Archives 2022

Android da LG teve Ilha Dinâmica em 2015

A LG não obteve muito sucesso com sua linha de celulares, mas isso não impediu a fabricante sul-coreana de explorar conceitos em seus smartphones.

Quem não lembra do primeiro celular com câmera 3D? Ou do telefone com uma tampa traseira com tecnologia de auto-cura para arranhões?

Sem dúvida, a LG procurou fazer um bom trabalho para criar diferenciais em um mercado em que pouca inovação realmente acontece a cada ano.

E o Google correspondeu muitas vezes dando a construção da linha Nexus para LG em vista do bom trabalho prestado ao ecossistema do Android.

Ilha Dinâmica

Com o lançamento do iPhone 14, o recurso Ilha Dinâmica, que funciona acoplado ao notch do aparelho, ganhou atenção do público e da mídia, pois permite que os usuários interajam com aplicativos sem abrir as notificações.

Seria este um recurso inédito?

Em 2015, uma funcionalidade muito parecida apareceu no LG V10. Veja acima.

Apesar de não ser tão sofisticada quanto da Apple, a ideia tinha a mesma característica: criar um acesso rápido para que o usuário pudesse interagir com outros apps sem ter que abrir as notificações.

Se a equipe de engenharia de Tim Cook revisitou um smartphone já lançado para trazer algo novo, é provável que a Ilha Dinâmica seja um recurso derivado do LG V10.

Imagens: Phandroid

A LG não obteve muito sucesso com sua linha de celulares, mas isso não impediu a fabricante sul-coreana…

Produção de veículos bate novo recorde em agosto

Produção acumulada do ano já supera em quase 5% a do mesmo período de 2021

O segmento de ônibus vem sendo um dos destaques, com 20 mil unidades produzidas no ano

A produção de veículos em agosto bateu novo recorde deste ano, com 238 mil unidades, alta de 8,7% sobre julho e de 43,9% sobre agosto de 2021. Pela primeira vez o volume acumulado do ano superou o do mesmo período do ano anterior: 1,5 milhão, contra 1,4 milhão, crescimento de 4,7%. O segmento de ônibus vem sendo um dos destaques, com 20 mil unidades produzidas no ano, 50% a mais do que o total produzido entre janeiro e agosto de 2021. Também chamaram a atenção as máquinas agrícolas, que continuam com desempenho relevante de vendas, e sobretudo as máquinas rodoviárias, com o melhor resultado histórico nos últimos meses.

“Em agosto, pela primeira vez em um ano e meio, conseguimos operar sem nenhuma fábrica completamente parada. O fluxo de semicondutores finalmente começa a melhorar, embora ainda estejamos passando por um período de restrições de oferta”, comemorou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, em coletiva. O balanço mensal da entidade apresentou outros números animadores. As vendas em agosto totalizaram 209 mil unidades, melhor resultado dos últimos 19 meses. Foi a primeira vez no ano que esse indicador superou a barreira das 200 mil unidades. A média diária de 9,1 mil emplacamentos também foi a melhor do ano.

A exportação mantém forte viés de alta. As quase 47 mil unidades enviadas a outros mercados representaram elevação de 11,7% sobre junho e de 59% sobre agosto de 2021. No acumulado do ano, o volume de 335 mil veículos exportados supera com folga o dos anos anteriores, inclusive o de 2019, último ano antes da pandemia. Da mesma forma, as vendas de máquinas autopropulsadas vêm num patamar bastante elevado. Em julho (último dado apurado) foram 9.130 unidades vendidas, ligeira queda de 3,4% sobre junho, mas com alta de 16,4% sobre julho de 2021. No acumulado do ano, o total de 59 mil máquinas agrícolas e rodoviárias vendidas supera em 26,5% o volume dos primeiros sete meses do ano anterior. Destaque para as máquinas rodoviárias, que em junho e julho tiveram os melhores resultados da história, em consequência dos elevados investimentos em infraestrutura.

Produção acumulada do ano já supera em quase 5% a do mesmo período de 2021

CEEE Grupo Equatorial investe em projeto de rota elétrica no Mercosul

Parceria com a UFSM possibilita condições de abastecimento para veículos elétricos

A “Rota Elétrica Mercosul” tem 916 quilômetros e será composta de estações de recarga rápida nas cidades gaúchas de Torres, Osório, Eldorado do Sul, Barra do Ribeiro, Cristal, Pelotas, Arroio Grande, Jaguarão, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí

A CEEE Grupo Equatorial está desenvolvendo, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), um projeto que permitirá, já em 2023, que usuários de veículos elétricos possam se deslocar, com segurança de abastecimento, por todo o território gaúcho. A “Rota Elétrica Mercosul” é resultante de um projeto de pesquisa aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com recursos na ordem de R$ 18 milhões, disponibilizados pela CEEE Grupo Equatorial e com execução da UFSM.

