Archives Janeiro 2022

ApexBrasil impulsiona exportações do agronegócio brasileiro

Setor de proteína animal foi um dos destaques

A promoção de vendas é feita através da participação das empresas integrantes às marcas em eventos internacionais, como a Gulfood

As vendas internacionais impulsionaram o setor produtivo brasileiro no ano passado. Em faturamento com exportações, o agronegócio registrou alta 18,4% e a indústria alimentícia, que engloba alimentos e bebidas, 16,8%. Dentro dos dois segmentos, vários setores apoiados pelos projetos setoriais da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tiveram resultados recordes, como o aumento de volume de 81,5% nas exportações de ovos, de 23% de algodão e 11% de carne suína.

“Os resultados de 2021 são reflexo não só de condições externas econômicas, como a cambial, mas também do próprio potencial do agronegócio brasileiro. Nossas ações estratégicas das marcas setoriais divulgam ao mundo a qualidade da produção do Brasil”, avalia o gerente de agronegócios da ApexBrasil, Márcio Rodrigues. A promoção de vendas é feita através de ações de marketing e relações públicas e da participação das empresas integrantes às marcas em eventos internacionais, como a Gulfood, principal feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, a Sial Paris, e a Sial China, maior feira de produtos alimentícios inovadores da Ásia.

Estão associados aos resultados expressivos de proteína animal os projetos setoriais Brazilian Chicken, de carne de frango, o Brazilian Egg, para exportação de ovos in natura e processados, e o Brazilian Pork, para promoção da carne suína brasileira, realizados com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).Para a carne bovina, desde 2001, a ApexBrasil desenvolve com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) o Brazilian Beef, que hoje é uma marca consolidada responsável por 98% das exportações de carne bovina brasileira.

Com êxito em 2021, as vendas de produtos de ovos in natura e processados para o mercado internacional somaram 11,3 mil toneladas, o que representou US$ 18 milhões em receitas e 80% a mais em relação à arrecadada em 2020. Os principais destinos foram os Emirados Árabes Unidos, com 6,9 mil toneladas exportadas, seguidos do Japão, que importou 1,1 mil toneladas, e Omã, com 408 toneladas.

As exportações brasileiras de carne suína, por sua vez, aumentaram 11% em volume, marcando também um novo recorde de 1,1 milhão de toneladas. Em receita, houve um aumento de 16,4% nas exportações, em relação a 2020. A China foi o principal destino do setor, consumindo cerca de metade das vendas.

“Nosso país tem os mais altos padrões sanitários do mundo, de modo que nunca tivemos, por exemplo, caso de influenza aviária, ao passo que boa parte dos nossos concorrentes internacionais têm problemas sérios com isso”, ressalta o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. “Divulgar nossos pontos positivos como esse nos projetos setoriais é um elemento que os torna peça chave para o sucesso de exportações. Estivemos presentes no Japão durante as Olimpíadas, com ações de divulgação na esquina mais movimentada do mundo, a Shibuya em Tóquio”, acrescenta.

Além disso, o Brasil manteve seu posto de maior exportador de carne de frango no mundo e quebrou seu próprio recorde ao exportar 4,6 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 9% no volume exportado em relação a 2020. A receita, considerando produtos in natura e processados, avançou 25,7%, com US$ 7,6 bilhões. O principal destino foi a Ásia, que importou 1,6 milhão de toneladas. A indústria de carne bovina fechou o ano com faturamento de US$ 9,2 bilhões em exportação, 8,3% acima do obtido em 2020. Para 2022, a expectativa é faturar a marca histórica de US$ 10 bilhões.

“Esse número tem ainda mais relevância se considerado o contexto em que vivemos de pandemia e de um período de embargo da China. Ele é reflexo do trabalho feito em sinergia entre setor público e privado. Em março de 2021, por exemplo, foi fundamental a publicação do decreto, pelo governo federal, que incluiu como serviço essencial o funcionamento de toda a cadeia de alimentos e bebidas” diz o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli.

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Setor de proteína animal foi um dos destaques

Ademicon comercializa mais de R$ 8 bilhões em créditos em 2021

O segmento de imóveis apresentou aumento de 42%

Para este ano, a meta da Ademicon é alcançar R$ 10 bilhões em créditos comercializados e abrir 24 unidades de negócio no país

A Ademicon alcançou no ano passado a marca dos R$ 8 bilhões em créditos comercializados. O valor, 41% superior ao de 2020, é o maior já registrado pela empresa em três décadas de mercado. O desempenho é resultado da estratégia adotada nos últimos anos pela Ademicon, que visa aumentar a sua capilaridade e diversificar seu portfólio de produtos.

O segmento de imóveis apresentou aumento de 42% nos créditos comercializados em 2021, respondendo por R$ 5,8 bilhões do total da empresa. Já a divisão de consórcio de veículos, que começou a operar em maio de 2020, cresceu 207%, comercializando R$ 501 milhões em créditos. No segmento de veículos leves e pesados, o valor ultrapassa os R$ 2 bilhões se considerarmos também os consórcios de marcas parceiras administrados pela empresa, como New Holland, Iveco e Librelato.

Somente no ano passado, a  paranaense Ademicon abriu 45 unidades de negócio, uma expansão que proporcionou inclusive a entrada em novos mercados. Com as inaugurações, a empresa encerrou o ano presente em 17 estados mais o Distrito Federal.

