Archives Janeiro 2022

Balança comercial do Sul fecha 2021 com déficit

Região foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,4% das importações no ano

Paraná e Rio Grande do Sul tiveram superávit, enquanto Santa Catarina ficou no vermelho

A balança comercial do Sul encerrou 2021 com um déficit de US$ 3,1 bilhões. Um ano antes a região obtinha um superávit de US$ 4,6 bilhões. No período, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul exportaram US$ 50,4 bilhões e importaram R$ 58 bilhões. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o acumulado anual com saldo positivo de US$ 9,3 bilhões, enquanto o Paraná teve superávit de US$ 2 bilhões. Já Santa Catarina acumulou déficit (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma peculiaridade: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil. Segundo cálculos da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), cada contêiner, independentemente do que carregue, deixa US$ 1200 (cerca de R$ 7 mil) na economia do estado. O Sul foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,4% das importações entre janeiro e outubro.

Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no período foram soja, inclusive farelo, carnes de aves e de porco, além de geradores elétricos. No sentido inverso, a região importou cobre, combustíveis, têxteis, adubos e peças para veículos.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Região foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,4% das importações no ano

Processadores: os bons, os ruins e os ideais

Antes de ir para a loja, é preciso entender qual o seu propósito

Atualmente existem dois players principais e um secundário no mundo dos processadores de computador

Quando você compra um computador, seja para uso pessoal, seja para uso profissional, é importante entender as suas necessidades e os componentes da máquina em que você irá colocar seus investimentos.

Existem diversos componentes básicos para um computador, como processador, placa mãe, memória RAM, fonte e HD. Cada um responsável por desempenhar um papel específico. Além desses, outros componentes opcionais podem ser utilizados dependendo da necessidade do usuário, tais como placas de rede, vídeo, áudio, captura e diversas outras. Neste post focaremos nos processadores, suas funções e quais os mais adequados para cada função.

Antes de ir para a loja, é preciso entender qual o seu propósito, uma vez que, no mundo dos processadores, entrar em uma loja e pedir a “melhor opção possível” não é uma boa conduta. Em primeiro lugar defina qual será o uso primário da máquina.

Servidor: máquina utilizada para executar tarefas centralizadas dentro de uma estrutura;

Serviço: aparelho destinado ao ambiente de trabalho, focado no usuário padrão e na utilização de programas de baixa demanda virtual (arquivos de texto e administrativos);

Workstations: máquina destinada para serviços que demandam maior desempenho computacional, tais como edição de som, vídeo e imagem;

Gaming: aparelho focado em atividades de lazer, exigem grande poder computacional e placas de vídeo dedicadas;

Científico: máquinas de altíssimo desempenho computacional destinadas a analisar volumes imensos de dados.

Existem outras funções, no entanto, é possível classificá-las em subcategorias dos itens acima.

Os grandes nomes do mercado
Atualmente existem dois players principais e um secundário no mundo dos processadores de computador, sendo eles, Intel, AMD e Apple respectivamente. Enquanto as duas gigantes do hardware competem no mercado geral com uma boa variedade de modelos, a Apple reina em seu próprio segmento e em suas próprias máquinas, que abriram mão dos chips dos concorrentes pelo seu próprio processador, o Apple M1. Os componentes no setor de tecnologia podem ser definidos em três categorias:

High end: produtos topo de linha, que apresentam o melhor desempenho. O preço desses itens, no entanto, é bem alto e deve ser avaliado com cautela;

Mid end: são intermediários, que apresentam a melhor performance em relação ao valor. São confiáveis e devem atender a maioria dos usuários que não tenham demandas específicas;

Low end: são produtos feitos com o valor em mente e apresentam um desempenho abaixo dos demais, porém, atendem bem demandas de escritórios e a utilização do dia a dia.

Além das três categorias acima, existem também as linhas “B”, que são produtos secundários, que além de apresentarem performances baixíssimas, não se justificam pelo preço.

As linhas
Quando explicamos as necessidades, era para que ao chegar nas linhas de processadores você entendesse qual caminho seguir em qual marca.

Servidores e Workstations: para essas máquinas, existem linhas específicas, focadas em alto desempenho, confiabilidade e potência. Dentro dessa área temos os processadores Xeon da Intel e os Threadripper da AMD. Sendo muito mais caros que as linhas principais, eles são destinados para profissionais que utilizem softwares específicos ou para servidores que exijam confiabilidade absoluta;

Serviços: para computadores de serviço, as linhas principais são o suficiente e na maioria das vezes, processadores mid ou low end irão atender todas as necessidades do usuário, não exigindo gastos desnecessários em opções mais potentes;

Gaming: este é o principal alvo dos processadores high end como os Intel i7 e i9 e os Ryzen 7 ou superiores. São produtos para entusiastas que desejam tirar o máximo de performance da máquina, mesmo que muitas vezes chips mid end sejam o suficiente.

