Archives 2022

MAIORES DO SUL se aproximam do primeiro trilhão em vendas

A maior empresa da região é a Bunge Alimentos, de Santa Catarina, seguida por outra catarinense: a BRF

Juntas, as maiores do Sul faturaram R$ 961,8 bilhões em 2021, 30,4% a mais do que o exercício de 2020

Com mais de três décadas de existência, o ranking 500 MAIORES DO SUL exibe um marco histórico nesta edição: as empresas da região estão próximas de cruzar o limiar do primeiro trilhão em vendas. Juntas, elas faturaram R$ 961,8 bilhões em 2021, 30,4% a mais do que o exercício de 2020. Os resultados das empresas sediadas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul conseguiram elevar seus indicadores de desempenho, como revela o maior ranking regional de empresas do Brasil, lançado por AMANHÃ e PwC Brasil nesta terça-feira (29) em um evento híbrido que também coroou as principais companhias da região. Clique aqui para ver como foi o evento na íntegraQuem mais faturou foi a catarinense Bunge (R$ 68,3 bilhões), que também lidera o ranking como a maior empresa do Sul pela quarta edição consecutiva. Clique aqui para conferir a tabela das 500 MAIORES, das emergentes, como também as cem maiores do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A soma dos patrimônios das 500 alcançou no ano passado R$ 439,5 bilhões, um avanço de 11,5%. Também em 2021, o lucro líquido das 500 cresceu 23,7% para R$ 88,6 bilhões. Itaipu Binacional (R$ 8,8 bilhões), Copel (R$ 5 bilhões) e Sicredi (R$ 4,7 bilhões) figuraram entre os lucros mais vistosos. Em 2021, as companhias da região elevaram suas margens para 13,2%, ante 12% da edição anterior. O prejuízo caiu de R$ 6,2 bilhões para R$ 5 bilhões. Metade dessa cifra negativa foi puxada pela Klabin, que amargou perdas de R$ 2,5 bilhões. Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, a maré vermelha atingiu 51 empresas – duas a menos que no ranking anterior, com base em balanços de 2020.

“Essa é uma parceria histórica entre AMANHÃ e PwC Brasil que criou de forma inédita o Valor Ponderado de Grandeza, que é a soma do patrimônio, vendas e o resultado das empresas. Também revelamos as 500 emergentes, formando 1 mil companhias na lista, que dá um cenário histórico de muitas delas que estão há mais de 30 anos no ranking”, assinala Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ.

“O ranking 500 MAIORES DO SUL é um retrato da economia e do cenário corporativo da região e baseia diversas estratégias empresariais todo o ano. Em nossa análise de balanços de empresas para elaboração do ranking, pudemos perceber que há uma maior conscientização das empresas de que a transparência de informações é importante não só para os acionistas, mas também para a sociedade. O país também tem se mostrado promissor para as novatas da inovação, inclusive aquelas dedicadas ao campo, as agtechs, com praças particularmente adiantadas nesse processo”, assinala Carlos Peres, sócio e líder da PwC Brasil na região Sul.

“O método utilizado para desenvolver o ranking é exclusivo e avalia os dados das empresas de modo a demonstrar não apenas o destaque financeiro, mas apresenta informações relevantes sobre capital próprio, níveis de endividamento e faturamento. Nesta edição ficou bastante claro que a captação de recursos passa pela confiança gerada por sólidos mecanismos de governança, que representa um importante diferencial na competição por investimentos. A edição deste ano também mostra a pujança do agronegócio paranaense, catarinense e gaúcho, que tem se destacado como um vetor crucial do crescimento econômico, expandindo suas vendas e conquistando novos mercados”, detalha Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil.

A maior empresa da região é a Bunge Alimentos, de Santa Catarina, seguida por outra catarinense: a BRF

Edição 2023 do South Summit Brazil é lançada oficialmente no Sul

Evento que reúne entusiastas de tecnologia será realizado de 29 a 31 de março em Porto Alegre

A planta do South Summit 2023 foi apresentada com oito palcos, dois a mais do que na edição passada

De 29 a 31 de março do ano que vem, a capital gaúcha vai receber novamente o evento que reúne startups, empresas, investidores e entusiastas da tecnologia e da inovação, o South Summit Brazil 2023, oficialmente lançado na quarta-feira (23), no espaço Multiverso Experience do Cais Embarcadero. Em maio deste ano, Porto Alegre sediou à beira do Guaíba a primeira edição do South Summit fora da Europa. Entre as novidades, foi apresentada a planta do South Summit, composta por oito palcos, dois a mais do que na edição passada, resultando em 22 mil metros quadrados extras que receberão o ecossistema de empreendedorismo e inovação e cerca de 500 palestrantes nos armazéns do Cais Mauá. Em maio deste ano, durante três dias, cerca de 20 mil pessoas passaram pelo Cais. Além de 8.500 empresas e 3.300 startups apresentando seus negócios e 450 investidores presentes no South Summit Brazil 2022, incluindo 90 fundos (20 internacionais).