Para este ano, a meta é alcançar R$ 10 bilhões em créditos comercializados e abrir 24 unidades de negócio no país. “Nosso objetivo é manter a expansão territorial, chegando a mais de 160 unidades no Brasil, aumentar a comercialização de créditos e, principalmente, focar em qualidade, elevando o nível de satisfação dos clientes”, afirma Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon, em nota.

Pioneira em consórcio de imóveis no Brasil, a empresa também possui em sua carteira consórcio de serviços, home equity (empréstimo com garantia de imóvel) e seguros. “Parte da nossa estratégia de melhorar a satisfação dos clientes passa por oferecer novos produtos e, este ano, teremos novidades. Queremos que o cliente considere a Ademicon como a sua casa de soluções financeiras”, explica Tatiana. De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), de janeiro a novembro, o volume de créditos comercializados pelo setor cresceu 34,4% em relação ao mesmo período de 2020.

O segmento de imóveis apresentou aumento de 42%

Robustez a perder de vista

Cooperativas do Sul projetam investimentos gigantescos para os próximos anos, estratégia que as tornará ainda mais importantes para a economia da região

As cooperativas presentes em 500 MAIORES DO SUL somam uma receita de R$ 125,8 bilhões e um patrimônio de R$ 31,9 bilhões

Quarta maior empresa de abate de frango do país, a Lar tem, atualmente, um pouco mais de 22 mil funcionários, dos quais aproximadamente 16 mil atuam na área da avicultura. Para 2030, o objetivo é chegar a 38 mil empregados. “Essa mão de obra não existe na região e terá de vir de fora”, projeta o presidente Irineo da Costa Rodrigues. A meta da cooperativa paranaense para 2021 era atingir um faturamento de R$ 13,7 bilhões. No entanto, a empresa vai fechar dezembro com vendas ao redor de R$ 15 bilhões. Em uma década, esse valor chegará aos R$ 32 bilhões.

O caso da Lar ilustra como o pujante cooperativismo do Sul deverá ficar ainda mais fortalecido com o passar dos anos. Para se dar conta disso, basta um passar de olhos pela tabela ao final desta reportagem, feita com base nos balanços das 32 cooperativas presentes nesta edição de 500 MAIORES DO SUL. Juntas, elas somam uma receita de R$ 125,8 bilhões e um patrimônio de R$ 31,9 bilhões. A soma dos lucros em 2020 ultrapassou os R$ 6 bilhões e uma única cooperativa – a Coagrisol, de Soledade (RS) – obteve pequeno prejuízo.

“Estamos em uma trajetória de aumento da demanda e de alta nos preços das commodities, e com isso o agronegócio e as cooperativas do setor devem continuar firmes e com crescimento sólido, gerando renda aos cooperados e sendo propulsoras do crescimento econômico nas regiões de atuação”, anima-se Arno Pandolfo, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro). “Muitos investimentos estão sendo viabilizados e muitos ainda irão ser concretizados nos próximos anos.”

O otimismo preconizado pelo dirigente da Fecoagro reverbera em outras entidades do setor – a exemplo do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). As cooperativas do Paraná dobraram o faturamento de R$ 50 bilhões para R$ 100 bilhões e o objetivo agora é chegar aos R$ 200 bilhões dentro de cinco anos, como detalha José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar.

“A cada cinco anos, montamos um planejamento. Em 2015, as cooperativas toparam definir um desafio. À época, o faturamento era de R$ 50 bilhões. Foi então que estabelecemos a meta dos R$ 100 bilhões e resolvemos nos estruturar para isso. Em julho do ano passado, lançamos essa meta dos R$ 200 bilhões. Isso faz parte do cooperativismo no Paraná e é importante para definirmos um rumo da atividade”, exorta Ricken. O foco das ações para um novo faturamento recorde está no crescimento sustentável das cooperativas. “A nossa atuação vai além do agro, já que nós atuamos em sete ramos diferentes da economia. A cooperação é o nosso negócio. Vamos inovar e investir R$ 300 milhões em capacitação nos próximos anos”, antecipa Ricken.

Capacitação, aliás, é uma peça motriz na Cooperativa Central Aurora Alimentos, um sistema que congrega onze cooperativas com mais de 50 mil funcionários. A cooperativa estima ter receita bruta estimada em R$ 19 bilhões em 2021. A base de números tão robustos é uma rede de quase 68 mil produtores rurais, que em conjunto movimentam uma cadeia industrial de 17 frigoríficos e uma fábrica de lácteos, entre outras atividades.

O Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRS) tem como objetivo certificar as empresas rurais que participam do Programa de Qualidade Rural, D’olho e QT Rural, dentro do convênio da cooperativa catarinense com o Sebrae. A certificação garante boas práticas de gestão pautadas nos fundamentos e ferramentas da qualidade total, tornando as propriedades mais lucrativas, com melhor qualidade da produção, mais satisfação e bem-estar das pessoas e com uso adequado dos recursos naturais. “O sistema Aurora tem há mais de duas décadas uma aliança muito produtiva e consistente com o Sebrae, e esta aliança tem proporcionado tecnologias e recursos para a preparação dos produtores. Já passamos da marca de 30 mil famílias rurais que realizaram em suas propriedades algumas etapas imprescindíveis dos nossos programas em diferentes etapas”, contou o presidente Neivor Canton em entrevista recente concedida a AMANHÃ.

