Archives Abril 2022

Debêntures têm maior captação para um primeiro trimestre desde 2012

As empresas direcionaram mais da metade dos recursos para capital de giro

As emissões em 2022 somaram quase o dobro dos três primeiros meses de 2021, na ordem de R$ 30,9 bilhões

Em março, as emissões no mercado de capitais totalizaram R$ 39 bilhões, uma redução de 19,2% em relação ao mês anterior. Apesar disso, o primeiro trimestre foi recorde, com R$ 105,2 bilhões de recursos captados, superando os R$ 102,8 bilhões para os três primeiros meses de 2021 – que era o melhor resultado dos primeiros trimestres. As ofertas em andamento e aquelas em análise somaram R$ 7,1 bilhões e R$ 12,6 bilhões, respectivamente (desconsiderando o volume das ofertas de ações).

Dos instrumentos utilizados para captação, as debêntures destacaram-se, tanto no mês, quanto neste ano, em função do volume obtido, de R$ 24,6 bilhões e R$ 55,9 bilhões, nesta ordem – muito superior aos demais instrumentos de captação em ambos os períodos. Dois indicativos reforçam a visibilidade das debêntures: primeiro, a série histórica mostra que esse instrumento apresentou a maior captação desde 2012 para um primeiro trimestre e, segundo, as emissões em 2022 somaram quase o dobro dos três primeiros meses de 2021, na ordem de R$ 30,9 bilhões.

As empresas direcionaram mais da metade dos recursos adquiridos com as debêntures para capital de giro (34,2%) e para refinanciamento de passivo (24,2%). Com relação aos subscritores desses títulos corporativos, os intermediários e demais participantes ligados à oferta reduziram nesse ano sua participação na compra desses instrumentos, de 62,9% para 51,6%, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Enquanto isso, os fundos de investimentos aumentaram seu apetite pelas debêntures, apoderando-se de 36,6% do volume, contra 24,7% no mesmo período de comparação. Em seguida, aparecem os investidores institucionais com 8,1%.

As notas comerciais mostraram-se também como uma alternativa à captação. As ofertas desses títulos movimentaram quase R$ 10 bilhões de janeiro a março. A desburocratização da emissão, na edição da Lei 14.195/21, permitiu que 25 empresas captassem nesse período.

Em relação às operações de renda variável, houve somente R$ 6 milhões em follow-ons (ofertas subsequentes de ações) – uma única operação, realizada pela Allied Tecnologia. Vale ressaltar que, no momento, não há nenhuma oferta em andamento em renda variável pela Instrução CVM 400, que regulamenta as ofertas destinadas ao investidor em geral, e existem seis operações não precificadas em análise, das quais duas foram interrompidas momentaneamente – sendo uma de IPO do setor da indústria e outra de follow-on do setor bancário.

No mercado externo, nenhuma operação foi registrada em março. O aumento dos juros dos Treasuries – títulos da dívida americana –, em razão da elevação das expectativas sobre a aceleração da alta dos juros pelo Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos), tende a encarecer essas operações para as empresas, desestimulando as suas emissões externas.

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As empresas direcionaram mais da metade dos recursos para capital de giro

As empresas direcionaram mais da metade dos recursos para capital de giro As emissões em 2022 somaram quase o dobro dos três primeiros meses de 2021, na ordem de R$ 30,9 bilhões Em março, as emissões no mercado de capitais totalizaram R$ 39 bilhões, uma redução de 19,2% em relação ao mês anterior. Apesar disso,… Continue a ler »Debêntures têm maior captação para um primeiro trimestre desde 2012

Receba dinheiro de volta com o cashback do cartão Méliuz!

Atualmente, há diversas opções de cartão de crédito, não é mesmo? Por isso, às vezes fica difícil decidir qual é a melhor para o seu bolso e sua realidade de vida.

Isso porque cada cartão apresenta uma série de benefícios diferentes, alguns cobram anuidades, outros não e por aí vai.

Dessa forma, você consegue analisar melhor qual opção se enquadra em sua vida financeira.

Cashback Méliuz, como funciona?

Primeiramente, é importante entender o significado da palavra “cashback”. Literalmente falando, ela significa ‘dinheiro de volta’.

Na prática, você recebe de volta uma porcentagem de todas as compras realizadas com o cartão Méliuz.

Essa porcentagem pode ocorrer na forma de pontos, que podem ser trocados por diversos produtos e serviços em estabelecimentos parceiros ou, então, em dinheiro, depositado em sua conta corrente.

A Méliuz é muito conhecida por este recurso, pois é a maior rede de cashback do Brasil e conta com milhares de estabelecimentos participantes e milhões de clientes.

MAIS DETALHES DO CARTÃO

Cartão de crédito Méliuz

O cartão de crédito da Méliuz tem como objetivo simplificar a vida dos seus clientes! Para isso, além de conceder cashback em todas as compras feitas com o cartão, também não cobra nenhum tipo de anuidade. Incrível, né?

Fazendo isso, a Méliuz permite que os clientes tenham mais dinheiro em seu bolso ao longo do mês. Diante da crise financeira que atinge todo o país há meses, isso é muito importante, né?

Aplicativo Méliuz

Como um bom cartão de crédito moderno, o cartão Méliuz conta com um aplicativo super intuitivo e fácil de mexer.

Por meio dele, você consegue consultar sua fatura, saldo, extrato, data de pagamento e tudo relacionado ao cartão!

