Archives Junho 2022

Grupo M. Dias Branco adquire Jasmine Alimentos

O valor da transação não foi relevado

Em 2014 a Jasmine já havia sido comprada pela francesa Nutrition et Santé

O Grupo M. Dias Branco, do Ceará, anunciou a aquisição da paranaense Jasmine Alimentos. O valor da transação não foi relevado. Especializada na fabricação de produtos orgânicos, a empresa que tem fábrica em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, faturou R$ 180 milhões no ano passado. O plano da M. Dias Banco é manter a estratégia que já estava em andamento na Jasmine de manter o consumo sempre próximo ao dia a dia dos clientes, com soluções práticas e saudáveis de alimentação.

Fundada em 1990 pelo casal Christophe e Rosa Allain, que vendiam produtos macrobióticos a amigos, a Jasmine se transformou em uma das principais marcas do segmento de alimentação saudável, atendendo inclusive consumidores com restrições alimentares. Em 2014 a Jasmine já havia sido comprada pela francesa Nutrition et Santé. Desde então, a marca cresceu cerca de 30% em market share, comercializando mais de 140 itens, principalmente cookies integrais, granolas, pães sem glutén e entre outros cereais. Os itens da marca têm certificações de produtos orgânicos e veganos.

Em 2015, um ano após ser adquirida pela multinacional francesa, a Jasmine inaugurou a fábrica de 15 mil metros quadrados em Campina Grande do Sul. A empresa opera com 26 mil pontos de venda direta e indireta em todo o país, sendo que metade da operação é na região Sul e no estado de São Paulo.

O valor da transação não foi relevado

Produção e emprego na indústria crescem em maio

Pesquisa da CNI mostra que as expectativas entre os empresários melhoraram de modo geral

Os índices de expectativas de demanda, de compras de matérias-primas são os maiores desde setembro de 2021

O índice de produção industrial foi de 53,6 pontos em maio, de acordo com a Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nessa pesquisa, o indicador varia de 0 a 100 pontos, com uma linha de corte de 50 pontos, valores acima indicam crescimento e abaixo queda. Em abril, o índice de produção registrou 46,5 pontos. Foram entrevistadas 1,8 mil empresas, sendo 730 pequeno porte, 631 médio porte e 439 de grande porte, entre 1º a 9 de junho.

O emprego industrial também apresentou crescimento, acompanhando o impulso da produção. Em maio, o índice de evolução do número de empregados alcançou 51 pontos, aumentando 0,5 ponto em relação a abril. O índice mostra novo crescimento do emprego, maior e mais disseminado entre as empresas em maio. Além disso, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) na indústria geral foi de 70% em maio, alta de um ponto percentual em relação ao mês de abril. Em relação a maio de 2021, a UCI se manteve inalterada. Destaca-se, contudo, que a UCI de maio de 2022 e a de 2021 são as maiores para o mês desde 2014, quando a UCI alcançou 71%.

Empresários seguem otimistas em junho
O índice de expectativa de demanda para junho de 2022 foi de 59,1 pontos, maior valor desde setembro de 2021. Em relação ao mês anterior, o crescimento foi de 1,8 ponto. Esse indicador influenciou diretamente o índice de expectativa de compras de matérias-primas e de número de empregados, que também subiram entre um mês e outro. Diante disso, o índice de intenção de investimento alcançou 56,4 pontos, o que representa um aumento de 0,3 ponto na comparação com maio.

Pesquisa da CNI mostra que as expectativas entre os empresários melhoraram de modo geral

Maioria dos brasileiros sente que inflação subiu muito

Situação econômica tem afetado principalmente o consumo de alimentos

Metade dos entrevistados acredita que a vida financeira só irá se recuperar após 2022

As consequências da inflação nesses quatro meses do conflito entre Ucrânia e Rússia chegaram aos lares brasileiros, com aumento generalizado de preços e, ainda, com pouca expectativa de mudanças na situação econômica da família e do país no curto prazo. A maioria dos entrevistados (93%) afirma que o preço dos produtos aumentou ou aumentou muito em relação ao início do ano. Da mesma forma, oito em cada dez entrevistados (78%) apontam que o consumo de alimentos e outros itens do abastecimento doméstico é o item que mais tem sido impactado pela inflação.

A recuperação econômica ainda está longe do horizonte dos brasileiros. Metade dos entrevistados (51%) acredita que a sua vida financeira e familiar só irá se recuperar após 2022 ou isso sequer acontecerá. Quando pensam na recuperação da economia do país, é mais elevado o contingente de pessimistas (77%). Alinhados com esse sentimento, 66% têm expectativa negativa também no que se refere ao crescimento do país. Esses dados foram revelados pela mais nova rodada da pesquisa Radar Febraban, realizada com 3 mil pessoas, entre os dias 21 de maio a 2 de junho, nas cinco regiões do país.

