Archives Junho 2022

We are the champions

Prêmios ajudam a vender produtos?

Prêmios podem ser um bom impulso para empresas novatas e em mercados incipientes, mas só tendem a se tornar diferenciais duradouros quando as próprias avaliações se tornam marcas consagradas

Saiu na mídia semanas atrás: o azeite Sabiá, produzido no interior de São Paulo, ficou entre os 10 melhores do mundo em um concurso promovido na Espanha. A consequência? Uma explosão de pedidos de varejistas e consumidores finais, interessados em colocar em suas gôndolas e mesas a celebrada iguaria.

Foi o que bastou para a imprensa abordar a importância de premiações, que, na indústria alimentícia, permitem a pequenas empresas se diferenciar dos concorrentes e a receber um bem-vindo impulso na promoção espontânea e nas vendas. O motivo residiria no fato de haver “muita marca no mercado. Como saber qual é a boa? Seguimos os premiados porque eles já foram avaliados. Gostamos de uma indicação. Quando você disputa espaço numa loja, vale quando você é premiado”, segundo uma microempresária do setor de chocolates (matéria completa aqui).

Faz sentido?

Faz. Consumidores são levados a comprar produtos que não podem experimentar previamente, como a maior parte dos gêneros alimentícios industrializados, por sinais de qualidade. Esses sinais podem estar no preço, na embalagem, na marca ou numa validação externa, como o endosso de uma celebridade ou uma premiação. Todos são elementos que ajudam a conferir uma percepção de qualidade ao produto e a funcionar como um atalho para a decisão de compra. Como bem disse uma representante da indústria cervejeira artesanal, “se você consegue levar o prêmio para o rótulo, você ajuda o consumidor a tomar uma decisão na frente da prateleira”.

No caso das premiações, entretanto, há uma limitação. Justamente por serem ambicionadas pelos empreendedores, não raro elas começam a se multiplicar e a relaxar nos padrões de julgamento, tornando-se meros caça-níqueis. O resultado é uma profusão de medalhas, títulos e números 1, vulgarizando seu significado e deixando de constituir um diferencial, pois na miscelânea de disputas nem sempre se sabe o que é respeitável. O leitor talvez se lembre de como os vinhos gaúchos ganhavam prêmios no exterior lá pela década de 1990, quando sua qualidade estava distante da atual – que, aliás, ainda deixa a desejar em relação aos vizinhos do Chile e da Argentina, segundo especialistas. Ou seja, aqueles lauréis pouco depunham sobre a qualidade real dos produtos, tanto que foram perdendo a credibilidade até deixar de ser utilizados como apelo de venda pelas vinícolas.

Prêmios, então, podem ser um bom impulso para empresas novatas e em mercados incipientes, mas só tendem a se tornar diferenciais duradouros quando as próprias avaliações se tornam marcas consagradas, capazes de pairar acima das desconfianças e a fazer parte do imaginário coletivo, como acontece com o Guia Michelin de restaurantes ou a revista de vinhos de Robert Parker.

Ah, sim, e vale lembrar: galardões podem ajudar consumidores a escolher um produto ou serviço, mas é a capacidade de entregar a qualidade prometida que vai garantir a segunda compra e a recomendação a um amigo ou conhecido.

A velha e boa qualidade, afinal. 

Prêmios ajudam a vender produtos?

Balança comercial do Sul acumula déficit entre janeiro e maio

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

O Sul foi responsável por 16,7% das exportações e por 23,7% das importações até maio

A balança comercial da região Sul apresenta um déficit de US$ 3,7 bilhões até maio. Em maio do ano passado, a situação era praticamente igual: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam tiveram um saldo negativo de US$ 1,7 bilhão. Até maio, foram exportados US$ 21,3 bilhões – avanço de 16,8% em relação ao igual período de 2021, enquanto as importações chegaram a US$ 25,1 bilhões, aumento de 50,2% sobre o mesmo intervalo. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o mês com saldo positivo de US$ 3,1 bilhões, enquanto o Paraná e Santa Catarina acumularam déficits (confira os números detalhados na tabela abaixo). O Sul, entre janeiro e maio, foi responsável por 16,7% das exportações e por 23,7% das importações brasileiras. Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no trimestre foram carnes de aves e de suínos, soja e trigo. No sentido inverso, a região importou fertilizantes, cobre e óleos combustíveis.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

Estados deverão adotar ICMS baseado nos valores médios dos últimos cinco anos

Decisão do STF obriga estados a reduzir alíquotas do imposto sobre os combustíveis

Considerando-se que o preço dos combustíveis nesse período era inferior ao praticado atualmente, a decisão representa, na prática, uma redução de imposto

Por Larissa Laks*

Há alguns meses, o governo vem tentando implementar medidas de redução do ICMS- (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicações), sobre os combustíveis no país. Em razão disso, foi editada a Lei Complementar nº 192/2021, que prevê a cobrança de alíquota única do imposto sobre combustíveis como a gasolina e o diesel, entre outros.