Além disso, vale lembrar que o cartão Méliuz conta com a bandeira Mastercard, que te concede pontos em cada compra realizada com ele por meio do Mastercard Surpreenda.

Quero virar cliente Méliuz!

E aí, gostou do cartão Méliuz e quer solicitar o seu hoje mesmo?

Hoje estamos apresentando para você, nosso leitor, um pouco sobre o cartão de crédito Méliuz, muito conhecido por seu programa de cashback.

Cashback quer dizer que parte do que você gasta com o cartão volta para você. Incrível né? No entanto, além desse incrível benefício, saiba que o cartão Méliuz apresenta inúmeras outras vantagens. Confira tudo aqui no Jornal de Cartão!

Qual a bandeira do cartão Méliuz?

O cartão de crédito Méliuz conta com a segurança da Mastercard! Isso quer dizer que, com o cartão Méliuz Mastercard, você consegue fazer compras em praticamente qualquer estabelecimento comercial no mundo!

Além disso, você também pode participar do programa de pontos Mastercard Surpreenda, que lhe concede descontos e condições especiais em milhares de locais não só no Brasil, mas em todo o mundo!

Como solicito o cartão Méliuz?

Saiba que, para solicitar o seu cartão de crédito Méliuz, é bem fácil! Tudo o que você precisa fazer é entrar no site da empresa (link ao final deste texto), criar sua conta e preencher a solicitação!

Para fazer isso agora mesmo, é só clicar no botão abaixo!

SOLICITAR MEU MÉLIUZ AGORA !

Atualmente, há diversas opções de cartão de crédito, não é mesmo? Por isso, às vezes fica difícil decidir qual é a melhor para o seu bolso e sua realidade de vida. Isso porque cada cartão apresenta uma série de benefícios diferentes, alguns cobram anuidades, outros não e por aí vai. Dessa forma, você consegue analisar

Atualmente, há diversas opções de cartão de crédito, não é mesmo? Por isso, às vezes fica difícil decidir qual é a melhor para o seu bolso e sua realidade de vida. Isso porque cada cartão apresenta uma série de benefícios diferentes, alguns cobram anuidades, outros não e por aí vai. Dessa forma, você consegue analisar… Continue a ler »Receba dinheiro de volta com o cashback do cartão Méliuz!

Google celebra caverna Son Doong, um patrimônio mundial da UNESCO

O Google está destacando em sua página inicial um Doodle que representa a caverna vietnamita Son Doong, um patrimônio mundial da UNESCO. O logo está sendo exibido para partes da America Latina, Central, Europa e Ásia.

“O Doodle de hoje celebra esta caverna colossal, que foi oficialmente descoberta neste dia em 2009”, publicou a empresa. “Um fenômeno natural sem paralelo em qualquer outro na Terra: a gigantesca caverna Sơn Đoòng”.

A Caverna Son Doong

Geólogos especialistas estimam que a caverna Sơn Đoòng (vietnamita para “rio da montanha”), aninhada nas profundezas das selvas remotas do Parque Nacional Phong Nha-Kẻ Bàng, foi formada entre dois e cinco milhões de anos atrás – épocas antes que o fazendeiro local Ho Khanh inadvertidamente tropeçasse em sua enorme entrada em 1990.

A caverna permaneceu intocada até 2008, quando Khanh refez seus passos até sua abertura nebulosa, e até 2009 ao lado de Howard e Deb Limbert da British Cave Research Association. Os intrépidos espeleólogos realizaram o primeiro levantamento oficial da caverna e concluíram que era a maior caverna do planeta.

Dentro das câmaras internas imperturbadas de Sơn Đoòng (grandes o suficiente para caber um quarteirão inteiro de prédios de 40 andares!), os cientistas descobriram uma riqueza de formações geológicas recordes, incluindo as maiores pérolas de calcário do mundo e a estalagmite mais alta. 

Buracos gigantes situados nas profundezas da caverna permitem que a luz do sol e a chuva alimentem dois ecossistemas de selva intocados, que abrigam raposas voadoras, os únicos macacos do mundo a viver no subsolo, e peixes brancos sem olhos. Uma dessas florestas tropicais prósperas é tão vasta que até tem seu próprio sistema climático localizado! 

Em 2019, um trio de mergulhadores britânicos provou que ainda havia mais a descobrir depois de encontrar um túnel subaquático conectando Sơn Đoòng a outra caverna – acrescentando outros 5,6 milhões de pés cúbicos ao seu volume já titânico de 1,35 bilhão de pés cúbicos.

O Google está destacando em sua página inicial um Doodle que representa a caverna vietnamita Son Doong, um patrimônio mundial da UNESCO. O logo está sendo exibido para partes da America Latina, Central, Europa e Ásia. “O Doodle de hoje celebra esta caverna colossal, que …

Lugano desembarca com sua flagship em plena Avenida Paulista

A unidade carro-chefe da marca fora de Gramado ficará no Conjunto Nacional

Localizado na mais paulistana das avenidas, o novo endereço faz parte de um projeto ousado de expansão da marca

Marca líder em chocolates finos do Brasil, a Lugano investiu R$ 2,5 milhões para inaugurar no próximo dia 12 de abril, véspera do feriado de Páscoa, a sua terceira loja na capital paulista, a nona no estado de São Paulo. Considerada a maior loja da Lugano fora de Gramado, a flagship store ficará no Conjunto Nacional, conhecido como o primeiro shopping center da América Latina, inaugurado em 1958.