Considerando um horizonte mais favorável, em que haja disponibilidade de recursos extras no orçamento doméstico, as preferências dos entrevistados recaem na compra ou reforma de imóvel – 31% disseram que comprariam um imóvel e 16% que reformariam a casa – e por investimentos bancários – 20% aplicariam o dinheiro na poupança e 18% em outros investimentos bancários.

“A inflação é o inimigo número 1 do Brasil. É um fenômeno mais sério aqui porque, há 9 meses consecutivos, anualizada, vem ultrapassando a faixa dos dois dígitos. Além disso, está bastante disseminada e vem atingindo sobretudo as classes menos favorecidas. É mais sério também porque a inflação tem fatores estruturais, que estão entre nós, como o quadro fiscal débil que, vez por outra, volta a inspirar cuidados”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban, em nota.

Situação econômica tem afetado principalmente o consumo de alimentos

Proposta de R$ 129,6 milhões vence licitação para duplicar a Rodovia das Cataratas

O Consórcio Dalba/Bandeirantes teve seus documentos de habilitação aprovados

O prazo de execução da obra é de 18 meses, período durante o qual também será executada a restauração do pavimento existente da BR-469 e sua manutenção

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou nesta sexta-feira (10) o resultado da análise de documentos e classificação final da licitação da obra de duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469) em Foz do Iguaçu, na região Oeste. O Consórcio Dalba/Bandeirantes, formado pelas empresas Dalba Engenharia e Empreendimentos Ltda. e Comércio Bandeirantes Ltda., teve seus documentos de habilitação aprovados e apresentou, em fase anterior, a proposta de preços mais vantajosa para a administração pública, no valor de R$ 129,6 milhões.

A publicação, em Diário Oficial e no portal Compras Paraná, dá início ao período de recursos das outras participantes quanto ao resultado e contrarrazões do consórcio vencedor, caso algum recurso seja apresentado. O DER/PR vai analisar todos os argumentos protocolados, para tomar a decisão final. Em seguida, a licitação segue para a homologação do resultado e adjudicação da obra ao vencedor, também publicadas nos canais oficiais, devendo o consórcio apresentar, nas próximas semanas, os documentos necessários para assinatura de contrato.

Está prevista a duplicação da BR-469 em um trecho de 8,7 quilômetros, entre o trevo Carimã (acesso para a Ponte Tancredo Neves) e o portal de entrada do Parque Nacional Iguaçu. O prazo de execução da obra é de 18 meses, período durante o qual também será executada a restauração do pavimento existente da BR-469 e sua manutenção.

O Consórcio Dalba/Bandeirantes teve seus documentos de habilitação aprovados

Câmara aprova texto-base de projeto que limita ICMS dos combustíveis

Deputados votarão nesta quarta destaques a trechos incluídos no Senado

Projeto pode derrubar em R$ 1,65 o preço da gasolina e em R$ 0,76 o diesel

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. O texto, de origem na Câmara, passou pelo Senado e sofreu alterações, por isso, voltou à Câmara.

Os deputados devem analisar nesta quarta-feira (15), pela manhã, destaques a trechos de algumas emendas incluídas pelos senadores. A análise desses destaques começou a ser discutida na sessão de ontem, mas um problema técnico impediu a abertura do resultado das votações no painel do plenário. Por isso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu encerrar a sessão e retomar a votação no dia seguinte. Após a conclusão dessa etapa, o texto seguirá para sanção presidencial.

O projeto afeta a alíquota do ICMS para gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Segundo a proposta, esses produtos seriam classificados como essenciais e indispensáveis, levando à fixação da alíquota do ICMS em um patamar máximo de 17%, inferior à praticada pelos estados atualmente. O PLP também prevê a compensação da União às perdas de receita dos estados quando a perda de arrecadação ultrapassar 5%. O texto também reduz a zero, até 31 de dezembro de 2022, as alíquotas de Cide-Combustíveis e a tributação de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a gasolina. O diesel e o gás de cozinha já têm esses tributos zerados.

Compensação
Todos os deputados aprovaram as emendas vindas do Senado, ressalvados os destaques. Os deputados da oposição apoiaram o novo texto, principalmente por causa de uma emenda que garante recursos para o Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb). Essa emenda prevê que, se os estados e municípios perderem recursos em função da lei, a União vai compensá-los para que os atuais níveis do Fundeb sejam mantidos. A aprovação dessa emenda impede que o Fundeb perca recursos com a redução da arrecadação do ICMS. O fundo tem receitas vinculadas à arrecadação desse imposto.

Assim como o Fundeb, a área da saúde, outro recurso carimbado, terá os repasses garantidos mesmo que haja perda de arrecadação dos estados. Recursos carimbados são aqueles com destinação definida, sem possibilidade de redirecionamento para outras áreas. Os deputados da base do governo preferiram atacar a arrecadação dos estados. Segundo eles, os estados têm tido arrecadação recorde com o ICMS, dentre outros impostos, e precisam dar sua cota de sacrifício para ajudar na redução do preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

Mesmo defendendo e aprovando o texto aprovado pelos senadores, os oposicionistas criticaram o argumento de que o PLP é a melhor saída para reduzir o preço dos combustíveis. Eles citaram que a atual política de preços da Petrobras, vinculada ao preço internacional do barril de petróleo e o valor do dólar, é a verdadeira responsável pelos brasileiros pagarem mais de R$ 7 o litro da gasolina. Essa política de preços é praticada desde 2017.