O QT Rural, de qualidade total, prepara o produtor para a gestão das propriedades. Os jovens agricultores produzem boletins, balanços e balancetes incorporando a linguagem do meio urbano e do meio empresarial. “Nosso produtor rural se orgulha também de ser um empresário rural. De fato, costumo dizer sempre que ser um empreendedor rural, um produtor rural, é mais complexo do que administrar uma pequena empresa no meio urbano. Porque a atividade do agronegócio é complexa, de fato. Nem sempre as mesmas propriedades produzindo as mesmas atividades dão o mesmo resultado”, pontua Canton.

A perder de vista
A Frísia, de Carambeí (PR), é apenas um dos exemplos da magnitude dos investimentos feitos pelas cooperativas do Sul. Fundada em 1925, a Frísia está colocando em prática o seu planejamento “Rumo aos 100 Anos”, um conjunto de propostas organizadas por estratégias e sistema de execução que serão concretizados até 2025. Ao longo desses cinco anos, investirá quase R$ 1 bilhão em expansão e novos negócios. No período de quatro anos, que culminará com o centenário, o mapa estratégico prevê o aumento da produção agrícola pela verticalização e expansão em novas fronteiras.

Na pecuária de leite, a cooperativa seguirá seus investimentos na intercooperação para acompanhar o crescimento da produção dos seus cooperados, enquanto na suinocultura está previsto dobrar o número de leitões para bancar a expansão de abate da unidade industrial de carnes. “Nos próximos anos, teremos os projetos de crescimento que elaboramos no nosso planejamento estratégico, e para realizá-los queremos desafiar não somente os cooperados, mas também os colaboradores. Temos vários investimentos, seja na produção da pecuária de leite, grãos e também suinocultura”, conclama Renato Greidanus, diretor-presidente da Frísia, a mais antiga cooperativa de produção do Paraná e segunda do Brasil.

Também emblemático é o caso da Cooperja, cooperativa agroindustrial localizada no sul de Santa Catarina que esperava alcançar R$1 bilhão de faturamento em 2024, mas já projeta alcançar esta cifra ainda em 2021 devido à boa fase que o agronegócio tem vivido. No ano passado, a cooperativa sediada em Jacinto Machado faturou quase R$ 700 milhões. No final de agosto, a Cooperja inaugurou seu novo parque industrial na cidade com um aporte de mais de R$ 75 milhões. O investimento é consequência da expansão que demandou mais espaço para atender suas necessidades de produção e armazenagem. A fábrica tem capacidade de produção de 10 mil fardos por dia e armazenagem de 2 milhões de sacas.

Mais ao sul, a Cooperativa Agrícola Mista General Osório (Cotribá), de Ibirubá (RS), pretende investir mais de R$ 120 milhões neste ano. Cerca de R$ 23 milhões serão aportados em uma nova unidade de armazenagem de grãos em Cruz Alta. Outros R$ 100 milhões irão bancar mais uma fábrica de rações em Ibirubá. A unidade, que terá sistemas robotizados no ensaque e expedição, produzirá 200 mil toneladas por ano. 

Com a nova planta, a projeção é que a demanda por matérias-primas para a produção de rações dobre e alcance 1,7 milhão de sacas de milho, cevada e aveia, e de quase 90 mil toneladas de soja, trigo e arroz. A nova fábrica de rações deve ser entregue em 2023. A depender do apetite das cooperativas do Sul por novos negócios, elas se tornarão ainda mais importantes para a economia do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Cooperativas do Sul projetam investimentos gigantescos para os próximos anos, estratégia que as tornará ainda mais importantes para a economia da região

Brasil encerra 2021 com recorde de endividados

País chegou ao fim do ano com 76,3% das famílias endividadas

Famílias recorreram mais ao crédito para sustentar o consumo

O nível de endividamento médio das famílias brasileiras em 2021 foi o maior em 11 anos. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo o levantamento, o último ano apresentou recorde do total de endividados, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras, enquanto dezembro alcançou o patamar máximo histórico para os meses consecutivos: 76,3%. A taxa de incremento de famílias com dívidas também foi a maior já observada, revelando que elas recorreram mais ao crédito para sustentar o consumo.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que, entre as famílias com rendimentos acima de 10 salários mínimos, a demanda represada, fez o endividamento aumentar ainda mais expressivamente, em especial no cartão de crédito. “O processo de imunização da população possibilitou a flexibilização da pandemia, refletindo no aumento da circulação de pessoas nas áreas comerciais ao longo do ano, o que respondeu à retomada do consumo, principalmente de serviços”, observa.

No caminho oposto dos indicadores de endividamento, no último ano, os números de inadimplência apresentaram queda. De acordo com a pesquisa, o percentual médio de famílias com contas e/ou dívidas em atraso diminuiu 0,3 ponto percentual na comparação com 2020, chegando a 25,2%. Após iniciar 2021 em patamar superior ao observado no fim do ano anterior, o percentual mensal teve redução até maio, mas passou a apresentar tendência de alta desde então, alcançando 26,2% em dezembro e ficando acima da média anual.