Localizado na mais paulistana das avenidas, o novo endereço faz parte de um projeto ousado de expansão da marca, com sede em Gramado, no Rio Grande do Sul, e que tem como objetivo a abertura de dezenas de novos pontos de vendas até o final de 2022 em todo Brasil. As outras unidades da Capital ficam na Rua da Mooca, 3262, no bairro de mesmo nome, e no Shopping D&D, Avenida das Nações Unidas, 12551, piso Boulevard. Há poucos dias, a Lugano inaugurou uma loja própria no Rio de Janeiro, em um prédio histórico no Corcovado.

Flagship store paulistana
O espaço no Conjunto Nacional tem dois andares totalizando cerca de 500 metros quadrados de área de venda e assume um ponto em que, por quase 50 anos, funcionou uma operação do Banco Itaú. Conta com o mix de chocolataria da marca, uma cafeteria e, no segundo pavimento, um mezanino com bar de drinques dedicado a pequenas confraternizações e eventos culturais. Uma curiosidade: todos os drinques terão café ou chocolate em sua composição, fazendo uma conexão entre o bar, a loja e a cafeteria.

Ao todo, foram contratados 21 funcionários e o funcionamento será diário, das 8h às 22h. Localizada em uma esquina, a loja contará com duas entradas. Uma que dará acesso pela rua e outra pela galeria. “Será um espaço plural, pulsante e que viverá o ritmo de São Paulo, sendo um ponto de encontro workfriendly apto a receber desde executivos em suas agendas de negócios a famílias com crianças e jovens que queiram curtir um happy hour”, explica Jonas Esteves, diretor de marketing da Lugano.

No andar térreo haverá o espaço Luguito – a mascote da marca. Já no centro da loja – que promete aliar a arquitetura contemporânea da charmosa Avenida ao espírito de Gramado – o espaço Le Chef, ambiente já tradicional em algumas lojas da grife que permite a produção de chocolate personalizado, aos olhos do cliente. Aqui, basta o consumidor escolher os sabores e os ingredientes do seu chocolate (são várias opções entre frutas secas, cereais, grãos, chocolate branco, preto ou 70% cacau), acompanhar o preparo das chamadas “gotas personalizadas” e saborear sem pressa acompanhado de um expresso ou capuccino no ambiente de cafeteria integrado à loja, com opções de salgados e bolos.

“Há duas coisas que levam a gente a fazer compras: necessidade ou desejo. Com a unidade da Paulista queremos apresentar o nosso espaço e a nossa diversidade de produtos de um jeito inovador, oferecendo uma experiência tão agradável que a compra ganhe outra motivação”, afirma Esteves.

Novas lojas
Para o início de abril, também estão previstas a abertura de uma unidade em Pato Branco, no Paraná, e outra em Macapá, no extremo-norte brasileiro. A marca conta hoje com mais de 150 lojas em 20 capitais, além do Distrito Federal. Produz cerca de 60 toneladas de chocolate premium por mês, exporta desde 2021 para os EUA e fatura cerca de R$ 80 milhões por ano. Os chocolates também são distribuídos em vários pontos do país através de e-commerce próprio.

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A unidade carro-chefe da marca fora de Gramado ficará no Conjunto Nacional

Lançamentos de imóveis no país tem elevação de 42%

Novas unidades totalizaram 92.410 no acumulado dos últimos 12 meses

Ao longo dos últimos 12 meses, encerrados em janeiro, a alta é de 30%

Os lançamentos de imóveis no país somaram 57.028 unidades no último trimestre móvel, que abrange novembro e dezembro de 2021 e janeiro de 2022, o que resultou em uma alta de 42% nos lançamentos na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Ao longo dos últimos 12 meses, encerrados em janeiro, a alta é de 30%, com o total de 160.184 imóveis novos ante o mesmo período anterior. Os dados são de pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) com 18 empresas associadas à entidade.

De acordo com as informações, foram vendidas 33.623 unidades no último trimestre móvel, o que representa um recuo de 7% em relação ao volume comercializado no mesmo período anterior. No acumulado nos últimos 12 meses foram comercializadas 144.193 unidades, 3,7% a mais do que nos 12 meses anteriores. As vendas líquidas (volume de vendas excluindo-se as unidades distratadas no mesmo período) tiveram um recuo de 7,3% no último trimestre móvel e crescimento de 4,8% no acumulado dos últimos 12 meses.

Casa Verde Amarela
Com relação aos segmentos residenciais, foram lançadas 30.529 unidades do programa Casa Verde Amarela (CVA) durante o último trimestre móvel, o que representa um recuo de 5,3% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. Os lançamentos do segmento totalizaram 92.410 no acumulado dos últimos 12 meses, o que corresponde a uma queda de 11,1% em relação ao volume comercializado pelo segmento nos 12 meses anteriores.

Segundo a pesquisa, comparativamente, as vendas associadas ao programa no último trimestre móvel (24.177 unidades) recuaram 18,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, ao passo que, no acumulado em 12 meses, o volume comercializado no âmbito do programa habitacional brasileiro foi de 112.3711 unidades, declinando ligeiramente relação à soma ao resultado apurado no período precedente (-1,2%).

