Archives Janeiro 2022

Região Sul ganha a primeira usina solar flutuante

Empreendimento da Elejor conta com tecnologia e desenvolvimento do Lactec para otimizar desempenho

Uma das vantagens das usinas solares flutuantes em relação às instalações em terra é dispensar investimentos em aquisição e adequações da área

Está no Paraná a primeira usina fotovoltaica flutuante do Sul do país a entrar em operação em reservatório de usina hidrelétrica. O empreendimento integra um projeto coordenado pelo Lactec, no âmbito do Programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e está instalado no reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Santa Clara (120 MW), entre os municípios de Candói e Pinhão, no Sudoeste do Paraná. A estrutura pertence à Elejor, Sociedade de Propósito Específico (SPE), na qual a Copel é sócia majoritária.

A ilha solar flutuante é composta por 276 módulos fotovoltaicos, sobrepostos em uma estrutura metálica flutuante com potência instalada de 100,7 quilowatts-pico (kWp), ocupando uma área de 1,1 mil metros quadrados. A usina é conectada a um eletrocentro, em solo, que converte a corrente elétrica de contínua para alternada, e entrega a energia a uma rede de média tensão de 34,5 quilovolts (kV). A energia gerada atende ao consumo da própria hidrelétrica.

Para o coordenador do projeto pelo Lactec, Kleber Franke Portella, uma das vantagens das usinas solares flutuantes em relação às instalações em terra é dispensar investimentos em aquisição e adequações da área, como terraplenagem e corte de vegetação. A segurança para transeuntes e contra furtos e vandalismo também contam pontos a favor, além de se evitar o uso de áreas que poderiam ser destinadas a outras atividades econômicas, como agricultura, por exemplo.

O potencial técnico de geração fotovoltaica flutuante no Brasil pode chegar a 4,5 terawatts-hora/ano, segundo informações do Plano Nacional de Energia (PNE) 2050. Esse potencial supriria quase 1% do consumo do país durante um ano inteiro, usando como referência os 474,2 TWh consumidos em 2020, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A ilha solar flutuante está ancorada a uma distância de aproximadamente 250 metros da margem da represa. Segundo ele, foi justamente esse o principal desafio técnico do projeto. O lago apresenta variações de até 20 metros no nível da água e o sistema de ancoragem tinha que ser capaz de acompanhar essas oscilações.

Para o pesquisador, o mecanismo dinâmico de ancoragem é uma das importantes contribuições da pesquisa, pois a variação de cota é uma situação comum aos reservatórios de hidrelétricas, que deve ser considerada nos projetos de implantação de usinas solares flutuantes, tanto para preservar a integridade das estruturas como para assegurar o bom desempenho da geração.

O projeto de P&D contemplou um estudo comparativo da eficiência de geração com três diferentes arranjos dos módulos fotovoltaicos, que foram instalados na cobertura do eletrocentro: um totalmente plano, um inclinado e outro com rastreador solar. O sistema com rastreamento apresentou uma eficiência superior aos demais, mas há outros aspectos a serem considerados para a instalação do tracker em usinas flutuantes para avaliar sua efetividade, que são o peso adicional e o consumo de energia do próprio equipamento.

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Empreendimento da Elejor conta com tecnologia e desenvolvimento do Lactec para otimizar desempenho

Adesão do RS ao regime de recuperação fiscal é aprovada

Estado encaminhará em 30 dias primeiros documentos do plano de reestruturação das contas

Com a aprovação, o Estado ingressa na fase de validação das oito medidas obrigatórias pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional

O Rio Grande do Sul obteve, nesta sexta-feira (28), autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O sinal positivo foi publicado no Diário Oficial da União, abrindo espaço para que o Estado apresente o seu plano de reestruturação das finanças públicas para os nove anos seguintes.

Com isso, se inicia formalmente o processo de elaboração e negociação do Plano de Recuperação junto ao governo federal. Na segunda-feira (31) será realizada audiência entre equipes do Estado e da STN para definição do cronograma das entregas do plano de recuperação. Pela legislação do RRF, a elaboração do plano pode durar até seis meses entre a adesão e a homologação, que é a última fase do processo, quando a proposta é assinada pelo presidente da República.

“A adesão é uma notícia muito importante para o Rio Grande do Sul. Nosso governo já deu solução para as dívidas de curto prazo do Estado, quitamos as dívidas com fornecedores, prestadores de serviços, as dívidas na área da saúde com os municípios, os salários em dia. Mas o Estado tem ainda uma questão estrutural que é a dívida com a União, que precisa ser solucionada e que está sendo encaminhada a solução a partir do RRF”, destacou o governador Eduardo Leite, em nota.

