Archives 2022

Grupo Marista traça compromissos para o triênio

Bolsas de estudo do básico à universidade e metas ambientais são destaque

Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista tem forte atuação nas duas áreas mais afetadas pela pandemia: saúde e educação

Acesso à educação e à saúde, gestão de resíduos, diversidade e inclusão. Esses são alguns dos compromissos eleitos pelo Grupo Marista para os próximos anos. Com mais de 12 mil colaboradores distribuídos em hospitais, editora, universidade e escolas de educação básica e sociais, o grupo tem entre suas metas garantir crescente acesso à educação por meio de bolsas de estudo. Atualmente, as instituições do grupo vêm ampliando essa concessão, a cada ano, com ofertas custeadas com recursos próprios. Em 2021, 3.596 das bolsas concedidas, ou 26%, foram acima do marco legal da filantropia, o que corresponde a R$ 47 milhões em investimento privado próprio. Ou seja, além das que estão previstas e devem ser concedidas por lei, o Grupo Marista investe também seus recursos em um número maior de bolsas de estudo.

“Nosso programa de concessão de bolsas sociais possibilita o ingresso na educação básica e no ensino superior, e dá a oportunidade para que a sociedade seja transformada por meio da educação. Acreditamos que esta é uma forma de combater a desigualdade social e levar melhoria de qualidade de vida para famílias inteiras”, comenta o superintendente do Grupo Marista, Antonio Luiz Rios. Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista tem forte atuação nas duas áreas mais afetadas pela pandemia: saúde e educação. E a segunda edição do Relatório de Sustentabilidade da instituição, que acaba de ser lançada, foi construída ao longo de todo o ano de 2021, incluindo iniciativas implementadas nos períodos mais críticos da crise sanitária. O material foi produzido pela primeira vez em conformidade com as normas da Global Reporting Initiative (GRI).

Sustentabilidade
O relatório traz um retrato das iniciativas do Grupo Marista. O aumento das fontes de energia renovável no abastecimento das unidades tem sido uma das grandes conquistas dos últimos anos. Em 2021, esse percentual chegou a 79% do consumo, superando a meta estipulada inicialmente que era de 75%. Para 2022, a expectativa é chegar a 85% de energias renováveis nos espaços da instituição. Hoje, esse fornecimento vem de fontes como o Mercado Livre de Energia (72%) e de usinas de biomassa (5%) e solar (2%). Iniciativa que também traz economia. Só devido ao Mercado Livre, o Grupo Marista economizou o equivalente ao consumo de 1.632 residências. É como se 1.699 árvores tivessem sido plantadas e 613 toneladas de CO2 deixassem de ser emitidas.

O gerenciamento de resíduos é outro desafio, principalmente por se tratar de atuação em segmentos que têm normas próprias. Com projetos inovadores, iniciativas de logística reversa têm se mostrado importantes alternativas. Em Curitiba, os hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat criaram, em plena pandemia, um projeto para reciclagem dos enxovais hospitalares. Com isso, conjuntos de roupas usados por pacientes e equipes são transformados em revestimento automotivo. As peças são armazenadas, coletadas e então desfibradas para ganharem novos usos. O projeto já fez com que 1,7 tonelada de enxovais deixasse de ser resíduos, descartados em lixo comum ou infectante, para passar a ser matéria-prima.

Garantia de direitos
Ao longo dos últimos três anos, 38.515 bolsas de estudo foram concedidas nas unidades de educação básica, ensino superior e educação técnica de nível médio do Grupo Marista. O crescimento nas concessões foi de 4% em 2021, se comparado a 2020, com quase 13.500 bolsas. A média de bolsistas em todos os níveis passa de 20% dos estudantes. Na saúde, o número de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde nos hospitais do grupo chegou a 117.330, um crescimento de 11% em comparação com 2020, além da superação dos marcos legais, previstos pelo SUS, nas unidades de atendimento. E a garantia de direitos também está presente nas ações em defesa da infância, com projetos como o Defenda-se, do Centro Marista de Defesa da Infância, que, com vídeos educativos, busca promover a autodefesa de crianças contra a violência sexual.

Compliance
Como não dá para falar em ESG sem falar de governança, o Grupo Marista tem investido em tecnologia e formação de pessoal nas áreas de compliance e gestão de riscos. A plataforma Hércules, criada internamente, realiza consultas em diversas fontes de dados, internas e externas, para auxiliar na tomada de decisões estratégicas. Em 2021, o Hércules realizou 10.454 consultas a bases externas. Além disso, com o objetivo de identificar e gerenciar potenciais riscos em relacionamentos do Grupo Marista, a plataforma apoiou a área de Riscos e Compliance em 1.814 consultas de background check, número quase cinco vezes maior do que em 2020 – garantindo relações de maior confiança com todos os stakeholders.

Bolsas de estudo do básico à universidade e metas ambientais são destaque

Grupo Marista traça compromissos para o triênio

Bolsas de estudo do básico à universidade e metas ambientais são destaque

Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista tem forte atuação nas duas áreas mais afetadas pela pandemia: saúde e educação

Acesso à educação e à saúde, gestão de resíduos, diversidade e inclusão. Esses são alguns dos compromissos eleitos pelo Grupo Marista para os próximos anos. Com mais de 12 mil colaboradores distribuídos em hospitais, editora, universidade e escolas de educação básica e sociais, o grupo tem entre suas metas garantir crescente acesso à educação por meio de bolsas de estudo. Atualmente, as instituições do grupo vêm ampliando essa concessão, a cada ano, com ofertas custeadas com recursos próprios. Em 2021, 3.596 das bolsas concedidas, ou 26%, foram acima do marco legal da filantropia, o que corresponde a R$ 47 milhões em investimento privado próprio. Ou seja, além das que estão previstas e devem ser concedidas por lei, o Grupo Marista investe também seus recursos em um número maior de bolsas de estudo.