“Os empreendimentos associados ao CVA mantiveram sua representatividade entre unidades lançadas (57,9%) e comercializadas (79,4%) nos últimos 12 meses, embora a liderança continue a declinar desde 2020, refletindo entraves pelo lado da oferta, como as regras e limites que definem o enquadramento de imóveis no programa, o nível de subsídios e a alta dos preços de insumos da construção, e da demanda, por conta da queda no rendimento médio das famílias, especialmente as mais pobres”, explicou a associação em nota.

Contrastando com os resultados negativos do segmento mais popular do mercado doméstico, o número de imóveis de médio e alto padrão lançados no último trimestre móvel (26.493 unidades) representou uma elevação de 235,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para uma alta de 250,5% no acumulado dos últimos 12 meses (67.299 unidades). Foram vendidas 8.788 unidades no trimestre móvel, o que representa alta de 46,4% em relação ao mesmo período de 2021, e 29.135 unidades, nos últimos 12 meses, crescimento de 26,8% em comparação aos 12 meses anteriores.

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Com Agência Brasil 

Novas unidades totalizaram 92.410 no acumulado dos últimos 12 meses

Moody’s mantém nota da dívida do governo brasileiro

Segundo agência, melhora nas contas públicas ajuda recuperação

Atualmente, a Moody’s concede nota Ba2 para o Brasil, dois níveis abaixo do grau de investimento, garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública

A agência de classificação de risco Moody’s manteve a nota da dívida pública brasileira, com perspectiva estável, sem chances de mudanças em breve. Isso significa que a agência não pretende mudar a nota do país na próxima análise. Atualmente, a Moody’s concede nota Ba2 para o Brasil, dois níveis abaixo do grau de investimento, garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.

Em comunicado, a agência explicou que a manutenção da nota da dívida pública brasileira se justifica por três fatores. O primeiro foram mudanças estruturais nas políticas fiscal e monetária adotas nos últimos anos, com destaque para a autonomia do Banco Central e a reforma da previdência. O segundo fator foi a melhora das contas públicas. Com a arrecadação federal batendo recorde, o governo tem obtido déficits primários mais baixos. Segundo a Moody’s, isso amenizará o impacto do aumento da taxa de juros na dívida pública.

O terceiro motivo para a manutenção da nota foi o grande volume de reservas internacionais do Brasil, que fortalece a posição externa no país. “A perspectiva estável reflete as expectativas da Moody’s de que as reformas no arcabouço fiscal e de política monetária realizadas recentemente são estruturais por natureza e serão em grande parte preservadas, contra o risco de derrapagem fiscal e o impacto do fraco crescimento sobre a consolidação fiscal”, destacou a agência.

Segundo a Moody’s, o Brasil mostrou forte resiliência após a pior fase da pandemia de Covid-19, com o PIB crescendo 4,6% em 2021. A agência considera que o país retomou o impulso em relação à aprovação de reformas estruturais da economia e elogiou reformas que reduziram a burocracia no ambiente de negócios, o desinvestimento em ativos do governo federal (concessões e privatizações) e o aumento do investimento privado no setor de infraestrutura.

Desde o início de 2017, a Moody’s classifica o país dois níveis abaixo do grau de investimento. A nota é melhor que a de outras agências. Desde janeiro de 2018, a S&P Global enquadra o Brasil três níveis abaixo do grau de investimento, mesma nota concedida pela Fitch, outra das principais agências de classificação de risco.

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Com Agência Brasil 

Segundo agência, melhora nas contas públicas ajuda recuperação

Debêntures têm maior captação para um primeiro trimestre desde 2012

As empresas direcionaram mais da metade dos recursos para capital de giro

As emissões em 2022 somaram quase o dobro dos três primeiros meses de 2021, na ordem de R$ 30,9 bilhões

Em março, as emissões no mercado de capitais totalizaram R$ 39 bilhões, uma redução de 19,2% em relação ao mês anterior. Apesar disso, o primeiro trimestre foi recorde, com R$ 105,2 bilhões de recursos captados, superando os R$ 102,8 bilhões para os três primeiros meses de 2021 – que era o melhor resultado dos primeiros trimestres. As ofertas em andamento e aquelas em análise somaram R$ 7,1 bilhões e R$ 12,6 bilhões, respectivamente (desconsiderando o volume das ofertas de ações).

Dos instrumentos utilizados para captação, as debêntures destacaram-se, tanto no mês, quanto neste ano, em função do volume obtido, de R$ 24,6 bilhões e R$ 55,9 bilhões, nesta ordem – muito superior aos demais instrumentos de captação em ambos os períodos. Dois indicativos reforçam a visibilidade das debêntures: primeiro, a série histórica mostra que esse instrumento apresentou a maior captação desde 2012 para um primeiro trimestre e, segundo, as emissões em 2022 somaram quase o dobro dos três primeiros meses de 2021, na ordem de R$ 30,9 bilhões.

As empresas direcionaram mais da metade dos recursos adquiridos com as debêntures para capital de giro (34,2%) e para refinanciamento de passivo (24,2%). Com relação aos subscritores desses títulos corporativos, os intermediários e demais participantes ligados à oferta reduziram nesse ano sua participação na compra desses instrumentos, de 62,9% para 51,6%, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Enquanto isso, os fundos de investimentos aumentaram seu apetite pelas debêntures, apoderando-se de 36,6% do volume, contra 24,7% no mesmo período de comparação. Em seguida, aparecem os investidores institucionais com 8,1%.