Os ruins
Por fim, existem linhas “B” que não são recomendadas. São componentes muito fracos e o custo não justifica, sendo melhor optar por opções low end como os Intel i3 e os Ryzen 3. Produtos como o Intel Celeron e os antigos AMD Duron (fora de linha), são feitos para o público leigo, mas não compensam a pouquíssima economia em relação aos low end.

O jeito mais fácil e rápido de decidir é verificar quais as aplicações que você irá utilizar e quais os requisitos mínimos e recomendados. Caso seu uso seja para servidores, é fundamental olhar a demanda que ele terá durante sua operação, o que irá necessitar de um profissional mais especializado. Lembre-se de planejar muito bem seus investimentos de modo a tirar o melhor custo-benefício das tecnologias.

Antes de ir para a loja, é preciso entender qual o seu propósito

A Unimed Porto Alegre elegeu sua tríade

Empresa conta com o avanço da vacinação, a retomada econômica e os empregos para que o setor recupere a perda de beneficiários

O gerenciamento dos recursos da cooperativa, com foco na redução de custos e despesas, fez com que a operadora colhesse melhores resultados ao longo de 2021

Entre 2019 e 2020, houve uma redução de aproximadamente 300 mil beneficiários de planos de saúde no Brasil, e a principal razão para a debandada foi o expressivo aumento do desemprego durante o período da pandemia. Não foi diferente na Unimed Porto Alegre, mas as medidas tomadas para retenção dos usuários surtiram efeito. Tanto é que até setembro de 2021 a operadora já conquistou mais de 24 mil novos clientes e a expectativa é fechar o ano com mais de 36 mil novas vidas na carteira, o que significa a projeção de um crescimento de 2,9%. Com isso, a empresa tem expectativa de fechar 2021 com uma receita na ordem de R$ 3,4 bilhões – praticamente 10% a mais que o valor de 2020.

Ainda que não revele quanto deva faturar em 2022, a Unimed Porto Alegre tem uma visão mais otimista. “As recentes medidas da ANS, que regulamentam o reajuste dos planos de pessoa física, impactarão no resultado”, prevê Flávio da Costa Vieira, presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre. “Lembro que em 2021 o efeito da alta foi negativo. Consequentemente, os resultados da tríade vacinação, retomada econômica e empregos refletirão na saúde suplementar e irão colaborar para que a redução de beneficiários sentida em 2020 e ao longo de 2021, causada pelo expressivo aumento do desemprego durante o período da pandemia, seja retomada”, acredita.

O gerenciamento dos recursos da cooperativa, com foco na redução de custos e despesas, fez com que a operadora colhesse melhores resultados ao longo de 2021. “Se por um lado tivemos diminuição de procedimentos e cirurgias eletivas, em relação ao panorama da Covid-19 e suas complicações, os custos foram bem elevados”, pondera Vieira.

“Apesar disso, mantivemos o contínuo monitoramento dos rumos do mercado, estruturamos uma política de retenção mais adaptada ao cenário da pandemia e criamos um plano robusto para mitigar os impactos projetados.” Enquanto aguarda águas mais calmas, a operadora tem mantido investimentos em tecnologia aplicada à gestão da saúde. A Unimed Porto Alegre planeja inaugurar, no primeiro semestre de 2022, um novo centro de diagnóstico em Porto Alegre e, ainda, uma unidade na zona norte da capital.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Empresa conta com o avanço da vacinação, a retomada econômica e os empregos para que o setor recupere a perda de beneficiários

Ratinho Junior testa positivo para Covid-19

Governador do PR permanecerá em isolamento em Curitiba pelos próximos dias

Ratinho Junior cancelou agenda em função do diagnóstico

O governador Carlos Massa Ratinho Junior testou positivo para Covid-19 nesta sexta-feira (7). Ele está bem, sem sintomas e permanecerá em isolamento em Curitiba pelos próximos dias.

Ele participaria, nesta semana, da inauguração da indústria de proteína animal da CooperAliança, um investimento de R$ 83 milhões que recebeu apoio do Estado, e de um centro de eventos da cooperativa Agrária, no distrito de Entre Rios, em Guarapuava, mas a sua presença foi cancelada por conta do diagnóstico.

Governador do PR permanecerá em isolamento em Curitiba pelos próximos dias

Poupança tem retirada líquida de R$ 35,5 bi em 2021

Em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 7,6 bi

O aumento dos juros foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação

Pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros, a caderneta de poupança registrou, em 2021, a terceira maior retirada líquida da história. No ano passado, os investidores sacaram R$ 35,5 bilhões a mais do que depositaram, informou o Banco Central (BC).

A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,5 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Em 2020, a caderneta tinha registrado capitação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – recorde de R$ 166,3 bilhões. No ano retrasado, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, depositado em contas poupança digitais, inflou o saldo da poupança. A instabilidade no mercado financeiro no início da pandemia de Covid-19 também aumentou temporariamente as aplicações na caderneta.

