaria que regulamentou a lei, a Receita poderá lançar editais especiais de renegociação de dívidas e sugerir acordos com grandes devedores.

Para o público geral, o desconto máximo para a renegociação de dívidas aumentou de 50% para 65%, sendo que para empresas (de todos os tamanhos), microempreendedores individuais (MEI), micro e pequenas empresas do Simples Nacional e Santas Casas de Misericórdia, o desconto poderá ser de até 70%. O prazo de parcelamento também foi ampliado. Para o público geral, passou de 84 meses (7 anos) para 120 meses (10 anos). Para empresas, MEI, micro e pequenas empresas do Simples Nacional e Santas Casas de Misericórdia, o prazo poderá estender-se por até 145 meses (12 anos e 1 mês). Apenas o parcelamento das contribuições sociais foi mantido em 60 meses porque o prazo é determinado pela Constituição.

Os devedores de impostos ainda não inscritos em dívida ativa poderão apresentar proposta individual de transação ao Fisco. Mesmo os que questionam o débito na esfera administrativa ou que tiveram decisão administrativa definitiva desfavorável. Por enquanto, somente contribuintes que devam mais de R$ 10 milhões ao Fisco poderão apresentar a proposta individual a partir de setembro. Nas próximas semanas, a Receita deverá publicar um edital para a transação tributária de dívidas de pequeno valor. A Receita definirá o tamanho dos benefícios conforme a capacidade de pagamento do contribuinte. Quem tiver mais dificuldades de pagamento terá descontos maiores e prazos mais longos.

Abatimentos e amortizações
As empresas poderão usar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para abater em até 70% o saldo remanescente da dívida após os descontos. Normalmente, as empresas que têm prejuízo podem abater parte do IRPJ e da CSLL no pagamento dos dois tributos nos anos em que registram lucros. A portaria permite ainda que precatórios a receber (dívidas do governo com contribuintes reconhecidas definitivamente pela Justiça) ou direito creditório, determinados por sentenças transitadas em julgado (a qual não cabem mais recursos judiciais), podem amortizar a dívida tributária, tanto a parcela principal, como a multa e os juros.

A transação individual destina-se aos seguintes contribuintes: pagador de imposto com contencioso administrativo fiscal de mais de R$ 10 milhões; devedores falidos, em recuperação judicial ou extrajudicial, em liquidação judicial ou extrajudicial ou em intervenção extrajudicial; autarquias, fundações e empresas públicas federais; estados, Distrito Federal e municípios e respectivas entidades de direito público da administração indireta.

Com Agência Brasil

A Receita definirá o tamanho dos benefícios conforme a capacidade de pagamento do contribuinte

Atividade econômica tem alta de 0,69% em junho

No acumulado do ano, a prévia do PIB tem alta de 2,24%

O crescimento ocorre após dois meses seguidos de recuo

A atividade econômica brasileira registrou alta de 0,69% em junho, na comparação com maio, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC). Esse dado é dessazonalizado, ou seja, desconsidera diferenças de feriados e de oscilações da atividade econômica, típicas de determinadas épocas do ano.

Na comparação com junho do ano passado, o indicador apresentou crescimento de 3,09%. No segundo trimestre de 2022, a alta ficou em 0,57% (resultado dessazonalizado), isso na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o índice apresentou alta de 2,96%. No acumulado do ano, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresenta alta de 2,24%. Em 12 meses, o IBC-Br registrou expansão de 2,18%.

O crescimento ocorre após dois meses seguidos de recuo. De acordo com dados revisados, em maio, na comparação com abril, o indicador apresentou queda de 0,26%. Em abril, na comparação com março, o IBC-Br apresentou um recuo de 0,52%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 13,75% ao ano. O indicador incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. O índice também passou a ser conhecido como uma espécie de prévia do PIB.

Com Agência Brasil

No acumulado do ano, a prévia do PIB tem alta de 2,24%

Suvinil inaugura primeira loja container no Sul

Nova unidade da Aquarela Tintas fica em Porto Alegre

Baseada em um conceito de arquitetura sustentável, a loja foi criada a partir do reaproveitamento de containers marítimos

A Suvinil, marca de tintas decorativas da Basf, e a Aquarela Tintas acabam de inaugurar a primeira loja em formato container no Sul. Localizada no estacionamento do Shopping Iguatemi em Porto Alegre, o ponto de venda oferece materiais e acessórios para pintura. A loja container se destaca por ser uma solução de arquitetura sustentável, pois se trata de um reaproveitamento de contêineres marítimos, não dependendo de recursos naturais para sua construção. A Suvinil espera expandir o projeto para outras cidades da região, mas ainda não há previsão.

“Estamos muito felizes em trazer esse modelo de negócio para a cidade, unindo o propósito de facilitação da jornada da pintura aos nossos compromissos de sustentabilidade, em um polo tão importante para a Suvinil. Essa é a nossa primeira loja container no Sul e esperamos expandir o projeto para outras cidades da região”, comenta José Vasconcellos, gerente comercial sênior da Suvinil, em nota. “Chegar na 14ª loja e no novo conceito de containers de tintas representa o sucesso do modelo de negócio nestes 35 anos de empresa, além da boa aceitação do público e do mercado”, afirma Mauro Bessa, diretor da Aquarela Tintas, também em nota.

A Aquarela Tintas é uma empresa consolidada no varejo de tintas e materiais para pintura estabelecida no Rio Grande do Sul desde 1987. Atualmente a empresa possui 14 unidades distribuídas nas cidades de Pelotas, Rio Grande e a capital gaúcha.

Nova unidade da Aquarela Tintas fica em Porto Alegre