O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas e/ou dívidas em atraso e que, portanto, devem permanecer inadimplentes também contou com uma redução na comparação com 2020, 0,6 ponto percentual, totalizando 10,5% dos lares no país. Os números indicam que essa parcela de consumidores apresentou movimentos diferentes ao longo do ano. Enquanto, no primeiro semestre, o indicador de inadimplência recorrente oscilou entre baixa e alta, a partir de julho passou a registrar tendência de queda, encerrando o ano em 10% do total de famílias, abaixo da média anual.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, avalia que os números indicam que, ainda que em condições financeiras mais acirradas, os consumidores conseguiram quitar os compromissos financeiros e evitaram incremento da inadimplência até o fim do terceiro trimestre. Nos últimos três meses do ano, no entanto, o indicador de contas em atraso acirrou-se, já indicando tendência de alta para o início de 2022.

“Os consumidores seguirão enfrentando os mesmos desafios financeiros da segunda metade de 2021, principalmente inflação, juros elevados e mercado de trabalho formal ainda frágil. Soma-se a isso o vencimento de despesas típicas do primeiro trimestre, que deverá apertar ainda mais os orçamentos domésticos neste período”, estima.

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País chegou ao fim do ano com 76,3% das famílias endividadas

Liderança quer limpar o planejamento

Ainda sentindo os efeitos da pandemia, companhia catarinense pretende aumentar o faturamento e manter bons resultados

A demanda pelo setor, principalmente para serviços de limpeza especializada que agregue higienizações e sanitizações, segue aumentando

A premissa de seguir reforçando os valores da empresa em todas as situações guiará novamente a Liderança Serviços, a líder do setor de higiene e limpeza, em seu planejamento estratégico de 2022. Mesmo com um faturamento que superou em 8% o exercício de 2019, a empresa de São José (SC) não subestima os desafios diários para manter a geração de resultados.

“A grande queda das receitas em 2020 motivou uma adequação no planejamento de 2021. Investindo em pessoas e qualidade dos nossos serviços, a Liderança reteve seus clientes e focou em vendas. As margens se reduziram devido às novas regras sanitárias, mas estamos caminhando para alcançar os resultados planejados”, explica Willian Lopes de Aguiar, diretor comercial e marketing da companhia.

A demanda pelo setor, principalmente para serviços de limpeza especializada que agregue higienizações e sanitizações, segue aumentando. Para atender, a empresa fez um grande investimento em treinamento para limpeza detalhada do ambiente, de modo a neutralizar o risco de contato com a Covid-19.

No entanto, os demais serviços tiveram suspensão ou queda no faturamento, principalmente aqueles que envolvem contato direto com outras pessoas, como o exercido por garçons – ou mesmo aqueles prestados em empresas que suspenderam suas atividades. As suspensões e encerramentos de contratos envolvendo esses serviços durante a pandemia fizeram com que receita caísse bastante, mas a Liderança não detalha o valor da perda.

No horizonte, a expectativa de crescimento para 2022 é de 15%. “Os planos de investimento do grupo permanecem o mesmo: em pessoas. Entendemos que precisamos focar em nossos colaboradores para apresentar serviços cada vez melhores e ofertar bem-estar e comodidade aos nossos clientes.” Esta é a base que, segundo Aguiar, dará suporte aos serviços prestados pela Liderança no mercado nacional.

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Ainda sentindo os efeitos da pandemia, companhia catarinense pretende aumentar o faturamento e manter bons resultados

Vendas financiadas de veículos tiveram alta de 6,8% em 2021

O segmento de veículos pesados e de motos foram os destaques

No setor de veículos leves, houve crescimento de 4% na comparação com as unidades financiadas em 2020

As vendas financiadas de veículos em 2021 tiveram um crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior, apontam dados da B3, a bolsa de valores de São Paulo. No total, foram 5,9 milhões de unidades, incluindo motos, automóveis leves e pesados e também novos e usados. Foram 375 mil unidades negociadas a mais em no ano passado.

O segmento de veículos pesados e de motos foram os destaques de 2021 com alta de 18% e 17,6%, respectivamente. No setor de veículos leves, houve crescimento de 4% na comparação com as unidades financiadas em 2020. O financiamento de usados corresponde a 70% do total, um crescimento de 10,7% na comparação com 2020. Os automóveis leves com mais tempo de uso tiveram maior procura.

Unidades com 9 a 12 anos tiveram aumento de 31,5%. Os veículos com mais de 12 anos, por sua vez, tiveram aumento de 71,4% nas vendas a crédito. Os veículos novos, por outro lado, tiveram queda de 1,4% no total de vendas a prazo. Com destaque para a categoria de autos leves, que registrou uma queda de 15% no ano.

A B3 opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito no Brasil.

Com Agência Brasil 

O segmento de veículos pesados e de motos foram os destaques

Emprego, faturamento e renda na indústria avançam em novembro

Resultados indicam recuperação moderada, mas insuficiente para reverter a queda na receita

A utilização da capacidade instalada caiu 0,1 ponto percentual em novembro em relação a outubro, para 80,5%, a quinta queda consecutiva

Os indicadores de emprego, faturamento e renda na indústria avançaram em novembro de 2021, de acordo com os Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), refletindo uma recuperação moderada. O faturamento real da indústria de transformação cresceu 0,7% em novembro, na comparação com outubro. A alta reverte a sequência de três quedas consecutivas, período no qual o faturamento havia recuado 7,8%.