A competição de startups, um dos destaques do South Summit, está com as inscrições abertas, e os interessados em participar podem se cadastrar no site oficial do evento. O prazo para o cadastro se encerra em dezembro. Serão aceitos projetos de todo o mundo, de qualquer setor e em qualquer estágio de desenvolvimento. Na última edição do evento no Brasil, participaram mais de 1 mil startups, de 76 países. A competição é uma oportunidade para que as startups possam apresentar seu trabalho em um dos palcos principais do evento, para mais de 700 pessoas e fundos nacionais e internacionais de investidores. Mais de US$ 10 bilhões foram investidos por fundos em startups inscritas na competição nos últimos 10 anos. Para 2023, a previsão é de que mais de 100 fundos estejam presentes.

O CEO do South Summit Brazil, Thiago Ribeiro, destacou a visibilidade e as conexões que os empreendedores encontram no evento. “O South Summit Brazil é um evento global de inovação e que proporciona uma grande plataforma de conexão para os negócios locais, do Brasil e da América Latina. Também não podemos falar do evento sem lembrar do seu impacto direto na economia local, na arrecadação, na rede hoteleira e gastronômica. Neste ano, vai acontecer na semana do aniversário de Porto Alegre, um período simbólico para a capital e o estado”, disse.

Já está aberta a venda dos ingressos para o South Summit Brazil 2023. O primeiro lote ficará disponível no site do evento até 30 de novembro deste ano, com valores a partir de R$ 499, que variam de acordo com a categoria escolhida.

Evento que reúne entusiastas de tecnologia será realizado de 29 a 31 de março em Porto Alegre

Edição 2023 do South Summit Brazil é lançada oficialmente no Sul

Evento que reúne entusiastas de tecnologia será realizado de 29 a 31 de março em Porto Alegre

A planta do South Summit 2023 foi apresentada com oito palcos, dois a mais do que na edição passada

De 29 a 31 de março do ano que vem, a capital gaúcha vai receber novamente o evento que reúne startups, empresas, investidores e entusiastas da tecnologia e da inovação, o South Summit Brazil 2023, oficialmente lançado na quarta-feira (23), no espaço Multiverso Experience do Cais Embarcadero. Em maio deste ano, Porto Alegre sediou à beira do Guaíba a primeira edição do South Summit fora da Europa. Entre as novidades, foi apresentada a planta do South Summit, composta por oito palcos, dois a mais do que na edição passada, resultando em 22 mil metros quadrados extras que receberão o ecossistema de empreendedorismo e inovação e cerca de 500 palestrantes nos armazéns do Cais Mauá. Em maio deste ano, durante três dias, cerca de 20 mil pessoas passaram pelo Cais. Além de 8.500 empresas e 3.300 startups apresentando seus negócios e 450 investidores presentes no South Summit Brazil 2022, incluindo 90 fundos (20 internacionais).

A competição de startups, um dos destaques do South Summit, está com as inscrições abertas, e os interessados em participar podem se cadastrar no site oficial do evento. O prazo para o cadastro se encerra em dezembro. Serão aceitos projetos de todo o mundo, de qualquer setor e em qualquer estágio de desenvolvimento. Na última edição do evento no Brasil, participaram mais de 1 mil startups, de 76 países. A competição é uma oportunidade para que as startups possam apresentar seu trabalho em um dos palcos principais do evento, para mais de 700 pessoas e fundos nacionais e internacionais de investidores. Mais de US$ 10 bilhões foram investidos por fundos em startups inscritas na competição nos últimos 10 anos. Para 2023, a previsão é de que mais de 100 fundos estejam presentes.

O CEO do South Summit Brazil, Thiago Ribeiro, destacou a visibilidade e as conexões que os empreendedores encontram no evento. “O South Summit Brazil é um evento global de inovação e que proporciona uma grande plataforma de conexão para os negócios locais, do Brasil e da América Latina. Também não podemos falar do evento sem lembrar do seu impacto direto na economia local, na arrecadação, na rede hoteleira e gastronômica. Neste ano, vai acontecer na semana do aniversário de Porto Alegre, um período simbólico para a capital e o estado”, disse.

Já está aberta a venda dos ingressos para o South Summit Brazil 2023. O primeiro lote ficará disponível no site do evento até 30 de novembro deste ano, com valores a partir de R$ 499, que variam de acordo com a categoria escolhida.

Evento que reúne entusiastas de tecnologia será realizado de 29 a 31 de março em Porto Alegre

Brasil gera 159 mil empregos formais em outubro

Salário médio de admissão teve queda de 0,38%

No acumulado deste ano, o saldo é de 2.320.252 novos trabalhadores no mercado formal

O Brasil criou 159.454 postos de trabalho em outubro, resultado de 1.789.462 admissões e de 1.630.008 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado deste ano, o saldo é de 2.320.252 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou as estatísticas mensais do emprego formal, o Novo Caged. O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 42.998.607 em outubro, o que representa um aumento de 0,37% em relação ao mês anterior.

No mês passado, o saldo de empregos foi positivo nos quatro dos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com 91.294 postos distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; comércio, com saldo positivo de 49.356 postos; indústria, com 14.891 novos postos, concentrados na indústria de transformação; e construção, com mais 5.348 postos de trabalho gerados. Já o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura fechou 1.435 empregos formais, em razão das sazonalidades da atividade.