Impacto nos preços
Na semana passada, quando o texto era discutido no Senado, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), relator da matéria na Casa, afirmou que, se aprovado, o PLP poderia derrubar em R$ 1,65 o preço da gasolina e em R$ 0,76 o preço do diesel. No entanto, destacou que os preços poderiam apenas “não subir muito mais”, a depender do cenário internacional, que influencia no preço do barril de petróleo e na valorização do dólar frente ao real. “Não estamos tabelando preço. Tem uma guerra na Ucrânia, a Rússia é responsável por 25% da produção de diesel no mundo, os preços estão tensionados. É evidente que pode haver elevação de preços. Mas, mesmo que haja, isso vai ajudar a não subir muito mais do que subiria”, disse, na ocasião.

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Deputados votarão nesta quarta destaques a trechos incluídos no Senado

Grupo Zaffari lança marca Cestto, unindo atacado e varejo

A inauguração da primeira unidade, em Gravataí, está prevista para o final de 2022

O investimento inicial é de R$ 90 milhões

O Grupo Zaffari anunciou nesta sexta-feira (10) o lançamento da marca Cestto, com a qual passará a atuar no segmento de atacado e varejo, também conhecido como cash and carry. A abertura da primeira unidade da marca, em Gravataí (RS), está prevista para o final de 2022, com geração de aproximadamente 300 empregos diretos. O investimento inicial é de R$ 90 milhões.

A entrada do Grupo Zaffari no formato de múltiplo atendimento, unindo vendas por atacado e ao consumidor final, já vinha sendo planejada, e agora avança em razão das aprovações finais da construção. Além das instalações da unidade Cestto numa primeira etapa, o empreendimento irá comportar outras edificações gradativamente, que farão parte do conjunto de atividades correlacionadas e complementares, a serem desenvolvidas em separado, mas sinergicamente, buscando melhor atender às demandas da comunidade local.

O modelo de loja Cestto prevê dimensões de área de venda de cerca de 6 mil metros quadrados, com presença forte de seções de produtos perecíveis e amplos espaços para produtos frigoríficos, resfriados e congelados. Farão parte do mix os melhores fornecedores reconhecidos, assim como marcas exclusivas, cujos produtos serão apresentados também em tamanhos especiais, oportunizando a melhor compra tanto para comerciantes como para o consumidor final.

A escolha do nome Cestto foi determinada pelo atributo que a palavra tem de sintetizar o próprio negócio de atacado e varejo, visto que o objeto cesto está diretamente ligado ao ato de acondicionar, carregar e armazenar suprimentos, estando sempre presente nos ambientes de compras e de abastecimento. Também corroborou para a escolha do nome o fato de ser uma palavra de fácil assimilação, além de ter grande funcionalidade de aplicação gráfica e digital. A letra T dobrada tem a função de trazer personalidade à marca, torná-la única e inconfundível, o que também a conecta sutilmente à marca Zaffari por fazer alusão ao característico F dobrado de sua grafia.

A marca Cestto já nasce como o resultado de um longo aprendizado, pois o atacado faz parte da origem do Grupo Zaffari e de suas características comerciais. Nos primeiros anos de atuação em Porto Alegre, nos anos 1960, o atendimento ao consumidor final era realizado em paralelo ao abastecimento de pequenos comerciantes, feiras e outras instituições. “A oportunidade que temos no momento de desenvolver empreendimentos em novas localizações, somada ao objetivo de obter maior equilíbrio entre as escalas operacionais das vendas B2B, bem como os seus custos, fomentou a ativação da experiência de atacado, agora incrementada com as vendas de varejo ao consumidor final”, informa Claudio Luiz Zaffari, diretor do Grupo Zaffari, em nota.

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A inauguração da primeira unidade, em Gravataí, está prevista para o final de 2022

Governo registra superávit recorde para meses de abril

Resultado primário ficou positivo em R$ 28,5 bilhões

O superávit de abril ocorreu porque as receitas cresceram em ritmo maior que as despesas

A arrecadação recorde registrada em abril ajudou as contas públicas, apesar das desonerações para combustíveis, produtos industrializados e dos gastos com o Auxílio Brasil. Em abril, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou superávit primário de R$ 28,5 bilhões, valor recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O resultado veio melhor do que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado positivo de R$ 17,3 bilhões em abril.

Em relação a abril do ano passado, o superávit primário cresceu 52,9%, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No quadrimestre, o governo acumula resultado positivo de R$ 79,2 bilhões, valor também recorde para o primeiro quadrimestre, desde o início da série histórica. O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do superávit recorde no início do ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. No fim de maio, o relatório bimestral de receitas e despesas reduziu a estimativa de déficit para R$ 65,5 bilhões, mas o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO.