Após três meses consecutivos de estabilidade, o emprego na indústria de transformação registrou avanço de 0,2% em novembro frente a outubro. Na comparação com novembro de 2020, o emprego expandiu 4,1%. Dessa forma, o indicador retorna à trajetória crescente apresentada desde o segundo semestre de 2020, que registrou desaceleração a partir de junho.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o avanço disseminado dos indicadores reflete a recuperação moderada provocada pela maior circulação de pessoas e pela confiança com o arrefecimento da crise sanitária em novembro. “Os avanços, contudo, são insuficientes para reverter a tendência de queda do faturamento e da massa salarial reais, pressionados pela inflação, em elevação em 2021”, aponta.

As horas trabalhadas na produção apresentaram avanço de 0,7% em novembro em relação a outubro. O indicador tem oscilado nos últimos meses e a alta não foi suficiente para compensar a queda de outubro (-0,9%). Na comparação com novembro de 2020, o número de horas trabalhadas avançou 1,6% e a comparação do acumulado em 2021 até novembro mostra alta de 10,1% frente ao mesmo período de 2020.

A massa salarial da indústria de transformação teve aumento de 1,1% em novembro na comparação com outubro, mas continua abaixo do patamar pré-pandemia e, desde agosto de 2020 tem mostrado dificuldades para se recuperar de forma consistente. O rendimento médio real, por sua vez, cresceu 0,7% em novembro, em relação a outubro. O resultado quebra uma sequência de quatro quedas consecutivas, mas tem apresentado forte tendência de queda.

A utilização da capacidade instalada caiu 0,1 ponto percentual em novembro em relação a outubro, para 80,5%, a quinta queda consecutiva. Apesar do resultado, o índice está 1,1 ponto acima da utilização observada em novembro de 2020. Veja os principais indicadores na tabela a seguir.

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Resultados indicam recuperação moderada, mas insuficiente para reverter a queda na receita

Atividade econômica cresce 0,69%

Percentual de novembro é prévia do PIB

Apesar da alta, o trimestre ainda apresenta número negativo

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), registrado em novembro de 2021, apresentou alta de 0,69% na comparação com outubro, percentual já dessazonalizado para compensar eventuais diferenças entre os períodos, como o número maior de feriados ou fins de semana.

O dado, uma espécie de prévia do PIB, foi divulgado pelo Banco Central. Apesar da alta, o trimestre ainda apresenta número negativo (-0,79%), devido a uma sequência anterior de recuos, segundo os números apresentados pela autoridade monetária.

Na comparação com novembro de 2020, quando os efeitos da pandemia estavam mais acentuados, o indicador tem alta de 0,43%; e no acumulado do ano (janeiro a novembro de 2021) a variação observada, sem ajuste sazonal, ficou em 4,59%. No acumulado de 12 meses, novembro tem alta de 4,3%.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 9,25% ao ano. A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2022, é de 11,75% ao ano, conforme boletim divulgado pelo Banco Central no início do mês.

Com Agência Brasil

Percentual de novembro é prévia do PIB

Perdas no agronegócio já atingem a marca de R$ 47 bilhões

Valor contempla prejuízos no Sul e em Mato Grosso do Sul

A falta de chuvas que atinge a região Sul e o Centro-Oeste obrigam muitos produtores a passar roçadeiras nas lavouras e preparar o solo para o próximo cultivo

Segundo levantamentos realizados pelas secretarias de agricultura do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, as perdas no agronegócio brasileiro, devido à forte estiagem que atinge as regiões produtoras, já somam R$ 47 bilhões. A falta de chuvas que atinge a região Sul e o Centro-Oeste obrigam muitos produtores a passar roçadeiras nas lavouras e preparar o solo para o próximo cultivo.

Na região Oeste do Paraná, onde uma missão do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), liderada pela ministra Tereza Cristina esteve nesta quarta-feira (13), esteve algumas áreas o prejuízo passa dos 80% na atual safra, o que acaba inviabilizando a colheita. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da secretaria de agricultura do Paraná, a estimativa é que os produtores de soja, milho e feijão já acumulam um prejuízo de R$ 25,6 bilhões, com tendência de aumento pela continuidade falta de chuvas suficientes ainda. Consequentemente essas perdas também irão impactar outras cadeias, como de carnes, batata, tabaco e hortifrutigranjeiros.

Para a secretaria de agricultura de Santa Catarina, o prejuízo já atinge a marca de R$ 1,5 bilhão. Já no Rio Grande do Sul, de acordo com projeções realizadas por entidades do setor produtivo, a perda já atinge R$ 19,9 bilhões, sendo que deste total, R$ 14,5 bilhões são valores que os produtores de soja deixarão de vender e outros R$ 5,4 bilhões somente na produção do milho. Na região do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul, setores ligados a agricultura afirmam que as perdas por lá já chegam em R$ 1,6 bilhão e com possibilidade de aumento.

Valor contempla prejuízos no Sul e em Mato Grosso do Sul

ParanaPrevidência encerra 2021 com R$ 7,2 bilhões em ativos

Atualmente o Paraná possui mais de 104 mil servidores aposentados

Entre 2016 e 2019 o fundo de previdência obteve uma rentabilidade média por ano de R$ 700 milhões

Os ativos financeiros do fundo de previdência, administrado pela ParanaPrevidência, fecharam 2021 com R$ 7,2 bilhões em caixa, com mais de R$ 700 milhões de capitalização. Estes números, mesmo em um momento de incertezas econômicas, indicam os efeitos positivos tanto da reforma da previdência no Paraná quanto do novo plano de custeio da instituição.