Apesar do resultado negativo no ano, em dezembro, os brasileiros depositaram R$ 7,6 bilhões a mais do que sacaram da poupança. O valor é 62,8% menor que a captação líquida de R$ 20,6 bilhões registrada em dezembro de 2020. Tradicionalmente, os brasileiros depositam mais na caderneta em dezembro, por causa do pagamento da segunda metade do décimo terceiro salário.

A aplicação começou 2021 no vermelho. De janeiro a março, os brasileiros retiraram R$ 27,5 bilhões a mais do que depositaram, influenciado pelo fim do auxílio emergencial. Com o pagamento da segunda rodada do benefício, a situação mudou. Os depósitos superaram os saques de abril a julho. A partir de agosto, a caderneta voltou a registrar mais retiradas que depósitos. Mesmo com a continuidade do pagamento do auxílio emergencial até outubro, os brasileiros continuaram a sacar. O rendimento abaixo da inflação acarretou a migração para outras aplicações. Ao mesmo tempo, a alta do endividamento das famílias levou a saques para compensar despesas urgentes.

Rendimento
Até o início de dezembro, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). No mês passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 9,25% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação. Em 2021, a aplicação rendeu 2,99%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,42%. O IPCA cheio de 2020 será divulgado na próxima terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com Agência Brasil 

Em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 7,6 bi

Sancionada lei que prorroga funcionamento de térmicas a carvão

Os contratos foram estendidos até 2040

A lei determina a prorrogação dos contratos do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou a Lei 712/2019, que cria o programa de Transição Energética Justa, prorrogando os contratos de venda de energia elétrica por usinas térmicas movidas a carvão mineral em Santa Catarina. A lei estende por 15 anos, contados a partir de janeiro de 2025, os contratos de suprimentos dessas usinas. A lei determina a prorrogação dos contratos do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL), no sul do estado, até 2040, para atender o sistema elétrico nacional.

A legislação determina a criação de um conselho, composto por representantes do governo, trabalhadores e empresas, que será responsável por implantar o programa de transição até o fechamento das minas de carvão.

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, a medida é voltada para preservar a atividade de mineração na região durante o período de transição. “A sanção ao projeto será importante para promover uma transição energética justa para a região carbonífera do Estado de Santa Catarina, observados os impactos ambientais, econômicos e sociais e a valorização dos recursos energéticos e minerais, além de apoiar as concessionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica de pequeno porte”, justificou a secretaria.

Pequeno porte
Além da prorrogação dos contratos de geração termelétrica a carvão mineral em Santa Catarina, a lei também cria subvenção econômica para as distribuidoras de energia elétrica de pequeno porte, com mercado próprio anual inferior a 350 gigawatts-hora (GWh).

As tarifas aplicáveis a essas concessionárias não poderão ser superiores às tarifas da concessionária de distribuição de energia elétrica de área adjacente e com mercado próprio anual superior a 700 Gwh. A lei define ainda que a distribuidora de grande porte que adquirir outra com mercado próprio inferior a 700 GWh/ano terá direito a 25% da subvenção proposta por dez anos.

A Secretaria-Geral da Presidência afirmou que a medida vai garantir a modicidade nas tarifas de pequenas distribuidoras de energia. O custo dessa subvenção econômica será coberto pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), paga por todos os consumidores do país.

Com Agência Brasil

Os contratos foram estendidos até 2040

Generate Capital passa a integrar o bloco de controle da Conasa

Os projetos da companhia paranaense atendem1,3 milhão de habitantes

A Conasa é a 278ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Conasa anunciou nesta quinta-feira (6) que concluiu uma transação levantando capital acionário significativo com a Generate Capital, empresa líder em infraestrutura sustentável que possui e opera mais de 2 mil ativos em toda a América do Norte. “A transação proporcionará à Conasa reforço de capital para crescimento adicional, acelerando a implantação de serviços públicos essenciais e infraestrutura sustentável em todo o Brasil”, destaca a nota da companhia.

Os projetos da Conasa atendem hoje 1,3 milhão de habitantes em água e esgoto, 1.520 km de rodovias pedagiadas e 283 mil pontos de iluminação pública, atingindo 3,3 milhões de habitantes. A Conasa emitiu R$ 403 milhões (US$ 71,4 milhões) de novas ações para a Generate como parte do acordo e a Generate passa a integrar o bloco de controle. A empresa paranaense atua no Mato Grosso, Piauí, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Pará.

Desde sua fundação, em 2007, a Conasa tem crescido principalmente no setor de saneamento, em relação ao qual o Brasil necessita de R$ 753 bilhões (US$ 132 bilhões) de investimento até 2033 para atingir as metas de serviços universais de saneamento para toda a população. A Conasa também está crescendo suas operações em infraestrutura em torno de rodovias pedagiadas e ativos de iluminação pública em todo o Brasil, oferecendo melhorias que aumentam o acesso equitativo aos recursos.

A empresa conta com mais de 550 funcionários que fornecem suporte de operação e manutenção para seus ativos. Em junho do ano passado, a Conasa ingressou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com um pedido de abertura de capital. “Para a Generate, a transação representa uma expansão de seu portfólio de mais de US$ 2 bilhões em ativos de infraestrutura sustentável nos Estados Unidos para o mercado brasileiro de infraestrutura privada”, revela o documento emitido pela empresa.