Nas apresentações que fez sobre o RRF na Assembleia ao longo de 2021, o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, sempre destacou que as reformas estruturais que o Rio Grande do Sul já vinha executando com o apoio dos deputados são integralmente aderentes ao regime e deveriam auxiliar a tornar mais curto o caminho até a homologação do RRF, esperando-se atingir a conclusão em torno de 90 dias a contar de agora. “Além das reformas administrativa e previdenciária, já foram efetivadas privatizações, o Estado vem equacionando passivos de exercícios anteriores e ainda implantou um teto de gastos, ações que anteciparam resultados fiscais importantes e pavimentam um futuro sustentável”, afirma o secretário, também em nota.

O pedido de adesão foi encaminhado em 29 de dezembro, após anos de negociação com a União, da aprovação pela Assembleia das leis necessárias para adequação às mudanças na lei federal e de dezenas de estudos técnicos elaborados. No pedido, o Estado comprovou cumprir os três requisitos de habilitação ao RRF.

Com a aprovação, o Estado ingressa na fase de validação das oito medidas obrigatórias pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) – já em curso – e de avaliação técnica do seu plano e, por isso, entram em vigor as vedações previstas na lei, como as de gastos com pessoal. Conforme o secretário, novos incrementos em despesas correntes poderão ser feitas após a homologação do RRF, desde que descritas no plano. As regras valem para todos os entes que tenham assinado adesão ao RRF, como no caso de Goiás, em 2021.

Estado encaminhará em 30 dias primeiros documentos do plano de reestruturação das contas

Vazamento de dados: como se proteger?

Este é um tema de grande interesse para qualquer empresa

O Facebook sofreu uma falha de segurança que revelou dados de 553 milhões de usuários da rede

O vazamento de dados é um tema de grande interesse para qualquer empresa que trabalhe e necessite de segurança de dados. Afinal, não foram poucos os casos de vazamentos que ocorreram em 2021. Por isso, trouxemos para vocês um histórico dos principais eventos desse tópico que ocorreram no último ano.

Bykea
A empresa de logística e pagamentos paquistanesa sofreu uma quebra de segurança que expos mais de 400 milhões de arquivos contendo dados sensíveis. A descoberta foi feita durante o monitoramento de rotina de portas de IP. A quebra de segurança atingiu diversas informações pessoais de clientes físicos e jurídicos da empresa, contendo dados que poderiam ser utilizados para causar prejuízos financeiros e de reputação para essas pessoas.

Cognyte
A empresa de cybersegurança sofreu uma quebra de segurança em mais de 5 bilhões de arquivos coletados de outros incidentes de vazamento de dados. As informações ficaram disponíveis na internet sem qualquer proteção ou necessidade de autenticação. Os arquivos vazados continham informações de nome, endereço, senhas e fonte dos dados.

Database brasileiro
Em janeiro de 2021 foi descoberto que 223 milhões de arquivos contendo dados pessoais de brasileiros havia sido vazado. As informações continham nomes, identificadores de impostos, imagens faciais, endereços, telefones, e-mails, score de crédito, salário dentre outras informações. O vazamento, suspostamente originado no Serasa Experian, estava disponível gratuitamente em fóruns da darkweb.

Facebook
A maior e mais polêmica (talvez) rede social do mundo não está livre de vazamentos e em 2021 sofreu uma falha de segurança que revelou dados de 553 milhões de usuários da rede. O database continha informações pessoais de usuários de mais de 100 países e certamente um grande potencial de dano para quem teve seus dados expostos.

Linkedin
Os dados pessoais de 700 milhões de usuários da rede social profissional foram encontrados à venda on-line. O número representa mais de 93% dos usuários da plataforma e continha informações sensíveis como: nomes completos, telefones, endereços, e-mail, geolocalização, nomes de usuário, backgroud profissional e informações de outras redes sociais. A empresa negou que dados sigilosos tenham sido vazados e que apenas informações que já eram públicas haviam sido extraídas em massa e colocadas à venda na internet.

Como se proteger
Nem mesmo as maiores empresas do mundo estão completamente a salvo de vazamentos de dados, mas existem diversas maneiras de prevenir que eles ocorram. Um dos métodos é o monitoramento constante de redes. Como podemos ver no caso da Bykea, a vulnerabilidade foi encontrada durante o monitoramento. Outro ponto chave de proteção é a utilização de Firewalls de próxima geração como o Fortinet. Eles utilizam tecnologia de inteligência artificial avançada para fazer a seleção de dados e portas, evitando que ameaças acessem os servidores da empresa.