O impacto direto do preço dos combustíveis sobre a inflação, que está em franca elevação e vem atingindo índices de cerca de 10% no último ano, seria uma das razões para a adoção da medida. Outro importante motivo para a redução do ICMS sobre os combustíveis decorreria da necessidade de observância ao princípio constitucional da seletividade, que determina que as alíquotas sejam reguladas em função da essencialidade dos produtos. Atualmente, defensores da medida sustentam que os combustíveis seriam considerados produtos essenciais, assim como a energia elétrica e os serviços de comunicação.

As tentativas realizadas pelo governo federal encontram forte resistência dos Estados, uma vez que a arrecadação estadual é muito dependente do expressivo valor arrecadado com o ICMS sobre os combustíveis. Através do Consefaz (conselho que reúne secretários de Fazenda estaduais), os estados vinham obstando a adoção de medidas de uniformização do imposto, tendo inclusive editado Convênio ICMS 16/2022, o qual e autorizava as unidades federadas a estabelecer alíquotas diferenciadas de ICMS.

Segundo entendimento do governo federal, contudo, o convênio estaria em desconformidade com e regra constitucional que determina a uniformidade de alíquotas de ICMS-combustíveis no país e com as disposições da lei complementar. Em função do impasse, a Advocacia Geral da União ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7164 junto ao Supremo Tribunal Federal, com pedido de suspensão cautelar da eficácia do Convênio ICMS 16/2022 relativa à cobrança de combustíveis.

A medida cautelar foi, então, deferida pelo ministro André Mendonça na última sexta-feira, dia 17.06, para determinar que as alíquotas do ICMS cobradas sobre gasolina, etanol, diesel, biodiesel e gás devam ser uniformes em todo o país. A decisão vale a partir de 1º de julho e impõe que o Consefaz edite novas regras sobre o tema, com base na sua decisão.

Até que a medida seja implementada, portanto, os estados deverão adotar uma alíquota de ICMS baseada nos valores médios cobrados nos últimos cinco anos de todos os combustíveis. Considerando-se que o preço dos combustíveis nesse período era inferior ao praticado atualmente, a decisão representa, na prática, uma redução de imposto, o que é sempre bem-vindo para inúmeros setores produtivos e para a sociedade.

*Mestre e Doutora em Direito Tributário e Advogada no escritório Magadan e Maltz Advogados

Decisão do STF obriga estados a reduzir alíquotas do imposto sobre os combustíveis

Inovação no desenvolvimento da produção do aço

Curt Johannpeter lançou as bases da cultura empresarial da Gerdau

Instalações na Avenida Farrapos em 1948

Da metalurgia à siderurgia: ao assumir a direção da Gerdau, Curt Johannpeter anteviu um novo caminho para os negócios da família. Além disso, inovou ao adotar o modelo (inédito no Brasil à época) de minimills, que trabalha com forno elétrico, tendo a sucata ferrosa como matéria-prima.

De um lado, a reciclagem da sucata proporciona ganhos ambientais, reforçando o DNA sustentável já desde cedo presente na história da Gerdau. De outra parte, o modelo inovador possibilita vantagens operacionais e diminuição de custos. Atualmente disseminadas por todo o planeta, as minimills respondem por grande parte da produção mundial de laminados de aço.

Curt contribuiu também ao lançar as bases da cultura empresarial da Gerdau. Essa cultura se baseia na visão estratégica de crescer com segurança, aliando a ousadia de buscar novas frentes de atuação à disciplina e à seriedade na condução dos negócios. Não por acaso, algum tempo após a aquisição da Riograndense, que já contava com a Usina Farrapos (localizada no bairro Floresta, zona norte de Porto Alegre), Curt passou a buscar um local para instalar uma nova unidade.

Curt Johannpeter anteviu um novo caminho para os negócios da família

Para isso, aos fins de semana, a bordo de um Chevrolet 51, procurou terrenos na região do Vale do Sinos até encontrar uma área de 100 hectares em Sapucaia do Sul, a 25 quilômetros de Porto Alegre. As obras iniciaram em 1955 e, dois anos depois, a Usina Rio do Sinos entrou em operação. Em 1961, em mais uma atitude inovadora, a fábrica deu início ao emprego, de modo pioneiro na América Latina, do processo de lingotamento contínuo, que permite maior rapidez e eficiência ao desempenho industrial.