A Conasa é a 278ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado por AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Os projetos da companhia paranaense atendem1,3 milhão de habitantes

Vinci adquire terminal portuário da JCR no Paraná

O valor da negociação não foi revelado pelas empresas

Fundo de infraestrutura investirá R$ 3 bilhões no Porto Pontal

A Vinci Partners adquiriu o terminal Porto Pontal, no Paraná, que pertencia ao grupo JCR, do empresário curitibano João Carlos Ribeiro. A informação foi veiculada nesta quinta-feira (6) na versão digital do jornal Valor Econômico. De acordo com a reportagem, assinada pela jornalista Maria Luíza Filgueiras, o fundo vai investir R$ 3 bilhões de forma escalonada para implementar o projeto, desenhado para ser um dos terminais de contêineres mais modernos da América do Sul. O valor da negociação não foi revelado pelas empresas.

A JCR não tem experiência no setor. O grupo paranaense começou no segmento de construção civil na década de 1970. Atuou nas áreas de tecnologia da informação e rastreamento de veículos e cargas. Hoje o Porto Pontal é o principal investimento do grupo.

Segundo o Valor, a aquisição é o primeiro investimento realizado dentro da estratégia de transporte e logística da área de infraestrutura da Vinci. “Estamos buscando ativos nesse segmento há algum tempo, disputamos aeroportos, fizemos análises de ativos de rodovias e portos, e agora acertamos com o Porto Pontal, um projeto que já namorávamos há um bom tempo. O projeto tem mérito de localização estratégica e de calado relevante, sem amarras de terminal em porto público”, afirmou José Guilherme Souza, sócio da Vinci e head de infraestrutura, para a publicação.

“A capacidade do Porto Pontal na primeira fase, que deve ser concluída em cerca de quatro ano, será de 1,5 milhão de TEUs (contêineres de 20 pés). Na fase final, dobra esse volume, para 3 milhões de TEUs. O Porto Pontal é um projeto que a JCR tenta desenvolver há quase uma década, entre embates de licenças, regulações e financiamentos. A Vinci assume o projeto já com essa etapa concluída, para a fase de obras”, detalha a reportagem.

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O valor da negociação não foi revelado pelas empresas

Produção industrial tem sexto resultado negativo seguido

Índice retrocedeu 0,2% em novembro

Indústria se encontra 4,3% abaixo do patamar de antes da pandemia

A produção industrial teve queda de 0,2% na passagem de outubro para novembro de 2021, registrando o sexto mês consecutivo de resultados no campo negativo, período em que soma recuo de 4%. Apesar de acumular, nos 11 meses de 2021, um avanço de 4,7% frente ao mesmo período do ano anterior, a indústria continua a se afastar cada vez mais do patamar pré-pandemia. É o que aponta a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

“Quando olhamos para o ano anterior, os resultados ao longo de 2021 são quase sempre positivos, pois a base de comparação é baixa, já que no início da pandemia a indústria chegou a interromper suas atividades, com o ano de 2020 fechando com um recuo de 4,5%. Porém, analisando mês a mês, observamos que, das 11 informações de 2021, nove foram negativas. Ou seja, o setor industrial ainda sente muitas dificuldades, se encontrando atualmente 4,3% abaixo do patamar de produção em que estava em fevereiro de 2020”, explica André Macedo, gerente da pesquisa.

Ele lembra que o setor ainda sofre os efeitos da pandemia mundial, que provocou o desabastecimento de alguns insumos e encareceu o custo da produção. “Além disso, a indústria sofre com os juros em alta e a demanda em baixa, impactada pela inflação elevada e a precarização das condições de emprego, já que com o rendimento mais baixo, o trabalhador consome menos”, avalia.

Apesar do resultado negativo no mês de novembro de 2021 frente a outubro, apenas uma das quatro das grandes categorias econômicas. “A produção de bens de capital assinalou recuo de 3% e eliminou o avanço de 1,8% verificado em outubro. Já as categorias de bens semiduráveis e intermediários registraram estabilidade, e elas respondem por 80% da média da indústria, por isso temos um resultado perto da estabilidade na média geral. Já o setor de bens de consumo duráveis apontou a única taxa positiva, de 0,5%”, pontua Macedo.

Ele ressalta, ainda, que os ramos industriais mostraram um movimento diferente do que vinham apresentando na maior parte do ano de 2021. “Pouco menos da metade, doze de 26, dos ramos pesquisados tiveram resultados negativos. O que é algo diferente do que vínhamos observando, ou seja, mais atividades no campo negativo do que positivo”, destaca Macedo.

Entre as atividades, as principais influências negativas vieram dos produtos de borracha e de material plástico (-4,8%), que perderam toda a expansão acumulada (3,5%) nos meses de setembro e outubro, além da metalurgia (-3%), que assinalou a terceira queda consecutiva, acumulando perda de 7,7% no período. Já na comparação com novembro de 2020, a indústria recuou 4,4% em novembro de 2021, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, em 19 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 59,1% dos 805 produtos pesquisados. Sendo que novembro de 2021 teve o mesmo número de dias úteis (20) do que igual mês do ano anterior (20).