“Nosso programa de concessão de bolsas sociais possibilita o ingresso na educação básica e no ensino superior, e dá a oportunidade para que a sociedade seja transformada por meio da educação. Acreditamos que esta é uma forma de combater a desigualdade social e levar melhoria de qualidade de vida para famílias inteiras”, comenta o superintendente do Grupo Marista, Antonio Luiz Rios. Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista tem forte atuação nas duas áreas mais afetadas pela pandemia: saúde e educação. E a segunda edição do Relatório de Sustentabilidade da instituição, que acaba de ser lançada, foi construída ao longo de todo o ano de 2021, incluindo iniciativas implementadas nos períodos mais críticos da crise sanitária. O material foi produzido pela primeira vez em conformidade com as normas da Global Reporting Initiative (GRI).

Sustentabilidade
O relatório traz um retrato das iniciativas do Grupo Marista. O aumento das fontes de energia renovável no abastecimento das unidades tem sido uma das grandes conquistas dos últimos anos. Em 2021, esse percentual chegou a 79% do consumo, superando a meta estipulada inicialmente que era de 75%. Para 2022, a expectativa é chegar a 85% de energias renováveis nos espaços da instituição. Hoje, esse fornecimento vem de fontes como o Mercado Livre de Energia (72%) e de usinas de biomassa (5%) e solar (2%). Iniciativa que também traz economia. Só devido ao Mercado Livre, o Grupo Marista economizou o equivalente ao consumo de 1.632 residências. É como se 1.699 árvores tivessem sido plantadas e 613 toneladas de CO2 deixassem de ser emitidas.

O gerenciamento de resíduos é outro desafio, principalmente por se tratar de atuação em segmentos que têm normas próprias. Com projetos inovadores, iniciativas de logística reversa têm se mostrado importantes alternativas. Em Curitiba, os hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat criaram, em plena pandemia, um projeto para reciclagem dos enxovais hospitalares. Com isso, conjuntos de roupas usados por pacientes e equipes são transformados em revestimento automotivo. As peças são armazenadas, coletadas e então desfibradas para ganharem novos usos. O projeto já fez com que 1,7 tonelada de enxovais deixasse de ser resíduos, descartados em lixo comum ou infectante, para passar a ser matéria-prima.

Garantia de direitos
Ao longo dos últimos três anos, 38.515 bolsas de estudo foram concedidas nas unidades de educação básica, ensino superior e educação técnica de nível médio do Grupo Marista. O crescimento nas concessões foi de 4% em 2021, se comparado a 2020, com quase 13.500 bolsas. A média de bolsistas em todos os níveis passa de 20% dos estudantes. Na saúde, o número de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde nos hospitais do grupo chegou a 117.330, um crescimento de 11% em comparação com 2020, além da superação dos marcos legais, previstos pelo SUS, nas unidades de atendimento. E a garantia de direitos também está presente nas ações em defesa da infância, com projetos como o Defenda-se, do Centro Marista de Defesa da Infância, que, com vídeos educativos, busca promover a autodefesa de crianças contra a violência sexual.

Compliance
Como não dá para falar em ESG sem falar de governança, o Grupo Marista tem investido em tecnologia e formação de pessoal nas áreas de compliance e gestão de riscos. A plataforma Hércules, criada internamente, realiza consultas em diversas fontes de dados, internas e externas, para auxiliar na tomada de decisões estratégicas. Em 2021, o Hércules realizou 10.454 consultas a bases externas. Além disso, com o objetivo de identificar e gerenciar potenciais riscos em relacionamentos do Grupo Marista, a plataforma apoiou a área de Riscos e Compliance em 1.814 consultas de background check, número quase cinco vezes maior do que em 2020 – garantindo relações de maior confiança com todos os stakeholders.

Bolsas de estudo do básico à universidade e metas ambientais são destaque

Boticário adquire Truss Professional

Marca atua no segmento de produtos capilares

Fundada em 2003, a Truss também tem forte atuação no setor de educação

O Grupo Boticário assinou contrato para aquisição da Truss Professional, marca nacional do segmento de produtos capilares. Segundo a empresa paranaense, a operação acelera a agenda de crescimento, ao mesmo tempo que reforça a estratégia multicanal e multimarca. O valor do negócio não foi divulgado pelas companhias. A conclusão da operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fundada em 2003, a Truss também tem forte atuação no setor de educação. Em janeiro deste ano, inaugurou uma academia internacional para profissionalização de cabeleireiros em São José do Rio Preto (SP). A companhia também investe em duas novas frentes de negócios: o Hair Spa by Truss, que proporciona experiências e tratamentos exclusivos dentro de salões de beleza licenciados, e a La Moda, marca com foco nos canais farmacêutico e alimentar.

Marca atua no segmento de produtos capilares

Boticário adquire Truss Professional

Marca atua no segmento de produtos capilares

Fundada em 2003, a Truss também tem forte atuação no setor de educação

O Grupo Boticário assinou contrato para aquisição da Truss Professional, marca nacional do segmento de produtos capilares. Segundo a empresa paranaense, a operação acelera a agenda de crescimento, ao mesmo tempo que reforça a estratégia multicanal e multimarca. O valor do negócio não foi divulgado pelas companhias. A conclusão da operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fundada em 2003, a Truss também tem forte atuação no setor de educação. Em janeiro deste ano, inaugurou uma academia internacional para profissionalização de cabeleireiros em São José do Rio Preto (SP). A companhia também investe em duas novas frentes de negócios: o Hair Spa by Truss, que proporciona experiências e tratamentos exclusivos dentro de salões de beleza licenciados, e a La Moda, marca com foco nos canais farmacêutico e alimentar.