A “Rota Elétrica Mercosul” tem 916 quilômetros e será composta de estações de recarga rápida nas cidades gaúchas de Torres, Osório, Eldorado do Sul, Barra do Ribeiro, Cristal, Pelotas, Arroio Grande, Jaguarão, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí. Isso possibilitará viajar de carro elétrico até o Uruguai, que já possui uma rota de estações de recarga. A partir do país vizinho, também será possível chegar a Buenos Aires, na Argentina, pela travessia do estuário do Prata. Além disso, há a possibilidade de interligação com o Paraguai seguindo pelas estações de recarga que já existem das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A coordenadora do projeto pela UFSM, professora Alzenira Abaide, afirma que a integração é um trajeto que se conecta. “Além de todo o benefício ambiental na utilização de veículos elétricos, os três estados da região Sul do Brasil recebem muitos turistas que vêm do Uruguai, Argentina e Paraguai em direção ao litoral. Vamos colocar à disposição uma rota elétrica, barateando a viagem e fazendo o turismo daqui ser ainda mais atrativo”, diz.

O projeto
No Rio Grande do Sul, as estações começarão a ser instaladas a partir de dezembro em locais em que já existem conveniências para que o motorista esteja em um local seguro para fazer a sua recarga. Segundo Ilana França dos Santos, analista de operações de pesquisa e desenvolvimento da CEEE Grupo Equatorial, essa etapa levará cerca de um ano. “Depois haverá a comunicação com um aplicativo que informa em tempo real se a estação está disponível ou se está ocupada, além da funcionalidade de reserva de horário para evitar filas. O objetivo é dar conforto aos consumidores que vão trafegar pela rota”, afirma Ilana. Após a entrada em operação da rota, será iniciada a análise do comportamento das estações. Durante a execução do projeto, que se encerra em setembro de 2024, não haverá nenhuma cobrança pelas recargas. “A legislação relacionada à cobrança de energia, atualmente, ainda não contempla esse tipo de situação. Hoje, apenas as concessionárias podem cobrar pela venda de energia”, diz Alzenira.

As estações da Rota Elétrica Mercosul terão capacidade de fazer recargas rápidas, em 30 minutos. Em média, as estações com recarga semirrápida levam de 4 horas a 8 horas e as lentas, de 8 horas a 12 horas. Alguns fatores influenciam no tempo, como o estado da bateria do veículo, a quantidade de carga que ela apresenta no momento do abastecimento, congestionamentos ou qualquer outro fator que faça com que a viagem não siga um fluxo normal. Por isso, apesar de os veículos elétricos apresentarem, em média, 390 quilômetros de autonomia – a partir dos testes dos fabricantes em ambientes controlados – as estações de recarga serão montadas a cada 100 quilômetros, aproximadamente, para dar ainda mais segurança e tranquilidade aos viajantes. “Pretendemos colocar uma microrrede junto à estação a ser instalada em Osório, com aerogerador e painéis fotovoltaicos. Durante o dia, com sol ou vento, a geração de energia se tornará ainda mais limpa. Outra frente do projeto também analisará o impacto dos abastecimentos para rede. Em resumo, teremos aí três fontes de energia”, explica Ilana.

Carros elétricos
A CEEE Grupo Equatorial também dá início a uma série de entregas referentes a seu projeto de mobilidade no Rio Grande do Sul. A frota de carros da empresa acaba de ser renovada com cinco unidades de automóveis elétricos, modelo Renault ZOE-E TECH, que ficarão na sede, em Porto Alegre, em Osório e Pelotas. Trata-se de um veículo 100% elétrico, que estará disponível para o uso dos colaboradores da empresa aptos a reservar carros da frota, que possuem CNH e curso de direção defensiva. Os carros contam com ótimo desempenho operacional, autonomia de bateria de até 300 quilômetros e zero emissão de poluentes. A CEEE Grupo Equatorial é a primeira distribuidora de energia no Rio Grande do Sul a adotar carros elétricos em sua frota.

