Archives Outubro 2022

O mapa político do Sul após o primeiro turno das eleições

Paraná reelege Ratinho Júnior e pratica voto pró-Lava Jato. SC e RS terão segundo turno

Santa Catarina e Rio Grande do Sul terão segundo turno no final de outubro

Os candidatos alinhados ao presidente Jair Bolsonaro preponderaram na disputa pelos governos dos três Estados da região, com a reeleição de Ratinho Junior (veja detalhes aqui) e as vantagens conseguidas por Onyx Lorenzoni no Rio Grande do Sul (confira a reportagem aqui) e Jorginho Mello em Santa Catarina (leia aqui) sobre os seus adversários na largada para o segundo turno.

No Paraná, O ex-juiz federal e ex-ministro Sérgio Moro (União Brasil) foi eleito senador com 33,5% dos votos válidos – pelo menos 1,9 milhão, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Deltan Dallagnol (Podemos), ex-coordenador da Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF), foi o deputado federal mais votado do Paraná, com mais de 344 mil votos. Jorge Seif (PL) elegeu-se como senador por Santa Catarina. Ele tem 45 anos e é formado em administração de empresas e marketing pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Empresário do setor pesqueiro, em 2019 foi nomeado secretário especial de Aquicultura e Pesca por Bolsonaro. Deixou o cargo para candidatar-se ao Senado.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), elegeu-se senador pelo Rio Grande do Sul. Ele nasceu em Porto Alegre, tem 71 anos e é general da reserva do Exército, no qual ingressou em fevereiro de 1972, na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Durante sua vida militar, foi instrutor Aman, cumpriu missão de paz em Angola e foi adido militar na Venezuela. Comandou o 27° Grupo de Artilharia de Campanha em Ijuí (RS), a 2ª Brigada de Infantaria de Selva em São Gabriel da Cachoeira (AM) e a 6ª Divisão de Exército, em Porto Alegre. Foi vice-chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército e, ao ser promovido ao último posto, foi comandante militar do Sul, entre abril de 2014 e janeiro de 2016. Na sequência, chefiou a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, até dezembro de 2017.

Acompanhe nos gráficos a seguir os números de Lula, Bolsonaro e dos demais candidatos no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Paraná reelege Ratinho Júnior e pratica voto pró-Lava Jato. SC e RS terão segundo turno

Contas públicas têm déficit de R$ 30,2 bilhões em agosto

Dívida bruta atinge 77,5% do PIB

Em agosto, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou déficit primário de R$ 49,7 bilhões ante o déficit de R$ 11 bilhões de agosto de 2021

As contas públicas fecharam o mês de agosto com saldo negativo, resultado, principalmente, do aumento das despesas com pagamentos de precatórios pelo Tesouro Nacional. O setor público consolidado, formado por União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 30,2 bilhões no mês passado, ante superávit primário de R$ 16,7 bilhões em agosto de 2021. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Em 12 meses, encerrados em agosto, as contas acumulam superávit primário de R$ 183,5 bilhões, o que corresponde a 1,9% do PIB. No ano, de janeiro a agosto, há superávit de R$ 120 bilhões, ante resultado positivo de R$ 1,2 bilhão no mesmo período do ano passado. A meta para as contas públicas deste ano, definida na Lei de Diretrizes Orçamentárias, é de déficit primário de R$ 177,5 bilhões para o setor público consolidado. Em 2021, as contas públicas fecharam o ano com superávit primário de R$ 64,7 bilhões, 0,7% do PIB. Foi o primeiro ano de resultados positivos nas contas do setor público, após sete anos de déficit. Em 2020, as contas públicas tiveram déficit primário recorde de R$ 702,9 bilhões, 9,4% do PIB, em razão dos gastos com a pandemia da Covid-19.

Dados isolados
Em agosto, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou déficit primário de R$ 49,7 bilhões ante o déficit de R$ 11 bilhões de agosto de 2021. A explicação são as despesas que cresceram mais que as receitas em agosto. As receitas cresceram 8% em termos reais, por volta de R$ 10 bilhões, puxadas pelo recebimento de dividendos de empresas estatais, que pagaram à União cerca de R$ 6 bilhões. Já as despesas tiveram um aumento maior, de 36%, cerca de R$ 50 bilhões, com contribuição significativa do pagamento de precatórios, no mês, em torno de R$ 25 bilhões. Os precatórios são as dívidas contraídas pelos governos, em todas as esferas, quando são condenados em instância final pela justiça a pagar a pessoas físicas ou jurídicas.