De acordo com o ministério, os meses de outubro geralmente não são meses de grande destaque em contratações, são meses que tem sazonalidades, meses de transição para o final do ano, de redução na indústria e aquecimento no comércio. As contratações do comércio começam a aparecer mais fortemente no mês que vem. Em todo o país, o salário médio de admissão em outubro foi de R$ 1.932. Comparado ao mês anterior, houve decréscimo real de R$ 7,28 no salário médio de admissão, uma variação negativa de 0,38%.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego no mês passado, sendo que houve aumento de trabalho formal em 26 das 27 unidades da federação. A queda aconteceu no Amapá, com o fechamento de 499 postos, 0,65% do total do estado, afetado pela sazonalidade da extração mineral. Em termos relativos, os estados com maior variação na criação de empregos em relação ao estoque do mês anterior são Alagoas, com a abertura de 4.335 postos (1,11%); Roraima, que criou 525 vagas (0,75%); e Amazonas, com saldo positivo de 3.463 postos (0,72%).

Em termos absolutos, as unidades da federação com maior saldo no mês passado foram São Paulo, com 60.404 postos (0,46%); Rio Grande do Sul, com 13.853 vagas criadas (0,52%); e Paraná, com a geração de 10.525 postos (0,36%). Já os estados com menor saldo absoluto foram Rondônia, com 617 postos (0,24%); Roraima, com 525 novas vagas (0,75%); e Amapá, que fechou 499 colocações (-0,97%).

Com Agência Brasil

Salário médio de admissão teve queda de 0,38%

Índices de confiança do comércio e serviços caem em novembro

Pesquisa é da Fundação Getulio Vargas

Fatores políticos passaram a ser muito citados como limitadores de melhoria dos negócios nos próximos meses

Os índices de Confiança do Comércio (Icom) e de Serviços (ICS) apresentaram queda em novembro, na comparação com outubro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Icom recuou 10,8 pontos e chegou a 87,2 pontos, em uma escala de 0 a 200, o menor patamar desde abril deste ano (85,9 pontos). A queda da confiança atingiu empresários dos seis segmentos do comércio pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, perdeu 12,6 pontos e caiu para 89,7 pontos. O Índice de Expectativas, que mede a percepção sobre o futuro, recuou 8,6 pontos e atingiu 85,2.

O ICS teve uma queda mais moderada que o Icom na passagem de outubro para novembro: -5,4 pontos. Com o resultado, o ICS chegou a 93,7 pontos, o menor nível desde março deste ano (92,2 pontos). A queda foi influenciada pela piora das avaliações das empresas sobre a situação corrente e, principalmente, das expectativas nos próximos meses. O Índice de Situação Atual caiu 3,1 pontos e foi para 96,9, enquanto o Índice de Expectativas cedeu 7,5 pontos, ficando em 90,7 pontos, menor nível desde abril de 2021 (88,7 pontos).

Segundo o economista da FGV Rodolgo Tobler, apesar do término do período eleitoral, fatores políticos passaram a ser muito citados como limitadores de melhoria dos negócios nos próximos meses, o que eleva a incerteza do cenário no curto prazo e um ambiente macroeconômico delicado em 2023.

Com Agência Brasil

Pesquisa é da Fundação Getulio Vargas

“Cérebro humano ainda é muito melhor do que computadores”, afirma especialista da OCDE

Para Stéphan Vincent-Lancrin, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação

Painel abriu o segundo dia do Radar Reinvenção, promovido pela Fiesc

Ainda que a tecnologia avance a passos largos, o cérebro humano é muito melhor do que computadores, segundo o analista sênior e vice-chefe da divisão de educação e competências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Stéphan Vincent-Lancrin. Ele participou nesta quarta-feira (23) do painel Talentos para o Futuro, do Fórum Radar Reinvenção, promovido pela Academia Fiesc de Negócios, em Florianópolis.

Para o especialista, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação. Ele lembra que o Brasil logo se tornará membro da OCDE e possui iniciativas alinhadas aos demais países-membros. “Grandes mudanças estão ocorrendo no mercado de trabalho, como o surgimento de robôs digitais, que poderão mudar as ocupações. Indústrias estão sendo digitalizadas e uma das consequências disso é a polarização do mercado de trabalho que demanda mais pessoas altamente capacitadas”, analisa Vincent-Lancrin. Segundo ele, isso tem a ver com duas grandes mudanças: aumento das tarefas não-rotineiras e tecnologia mais intensiva. “Em termos de habilidades para o futuro, estamos falando de mais espaço para tarefas mais complexas. Uma das implicações na educação é que muitas das coisas que costumávamos ensinar se tornaram automatizadas”, observa.

Miguel Abuhab, presidente da NeoGrid, abordou as mudanças observadas na sociedade com os avanços tecnológicos. Para o executivo, a tecnologia só faz sentido quando vem eliminar ou reduzir uma restrição. “Temos de entender qual é o poder da tecnologia, qual regra de negócio era utilizada antes da tecnologia e, agora, qual regra pode ser utilizada com aquela restrição que foi eliminada? Sem essa reflexão, de nada vale a tecnologia”, salientou. Abuhab apresentou ainda o Instituto Miguel Abuhab, em Joinville, que visa ensinar a criança a pensar, superar desafios e tomar decisões por si mesma. O programa é destinado a professores da rede municipal e aplicado por voluntários do Instituto.