Marca atua no segmento de produtos capilares

PipeRun compra 5hub e incorpora atendimento em múltiplos canais

Juntas, as empresas de CRM e conversational commerce somarão 90 profissionais e faturamento anual recorrente de R$ 12,5 milhões

Fausto Reichert (à esq) e Cezar Augusto Gehm, CRO e CEO da PipeRun, e Sandro Wegner, CEO da 5hub. Na frente: Jonas Schen (à esq) e Matheus Rosa, CTO e CIO da 5Hub, e Osvaldo Gehm, CTO da PipeRun

Mais de 150 milhões de brasileiros usam todos os dias WhatsApp, Telegram, Messenger e Instagram. De olho nas grandes oportunidades de vendas que esses canais oferecem, a PipeRun anunciou, na quinta-feira (13), a compra da 5Hub, startup que atua no mercado de conversational commerce — que é a conversa em tempo real entre marcas e clientes através de diversas plataformas, com uso da tecnologia. Juntas, as companhias vão chegar a 90 profissionais e um faturamento recorrente anual de R$ 12,5 milhões.

Com essa aquisição, a plataforma de aceleração de vendas passa a incorporar a frente de atendimento omnichannel, atuando de ponta a ponta no processo. Com origem em Caxias do Sul (RS) e presença nacional, a 5hub atende mais de 100 grandes empresas, incluindo marcas como Marcopolo, Brinox, Martiplast, Santa Clara, QI Faculdade e Famiglia Valduga. Atua em toda a área de atendimento: da captura de leads e vendas até o pós-vendas com o controle de protocolos e tabulação de dados, contemplando ainda o módulo de pesquisa de satisfação (C-Sat).

CEO da PipeRun, Cezar Augusto Gehm Filho conta que as duas empresas são parceiras desde 2018 e cresceram juntas. “Foi algo natural, que decorreu da nossa proximidade. Unidos, vamos conseguir ter uma oferta mais completa ao mercado, que é gigantesco. Aceleração de vendas e atendimento omnichannel estão altamente relacionados”, destaca Cezar, que lidera a salestech ao lado dos sócios Osvaldo Gehm e Fausto Reichert. A startup registra expansão de 500% na receita recorrente mensal desde 2019 e deve dobrar, mais uma vez, de tamanho em 2022.

Complementaridade e sinergia
À frente da 5hub, o CEO Sandro Wegner ressalta que há uma identidade clara entre as duas startups. “Nós nos conhecemos há um bom tempo e temos uma sinergia grande de valores e de cultura. Nossa empresa lançou algo praticamente inédito há dois anos, respondendo a uma dor de muitas companhias: uma ferramenta que unifica o atendimento de vários canais. Deu certo, e logo conquistamos clientes importantes e conseguimos dobrar de tamanho a cada seis meses”, afirma, detalhando que a plataforma integra WhatsApp, Messenger, Instagram, e-mail, telefonia por voz, SMS, chatbot e Telegram. Recentemente, ficou no top 10 das melhores startups do Brasil do Sebrae Like a Boss, que contou com mais de quatro mil inscritos. Além disso, integra o programa de inovação do Instituto Hélice.

Segundo Wegner, a expansão dos negócios ocorre devido a uma questão de mercado que tem gerado preocupação às empresas. “O nicho de conversational commerce cresce em ritmo acelerado. Não estar disponível nos canais de comunicação que os leads e clientes preferem virou uma falha grave para as marcas brasileiras. Não é mais admissível”, analisa o CEO da 5hub, revelando que novas funcionalidades serão anunciadas em breve, a partir da realização de investimentos. Com o suporte da PipeRun, os upgrades nos produtos também serão mais rápidos.

Integração com independência
Os executivos deixam claro que, mesmo com a aquisição, cada startup seguirá trilhando um caminho de autonomia. “Os produtos da 5hub continuarão com vida própria e poderão ser comercializados independentemente do nosso CRM de Vendas. E vice-versa. Nada muda com a ampla rede de integrações que foi formada até aqui, que seguirá em expansão”, pontua Fausto Reichert, Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun, que totaliza mais de 500 parceiros homologados, inclusive outros players de conversational commerce.

O processo de integração entre os times já está em andamento e deve ser concluído até o final do ano. A equipe da 5hub será absorvida, e os sócios-fundadores Sandro Wegner, Matheus Rosa e Jonas Schen seguirão na operação. “Temos diversas vagas abertas na PipeRun e dificuldade de preenchê-las, um fenômeno que muitas operações de tecnologia estão enfrentando. Com a chegada do time da 5hub, contaremos com o reforço de 15 profissionais altamente especializados. Isso agrega muito”, diz Fausto Reichert, acrescentando que o escritório de Caxias do Sul da adquirida será ampliado, buscando atender os clientes de ambas as companhias na Serra Gaúcha. “Estamos construindo uma transição suave para todos. Muito mais do que empresas de software, somos empresas de gente”, complementa.

Essa é a primeira ação de M&A da PipeRun, que foi listada no ranking Exame Negócios em Expansão entre as empresas de pequeno e médio porte que mais cresceram em receita líquida no Brasil entre 2020 e 2021. Desde sua fundação, em 2017, a salestech optou pelo caminho do bootstrapping, contando apenas com recursos próprios. “Até aqui, nosso crescimento foi totalmente orgânico. Com essa aquisição, agregamos um novo componente à nossa trajetória de expansão. Vamos consolidar esse modelo. E já temos no nosso pipeline outras oportunidades de compra”, conclui o CEO Cezar Augusto Gehm Filho.

Juntas, as empresas de CRM e conversational commerce somarão 90 profissionais e faturamento anual recorrente de R$ 12,5 milhões

PipeRun compra 5hub e incorpora atendimento em múltiplos canais

Juntas, as empresas de CRM e conversational commerce somarão 90 profissionais e faturamento anual recorrente de R$ 12,5 milhões

Fausto Reichert (à esq) e Cezar Augusto Gehm, CRO e CEO da PipeRun, e Sandro Wegner, CEO da 5hub. Na frente: Jonas Schen (à esq) e Matheus Rosa, CTO e CIO da 5Hub, e Osvaldo Gehm, CTO da PipeRun

Mais de 150 milhões de brasileiros usam todos os dias WhatsApp, Telegram, Messenger e Instagram. De olho nas grandes oportunidades de vendas que esses canais oferecem, a PipeRun anunciou, na quinta-feira (13), a compra da 5Hub, startup que atua no mercado de conversational commerce — que é a conversa em tempo real entre marcas e clientes através de diversas plataformas, com uso da tecnologia. Juntas, as companhias vão chegar a 90 profissionais e um faturamento recorrente anual de R$ 12,5 milhões.