Este é um tema de grande interesse para qualquer empresa

Governadores prorrogam congelamento do ICMS por 60 dias

Alíquota fixa seria encerrada no próximo dia 31

Os governadores também cobram do governo federal mudanças na política de preços da Petrobras

Os governadores decidiram prorrogar o congelamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por 60 dias. A alíquota fixa seria encerrada na próxima segunda-feira (31). Em nota assinada por 21 dos 27 dos governadores, eles afirmam que a “proposta traduz mais um esforço com o intuito de atenuar as pressões inflacionárias que tanto prejudicam os consumidores, sobretudo no tocante às camadas mais pobres e desassistidas da população brasileira”.

Os governadores também cobram do governo federal mudanças na política de preços da Petrobras. Para eles, existe “a urgente necessidade de revisão da política de paridade internacional de preços dos combustíveis, que tem levado a frequentes reajustes, muito acima da inflação e do poder de compra da sociedade”. O documento ressalta ainda que essa decisão será tomada até que soluções estruturais para a estabilização dos preços desses insumos sejam estabelecidas.

O movimento dos chefes de Executivos estaduais acontece no momento em que o governo prepara uma proposta de emenda constitucional (PEC) para reduzir o preço dos combustíveis, do gás de cozinha e da energia elétrica no país.

Alíquota fixa seria encerrada no próximo dia 31

Entenda os fatores que pressionam a inflação no Brasil e no mundo

Tensões na Ucrânia e incertezas internas puxarão índices para cima

A seca no Sul e as enchentes em Minas Gerais e no Nordeste estão afetando a inflação no início de ano

A tempestade que parecia ter ficado para trás ganhou novos capítulos em 2022. Pelo menos no início do ano, a inflação continuará pressionada por uma combinação de fatores domésticos e externos, segundo especialistas e o próprio Banco Central (BC). Tensões geopolíticas internacionais, como a ameaça de conflito militar entre Rússia e Ucrânia, e fatores internos, como problemas climáticos e as incertezas políticas deste ano, puxarão os índices de preços pelo menos no primeiro trimestre.

Em parte, o fenômeno da inflação tem origem externa e aflige inclusive países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor atingiu 7% em 2021, o nível mais alto desde 1982. Na Zona do Euro, a inflação chegou a 5%, alcançando o maior valor desde a criação da moeda única no continente europeu. Esse cenário ocorreu mesmo com o desemprego elevado em vários países.

A reabertura das economias após a fase mais aguda das restrições sociais provocada pela pandemia fez o preço internacional do barril de petróleo subir para US$ 80, quatro vezes acima do que na fase mais aguda da crise sanitária, quando a cotação chegou a cair para US$ 19. O problema não ocorreu apenas com o petróleo. Fontes de energia como carvão e urânio também ficaram mais caras. As tensões entre Rússia e Ucrânia e um bombardeio a caminhões de combustível nos Emirados Árabes Unidos, perpetrado por rebeldes financiados pelo Irã, agravaram a situação. Com o barril caminhando para US$ 90, a Petrobras anunciou o primeiro aumento de combustíveis em três meses.

Outro fator que pressionou a inflação mundialmente foi o gargalo nas cadeias de produção após a reabertura da economia em diversos países. Além do aumento da demanda global, a política de lockdowns em zonas industriais e portuárias da China para conter o avanço da Covid-19 provocou escassez de insumos e de mercadorias importadas. Produtos industrializados passaram a ficar mais caros, com filas de duas a três semanas em vários portos para descarregar mercadorias. Os fretes quadruplicaram ou quintuplicaram, dependendo do produto.

Inflação importada
O próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu recentemente os desafios para a segurar a inflação no início de 2022. Ele admitiu que a seca no Sul e as enchentes em Minas Gerais e no Nordeste estão afetando a inflação no início de ano. “A inflação em 12 meses no Brasil está perto do pico, mas ainda vemos aumento de preços do petróleo e altas provocadas por problemas climáticos. Regiões do país com muita chuva ou seca já tiveram a colheita prejudicada, e isso já afeta o preço da comida”, revelou Campos Neto num evento virtual promovido por um banco.