No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a expansão de 4,7% na média da indústria foi acompanhada por resultados positivos em todas as grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 65% dos 805 produtos pesquisados.

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Índice retrocedeu 0,2% em novembro

Confira as principais tendências de negócios para 2022

O mercado tem se reinventado para se adaptar a uma realidade mais dinâmica

Por conta da pandemia, muitas empresas se viram obrigadas a migrar suas lojas para o mundo on-line

A transformação digital mudou a relação entre marca e cliente. Muitas soluções têm ganhado espaço para suprir as novas necessidades de uma sociedade contemporânea em busca de qualidade de vida. Além de um evidente avanço tecnológico em diversos setores, o mercado tem se reinventado para se adaptar a uma realidade mais dinâmica. Veja quais são as apostas de negócios mais promissoras para 2022.

Clubes de assinatura
Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, somente em 2020, o mercado de assinatura movimentou mais de R$ 1 bilhão, sendo que, no primeiro trimestre de 2021, o número de novos assinantes cresceu 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segurança de dados
De acordo com uma pesquisa realizada pela PwC Digital Trust Insights 2022 com 3,6 mil executivos de negócios, aproximadamente 83% das organizações empresariais no Brasil devem aumentar o investimento em segurança cibernética no próximo ano. Neste cenário, a tecnologia em nuvem também passará a ganhar cada vez mais espaço.

Comodidade do cliente
O e-commerce ganhou força nos últimos anos e as redes sociais passaram a ser um canal de vendas importante. Outra tendência para 2022 é o crescimento acelerado das vendas outbound, aquelas que priorizam um atendimento consultivo, em que os profissionais têm a missão de entender as dores dos clientes e as necessidades que possuem, para assim, realizarem conexões assertivas. Por conta da pandemia, muitas empresas se viram obrigadas a migrar suas lojas para o mundo on-line, e a necessidade de inovar com produtos e impactar positivamente a experiência do usuário foi inevitável. E o ARCommerce é a prova disso. Por meio do celular, é possível vislumbrar em tamanho real o produto que gostaria de adquirir e até mesmo verificar se aquele sofá irá caber ou combinar com sua sala.

Robôs colaborativos
Com os famosos cobots em funcionamento, eles podem facilmente assumir tarefas repetitivas, sujas ou perigosas. Assim, a mão de obra humana pode ocupar funções que são realmente importantes e estratégicas.

Tecnologia 5G
O 5G trará possibilidade de novos negócios na indústria com velocidade e capacidade de transmissão de altas massas de dados.

Mercados autônomos em condomínios comerciais
Os mercados autônomos ganharam força durante o período pandêmico e continuam sendo tendência em 2022. Com a volta da rotina presencial no próximo ano, muitos centros comerciais têm apostado nesse tipo de negócio para oferecer mais comodidade aos colaboradores.

Solução antifraude
Com o uso cada vez maior do comércio eletrônico, os criminosos virtuais também passaram a mirar nesse mercado com mais intensidade. Para não ter prejuízos com compras fraudulentas, os lojistas precisaram buscar por soluções que agissem para impedir a ação dos golpistas.

Ferramentas on-line para fazer planejamentos
Em um cenário onde novidades aparecem o tempo todo e processos exigem agilidade e assertividade, elaborar planejamentos para conquistar metas é essencial, e a tendência é fazer isso de maneira digital, trazendo mais facilidade e rapidez.

O mercado tem se reinventado para se adaptar a uma realidade mais dinâmica

Quando menos é mais

Bianchini teve seu melhor resultado dos últimos anos em um período de escassez

Como 80% de sua receita ligada à exportação de grãos, a Bianchini tirou partido do cenário de valorização internacional das commodities agrícolas

No ano em que o mundo se preocupou com a saúde de um modo sem precedentes nos últimos cem anos, a Bianchini produziu o balanço mais robusto e saudável dos últimos anos. A maior empresa de comércio exterior do Sul já havia tido um ano positivo em 2019, quando o faturamento rompeu a casa dos R$ 4 bilhões – chegou a quase R$ 4,2 bi, para ser preciso.

Mas em 2020 a Bianchini se saiu ainda melhor. As vendas cresceram 4,6%, para R$ 4,4 bilhões, deixando um lucro de R$ 253,7 milhões, um salto em relação ao resultado líquido de R$ 153 milhões obtido em 2019. “Tivemos dificuldades em 2020, em função da dificuldade de obter matéria-prima, mas acabamos superando tudo e tendo nosso melhor ano”, diz o diretor Arlindo Bianchini, com um tom de voz contido, como a se vacinar contra a euforia. “2021 foi positivo, também. Já 2022…”, deixa no ar.

