Archives Junho 2022

STJ decide que planos não são obrigados a cobrir exames fora da lista da ANS

Cabe recurso contra a decisão

A lista de tratamentos obrigatórios da ANS foi criada em 1998 para estabelecer um mínimo de cobertura que não poderia ser negada pelos planos de saúde

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu) que as operadoras de planos de saúde não são obrigadas a cobrir procedimentos médicos que não estão previstos na lista da Agência Nacional de Saúde (ANS). Cabe recurso contra a decisão. A Segunda Seção do STJ entendeu que o rol de procedimentos definidos pela agência é taxativo, ou seja, os usuários não têm direito a exames e tratamentos que estão fora da lista. Por 6 votos a 3, prevaleceu o entendimento do relator, ministro Luís Felipe Salomão, cujo voto foi proferido em sessões anteriores.

Ao definir que o rol é taxativo, o ministro entendeu que haveria um desequilíbrio nos contratos de plano de saúde se alguns usuários obtivessem na Justiça direito a coberturas que outros não têm. Isso afetaria o equilíbrio econômico do sistema de saúde complementar e aumentaria os custos para todos os usuários, segundo o ministro.

A lista de procedimentos e tratamentos obrigatórios da ANS foi criada em 1998 para estabelecer um mínimo de cobertura que não poderia ser negada pelos planos de saúde. O rol vem sendo atualizado desde então para incorporar novas tecnologias e avanços. Desde então, é comum que usuários de plano de saúde busquem na Justiça o direito de as operadoras pagarem por procedimentos ou tratamentos que ainda não estejam previstos no rol da ANS.

Com Agência Brasil

Cabe recurso contra a decisão

Inflação fica em 0,47% em maio

No ano, o indicador acumula alta de 4,78%

No caso dos produtos farmacêuticos, foi autorizado em abril um reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos

A inflação ficou em 0,47% em maio, após ter alcançado 1,06% em abril. No ano, o indicador acumula alta de 4,78% e, nos últimos 12 meses, de 11,73%, abaixo dos 12,13% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2021, a variação havia sido de 0,83%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

Em maio, a maior variação veio do grupo vestuário, com alta de 2,11%. Já o maior impacto veio dos transportes (1,34%), que desaceleraram em relação ao mês anterior (1,91%). No caso dos transportes, a alta foi puxada pelas passagens aéreas (18,33%), que já haviam subido em abril (9,48%), juntamente com os produtos farmacêuticos, que subiram 2,51% e fazem parte do grupo saúde e cuidados pessoais (1,01%).

“Vale fazer uma ressalva de que a coleta das passagens aéreas é feita dois meses antes. Neste caso, os preços das passagens aéreas foram coletados em março para viagens que seriam realizadas em maio. A alta deve-se a dois fatores: elevação dos custos devido ao aumento nos preços dos combustíveis; e pressão de demanda, com o aumento do consumo, após um período de demanda reprimida por serviços, especialmente aqueles prestados às famílias. Isso impacta, também, alimentação fora do domicílio e itens de cuidados pessoais”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

No caso dos produtos farmacêuticos, foi autorizado em abril um reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos. Esse reajuste pode ter sido aplicado pelos varejistas de forma gradual, tendo reflexo no índice tanto em abril quanto em maio, embora a variação tenha sido menor neste último mês. “Mas como o segmento tem peso, acaba impactando bastante”, justifica o gerente do IPCA.

Outro destaque em maio foi a desaceleração do segmento de alimentos e bebidas, que registrou 0,48%, frente à alta de 2,06% em abril. Kislanov explica que produtos que vinham subindo bastante tiveram quedas expressivas em maio, a exemplo do tomate (-23,72%), da cenoura (-24,07%) e da batata-inglesa (-3,94%). Ele observa que existe um componente sazonal porque, normalmente, o início do ano é marcado por preços mais altos dos alimentos devido a questões climáticas.

“Agora começamos o período de outono-inverno que é mais seco e permite aumentar a oferta de alimentos e reduzir os preços. Outro fator é que os preços de alguns alimentos, como a cenoura (116,37% em 12 meses), subiram muito, o que faz com que a base de comparação seja muito alta. Já o preço do leite continua subindo, devido ao período de entressafra, com pastagens mais secas, e à inflação de custos com a elevação dos preços de commodities como milho e soja, usadas na ração animal”, esclarece Kislanov.

Os combustíveis também tiveram desaceleração, após altas expressivas nos preços das refinarias em março, que foram repassadas para o consumidor final em março e em abril. A desaceleração nos preços dos combustíveis (1%) em relação ao mês anterior (3,2%), ocorreu devido especialmente à gasolina, que passou de 2,48% em abril para 0,92% em maio. “Houve, inclusive, queda no preço do etanol (-0,43%), após uma alta de 8,44% em abril. Apesar da desaceleração dos combustíveis em geral, o óleo diesel teve uma alta de mais de 3%. Só que o produto tem um peso pequeno no IPCA, impactando mais transportes pesados como caminhões e ônibus”, destaca Kislanov.

O único grupo a apresentar queda foi o de habitação (-1,7%). A queda deve-se à redução nas contas de energia, pelo segundo mês seguido, em função de mudança de bandeira tarifária. Em 16 de abril, cessou a cobrança extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos, relativa à bandeira Escassez Hídrica, passando a vigorar a bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz.