Em agosto, o Tesouro Nacional também pagou R$ 23,9 bilhões referentes ao acordo que extinguiu a dívida de cerca de R$ 24 bilhões da Prefeitura de São Paulo com a União. Em troca, o município encerrou a ação judicial que questionava o controle do aeroporto do Campo de Marte, na capital paulista, que fica sob o domínio do governo federal. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, esse montante impacta os resultados isolados do Governo Central e dos governos municipais, mas quando se olha o setor público consolidado, ele é neutro, já que entra como despesa para um ente e como receita para o outro.

“Essa operação ajuda explicar porque o Governo Central teve um déficit elevado e os governos regionais um superávit. A União recebeu um ativo novo, um bem imóvel, um ativo não financeiro que não entra nas estatísticas de dívida líquida, mas o pagamento desse ativo na forma de diminuição do endividamento fez com que reduzisse outro ativo do Governo Central [a dívida do município de São Paulo]. O impacto no município é o contrário, ele perdeu um ativo não financeiro e reduziu um passivo que era sua dívida com a União”, explicou.

Os gastos com juros ficaram em R$ 35,6 bilhões no mês passado, contra R$ 42,9 bilhões em julho e R$ 46,4 bilhões em agosto de 2021. Segundo Rocha, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro), que, nesse caso contribuíram para a melhora da conta de juros no mês passado. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 5,4 trilhões em agosto, o que corresponde a 58,2% do PIB. Em julho, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 57,8%.

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Com Agência Brasil

Dívida bruta atinge 77,5% do PIB

Paranaense Estruturar acrescenta serviços de imobiliária ao portfólio

Trajetória de 14 anos na construção para venda impulsiona ações no segmento de venda e locação comercial

De acordo com o diretor executivo Sergio Zimmermann, a expansão segue o aquecimento do mercado imobiliário

Com 14 anos de atuação, período em que construiu sob medida e vendeu 250 empreendimentos comerciais, a Estruturar Imóveis Comerciais estreia nova fase e posicionamento de marca. A partir de agora, além dos contratos BTS (built to suit), a Estruturar passa a oferecer também os serviços de administração, venda e locação de imóveis comerciais nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

De acordo com o diretor executivo Sergio Zimmermann, a expansão segue o aquecimento do mercado imobiliário e se consolida como uma oportunidade para quem procura ampliar o patrimônio e obter retorno financeiro na atividade. “Construímos uma trajetória de pioneirismo em Curitiba com o BTS nos segmentos de bancos e farmácias, expandindo para redes de supermercados, fast food e strip malls, o que totaliza um volume de R$ 1 bilhão em investimentos”, diz.

Retorno do investimento e redução da vacância estão entre os grandes atrativos do formato. Nas locações BTS, o contrato é definido antes do investimento e é de longo prazo, de cinco anos a dez anos, com direito à renovação. O negócio é vantajoso para o locador/investidor e para o locatário – geralmente empresas com boa saúde financeira como redes de bancos e farmácias, por exemplo.

Para o investidor, os benefícios vão desde conhecer a taxa de retorno sobre o capital investido, que chega em média a 0,7% a partir do fechamento do negócio, até ter a garantia de receber o aluguel da entrega da obra até o final do prazo contratado. Para o locatário a vantagem é o fato de o locador investir na obra e na aquisição do terreno, quando necessário, além de entregar o imóvel com todas as características e especificidades pré-determinadas para o início da operação do negócio.

Com a diversificação, a Estruturar pretende aumentar a participação de mercado no Paraná em 100%, e 20% nos outros dois estados. A imobiliária oferece uma equipe especializada em BTS, com características e regras específicas, além de mirar o alto retorno financeiro nas locações comerciais de longo prazo. Para isso, diz Zimmermann, implementou uma sistemática própria, capaz de customizar novos contratos comerciais de locação e venda, de acordo com o perfil e metas de negócio de cada cliente. “Oferecemos um portfólio de soluções inovadoras para potencializar negócios, graças à qualificação adquirida com uma série de elementos como a leitura da região, vocação do imóvel e a segurança nas intermediações, além de estratégias para redução de vacância”, acrescenta.