Em 1963, fortalecendo o compromisso de geração de impacto positivo para as pessoas e comunidades, foi instituída a Fundação Gerdau para alinhar as ações de saúde, educação, habitação e assistência social. Muito tempo depois, em 2005, seria criado o Instituto Gerdau, hoje responsável pela coordenação das políticas de responsabilidade social da companhia. Os anos 1960 marcaram também o ingresso da quarta geração da família Gerdau – Germano, Klaus, Jorge e Frederico, filhos de Curt – em cargos de liderança da organização.

Ao final da década de 1960, a marca Gerdau tinha presença assegurada nos mercados do Sudeste, Norte e Nordeste do Brasil. Entre os dirigentes da empresa, amadurecia a intenção de espalhar os troncos da produção do aço Gerdau para além da fronteira do Rio Grande do Sul. Afinal, a concentração industrial do país estava concentrada em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Não demorou para que a ideia fosse posta em prática.

Relembre aqui o primeiro dos quatro capítulos que rememoram a história centenária da Gerdau.

Curt Johannpeter lançou as bases da cultura empresarial da Gerdau

Chega antes quem larga primeiro?

O Magazine Luiza aposta na vantagem do pioneiro

Pode-se afirmar que, atraindo PMEs antes de seus concorrentes, o Magalu terá a vantagem de monopolizar suas vendas online por um determinado período, e de construir com eles um relacionamento

Luiza Helena Trajano começou a percorrer o Brasil. Não, a empresária não está em campanha à Presidência da República, ao contrário do que alguns de seus pares gostariam, e sim em busca de pequenos empreendedores que queiram vender por meio do marketplace digital do Magazine Luiza, varejista presidida pelo seu filho, Frederico.

Consultado pelos repórteres a respeito da estratégia de “ir aonde o microempresário está”, o CEO da Magalu saiu-se com esta: “Já ouviu falar em ‘first mover advantage’ (vantagem do pioneiro)? É isso que estamos fazendo” (Valor Econômico, 20/05/2022). Se o leitor não conhece a expressão em inglês, vale conhecê-la para entender a ambição da companhia paulista.

Pioneirismo é o ingresso em determinado mercado antes de todos os outros concorrentes. Já a vantagem do pioneiro, referida por Frederico Trajano, é a capacidade daqueles que ingressam antes em um mercado de obterem retornos financeiros superiores aos dos concorrentes no longo-prazo.

Entendidos os conceitos básicos, a questão passa a ser: a aposta do CEO do Magalu faz sentido? A vantagem do pioneiro existe de fato?

Se o leitor buscar a resposta em artigos acadêmicos que investigam o tema, não encontrará uma resposta definitiva. Porém, perceberá que dois dos fatores capazes de gerar a vantagem do pioneiro guardam relação com a estratégia da família Trajano: posição competitiva privilegiada, que abrange a formação de parcerias e alianças que permitam à empresa construir um sistema sólido de acesso ao cliente – no caso, MEIs e PMEs espalhadas pelo Brasil; e erguimento de barreiras de saída, que, no caso da Magalu, têm a ver com desencorajar os empreendedores plugados em seu markteplace de vender, mais adiante, também por meio de concorrentes como Mercado Livre e Amazon.

O problema dessa segunda condição está na inviabilidade de exigir exclusividade dos parceiros comerciais. Enquanto para pessoas e empresas não faz sentido ter mais de um fornecedor de internet, telefonia ou qualquer outro serviço, nada impede um microempreendedor de querer escoar suas mercadorias por mais de um canal. Assim, uma eventual fidelidade deles para com o Magazine Luiza terá de emergir espontaneamente, como decorrência de uma proposta de valor superior de sua plataforma de comércio eletrônico. E é aí que reside o grande desafio.

Pode-se afirmar que, atraindo PMEs antes de seus concorrentes, o Magalu terá a vantagem de monopolizar suas vendas online por um determinado período, e de construir com eles um relacionamento. Mas essas tendem a ser vantagens temporárias, e não duradouras, de longo prazo.

Resumindo: tal como numa maratona, ter pique para sair na frente só se torna vantagem se houver fôlego para conservar a dianteira.