De acordo com o diretor-presidente da instituição, Felipe Vidigal, entre 2016 e 2019 o fundo de previdência obteve uma rentabilidade média por ano de R$ 700 milhões, mas descapitalizou R$ 500 milhões por ano no mesmo período. “A partir de 2020, mesmo com os efeitos da pandemia no mercado financeiro mundial, mantivemos o nível de rentabilidade, atingindo R$ 1,1 bilhão, propiciando uma capitalização acentuada e consequentemente, o acréscimo nos ativos”, afirmou.

Vidigal ressalta que esses resultados geram mais confiabilidade ao servidor, pois garantem que ele, ativo ou assistido, receberá seus benefícios em dia. Por outro lado, a insuficiência financeira anual dos fundos financeiro e militar, que atingiria cerca de R$ 9,5 bilhões em 10 anos, em 2020/21 estabilizou em R$ 5,6 bilhões. “Essa estabilização reforça ainda mais o sentido de profissionalização da gestão institucional”, disse Vidigal.

Os resultados apresentados pela ParanaPrevidência em 2021 foram um dos critérios relevantes para que o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) Administrativo do Estado do Paraná, concedido pela Secretaria de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência fosse renovado automaticamente por mais seis meses. Por 16 anos o Paraná operou com o CRP Judicial, obtido por via liminar, para ter acesso a recursos financeiros. A conquista do CRP Administrativo veio em julho do ano passado. O documento é exigido para qualquer operação ou transferência voluntária do governo federal com o Estado.

Atualmente o Paraná possui mais de 104 mil servidores aposentados e pouco mais de 28 mil pensionistas. A previdência estadual é composta por três fundos. O fundo de previdência capitalizado é responsável por 30% dos pagamentos de aposentadorias e pensões. Já o fundo financeiro é de repartição simples e vinculado ao tesouro estadual. O fundo militar, também de repartição simples, é vinculado ao sistema de proteção social dos militares.

Atualmente o Paraná possui mais de 104 mil servidores aposentados

Estados decidem encerrar congelamento de ICMS de combustíveis

Imposto voltará a ser corrigido por preços em fevereiro

No primeiro reajuste em 77 dias, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08%

Por maioria de votos, os governos estaduais decidiram encerrar o congelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis que vigorava desde novembro. A medida foi decidida em reunião do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz).

Os governadores decidiram não renovar o congelamento, que acabará no fim de janeiro. Na reunião no fim de outubro, o Comsefaz tinha decidido manter o ICMS enquanto a União, a Petrobras, o Congresso Nacional e os estados negociavam uma solução definitiva para amortecer parte do impacto dos reajustes nas refinarias para o consumidor.

Segundo o Comsefaz, o descongelamento do ICMS foi decidido após a Petrobras elevar o preço dos combustíveis nas refinarias na semana passada. No primeiro reajuste em 77 dias, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08%. Por diversas vezes ao longo do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro atribuiu aos estados parte da culpa pelos aumentos dos combustíveis. O governo federal quer que o ICMS seja cobrado como um preço fixo por litro, como ocorre com os tributos federais.

Atualmente, o ICMS é calculado como um percentual do preço final. Isso faz com que o imposto flutue conforme os preços nas bombas, subindo quando a Petrobras reajusta os preços nas refinarias e baixando quando ocorre o contrário. Os governadores consideram o projeto paliativo e defendem a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, que evitaria repasses ao consumidor e, ao mesmo tempo, bancaria eventuais prejuízos da Petrobras quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem.

Com Agência Brasil

Imposto voltará a ser corrigido por preços em fevereiro

Matriz de risco de Santa Catarina aponta 15 regiões no nível alto

A mudança foi causada pelo aumento no número de casos de Covid

A secretaria da saúde emitiu uma série de alertas sobre a importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso de máscaras

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (15) aponta 15 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e duas no nível moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, as regiões do Vale do Itapocu e Alto Uruguai Catarinense se mantiveram no nível moderado e as regiões Grande Florianópolis e Carbonífera se mantiveram no alto. No entanto, houve piora nos indicadores das demais.

As regionais do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê, que estavam classificadas como nível moderado no boletim anterior, passaram para o nível alto nessa semana.

A mudança no mapa de risco foi causada principalmente pelo aumento no número de casos confirmados de Covid notificados nestas duas últimas semanas, que tiveram reflexo principalmente na dimensão transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que foram notificados no período e a velocidade de transmissão. Houve um aumento de 208% nos casos ativos registrados na sexta (45.915) quando comparado com o da sexta da semana passada (14.884). Chama atenção que o número de casos ativos atualmente é o maior registrado em toda a série histórica, que foi de 39.017 casos em 22 de março de 2021.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em relação ao boletim anterior, houve piora apenas na região carbonífera, que passou a ser classificada como nível grave (laranja). As demais regiões permaneceram na mesma classificação de risco alto (amarelo), com exceção de Xanxerê, que permanece no nível moderado (azul). Portanto, observa-se que, mesmo com o aumento vertiginoso no número de casos ativos, não houve impacto direto na internação e mortalidade por Covid-19.