A diretora-presidente do Centro de Inovação para Educação Brasileira (CIEB), Lucia Dellagnelo, afirmou que talentos são “tesouros que precisamos investir e cuidar. Eles não permanecem preciosos por si mesmos, eles necessitam de cuidado e de investimento constante para que se tornem, ao invés de uma âncora, um grande potencializador do desenvolvimento e da competitividade no estado”. A pesquisadora frisou ainda que o Brasil precisa investir mais no desenvolvimento de capital humano. “O mundo já enxerga o capital humano como um tesouro da economia”, acrescentou, alertando para o fato de o Brasil estar mal posicionado nos principais rankings de competitividade.

Na mesma linha de desenvolvimento de capital humano, Vincent-Lacrin, da OCDE, lembra que “sem pessoas habilidosas e capacitadas, não acontecerá a inovação”. Para o especialista, todos podem contribuir com inovação nos diversos setores, independentemente da formação profissional. “Contribuir para soluções é o que distingue pessoas que têm capacidade de inovar. Pensamento crítico e habilidade para comunicação ampliam as oportunidades profissionais. Além disso, temos que ensinar empreendedorismo e outras habilidades que não fazem parte dos currículos atualmente”, sugere. Evandro Badin, da Junior Achievement, mediou o painel e frisou o paradoxo que existe em Santa Catarina, quando se compara a participação da indústria na geração de riquezas do estado (2° lugar) com a posição que ocupa no ranking de desenvolvimento de capital humano (24ª), de acordo com o Banco Mundial. “Trabalhamos diariamente para desenvolver e fortalecer o capital humano nas nossas organizações e na sociedade”, finalizou Badin.

Para Stéphan Vincent-Lancrin, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação

Juros médios cobrados pelos bancos chega a 42,2% ao ano em outubro

Endividamento das famílias ficou em 49,9% em setembro

Nas novas contratações para empresas, o custo médio do crédito atingiu 23,5% ao ano

A taxa média de juros das concessões de crédito livre teve alta de 10 pontos percentuais nos últimos 12 meses e chegou a 42,4% ao ano em outubro. No mês, o aumento foi de 1,7 ponto percentual, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC). Nas novas contratações para empresas, o custo médio do crédito atingiu 23,5% ao ano, alta de 0,5 ponto percentual no mês e 4,6 pontos percentuais em 12 meses. Nas contratações com as famílias, o custo médio do crédito alcançou 56,6% ao ano, aumento de 2,6 pontos percentuais no mês e 13,4 pontos percentuais em 12 meses.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 10,8% ao ano em outubro, variação positiva de 0,1 ponto percentual no mês e alta de 3,1 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa subiu 0,4 ponto percentual no mês e caiu 1 ponto percentual em 12 meses, indo para 9,8% ao ano. Assim, a taxa média no crédito direcionado chegou a 10,6% ao ano, alta de 0,2 ponto percentual no mês e de 2,1 pontos percentuais em 12 meses.

A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em seu maior nível desde janeiro de 2017, em 13,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Em março do ano passado, o BC iniciou um ciclo de aperto monetário, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Em outubro, a inflação subiu 0,59%, após três meses de deflação. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,7% no ano e 6,47% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, também teve aumento de 1,17%.

A entidade avalia que a alta na Selic tem sido repassada para as taxas finais de diferentes modalidades de crédito e não descarta a possibilidade de novos aumentos caso a inflação não caia como o esperado. A elevação da taxa básica ajuda a controlar a inflação porque causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.

Cartão de crédito
Para pessoas físicas, o destaque do mês foi para o cartão de crédito, cujas taxas tiveram alta de 5,2 pontos percentuais no mês e 30,4 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 95% ao ano. No crédito rotativo, que é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias, houve alta de 8,8 pontos percentuais em outubro e aumento de 57,3 pontos percentuais em 12 meses, indo para 399,5% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso do cartão parcelado, os juros caíram 1,1 ponto percentual no mês e subiram 11,9 pontos percentuais em 12 meses, para 184,5% ao ano.

No cheque especial, o aumento foi de 1,8 ponto percentual em outubro e de 4,3 pontos percentuais em 12 meses, indo para 132,5% ao ano. Já o crédito consignado teve elevação de 2,2 pontos percentuais no mês e 7,9 pontos percentuais em 12 meses (27,6%). E os juros do crédito pessoal não consignado subiram 1,9 pontos percentuais no mês de outubro e variaram 0,1 ponto percentual para baixo em 12 meses (83,5% ao ano).

Alta das contratações
Mesmo com a manutenção dos juros em alta, em outubro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,2 trilhões, com aumento de 1% em relação a setembro. O resultado refletiu, a redução de 0,1% no saldo das operações de crédito pactuadas com pessoas jurídicas (R$ 2 trilhões) e o aumento de 1,8% no de pessoas físicas (R$ 3,1 trilhões). Nas comparações com iguais períodos do ano anterior, o incremento no volume de crédito evidenciou desaceleração ao passar de 16,4% em setembro para 15,8% em outubro. Por segmento de crédito, o BC observou arrefecimento tanto no crescimento interanual do volume de crédito para empresas, que passou de 11,5% para 10,4%, quanto no destinado às famílias, 20,1% para 19,7%, na mesma ordem.