O Magazine Luiza aposta na vantagem do pioneiro

A startup que não tem medo de errar

O espírito empreendedor de dois amigos fez da catarinense Razonet a primeira empresa do ramo contábil a se posicionar como digital no Brasil

Equipe da startup catarinense busca oferecer um atendimento humanizado

Para empreender, além de muita energia para tirar a ideia do papel, é necessário saber lidar com a burocracia e a administração do negócio. Nesses casos, o caminho natural é recorrer aos contadores. Em 2019, dois empresários com vasta experiência na área diagnosticaram essa demanda e fundaram, em Joaçaba (SC), a Razonet Contabilidade Digital. Odivan Cargnin, CFO do Grupo Habitasul, se uniu ao amigo e dono do Contassesc, escritório tradicional de contabilidade, Valdenir Menegat. O objetivo da dupla foi colocar de pé uma startup de contabilidade 100% digital focada em pequenas empresas. O espírito empreendedor de Cargnin e Menegat fizeram da Razonet a primeira empresa do ramo a se posicionar como digital.

Pelo aplicativo, com um design atraente e intuitivo, são realizados serviços contábeis completos, como a abertura de empresas, emissão e cálculo da folha de pagamento dos impostos ou mesmo envio de declarações. A grande distinção da iniciativa pioneira no digital é a presença de um atendimento humanizado e com foco no cliente. “Nosso diferencial hoje é poder chegar a todos os empresários com um atendimento humanizado, de excelência, voltado ao cliente e com valores acessíveis”, destaca a CEO Luana Menegat.

A trajetória bem-sucedida da Razonet se apóia em alguns princípios de gestão. Entre eles, a crença de que errar é natural e deve ser visto como parte processo de aprimoramento da plataforma.Segundo Luana, a experimentação é o que leva à excelência e à melhor solução. Ela faz questão de frisar que um dos maiores diferenciais da Razonet foi deixar de lado a cautela das empresas tradicionais, que tem como consequência engessamento dos procedimentos operacionais. “Cada erro é visto como um gap onde é possível implementar uma melhoria”, ensina.

No início da pandemia, a Razonet teve a expectativa de que conquistaria muitos clientes novos entre empresas de pequeno porte que, diante de uma situação de vulnerabilidade em seus mercados, procurariam novos fornecedores com custos mais em conta. Porém, a maioria das PMEs se apoiou no que já conhecia, priorizando a fidelidade e segurança dos modelos. Restou à startup uma nova estratégia: oferecer os serviços para clientes que estavam enfrentando severas dificuldades econômicas e precisando de linhas de crédito para não fechar as portas.

“Fizemos, então, um programa de capacitação para administração das empresas em momentos de crise”, conta a executiva. A Razonet promoveu um webinar que durou uma semana e contou com nomes de peso como mentores. Foi aberto a todo o público, não somente aos clientes, com um apelo enfático no sentido de apresentar conteúdos que ajudassem as empresas a enfrentar a crise. As adaptações na estratégia de ação levaram a startup de contabilidade digital a ganhar crescimento exponencial, passando de 208 clientes em 2019 para 886 em 2020. Em 2021, este volume de clientes dobrou. O faturamento quase quadruplicou, alcançando R$ 1,5 milhão, resultado também beneficiado pelo crescimento da digitalização da economia, que foi potencializada com a pandemia.

A Razonet se comporta como uma central de soluções, disponibilizando o máximo de serviços para dar suporte ao cliente na gestão de seu negócio. O que há em comum entre os clientes da Razonet é a recorrência. Os pacotes de serviços contábeis seguem sendo a operação mais rentável. Na sequência de serviços mais procurados aparecem as certificações digitais, as regularizações de pendências empresariais e as alterações contratuais. Mas o foco segue sendo a contabilidade digital, e neste serviço a Razonet prevê investir R$ 900 mil em 2022. O aporte será direcionado para o desenvolvimento de automações e cursos. Outra fatia irá para a fintech Razonet Bank, lançada em março. Ela tem entre seus serviços maquininha de cartão para lojistas, cartão de crédito pré-pago, linhas de crédito especiais por ramo de atuação, entre outros. A fintech, assim como a Contabilidade Digital, espera conquistar mais mil clientes no primeiro ano de atividade.