Com essa aquisição, a plataforma de aceleração de vendas passa a incorporar a frente de atendimento omnichannel, atuando de ponta a ponta no processo. Com origem em Caxias do Sul (RS) e presença nacional, a 5hub atende mais de 100 grandes empresas, incluindo marcas como Marcopolo, Brinox, Martiplast, Santa Clara, QI Faculdade e Famiglia Valduga. Atua em toda a área de atendimento: da captura de leads e vendas até o pós-vendas com o controle de protocolos e tabulação de dados, contemplando ainda o módulo de pesquisa de satisfação (C-Sat).

CEO da PipeRun, Cezar Augusto Gehm Filho conta que as duas empresas são parceiras desde 2018 e cresceram juntas. “Foi algo natural, que decorreu da nossa proximidade. Unidos, vamos conseguir ter uma oferta mais completa ao mercado, que é gigantesco. Aceleração de vendas e atendimento omnichannel estão altamente relacionados”, destaca Cezar, que lidera a salestech ao lado dos sócios Osvaldo Gehm e Fausto Reichert. A startup registra expansão de 500% na receita recorrente mensal desde 2019 e deve dobrar, mais uma vez, de tamanho em 2022.

Complementaridade e sinergia
À frente da 5hub, o CEO Sandro Wegner ressalta que há uma identidade clara entre as duas startups. “Nós nos conhecemos há um bom tempo e temos uma sinergia grande de valores e de cultura. Nossa empresa lançou algo praticamente inédito há dois anos, respondendo a uma dor de muitas companhias: uma ferramenta que unifica o atendimento de vários canais. Deu certo, e logo conquistamos clientes importantes e conseguimos dobrar de tamanho a cada seis meses”, afirma, detalhando que a plataforma integra WhatsApp, Messenger, Instagram, e-mail, telefonia por voz, SMS, chatbot e Telegram. Recentemente, ficou no top 10 das melhores startups do Brasil do Sebrae Like a Boss, que contou com mais de quatro mil inscritos. Além disso, integra o programa de inovação do Instituto Hélice.

Segundo Wegner, a expansão dos negócios ocorre devido a uma questão de mercado que tem gerado preocupação às empresas. “O nicho de conversational commerce cresce em ritmo acelerado. Não estar disponível nos canais de comunicação que os leads e clientes preferem virou uma falha grave para as marcas brasileiras. Não é mais admissível”, analisa o CEO da 5hub, revelando que novas funcionalidades serão anunciadas em breve, a partir da realização de investimentos. Com o suporte da PipeRun, os upgrades nos produtos também serão mais rápidos.

Integração com independência
Os executivos deixam claro que, mesmo com a aquisição, cada startup seguirá trilhando um caminho de autonomia. “Os produtos da 5hub continuarão com vida própria e poderão ser comercializados independentemente do nosso CRM de Vendas. E vice-versa. Nada muda com a ampla rede de integrações que foi formada até aqui, que seguirá em expansão”, pontua Fausto Reichert, Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun, que totaliza mais de 500 parceiros homologados, inclusive outros players de conversational commerce.

O processo de integração entre os times já está em andamento e deve ser concluído até o final do ano. A equipe da 5hub será absorvida, e os sócios-fundadores Sandro Wegner, Matheus Rosa e Jonas Schen seguirão na operação. “Temos diversas vagas abertas na PipeRun e dificuldade de preenchê-las, um fenômeno que muitas operações de tecnologia estão enfrentando. Com a chegada do time da 5hub, contaremos com o reforço de 15 profissionais altamente especializados. Isso agrega muito”, diz Fausto Reichert, acrescentando que o escritório de Caxias do Sul da adquirida será ampliado, buscando atender os clientes de ambas as companhias na Serra Gaúcha. “Estamos construindo uma transição suave para todos. Muito mais do que empresas de software, somos empresas de gente”, complementa.

Essa é a primeira ação de M&A da PipeRun, que foi listada no ranking Exame Negócios em Expansão entre as empresas de pequeno e médio porte que mais cresceram em receita líquida no Brasil entre 2020 e 2021. Desde sua fundação, em 2017, a salestech optou pelo caminho do bootstrapping, contando apenas com recursos próprios. “Até aqui, nosso crescimento foi totalmente orgânico. Com essa aquisição, agregamos um novo componente à nossa trajetória de expansão. Vamos consolidar esse modelo. E já temos no nosso pipeline outras oportunidades de compra”, conclui o CEO Cezar Augusto Gehm Filho.

Juntas, as empresas de CRM e conversational commerce somarão 90 profissionais e faturamento anual recorrente de R$ 12,5 milhões

Otimismo do comerciante retoma nível pré-pandemia

Confiança dos varejistas cresceu em outubro

Indicador foi impulsionado pelo desempenho atual da economia e expectativas para o último trimestre do ano

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 129,7 pontos, o que representa um avanço de 0,7% em outubro, com ajuste sazonal, após dois meses de queda. A alta levou o otimismo dos varejistas a superar em 1,3 ponto o nível de antes da pandemia (que era de 128,4 pontos em março de 2020), o que demonstra completa recuperação do indicador dos efeitos negativos da crise sanitária. Em relação a outubro de 2021, a confiança aumentou 8,8%, com destaque para a avaliação do desempenho atual da economia, que teve crescimento de 18,4%. A percepção dos comerciantes sobre o desempenho da atividade econômica atingiu 104,5 pontos, avançando 3,8% no mês, percentual que levou esse indicador à zona de otimismo pela primeira vez desde março de 2020.