Trajetória de 14 anos na construção para venda impulsiona ações no segmento de venda e locação comercial

A reação do mercado ao resultado das urnas

Como bolsa e dólar reagiram ao impacto das eleições que levaram Lula e Bolsonaro a um segundo turno

Às 11h, o Ibovespa subia 4,03%, aos 114.476 pontos

O Ibovespa abriu em alta nesta segunda-feira, no primeiro pregão após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais (veja mais detalhes aqui). Às 11h, o Ibovespa subia 4,03%, aos 114.476 pontos. No mesmo horário, as ações PN da Petrobras subiam 9,3% e as ON do Banco do Brasil avançavam 8,02%. Ibovespa não apresenta uma valorização acima de 4% desde 25 de maio de 2020. O dólar recuava 3,3%, cotado a R$ 5,21, pela manhã. O resultado mais equilibrado do que as pesquisas indicavam agrada investidores por sinalizar que o vencedor deve buscar mais o centro.

A expectativa é que o resultado do primeiro turno do pleito eleitoral ajude a impulsionar uma descompressão do risco, o que ajudaria a fazer com que o Ibovespa subisse, o real se valorizasse frente ao dólar e os juros caíssem. A tendência é que haja um fechamento (queda dos juros) da curva, ainda que o mercado siga atento ao próximo movimento da Selic – que tende a ser corte entre o terceiro e quarto trimestre de 2023.

O mercado crê que um eventual segundo mandato de Bolsonaro teria o ministro Paulo Guedes como chefe da pasta econômica, como funciona hoje. Por outro lado, há uma expectativa grande com relação ao ministro da economia de um eventual governo Lula. O nome mais cogitado entre agentes financeiros tem sido o de Henrique Meirelles.

Como bolsa e dólar reagiram ao impacto das eleições que levaram Lula e Bolsonaro a um segundo turno

Bancos que se digitalizaram antes da pandemia concederam mais crédito

BC estudou automatização do sistema financeiro

As instituições que se prepararam tecnologicamente, segundo o estudo, conseguiram melhorar de posição no mercado bancário, ao aumentarem a clientela que deixou de ser atendida presencialmente

Os bancos que se digitalizaram antes da pandemia de Covid-19 conseguiram emprestar mais na fase aguda da crise sanitária. A conclusão consta de estudo divulgado pelo Banco Central (BC). De acordo com a pesquisa, que integra o relatório de economia bancária, os bancos que mais investiram em tecnologia da informação conseguiram lidar melhor com o aumento de custos durante a pandemia. As instituições que se prepararam tecnologicamente, segundo o estudo, conseguiram melhorar de posição no mercado bancário, ao aumentarem a clientela que deixou de ser atendida presencialmente.

“Bancos que mais investiram em TI [tecnologia da informação] antes da pandemia conseguem ajustar melhor seus custos locais totais. Adicionalmente, aumentaram relativamente o número de clientes residentes fora da localidade da agência e o volume de concessão de crédito”, destacou o Banco Central. Para o BC, as instituições financeiras que modernizaram os canais digitais de atendimento diminuíram os efeitos do encarecimento do custo marginal após o início da pandemia. “Esse resultado possivelmente se deve a esses bancos possuírem sistemas mais desenvolvidos e canais digitais mais confiáveis, facilitando que suas agências expandissem sua atuação para os mercados de crédito fora de sua localização”, acrescentou o BC.

Segundo o relatório, a expansão do atendimento compensou a alta dos custos de concessão de crédito provocada pela pandemia. “É razoável supor que a flexibilização conferida por investimentos em TI não se limita a custos. Bancos mais digitalizados geram maior conveniência e possibilitam a clientes a manutenção do canal financeiro de forma eletrônica, independentemente da localidade de acesso”, ressaltou a pesquisa. Apesar de a crise sanitária impulsionar a digitalização do sistema financeiro, o BC destacou que esse processo ocorria antes da pandemia. “Com a introdução de medidas de saúde pública desencorajando contatos pessoais, esse processo se acelerou tanto no setor financeiro quanto no real”, concluiu o BC.

No próximo dia 6, o BC divulgará a íntegra do relatório de economia bancária. Ao longo desta semana, o órgão está adiantando boxes de informação, trechos com estudos especiais dentro do documento.

Com Agência Brasil

BC estudou automatização do sistema financeiro

Aumenta número de empresas com regra clara de remuneração dos conselheiros

Levantamento realizado pela PwC Brasil indica que 53% das companhias com ações na Bolsa têm políticas nesse campo

“As práticas com maior evolução em 2022 incluíram política de indicação de membros do conselho, processo anual de avaliação do conselho e seus respectivos comitês”, lista Kieran McManus, sócio da PwC Brasil

Dentre as empresas brasileiras de capital aberto e com ações negociadas na bolsa, cerca de 53% têm política de indicação de membros do conselho e 42% contam com processo anual de avaliação do conselho e seus comitês em 2022. Os dados representam um aumento de 13 e 10 pontos percentuais em relação ao ano anterior, respectivamente, e fazem parte do Informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa – Companhia Abertas, ou simplesmente “Informe de Governança” da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como é mais conhecido.