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Parceria com a UFSM possibilita condições de abastecimento para veículos elétricos

Consumo nos lares brasileiros cresce 7,7% em julho

No ano, o consumo acumula alta de 2,5%

De acordo com os dados da Abras, o valor da cesta atingiu o menor patamar do ano, com alta de 0,6%

O consumo nos lares brasileiros, medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), encerrou o mês de julho com alta de 7,7% em relação a junho. No ano, o consumo nos lares acumula alta de 2,5%. Na comparação com julho de 2021, o indicador apresentou alta de 8%. O resultado contempla os formatos de loja: atacarejo, supermercado convencional, loja de vizinhança, hipermercado, minimercado e e-commerce. Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a Abras, em julho, além da desaceleração nos preços dos alimentos, o mês teve cinco fins de semana, o que contribuiu para maior número de idas ao ponto de venda. “Monitoramos desde julho os primeiros sinais de retração nos preços de alguns itens que tiveram altas expressivas decorrentes de fatores climáticos, sazonais e das commodities, que vêm pressionando a cesta de alimentos desde o início do ano. Se mantida essa menor pressão inflacionária, o consumo tende a ser crescente neste segundo semestre diante do crescimento do emprego e dos recursos injetados na economia”, afirmou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

De acordo com os dados da Abras, o valor da cesta de 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza) atingiu o menor patamar do ano, com alta de 0,6%. Houve queda de preços em produtos básicos como óleo de soja, feijão, arroz, açúcar e nos itens da cesta de hortifrutigranjeiros, entre eles batata, tomate, cebola.

Com Agência Brasil

No ano, o consumo acumula alta de 2,5%

Indústria do Sul perde Paulo Vellinho

Empresário ajudou a fundar a Springer

Vellinho idealizou o “Prêmio Sringer – Por um Rio Grande Melhor”, outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul a personalidades de destaque no cenário político e econômico do estado

O empresário gaúcho Paulo Vellinho, de 95 anos, faleceu na quinta-feira (8). A causa da morte não foi informada. Ele foi um pioneiro da indústria de condicionadores de ar no Brasil, nos anos 1950, ao ajudar a fundar a Springer, que posteriormente foi associada à americana Carrier. Natural de Caxias do Sul, ele se formou em química industrial pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1949.

Por meio de nota, a Associação Comercial de Porto Alegre, na qual Vellinho era conselheiro superior, prestou a última homenagem a amigos e familiares. No comunicado, a entidade destacou a “longa, exemplar e brilhante trajetória empreendedora de mais de 60 anos de Paulo Vellinho, que participou ativamente do processo de industrialização do país”, destacando a trajetória dele à frente da Springer.

Além de ex-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o empresário também presidiu a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). De intensa atuação político-institucional, Paulo Vellinho idealizou o “Prêmio Sringer – Por um Rio Grande Melhor”, outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul a personalidades de destaque no cenário político e econômico do estado.

A vida do empresário está contada no livro “Paulo Vellinho – O realizador de um sonho chamado Springer”. O livro, escrito pelo jornalista Mario de Santi e lançado em 2018, conta sua trajetória de mais de 60 anos de empreendedorismo, em especial a transformação, sob seu comando da Springer em uma reconhecida empresa nacional do setor eletroeletrônico.

O Portal AMANHÃ reproduz, a seguir, o post de André D´Angelo, titular do Blog Sr. Consumidor, que em 6 de setembro de 2017 fez uma justa homenagem ao empresário por ocasião dos seus 90 anos. Confira.

O último idealista
Nesta quarta-feira, 6 de setembro, Paulo Vellinho completa 90 anos. Empreendedor que comandou a Springer, líder empresarial que presidiu a Fiergs e outras tantas entidades de classe, executivo da Coemsa e da Avipal, Vellinho poderia ser reverenciado como um dos personagens que ajudou a forjar a indústria gaúcha e brasileira do século 20. Mas a faceta que mais merece destaque é outra: a de homem público que nunca ocupou cargo público.

Não há contradição aí. Paulo Vellinho é de uma geração de homens de negócio, da qual também fez parte Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014), cujos projetos empresariais jamais deixaram de contemplar um projeto de país. O comando de companhias e entidades de classe importantes era visto não como uma regalia a ser explorada para fins de promoção pessoal ou classista, e sim como uma responsabilidade da qual o capital privado não poderia se furtar naquela quadra da história do Brasil: a de ajudar a construir uma ideia de nação.

Uma nação que aproveitasse sua vasta extensão territorial, sua natureza generosa e sua diversidade humana para, a exemplo dos Estados Unidos, cumprir uma espécie de Destino Manifesto tropical, de vocação para grandeza e protagonismo internacional. Protagonismo esse pautado pela autonomia econômica, com o fortalecimento da indústria local, e pela justiça social, fim último de qualquer projeto que pretenda falar em desenvolvimento.