Previsto para a última semana de maio, o resultado de abril foi publicado com duas semanas de atraso, por causa da greve dos analistas do Tesouro Nacional. Assim como diversas categorias do funcionalismo público federal, eles reivindicam a reposição da inflação nos últimos quatro anos.

Arrecadação atípica
O superávit de abril ocorreu porque as receitas cresceram em ritmo maior que as despesas. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 18,7% em relação a março do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação, o crescimento ficou em 5,9% acima do IPCA. As despesas totais cresceram 11,6% em valores nominais, mas caíram 0,5% na mesma comparação, após descontar a inflação. No mês passado, dois fatores impulsionaram o crescimento das receitas. O primeiro foi a alta arrecadação registrada em abril. Apesar das desonerações para combustíveis e para produtos industrializados, as receitas do governo sentiram pouco o impacto das medidas. A elevação do lucro de empresas de energia e de combustíveis contribuiu para a arrecadação recorde em abril.

O outro fator não está relacionado com a arrecadação de tributos, mas com a alta do petróleo no mercado internacional. As receitas com royalties cresceram R$ 7 bilhões (+43,6%) acima do IPCA em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Atualmente, a cotação do barril internacional está em torno de US$ 120 por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Despesas
Do lado das despesas, aumentaram os gastos obrigatórios com controle de fluxo, que subiram R$ 5,4 bilhões (+43,1%) acima da inflação em abril na comparação com o mesmo mês de 2021. No acumulado do ano, o aumento chega a R$ 19,9 bilhões (+38,5%) acima do IPCA. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil. Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 8,2% no acumulado do ano descontada a inflação, refletindo o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. As despesas com a Previdência Social subiram 2,7% acima da inflação.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal aplicou R$ 10,5 bilhões até abril, alta de 58% em relação ao mesmo período de 2021, descontada a inflação pelo IPCA. A alta ocorre perante uma base fraca de comparação. No ano passado, o orçamento foi sancionado apenas no fim de abril, e os investimentos no primeiro quadrimestre foram executados apenas com restos a pagar (verbas autorizadas em anos anteriores).

Com Agência Brasil

Resultado primário ficou positivo em R$ 28,5 bilhões

Anbima projeta aumento dos juros para o segundo semestre

Associação prevê taxa Selic em 13,5% para o final de 2022

Inflação deve atingir o patamar de 9,1%

Grupo Consultivo Macroeconômico, formado por 24 economistas-chefes de instituições ligadas à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), acredita que o ciclo de alta de juros seja interrompido após alta em agosto, com a taxa Selic encerrando o ano em 13,5%. Segundo o coordenador do grupo Fernando Honorato, a expectativa de boa parte dos economistas é que o Banco Central mantenha a taxa de juros mais alta por mais tempo.

O debate do grupo sobre a política monetária estima mais um aumento de 0,50 ponto da taxa Selic, em junho, e outro de 0,25 em agosto, encerrando dezembro em 13,5%. Entretanto, não houve, consenso em relação ao patamar da taxa para o final de 2022. A mínima e a máxima apuradas ficaram em 13,25% e 14,25%, respectivamente. Para os economistas, o mais provável é que o Banco Central interrompa o ciclo de alta dos juros e permaneça em um patamar elevado por mais tempo, o que elevaria os juros médios da economia. Para o final de 2023, a projeção para a taxa Selic foi revisada de 9% para 9,75%.

Quanto ao IPCA, o grupo revisou a estimativa de 2022 de 7,9% para 9,1% em relação à reunião de abril. Para 2023, a previsão dos economistas passou de 4% para 4,5%. Essas projeções, entretanto, não levam em conta os efeitos das medidas de desoneração fiscal divulgadas pelo governo, que podem impactar para baixo a inflação deste ano e, para cima, o do próximo.

Entre as casas que revisaram as previsões para inflação em função desses impactos, as medianas ficaram em 7,5% para 2022 e 5,4% para 2023. Os economistas ressaltaram que o cenário da inflação para o próximo ano continua desafiador, não apenas em função do caráter inercial do índice, mas pelas incertezas fiscais quanto à manutenção do aparato institucional de controle de gastos, o que dificulta o trabalho de ancoragem das expectativas inflacionárias de médios e longos prazos realizados pelo Banco Central.

Associação prevê taxa Selic em 13,5% para o final de 2022

Ainda é vantajoso investir em bitcoin?

Sócio-fundador do Hub do Investidor, Jayme Simão, explica que em médio e longo prazos as criptomoedas ainda são ótimas opções de investimento

O bitcoin devolveu ganhos nos últimos dias e voltou a ser negociado abaixo de US$ 30 mil

Investir em criptomoedas ainda é um bom negócio, mesmo com as quedas? Em médio e longo prazos, é possível. É o que explica o sócio-fundador do Hub do Investidor, Jayme Simão. “Esse período de lateralização vivido pelo bitcoin em maio fez com que as perdas realizadas no mercado fossem maiores que os lucros. Mas o que analisamos, nas últimas semanas, a tese de investimento no ativo em longo prazo demonstra ótimas oportunidades”, explica.