Além das diferentes linhas de atuação, a startup também contempla o Razonet Labs, que busca desenvolver ações paralelas com o propósito de trazer soluções para os clientes e agregar valor aos serviços. A ideia da fintech, inclusive, partiu desse laboratório. A área operará ao longo do ano testando e validando algumas ideias que ainda não saíram do papel. Como pioneira na contabilidade digital, a Razonet não se preocupou em olhar para a concorrência. Dentro da filosofia da Razonet, aliás, validar as ações de similares do setor pode limitar o crescimento. “As apostas em tecnologias desenvolvidas devem partir dos processos de inovação, do constante redesenho de procedimentos, da necessidade interna baseada em diagnósticos da empresa e, claro, das dores dos clientes”, conta Luana, revelando o segredo que guindou a companhia ao topo na categoria Startups na 18ª edição de Campeãs da Inovação.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

O espírito empreendedor de dois amigos fez da catarinense Razonet a primeira empresa do ramo contábil a se posicionar como digital no Brasil

RS assina memorando com Ocean Winds para potencializar energia eólica em alto-mar

Projetos podem representar investimentos de R$ 100 bilhões

Da esquerda para a direita: Lemos, da Casa Civil; José Partida Solano, da Ocean Winds; e Ranolfo

O governador Ranolfo Vieira Júnior assinou, na manhã desta sexta-feira (17), em evento realizado no Palácio Piratini, um memorando de entendimento com a empresa espanhola Ocean Winds para potencializar a geração de energia renovável no Rio Grande do Sul. O objetivo da parceria com a companhia, sediada em Madri e com subsidiária no Brasil, é permitir a construção de projetos de produção de energia eólica offshore, que é uma fonte renovável e não poluente obtida pelo aproveitamento da força do vento que sopra em alto-mar.

“O Rio Grande do Sul tem um grande potencial para a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, com destaque para a tecnologia eólica. Essa assinatura representa isso e é um primeiro passo. Se forem concretizados os dois projetos para nossa costa, teremos investimentos na ordem dos R$ 100 bilhões, com uma geração de emprego de 10 mil vagas durante a construção e 4 mil na operação”, afirmou o governador.

O Rio Grande do Sul tem capacidade para gerar 100 gigawatts de energia com ventos em terra. Em alto-mar, beneficiado pela inexistência de barreiras para os cataventos girarem, são mais de 114 gigawatts. “Se somarmos essas duas capacidades, produzimos, hoje, apenas 5% do total da energia proporcionada pelos ventos. Isso significa que temos uma área com muita possibilidade de crescimento. Além disso, o porto do Rio Grande também pode ser um grande potencializador”, explicou o chefe da Casa Civil, Artur Lemos.

O diretor de desenvolvimento de novos negócios da Ocean Winds, José Partida Solano, apresentou os projetos e comentou a expectativa para a execução. “Nossa expectativa é começar a operação até 2030. Neste momento, estamos em fase de licenciamento junto ao Ibama. É um prazer assinar esta cooperação com o governo gaúcho. Temos presença em todo o Brasil e acreditamos no potencial daqui. Será uma nova indústria para a região Sul”, afirmou.

A Ocean Winds, uma joint venture das empresas multinacionais Engie (francesa) e EDPR (portuguesa), tem cinco projetos no país, sendo dois deles no Rio Grande do Sul. Um deles está localizado no Litoral Norte (nomeado Marinha de Tramandaí, com potencial de 700 megawatts) e o outro, em uma extensa faixa do Litoral Sul, de Tramandaí até Mostardas (chamado de Ventos do Sul, com potencial de 6,5 gigawatts).

Projetos podem representar investimentos de R$ 100 bilhões

Ministro do STF decide que ICMS de combustíveis deve ser unificado

Mendonça também cobrou explicação da Petrobras sobre preço

A decisão começará a valer em 1º de julho

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu nesta sexta-feira (17) que as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devem ser cobradas de forma uniforme pelos estados. A decisão começará a valer em 1º de julho. Mendonça também determinou que a Petrobras deverá enviar ao Supremo documentos internos que justificaram a formação de preços dos combustíveis.

De acordo com a decisão, a base de cálculo do imposto deverá ser fixada conforme a média de preços praticados nos últimos 60 dias. Além disso, os estados deverão observar um intervalo mínimo de 12 meses entre a primeira fixação e o primeiro reajuste das alíquotas e de seis meses para os reajustes subsequentes. A liminar foi motivada por uma ação protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender uma resolução do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que trata da cobrança do ICMS.

As regras estabelecidas deverão ter vigência até que o Confaz edite novas regras conforme as balizas definidas pelo ministro.