As notas comerciais mostraram-se também como uma alternativa à captação. As ofertas desses títulos movimentaram quase R$ 10 bilhões de janeiro a março. A desburocratização da emissão, na edição da Lei 14.195/21, permitiu que 25 empresas captassem nesse período.

Em relação às operações de renda variável, houve somente R$ 6 milhões em follow-ons (ofertas subsequentes de ações) – uma única operação, realizada pela Allied Tecnologia. Vale ressaltar que, no momento, não há nenhuma oferta em andamento em renda variável pela Instrução CVM 400, que regulamenta as ofertas destinadas ao investidor em geral, e existem seis operações não precificadas em análise, das quais duas foram interrompidas momentaneamente – sendo uma de IPO do setor da indústria e outra de follow-on do setor bancário.

No mercado externo, nenhuma operação foi registrada em março. O aumento dos juros dos Treasuries – títulos da dívida americana –, em razão da elevação das expectativas sobre a aceleração da alta dos juros pelo Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos), tende a encarecer essas operações para as empresas, desestimulando as suas emissões externas.

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As empresas direcionaram mais da metade dos recursos para capital de giro

Brasil registra reciclagem de 98,7% de latas de alumínio

Índice é o maior já alcançado pelo setor

Aproximadamente 1,9 milhão de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de ser emitidos na atmosfera

O Brasil reciclou aproximadamente 33 bilhões de latinhas de alumínio em 2021, o que representa 98,7% de reaproveitamento do material produzido ao longo do ano. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas).

As duas entidades formam juntas a Recicla Latas, organização que atua como gestora do termo de compromisso para o aperfeiçoamento do sistema de logística reversa de latas de alumínio para bebidas. Esse termo foi firmado pelas associações do setor com o Ministério do Meio Ambiente em 2020. Nele, as associações garantiram a manutenção do índice de reciclagem das latinhas no patamar de 95%, em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A logística reversa é o processo de reinserção do material descartado na cadeia produtiva.

Segundo as entidades, trata-se do maior índice da história da reciclagem de latas no país, desde o início do mapeamento em 1990, sendo também um dos maiores do mundo. De um total de 33,4 bilhões de latas vendidas, cerca de 33 bilhões foram coletadas para o processo de reciclagem. Com isso, aproximadamente 1,9 milhão de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de ser emitidos na atmosfera, de acordo com cálculos das associações empresariais.

As taxas de reciclagem de alumínio no Brasil são consideradas exemplares, especialmente nos últimos anos, com índices que superam os 96% de latinhas reaproveitadas, após cumprirem seu ciclo de produção, consumo e descarte. Esse ciclo de vida costuma ser curto, aproximadamente 60 dias separam a fabricação de uma nova latinha de alumínio e seu retorno, como matéria prima, para a indústria. “Há mais de dez anos, o índice de reciclagem de latas de alumínio se encontra em patamares superiores a 96%. O Brasil é benchmark (referência) no setor para o mundo, graças aos esforços conjuntos de toda a cadeia de suprimento e dos investimentos da indústria do alumínio na modernização do setor e na ampliação dos centros de coleta e reciclagem”, destaca Janaina Donas, presidente da Abal.

Índice geral baixo
Apesar dos excelentes resultados do setor de alumínio, a reciclagem de outros produtos largamente consumidos no país é baixa. O caso mais desafiador é o do plástico. Apesar de ser o quarto maior consumidor da matéria-prima no mundo, o Brasil recicla apenas 1,3% de plástico, segundo estudo da WWF Brasil com dados do Banco Mundial, divulgado em 2019. O percentual difere bastante dos números informados pela Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), que indica que pouco mais 23% dos resíduos plásticos são reciclados no país, segundo números de 2020. Seja como for, o índice geral de reciclagem dos resíduos sólidos no país ainda é de cerca de 5,3% do total potencialmente recuperável, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). O levantamento consta da edição mais recente do Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, publicado em dezembro do ano passado, mas com dados consolidados de 2020.

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Com Agência Brasil

Índice é o maior já alcançado pelo setor

Vendas no varejo crescem 1,1% em fevereiro

É a segunda alta consecutiva do índice

Combustíveis e lubrificantes subiram 5,3% em fevereiro

O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 1,1% em fevereiro, na comparação com o mês anterior (2,1%), segunda alta consecutiva. Com isso, o setor está 1,2% acima do patamar pré-pandemia, e 4,9% abaixo do pico da série (outubro de 2020). No ano, o varejo acumula variação negativa de 0,1%. Já nos últimos 12 meses, cresceu 1,7%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

Seis das oito atividades pesquisadas tiveram taxas positivas em fevereiro. Embora o setor de livros, jornais, revistas e papelaria tenha crescido 42,8%, os maiores impactos vieram de combustíveis e lubrificantes (5,3%), móveis e eletrodomésticos (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (2,1%). Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a atividade de livros, jornais, revistas e papelaria vem, ao longo do tempo, diminuindo. Basta observar as grandes cadeias de livrarias, por exemplo. É uma atividade que vem perdendo importância no varejo por conta dos grandes marketplaces, que vendem livros online, mas não estão inseridos nessa categoria.

“O que segurava a atividade era o mercado de livros didáticos, que foi bastante afetado pela pandemia com o ensino online e a migração do material impresso para o meio digital. Ocorre que no início deste ano houve uma retomada relacionada, principalmente, com os grandes contratos de livros didáticos. Esse avanço, porém, não foi suficiente para recuperar os níveis anteriores, já que algumas atividades didáticas continuam no ambiente online”, explica Santos.