Um ideal do qual Vellinho foi porta-voz enquanto esteve na ativa, de meados da década de 1950 até o início do novo milênio. Sua saída de cena coincide com o início do encolhimento da representação empresarial produtiva brasileira, restrita à mera reivindicação de benesses tributárias ou ao total alheamento em relação ao Poder Público. No primeiro caso enquadram-se os partidários do capitalismo sem risco, pregadores de um liberalismo rasgado que, claro, só deve valer para os outros, nunca para eles. No segundo, empresários e gestores que investem, inovam e trabalham ignorando qualquer interface com governos, por considerá-las inúteis. Sequer cogitam se tornar pontas-de-lança de projetos que transcendam suas organizações ou categorias para ganhar dimensão pública, em um lamentável desperdício de capital intelectual.

Paulo Vellinho continua na batalha, escrevendo para jornais gaúchos e proferindo palestras. Ao completar nove décadas de vida, pode jactar-se das empresas que comandou, dos empregos que gerou e das amizades que fez. E, principalmente, pode se orgulhar de ter travado o bom combate, de ter cerrado fileiras em nome de ideais que permanecem relevantes e atuais – por mais que o país com o qual tanto contribuiu pareça fazer questão de ignorá-los.

Empresário ajudou a fundar a Springer

Pra não dizer adeus

Saber contratar é tão importante quanto saber demitir

“Não se deve deixar espaço vazio numa empresa”, pois “uma área desocupada se transforma num convite ao inchaço na estrutura”

“A maior virtude de um chefe é saber demitir”, dizia Roberto Marinho. Pode até ser verdade, mas outra qualidade, tão importante quanto, deveria merecer atenção: saber contratar. Não apenas no que diz respeito à qualidade dos profissionais recrutados, como também ao dimensionamento do número de colaboradores necessários. Afinal, gente em excesso é o pretexto perfeito para um downsizing e um trauma organizacional subsequente.

O comentário vem a propósito de uma série de demissões em startups do mundo todo, muitas das quais anunciadas aos colaboradores por videochamadas, conforme comentado neste espaço semana passada (leia aqui).Expectativas frustradas de crescimento, em decorrência de um cenário externo hostil, têm sido apontadas como a principal razão. Mas será que são a única?

Não exatamente.

Obviamente, todo empresário toma decisões com base em perspectivas sobre o próprio negócio e sobre o mercado em que atua. Quando positivas, é natural que procure aumentar a capacidade de produção ou de atendimento com novos funcionários. Deixar de surfar uma onda de bonança pode significar comprometer o futuro de um empreendimento por anos a fio, visto que janelas de oportunidade não se abrem a toda hora.

O caso das startups, no entanto, parece um pouco diferente. Mais do que responderem a um ambiente econômico e mercadológico propício, atendiam a um cenário de farta disponibilidade de capital de risco para investimentos. Ao recebê-los, ampliavam a equipe para fomentar um crescimento a fórceps, tal qual um motorista que superturbina um carro que não tem estrada onde correr.

Dois especialistas explicam melhor: “Em muitos casos, o crescimento […] pode ser considerado irresponsável. Talvez não tenha sido proposital: havia liquidez extrema, injeção de capital com força, e a melhor forma de alocar recursos é contratar times grandes e escalar a operação”, afirma Lara Lemann, investidora. Porém, “uma empresa não pode se orientar pela necessidade captação: isso deve acontecer quando não há mais recursos, mas há a necessidade de crescer. Com a abundância de capital, a captação puxava o crescimento, aumentava a ambição”, completa Pedro Melzer (ambos ouvidos pela revista GQ de agosto).

E é justamente sobre contratações desmedidas que se insurge uma conhecida figura do mundo corporativo, Claudio Galeazzi, consultor especializado em recuperar negócios em dificuldades e tido como um contumaz corta-custos. “A culpa não é de quem demite, mas sim de quem contratou […] pelo entusiasmo de um momento de vendas intensas […] sem pensar que esse bom momento não vai perdurar para sempre […]. (D)epois a situação muda e você tem de readequar. Nesse momento, […] tem de fazer os cortes. E aí todos falam que o Galeazzi entrou e cortou”, lamenta (Época Negócios, fevereiro de 2017).

E há como se prevenir desse mal? Aparentemente, sim – e de maneira bem curiosa. “Não se deve deixar espaço vazio numa empresa”, pois “uma área desocupada se transforma num convite ao inchaço na estrutura”, afirma o consultor (“Sem cortes”, 2019, p. 151).

Para aquelas empresas que ainda contam com sede física, fica a dica.