O saldo do crédito correspondeu a 54,9% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços que o país produz. O crédito ampliado ao setor não financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos independentemente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) alcançou R$ 14,568 trilhões, crescendo 1,5% no mês e 10,8% em 12 meses.

Endividamento das famílias
De acordo com o BC, a inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) tem se mantido estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, e registrou 3% em outubro. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, está em 5,9% e para pessoas jurídicas em 2%. O endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, ficou em 49,9 em setembro, nível que reflete o aumento das concessões de empréstimos. Houve estabilidade no mês e alta de 2,4% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 31,7% no mês de setembro.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 28,7% em setembro, crescimento de 1% no mês e 3,3% em 12 meses, recorde da série iniciada em janeiro de 2005. Para esses últimos dados, há uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com Agência Brasil

Endividamento das famílias ficou em 49,9% em setembro

China entra no seleto mercado mundial de aviões de grande porte

Estatal Comac entregará em dezembro o primeiro avião C919 para a China Eastern Airlines

Por um bom tempo o avião só poderá ser vendido no próprio país e para alguns vizinhos

Notícia animadora: o Brasil começou, finalmente, a vender milho para a China, com um primeiro embarque em Santos (SP) de 68 mil toneladas, no final de novembro e, possivelmente, outros mais, totalizando (ou ultrapassando) 200 mil toneladas esse ano. Considerando preço FOB de US$ 282 a tonelada, esse primeiro embarque deverá resultar em US$ 19,2 milhões. Um trisco, perto dos US$ 5,1 bilhões que os Estados Unidos (EUA) venderam de milho para a China em 2021. Mas, sabendo-se que em 2018 foram apenas US$ 50 milhões, nada mal para o iniciante. É bem verdade que seguimos vendendo grãos e comprando produtos industrializados, mas o importante nesse momento é que conseguimos ultrapassar a barreira que sempre nos impediu de exportar milho para a China, entramos no seleto clube dos grandes exportadores desse produto, e com isso o domínio dos EUA no mercado mundial de produtos agrícolas (US$ 177 bilhões exportados para o mundo em 2021) será menor, o que significa mais oportunidades para o Brasil, principalmente na Ásia.

Maior compradora mundial de produtos agrícolas, a China também comemora a sua entrada no seleto mercado mundial de aviões de grande porte, ou melhor, no duopólio formado pela Boeing (EUA) e Airbus (Europa) com a entrega, agora em dezembro, do primeiro avião C919 da estatal Comac para a China Eastern Airlines. Para variar, com preço bem menor do que os dos dois concorrentes estrangeiros. Projeto anunciado em 2008, o “aviãozão” chinês com capacidade para até 174 passageiros e autonomia de 4 mil quilômetros (portanto, concorrente direto do AirbusA320neo e do 737 Max) passou por muitos testes, desde 2017, até a sua aprovação, no dia 29 de setembro, pela Administração de Aviação Civil da China (CAAC), decisiva para as primeiras vendas: cinco unidades para a China Eastern, com opção de compra de mais 15, e mais 800 pedidos de 30 empresas e instituições, todas chinesas. Por um bom tempo o avião só poderá ser vendido no próprio país e para alguns vizinhos, por falta do certificado necessário das agências FAA e EASA (norte-americana e europeia), para poder entrar de verdade no mercado mundial da aviação civil.

Tanta demora tem como justificativa a segurança aérea, mas é evidente que o que está em jogo são as dimensões do mercado chinês, que deverá chegar a 10 mil aeronaves na década de 2030, equivalentes a 20% do total mundial na época. Por essa razão também há pesadas pressões sobre as fornecedoras estrangeiras de partes decisivas do C919, impossibilitando a sua produção em grande escala nos próximos anos. Se soubessem jogar “mahjong”, os executivos dessas empresas adotariam outra postura com a China, porque não será tentando estrangular a produção do C919 que conseguirão impedir sua entrada no mercado mundial. A Boeing que o diga: em 2021 entregou apenas três aviões para a China, em 2022 somente uma aeronave, e, em julho, perdeu para a Airbus uma encomenda de 292 aviões, comprados pela Air China, China Eastern, China Southern e Shenzhen Airlines. Uma decisão política, muito mais que comercial. Afinal de contas, o governo Trump exigiu que a China comprasse mais produtos agropecuários dos EUA, e ela fez isso, passando de US$ 9,2 bilhões, em 2018, para US$ 33 bilhões em 2021. Mais produtos agropecuários, menos aviões da Boeing.

Estatal Comac entregará em dezembro o primeiro avião C919 para a China Eastern Airlines

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 5,91%

Previsão para o PIB também variou para 2,81% em 2022

Em outubro, a inflação subiu 0,59%, após três meses de deflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,88% para 5,91% para este ano. A estimativa consta do Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A previsão para 2022 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2% e o superior de 5%. Em outubro, a inflação subiu 0,59%, após três meses de deflação. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,7% no ano e 6,47% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, também teve aumento de 1,17%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar. Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano nos mesmos 13,75%. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano também variou, de 2,8% para 2,81%. A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,27 para o final deste ano.