A CNC avalia que a confiança dos empresários varejistas é diretamente conectada à Intenção de Consumo das Famílias (ICF), pesquisa apurada pela CNC que apontou, em outubro, crescimento de 2,1%, em relação a setembro, e teve o nono mês consecutivo de aumento. Para a entidade, a combinação entre a queda da inflação e as transferências de renda tem favorecido o poder de compra dos consumidores, que estão mais satisfeitos com o nível de consumo e mais dispostos a consumir nos próximos meses, o que naturalmente impulsiona a confiança do varejo nacional. Segundo a CNC, esses fatores se aliam à previsão de 2,1% de aumento das vendas de fim de ano e à consequente necessidade de mais contratações de trabalhadores temporários – que devem superar os números de 2013.

Queda da avaliação do cenário atual
A avaliação das condições atuais do comércio caiu, entre setembro e outubro, 0,4%, com a performance negativa das vendas no varejo, apurada nos meses recentes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O volume de vendas reduziu 0,1% em agosto, com desempenho heterogêneo dos segmentos do comércio. Os dados de arrecadação do ICMS nos estados, em setembro, também corroboram o menor dinamismo das vendas do comércio”, analisa a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira. Conforme ela, a deflação registrada desde julho desafoga os rendimentos dos consumidores, mas ainda não foi sentida nos resultados das vendas de agosto, por exemplo.

Segundo a economista, outros obstáculos são o nível de endividamento elevado e a alta dos juros, que seguem desafiando a gestão dos orçamentos das famílias. A mudança de comportamento dos consumidores, que estão retomando o consumo de serviços no lugar de produtos, também explica a moderação do varejo. No entanto, a proximidade das festas de fim de ano, que serão impulsionadas este ano pela Copa do Mundo, já impacta as expectativas para o varejo nos próximos meses. A perspectiva para o comércio no curto prazo avançou 0,6%, com o indicador alcançando 160,9 pontos, o maior nível desde março de 2020.

O calendário de eventos que aumentam mais expressivamente tanto o fluxo de consumidores nas lojas quanto as vendas terá o incremento da Copa do Mundo. Com isso, a intenção de contratação avançou 4,5% em relação a outubro de 2021, embora esteja menor do que em setembro, na série com ajuste sazonal. O indicador está atrás apenas de outubro de 2013, e 82,8% dos varejistas consultados pretendem contratar mais colaboradores, maior proporção desde dezembro de 2013.

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Confiança dos varejistas cresceu em outubro

Tech Road apresenta cidades do Sul no Web Summit Lisboa

Programa foi criado para apresentar ao mundo o potencial para investimentos na região

Delegação apresentou potencialidades do Sul no Web Summit Lisboa

O Tech Road está com um estande no Web Summit Lisboa, o maior evento de tecnologia e inovação do mundo, que acontece até esta sexta-feira em Portugal. O programa reúne as cidades de Caxias do Sul, Curitiba, Florianópolis, Joinville e Porto Alegre e foi criado para apresentar ao mundo o potencial para investimentos na região Sul do Brasil. “Unindo as cidades temos uma envergadura bem maior e mais atratividade para prospectar investimentos no mercado internacional”, afirma Paulo Krauss, diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

“Somente essas cinco cidades têm mais de 21 mil empresas de tecnologia e mais de 3 mil startups. O Sul é a região do Brasil com o maior potencial tecnológico. Trazemos para o Web Summit este portfólio, buscando atrair investimentos e novidades tecnológicas”, pontua o secretário de inovação de Porto Alegre, Luiz Carlos Pinto. “É uma grande iniciativa e terá sempre o apoio do Sebrae”, declarou Bruno Quick, diretor técnico nacional do Sebrae, em visita ao estande do Tech Road. O empresário paranaense Itamir Viola, da Viasoft, vê o Tech Road como grande ferramenta e convoca a iniciativa privada para atuar no programa. “É um programa colaborativo, uma oportunidade para todos”, opinou.

Porto Alegre, Caxias do Sul, Florianópolis, Joinville e Curitiba, somadas, possuem 40 parques tecnológicos e centros de inovação, aproximadamente uma centena de universidades, além de uma população total de mais de 5 milhões de habitantes. Outra vantagem do consórcio entre as cidades é ter a oportunidade de poder trocar experiências em diversos campos da área pública.

O CEO da Next, empresa de mobilidade da Itália, Tommaso Gecchelin, ficou surpreso com as informações sobre o Sul do Brasil. “Os números são impressionantes, certamente vamos colocar a região em nosso radar de novos negócios”, afirmou o empresário, cuja empresa desenvolve ônibus elétricos modulares.

Também participam da delegação do Techoad o secretário do desenvolvimento econômico de Caxias do Sul, Élvio Gianni, e o secretário de Parcerias Público-Privadas do município, Mauricio Batista; o gerente de desenvolvimento econômico de Joinville, Victor Batista; o diretor de relações internacionais de Porto Alegre, Ricardo Sondermann; e o superintendente de inovação de Florianópolis, Marcos Lichtblau.

Programa foi criado para apresentar ao mundo o potencial para investimentos na região

Balança comercial registra superávit de US$ 3,9 bilhões em outubro

Safra de grãos compensou queda nas exportações de ferro

Tanto as importações como as exportações bateram recorde em outubro, desde o início da série histórica, em 1989

O bom desempenho da safra de grãos e a recuperação das exportações de carne fizeram o superávit da balança comercial dobrar em outubro. No mês passado, o país exportou US$ 3,9 bilhões a mais do que importou – alta de 90% em relação ao registrado em outubro do ano passado, de US$ 2 bilhões. Esse é o terceiro melhor resultado para o mês, só perdendo para outubro de 2020 e de 2018.