Saber contratar é tão importante quanto saber demitir

Agosto apresenta deflação de 0,36%

Índice foi influenciado pela queda dos combustíveis

A gasolina foi o item de maior impacto individual negativo no IPCA de agosto

Com a continuidade da queda nos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de -0,36% em agosto, segundo mês seguido de deflação. A queda foi menos intensa do que a registrada em julho (-0,68%), quando a taxa foi a menor desde o início da série histórica da pesquisa, em janeiro de 1980. No ano, a inflação acumulada é de 4,39% e, nos últimos 12 meses, de 8,73%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE.

“Alguns fatores explicam a queda menor em relação a julho. Um deles é a retração menos intensa da energia elétrica (-1,27%), que havia sido de 5,78% no mês anterior, em consequência da redução das alíquotas de ICMS. Também houve aceleração de alguns grupos, como saúde e cuidados pessoais (1,31%) e vestuário (1,69%), e a queda menos forte do grupo de transportes em agosto. No mês anterior, os preços da gasolina, que é o item de maior peso no grupo, tinham caído 15,48% e, em agosto, a retração foi menor (-11,64%)”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

O grupo dos transportes (-3,37%) exerceu o maior impacto negativo sobre o índice geral, contribuindo com 0,72 ponto percentual. A queda desse grupo foi influenciada principalmente pela retração nos preços dos combustíveis (-10,82%). Em agosto, os quatro combustíveis pesquisados tiveram deflação: gás veicular (-2,12%), óleo diesel (-3,76%), etanol (-8,67%) e gasolina (-11,64%). Item com maior impacto negativo sobre o índice geral, a gasolina teve redução de R$ 0,18 por litro nas refinarias no mês passado. Os preços das passagens aéreas também caíram em agosto (-12,07%), após quatro meses consecutivos de alta. Para o gerente da pesquisa, a sazonalidade é uma das explicações para esse resultado. “Essa é uma comparação com julho, que é um mês de férias e há aumento da demanda. Além disso, foram quatro meses seguidos de alta, o que eleva a base de comparação. Também há o impacto da redução do querosene de aviação nesse período”.

No grupo habitação (0,1%), os preços da energia elétrica residencial (-1,27%) continuaram caindo, mas de forma menos intensa do que no mês anterior (-5,78%). “Os efeitos da redução das alíquotas de energia elétrica ficaram mais concentrados no mês anterior. Em alguns locais, como Vitória e Belém, ainda houve reajuste nas tarifas em agosto”, explica.

Por outro lado, a alta de 1,31% no grupo de saúde e cuidados pessoais é relacionada aos aumentos dos itens de higiene pessoal (2,71%) e plano de saúde (1,13%). Já a maior variação positiva no IPCA de agosto veio do grupo vestuário (1,69%), cujos preços haviam desacelerado no mês anterior (0,58%). As roupas femininas (1,92%), masculinas (1,84%) e os calçados e acessórios (1,77%) foram as maiores influências no avanço do grupo. Ainda no lado das altas, os preços no grupo alimentação e bebidas (0,24%) desaceleraram frente ao mês anterior (1,30%). Itens importantes na mesa das famílias tiveram inflação, como o frango em pedaços (2,87%), o queijo (2,58%) e as frutas (1,35%). Já o leite longa vida teve deflação de 1,78% em agosto. “Nos últimos meses, os preços do leite subiram muito. Como estamos chegando ao fim do período de entressafra, que deve seguir até setembro ou outubro, isso pode melhorar a situação. Mas no mês anterior, a alta do leite foi de 25,46%, ou seja, os preços caíram em agosto, mas ainda seguem altos”, afirma Kislanov.

Mais sobre o IPCA
O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Índice foi influenciado pela queda dos combustíveis

Índice de confiança das pequenas empresas tem alta de 2,7 pontos

É o melhor resultado desde novembro de 2013

A confiança das micro e pequenas empresas retornou para a trajetória de recuperação iniciada em fevereiro

O Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas teve, em agosto, alta de 2,7 pontos. Assim, o indicador – elaborado numa parceria entre a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – atingiu 100,6 pontos, melhor marca desde novembro de 2013. A melhora na confiança dos empresários em agosto foi puxada pela alta no comércio: 5,4 pontos. O setor de serviços teve elevação de 0,5 ponto no mês e a indústria da transformação registrou a segunda queda consecutiva: 1,4 ponto.

A alta do comércio das micro e pequenas empresas foi maior que a do comércio em geral, que teve elevação de 4,3 pontos em agosto. O índice de confiança das empresas em geral cresceu 2,2 pontos no mês, ficando em 100,8 pontos. De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, “a confiança das micro e pequenas empresas retornou para a trajetória de recuperação iniciada em fevereiro”. Na avaliação dele, o índice, ao superar a marca de 100 pontos, que indica a neutralidade, mostra uma perspectiva dos empresários de melhoria do cenário econômico. “Ajudaram nesse resultado recursos disponibilizados pelo governo, a melhoria do mercado de trabalho e a desaceleração dos preços”, finalizou.