Com Agência Brasil

Previsão para o PIB também variou para 2,81% em 2022

Elon Musk diz que criará smartphone ‘alternativo’ se Twitter for retirado das lojas do Google e Apple

Diante da possibilidade de Google e Apple removerem o Twitter de suas lojas de aplicativos, o chefe do Twitter disse que tem um plano para a situação.

Além das demissões em massa, que reduziram a força de trabalho do Twitter em 75% globalmente, Musk também tomou algumas decisões polêmicas, como reativar a conta do ex-presidente americano Donald Trump.

Respondendo a um comentário de um usuário na rede social, Musk revelou que poderia começar a construir um smartphone se necessário, mas gostaria de não precisar.

A comentarista política Liz Wheeler tuitou no Twitter:

“Se a Apple e o Google chutarem Twitter de suas lojas de aplicativos, @elonmusk deveria produzir seu próprio smartphone. Metade do país ficaria feliz em abandonar o iPhone e o Android bisbilhoteiros e tendenciosos. O homem constrói foguetes para Marte, um pequeno smartphone bobo deve ser fácil, certo?”.

Elon Musk respondeu: “Certamente espero que não chegue a isso, mas, sim, se não houver outra escolha, farei um telefone alternativo”.

I certainly hope it does not come to that, but, yes, if there is no other choice, I will make an alternative phone

— Elon Musk (@elonmusk) November 25, 2022

Não está claro qual será o smartphone substituto, se é baseado no Android ou outra plataforma proprietária.

Tesla Model Pi, o celular da Tesla

Rumores da indústria apontam que a Tesla vem planejando um smartphone e o dispositivo teria como diferencial a possibilidade de se conectar a outros produtos controlados por Musk como a a rede de satélites Starlink, Solar City e Neuralink.

Tesla Pi seria o primeiro smartphone a ter a capacidade de navegar na web de qualquer lugar do mundo e também poderia ser usado por astronautas na Lua e em Marte usando a constelação de antenas da Starlink que estão distribuídas ao redor da Terra.

O smartphone da Tesla também funcionaria a partir de painel solar nas traseira, fabricado pela empresa Solar City, que permitirá carregar a bateria com uma simples exposição ao sol, acabando com a necessidade de ter um carregador o tempo todo. 

Musk também poderia tirar proveito de sua startup Neuralink para fornecer uma interface que conectaria o cérebro do usuário com o telefone, uma função que facilitaria o manuseio por pessoas com dificuldades neurológicas.

Antonio de Rosa, um dos designers de produto da Apple, estaria a frente do projeto como responsável pelo design do Tesla Model Pi. Em supostos materiais de imprensa que correm pela web, o telefone poderia ter características futuristas (imagem que ilustra este post).

Falando um pouco mais dos aspectos técnicos, o modelo pode ter uma tela seria de 6,5 polegadas com resolução de máxima de 4.000 pixels e as câmeras na parte traseira, destacando a possibilidade de tirar fotos de alta qualidade, mesmo com pouca luz.

Sob o capô, o Tesla Model Pi pode vir a armazenar até 2 terabytes e processador Snapdragon com um dos “melhores desempenhos do mercado”. Informações sobre o sistema operacional são desconhecidas no momento.

Por fim, e obviamente, deverá ter funções específicas para vincular o Tesla Pi com os já os carros elétricos da Tesla. 

A expectativa de muitos entusiastas do Model Pi apontam que o lançamento estaria previsto para 2023 e custaria em torno de US$ 1.000.

Diante da possibilidade de Google e Apple removerem o Twitter de suas lojas de aplicativos, o chefe do…

Otimismo do comerciante atinge maior nível desde 2011

Economia atual favorável, Copa do Mundo, Black Friday e Natal contribuem para o cenário 

A expectativa da CNC é que a Black Friday movimente R$ 4,2 bilhões, o maior faturamento desde 2010, enquanto a Copa deve ser responsável pelo incremento de R$ 1,5 bilhão no varejo

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) avançou pelo segundo mês consecutivo, com alta de 0,8% em novembro, considerando o reajuste sazonal. Na comparação com 2021, o aumento foi ainda mais expressivo, de 10,9%. O indicador, que chegou a 131,9 pontos, é o maior da série histórica, iniciada em 2011. O Icec é apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Tanto no comparativo com o mês anterior quanto em relação a novembro de 2021, o destaque foi a avaliação da condição do desempenho atual da economia (em que o otimismo aumentou 4,8% e 33,8%, respectivamente), com a maior pontuação, 109,1 pontos, desde março de 2020, mês que demarcou o início da pandemia.

“O fim de ano é, tradicionalmente, um momento de boas expectativas para o varejo. Em 2022, há uma condição especial e inédita que é a conjugação das intenções de compra para a Black Friday e o Natal com a realização da Copa do Mundo do Catar”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Segundo ele, esse impulso adicional, a economia atual favorável e a previsão do pagamento da primeira parcela do 13º salário reforçaram a confiança do empresário do comércio brasileiro.