No ano, o indicador acumula alta de 4,78%

Indústria catarinense avança 3,3% em abril

Rio Grande do Sul tem alta de 0,5% e o setor paranaense retraiu 4,3%

Resultado de Santa Catarina foi influenciado em grande parte pela indústria do vestuário

A produção industrial avançou em oito dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) em abril, quando o índice nacional cresceu 0,1%. Os destaques do mês foram Rio de Janeiro (5,9%), Santa Catarina (3,3%) e Bahia (3%), com as maiores expansões na produção. Pernambuco (2%), Pará (1,9%), Região Nordeste (1,5%) e Rio Grande do Sul (0,5%) também registraram avanços mais intensos que a média nacional, com o estado do Amazonas (0,1%) completando o conjunto de locais com índices positivos em abril de 2022. O Paraná, por sua vez, apresentou retração de 4,3%. Os dados foram divulgados pelo IBGE.

“Esse crescimento tímido em abril se deve a fatores como a inflação elevada, a baixa massa de rendimento, que reduz o consumo das famílias, o encarecimento das matérias-primas e o desabastecimento de insumos. Tudo isso recai diretamente sobre a cadeia produtiva, diminuindo o ritmo da produção industrial”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida. A principal influência positiva veio do Rio de Janeiro, com crescimento de 5,9%, a segunda taxa positiva consecutiva para a indústria fluminense. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis foi o grande responsável por esse avanço, tendo contribuído secundariamente o setor de metalurgia. “Foi a taxa mais intensa para o Rio desde julho de 2020, quando a indústria fluminense atingiu 8,0% de crescimento”, lembra Almeida.

Em segundo lugar, aparece Santa Catarina, com alta de 3,3%, influenciada em grande parte pela indústria do vestuário. Com esse resultado, o estado eliminou parte da sua queda do mês anterior, que foi de 3,5%. Já a queda de 2,8% de São Paulo foi a principal influência negativa no índice nacional. O estado concentra aproximadamente 34% da produção industrial nacional. “O baixo desempenho do setor de veículos automotores e o de máquinas e equipamentos tiveram o maior peso nesse resultado”, comenta o técnico.

No mês de abril, cinco dos 15 locais pesquisados obtiveram índices acima do patamar pré-pandemia de Covid-19, registrada em fevereiro de 2020. Foram eles: Minas Gerais e Rio de Janeiro (ambos com 5,8%), Mato Grosso (5%), Rio Grande do Sul (3%) e Santa Catarina (2,9%).

Produção de 7 estados recua frente a abril de 2021
Na comparação com abril de 2021, o setor industrial mostrou recuo de 0,5% em abril de 2022, com taxas negativas em sete dos 15 locais pesquisados. Vale citar que abril de 2022 (19 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (20). Nesse mês, Espírito Santo (-7,3%), Paraná (-6,6%) e Santa Catarina (-5,6%) assinalaram as reduções mais intensas.

No acumulado de 12 meses, a indústria nacional teve redução de 0,3%, com sete dos 15 locais pesquisados registrando taxas negativas em abril de 2022. Amazonas (de 6,5% para 1,5%), Paraná (de 5,8% para 2,1%), Santa Catarina (de 3,5% para 0,1%), Rio Grande do Sul (de 5,2% para 2%), Ceará (de -0,9% para -3,7%), Espírito Santo (de 6,4% para 3,8%), São Paulo (de 1,6% para -0,7%) e Minas Gerais (de 7% para 4,8%) mostraram as principais perdas entre março e abril de 2022, enquanto Bahia (de -8,8% para -6,9%) e Mato Grosso (de 7,1% para 8,4%) assinalaram os maiores ganhos entre os dois períodos.

No acumulado no ano, houve redução na produção em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pará (-10,2%), Ceará (-9%) e Santa Catarina (-8,1%). Pernambuco (-4,3%), São Paulo (-4%) e Paraná (-3,6%) registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-3,4%), enquanto Região Nordeste (-2,1%), Minas Gerais (-2,1%), Rio de Grande do Sul (-1,5%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,7%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no índice acumulado no ano.

Mais sobre a PIM Regional
A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Rio Grande do Sul tem alta de 0,5% e o setor paranaense retraiu 4,3%

A pluralidade deve dar o tom da administração

Para Eduardo Bonotto, presidente da Famurs, a responsabilidade dos municípios é trabalhar pela retomada do desenvolvimento

Bonotto argumentou que é preciso trabalhar alinhado com outras entidades para dar continuidade ao processo de desenvolvimento econômico dos municípios

Eduardo Bonotto, presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) declarou que como líder da entidade preza por uma gestão plural em que o interesse coletivo se sobrepõe a qualquer interesse pessoal. Ele foi o convidado do Tá na Mesa, reunião semanal promovida pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul). Com essa convicção, Bonotto atua em diferentes frentes buscando soluções para questões que possam comprometer uma melhor atuação dos municípios em benefício da população.

“Nossa responsabilidade é trabalhar pela retomada do desenvolvimento econômico e social dos municípios”, enfatizou. Para ele, a pandemia promoveu um processo de transformação da sociedade. “Nosso desafio foi de aproximar o poder público da população democratizando o acesso às informações”, afirmou ao acrescentar que foi preciso reorganizar a casa. O presidente da Famurs argumentou ainda que é preciso trabalhar alinhado com outras entidades para dar continuidade ao processo de desenvolvimento econômico dos municípios.