Com Agência Brasil

Mendonça também cobrou explicação da Petrobras sobre preço

Webhelp adquire Grupo Services, de Curitiba

O valor do negócio não foi informado pelas empresas

Com mais de duas décadas de atuação, o Grupo Services é conhecido por ter criado o primeiro Contact Center 100% digital do Brasil em 2016

A Webhelp anunciou que adquiriu o Grupo Services, de Curitiba, que atua com Call Centers. O valor do negócio não foi informado pelas empresas. Após a aquisição, a Webhelp operará em 213 localidades em 58 países, com mais de 110 mil funcionários em todo o mundo. “O grupo oferecerá aos clientes globais existentes acesso imediato ao mercado doméstico brasileiro e aos serviços de língua portuguesa brasileira, enquanto os clientes locais terão a oportunidade de entrar em novos mercados através da significativa presença global da Webhelp”, informa o comunicado conjunto das empresas.

“Estamos muito entusiasmados com este próximo capítulo de crescimento e honrados pela Webhelp ter nos escolhidos para entrar no mercado brasileiro. Sentimos que há um grande alinhamento cultural entre nossas equipes, nos dando a convicção de um futuro ainda melhor para todos nossos profissionais”, destaca Jansen Alencar, CEO do Grupo Services.

Com mais de duas décadas de atuação, o Grupo Services é conhecido por ter criado o primeiro Contact Center 100% digital do Brasil em 2016. A empresa curitibana tem experimentado um forte crescimento nos últimos anos, expandindo sua atuação em setores como e-commerce, serviços financeiros e telecomunicações. Suas especialidades incluem atendimento ao cliente, cobrança e vendas automatizadas, prevenção e detecção de fraudes, assim como soluções tecnológicas internas de última geração. A aquisição é a 11ª em cinco anos da Webhelp.

O valor do negócio não foi informado pelas empresas

Cerveja atinge nível histórico de consumo no Brasil

Desafio é a retomada da frequência do consumo fora de casa, que ainda não atinge níveis pré-pandemia

Marcas tradicionais continuam sendo as grandes impulsionadoras do crescimento do consumo de cerveja no país

O mercado de cerveja nunca teve tantos consumidores no Brasil, segundo dados do mais recente relatório Consumer Insights da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria. São 5,1 milhões a mais nos 12 meses terminados em março em comparação ao ano móvel que acabou em março de 2021. No entanto, apesar do aumento, e mesmo com o avanço da vacinação e o fim de muitas restrições, a frequência do consumo fora do lar ainda não atingiu o nível pré-pandemia.

Além da ginástica que o cidadão brasileiro tem feito no bolso para driblar a alta dos preços, muitos ainda não se sentem seguros para confraternizar. O estudo LinkQ Covid-19 da Kantar, feito também em março, mostrou que 61% dos brasileiros declaram sair apenas para atividades essenciais. Também nos 12 meses terminados em março, o ganho de ocasiões para o consumo de cerveja fora de casa foi de expressivos 16% e a queda dentro do lar foi 7,9%, totalizando um aumento geral de 2,1% frente ao período anterior, o que comprova que as pessoas estão saindo mais de casa, mas ainda não com a mesma frequência de antes da pandemia.

No mesmo intervalo houve um incremento de 1,6% na compra de unidades de cerveja para consumo fora de casa e uma retração de 7,1% dentro do lar, que representam retração de 4% no consumo total da bebia dentro e fora de casa. Em resumo: há mais gente consumindo, porém em menor quantidade, principalmente por causa do preço. O valor gasto com a cerveja fora de casa cresceu 8,6% e diminuiu 6,5% dentro do lar em comparação ao ano anterior, indicando que o hábito de beber cerveja dentro do lar vem migrando para fora, porém ainda não nos níveis do pré-pandemia.

Marcas tradicionais continuam sendo as grandes impulsionadoras do crescimento do consumo de cerveja no país, mas o segmento premium continua tendo seu público, que, para fazer caber no bolso, diminui a frequência do consumo, mas segue fiel ao produto. O relatório trimestral Consumer Insights da Kantar contempla 11.300 lares de todas as regiões e classes sociais do país. A amostra representa 59 milhões de lares do Brasil.

Desafio é a retomada da frequência do consumo fora de casa, que ainda não atinge níveis pré-pandemia

Empreendedores desenvolvem soluções para empresas do Sul

Segunda rodada do Conexo Challenge reunirá empresas parceiras para definição das estratégias de negócio e apresentação de soluções inovadoras

A segunda rodada inicia em julho com o onboarding, a análise do problema de cada empresa e a definição da estrutura do desafio para os inscritos

A primeira rodada de 2022 do Conexo Challenge se encerrou com expressiva participação. No total, 93 startups, instituições de ensino superior e empreendedores se candidataram à iniciativa com o objetivo de apresentar soluções para desafios de empresas parceiras. A rodada reuniu interessados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Manaus, Bahia e Distrito Federal.