Para o especialista, o mais importante para o investidor é sempre estudar os ativos. Para quem acompanha o mercado de criptomoedas sabe que esses movimentos de queda como do bitcoin, por exemplo, não foi necessariamente uma surpresa. “Aliado a fatores macroeconômicos, indicadores on-chain e à formação de um padrão associado a uma tentativa frustrada de recuperação, o fato de o bitcoin ter demonstrado fraqueza em superar a faixa próxima aos US$ 32 mil ligou o alerta para os investidores. É possível que a queda do ativo tenha sido influenciada também pelos resultados negativos dos primeiros dias de junho no mercado americano, onde Nasdaq 100 e S&P 500 fecharam em queda de 0,7%. Ainda que o bitcoin tenha se dissociado dos índices do final de maio, e caído para seu menor nível dentro de um mês, a correlação continua alta”, avalia o especialista da consultoria paranaense.

O bitcoin devolveu ganhos nos últimos dias e voltou a ser negociado abaixo de US$ 30 mil. A primeira criptomoeda da história teve uma alta de 303% em 2020, indo de US$ 7.300 para US$ 29.433. Isso o tornou um dos investimentos mais valorizados do período. Tratando-se de uma moeda digital mundial descentralizada, ela não é controlada por nenhum governo ou banco, tendo seu valor regulado pelo próprio mercado.

“Esse é o tipo de investimento que deve ser feito por pessoas que tenham um perfil mais ativo, comprando e vendendo, vendendo e comprando. E, desde que seja feito no momento certo, pode proporcionar rendimentos bastante expressivos, mas, claro, tendo o mercado como regulador, é preciso sempre fazer análises mais macros e tentar saber o momento certo de se beneficiar, já que, diferente do mercado de ações, o de criptomoedas está ativo 24 horas por dia, sete dias por semana, então, exige bastante disposição do investidor”, completa Simão.

Sócio-fundador do Hub do Investidor, Jayme Simão, explica que em médio e longo prazos as criptomoedas ainda são ótimas opções de investimento

Volume de serviços varia 0,2% em abril

Setor está 7,2% acima do nível pré-pandemia

Transporte de passageiros superou pela primeira vez o patamar pré-pandemia (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

O volume do setor de serviços variou 0,2% em abril, acumulando alta de 9,5% em 2022 na comparação com o mesmo período de 2021. Com esse resultado, o setor está 7,2% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Já as atividades de transporte de passageiros cresceram 2,3% em abril, chegando a 0,1% acima do nível de fevereiro de 2020. Os dados, divulgados pelo IBGE, são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

“Depois de dois anos e dois meses, o transporte de passageiros superou pela primeira vez o patamar pré-pandemia, ratificando, assim, a maior mobilidade da população, refletida no aumento das receitas das empresas que operam os transportes de passageiros nos seus diversos modais: aéreo, rodoviário e metroferroviário”, destaca o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. A atividade acumula um ganho de 27,7% entre novembro de 2021 e abril de 2022.

Em abril, a variação positiva no setor de serviços foi concentrada em duas das cinco atividades investigadas na pesquisa. Em informação e comunicação (0,7%), o destaque continua sendo das atividades de tecnologia da informação, que atingiram o ponto mais alto da série histórica da PMS. “Durante o auge do isolamento por conta da pandemia, houve uma alta demanda desses serviços e esse movimento perdura até os dias atuais, com as empresas continuando a demandar serviços como o de desenvolvimento de softwares, de aplicativos de videoconferência ou de marketing digital”, explica Lobo. Já em serviços prestados às famílias (1,9%), a maior influência ficou a cargo dos serviços de alojamento e alimentação. “É um resultado que vem na esteira da continuidade do processo da retomada dos serviços de caráter presencial, notadamente, os bares e restaurantes”, detalha.

Em contrapartida, transportes (-1,7%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,6%), e outros serviços (-1,6%) recuaram em abril. Os dois primeiros interromperam uma sequência de cinco taxas positivas seguidas, enquanto o último, com a retração, eliminou o avanço de 1,4% de março. No confronto com abril de 2021, o volume de serviços cresceu 9,4%, marcando a 14ª taxa positiva consecutiva. Houve alta em quatro das cinco atividades e crescimento em 64,5% dos 166 tipos de serviços investigados na PMS. Destaque para o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,5%) e o de serviços prestados às famílias (60,8%), que exerceram as principais influências positivas. A única taxa negativa do mês ficou com o setor de outros serviços (-7,7%).

O acumulado do primeiro quadrimestre foi de 9,5%, com taxa positiva em quatro das cinco atividades e alta em 66,9% dos 166 tipos de serviços pesquisados. Entre os setores, destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,6%). Serviços prestados às famílias (37,3%); profissionais, administrativos e complementares (8,1%); e informação e comunicação (3,2%) foram as demais altas. Apenas o setor de outros serviços (-3,8%) registrou taxa negativa. Já no acumulado nos últimos 12 meses, o índice chegou a 12,8%.