Por partes, começando por 2020. Como revela 500 MAIORES DO SUL, o patrimônio da Bianchini inflou de R$ 753 milhões para R$ 964 milhões, consequência de um período lucrativo. A rentabilidade cresceu com vigor e atingiu o equivalente a 29,5% do patrimônio. Medida como proporção das receitas, a rentabilidade chegou a 5,8%, o que é um percentual muito significativo se comparado ao padrão da própria Bianchini e de empresas de comércio exterior, as tradings, em geral.

“A quebra que aconteceu na safra de soja e também de milho em 2020 fez a gente sentir o problema da falta de matéria-prima, mas em compensação conseguimos preços melhores e pudemos vender com margem melhor”, explica Arlindo. “Veja que do início de 2020 até maio do mesmo ano, um saco de soja valia de R$ 80 a R$ 85. E em 2021 o saco de 60 quilos de soja arrancou valendo mais que o dobro, cerca de R$ 170. Os preços subiram muito.”

Como 80% de sua receita ligada à exportação de grãos, a Bianchini tirou partido do cenário de valorização internacional das commodities agrícolas, assim como da alta do dólar frente ao real. Os outros 20% do faturamento provêm da produção de biodiesel, e é este o fator que dá razão ao pé atrás de Arlindo. O percentual de mistura do biodiesel no combustível enfrenta um período de avanços, recuos e, sobretudo, incertezas.

A valorização da soja inflacionou o preço do óleo e o governo federal quer evitar o encarecimento do diesel em proporções ainda maiores que as atuais, já causadoras de desgastes com os caminhoneiros diante do encarecimento dos fretes. Nenhum revés, porém, atingiu Arlindo mais fortemente que a perda de seu primo, Antônio Bianchini, no início de 2021. “Bah”, lamenta ele, “foi um baque familiar e também para a empresa, porque era o nosso diretor comercial e estava na empresa fazia 47 anos. Sabia tudo sobre o nosso mercado.”

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Bianchini teve seu melhor resultado dos últimos anos em um período de escassez

Industrial gaúcho revela otimismo com primeiro semestre

Índice de confiança fecha o ano de 2021 em crescimento, de acordo com a Fiergs

As expectativas da indústria gaúcha para os próximos seis meses voltaram a crescer, após três quedas seguidas

Depois de cair por três meses consecutivos, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) voltou a subir em dezembro frente a novembro, fechando 2021 de forma positiva, segundo divulgou a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). De acordo com a pesquisa, o índice cresceu um ponto, atingindo 58,5. A pesquisa foi realizada entre 1º e 13 de dezembro com 212 empresas, sendo 47 pequenas, 66 médias e 99 grandes.

“Os resultados do último mês do ano sugerem um cenário positivo para a atividade industrial gaúcha nos primeiros meses de 2022. A presença de confiança, sustentada pela perspectiva de retorno completo das atividades econômicas e pela redução nas dificuldades na cadeia de suprimentos, contribuirá para a expansão do setor à medida que empresários mais otimistas são mais propensos a investir e a contratar”, afirma Gilberto Porcello Petry, presidente da Fiergs, por meio de nota.

O industrial alerta, porém, que o cenário também apresenta incerteza, com a alta dos juros e da inflação, o risco fiscal e a pressão de custos provocada pelos aumentos nos preços dos insumos e matérias-primas, da energia elétrica e dos combustíveis.

O ICEI-RS varia de zero a cem pontos. Valores acima de 50 indicam confiança. Quanto mais acima dessa marca, maior e mais disseminada. O índice no fechamento de 2021 ficou acima da média histórica de 54,1 pontos, indicando confiança em nível bastante elevado. Já o Índice de Condições Atuais permaneceu estável em 53,1 pontos. Significa que a percepção de melhora nas condições correntes dos negócios não se alterou na passagem de novembro para dezembro, mas, acima de 50 pontos, permanece positiva.

Em relação à própria empresa a percepção também é favorável, apesar da queda do índice de 56,3 para 55,7 pontos no período. Em contrapartida, o Índice de Condições Atuais da Economia Brasileira subiu de 46,2 para 47,9 pontos, mas continuou abaixo de 50. No último mês do ano, 31,1% dos empresários percebem piora na economia brasileira e 23,6% veem melhora.

As expectativas da indústria gaúcha para os próximos seis meses voltaram a crescer, após três quedas seguidas. O Índice avançou 1,4 ponto em relação a novembro, para 61,2, em dezembro. Acima de 50 pontos, reflete otimismo, que subiu ligeiramente para a economia brasileira: de 54,4 para 55 pontos. Em dezembro, o percentual de otimistas, 34,9% dos empresários, é superior ao de pessimistas (14,2%). As expectativas sobre as próprias empresas registraram a maior alta do mês, 1,7 ponto, e o maior patamar entre todos os componentes da confiança: 64,3 pontos.