Assim, as principais contribuições para o resultado do varejo em fevereiro vieram de combustíveis e lubrificantes (5,3%), móveis e eletrodomésticos (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (2,1%). “No caso de tecidos, vestuário e calçados, o crescimento ocorreu após uma alta de 4% em janeiro. Foi uma atividade que não teve um Natal muito bom, com uma queda de 5,6% em dezembro. Mas em janeiro, as empresas fizeram promoções muito fortes que se estenderam até fevereiro e contribuíram com esse resultado. Já móveis e eletrodomésticos, que desde junho do ano passado não crescia, teve uma retomada com a série de promoções feitas pelas empresas. No caso de combustíveis, pela primeira vez, nos últimos 12 meses, não há uma pressão inflacionária tão clara para essa atividade”, detalha o gerente da PMC.

Também avançaram, em fevereiro, outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%). Vale ressaltar que os indicadores de volume de vendas têm sido impactados pela inflação dos alimentos. Já o volume de vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria recuou 5,6% frente a janeiro, depois de três altas seguidas. O setor de equipamentos e material para escritório informática e comunicação ficou estável. No comércio varejista ampliado, o crescimento de 2% no volume de vendas, em fevereiro, foi influenciado pela taxa positiva de veículos, motos, partes e peças (5,2%). Material de construção teve variação negativa de 0,4%.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a pesquisa traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, com dados para o Brasil e as unidades da federação.

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É a segunda alta consecutiva do índice

Beats ganha novidades no app para Android

A Apple anunciou que está adicionando as ferramentas “Locate my Beats” e “Product Widgets” ao seu aplicativo do Beats para Android.

Agora [e possível rastrear fones de ouvido extraviados, visualizar informações sobre a duração da bateria e controlar os modos de audição (incluindo cancelamento de ruído) do seu telefone ou tablet Android.

Recursos semelhantes são incorporados ao iOS – os usuários do iPhone podem localizar dispositivos compatíveis por meio do Find My, por exemplo.

Esses recursos estarão disponíveis para todos os produtos que funcionam com o aplicativo Beats no Android, incluindo o Studio Buds.

A Apple anunciou que está adicionando as ferramentas “Locate my Beats” e “Product Widgets” ao seu aplicativo do Beats para Android. Agora [e possível rastrear fones de ouvido extraviados, visualizar informações sobre a duração da bateria e controlar os modos de audição (incluindo cancelamento de …

Pixel 6a deve ser lançado em maio com suporte a 5G mmWave

O novo modelo de baixo custo da linha Pixel do Google provavelmente será lançado em maio.

De acordo com documentos da FCC (a Anatel americana), o lançamento deverá incluir o Pixel 6a, o Pixel 7 e o Pixel 7 Pro.

Há evidência de que o 6a suportará 5G mmWave (também conhecido como 5G de banda alta), o que o tornaria uma das opções mais acessíveis para telefones 5G do mercado.

Com base nos eventos já programados, o Google pode lançar o 6a em sua conferência de desenvolvedores que começa em 11 de maio.

Enquanto o 6a certamente suportará os recursos de inteligência artificial de seus irmãos mais caros, graças ao chip Tensor do Google, a câmera será a mesma do 5a.

O novo modelo de baixo custo da linha Pixel do Google provavelmente será lançado em maio. De acordo com documentos da FCC (a Anatel americana), o lançamento deverá incluir o Pixel 6a, o Pixel 7 e o Pixel 7 Pro. Há evidência de que o …

Confiança da indústria aumenta em abril pela primeira vez no ano

Resultado reverte toda a queda do primeiro trimestre

Parte dessa melhora pode ser explicada pela visão dos empresários em relação ao momento atual da economia

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu de 55,4 pontos em março para 56,8 pontos em abril. O avanço de 1,4 ponto reverte a queda de 1,3 ponto no primeiro trimestre deste ano. O ICEI varia de 0 a 100 e tem uma linha de corte em 50 pontos, todo valor acima indica confiança e abaixo falta de confiança. Foram entrevistadas 1459 empresas, sendo 564 pequenas, 577 médias e 318 grandes, entre 1º e 7 de abril de 2022.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que é a primeira vez, neste ano, que o índice avança, após uma sequência de três recuos. Parte dessa melhora pode ser explicada pela visão dos empresários em relação ao momento atual da economia. Neste mês, o Índice de Condições Atuais, que compõe o ICEI, subiu um ponto e ficou em 49,9 pontos. “Por estar muito próximo da linha divisória dos 50 pontos, o indicador mostra uma percepção neutra das condições atuais em relação aos seis meses passados, ao contrário, do que vinha ocorrendo desde o início no ano, quando a visão era mais negativa”, explica Marcelo.

O Índice de Expectativas avançou 1,6 ponto, para 60,2 pontos. Ao se mover para mais acima da linha divisória dos 50 pontos, o indicador sinaliza expectativas ainda mais otimistas da indústria para o futuro próximo.