Atividades turísticas crescem 2,5% em abril
O índice de atividades turísticas cresceu 2,5% em abril, acumulando crescimento de 51,3% no ano. Porém, o segmento de turismo ainda se encontra 3,4% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Todos os 12 locais pesquisados pela PMS apresentaram crescimento na atividade, puxando o ranking o Rio de Janeiro (4,8%), seguido por Minas Gerais (4,6%), Bahia (6,8%) e Paraná (7,4%).

Já o volume do transporte de cargas apontou ligeiro decréscimo de 0,1% em abril de 2022, após alta de 11,1% acumulada entre outubro de 2021 e março de 2022. Mesmo assim, o segmento continua operando muito próximo (-0,1% abaixo) do ponto mais alto de sua série, alcançado em março de 2022. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 23,1% acima de fevereiro de 2020.

Sobre a Pesquisa Mensal de Serviços
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação.

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Setor está 7,2% acima do nível pré-pandemia

Lã de ovino do Pampa Gaúcho para a China?

Passou da hora de industrializar os interiores do Brasil

Grande exportadora de carne de ovino para os países da Ásia Central, a China é também grande importadora de carne e lã

Compensa para produtores de lã de ovino da região do Pampa Gaúcho venderem para a China, como fazem há muitos anos seus vizinhos uruguaios? Essa pergunta de um criador foi feita na 34ª Fenovinos (Feira Nacional Rotativa de Ovinos, de 8 a 12 de junho, em Alegrete, no Rio Grande do Sul), e a resposta é a mesma para todos os produtos agropecuários e florestais: não, no século 21 não compensa exportar nada “in natura”, ou apenas beneficiado, para a China, nem para nenhum outro país. Passou da hora de industrializar os interiores do Brasil, para transformar as matérias-primas (como lã de ovino) e, a partir delas, exportar “n” produtos.

A Ásia concentra mais de 40% do total de ovinos do mundo; a China 30% do consumo e o maior rebanho (187 milhões de cabeças, equivalentes a 15,9% do total mundial em 2019), seguida de longe pela Índia (75 milhões), Austrália (74,7 milhões) Sudão (52,5 milhões) e Irã (48,8 milhões). Grande exportadora de carne de ovino para os países da Ásia Central, a China é também grande importadora de carne e lã – há muitos anos, compra praticamente toda a produção uruguaia (que sempre contou com a participação discreta da lã gaúcha).

Enquanto na Ásia nos últimos 40 anos aumentou o consumo, a produção e o comércio de ovinos – principalmente na China –, no Pampa Gaúcho ocorreu o contrário, com o rebanho caindo de 12 milhões de cabeças para 3 milhões. Em compensação, a região inovou com a produção de vinhos finos, tendo conquistado em 2020 a indicação geográfica de procedência, diferencial significativo, e há poucos anos começou a produzir azeite de oliva, novidade que logo deverá alcançar todos os municípios do Pampa.

Essas e outras possibilidades de negócios com a China, tendo como foco inicialmente uma ou duas cidades chinesas, foram debatidas no auditório do parque de exposições onde ocorria a Fenovinos, na manhã do dia 10, pelos prefeitos dos municípios integrantes do Consórcio de Desenvolvimento do Pampa (Codepampa) – Alegrete, Bagé, Barra do Quaraí, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Lavras do Sul, Manoel Viana, Quaraí, Rosário do Sul, Santana do Livramento, Santa Margarida do Sul, São Borja, São Gabriel, Uruguaiana e Vila Nova do Sul.

As semelhanças geográficas entre o Pampa e o norte-noroeste da China podem contribuir para a efetivação de intercâmbios entre a Unipampa e universidades dessas regiões, e a realização de negócios, principalmente exportações e investimentos. O “know-how” do Pampa Gaúcho em carne bovina de qualidade é valorizado em províncias e regiões autônomas chinesas (como a Mongólia Interior), nas quais a pecuária tem grande importância econômica, assim como os avanços tecnológicos na geração de energia com carvão na China podem ser úteis em Candiota.

Dinamizando a economia regional com indústrias diversas, economia criativa, turismo rural e outras atividades econômicas além das tradicionais, através de cooperação com empresas, universidades e governos municipais da China, o Codepampa poderá conseguir rejuvenescer a população dos seus municípios, hoje com percentual elevadíssimo de pessoas idosas. Alegrete, por exemplo, em maio de 2022, tinha 28,8% do seu eleitorado com 60 anos de idade ou mais. Em 2035, é possível que mais da metade do eleitorado de Alegrete sejam pessoas idosas, porque agora 54% do seu eleitorado tem 45 anos de idade ou mais.