Com Agência Brasil

É o melhor resultado desde novembro de 2013

Rainha Elizabeth II morre aos 96 anos na Escócia

No início deste ano, ela comemorou seu 70º aniversário no trono

Elizabeth é rainha do Reino Unido e de mais de uma dezena de outros países desde 1952

A Rainha Elizabeth II, monarca do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, morreu nesta quinta-feira (8), aos 96 anos, no Palácio de Balmoral, na Escócia. A informação foi divulgada no perfil oficial da família real britânica no Twitter. “A Rainha morreu tranquilamente em Balmoral nesta tarde. O Rei e a Rainha Consorte permanecerão em Balmoral nesta noite e retornarão a Londres amanhã”, revela a mensagem postada na rede social.

A soberana com o reinado mais longo do Reino Unido e a monarca mais velha do mundo sofre do que o Palácio de Buckingham tem chamado de “problemas de mobilidade episódicos” desde o fim do ano passado. “Após avaliação mais aprofundada na manhã de hoje, os médicos estão preocupados com a saúde de Elizabeth II e recomendaram que ela permaneça sob supervisão”, relata o comunicado do Palácio de Buckingham.

Em outubro do ano passado, ela passou uma noite no hospital e foi forçada a reduzir seus compromissos públicos desde então. Elizabeth é rainha do Reino Unido e de mais de uma dezena de outros países desde 1952. No início deste ano, comemorou seu 70º aniversário no trono.

No início deste ano, ela comemorou seu 70º aniversário no trono

Bullguer inaugura primeira unidade no Sul do país

Rede chega ao Rio Grande do Sul e prevê desembarque em Santa Catarina ainda neste ano

A segunda loja está prevista para abrir no decorrer dos próximos seis meses, no Praia de Belas Shopping, também na capital gaúcha

A rede de hamburguerias Bullguer acaba de inaugurar sua primeira loja na região Sul. A unidade própria está instalada no Shopping Iguatemi Porto Alegre. Além de proporcionar uma experiência única aos apaixonados por hambúrguer, esta é a primeira loja da rede a ter um espaço café, em parceria com a Nespresso.

Thiago Koch, sócio-fundador do Bullguer, destaca o crescimento da rede. “O Bullguer tem uma forte presença no Sudeste e chega ao Rio Grande do Sul com muita expectativa em um momento de retomada do food service. O Shopping Iguatemi apresenta um público aberto para nosso conceito e acreditamos que será um sucesso. Em breve vamos expandir no entorno da capital”, conta. “Porto Alegre é a primeira cidade a receber o conceito de café, resultado da nossa parceria com a Nespresso. Os clientes poderão adquirir a cápsula no caixa e utilizar a máquina e os utensílios Nespresso para a preparação do seu próprio café”, completa.

O investimento médio em uma loja é de R$ 1.5 milhão. A segunda loja está prevista para abrir no decorrer dos próximos seis meses, no Praia de Belas Shopping, também na capital gaúcha. Ainda em 2022, a rede também chegará a Santa Catarina, no Fashion Outlet Santa Catarina. Para 2023, a rede avalia a expansão para novas cidades da região, inclusive a atuação no Paraná.

No ano passado, a rede registrou mais de 2 milhões de lanches vendidos, sendo mais de 1.2 milhão de clientes atendidos. Foram mais de 190 toneladas de carne e 250 toneladas de batata. A meta da rede é crescer 35% no faturamento em 2022, entre lojas próprias e franqueadas, porém a companhia não revela o valor da sua receita total. Atualmente, são cerca de 35 unidades da rede presentes em São Paulo, Santo André, Tamboré, Cotia, Campinas, Jundiaí, São José dos Campos, Santos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília além de Portugal, em Cascais.

Rede chega ao Rio Grande do Sul e prevê desembarque em Santa Catarina ainda neste ano

Valor da cesta básica cai em agosto em 16 capitais

Cestas mais caras do Brasil estão em Porto Alegre e Florianópolis

Na comparação anual, entre agosto de 2022 e o mesmo mês de 2021, houve alta de preço em todas as capitais pesquisadas

O valor da cesta básica caiu em agosto em 16 das 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, calculada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Belém foi a única capital onde o preço da cesta subiu (0,27%). A queda mais expressiva no valor da cesta básica ocorreu no Recife (-3%), seguida por Fortaleza (-2,26%), Belo Horizonte (-2,13%) e Brasília (-2,08%).