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Índice de confiança fecha o ano de 2021 em crescimento, de acordo com a Fiergs

Eis os golpes cibernéticos que serão tendência neste ano

Especialistas da Axur revelam tipos de fraudes e vazamentos de dados que podem ocorrer

Os golpes financeiros virtuais somaram cerca de R$ 3 bilhões no ano passado

O ano de 2021 ficou marcado na área da segurança digital pelos megavazamentos e pelo surgimento de golpes cada vez mais sofisticados contra consumidores e empresas. Os golpes financeiros virtuais somaram cerca de R$ 3 bilhões no ano passado, de acordo com a Axur, empresa especializada em cibersegurança.

O setor financeiro se manterá como o principal alvo neste ano. A entrada do Open Banking e o baixo custo que alguns golpes têm para os criminosos, como a criação de perfis falsos, são alguns fatores que explicam esse cenário. “Em 2020 o Brasil foi o campeão em vazamento de dados e, em 2021, impulsionado pela pandemia, o cenário foi ainda desafiador”, observa Fábio Ramos, CEO da Axur.

Para este ano, a Axur listou as principais tendências em fraudes digitais e vazamentos de dados. Confira.

Phishing Scam
No ano passado, metade da população brasileira foi notificada com uma abordagem fraudulenta via phishing, que é quando o criminoso se passa por uma empresa ou pessoa confiável. Mais do que os dados comumente solicitados, como cartão de crédito e senhas, esse tipo de golpe também passou a solicitar outros dados que podem ser utilizados pelos criminosos, como selfies com documentos, data de nascimento, CPF e situação civil.

Aplicativos Mobile fraudulentos
A Axur, por meio de estudos e monitoramento digital diário, acredita que os aplicativos fraudulentos serão um dos principais métodos de golpe para o próximo ano. Os criminosos estão se especializando na criação de aplicativos falsos de bancos, corretoras e fintechs.

Perfis falsos nas redes sociais
O chatbot será o principal alvo dos cibercriminosos para as redes sociais corporativas no próximo ano. Com perfil falso ou até mesmo “sequestrando” o chatbot oficial de uma empresa, o criminoso pode contatar diretamente a vítima utilizando uma marca conhecida e confiável.

Monetização de dados já expostos
Uma forte tendência para 2022 é a geração de lucro com os dados que foram roubados neste ano. Dessa forma, os cibercriminosos conseguem se aproveitar da própria comunidade hacker.

Uso de tokens para monitoramento
Muitas empresas brasileiras devem adotar tracking tokens, uma espécie de credencial “sintética” que pode ser inserida em qualquer base de dados. Esse token permite que o time de segurança identifique com mais velocidade um possível vazamento, além de permitir um monitoramento em diferentes bases dentro da mesma companhia.

Nuvem
Uma gestão ineficiente de identidades, credenciais, acessos e chaves armazenadas em nuvem pode causar grandes estragos. Cerca de 21% dos ataques de ransomware se aproveitam de falhas de segurança em nuvens públicas e híbridas. A Axur acredita que esse método de golpe irá aumentar no próximo ano.

Abuso e a exploração de falhas de segurança em APIs
A API, ou Interface de Programação de Aplicações (na sigla em inglês), é essencial em trocas de dados entre bases diferentes, e a comunicação entre APIs corresponde a 83% de todo tráfego na Internet. Problemas de segurança envolvendo essa interface, como paginação insegura e exposição acidental da chave, podem ser responsáveis por grandes vazamentos. Neste ano, tivemos o caso do LinkedIn, que teve cerca de 700 milhões de dados de seus usuários comercializados em fóruns criminosos.

Declínio do seguro cibernético
As seguradoras que oferecem seguros cibernéticos no Brasil pagaram R$ 12,9 milhões até julho de 2021, de acordo um levantamento da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Nos Estados Unidos, ocorreu uma movimentação com suporte do tesouro norte-americano e FBI para dificultar o pagamento a hackers, que normalmente acontecem quando empresas são ameaçadas por cibercriminosos. No Brasil, é esperado que essas medidas também apareçam com mais força em 2022, tornando os seguros cibernéticos sem utilidade e caminhando para o fim do financiamento do cibercrime.

Open Banking
A nova tecnologia financeira é muito aguardada pelos consumidores e também pelos cibercriminosos. Com a implantação em massa do novo sistema, devemos esperar um aumento de golpes, especialmente o phishing e a criação de novos métodos.

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Especialistas da Axur revelam tipos de fraudes e vazamentos de dados que podem ocorrer

Intenção de consumo das famílias tem pior ano da série histórica

Apesar de registar o menor nível desde 2010, queda foi menos acentuada do que a de 2020

Pesquisa da CNC reforça a moderação das famílias em consumir

Pelo segundo mês consecutivo, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou queda de 0,8%, considerando o ajuste sazonal e alcançando 74,4 pontos em dezembro de 2021. Apesar de ter ficado abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o indicador, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou a maior pontuação desde maio de 2020 (81,7 pontos). Com esse resultado, o ICF encerrou o ano de 2021 com retração de 9,9% e uma média de 71,6 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em 2010.