Alterar o cenário demográfico no Pampa Gaúcho em 2035 será possível com inovação econômica (ir além das atividades agropecuárias e florestais tradicionais); políticas públicas inovadoras, para estimular jovens recém-formados a trabalharem nas cidades da região; e transporte rápido de passageiros (ferroviário e aéreo) para as cidades-polo e a região metropolitana de Porto Alegre, aumentando a conectividade entre pequenos e distantes municípios e grandes cidades.

Sobre essas questões, e sobre a venda de lã de ovino do Pampa Gaúcho para a China, é melhor conhecer o que a China está fazendo nos interiores do país, com o seu programa de vitalização rural, em vigor desde 2018 – pouco depois do congresso sobre a situação da agricultura, ocorrido em 2016, no qual a pergunta não-respondida, sobre a intensa migração rural-urbano, desde os anos 1980, foi “quem vai produzir comida?”.

Passou da hora de industrializar os interiores do Brasil

Axxel Telecom investirá R$ 50 milhões no Sul até 2023

Nova empresa de internet banda larga fixa passa a atuar neste mês no Paraná

Companhia chega à Curitiba, Londrina e Maringá com mais de 700 mil casas passadas para instalação de internet com fibra óptica. Felipe Scandelari, diretor comercial da Axxel, apresentou plano de investimentos da companhia para o Sul

A Axxel Telecom, nova empresa de internet banda larga fixa que passa a atuar neste mês de junho no Paraná, com a oferta de serviços de internet de ultra velocidade por fibra óptica, iniciou nesta semana seus serviços nas cidades de Londrina e Maringá. A nova operadora que já opera seus serviços desde a semana passada em Curitiba, vai utilizar a rede neutra de fibra óptica fim a fim da V.tal – pioneira neste modelo de negócio, cuja infraestrutura oferece estabilidade e altíssimas velocidades de conexão até dentro da casa do cliente.

A companhia tem planos para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul também. O objetivo é investir R$ 50 milhões até o ano que vem em toda a região Sul. A empresa já vem atuando nos três estados contratando e treinando vendedores, porém a operação começou pelo Paraná. O planejamento de expansão para os próximos anos é de atuar nas 80 maiores cidades do Sul do país. “Queremos que o cliente tenha uma experiência única, acompanhando toda a jornada do usuário ao longo da prestação do serviço. Estamos muito felizes com nosso crescimento nesta primeira etapa do nosso plano estratégico e esperamos atingir nossas metas rapidamente”, destaca Felipe Scandelari, diretor comercial da Axxel, em nota.

A cobertura da Axxel em Curitiba alcança 521 mil endereços e está presente, em 69 bairros. Em Londrina serão 17 mil casas passadas, em oito bairros e em Maringá, com 165 mil HPs (home passed) localizados em 69 bairros. Na primeira semana de atuação na capital paranaense o crescimento da base de clientes foi de 22%. A Axxel inicia a sua atuação neste primeiro momento oferecendo serviço de internet de ultra velocidade em Curitiba, Londrina e Maringá e a partir do dia 15 de junho nas cidades de Almirante Tamandaré, Araucária, Cascavel, Colombo, Guaratuba, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa e São José dos Pinhais.

A companhia vai oferecer planos com velocidades de 200 Mega por R$ 89,90/mês e 500 Mega por R$ 99,90/mês. Também serão ofertados serviços de monitoramento em tempo real por câmeras, alarmes residenciais e streaming para vídeos e jogos.

Nova empresa de internet banda larga fixa passa a atuar neste mês no Paraná

Senado aprova projeto que limita ICMS dos combustíveis

Projeto retorna à Câmara para nova análise dos deputados

Uma das emendas acatadas repõe perdas de arrecadação do Fundeb e de ações de serviços de saúde

O Senado aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Segundo a proposta, esses produtos seriam classificados como essenciais e indispensáveis, levando à fixação da alíquota do ICMS em um patamar máximo de 17%, inferior à praticada pelos estados atualmente. O texto também prevê a compensação da União às perdas de receita dos estados.

O objetivo do projeto é provocar a redução no valor dos combustíveis na bomba, aliviando o gasto do consumidor com gasolina, que supera os R$ 7 o litro no país, e com o diesel, beneficiando também caminhoneiros e transportadores. O PLP também busca reduzir o valor do gás de cozinha e da conta de luz. Foram 65 votos a favor e 12 contrários. O projeto volta para a Câmara para nova análise após as emendas inseridas no texto.

Uma das emendas acatadas repõe perdas de arrecadação do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) e de ações de serviços de saúde. Ambos setores têm receitas vinculadas à arrecadação com o ICMS. O relator incluiu um trecho que prevê a manutenção das vinculações à saúde e educação básica, mas de forma proporcional à dedução dos contratos de dívida dos Estados com a União.

Também foi incluído no texto um dispositivo para conferir segurança jurídica aos gestores estaduais. Assim, eles poderão reduzir a arrecadação do ICMS sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). De acordo com o regramento, um ente federativo não pode abrir mão de uma receita sem indicar uma nova fonte de arrecadação para compensar. Após a aprovação do texto-base, os senadores aprovaram um destaque: se os estados e municípios perderem recursos em função da lei, a União vai compensá-los para que os atuais níveis do Fundeb sejam mantidos.