Também anunciou que a Famurs realizará, neste mês, a 40ª edição do Congresso de Municípios do Rio Grande do Sul, com o tema “Conectar os municípios com o amanhã”, celebrando sua gestão à frente da entidade e transferindo a presidência para Paulinho Salerno, prefeito de Restinga Seca, cidade que sediará o encontro.

Para Eduardo Bonotto, presidente da Famurs, a responsabilidade dos municípios é trabalhar pela retomada do desenvolvimento

Consumo das famílias tem alta de 7,3% em abril

Para a Abras, há crescimento consistente do consumo

Para este ano, a previsão da Abras é que o consumo das famílias tenha crescimento de 2,8%

O consumo das famílias brasileiras teve alta de 7,3% em abril na comparação com o mesmo mês de 2021, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Nos primeiros quatro meses do ano, o consumo registra alta de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o vice-presidente administrativo e institucional da Abras, Marcio Milan, os resultados indicam que há crescimento consistente do consumo nesta primeira parte do ano. “Mostra estabilidade no consumo nos meses de fevereiro, março e abril”, ressaltou. Em comparação com março, a expansão do consumo em abril ficou 4,2%. Para este ano, a previsão da Abras é que o consumo das famílias tenha crescimento de 2,8%.

Alta nos preços
A cesta com os 35 produtos mais consumidos em supermercados registrou, no acumulado de janeiro a abril, alta de 8,31% em relação ao mesmo período de 2021. No acumulado de 12 meses, os preços tiveram alta de 17,8%. Os produtos com as maiores altas no primeiro quadrimestre de 2022 foram o leite longa vida (22,3%), o óleo de soja (20,3%), o feijão (19,7%) e a farinha de trigo (15,4%).

De acordo com Milan, os preços dos produtos têm sofrido diversas pressões inflacionárias, como o aumento dos custos com energia com a Guerra na Ucrânia. Para ele, é necessário reduzir, ainda que momentaneamente, os impostos para conseguir conter a alta inflacionária. “Pelo menos um período de corte desses impostos. Um esforço do governo federal, estadual, municipal no sentido de criar alternativas para a gente ter uma cesta básica desonerada”, defendeu.

Com Agência Brasil

Para a Abras, há crescimento consistente do consumo

Estimativa de maio aponta safra recorde de 263 milhões de toneladas

O crescimento da projeção é explicado pelo desempenho de produção do milho, do trigo e da soja

Juntos, o arroz, a soja e o milho respondem por 91,7% da produção nacional de grãos

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 263 milhões de toneladas em 2022, de acordo com a estimativa de maio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE. Comparada ao previsto no mês anterior, a produção deve crescer 0,6%, o que representa 1,5 milhão de toneladas a mais. A estimativa é de que a safra deste ano seja 3,8% maior do que a de 2021, quando foram colhidos 253,2 milhões de toneladas de grãos.

De acordo com gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o crescimento da estimativa é explicado pelo desempenho de produção do milho, do trigo e da soja. “A produção do milho deve alcançar novo recorde. A colheita da segunda safra está começando agora e as condições climáticas são boas, especialmente em Mato Grosso e Paraná, que são os principais produtores desse grão”, explica. A segunda safra responde por 77% da produção brasileira desse cereal.

O milho, com a soma de suas duas safras, deve totalizar 112 milhões de toneladas. É um crescimento de 0,1% frente ao mês anterior e de 27,6% na comparação com o que foi produzido no ano passado. O atraso no plantio e a falta de chuvas causaram uma forte queda na produção do grão em 2021, o que não deve acontecer neste ano. Entre os estados com maior crescimento na segunda safra do milho frente à produção de 2021 estão Paraná (178,3%), Mato Grosso do Sul (80,9%), Mato Grosso (17,1%) e Goiás (9,9%).

Já a soja, que está com a colheita praticamente finalizada nos principais estados produtores, deve somar 118,6 milhões de toneladas. Principal produto de exportação do país, essa cultura teve a safra atingida pelos efeitos da estiagem nos estados do Sul, em parte de Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Os problemas climáticos fizeram a produção da soja cair 12,1% na comparação com 2021. “A soja foi plantada na época certa, mas faltou chuva em grandes estados produtores em novembro, dezembro e janeiro. Isso afetou muito a produção. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a produção de soja caiu 55% em relação ao ano passado, no Paraná, a queda foi de 38,7%”, detalha Guedes. Mesmo com a queda na produção, a soja segue como grão de maior peso no grupo, representando 45,1% do total.

O arroz é outra cultura com queda na produção na comparação com o ano passado. A produção do cereal deve chegar a 10,6 milhões de toneladas neste ano, uma queda de 8,4% na comparação com o colhido em 2021. “A queda é relacionada à falta de chuvas no Rio Grande do Sul, que responde por cerca de 70% da produção do arroz no país. Embora seja uma cultura irrigável, os produtores tiveram de racionar a água da irrigação. Essa falta de água fez a produção cair 10,4% na comparação com 2021”, explica Guedes, que acrescenta que a quantidade produzida de arroz deve ser suficiente para atender a demanda interna do país. Juntos, o arroz, a soja e o milho respondem por 91,7% da produção nacional de grãos.