Resultado reverte toda a queda do primeiro trimestre

RS projeta cenário desafiador para economia do estado

Estiagem, inflação, juros em alta e conflito na Ucrânia devem impactar negativamente agropecuária, indústria e serviços ao longo deste ano

Estado enfrenta um evento crítico de estiagem desde novembro de 2019

Impacto negativo da estiagem na produção agropecuária, efeitos da guerra na Ucrânia, inflação e juros em alta no Brasil e no mundo, além do risco de novas variantes do coronavírus e a perspectiva de baixo crescimento do país no ano, estão entre os elementos que colaboram para um olhar cauteloso sobre a economia do Rio Grande do Sul em 2022. As perspectivas para o Estado trazidas no Boletim de Conjuntura, divulgado nesta terça-feira (12), apontam que após a forte recuperação registrada em 2021, com expansão de 10,4% do PIB, há potencial para efeito em cadeia das perdas nas lavouras na indústria de transformação e também no comércio.

Elaborado pelos pesquisadores Fernando Cruz, Martinho Lazzari, Tomás Torezani e Vanessa Sulzbach, do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), o documento analisa questões da conjuntura internacional, brasileira e do estado e aponta perspectivas. Na indústria de transformação, segmento industrial mais significativo da economia gaúcha, os reflexos das perdas na agropecuária devem ser observados nas atividades ligadas aos produtos do fumo, máquinas e equipamentos e produtos alimentícios. O material revela ainda os efeitos da guerra e do aumento de casos de coronavírus, especialmente na China, sobre o setor e também ressalta o impacto da alta no custo de operação das empresas e do “baixo dinamismo da demanda interna ao longo do ano” como possíveis empecilhos para o crescimento do setor.

No comércio, em especial no interior, o estudo destaca a forte ligação do segmento com o setor primário e a possível repercussão das perdas nas lavouras. “A junção de todas essas questões indica um 2022 bastante difícil para a economia gaúcha. A perspectiva de diminuição do crescimento mundial, principalmente em função do conflito entre Rússia e Ucrânia e de seus desdobramentos, se soma ao provável baixo crescimento da economia brasileira, consequência de problemas externos e, principalmente, internos”, analisa Lazzari.

Cenário externo e nacional
O avanço da variante ômicron do coronavírus no último trimestre de 2021 prejudicou a retomada prevista para a economia mundial no ano passado, em especial nos países menos desenvolvidos. Por conta disso, 2022 começou com um cenário de desorganização na cadeia global de suprimento, elevação dos custos de produção e alta nos preços da energia e das commodities, ao mesmo tempo em que houve retirada dos estímulos econômicos promovidos por diversos países em função da pandemia. O documento do DEE/SPGG aponta ainda repercussões na inflação e na taxa de crescimento mundial em função do conflito no leste europeu.

“Como importantes produtores e exportadores de commodities como petróleo, gás natural, milho, trigo e fertilizantes, o conflito contribuiu para a disparada de preços, o que alimentou a inflação global e prejudica cadeias produtivas ao redor do mundo”, avalia Torezani. No Brasil, após uma alta de 4,6% no PIB em 2021, dados relativos aos primeiros meses do novo ano mostram quedas na produção industrial, nas vendas no comércio e nos serviços, um indicativo das dificuldades previstas para 2022. A inflação acima da casa dos 10% no acumulado de 12 meses, os juros elevados e o risco de novas variantes do coronavírus auxiliam a manter as expectativas para o ano cercadas de incertezas.

“O mercado tem revisado sistematicamente para baixo as projeções de crescimento para 2022 e 2023 desde o ano passado. As mais recentes, da primeira quinzena de março, apontam para crescimento de 0,5% do país em 2022 e 1,4% em 2023”, recorda Cruz.

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Estiagem, inflação, juros em alta e conflito na Ucrânia devem impactar negativamente agropecuária, indústria e serviços ao longo deste ano

BRDE assina R$ 52,5 milhões em financiamento na ExpoLondrina

A Integrada firmou um termo de aprovação de financiamento no valor de R$ 50 milhões

Valor será destinado à modernização e ampliação das unidades da cooperativa

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou na quinta-feira (7) contratos que somam R$ 52,5 milhões em financiamentos e linhas de crédito com empresas, cooperativas e produtores rurais, na ExpoLondrina 2022. Os termos foram assinados pelo diretor administrativo do banco, Luiz Carlos Borges da Silveira. Segundo ele, consolidam o relacionamento de transparência do BRDE e potencializam o desenvolvimento na região Norte. A formalização das assinaturas aconteceu na Sociedade Rural do Paraná, Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, também com a participação do superintendente do BRDE, Paulo Starke Júnior.

A Integrada Cooperativa Agroindustrial, criada em 1995, com 15 regionais e 65 unidades distribuídas no Paraná e São Paulo, firmou com o BRDE um termo de aprovação de financiamento no valor de R$ 50 milhões, destinados à modernização e ampliação das unidades da cooperativa, e outros R$ 2,5 milhões com demais empresas. Atuante em 50 municípios, a Integrada tem 11 mil cooperados e mais de 1.800 colaboradores, com um faturamento de R$ 4,4 bilhões, em 2020. Também foi realizada a assinatura da LSE Empreendimentos, de Apucarana, com o representante da empresa, Pedro Baleotti.