A PwC Brasil avaliou os informes encaminhados por 420 empresas de capital aberto no Brasil. 70% das empresas afirmaram que suas diretorias têm remuneração fixada por política aprovada pelo conselho de administração e 61% disseram que seus CEOs são avaliados anualmente por processo formal conduzido pelo conselho de administração (alta de 9 e 7 pontos percentuais em relação ao ano anterior, respectivamente).

“Os números revelam que as empresas brasileiras de capital aberto estão com maior aderência a regras mais claras para indicação, avaliação e remuneração de membros do conselho e diretoria”, avalia o sócio da PwC Brasil, Kieran McManus. “As práticas com maior evolução em 2022 incluíram política de indicação de membros do conselho, processo anual de avaliação do conselho e seus respectivos comitês, remuneração da diretoria fixada por política aprovada pelo conselho de administração e avaliação anual dos CEOs por processo formal conduzido pelo conselho”, complementa. Além dessas, as práticas e órgãos de fiscalização, como política e aplicação de gerenciamento de riscos, auditoria interna e reportes da auditoria independente também foram destaques de melhoria em 2022.

Instrução 586
Foi a partir da edição da Instrução 586, em junho de 2017, que o Informe de Governança foi incorporado às normas da CVM. Com o objetivo de elevar o grau de transparência sobre a governança das companhias abertas, todas as empresas com negociação de ações na bolsa de valores são requeridas a publicar, anualmente, essas informações. Isso vem acontecendo desde 2019 para todas as empresas de Categoria A, e essas companhias têm até 7 meses após o fim do exercício social para fazer a divulgação.

O Informe traz consigo os 31 princípios e 54 práticas recomendados pelo Código, e aborda questões críticas, como a estrutura acionária, composição e atribuições do conselho de administração e da diretoria, existência de órgãos internos de fiscalização e controle, além de fatores relacionados à ética e a conflitos de interesse. O Informe também segue o modelo “Pratique ou Explique”, cujo objetivo é permitir que o mercado avalie se as práticas adotadas pelas empresas são adequadas ao seu negócio.

“Neste ano, também foram observados evolução em pontos de destaque sobre práticas e órgãos de fiscalização. Em 2022, 74% das empresas afirmaram adotar política de gerenciamento de riscos aprovada pelo conselho e 64% disseram avaliar, ao menos anualmente, a eficácia dessas políticas”, comenta McManus. “Isso representa, respectivamente, uma adesão de 11 e 6 pontos percentuais acima do que existia em 2021”, explica o sócio da PwC Brasil.

Além disso, 71% das empresas informaram ter auditoria independente reportando-se ao Conselho de Administração por meio de comitê de auditoria (7 pontos percentuais acima de 2021), e 58% reportaram ter uma área de auditoria interna vinculada diretamente ao Conselho (6 pontos percentuais acima do ano anterior). “No entanto, ainda há espaço para evolução em práticas que reflitam o papel do Conselho e dos gestores em relação aos interesses, oportunidades e desafios de longo prazo das companhias”, avalia McManus.

Nesse sentido, o sócio da PwC Brasil explica que o nível de aderência das empresas às práticas propostas é bem abaixo de outros países –como no Reino Unido, por exemplo, onde o regulador local considera que a não aplicação das recomendações deveria ser temporária. Outra diferença é que o Reino Unido revisa seu Código de Governança periodicamente, e incluiu recentemente conceitos de ESG. No Brasil, a Resolução CVM n° 59 definiu a inclusão de certas informações de sustentabilidade no modelo “Pratique ou Explique”, a partir de 2023, diretamente no Formulário de Referência.

Levantamento realizado pela PwC Brasil indica que 53% das companhias com ações na Bolsa têm políticas nesse campo

Mercado financeiro reduz estimativa da inflação para 5,74%

Previsão para o PIB subiu de 2,67% para 2,7%

Em agosto, houve deflação de 0,36%, após queda de 0,68% em julho

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 5,88% para 5,74% para este ano. É a 14ª redução consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2023, a estimativa de inflação ficou em 5%.