A expectativa da CNC é que a Black Friday movimente R$ 4,2 bilhões, o maior faturamento desde 2010, enquanto a Copa deve ser responsável pelo incremento de R$ 1,5 bilhão no varejo.

Intenção de contratação recorde 

Do total de comerciantes pesquisados, 85,2% apontaram que vão aumentar a contratação de funcionários neste fim de ano. Essa é a maior proporção desde o início da apuração do Icec, em 2011. No comparativo mensal, o indicador teve uma alta de 0,2%, após três meses de queda, o que resultou no maior nível histórico: 144 pontos.

“A chegada das festas de fim de ano e o desempenho mais favorável da economia e do comércio estão incentivando as intenções de investir para absorver funcionários e estimular o consumo”, aponta a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva.

Segundo estatísticas da Confederação, o Natal deve levar à contratação de 109,4 mil trabalhadores temporários, o maior volume em nove anos. Destes, espera-se que 11% sejam efetivados.

Otimismo sobre situação geral do comércio em alta 

Em linha com a evolução positiva do varejo em setembro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a avaliação dos empresários em relação à situação atual do comércio voltou a melhorar no penúltimo mês do ano, com alta de 2%, após quedas nos três meses anteriores. O comerciante do segmento de supermercados, farmácias e lojas de cosméticos foi o mais otimista em novembro, com alta de 4,4% no indicador.

Segundo a economista Catarina Carneiro da Silva, as deflações entre julho e setembro melhoraram o poder de compra dos consumidores e, consequentemente, as vendas no comércio. De acordo com a economista, em setembro, houve 0,51% de deflação no grupo de alimentação e bebidas, itens de grande peso na cesta de consumo da população. Apesar de em outubro a inflação neste grupo ter registrado aumento de 0,72%, o resultado acumulado em 12 meses desacelerou em 0,50 ponto percentual.

Vendas animam setor de roupas e calçados 

Os comerciantes do segmento de vestuário, tecidos e calçados continuam os mais satisfeitos com o nível de atividade do setor. O indicador chegou a 120,3 pontos, marcando a sétima alta mensal seguida. “Essa dinâmica acontece pela necessidade que os consumidores têm, neste momento, de roupas e calçados novos para a retomada dos eventos sociais de fim de ano, o que deve ser incentivado pela Copa do Mundo”, explica Catarina Carneiro da Silva.

Uma sondagem especial feita pela CNC com 18 mil consumidores em todas as capitais e no Distrito Federal revelou que 36% dos brasileiros pretendem comprar itens relacionados com o Mundial de Futebol, uma alta de 12 pontos percentuais em relação ao Campeonato de 2018. Os preferidos são os artigos de vestuário temático, indicados por 14,9% dos entrevistados.

Economia atual favorável, Copa do Mundo, Black Friday e Natal contribuem para o cenário 

Dados de 500 milhões de usuários do WhatsApp à venda

Um base de quase 500 milhões de usuários do WhatsApp foi colocado à venda na semana passada, segundo jornalista do Cybernews.

Neste pacote gigantesco de dados estaeriam telefone clonados de usuários de 84 países, com o Brasil inserido na lista com 8 milhões de dados vazados.

As informações sobre os usuários do WhatsApp podem ser obtidas coletando informações em escala, também conhecidas como scraping, que violam os Termos de Serviço do WhatsApp.

De acordo com a Kaspersky, ter o número de telefone de uma potencial vítima aumenta significativamente a oportunidade de um ataque bem-sucedido, já que a maioria dos serviços on-line exige a inserção de um número de telefone junto com outros dados pessoais: nome, endereço de e-mail e até detalhes do cartão.

“Uma vez que esses dados acabam em mãos não confiáveis, os fraudadores podem lançar vários tipos de ataques, desde chamadas de spam até phishing de voz, chamados vishing. Doxing, cyberbullying, chantagem e extorsão também estão entre as potenciais ciberameaças que as vítimas podem enfrentar”, diz a companhia.

Apesar de ser uma especulação, é comum que grandes quantidades de dados publicados online acabam sendo obtidos por coleta de informações em escala.

O Brasil é o maior alvo de phishing no mundo e isto indica que o golpe ainda é muito efetivo. É muito fácil verificar se um número está usando o WhatsApp ou não, e acredito que o maior risco agora são os golpes de phishing direcionados, além de possíveis ataques de SIM swap. Em vez de fazer golpes genéricos, é possível criar um golpe mais convincente. É muito importante que estas pessoas fiquem alertas e desconfiem de mensagens incomuns recebidas no app”, comenta Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.

Para se manter seguro, a Kaspersky recomenda:

Esconda seus dados de todos, exceto aqueles em sua lista de contatos nas configurações de privacidade do WhatsApp.

Seja cauteloso e preste atenção às chamadas e mensagens de números desconhecidos.

Habilite a autenticação de dois fatores se ela ainda não tiver sido habilitada, para que os fraudadores não possam usar seu número para fins maliciosos.