Nos últimos 15 meses, o BRDE realizou operações de crédito, financiamentos e inserção de empresas (pequenas, micro e médias), indústrias, cooperativas em fundos e programas de facilitação de negócios que totalizam R$ 156,5 milhões em contratações no Norte do Paraná. Os setores de maior investimento são o agronegócio, seguido da indústria e energia. “Essa é uma demonstração de que o BRDE cumpre seu papel no que diz respeito a ser um banco de desenvolvimento, na pulverização de recursos, mais próximos do produtor rural até as grandes empresas, conforme compromisso com as diretrizes do governador Carlos Massa Ratinho Junior”, destacou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

Em publicação recente do balanço financeiro do banco, o BRDE nos três estados do Sul alcançou marca histórica, com um lucro líquido em 2021 de R$ 266,6 milhões, valor 33,8% maior comparado ao ano anterior. Também bateu recorde de R$ 4,1 bilhões em contratações, mesmo no segundo ano de pandemia e início do período de vacinação, enquanto o Paraná teve R$ 1,4 bilhão em contratações desse total.

A Integrada firmou um termo de aprovação de financiamento no valor de R$ 50 milhões

Setor de serviços apresenta segunda taxa negativa seguida

Segmento retraiu 0,2%, de acordo com o IBGE

Segmento de telecomunicações influencia queda do setor de serviços em fevereiro

O setor de serviços variou -0,2% na passagem de janeiro para fevereiro, acumulando uma perda de 2% frente ao nível de dezembro de 2021. Com isso, o setor ficou 5,4% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 7% abaixo de novembro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

“Das últimas seis taxas, quatro foram negativas (em agosto, setembro, janeiro e fevereiro) e duas foram positivas (em novembro e dezembro). Ainda que haja um predomínio de taxas negativas, o saldo desses seis meses ficou em 0,1%, ligeiramente positivo e muito próximo da estabilidade”, contextualiza o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. “Isso configura um setor de serviços mais estacionário, mostrando uma acomodação dos ganhos auferidos até agosto de 2021”, complementa.

Lobo divide o comportamento do setor de serviços com a pandemia em quatro momentos: março a maio de 2020 foi de queda acentuada, acumulando perda de 17%; de junho a novembro de 2020 foi de rápida recuperação, com o setor acumulando ganho de 15,6%; já de dezembro de 2020 a agosto de 2021 houve uma desaceleração, mas ainda com crescimento acumulado de 9,7%; e de setembro de 2021 a fevereiro de 2022 o setor mostrou acomodação, variando 0,1% no período.

O principal impacto negativo veio dos serviços de informação e comunicação (-1,2%), que recuaram pelo terceiro mês consecutivo. A atividade está num patamar 8,6% acima de fevereiro de 2020. “O que puxou a queda dessa atividade foram as telecomunicações, que caíram 2,8% em fevereiro. Esse segmento, que é o de maior peso na pesquisa, encontra-se 9% abaixo do patamar pré-pandemia”, explica Lobo. A atividade de outros serviços, por sua vez, registra a segunda queda consecutiva, acumulando perda de 1,3% nos dois primeiros meses de 2022. “O que puxou para baixo foi o segmento de coleta de resíduos não perigosos”, detalha Lobo. A atividade está 0,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

Já os serviços prestados às famílias variaram 0,1% em fevereiro. “A atividade ficou muito próxima da estabilidade e praticamente não influenciou no resultado do setor de serviços. Mas é preciso lembrar que houve queda em janeiro, interrompendo uma sequência de nove taxas positivas seguidas, e, agora, a estabilidade”, destaca o gerente. A atividade, muito impactada pela pandemia, encontra-se num patamar 14,1% abaixo de fevereiro de 2020. O destaque pelo lado das altas ficou com os transportes, que cresceram 2% em fevereiro. “Esse é o quarto mês seguido de crescimento, com ganho acumulado de 8,2% nesse período. Em fevereiro, o setor foi impulsionado pelo transporte rodoviário e ferroviário de carga”, explica Lobo. O setor de transportes encontra-se num patamar 14,2% acima de fevereiro de 2020.

Também com alta, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,4%, quarto resultado positivo consecutivo, com expansão acumulada de 6,8%. Em fevereiro, foram impulsionados pelas maiores receitas obtidas pelas empresas que atuam com locação de mão de obra temporária, atividades de cobrança e informações cadastrais e locação de automóveis. “A locação de automóveis, em particular, teve uma influência por conta da queda nos preços apurados nos aluguéis dos veículos, mensurada pelo IPCA (-15,2%), que fez com que houvesse aumento no volume de serviços de locação de automóveis”, destaca o gerente. Os serviços profissionais e administrativos como um todo encontram-se 3,3% acima do patamar de fevereiro de 2020.

Em relação a fevereiro de 2021, o setor de serviços cresceu 7,4%, com alta em quatro das cinco atividades. “Essa é a 12ª taxa positiva seguida nessa comparação. A base de comparação do início do ano de 2021 ainda é deprimida, o que favorece o aparecimento de taxas positivas nesses dois meses iniciais de 2022”, complementa Lobo. Regionalmente, 13 das 27 unidades da federação tiveram retração no volume de serviços entre janeiro e fevereiro, com impacto mais importante vindo de São Paulo (-0,5%), seguido por Distrito Federal (-3,4%) e Santa Catarina (-2%). Em contrapartida, Minas Gerais (2%), Rio de Janeiro (0,8%) e Mato Grosso (6,6%) registraram os principais avanços em termos regionais.

Pesquisa mensal de serviços
A pesquisa mensal de serviços (PMS) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da Federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra.

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Segmento retraiu 0,2%, de acordo com o IBGE