Outro produto importante na mesa do brasileiro é o feijão, cuja produção deve chegar a 3,2 milhões de toneladas neste ano. O aumento frente ao produzido em 2021 é de 2%. “Os problemas climáticos no Sul afetaram a produção da primeira safra. Com a oferta menor, veio a elevação do preço e isso fez com que os produtores aumentassem a área de plantio na segunda safra. Então há esse aumento bem considerável na produção”, diz o pesquisador. O feijão também deve atender ao consumo do mercado interno.

Além do milho, outra cultura que deve ter produção recorde neste ano é o trigo. A produção desse cereal de inverno foi estimada em 8,9 milhões de toneladas, um crescimento de 12,1% em relação à previsão anterior e de 13,6% na comparação com o ano passado. “Com a guerra entre Ucrânia e Rússia, que são dois grandes produtores e exportadores de trigo, os preços desse produto cresceram. Isso fez os produtores brasileiros expandirem as áreas de plantio. Se tiver uma boa condição climática, a produção deve ser recorde em 2022”, diz Guedes, ressaltando que, apesar disso, o Brasil ainda precisará importar o produto, uma vez que o consumo interno é de cerca de 12 milhões de toneladas.

O crescimento da projeção é explicado pelo desempenho de produção do milho, do trigo e da soja

Safeweb e PipeRun fecham parceria para atender 20 mil escritórios contábeis

Iniciativa, que envolve a criação da unidade Plurio, busca facilitar a gestão dos certificados eletrônicos e agregar segurança jurídica

“Ter parceiros como a Safeweb e, agora, a Plurio, proporcionando segurança jurídica a todo o ecossistema de empreendedores brasileiros, é primordial diante de tantos desafios nacionais”, afirma o CRO da PipeRun, Fausto Reichert

A gestão de documentos físicos é uma dificuldade enfrentada por quase todas as empresas. Com a chegada das alternativas eletrônicas e digitais, muitos desses desafios foram eliminados, mas outros surgiram. É o caso da gestão dos certificados das organizações e de seus responsáveis legais, o que envolve manipulação, acessos e armazenamento. Buscando facilitar o dia a dia das companhias e tornar os processos mais seguros, a Safeweb e a PipeRun se uniram em uma nova parceria.

A Safeweb criou a unidade Plurio, voltada exclusivamente ao mercado de documentos eletrônicos certificados. Com essa novidade, será atendida sua rede própria — formada por 20 mil escritórios contábeis parceiros e clientes corporativos do grupo. Também, serão agregadas todas as operações que seguem os padrões legais da certificação digital de documentos no Brasil. A PipeRun, plataforma de aceleração de vendas, atuará com foco na automatização e no aumento da performance comercial dos clientes.

“É uma grande oportunidade de trazer ainda mais qualidade e ampliar o atendimento aos contabilistas e seus clientes. Isso porque visa atuar diretamente em seu maior desafio que são as vendas, principalmente na integração nativa aos documentos eletrônicos, que agora já fazem parte do dia a dia de todos os escritórios parceiros”, avalia Daniel Fabre Afonso, CEO da Safeweb.

Facilidade e segurança jurídica
A parceria proporcionará aos clientes e parceiros de ambas as empresas integrações desenvolvidas entre a PipeRun e a Safeweb AC (Autoridade Certificadora) e a Safeweb ACT (Autoridade de Carimbo do Tempo). O projeto de integração iniciou ainda em 2021 e já atende várias empresas que utilizam emissões de documentos eletrônicos de vendas e contratos nos formatos certificados, atendendo às legislações e padrões ICP-Brasil.

“Com os avanços da plataforma em marketing e vendas, buscamos agregar valor com integração, cooperação e cocriação junto aos clientes. Ter parceiros como a Safeweb e, agora, a Plurio, proporcionando segurança jurídica a todo o ecossistema de empreendedores brasileiros, é primordial diante de tantos desafios nacionais”, afirma o Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun, Fausto Reichert.

Quanto à parceria com a Plurio, segundo os executivos envolvidos, os negócios têm como objetivos as evoluções cartoriais, guarda e gestão de documentos eletrônicos e digitais. Serão, ainda, atendidas as normativas e portarias governamentais, incluindo aquelas referentes aos segmentos da saúde e da educação, que já possuem legislação própria, assim como órgãos governamentais.

“A unidade já nasce com um parceiro robusto como a PipeRun, que traz toda a expertise em documentos legais de vendas. Essa integração agrega muito aos nossos clientes, da mesma forma que vamos contribuir com especializações em segmentos em que as portarias já foram editadas”, pontua Antônio Correia, CEO da Plurio.

Iniciativa, que envolve a criação da unidade Plurio, busca facilitar a gestão dos certificados eletrônicos e agregar segurança jurídica

Artecola anuncia novo Country Manager no Brasil

Eduardo Gonçalves assume a função

Gonçalves possui mais de 34 anos de experiência

A Artecola Química está com um novo Country Manager no Brasil. Experiente executivo em grandes empresas na América Latina, Eduardo Gonçalves assume a função com o objetivo de dar seguimento ao processo de crescimento das operações no país. Em 2021, a Artecola cresceu 38% no Brasil e, neste ano, acumula novo salto de 25% nos primeiros cinco meses.

O novo executivo já está atuando na Matriz, em Campo Bom (RS). “Estou muito feliz com a oportunidade de atuar em uma empresa com 74 anos de história, que está em transformação e busca resultados pela inovação. Teremos um foco ainda maior no trabalho em equipe, sempre incentivando as pessoas a pensar e fazer diferente”, afirma.