De janeiro a outubro, a balança comercial acumula superávit de US$ 51,6 bilhões. Isso representa 11,7% a menos que o registrado nos mesmos meses do ano passado. Apesar do recuo, o saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para os dez primeiros meses de 2021, quando o superávit tinha fechado em US$ 58,5 bilhões. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 27,2 bilhões para o exterior e comprou US$ 23,3 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em outubro, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 27,1% em relação a outubro do ano passado, pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior, 19,8% na mesma comparação.

No caso das exportações, o recorde deve-se mais ao aumento dos embarques do que dos preços internacionais das mercadorias e do que do volume comercializado. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média 14,4% na comparação com outubro do ano passado, enquanto os preços médios aumentaram 5,7%. A valorização dos preços das mercadorias vendidas para o exterior poderia ser maior não fosse a queda do minério de ferro, cuja cotação caiu 33,9% na mesma comparação, e por produtos semiacabados de ferro ou de aço, cujo preço recuou 26%, por causa dos lockdown na China, que reduziram a demanda internacional.

Nas importações, a quantidade comprada subiu 6,7%, refletindo a recuperação da economia, mas os preços médios aumentaram em ritmo mais intenso: 11,1%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão mineral e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Com Agência Brasil

Safra de grãos compensou queda nas exportações de ferro

Klabin obtém o melhor resultado de sua história

Ebitda chegou a R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre do ano

Com evolução em todas as linhas de negócio, a receita líquida atingiu R$ 5,4 bilhões

A Klabin registrou o melhor resultado de sua história para um trimestre. O Ebitda ajustado (lucro antes dos juros, impostos, taxas, depreciação e amortização) atingiu R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre de 2022, o que representa um aumento de 20% em relação ao terceiro trimestre de 2021, um novo recorde no indicador para a companhia (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). O volume de vendas no terceiro trimestre de 2022 foi de mais de 1 milhão de toneladas, crescimento de 4% na comparação com o mesmo período de 2021, o resultado está relacionado à estratégica diversificação de produtos e mercados, aliada ao sólido desempenho operacional. O volume do negócio de papéis, que registrou crescimento de 15% no comparativo anual, foi beneficiado pelo volume adicional de Eukaliner® produzido pela MP27 (primeira fase do Projeto Puma II).

A receita líquida da Companhia atingiu R$ 5,4 bilhões entre julho e setembro, representando um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2021. O resultado é consequência do maior volume nas vendas e dos reajustes de preços realizados ao longo dos últimos trimestres em todas as unidades de negócios, como também do efeito positivo do câmbio no período. O ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) dos últimos 12 meses alcançou 19,3%, reforçando a capacidade da Klabin de aliar crescimento e geração de valor aos acionistas nas mais diversas conjunturas. Os resultados recordes alcançados no terceiro trimestre de 2022 consolidam o sucesso do modelo de negócios integrado, diversificado e flexível da Companhia, e reforçam a confiança em sua trajetória de expansão, implementada de forma consistente ao longo dos últimos anos.

No terceiro trimestre, a Klabin investiu R$ 1,6 bilhão em suas operações e em projetos de expansão. Deste montante, R$ 328 milhões foram destinados às operações florestais e R$ 162 milhões foram empregados na continuidade operacional das fábricas. Os investimentos em projetos especiais e expansões no período alcançaram R$ 267 milhões, dando continuidade aos projetos anunciados em junho de 2021, à construção do terminal portuário no Porto em Paranaguá, ao Projeto Horizonte e ao Projeto Figueira. O desembolso total com o Projeto Puma II alcançou R$ 10,3 bilhões até o fim do trimestre, dos quais R$ 934 milhões foram aportados no terceiro trimestre. O avanço físico das obras de construção da segunda máquina de papel do projeto, a MP28, atingiu 65% e o startup está previsto para o segundo trimestre de 2023.

Ebitda chegou a R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre do ano

Cartilha traz medidas de segurança para uso de celulares

Documento também traz dicas sobre descarte seguro

É recomendável bloquear o acesso ao celular ou tablet com uma senha forte

Práticos e multifuncionais, os telefones celulares e tablets conquistaram os consumidores, que passaram a usá-los para trabalhar, estudar, se divertir e para realizar uma ampla gama de atividades, como pagar contas ou simplesmente encomendar algo para comer. A comodidade, contudo, exige cuidados com a segurança dos dados pessoais armazenados nesses dispositivos móveis, já que, nas mãos de pessoas má intencionadas, tais informações podem gerar prejuízos e muita dor de cabeça.

Para orientar as pessoas sobre como proteger seus dados, o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) disponibilizou, esta semana, em seu site, uma publicação com dicas práticas e sugestões quanto ao que se deve levar em conta na hora de comprar, usar, revender ou descartar os dispositivos móveis usados. Gratuito, o fascículo Celulares e Tablets recomenda que os usuários atualizem periodicamente os sistemas operacionais e programas instalados nos aparelhos móveis e que só baixem aplicativos de lojas oficiais. Além disso, é recomendável bloquear o acesso ao celular ou tablet com uma senha forte; evitar fazer transações financeiras ou acessar aplicativos de seu banco usando redes Wi-Fi pública.

Também não é recomendável abrir códigos QR de fontes não confiáveis ou clicar sobre qualquer link, mesmo que este tenha sido enviado por alguém conhecido. Ao se desfazer de um aparelho usado, o proprietário deve verificar se apagou do dispositivo todos os seus dados pessoais, incluindo senhas de acesso automático eventualmente salvas na memória do dispositivo. O fascículo se soma a outras publicações sobre segurança na internet disponíveis na página do Cert.br, como a que trata especificamente do que fazer para evitar maiores prejuízos em caso de furto, roubo ou extravio de celulares, lançada em meados de setembro.

Vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Cert.br também oferece, na internet, vídeos curtos com instruções adicionais sobre segurança e boas práticas no ambiente digital.