Para o presidente do BC, a crise energética global e a desvalorização do real estão contribuindo para que o Brasil importe inflação de outros países. “Se imaginarmos que a inflação energética do Brasil estivesse na média dos demais países, a inflação total do Brasil seria menor que a dos Estados Unidos”, comparou.

Depois de alcançar 10,06% em 2021, o maior nível desde 2015, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá cair pela metade neste ano, mas permanecerá acima do teto da meta. Segundo o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgadas toda semana pelo Banco Central (BC), a inflação deverá ficar em 5,15% neste ano.

Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou uma meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O indicador terá de ficar entre 2% e 5%, para o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, não ser obrigado a escrever uma carta justificando o estouro da meta, como ocorreu com a inflação do ano passado.

No documento, Campos Neto destacou que a pandemia de Covid-19 e a crise hídrica, que diminuiu o nível dos reservatórios, foram os principais fatores que impulsionaram a inflação no ano passado. Ele também atribuiu o repique nos preços ao aumento no preço de várias commodities (bens primários com cotação internacional). Mesmo com as pressões internacionais, existem peculiaridades na economia brasileira que influenciam a inflação. No ano passado, a seca no centro-sul provocou a quebra de safras como a de milho e cana-de açúcar.

Usado na alimentação de gado, o milho teve impacto no preço da carne. A redução da colheita de cana afetou o preço da gasolina, que contém 27% de etanol na composição. O inverno forte em 2021 provocou geadas que queimaram plantações de café. O grão acumula alta de 46% nos últimos seis meses.

Incertezas
Gilberto Braga, professor de economia do Ibmec, aponta outro fator que complicará a inflação neste ano: a incerteza política e as pressões para aumento de gastos em ano de eleições. Para ele, a imprevisibilidade gerada pelo processo eleitoral pressionará os preços, à medida que inibirá investimentos do setor produtivo.

“Acho que a inflação é uma combinação de fatores internos e externos. Os fatores externos certamente contribuem, mas os fatores internos são mais relevantes no momento. O fato de este ser um ano eleitoral aumenta a pressão por mais gastos públicos, diversas categorias de servidores públicos estão pressionando por reajustes, sem contar que o Ministério da Economia cedeu parte da gestão do Orçamento à Casa Civil. Isso gera uma imprevisibilidade que atrasa investimentos, a geração de empregos e desestimula o empreendedorismo”, opina.

Segundo Braga, a inflação deve cair por causa dos aumentos de juros promovidos pelo Banco Central, mas isso só ocorrerá no segundo trimestre. “A inflação deve cair por causa de respostas aos juros mais altos ainda esperados para o início de 2022. Os índices devem começar a cair no meio do ano, mas se mantendo em torno de 5% anualizados, acima do teto da meta”, estima.

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Com Agência Brasil

Tensões na Ucrânia e incertezas internas puxarão índices para cima

Faturamento da indústria de equipamentos sobe 21,6% em 2021

Exportações e importações do setor também cresceram

Na comparação mensal, em dezembro, as receitas líquidas de vendas mantiveram a desaceleração observada desde o início do segundo semestre

A receita líquida do setor de indústria de máquinas e equipamentos no país aumentou 21,6% em 2021, na comparação com o ano anterior, revela balanço da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A média mensal de receita em 2021 ficou em R$ 18,5 bilhões e o total anual, em R$ 222,4 bilhões.

Na comparação mensal, em dezembro de 2021, as receitas líquidas de vendas mantiveram a desaceleração observada desde o início do segundo semestre, um total de R$ 17,1 bilhões, o que representa queda de 6,9% em relação ao mês de novembro. Ainda assim, houve crescimento de 0,4% na comparação com dezembro de 2020.

A receita líquida interna de dezembro teve queda de 9,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e aumento de 25,3% no ano de 2021 na comparação com 2020. A receita em dezembro de 2021 chegou a R$ 11 bilhões e a R$ 168 bilhões em todo o ano.

Já as exportações de máquinas e equipamentos recuaram em dezembro de 2021 (-31,8%) na comparação com o mês anterior. No entanto, frente a dezembro do ano anterior, houve aumento de 46,4% em dezembro, quando se alcançou receita de US$ 1 bilhão, o que resultou em crescimento acumulado no ano de 34,2%, chegando ao total de US$ 9,3 bilhões em 2021. Em dezembro de 2021, o valor acumulado das exportações representou 24,4% da receita de vendas do setor.

Nas importações de máquinas e equipamentos, também houve crescimento no mês de dezembro (7,3%) na comparação com novembro e na comparação interanual (26,7%). No ano, o crescimento acumulado chegou a 23,4%. Segundo a Abimaq, as importações estabilizaram-se em nível observado antes da pandemia da Covid-19, ao redor de US$ 1,8 bilhão por mês.