Em agosto, a cesta mais cara do país era a de São Paulo, onde o custo médio dos alimentos básicos foi estimado em R$ 749,78. Na sequência, estavam as cestas de Porto Alegre (R$ 748,06), Florianópolis (R$ 746,21) e Rio de Janeiro (R$ 717,82). A cesta mais barata foi a de Aracaju, onde o preço médio encontrado foi de R$ 539,57.

Na comparação anual, entre agosto de 2022 e o mesmo mês de 2021, houve alta de preço em todas as capitais pesquisadas. A maior variação foi encontrada no Recife (21,71%) e a menor, em Porto Alegre (12,55%). Com base na cesta mais cara do país, a de São Paulo, o Dieese calculou que o salário mínimo ideal, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 6.298,91 no mês de agosto, um valor 5,2 vezes superior ao do salário mínimo vigente atualmente no país, de R$ 1.212.

Com Agência Brasil

Cestas mais caras do Brasil estão em Porto Alegre e Florianópolis

Guayaquil: China “más cercana”

Cidade equatoriana sediará a 15ª Cumbre Empresarial China-Latinoamerica e Caribe

No ano passado, o comércio dos países latino-americanos e caribenhos com a China resultou em um total de US$ 452 bilhões

Guayaquil, no Equador, sediará, de 30 de novembro a 2 de dezembro, a 15ª Cumbre Empresarial China-Latinoamerica e Caribe (Celac), o maior evento comercial em língua espanhola com empresas chinesas. Uma oportunidade e tanto para empresas brasileiras que desejam vender seus produtos na China, mas não se animam a ir até lá pelos custos e pela dificuldade atual de entrar e se movimentar no país.

A Cumbre Empresarial China-LAC surgiu por iniciativa chinesa, via seu Conselho para Promoção do Comércio Internacional (Ccpit, da sigla em inglês). O encontro integra o Fórum dos países da região com a China, e já ocorreu no Chile, México, Colômbia, Costa Rica, Peru, Uruguai e Panamá. Apesar do lançamento oficial do evento ter ocorrido dia 17 de agosto, em Beijing, na sede central do poderoso Ccpit, e com a participação do embaixador equatoriano, seu site permanece em 2021 – nele consta somente a 14ª edição, em Chongqing. E a notícia do lançamento informa apenas que o evento acontecerá “em meados de dezembro”, sem indicar onde se inscrever para participar.

Além da compra e venda de produtos que promete ser intensa, haverá também seminários sobre infraestrutura, cooperação financeira, inovação tecnológica, economia digital e, com certeza, a Iniciativa Cinturão e Rota. Deverá acontecer também a assinatura do Tratado de Livre Comércio, considerado pelos equatorianos fator decisivo para multiplicar muitas vezes os US$ 2,3 bilhões da balança comercial com a China, a exemplo do que ocorreu recentemente com o Peru.

Há muita expectativa dos produtores de cacau, pitaia, abacaxi, banana, manga e camarões em aumentar as vendas do Equador para a China, hoje vista como mercado consumidor maior do que o norte-americano. No ano passado, o comércio dos países latino-americanos e caribenhos com a China resultou em um total de US$ 452 bilhões. Voltaremos a esse assunto assim que divulgarem a programação e sobre inscrições e estandes.

Cidade equatoriana sediará a 15ª Cumbre Empresarial China-Latinoamerica e Caribe

Garibaldi terá usina que transformará lixo em energia

Contrato com a Bioenergia Holding foi firmado com a prefeitura do município

A empresa receberá o lixo do município e, a partir disso, produzirá energia elétrica limpa e madeira biossintética

Garibaldi terá um incremento de arrecadação de ICMS e ISS com a instalação de usina que transformará resíduos sólidos em energia e em madeira biossintética. O contrato para a implantação da fábrica e a prestação do serviço foi firmado recentemente entre a administração municipal e a Bioenergia Holding. A Bioenergia é uma fusão de três empresas (Rio Limpo B7 Bioenergia Ltda, Sonova Importação e Exportação Ltda, AG7 Global Assessoria e Consultoria Empresarial Ltda), que tem o objetivo de contribuir com as cidades oferecendo uma solução correta e sustentável para a destinação dos resíduos e transformando em geração de energia e em madeira biossintética.

O município agora tem uma lei que autoriza a doação de terreno para a construção do empreendimento. Pela legislação, a empresa terá um prazo de 24 meses para construção da usina, a contar da licença ambiental – em tramitação, mas a previsão é de que os trabalhos sejam concluídos antes do previsto e a usina entre em operação no próximo ano.