A previsão para 2022 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior 5%. Em agosto, houve deflação de 0,36%, após queda de 0,68% em julho. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,39% no ano e 8,73% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para setembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, também teve recuo, de 0,37%.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano nesse patamar. Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa básica caia para 11,25% ao ano. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano de 2,67% para 2,7%. Para 2023, a expectativa para o PIB é de crescimento de 0,53%. A projeção para o dólar manteve-se em R$ 5,20 para o final deste ano. Para o fim de 2023, a previsão é de que a moeda norte-americana fique nesse mesmo patamar.

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Com Agência Brasil

Previsão para o PIB subiu de 2,67% para 2,7%

Engie Soluções vence leilão de PPP de iluminação pública de Curitiba

Projeto foi arrematado por contraprestação mensal de R$ 1,1 milhão

O projeto foi arrematado pelo valor de contraprestação mensal máxima de R$ 1,1 milhão, que representa um deságio de 71,3%

Em um leilão com sete concorrentes, realizado na B3, em São Paulo, a empresa Engie Soluções venceu nesta quarta-feira (28) a concorrência da Parceria Público-Privada (PPP) de iluminação pública de Curitiba (PR). O projeto foi arrematado pelo valor de contraprestação mensal máxima de R$ 1,1 milhão, que representa um deságio de 71,3%. O valor de referência para as propostas foi R$ 3.835.465,28.

O projeto garantirá a modernização da iluminação de 100% dos bairros de Curitiba (PR). Para isso, estão previstos investimentos na ordem de R$ 329 milhões ao longo dos 23 anos do contrato de concessão. Com os investimentos, a expectativa é que, no máximo, 18 meses após o início dos trabalhos, a cidade passe a ter LED na totalidade dos 157 mil pontos de iluminação pública. O projeto prevê ainda a iluminação cênica de 141 locais de importância histórica e cultural, a exemplo do que a cidade já faz em monumentos, igrejas e outros espaços.

O leilão, que concede à iniciativa privada ativos da prefeitura de Curitiba, foi conduzido em parceria com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O diretor de Concessões e Privatizações do banco, Fábio Abrahão, apontou que este é o maior leilão de iluminação pública do ano e que o ativo se insere na carteira de Transformação da Vida das Cidades. “Uma transformação grande que começa através de Curitiba. É um pensamento integrado de mobilidade urbana, de autoridade metropolitana, planejamento conjunto, então, transformar a vida das cidades é transformar o país, é atrair investimento e melhorar a qualidade de vida”, declarou.

O secretário municipal de administração e gestão de pessoal e de TI de Curitiba, Alexandre Jarshel, falou sobre o reconhecimento da cidade de Curitiba no tema do planejamento urbano e que o projeto vai neste sentido. “Vamos levar iluminação de qualidade, com segurança, com segurança no trânsito, com segurança viária, com segurança nas calçadas, com iluminação cênica nos nossos principais monumentos, nos maiores e mais bonitos cartões postais da cidade. Curitiba tem esse selo e a empresa vencedora Engie carregará o selo junto”, disse o secretário.

Tiago Oliveira, diretor de desenvolvimento de negócios da Engie, que tem sede em Florianópolis (SC), destacou que a vitória no leilão será muito importante para a carteira de projetos da empresa. “Temos mais de um milhão de pontos de iluminação pública sob gestão ao redor do mundo. No Brasil, somente sob regime de PPP nós temos mais de 130 mil pontos, sendo 90 mil em Uberlândia e 40 mil no município de Petrolina.”

Com Agência Brasil

Projeto foi arrematado por contraprestação mensal de R$ 1,1 milhão

Aneel mantém bandeira tarifária verde para outubro

Contas de luz ficam sem cobrança extra por sexto mês seguido

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em outubro para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz pelo sexto mês seguido. A conta de luz está sem essas taxas desde o fim da bandeira de escassez hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia.

Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado no fim de junho pela Aneel. Segundo a agência, os aumentos refletiram a inflação e o maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses.

Bandeiras tarifárias
Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Quando a bandeira de escassez hídrica vigorou, de setembro de 2021 a 15 de abril deste ano, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional (SIN) é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Com Agência Brasil

Contas de luz ficam sem cobrança extra por sexto mês seguido

Ratinho Junior é reeleito governador

Roberto Requião ficou em segundo lugar

Nascido em Jandaia do Sul (PR), Carlos Massa Ratinho Junior, 41 anos, é empresário, formado em marketing e pós-graduado em direito

O candidato Ratinho Junior (PSD) foi reeleito para o governo do Paraná. Com 82% das urnas apuradas, o governador foi novamente eleito com 70% dos votos. Roberto Requião (PT) ficou em segundo lugar.