Com Agência Brasil

Exportações e importações do setor também cresceram

Fed sinaliza alta dos juros em março para combater inflação

A inflação atingiu 7% em dezembro, o valor mais elevado desde 1982

Nesse mês acabará o programa de compras líquidas de ativos que o Fed lançou como estímulo monetário por causa da pandemia

O Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) anunciou nesta quarta-feira (26) que decidiu manter a taxa de juros inalterada entre 0% e 0,25%. Porém, os membros do comitê norte-americano afirmaram que poderão subir os juros em março. Caso isso aconteça, será a primeira alta desde dezembro de 2018. “Com a inflação bem acima dos 2% e um mercado de trabalho forte, o comitê espera que em breve seja apropriado aumentar o intervalo dos juros federais”, diz o comunicado.

Em dezembro, a taxa de inflação atingiu 7%, o valor mais elevado desde 1982. Ainda assim, ficou dentro do esperado pelos economistas, tendo existido algum receio de que fosse além do esperado. A previsão do Fed divulgada em dezembro para a taxa de inflação em 2022 é de 2,6%, mas poderá ser revista para cima.

Será na reunião de 15 e 16 de março que a equipe de economistas da Fed vai divulgar novas projeções econômicas, o que deverá dar mais informação ao Banco Central para tomar decisões sobre o rumo da política monetária. Nesse mês acabará o programa de compras líquidas de ativos que o Fed lançou como estímulo monetário por causa da pandemia.

No comunicado, o Fed ainda destaca que o rumo da economia dependerá da pandemia, argumentando que o progresso na vacinação e a redução da falta de insumos nas cadeias de abastecimento deverão levar a inflação para patamares mais baixos. De acordo com a ata, o Fed continua a relacionar os “níveis elevados de inflação” com os desequilíbrios entre a procura e a oferta relacionados com a reabertura da economia.

A inflação atingiu 7% em dezembro, o valor mais elevado desde 1982

Governo do RS anuncia programa para incentivar energias limpas

Avançar na Sustentabilidade contará com recursos da ordem de R$ 193 milhões

Recursos do Tesouro serão destinados para ações alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU

Em mais uma etapa do programa Avançar, estruturado para alavancar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, o governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (26/1), o Avançar na Sustentabilidade. Em evento realizado no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite anunciou R$ 193,2 milhões em recursos do Tesouro para projetos voltados ao incentivo de energias limpas e renováveis, desenvolvimento sustentável, recuperação do patrimônio ambiental, redução do impacto ambiental no uso da terra e boas práticas para combater as mudanças climáticas.

O Avançar na Sustentabilidade integra um programa transversal lançado em junho de 2021 que passou a envolver as iniciativas com as quais o governo pretende acelerar o crescimento econômico e aumentar a qualidade da prestação de serviços à população. Ao todo, o Avançar já destinou R$ 5 bilhões para investimentos em diferentes áreas.

O programa está dividido em quatro eixos: clima, energia, água e parques. Todas as ações estão alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), e vão ao encontro das metas assumidas pelo governo do Estado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança no Clima (COP 26) para neutralizar as emissões de carbono no Estado em 50% até 2030.

Durante a cerimônia de anúncio do programa, foram assinados os decretos de instituição do programa de incentivo à geração de biogás para geração de energia, de adesão do Estado às campanhas “Race to Zero” e “Race to Resilience” e de alteração do decreto que regulamenta o comitê gestor do programa gaúcho de incentivo à geração e utilização de biometano.

Leite também adiantou as próximas ações a serem incluídas no plano de investimentos da sustentabilidade, focadas em mobilidade urbana sustentável. Elas serão baseadas em uma política para redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE) e poluentes no transporte coletivo urbano de passageiros, por meio de subsídio, otimizando a aquisição de veículos com baixa ou nula pegada de carbono (metodologia que mede emissões de gases estufa).

Quatro eixos do Avançar na Sustentabilidade

Clima – R$ 115,3 milhões
As ações visam diagnosticar, monitorar e reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, promover a preservação e o uso sustentável do solo e dos ecossistemas e incentivar o uso das energias limpas e renováveis. Serão seis iniciativas que envolvem o monitoramento e a qualidade do ar, o balanço de gases de efeito estufa, plano de transição energética, pagamentos por serviços ambientais e projetos para incentivar o uso de biodigestores.