Gonçalves possui mais de 34 anos de experiência. Atuou nas áreas de engenharia, industrial e comercial, em posições como Plant Manager da General Eletric Brasil e Chile, diretor geral da Marluvas Calçados, Plant Manager da Shell Oil Company e vice-presidente na América do Sul da Wayne Fueling Systems – Dover Group. É graduado em engenharia mecânica (Universidade Católica de Petrópolis/RJ).

O presidente executivo, Eduardo Kunst, que vinha até então acumulando a função de gestor da operação no Brasil, destaca que a Artecola está em movimento ascendente. “Estamos em um momento de crescimento acelerado, com grande potencial para seguir ampliando a participação de mercado e expansão em novos clientes. É um momento único, que exige um profissional dedicado à gestão da nossa operação no Brasil para promover esse potencial”, destaca, em nota.

Eduardo Gonçalves assume a função

Ferramenta usa Inteligência Artificial para mapear estilos de profissionais de vendas

O Maper auxilia as empresas a basearem suas estratégias comerciais a partir das habilidades dos vendedores

“Quando se tem um olhar diferenciado sobre as pessoas, conseguimos reduzir a rotatividade de pessoal e aumentar o engajamento e a produtividade da equipe, com as atividades mais alinhadas ao perfil de cada um”, afirma Rafael Piepo, gestor de marketing da Sucesso em Vendas

Hub de soluções comerciais para empresas, com 25 anos de atividades no Brasil e em Portugal, a Sucesso em Vendas criou um teste de perfil profissional, o Maper, que usa a Inteligência Artificial para mapear o estilo de cada vendedor. Gerenciar uma equipe de vendas e manter os colaboradores motivados pode ser um desafio para muitos gestores, especialmente porque há vários estilos de profissionais. “Quando o gestor consegue identificar esses estilos, a comunicação interna fica mais fácil e as atividades do dia a dia podem ser direcionadas de acordo com a habilidade de cada um. São cinco estilos profissionais bem distintos, que podem contribuir muito para a evolução da equipe de vendas”, explica Rafael Piepo, gestor de marketing da empresa.

A ferramenta Maper foi desenvolvida em conjunto com a psicóloga Maria Lúcia Rodrigues e classifica as características dos colaboradores entre 20 habilidades específicas. “O teste é inédito e fornece dados quantitativos (em gráficos) para que os gestores possam investir no desenvolvimento humano da equipe, por meio de uma abordagem qualitativa. Com base nessas informações, podemos fazer trilhas de capacitação e treinamentos personalizados, com turmas segmentadas, focando nos desafios de cada pessoa”, destaca Piepo.

Outra vantagem do Maper, segundo o gestor, é que os próprios colaboradores recebem os resultados e fazem uma autoavaliação de suas personalidades. “É importante lembrar que a empresa é feita de pessoas e cada colaborador é único, com suas particularidades e habilidades específicas. Quando se tem um olhar diferenciado sobre as pessoas, conseguimos reduzir a rotatividade de pessoal e aumentar o engajamento e a produtividade da equipe, com as atividades mais alinhadas ao perfil de cada um”, afirma.

Entre as habilidades mapeadas no teste estão capacidade de organização, de planejamento, relações com superiores e em grupo, tomadas de decisão, administração do tempo e potencial criativo, além de outras. O Maper ainda permite classificar os profissionais entre três estilos diferentes de lideranças: líder integral, líder motivador e líder educador.

Na classificação do Maper, os estilos profissionais dos colaboradores são classificados em cinco diferentes características:

1 – Negociador: revela habilidade de relacionamento interpessoal, convivendo bem em grupos e estabelece bom relacionamento afetivo, separando relações pessoais de profissionais. É o perfil de profissional que aprecia trabalhar com pessoas e, geralmente, com grande aptidão para negociar.

2 – Inovador: interesse por atividades em que possa ter liberdade para expressar suas ideias e opiniões. Geralmente, são pessoas mais criativas e inventivas e têm aversão a situações burocráticas. Lidam bem com imprevistos sem se estressar e se adaptam facilmente às novas situações.

3 – Analista: perfil de análise e planejamento e interessa-se mais por atividades em que possa lidar com detalhes e concentração. Prefere ser orientado, do que liderar e necessita de direcionamento para a execução de suas tarefas, com abordagem mais racional.

4 – Produtor: apresenta alta produtividade no atingimento de suas metas ou na execução de suas tarefas. Consegue trabalhar bem com prazos e pressão de tempo e aprecia muito atingir bons resultados. É o vendedor que busca conquistar o cliente, sempre disposto a ajudar e a tirar as dúvidas, com foco na experiência do consumidor.

5 – Mobilizador: revela grande habilidade para obter resultados por meio das pessoas e aprecia gerenciar e mobilizar para atingir metas e objetivos. Estimula e promove o desenvolvimento das equipes sob sua responsabilidade e delega tarefas com facilidade. Tem atuação focada em melhorias e produtividade, sempre buscando um consenso para atender às expectativas do cliente e da empresa.

O Maper auxilia as empresas a basearem suas estratégias comerciais a partir das habilidades dos vendedores

Estudo revela que 33% dos trabalhadores não sabem como utilizar o FGTS

Levantamento foi feito pela Serasa e pelo Banco Pan

Quatro em cada dez entrevistados admitem não saber qual o valor do seu saldo do FGTS

Um levantamento feito pela Serasa e pelo Banco Pan mostrou que, apesar de 92% dos trabalhadores afirmarem conhecer o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 33% ainda não sabem em que condições podem utilizar o próprio dinheiro. Entre as possibilidades menos conhecidas pelos entrevistados estão “para fazer empréstimos” (64%) e “sacar o saldo após 70 anos de idade” (58%). Foram entrevistados 2.132 trabalhadores com registro em carteira no regime CLT, entre 12 e 22 de abril.