“Nosso intuito é conectar pessoas para resolver desafios de negócios, gerando oportunidades entre os atores do ecossistema. Temos a convicção do papel do Conexo Challenge de gerar novos negócios e soluções inovadoras. Temos parceria com parques tecnológicos, instituições de ensino e incubadoras, o que permitiu o grande alcance da última edição e garante que as soluções se tornem realidade”, explica Léo Vitor Redondo, head da Conexo.

Nessa primeira rodada, as empresas parceiras foram Sicredi Pioneira RS; Master; Castertech; Suspensys; e Empresas Randon (TI&CSC e Holding). A segunda rodada inicia em julho com o onboarding, a análise do problema de cada empresa e a definição da estrutura do desafio para os inscritos. Após apresentação dos pitches, os responsáveis pelos desafios das empresas participam de reuniões de alinhamentos com as equipes proponentes de soluções, com o objetivo de traçar a estratégia para as resoluções de desafios de negócio, além de avaliar a sinergia entre os grupos e os próximos passos. Ao final da jornada, cada time terá duas propostas comerciais com foco na validação da estratégia desenhada para o negócio.

A próxima edição do Conexo Challenge, com novas rodadas para inscrições para startups e empresas que desejam se conectar a partir de seus desafios de negócios, está prevista para iniciar em julho.

Segunda rodada do Conexo Challenge reunirá empresas parceiras para definição das estratégias de negócio e apresentação de soluções inovadoras

A pandemia transformou você em um profissional T-shaped?

O termo remete a um perfil multidisciplinar, capaz de transitar em vários campos e abrir novas possibilidades

As empresas brasileiras se adaptaram muito bem ao trabalho remoto

A pandemia veio para modificar a nossa maneira de viver a vida. A rotina foi alterada, as formas de carinho e amor foram transformadas. O nosso jeito de pensar já não é mais o mesmo. Com isso, veio uma grande pergunta: como ficarão as relações de trabalho? Como o mercado irá realizar a contratação de profissionais no pós-pandemia? Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), somente em 2021, quando ainda enfrentamos uma perspectiva mais dura das restrições para o controle da Covid-19, 2,7 milhões de vagas formais foram criadas no Brasil. O setor de serviços foi responsável pela criação de 1,2 milhão desses postos de trabalho.

No entanto, apesar dos resultados positivos, especialistas esperam uma desaceleração no número de contratações para 2022. Isso não significa que o mercado irá deixar de fazer ofertas ou que você não deve apostar em novas habilidades. Esse cenário modificado pela pandemia, e que está em processo de absorver novas demandas de trabalho, vem muito focado no profissional “T-shaped”. O termo remete a um perfil multidisciplinar, capaz de transitar em vários campos e abrir novas possibilidades.

O T-shaped é representado pela letra “T” por simplificar visualmente a composição do perfil. Ele possui uma camada horizontal recheada de competências e habilidades que o torna capaz de compreender diversas disciplinas dentro de sua área (mesmo que não se aprofunde em todas elas), e uma camada vertical, onde se encontram competências mais profundas que, de fato, entregam seu tipo de especialidade.

As soft skills também estão sendo muito valorizadas pelo mercado. Profissionais com inteligência emocional e foco na solução de problemas estão se destacando entre outros candidatos. Investir no desenvolvimento delas é uma ótima pedida para esse momento. Novas oportunidades também vêm com mais flexibilidade. As empresas brasileiras se adaptaram muito bem ao trabalho remoto. Agora, muitos recrutadores estão oferecendo a possibilidade de o colaborador escolher o modo de trabalho, seja ela home office, presencial ou híbrido.

O mercado está cheio de transformações e oportunidades. É hora de investir seus esforços em cursos pontuais e dar foco para as vagas que realmente te encantam. Afinal de contas, a pandemia nos ensinou que não podemos perder tempo com aquilo que não acreditamos.

*Responsável pelos Recursos Humanos da Bidese Construtora, de Curitiba

O termo remete a um perfil multidisciplinar, capaz de transitar em vários campos e abrir novas possibilidades

Copom eleva taxa básica de juros para 13,25% ao ano

Para a próxima reunião, o Banco Central antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude

O atual ciclo de alta dos juros básicos teve início em março de 2021

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu elevar, nesta quarta-feira (15), a taxa Selic, os juros básicos da economia, em meio ponto percentual. Com isso, a Selic passou de 12,75% ao ano para 13,75% ao ano. Esta é a 11ª alta consecutiva da Selic. O atual ciclo de alta dos juros básicos teve início em março de 2021.