Na dimensão que foca o monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Apesar do Ministério da Saúde ainda não ter restabelecido o acesso aos dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI), a cobertura vacinal da população vacinável (acima de 12 anos) até o dia 9 de dezembro de 2021 era de 83,49%. Com essa cobertura, observa-se que boa parte da população se encontra protegida contra formas graves da Covid-19, sendo possível superar tanto a onda de infecções de Covid-19 provocadas pela variante Delta, durante o segundo semestre de 2021, quanto a onda de transmissão provocada pela variante Ômicron, a partir do início de 2022.

Já em relação a capacidade de atenção, que monitora a ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19, houve piora na classificação da região Oeste, que na semana anterior estava como nível moderado e hoje está no nível grave, com taxa de ocupação de 44%. As regiões Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna e Nordeste foram classificadas como nível alto, com taxas de ocupação entre 20 a 40% e as demais permaneceram como nível moderado, com ocupação abaixo de 20%.

Excetuando-se a relativa piora da capacidade de atenção na região Oeste, que já compromete 14 dos 32 leitos de UTI adulto disponíveis na região, as demais regiões apresentam leitos de UTI disponíveis tanto para atendimento de pacientes com Covid-19, como para tratamento de demais patologias, sem comprometer a realização de cirurgias eletivas, por exemplo.Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade até o momento.

O boletim emitido pelo governo catarinense afirma que o atual momento de piora nos indicadores da matriz se reflete no aumento da procura por atendimento em centros de saúde e unidades de atenção primária, além da superlotação de centros de triagem em diversos municípios. Considera-se como elemento chave a elevada capacidade de transmissão da variante Ômicron do vírus SARS-CoV-2, cuja transmissão comunitária foi detectada no final do ano passado.

Além da presença da variante Ômicron, o cenário epidemiológico apontado nessa semana pode ser considerado como resultado das aglomerações ocorridas durante o período de natal e réveillon. A secretaria de estado da saúde emitiu uma série de alertas às prefeituras sobre a importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso de máscaras, distanciamento físico, evitar aglomerações e buscar ambientes ventilados.

Também foram emitidos alertas sobre o risco de promoção de eventos superespalhadores, sem respeito as normas sanitárias, em especial o protocolo Evento Seguro, que prevê a participação de pessoas vacinadas ou testadas, mantendo o uso de máscaras durante a realização do mesmo. Felizmente as elevadas taxas de cobertura vacinal tem reduzido o risco de hospitalizações e óbitos, que se concentram no momento em pessoas que não completaram o ciclo vacinal, incluindo a dose de reforço.

O principal objetivo da matriz de risco catarinense é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

A mudança foi causada pelo aumento no número de casos de Covid

Alsones Balestrin assumirá secretaria de inovação do RS

Luís Lamb anunciou sua saída do governo gaúcho

Ele foi um dos cofundadores da Aliança pela Inovação e do Pacto Alegre

O próximo titular da secretaria de inovação, ciência e tecnologia do Rio Grande do Sul será o ex-pró-reitor Acadêmico da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Alsones Balestrin. A escolha foi anunciada pelo governador Eduardo Leite na sexta-feira (14). O secretário Luís Lamb, que esteve à frente da pasta desde o início da gestão, na última segunda-feira (10) anunciou sua saída do governo. A cerimônia de posse deve ocorrer na próxima quarta-feira (19), em horário a ser definido.

“Estou muito honrado com o convite do governador para assumir a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia. Será uma grande satisfação poder dar continuidade ao brilhante trabalho realizado pelo secretário Lamb e por toda a sua equipe. Darei meu melhor para que a inovação, a ciência e a tecnologia sejam vetores de desenvolvimento, de geração de riqueza e de qualidade de vida para todos os gaúchos”, disse Balestrin, em nota.

Balestrin tem dupla titulação de doutor, em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e em Ciência da Informação e Comunicação pelo Instituto de Comunicação e Tecnologias Digitais da Universidade de Poitiers/França. Fez estágio pós-doutoral em Administração na Escola de Altos Estudos Comerciais, HEC/Montreal-Canadá. É mestre em Administração pela UFRGS e bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI). Tem formação e certificação de Conselheiro de Administração pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Na Unisinos, onde leciona há mais de 20 anos na Escola de Administração, foi pró-reitor Acadêmico (2017-2022) e diretor de Pesquisa e Pós-Graduação (2009-2017). Desde 2007 é professor convidado do Instituto de Administração de Empresas da Universidade de Poitiers/França. É Bolsista de Produtividade do CNPq (PQ1D) e autor de livros e artigos nacionais e internacionais sobre o tema de estratégia, tecnologia e inovação. Atuou em diversas organizações como conselheiro de administração e outras posições executivas. Foi um dos cofundadores da Aliança pela Inovação UFRGS-PUCRS-Unisinos e do Pacto Alegre.

Luís Lamb anunciou sua saída do governo gaúcho

Uso de cheques atinge menor nível da série histórica

Em 2021, o número teve redução de 93,4% em relação ao ano de 1995

O avanço dos meios de pagamento digitais e a criação do Pix fez com que o uso do cheque no país mantivesse a queda verificada nos últimos anos

O avanço dos meios de pagamento digitais, como internet e mobile banking, e a criação do Pix em 2020 fez com que o uso do cheque no país mantivesse a queda verificada nos últimos anos. Em 2021, o número de cheques compensados no Brasil caiu para 218,9 milhões, uma redução de 93,4% em relação ao ano de 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques. Na comparação com 2020, a queda foi de 23,7% – naquele ano, foram compensados 287,1 milhões de documentos em todo o país. As estatísticas têm como base a Compe – Serviço de Compensação de Cheques.