Segundo a pesquisa, divulgada nesta terça-feira (7) na capital paulista, quatro em cada dez entrevistados (38%) admitem não saber qual o valor do seu saldo do FGTS, sendo que 16% nem sabem que é possível consultar o saldo junto à Caixa Econômica Federal. Entre os consultados, 40% têm até R$ 1.000 de saldo e 51% até R$ 2.500. Entre aqueles que gostariam de usar o FGTS para realizar sonhos, 45% pensam em utilizar o saldo para adquirir um imóvel, 33% projetam usar os recursos para montar o próprio negócio, 17% para pagar todas as dívidas e outros 10% afirmaram que pretendem usar o resgate para limpar o nome. Os juros baixos são o principal atrativo para solicitar empréstimo com garantia do FGTS. Em termos de investimentos, 43% afirmam que o FGTS é péssimo, pois há produtos com melhor rentabilidade, enquanto 39% consideram o FGTS um porto seguro para o futuro. Cerca de 33% só pretendem sacar em caso de extrema necessidade.

“A pesquisa é importante para entender a relação do brasileiro com o FGTS. Fica claro que há uma parcela significativa de pessoas que não têm um conhecimento de como utilizar esse recurso. É importante esclarecer todas as questões para o consumidor para que ele possa tomar uma decisão, porque esse é um dinheiro dele e que poderia ser utilizado para aliviar sua vida financeira, disse o responsável pelo Instituto Opinion Box, empresa responsável pela pesquisa, Felipe Sharpers. “Os jovens trabalhadores não têm conhecimento pleno sobre o FGTS então é importante termos o cuidado de dar educação financeira para quem está entrando no mercado de trabalho”, completou Sharpers.

Com Agência Brasil 

Levantamento foi feito pela Serasa e pelo Banco Pan

RS poderá ter a maior produção de trigo da história

Estimativa da Emater é de colheita de 5 milhões de toneladas no atual ciclo

Pelo levantamento, a área de trigo prevista para esta safra é a maior desde 1980, com 1,4 milhão de hectares implantados

Com a perspectiva de produção total de 5 milhões de toneladas de grãos, 11,9% maior do que no ano anterior, a safra de inverno 2022 poderá ser a maior para o período no Rio Grande do Sul. Este volume é a soma da estimativa feita para a cultura do trigo, de 3,9 milhões de toneladas; 870,2 mil toneladas de aveia branca; 108,6 mil toneladas de cevada e 91,3 mil toneladas de canola. A área implantada para fins comerciais está projetada em 1,89 milhão de hectares, um incremento de 14,6% em relação à extensão das lavouras no ano passado.

A projeção inicial da safra foi divulgada nesta terça-feira (7), em coletiva de imprensa virtual e presencial, na sede da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). De acordo com os dados compilados pela Gerência de Planejamento (GPL) e levantados pelos escritórios municipais entre os dias 11 e 23 de maio, as produtividades iniciais são baseadas na tendência apresentada pelas médias registradas ao longo dos últimos 10 anos.

Pelo levantamento, a área de trigo prevista para esta safra é a maior desde 1980, com 1,4 milhão de hectares implantados. Segundo o diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri, este incremento deve-se à conjuntura, com preços favoráveis e liquidez do grão, mas também ao avanço que vem se consolidando a partir de tecnologias disponíveis e do aumento do preparo do produtor rural para este cultivo. A tentativa de reverter o quadro da safra de verão, impactada pela estiagem, também impulsiona as apostas no inverno. Se a estimativa da cultura do trigo se confirmar em 2022, a produção superará a de 2021, quando foram colhidas 3,5 milhões toneladas do grão. A terceira maior produção, com 3,3 milhões de toneladas, ocorreu em 2013.

Estimativa da Emater é de colheita de 5 milhões de toneladas no atual ciclo

Sim adquire a distribuidora Charrua

O valor do negócio não foi revelado

Companhia liderada por Neco Argenta projeta faturar R$ 12 bilhões neste ano

A Sim anunciou que adquiriu a distribuidora Charrua. A empresa atua no Sul desde 1996, está presente em 188 cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com um total de 250 postos. A companhia tem sede em Lajeado, onde possui um centro de armazenamento, presente também em Esteio, Rio Grande e Coronel Barros. A negociação, intermediada pela consultoria Bateleur, compreende a compra da Charrua Distribuidora e dos dois TRRs [sigla de Transportador Revendedor Retalhista, que vende a granel] da empresa: Charrua Diesel e Arco Diesel. O valor do negócio não foi revelado.

Com a oficialização do negócio, que depende ainda da análise e da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a diretoria executiva da Charrua será mantida com Dag Cremer e Luiz Henrique Merello, além dos funcionários da operação, distribuidora e TRR’s, que serão mantidos em suas funções. “A decisão pela negociação com este parceiro de longa data nos traz a confiança de que a seriedade com que conduzi a marca Charrua seguirá da mesma forma sob o comando da Sim”, explica Elvidio Eckert, que reforça que o foco agora passará às empresas do Grupo Arco Brasil (Transportadora Arco, Arco Gás e Charrua Gás).