Nunca abra links suspeitos enviados por ninguém, pois pode haver arquivos maliciosos anexados ou pode levá-lo diretamente a algum conteúdo fraudulento.
Um base de quase 500 milhões de usuários do WhatsApp foi colocado à venda na semana passada, segundo…

Project Zero (do Google) diz que Google e fabricantes falham em atualizações

A equipe do Project Zero do Google alertou esta semana que fabricantes de smartphones, incluindo Samsung, Xiaomi, Oppo e o próprio Google, não haviam implantado patches para corrigir vulnerabilidades recentes.

Os pesquisadores dizem que tratam-se de cinco falhas de segurança identificadas durante os meses de junho e julho em telefones que possuem GPUs do Mali, como aqueles com Exynos SoCs.

Por ser uma vulnerabilidade crítica, poderia permitir que um hacker tenha acesso total a um sistema, pois seria capaz de contornar o modelo de permissões no Android e obter “acesso amplo” aos dados de um usuário. 

“Um desses problemas levou à corrupção da memória do kernel, um levou à divulgação de endereços de memória física para o espaço do usuário e os três restantes levaram a uma condição de uso após a liberação da página física”, escreveu Ian Beer, do Project Zero, em um post de blog.

“Isso permitiria que um invasor continuasse a ler e gravar páginas físicas depois que elas fossem devolvidas ao sistema”.

No entanto, três meses depois que a ARM corrigiu esses problemas, todos os dispositivos testados pela equipe do Project Zero ainda estavam vulneráveis ​​às falhas. 

A equipe do Project Zero do Google alertou esta semana que fabricantes de smartphones, incluindo Samsung, Xiaomi, Oppo e o…

Vendas do Tesouro Direto caem 20,1% em outubro

Apesar de queda, volume foi o segundo maior para o mês

Os investidores estão preferindo papéis de curto prazo

As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somaram R$ 2,8 bilhões em outubro, divulgou o Tesouro Nacional. O volume representa queda de 20,1% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado (R$ 3,5 bilhões), mas está o segundo melhor nível da história para meses de outubro. Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), cuja participação nas vendas atingiu 69,3%. Os títulos vinculados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) corresponderam a 19,1% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 11,6%.

De março de 2021 até agosto deste ano, o Banco Central (BC) elevou a Selic. A taxa, que estava em 2% ao ano, no menor nível da história, saltou para 13,75% ao ano de lá para cá. Os juros altos continuam atraindo o interesse por papeis vinculados aos juros básicos. Pela primeira vez, o estoque total do Tesouro Direto ultrapassou a marca de R$ 100 bilhões. No fim de outubro, o volume de títulos associados ao programa somava R$ 101,2 bilhões, aumento de 1,3% em relação ao mês anterior (R$ 99,8 bilhões) e de 35,8% em relação a outubro do ano passado (R$ 74,5 bilhões). Essa alta ocorreu porque as vendas superaram os resgates em R$ 774,1 milhões no mês passado.

Investidores
Em relação ao número de investidores, 439.537 novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O número total de investidores atingiu 21.600.786. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 52,4%. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 2.102.313, aumento de 23,1% em 12 meses. A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 83,8% do total de 489.507 operações de vendas ocorridas em outubro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 62,9%. O valor médio por operação foi de R$ 5.722,17. Os investidores estão preferindo papéis de curto prazo. As vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representaram 82,1% e aquelas com prazo entre 5 e 10 anos, apenas 5,6% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 12,3% das vendas.

Captação de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa semestral para a B3, a bolsa de valores brasileira, que tem a custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto. A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.

Com Agência Brasil

Apesar de queda, volume foi o segundo maior para o mês

Mutirão nacional permite negociar dívidas até 30 de novembro

Banco Central, Procon e vários órgãos promovem ação conjunta

Bancos oferecem, por exemplo, parcelamentos, descontos no valor da dívida e taxas de juros reduzidas para refinanciamento

Até a próxima quarta-feira (30), consumidores podem negociar dívidas em atraso com condições especiais por meio do Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira. A ação é uma iniciativa conjunta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do Banco Central (BC), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e de Procons de todo o país.

De acordo com a Febraban, instituições participantes do mutirão oferecem, por exemplo, parcelamentos, descontos no valor da dívida e taxas de juros reduzidas para refinanciamento. Podem ser negociadas dívidas no cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e nas demais modalidades de crédito que estejam em atraso e não possuam bens dados em garantia.

Como participar
Quem tem interesse em participar deve acessar a página do mutirão. Lá, e possível acessar o Registrato, sistema do Banco Central que leva à lista de dívidas em nome do consumidor.

As dívidas, segundo a Febraban, podem ser negociadas diretamente com o banco ou por meio do Portal ConsumidorGovBr. Os interessados devem apresentar uma proposta de negociação à instituição credora. O banco tem até 10 dias para analisar a solicitação e apresentar uma resposta.

Entre 2020 e 2022, por meio de iniciativas como esta, mais de 22 milhões de contratos em atraso foram repactuados, superando R$ 1,1 trilhão de saldo negociado. Na edição mais recente do mutirão, que durou 25 dias – de 7 a 31 de março –, 1,7 milhão de contratos foram renegociados.

Com Agência Brasil

Banco Central, Procon e vários órgãos promovem ação conjunta