Com Agência Brasil

Projeto retorna à Câmara para nova análise dos deputados

Balança comercial tem menor superávit para maio em três anos

Exportações superaram importações em US$ 4,9 bilhões

A valorização das commodities contribuiu para o recorde das exportações, mas começou a aumentar o valor das importações

O aumento do preço de várias mercadorias importadas e as medidas de lockdown na China afetaram a balança comercial brasileira em maio. No mês passado, o país exportou US$ 4,9 bilhões a mais do que importou. Esse é o superávit mais baixo para o mês desde 2019, quando o resultado tinha ficado positivo em US$ 4,3 bilhões. Até maio, a balança comercial acumula superávit de US$ 25,1 bilhões. Isso representa 6,4% a menos que o registrado de janeiro a maio do ano passado (US$ 8bilhões), pelo critério da média diária. O resultado é o mais baixo para o período desde 2018, quando o superávit acumulado tinha ficado US$ 20 bilhões. Tradicionalmente, as estatísticas da balança comercial são divulgadas no primeiro dia útil de cada mês. No entanto, por causa da greve dos analistas de comércio exterior, o resultado foi adiado para hoje, um dia antes de vencer o prazo legal do décimo dia útil para a divulgação.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 29,6 bilhões para o exterior e comprou US$ 24,7 bilhões. Tanto as exportações como as importações bateram recorde para meses de maio desde o início da série histórica, em 1989. No entanto, as importações cresceram mais que as exportações. Em maio, o valor das vendas para o exterior subiu 8% em relação a maio do ano passado, pelo critério da média diária. O valor das importações aumentou 33,5% na mesma comparação. A valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) contribuiu para o recorde das exportações, mas começou a aumentar o valor das importações. Isso porque o preço de diversas mercadorias que o Brasil importa subiu, mesmo com a quantidade comprada do exterior caindo.

No mês passado, o volume de mercadorias importadas subiu apenas 0,1%, enquanto os preços aumentaram 35,7%, em média, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os produtos com maior impacto na balança comercial foram combustíveis refinados, adubos e fertilizantes, carvão, petróleo bruto, trigo e centeio. Mesmo com a quantidade comprada caindo para a maioria desses produtos, o valor importado subiu, por causa do encarecimento desses itens. Nas exportações, a quantidade vendida caiu 7,9%, pressionada pela queda nos embarques de grãos e de minérios para a China, que tem algumas regiões em lockdown por causa da pandemia. Os preços médios subiram 21,9%.

Estimativa
Em abril, o governo tinha aumentado para US$ 111,6 bilhões a projeção de superávit comercial para 2022, por causa da valorização das commodities. O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, disse que a próxima estimativa, a ser apresentada em julho, pode ser revisada para baixo por causa do crescimento das importações. “Dado que a importação vem crescendo acima da taxa da última previsão, é esperado que ela seja revisada para cima. Então, muito provavelmente, a próxima expectativa de saldo vai trazer um valor menor, sim, para o ano”, declarou o subsecretário.

Com Agência Brasil

Exportações superaram importações em US$ 4,9 bilhões

Investimentos no Tesouro Direto somam R$ 3,1 bilhões

Em abril, houve aumento de 34.399 investidores

O título que mais atraiu os investidores foi o Tesouro Selic, indexado à taxa básica de juros

Os investimentos no Tesouro Direto chegaram a R$ 3,1 bilhões em abril. Os resgates foram de R$ 1,6 bilhão. Assim, houve emissão líquida de R$ 1,4 bilhão, informou a Secretaria do Tesouro Nacional. O total de investidores ativos no Tesouro Direto somou, em abril, 1.935.177. De acordo com o Tesouro, em abril houve aumento de 34.399 investidores. Já o número de investidores cadastrados no programa aumentou em 500.978, expansão de 72,8% em relação a abril de 2021, atingindo a marca de 18.392.003 pessoas.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 61,2% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 6.324,79. O título que mais atraiu os investidores foi o Tesouro Selic, indexado à taxa básica de juros, que representou, em vendas, R$ 1,8 bilhão e correspondeu a 58,6% do total. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) somaram R$ 951,10 milhões e corresponderam a 30,4% das vendas, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) somaram R$ 339,8 milhões em vendas, ou 10,8% do total.

Indexação
“Nas recompras (resgates antecipados), predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que totalizaram R$ 939,7 milhões (56,9%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais) atingiram R$ 445,4 milhões (26,9%), e os prefixados, R$ 265,9 milhões (16,1%)”, informou o Tesouro. Com o resultado de abril, o investimento fechou o estoque em R$ 89 bilhões, um aumento de 2,9% em relação a março, quando houve um estoque de R$ 86,4 bilhões.

Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre um e cinco anos, que alcançaram 82,1% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 16,3%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam a 1,5% do total.

Com Agência Brasil

Em abril, houve aumento de 34.399 investidores