Neco Argenta, presidente das empresas Sim assegura que a companhia dá um importante passo na estratégia de expansão da bandeira. “Com a aquisição da Charrua, passamos a nos relacionar diretamente com 250 parceiros do segmento que conhecemos de perto atuando há mais de 30 anos. Entendemos as necessidades do revendedor e do consumidor e a frente da Charrua trabalharemos para qualificar ainda mais a operação da revenda em postos de combustível no Sul”, projeta Argenta. Ele também calcula que o grupo de empresas Sim deverá fechar o ano com faturamento estimado em R$ 12 bilhões.

O valor do negócio não foi revelado

Fiergs nota prejuízos para a indústria provocados pela elevação de custos nos insumos

Empresas registram aumento de preços e dificuldade na entrega da matéria-prima

A normalização na oferta de insumos deverá ocorrer gradativamente até 2023

Mais de 95% das indústrias gaúchas – empresas de transformação e de construção – registraram aumento de custos com matéria-prima e insumos produzidos no País. O crescimento surpreendeu e superou as expectativas de 76,8% das consultadas pela pesquisa Sondagem Industrial Especial RS – Dificuldades do mercado de insumos e matérias-primas e impactos da guerra, divulgada nessa terça-feira (7) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). No mercado internacional não foi diferente e os preços majorados atingiram 88,5% das empresas, superando as expectativas em 60% delas.

Segundo os resultados da pesquisa, realizada entre 1º e 11 de abril com 250 empresas (215 da transformação e 35 da construção), 70 pequenas, 86 médias e 94 grandes, 95,6% apontaram elevação de preços, em março, nos insumos produzidos no país. Além dos custos, a indústria gaúcha também enfrentou naquele mês maiores dificuldades na disponibilidade e/ou na entrega: no mercado interno, 70,8% das empresas e, no externo, 82,9% das que importam. No Brasil, em março, sete em cada dez empresas gaúchas notaram dificuldades para conseguir ou receber insumos dentro do prazo. E as dificuldades superaram as expectativas de 34,4% delas, mas ficaram dentro do projetado pela avaliação de 36,4%.

Com tantos problemas, 68,4% das empresas reveem as estratégias na aquisição de insumos e matérias-primas produzidos no país. Este número sobre para 76,7% nas que os importam. A principal alternativa é buscar por outros fornecedores, utilizada por 46,8% e 44,2% das empresas que compram no mercado interno e no externo, respectivamente.

Além disso, na opinião da maioria, a normalização na oferta de insumos deverá ocorrer gradativamente até 2023, mas somente para 12,8% das empresas gaúchas essa oferta já está normalizada no mercado interno. Para aquelas que importam, a perspectiva piora e apenas 7,4% creem nisso. Já 12,8% e 8%, respectivamente, confiam em resolver a situação no segundo trimestre deste ano, enquanto 15,2% e 19%, no terceiro trimestre, e 9,6% e 11,7% esperam antes do final de 2022, ainda no quarto trimestre. A maior parte dos entrevistados, entretanto – 30,8% dos que adquirem no mercado interno e 35,6% dos que importam – vê adiada para 2023 a solução deste problema.

Efeitos da guerra
A sondagem também questionou os empresários sobre os efeitos do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Os resultados mostram que a guerra gerou mudanças perceptíveis em 47,2% das empresas, destaques para o aumento dos preços dos insumos e matérias-primas, assinalado por 62,3% das pesquisadas, o aumento do custo de energia (50,9%), a maior dificuldade em conseguir insumos e matérias-primas (50%) e as dificuldades logísticas no transporte (42,1%). Aumento nas taxas de juros, com 30,7%, e comportamento da taxa de câmbio, 20,2%, também foram assinaladas. Para os próximos seis meses, 65,2% das empresas acreditam que o conflito vai continuar afetando suas operações: 34% esperam impactos menos intensos, 24,8% projetam a mesma intensidade e 6,4% preveem efeitos mais intensos.

Empresas registram aumento de preços e dificuldade na entrega da matéria-prima

Razor realiza uma das maiores captações crowdfunding de hardware do país

Empresa de Passo Fundo que fabrica e vende computadores de alta performance alcançou R$ 4,4 milhões e deve entrar no segmento de notebooks

Em 2017, Grégory passou a contar com a participação do irmão André Parisotto Reichert, que na época tinha 26 anos

Com o objetivo de ampliar seu portfólio – entrando no segmento de notebooks – qualificar o estoque de peças e aumentar as vendas, a Razor Computadores acaba de concluir uma das maiores captações crowdfunding de hardware do país. Foram levantados R$ 4,4 milhões por meio da Kria, plataforma de equity crowdfunding. Ao todo, 487 investidores de 20 estados brasileiros aplicaram recursos na startup. O tíquete médio ficou em torno de R$ 9 mil.

“O investimento de quase 500 pessoas demonstra a crença e a confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido na Razor ano a ano. Essa captação permitirá avançarmos com consistência na expansão, o que nos motiva e nos orgulha muito”, destaca o CEO Grégory Reichert.

A Razor foi criada em 2014, em Passo Fundo, como uma assistência técnica de computadores. Hoje, a empresa é avaliada em R$ 52 milhões, produz e vende computadores de alta performance para profissionais. Com foco em workstations com alto poder de processamento e capacidade gráfica, a companhia pretende agora focar em notebooks com esse perfil.