Nascido em Jandaia do Sul (PR), Carlos Massa Ratinho Junior, 41 anos, é empresário, formado em marketing e pós-graduado em direito. Ratinho Junior já foi deputado estadual e deputado federal pelo Paraná, estado do qual foi ainda Secretário de Desenvolvimento Urbano. O atual vice-governador, Darci Piana, 80 anos, também do PSD, segue na chapa.

Com Agência Brasil 

Roberto Requião ficou em segundo lugar

Jorginho Mello e Décio Lima vão ao segundo turno

Pleito será disputado no dia 30 de outubro

Em Santa Catarina haverá segundo turno para as eleições ao governo do estado

Em Santa Catarina haverá segundo turno para as eleições ao governo do estado. Com 99,9% das urnas apuradas, o candidato Jorginho Mello (PL) obteve 38,6% dos votos válidos e Décio Lima (PT) ficou em segundo lugar, com 17,4% dos votos válidos. Foram apurados até agora 99,93% dos votos. Acompanhe, a seguir, a biografia dos candidatos.

Jorginho Mello (PL)
66 anos, nascido na cidade de Ibicaré (SC), foi vereador em Herval d’Oeste (SC), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, governador interino do estado e duas vezes deputado federal. Está no segundo ano de mandato como senador. Formado em direito e estudos sociais, foi gerente e diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). A candidata a vice é a Delegada Marilisa (PL).

Décio Nery de Lima (PT)
61 anos, nascido em Itajaí (SP), está em seu terceiro mandato como deputado federal pelo estado de Santa Catarina. É formado em direito pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e ciências sociais pela Fundação de Ensino do Pólo Geoeducacional do Vale do Itajaí (Fepevi). Foi prefeito de Blumenau (SC). Casou-se com Ana Paula Lima, com quem teve dois filhos. A candidata a vice é Bia Vargas (PSB).

Com Agência Brasil 

Pleito será disputado no dia 30 de outubro

País terá segundo turno nas eleições presidenciais

Com 96,9% de urnas apuradas, Lula tem 47,8% contra 43,7% de Bolsonaro

A diferença entre o primeiro e o segundo colocado não permite mais a resolução da disputa no primeiro turno

Com 96,93% das urnas apuradas, está confirmada a realização de segundo turno entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Lula está à frente, com 47,85% dos votos válidos, tendo virado a corrida quando 70% dos votos haviam sido apurados. Bolsonaro está em segundo, com 43,7%. A diferença entre o primeiro e o segundo colocado não permite mais a resolução da disputa no primeiro turno. Simone Tebet (MDB) aparece em terceiro, com 4,22%. Ciro Gomes (PDT) está em quarto, com 3,05%. Confira, a seguir, a biografia dos candidatos.

Lula (PT)
Nascido em Garanhuns (PE), Luiz Inácio Lula da Silva se mudou ainda criança para o estado de São Paulo. Durante a adolescência, completou um curso de torneiro mecânico em uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e, posteriormente, passou a trabalhar como metalúrgico na cidade de São Bernardo do Campo, quando também começou a se envolver com a atividade sindical.

No final dos anos 1970 e 1980, Lula liderou grandes greves de metalúrgicos da região do ABC paulista. Junto a outros sindicalistas, intelectuais e militantes de movimentos sociais, fundou o Partido dos Trabalhadores (PT). Pela legenda, se tornou deputado da Assembleia Constituinte que aprovou a Constituição de 1988 e foi derrotado nas eleições presidenciais de 1989, de 1994 e de 1998. Foi eleito para o posto mais alto do país em 2002, tendo sido reeleito em 2006. Deixou a Presidência em 2010, sendo sucedido por sua então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que venceu as eleições com o seu apoio.

Em 2017, Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2018, teve a prisão decretada pelo então juiz Sergio Moro. As condenações foram anuladas em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que a 13ª Vara Federal em Curitiba não tinha competência legal para julgar as acusações. O STF também considerou posteriormente que Moro agiu sem a devida imparcialidade no processo.

Aos 76 anos, Luiz Inácio Lula da Silva busca seu terceiro mandato como presidente. O candidato a vice em sua chapa é Geraldo Alckmin (PSB) que foi seu adversário na disputa de 2006. Nascido em Pindamonhangaba (SP), ele tem 68 anos, é médico e professor. Alckmin foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e ocupou os quadros do partido entre 1988 e 2021. Ele também foi constituinte e governou São Paulo em duas ocasiões: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018.