O investimento na construção do prédio ficará a cargo da empresa. A prefeitura poderá colaborar com máquinas e equipamentos para obras de infraestrutura no local. Segundo o prefeito Sérgio Chesini, a maioria dos funcionários da usina deverão ser de Garibaldi. Na primeira etapa, estão previstos 21 empregos diretos, chegando a um total de 54 postos de trabalho com o pleno funcionamento da fábrica. A empresa receberá o lixo do município — resíduos sólidos urbanos, industriais e agrossilvopastoris — e, a partir disso, produzirá energia elétrica limpa e madeira biossintética. O processo parte da decomposição desses resíduos, que se transformam em biogás, o qual pode ser utilizado ou convertido em eletricidade.

Contrato com a Bioenergia Holding foi firmado com a prefeitura do município

Quem quer dinheiro? Empreender é o caminho

Brasil tem R$ 18 bilhões disponíveis para investimento em empreendedorismo inovador

Além de um aumento no capital disponível, o número de investidores também cresceu

Embora especialistas apontem a possível chegada do inverno das startups, com a escassez de recursos e investimentos, um mapeamento coletivo coordenado pela plataforma Jupter aponta outra realidade: existem, hoje, aproximadamente R$ 18 bilhões de capital disponível para investimento em empreendedorismo inovador no Brasil. O alerta do mercado é de que as startups podem não sobreviver nos próximos meses ou ter o valuation reduzido. Entretanto, o Brasil conta com um ecossistema de investidores muito bem capitalizado, principalmente, para estágios iniciais de investimentos, como jamais visto antes.

Segundo Bruno Dequech Ceschin, co-founder da Jupter & Anjos&VCs, o mercado está, sim, disposto a assumir riscos. “Embora exista uma certa turbulência para empresas em estágios mais maduros, nos parece que não é o mesmo cenário para as que estão em estágio inicial. Certamente, ajustes de preço, termos e condições acontecem de tempos em tempos, e parece que voltamos a operar em outros patamares”, diz.

Para ele, o cenário é positivo: além de um aumento no capital disponível, o número de investidores também cresceu. A maior concentração de investidores está nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. “As entidades sediadas em São Paulo dominam quase absolutas os investimentos em startups, com 87% dos ativos sob gestão e 64% do capital comprometido e ainda não alocado”, ressalta o executivo. Ele destaca também a relevância da região Sul do país, que ocupa a segunda posição, principalmente, em estágios iniciais de investimento, com a criação da Tech Road, por exemplo.

O número de investidores cresceu desde 2020:são 24 aceleradoras contra 15 do estudo passado. O grupo de anjos, por sua vez, mais do que dobrou de tamanho: de 16 para 33. O capital disponível subiu de R$ 5 bilhões para os atuais R$ 18 bilhões. Ceschin destaca que investimento existe e que há múltiplas formas para as captações de recursos vindos de diversos players. “Não existe um único roteiro ou via a ser percorrida”, aconselha.

Esse conteúdo integra a edição 341 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

Brasil tem R$ 18 bilhões disponíveis para investimento em empreendedorismo inovador

Apple não tem interesse em adotar protocolo RCS

Durante o lançamento de sua nova linha de smartphones, Tim Cook, CEO da Apple, respondeu a uma pergunta da imprensa sobre mensagens de texto RCS – protocolo que oferece uma versão mais moderna do SMS.

Para o principal executivo da Maçã, não há interesse por parte da companhia em ofertar uma melhor comunicação com aparelhos Android, sugerindo que os usuários que tenham dificuldade comprem o iPhone.

“Não ouço nossos usuários pedirem que coloquemos muita energia nisso”, disse aos jornalistas presentes. “Eu adoraria convertê-lo para o iPhone”.

Indagado sobre o relato de uma dificuldade de comunicação entre iPhones e Android, ele respondeu em tom irônico: “compre um iPhone para sua mãe”. 

A resposta de Cook parece confirmar que a firma de Cupertino mantém a mesma posição para o iMessage, o serviço de mensagens da Apple que está limitada somente a seus produtos.

Em 2021, durante um processo da Epic contra a Apple, ficou claro que as restrições do iMessage são estratégicas para impor barreiras ao Android e a comunicação entre os dispositivos.

“O iMessage no Android serviria simplesmente para remover [um] obstáculo para as famílias do iPhone darem aos seus filhos telefones Android”, declarou o chefe de software da Apple Craig Federighi no processo.

Todavia, apesar da negativa durante o evento, alguns jornalistas presentes afirmam que Cook deixou espaço aberto para uma possível adoção do RCS no futuro.

Durante o lançamento de sua nova linha de smartphones, Tim Cook, CEO da Apple, respondeu a uma pergunta…