Os dados também revelam redução no volume financeiro dos cheques e no número dos documentos devolvidos e nos devolvidos sem fundos na comparação desde 1995. Naquele ano, o volume financeiro dos cheques compensados totalizou R$ 2 trilhões. Em 2021 o valor passou para R$ 667 bilhões, uma queda de 67,4%. Na comparação com 2020, houve uma pequena redução, de 0,22%, quando o montante atingiu R$ 668,4 bilhões. Em 2021, o número de cheques devolvidos foi de 18,6 milhões, que representou 8,5% no total de cheques compensados no país, e queda de 23,7% na comparação com 2020, quando foram devolvidos 23,4 milhões de documentos. Em 1996, início da série histórica desta categoria, foram contabilizados 63,5 milhões de cheques devolvidos.

“As estatísticas divulgadas pela Febraban mostram que o cliente bancário tem deixado, cada vez mais, de usar cheques, e optado por outros meios de pagamento, em especial os canais digitais (internet e mobile banking), que atualmente são responsáveis por 67% de todas as transações feitas no país, segundo a última edição da pesquisa que fizemos”, avalia Walter Faria, diretor adjunto de serviços da Febraban.

Ele acrescenta que a crescente digitalização do cliente bancário foi impulsionada, também, pela entrada em funcionamento do Pix, em novembro de 2020. Em um ano de existência, foram feitas 7 bilhões de transações com R$ 4 trilhões de volume financeiro. De acordo com a última edição do Radar Febraban desde a implantação do Pix, sua aprovação teve crescimento expressivo, de 9 pontos, passando de 76% para 85% e já tem a adesão de 71% dos brasileiros.

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Em 2021, o número teve redução de 93,4% em relação ao ano de 1995

Economia gaúcha teve crescimento de 12,2% até setembro

Os dados apontam para uma retomada da produção industrial

A produção de máquinas agrícolas também se beneficiou das compras externas

O crescimento da economia do Rio Grande do Sul até setembro de 2021 foi de 12,2%, sinalizando uma recuperação maior que a do Brasil, com 5,7% no mesmo período. O resultado ocorreu apesar da queda na margem no terceiro trimestre, muito influenciada pela alta base de comparação do trimestre anterior, com safra recorde de grãos, notadamente da soja. No Brasil, a estiagem que atingiu o país ao longo do ano e as condições macroeconômicas de escalada de preços e elevação dos juros contribuíram para uma retração do PIB no trimestre.

No cenário mundial, o período apresentou crescimento, porém num ritmo mais lento como reflexo dos gargalos persistentes nas cadeias globais de abastecimento de matérias-primas, dos custos crescentes de insumos, alimentos e bens duráveis, além das crises energéticas e reduções ou retirada de auxílios econômicos ao redor do mundo. Para os próximos meses, as perspectivas para o desempenho da economia do Rio Grande do Sul seguem cercadas de incertezas. A estiagem provocada pelo fenômeno La Niña, o recrudescimento da pandemia, os juros elevados no cenário macroeconômico nacional e a inflação em alta são fatores que colaboram para o quadro de indefinição.

A análise do Boletim de Conjuntura, divulgado nesta sexta-feira (14/1) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), leva em conta indicativos globais e os dados mais recentes sobre a atividade econômica, inflação, juros e contas públicas. O documento de análise conjuntural, produzido pelos pesquisadores Fernando Cruz, Martinho Lazzari, Tomás Torezani e Vanessa Sulzbach, destaca ainda que, no ano, os preços elevados e a safra cheia redundaram em crescimento da agropecuária com reflexos positivos sobre outras atividades, como a indústria, o comércio e os serviços.

A produção de máquinas agrícolas também se beneficiou das compras externas, seja do restante do Brasil, seja de países da América do Sul. O mercado externo contribuiu de forma bastante positiva para a expansão das atividades econômicas do Rio Grande do Sul ao longo de 2021. Até novembro de 2021, as exportações gaúchas superaram US$ 19 milhões, um crescimento de 49,8% em relação ao mesmo período de 2020.

Os dados de outubro das atividades econômicas apontam para uma retomada da produção industrial, depois de alguns meses de desaceleração, ao passo que comércio e serviços passaram a sentir efeitos da inflação do país. Ainda que o mercado de trabalho do terceiro trimestre de 2021 tenha apresentado melhora na ocupação, a massa de rendimentos não teve o mesmo comportamento, influenciando negativamente as vendas desses setores.

“Para 2022, ainda há muitas incertezas. Já há registros dos efeitos de uma nova estiagem sobre a produção, porém de magnitude ainda incerta. Contudo, espera-se que os preços dos produtos permaneçam em patamares elevados no mercado internacional, o que contribui para que o faturamento do setor não seja tão severamente afetado”, avalia Vanessa, coordenadora do estudo. “Pelo lado da indústria, espera-se a continuidade de recuperação da produção observada nos últimos meses de 2021, porém com cenário desafiador para 2022. O arrefecimento da confiança dos empresários do setor e a estagnação da renda do trabalhador gaúcho, somados ao cenário de juros altos, devem limitar o nível de produção do ano que vem. O mesmo ocorre com os setores de comércio e serviços”, antevê.

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Os dados apontam para uma retomada da produção industrial