Jair Bolsonaro (PL)
Nascido em 1955 no município de Glicério (SP) e registrado na cidade paulista de Campinas, Jair Messias Bolsonaro formou-se em 1977 na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ). Posteriormente, serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército. Militar reformado, tendo chegado a capitão do Exército, ele é atualmente o 38º presidente do Brasil, cargo que assumiu em 1º de janeiro de 2019. Bolsonaro exerceu sete mandatos de deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1991 e 2018. Antes foi também vereador na capital carioca entre 1989 e 1991.

Três de seus cinco filhos também se embrenharam pela política. Carlos Bolsonaro é vereador na capital carioca, Eduardo Bolsonaro é deputado federal por São Paulo e Flávio Bolsonaro senador pelo Rio de Janeiro. Ao longo de sua trajetória política, Bolsonaro integrou os quadros de nove partidos. Passou por PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP e PSC. Em 2018, foi eleito presidente da República pelo Partido Social Liberal (PSL). Neste ano, candidatou-se à reeleição pelo PL.

O candidato a vice-presidente na chapa é Walter Braga Netto. Tendo alcançado o posto de general do Exército, ele atualmente é militar da reserva. Natural de Belo Horizonte em 1957, Braga Netto chefiou entre fevereiro de 2018 a janeiro de 2019, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Na época, ele era comandante Militar do Leste, posto que ocupou até fevereiro de 2019, quando assumiu a chefia do Estado-Maior do Exército. Como integrante do governo comandado por Bolsonaro, ele foi ministro-chefe da Casa Civil e é atualmente ministro da Defesa.

Com Agência Brasil 

Com 96,9% de urnas apuradas, Lula tem 47,8% contra 43,7% de Bolsonaro

Onyx Lorenzoni e Eduardo Leite vão ao segundo turno

Decisão só saiu com 100% das urnas apuradas

A diferença entre Leite e Edegar Pretto (PT) foi de apenas 2.491 votos

No Rio Grande do Sul haverá segundo turno para as eleições ao governo do estado. Com 100% das urnas apuradas, o candidato Onyx Lorenzoni (PL) obteve37,50% dos votos válidos e o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) ficou em segundo lugar, com 26,81% dos votos válidos. A diferença entre Leite e Edegar Pretto (PT) foi de apenas 2.491 votos. Acompanhe a biografia dos candidatos.

Gaúcho de Porto Alegre, Onyx Lorenzoni, 67 anos, é médico veterinário, foi duas vezes deputado estadual no Rio Grande do Sul e está no quinto mandato como deputado federal. Foi ministro da Casa Civil e do Trabalho e Previdência Social. Concorre a governador pela chapa Republicanos/ Patriota/ Pros/ PL. A vice na chapa é a professora Cláudia Jardim, 40 anos, do mesmo partido.

Eduardo Leite é bacharel em direito pela Universidade Federal de Pelotas. O tucano de 37 anos estudou gestão pública na Universidade de Columbia, nos EUA, e fez mestrado em gestão e políticas públicas na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Foi presidente da Câmara dos Vereadores e prefeito de Pelotas (RS). Em 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul com 33 anos de idade. O vice na chapa, Gabriel Souza (MDB), 38 anos, foi eleito deputado estadual em 2014 e 2018.

Com Agência Brasil 

Decisão só saiu com 100% das urnas apuradas

Grupo Servopa inaugura primeira concessionária BYD em Curitiba

Marca de automóveis elétricos e híbridos é apresentada em endereço com conceito sustentável que deve ser replicado em todas as lojas do grupo até 2025

A loja de Curitiba é a terceira da marca no Brasil (Foto: Daniel Andraski)

O Grupo Servopa inaugurou em Curitiba a primeira concessionária curitibana da montadora chinesa BYD, marca de automóveis premium elétricos e híbridos. Uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo e a terceira marca automotiva mais valiosa, estimada em US$ 113 bilhões, a BYD também produz ônibus, caminhões, empilhadeiras elétricas, painéis solares, acumuladores e baterias automotivas. A loja de Curitiba é a terceira da marca no Brasil. Localizada no bairro Rebouças em um terreno de 2,5 mil metros quadrados, é a mais moderna do conglomerado. O espaço possui energia 100% sustentável, gerada por painéis solares fotovoltaicos, além de carregadores elétricos.

Roger Wolf Pedroso, diretor do grupo, explica que o lançamento da nova concessionária reflete uma forte aposta em inovação. “Nosso objetivo é oferecer qualidade e o que há de mais tecnológico no mercado. A BYD é uma marca gigantesca, que supera a Tesla, e chega ao Grupo Servopa com um produto inovador, com veículos elétricos seguros de altíssima tecnologia embarcada, design e acabamentos de alto nível”, afirma.