A redução, no entanto, foi menor do que a observada em 2020 (-15,9%). Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os números reforçam a moderação das famílias em consumir. “O ano de 2020 apresentou grandes obstáculos para o consumo. Já 2021 foi marcado pela incerteza e consequências das medidas do ano anterior. Os consumidores enxergaram uma recuperação gradual e desaceleraram a cautela, mas ela permanece”, observa.

Na avaliação por faixa de renda, as famílias com orçamento acima de dez salários mínimos revelaram nível de insatisfação de 86,9 pontos no ano, com recuo de 5%. Já para as famílias com renda abaixo de dez salários mínimos, o indicador atingiu 68,4 pontos, demonstrando uma queda mais intensa (11,2%). Esse perfil de retração também foi observado no ano anterior, entretanto com uma discrepância menor entre as categorias analisadas.

Pessimismo menor do que de 2020
Com exceção de acesso ao crédito, todos os outros componentes avaliados tiveram recuos com taxas menores do que as de 2020. O item de acesso ao crédito teve queda de 7% em 2021, enquanto no ano anterior a retração foi de apenas 0,1%. Segundo a economista responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, essa variação pode ser explicada pelo aumento da taxa Selic ao longo de 2021.

Ela avalia que o movimento do Banco Central (BC) foi necessário para conter os efeitos da alta inflacionária. “A inflação é um dos fatores que dificultam a recuperação econômica, pois reduz o poder de compra. Além de levar a um aumento dos juros, o que encarece o crédito, que é um artifício utilizado pelos consumidores para aumentar renda e manter o padrão de consumo.” Ainda segundo Catarina, o impacto pôde ser percebido principalmente no item renda atual, com 40,6% das famílias considerando a situação em 2021 pior do que em 2020.

A percepção em relação ao consumo futuro também se destacou negativamente, com 53,5% das famílias acreditando na redução, em comparação ao ano anterior. O componente que versa sobre a perspectiva de consumo atingiu 69,9 pontos, seu menor patamar desde 2016.

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Apesar de registar o menor nível desde 2010, queda foi menos acentuada do que a de 2020

Autoconf comemora crescimento da base de clientes

Plataforma paranaense de gestão de revenda de veículos tem quase 200 unidades no país

Rodrigo Dal Bello e Ernesto W. Filho: aumento de 150% na base de clientes em 2021

Que o brasileiro é apaixonado por carros, isso não é novidade para ninguém. Mesmo em tempo de alta dos preços, o mercado registrou em 2021 um crescimento de 29,8%, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Porém, a evolução do mercado gerou uma demanda de gestão das lojas de revenda de veículos com o objetivo de profissionalizar e aprimorar processos para aumentar as vendas e viabilizar mais negócios.

Foi essa demanda que levou Rodrigo Dal Bello a pensar em uma solução de gestão inteligente e tecnológica para o nicho. Assim surgiu o Autoconf, plataforma de gestão de lojas de revenda de veículos que apresentou, apenas em 2021, um crescimento de 150% na base de clientes. “Trabalho desde os 14 anos com veículos. Passei por todas as etapas na cadeia de negócios e consegui entender ao longo dos anos quais eram os principais erros cometidos pelos negociantes. Daí surgiu a ideia de sanar esses problemas através de uma plataforma”, lembra Dal Bello, hoje CEO do Autoconf. Ele fundou o negócio em 2018 em Curitiba juntamente com os sócios Silvan Dal Bello e Ernesto W. Filho.

O Autoconf é uma plataforma de gestão de veículos com funcionalidades que ajudam a gerenciar o produto, mesmo antes de entrar no seu estoque até o anúncio no site e nos portais de venda. Como é uma plataforma mobile, tudo é feito a partir do celular, o que otimiza o tempo. Outra funcionalidade é que todos os carros são avaliados da mesma forma e projetados em um simulador de compras, que indica o real valor de cada veículo. A plataforma Autoconf ainda integra os carros do site com todos os portais web de vendas, permitindo uma maior visibilidade dos veículos.

Alessandro Soares, consultor da BellosCar, loja de revendas de veículos parceira do Autoconf, diz que um dos melhores recursos da plataforma é seu gestor de atendimentos, função que trabalha para otimizar o gerenciamento da relação com o cliente. “Temos uma aba com todos os clientes que chamamos de aquecimento, ou seja, com o primeiro contato de negociação, que indica quais os clientes que estou atendendo, como uma agenda eletrônica. Caso não dê certo o negócio, o aplicativo encaminha esse cliente para o atendimento de lead, ou resgate, como chamamos, fechando um ciclo triplo de tentativas de fechar negócio com o mesmo cliente”, conta Soares.

Ao todo já foram cerca de 270 mil contatos realizados por clientes na plataforma, quase 87 mil veículos avaliados e 45 mil anúncios na internet, com uma estimativa de R$ 137 milhões em movimentações de negócios e reparos. Hoje, são mais de 196 unidades no Brasil utilizando a plataforma Autoconf, sendo 84 unidades na região Sul – a maioria delas (41) em Santa Catarina. São Paulo possui 54 unidades.

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Plataforma paranaense de gestão de revenda de veículos tem quase 200 unidades no país