Com Agência Brasil

Documento também traz dicas sobre descarte seguro

O futuro repetirá o passado?

Marcas e mascotes são desaposentados

A questão é: em um tempo no qual novidades surgem a todo o momento, vale a pena relançar uma marca?

Mesbla, Telefunken, Gessy e, agora, Lek Trek, mascote da Sadia, voltaram ao mercado depois de longo período de aposentadoria. A primeira, como marketplace digital. A segunda, como fabricante de diversos eletrodomésticos e eletrônicos, exceto os icônicos televisores. A terceira, com o bom e velho sabonete em barra. E o último, ilustrando campanhas publicitárias na Copa do Mundo e no Natal (saiba mais aqui, aqui e também aqui).

A questão é: em um tempo no qual novidades surgem a todo o momento, vale a pena relançar uma marca?

Em tese, sim. E o motivo está na memória do consumidor.

Nossa capacidade de lembrar e reconhecer nomes e identidades visuais é relativamente limitada. E como esse é um pré-requisito importante para definir uma compra, todo atalho é bem-vindo. Recorrer à memória remota do consumidor é um deles.

Claro que, quanto mais tempo entre a desativação de uma marca e sua reabilitação, mais difícil é contar com a lembrança dos consumidores. E mais provável que uma nova geração de shoppers simplesmente a desconheça, tratando-a como novidade.

As matérias sobre Mesbla e Telefunken não citam índices de recall, mas a Gessy revela que, em pesquisa, 30% dos entrevistados lembrou-se dela. Nenhuma marca nova nasceria com tamanha vantagem competitiva.

Outro aspecto importante é a marca retornar para a mesma categoria de produtos no qual se tornou conhecida. É o caso da Gessy, certamente.

É quase o caso da Telefunken, que a despeito de não produzir TVs, conserva-se na linha marrom – sinceramente, não me recordo de vê-la na linha branca.

Mas será o caso da Mesbla, que sumiu do mercado numa época em que nem se falava em internet?

No comércio online, marcas são menos importantes do que uma boa posição nos rankings de buscas, sortimento variado de produtos, preço competitivo e prazo de entrega. Por isso, não sei se o investimento para ressuscitá-la foi uma boa decisão.

De todo modo, fica a lição: marcas devem ser tiradas de circulação de maneira digna e silenciosa. Por mais que em dado momento não sejam merecedoras de atenção ou detentoras de prestígio, são ativos intangíveis aos quais se poderá recorrer no futuro.

Marcas e mascotes são desaposentados

BC norte-americano eleva juros em 0,75 ponto percentual

Este foi o quarto aumento consecutivo feito pelo Federal Reserve

Os membros do Fed afirmam que enxergam que os aumentos contínuos da taxa de juros tendem a ser suficientes para retomar a inflação ao nível de 2% ao ano ao longo do tempo

O Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, anunciou nesta quarta-feira (2) que decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%, em linha com aquilo que era esperado pelo mercado. Este foi o quarto aumento consecutivo desta magnitude e a quinta alta implementada no ano.

“Os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de alimentos e energia e pressões mais amplas sobre os preços”, relatam os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).

“A guerra da Rússia contra a Ucrânia está causando enormes dificuldades humanas e econômicas. A guerra e os eventos relacionados estão criando uma pressão ascendente adicional sobre a inflação e estão pesando sobre a atividade econômica global. O Comitê está altamente atento aos riscos inflacionários”, completam.

Os membros do Fed também afirmam que enxergam que os aumentos contínuos da taxa de juros tendem a ser suficientes para retomar a inflação ao nível de 2% ao ano ao longo do tempo e que levarão em consideração o aperto acumulativo e os atrasos que a política monetária tende a ter na atividade econômica e na inflação. O colegiado declarou que continuará a monitorar de perto os dados macroeconômicos do país, pois estão “altamente atentos aos riscos de inflação”.

Este foi o quarto aumento consecutivo feito pelo Federal Reserve

Aumento de gastos públicos pode elevar expectativa de inflação

Previsão de inflação para 2023 é de 4,8%, acima do teto da meta

Essa foi a segunda vez seguida em que o BC não mexe na Selic, que permanece nesse nível desde agosto

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), alertou que o aumento dos gastos públicos e a incerteza sobre as contas em 2023 podem elevar as expectativas de inflação e informou que retomará o ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, caso o processo de desinflação não transcorra como esperado. Em reunião na semana passada, diante da queda da inflação dos últimos meses, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano.

“O Comitê avalia que o aumento de gastos de forma permanente e a incerteza sobre sua trajetória a partir do próximo ano podem elevar os prêmios de risco do país e as expectativas de inflação à medida que pressionem a demanda agregada e piorem as expectativas sobre a trajetória fiscal. O Comitê reitera que há vários canais pelos quais a política fiscal pode afetar a inflação, incluindo seu efeito sobre a atividade, preços de ativos, grau de incerteza na economia e expectativas de inflação”, revela a ata da última reunião do Copom.

Ao optar pela manutenção da taxa de juros, o colegiado reforçou a necessidade de avaliação, ao longo do tempo, dos impactos acumulados “do intenso e tempestivo ciclo de política monetária já empreendido”. A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a segunda vez seguida em que o BC não mexe na taxa, que permanece nesse nível desde agosto. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

“O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê enfatiza que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”, esclarece a ata. Para o Copom, já são perceptíveis os impactos do aumento dos juros nos dados de crédito e atividade econômica. “Nota-se um impacto nos dados recentes referentes tanto à composição das concessões de crédito para as famílias quanto ao aumento moderado da inadimplência, em parte associados a uma dinâmica na renda real disponível que sugere retração”, avaliam os membros do Copom.