Essa foi a segunda vez que a Razor buscou na captação via plataforma de equity crowdfunding uma alternativa para seguir crescendo. Na primeira rodada, em 2020, foram captados cerca de R$ 1,8 milhão com a participação de 148 investidores. Agora, a maior parte dos investidores são homens, na faixa de 28 a 37 anos. São Paulo se firmou como o estado de origem da maioria dos interessados, enquanto Passo Fundo foi a cidade que mais investiu. Somando as duas captações, são mais de R$ 6,2 milhões captados com o investimento de 685 pessoas.

A empresa seguirá mantendo a venda consultiva como um de seus principais diferenciais. “Buscamos entender as reais necessidades de cada cliente para então oferecer máquinas com as melhores versões dos componentes que eles realmente precisam”, observa Grégory. São máquinas que custam, em média, R$ 15 mil, mas podem chegar a valores maiores, de acordo com a especificidade. São voltadas a engenheiros, arquitetos, editores de vídeo e outros profissionais que trabalham com projetos de renderização, computação gráfica, animações, big data e machine learning, entre outros.

Dois irmãos à frente do negócio
Inicialmente focada em computadores para jogos, a Razor mudou de rota, direcionando o negócio para a montagem de computadores de alta performance para público profissional — arquitetura, engenharia, indústria criativa, pesquisa e desenvolvimento e manufatura. Em 2017, Grégory passou a contar com a participação do irmão André Parisotto Reichert, que na época tinha 26 anos. O arquiteto tornou-se sócio e focou sua atuação na produção de workstations [estações de trabalho]. São máquinas com processador de alto desempenho, placa de vídeo dedicadas de alta performance e grande quantidade de memória.

Em 2020, o faturamento da empresa foi de R$ 10 milhões. No ano seguinte, dobrou, alcançando R$ 22 milhões. O projeto da empresa é dobrar novamente a comercialização neste ano, chegando na casa dos R$ 40 milhões, com a inclusão dos notebooks ao portfólio. Para os próximos quatro anos, os empresários esperam crescer dez vezes. Atualmente, 70% das vendas são para empresas, entre elas o mercado corporativo. O portfólio conta com clientes como Petrobras, Itaú, Instituto Butantan, USP, UFRJ, Infraero, Globo, Samsung, Saint Gobain, General Eletric, SBT, entre muitas outras. O tíquete médio fica entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por máquina. Mas já foram vendidos equipamentos de R$ 290 mil e já foram orçadas máquinas de mais de R$ 800 mil cada.

Empresa de Passo Fundo que fabrica e vende computadores de alta performance alcançou R$ 4,4 milhões e deve entrar no segmento de notebooks

Novo Data Center do Banrisul entra em operação

O prédio recebeu investimento de R$ 83 milhões

Estrutura de padrão internacional atende às melhores práticas de mercado

O Banrisul inaugurou nesta terça-feira (17) em Porto Alegre o novo Data Center Margarete Venzke Fenner. Trata-se de uma estrutura que concentra as melhores práticas de mercado e atende o que há de mais atualizado em gestão de ativos de tecnologia da informação (TI). O prédio, que também é modelo no quesito sustentabilidade, recebeu investimento de R$ 83 milhões.

De acordo com o diretor de tecnologia da informação e inovação do Banrisul, Jorge Krug, trata-se de uma edificação de missão crítica. “Estamos em linha com as mais modernas edificações do país, projetadas para funcionamento ininterrupto, mesmo durante procedimentos de manutenção ou falta de fornecimento de energia elétrica. Isso eleva a qualidade do atendimento prestado lá na ponta, aos nossos quatro milhões de clientes, e permite nossa atuação constante em soluções que aprimorem a jornada digital”, afirma. 

Krug também salienta que foi criado um modelo superior de Data Center, com padrão internacional de certificação e área de 3 mil metros quadrados. “A estrutura como um todo tem números impactantes, como uma capacidade total de 6 petabytes de processamento passando das 25 milhões de instruções por segundo. É o primeiro de classificação Tier 3 do Rio Grande do Sul, projetado para suprir a demanda pelos próximos 30 anos. Estamos diante de um case nacional de moving, que é a transição das operações de um data center para outro”, informa Krug.

O novo Data Center é projetado para operar com o menor consumo possível de ar condicionado. O sistema instalado utiliza a refrigeração a ar – dispensando o consumo e desperdício de água potável para este fim. Há, ainda, a captação da água da chuva para uso em banheiros. Para viabilizar a climatização adequada – fator que representa o maior consumo em uma edificação com essas características – o prédio emprega de forma pioneira o sistema Free Cooling, possibilitando o uso do ar externo para refrigeração, reduzindo significativamente o consumo de energia.

Os sistemas de automação permitem a análise em tempo real de todos os parâmetros do Data Center. Em caso de incêndio, o problema é detectado de forma precoce, com rápida resposta, a fim de prevenir riscos a pessoas e danos aos bens protegidos. Como agente extintor, foi escolhido o gás inerte Inergen, que não agride a camada de ozônio e não tem nenhum potencial como causador de efeito estufa. A edificação conta, ainda, com um bicicletário, para incentivar o deslocamento de colaboradores com menor impacto ao ambiente. Há também uma área verde, onde são preservados diversos espécimes vegetais.

O prédio recebeu investimento de R$ 83 milhões