“O Copom considera que, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista. O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, diz o documento publicado logo após o fim do encontro.

Para a próxima reunião, o Copom antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude. “O Comitê nota que a crescente incerteza da atual conjuntura, aliada ao estágio avançado o ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, detalha a nota do Banco Central.

Para a próxima reunião, o Banco Central antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude

Maioria dos brasileiros sente que inflação subiu muito

Situação econômica tem afetado principalmente o consumo de alimentos

Metade dos entrevistados acredita que a vida financeira só irá se recuperar após 2022

As consequências da inflação nesses quatro meses do conflito entre Ucrânia e Rússia chegaram aos lares brasileiros, com aumento generalizado de preços e, ainda, com pouca expectativa de mudanças na situação econômica da família e do país no curto prazo. A maioria dos entrevistados (93%) afirma que o preço dos produtos aumentou ou aumentou muito em relação ao início do ano. Da mesma forma, oito em cada dez entrevistados (78%) apontam que o consumo de alimentos e outros itens do abastecimento doméstico é o item que mais tem sido impactado pela inflação.

A recuperação econômica ainda está longe do horizonte dos brasileiros. Metade dos entrevistados (51%) acredita que a sua vida financeira e familiar só irá se recuperar após 2022 ou isso sequer acontecerá. Quando pensam na recuperação da economia do país, é mais elevado o contingente de pessimistas (77%). Alinhados com esse sentimento, 66% têm expectativa negativa também no que se refere ao crescimento do país. Esses dados foram revelados pela mais nova rodada da pesquisa Radar Febraban, realizada com 3 mil pessoas, entre os dias 21 de maio a 2 de junho, nas cinco regiões do país.

Considerando um horizonte mais favorável, em que haja disponibilidade de recursos extras no orçamento doméstico, as preferências dos entrevistados recaem na compra ou reforma de imóvel – 31% disseram que comprariam um imóvel e 16% que reformariam a casa – e por investimentos bancários – 20% aplicariam o dinheiro na poupança e 18% em outros investimentos bancários.

“A inflação é o inimigo número 1 do Brasil. É um fenômeno mais sério aqui porque, há 9 meses consecutivos, anualizada, vem ultrapassando a faixa dos dois dígitos. Além disso, está bastante disseminada e vem atingindo sobretudo as classes menos favorecidas. É mais sério também porque a inflação tem fatores estruturais, que estão entre nós, como o quadro fiscal débil que, vez por outra, volta a inspirar cuidados”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban, em nota.

Situação econômica tem afetado principalmente o consumo de alimentos

Fed sobe juros para faixa de 1,5% a 1,75%

Banco Central dos EUA intensificará política monetária para combater inflação

Fed prevê que os bloqueios relacionados ao Covid na China provavelmente exacerbarão as interrupções na cadeia de suprimentos

O Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (15) que subiu os juros do país para faixa de 1,5% a 1,75% – uma alta de 0,75 pontos percentuais desde o último encontro, em maio. O reajuste acima do que havia sido sinalizado pelo Fed na reunião anterior revela que será intensificada a política monetária para combate à inflação americana. Essa é a maior alta de juros desde 1994.

“A atividade econômica parece ter se recuperado após a queda no primeiro trimestre. Os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de energia e pressões mais amplas sobre os preços”, diz o comunicado.

“A invasão da Ucrânia pela Rússia está causando enormes dificuldades humanas e econômicas. A invasão e os eventos relacionados estão criando uma pressão ascendente adicional sobre a inflação e estão pesando sobre a atividade econômica global. Além disso, os bloqueios relacionados ao Covid na China provavelmente exacerbarão as interrupções na cadeia de suprimentos. O Comitê está altamente atento aos riscos inflacionários”, destaca o texto.

“O Comitê busca alcançar o máximo de emprego e inflação à taxa de 2% no longo prazo. Em apoio a essas metas, o Comitê decidiu aumentar a faixa-alvo para a taxa dos fundos federais para 1,5% a 1,75% e prevê que os aumentos contínuos serão apropriados. Além disso, o Comitê continuará reduzindo suas participações em títulos do Tesouro e dívida de agências e títulos lastreados em hipotecas de agências, conforme descrito nos planos para redução do tamanho do balanço do Federal Reserve, emitidos em maio”, detalha o documento.

Banco Central dos EUA intensificará política monetária para combater inflação