Ainda assim, para o colegiado, a inflação ao consumidor segue elevada, apesar da queda recente e dos efeitos do corte de impostos em itens como combustíveis e energia elétrica. “As divulgações recentes foram fortemente influenciadas pela redução de preços administrados, em função tanto da queda de impostos quanto, em menor medida, das quedas dos preços internacionais de combustíveis. Além disso, itens relacionados a bens industriais, refletindo a queda mais intensa dos preços ao produtor e a distensão das pressões nas cadeias globais de valor, também apresentaram desaceleração. No entanto, os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, que apresentam maior inércia inflacionária, mantêm-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação”, esclarece a ata do Copom.

Inflação
A taxa Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida. Em setembro, houve deflação de 0,29%, o terceiro mês seguido de queda no indicador. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,09% no ano e 7,17% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para decidir sobre a manutenção da Selic, o colegiado estabeleceu um cenário básico para a inflação, com as projeções em 5,8% para 2022, 4,8% para 2023 e 2,9% para 2024. As estimativas para a inflação de preços administrados são de deflação de 3,9% para 2022, e altas de 9,4% para 2023 e de 3,8% para 2024.

O Copom adotou uma hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro de 2022 e “amarela” em dezembro de 2023 e de 2024, além de taxa de câmbio partindo de US$ 5,25 e preço do petróleo seguindo a curva de alta pelos próximos seis meses e aumentando 2% ao ano posteriormente. A previsão para 2022 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2% e o superior de 5%.

Nota-se ainda que o BC elevou a projeção de inflação para 2023 (de 4,6% para 4,8%) em relação à reunião do Copom de setembro. Assim, a entidade também já considera o estouro do teto da meta no próximo ano. Para 2023 e 2024, as metas fixadas são de 3,25% e 3%, respectivamente, também com os intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, para 2023 os limites são 1,75% e 4,75%.

Conjuntura econômica
Para o BC, o cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta figura uma maior persistência das pressões inflacionárias globais. Além disso, há a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e estímulos fiscais adicionais. Entre os riscos de baixa, o Copom destaca uma queda adicional dos preços das commodities [produtos primários] internacionais em moeda local, uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada e a manutenção dos cortes de impostos projetados para serem revertidos em 2023.

Para o Banco Central, no âmbito doméstico, o conjunto de indicadores econômicos continua sinalizando crescimento na margem, ainda que em ritmo mais moderado, e o mercado de trabalho segue se recuperando, mas em menor ritmo do que nos meses anteriores. “Os dados de atividade, que contribuem para a avaliação do grau de ociosidade, indicam um ritmo de crescimento mais moderado na margem. Por um lado, o ímpeto da reabertura da economia no setor de serviços e os estímulos fiscais ainda impulsionam o crescimento do consumo, embora esses impulsos devam arrefecer. Por outro, o impacto da política monetária e suas defasagens aponta para uma redução do ritmo da atividade econômica, que tende a se acentuar nos próximos trimestres”, detalha a ata.

No cenário internacional, o Copom avalia que o “compromisso e a determinação dos bancos centrais em reduzir as pressões inflacionárias e ancorar as expectativas elevam o risco de uma desaceleração global mais pronunciada”. “Houve um ajuste na extensão e na velocidade do ciclo de aperto de política monetária em alguns países avançados, o que provocou um novo aperto de condições financeiras”, destaca o documento. “O aperto das condições financeiras nas principais economias, a continuidade da guerra na Ucrânia, com suas consequências sobre o fornecimento de energia para a Europa, e a manutenção da política de combate à Covid-19 na China reforçam uma perspectiva de desaceleração do crescimento global nos próximos trimestres”, finaliza a ata do Copom.

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Com Agência Brasil

Previsão de inflação para 2023 é de 4,8%, acima do teto da meta

Média de financiamentos de veículos por dia útil atinge maior patamar

Retomada geral, entretanto, ainda depende da redução das taxas de juros

“Os números estão melhorando, como vimos em agosto, período com o maior volume de veículos financiados no ano, com 492 mil unidades e crescimento em todos os segmentos”, observa Cescato

Mesmo com mais uma queda no total de veículos financiados, setembro foi o mês do maior patamar do ano em termos de média de financiamentos por dia útil, com 22,4 mil veículos financiados. No geral, as vendas financiadas de veículos no mês passado somaram 471 mil unidades, entre novos e usados, de acordo com dados da B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa queda de 4,3% em relação a agosto, e de 5,7% na comparação com setembro de 2021.

No segmento de autos leves, a queda foi de 5,1% em relação ao mês anterior. Comparado com setembro de 2021, o número de financiamentos de autos leves caiu 9,4%. Já o financiamento de veículos pesados teve um recuo de 2,4% na comparação com agosto e queda de 5,9%, considerando o mesmo período do ano passado. O segmento de motos registrou uma retração de 2,1% no número de financiamentos em relação a agosto, com 102 mil unidades. Entretanto, na comparação com setembro de 2021, houve crescimento de 8,7%.

“Os números estão melhorando, como vimos em agosto, período com o maior volume de veículos financiados no ano, com 492 mil unidades e crescimento em todos os segmentos. Entretanto, a economia do país ainda está morna e as taxas de juros encarecem o crédito, o que justifica essa queda constante e a demora numa retomada mais expressiva”, explica Marcelo Ciscato, diretor da Alias Tecnologia, fornecedora de soluções tecnológicas para empresas públicas e privadas que atuam no segmento financeiro e de financiamento de veículos.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas financiadas de veículos somaram 4 milhões de unidades. O número representa queda de 9,7% em relação ao mesmo período de 2021, o que equivale a cerca de 400 mil unidades a menos. No mercado desde 2005, a Alias é uma empresa de tecnologia que fornece soluções para agilizar processos eletrônicos de empresas públicas e privadas que atuam no segmento bancário e de financiamento de veículos. O carro-chefe da empresa é o E-Registro, que atende 225 bancos, financeiras e cooperativas de crédito de grande, médio e pequeno porte. Atualmente, o E-Registro está presente em 11 estados: no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Amapá e Acre.

Retomada geral, entretanto, ainda depende da redução das taxas de juros