Modelos e preços
A empresa oferece dois modelos: o SUV Tan, primeiro de sete lugares 100% elétrico do país, com preço a partir de R$ 519.990, e o Sedan Han, com desempenho esportivo, tração integral e dois motores elétricos que combinados geram 494 cv e 68,4 kgfm de torque. Para outubro estão previstos o BYD Song, híbrido com capacidade de rodar no modo elétrico e gasolina até 1.200Km e o novo BYD YUAN Plus, um SUV menor 100% elétrico, com autonomia para até 450 km a preços atrativos. A marca ainda tem opções para o mercado de serviços, como o D1, um pequeno compacto para cidade, e o T3 furgão de serviço, a partir de R$ 259.900. Além dos automóveis, a concessionária terá placas solares, acumuladores e inversores elétricos da BYD, uma estratégia que visa a oferecer soluções de energia limpa e de rápido retorno financeiro sobre o investimento.

Mercado em expansão
O segmento de carros elétricos e híbridos vem ganhando destaque no Brasil. Relatório da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostra que as vendas destes modelos cresceram 78% no primeiro quadrimestre de 2022, em relação ao mesmo período no ano passado. A adesão do mercado paranaense segue esse movimento. De acordo com Pedroso, a BYD chega para disputar esse setor em expansão com preços competitivos. “Nosso grupo detém o maior número de veículos 100% elétricos comercializados na capital, com marcas como Audi e Volvo. A eletrificação já é uma realidade e deve crescer exponencialmente nos próximos anos. Marcas que representamos já anunciaram que deixarão de produzir veículos a combustão. Com isso, haverá redução dos custos de produção e um aumento ainda maior dos clientes de automóveis elétricos”, aponta.

Marca de automóveis elétricos e híbridos é apresentada em endereço com conceito sustentável que deve ser replicado em todas as lojas do grupo até 2025

Catuaí Shopping Cascavel receberá investimento de R$ 700 milhões

O empreendimento será inaugurado em abril de 2024

Shopping terá mais de 200 lojas, com 27 opções de fast-food, oito restaurantes privativos e cinco salas de cinema

O Grupo Catuaí apresentou na semana passada o projeto das obras do Catuaí Shopping Cascavel. Serão investidos no empreendimento mais de R$ 700 milhões, sendo R$ 400 milhões dos empreendedores e R$ 300 milhões dos lojistas. O shopping terá mais de 65 mil metros quadrados de área construída e mais de 30 mil metros quadrados de área bruta locável. O empreendimento terá mais de 200 lojas, sendo seis lojas âncoras, 14 semiâncoras e megalojas, 27 opções de fast-food, oito restaurantes privativos, praça de alimentação com capacidade para aproximadamente 1,5 mil pessoas, cinco salas de cinema sendo uma Stadium e também outras opções de entretenimento, além de 1.500 vagas de estacionamento. O cronograma de obras está sendo seguido dentro do programado, desde que os trabalhos foram retomados, em janeiro deste ano. A previsão para inauguração é abril de 2024.

O projeto foi atualizado e segue as mais novas tendências do varejo, ao agregar qualidade de vida, lazer, entretenimento, alta gastronomia e experiências inovadoras, aliadas às melhores opções de compras. Todos os detalhes são planejados para bem atender os moradores de Cascavel e mais de 70 municípios num raio de 100 quilômetros de distância, com fluxo mensal estimado em 600 mil pessoas. Quando o shopping estiver em funcionamento, serão abertas duas mil novas vagas de empregos diretos e seis mil indiretos. “Estamos trabalhando para trazer o que há de melhor no varejo de shopping, com as mais desejadas marcas, além de ser a oportunidade ideal aos empresários que desejam investir em franquias. E o resultado de toda essa movimentação são novos negócios que beneficiarão o emprego, renda e desenvolvimento da região”, explica o empresário Alfredo Khouri.

O Grupo Catuaí originou-se no final dos anos 1970, na cidade de Londrina, e atuou em diversas áreas, como shopping centers, construção civil, incorporação imobiliária, varejo e agronegócio. O Grupo possui mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento e gestão de shopping centers e histórico na execução de quatro shoppings no interior do estado, que são: Catuaí Shopping Londrina, Catuaí Shopping Maringá, Londrina Norte Shopping, Catuaí Palladium Foz do Iguaçu e Catuaí Shopping Cascavel, com inauguração em 2024.

O empreendimento será inaugurado em abril de 2024