Energia – R$ 52 milhões
O objetivo deste investimento é fomentar a transição energética de fontes poluentes para alternativas sustentáveis e a expansão da energia em zonas rurais para fortalecer o crescimento sustentado da produção. Os projetos visam mapear o potencial dos recursos hídricos do Rio Grande do Sul para produção de energia elétrica e o lançamento de mais uma fase do programa Energia Forte no Campo, que tem como objetivos ampliar a produção e a melhora da qualidade de vida no meio rural. O governo também investirá em hidrogênio verde, com o desenvolvimento de um plano setorial, e no projeto de transição energética para as regiões que têm vocação para a exploração de carvão mineral, considerando os impactos sociais e econômicos.

Parques – R$ 22 milhões
Aporte para manter e qualificar as estruturas dos parques e das unidades de conservação estaduais, com iniciativas que preveem concessões, recuperação de mata ciliar e áreas de preservação permanente, criação de unidades estaduais, regularização fundiária e melhorias em cinco unidades de conservação.

Água – R$ 3,9 milhões
Os recursos serão aplicados em projetos para diagnosticar, monitorar e planejar a utilização das fontes hídricas, reservas e bacias, orientando e promovendo o uso sustentável dos recursos. Três projetos estão contemplados: Revitalização de Bacias Hidrográficas no Caí, melhorias no Sistema de Outorga de Água (Siout-RS) e ações estratégicas para fortalecer a capacidade dos setores público e privado no Brasil e no Uruguai para a gestão integrada dos recursos hídricos na lagoa Mirim, no rio Jaguarão e em lagoas costeiras.

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Belagrícola adquire a divisão de comercialização de insumos da Sefert

O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas

A Belagrícola manteve o time comercial e de assistência técnica que já atuava em Santa Cruz do Rio Pardo

A Belagrícola, de Londrina (PR), anunciou que chegou a um acordo comercial com a Sefert. O negócio permitirá às empresas ampliarem sua atuação em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior paulista. A Sefert passará a concentrar seus esforços nas áreas de recepção de grãos, comercialização e assistência técnica de máquinas e implementos agrícolas. O valor do negócio não foi divulgado.

Embora com gestões distintas, as empresas irão manter uma sinergia importante, apoiando-se mutuamente. A Belagrícola, que passa a ocupar parte do prédio da revenda Sefert, manteve o time comercial e de assistência técnica que já atuava na loja de Santa Cruz do Rio Pardo. Já a cerealista, que seguirá sob controle da Sefert, fica responsável pela recepção de grãos de todas as operações de barter da Belagrícola na região.

A venda do negócio de insumos permite ao Grupo Sefert investir e ampliar sua concessionária Jacto e reforçar sua atuação em outras representações comerciais de máquinas e implementos e irrigação, incluindo a marca Krebs, de pivôs, e Rivulis, de gotejamento.

O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas

Sul responde por 23% da geração de energia solar no país

Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro com maior potência

As usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas

A região Sul é responsável por 23% de todo o parque brasileiro de energia solar. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul possuem 1.925,5 megawatts (MW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, de acordo com recente mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

O Rio Grande do Sul está entre os três estados brasileiros com maior potência instalada de energia solar na geração própria em telhados e pequenos terrenos. A potência instalada no Rio Grande do Sul coloca o estado na terceira posição do ranking nacional. Segundo a entidade, o território gaúcho responde sozinho por 12% de todo o parque brasileiro de energia solar na modalidade. Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou ao Rio Grande do Sul a atração de mais de R$ 5,1 bilhões em investimentos, geração de mais de 30,0 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos.

O Paraná possui 452,4 MW de energia solar em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. A potência instalada em telhados e pequenos terrenos no Paraná coloca o estado na sexta posição do ranking. Segundo a entidade, o território paranaense responde sozinho por 5,4% de todo o parque brasileiro de energia solar na modalidade. Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou ao Paraná a atração de mais de R$ 2,4 bilhões em investimentos, geração de mais de 13,5 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 568,2 milhões aos cofres públicos. Já Santa Catarina possui 471,9 MW instalados de energia solar na geração própria (veja mais detalhes no infográfico ao final desta reportagem).

Para Mara Schwengber, coordenadora estadual da ABSOLAR no Rio Grande do Sul, o avanço da energia solar no país, via grandes usinas e pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil e ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco da ocorrência de bandeira vermelha na conta de luz da população.

Liciany Ribeiro, coordenadora estadual da ABSOLAR no Paraná, concorda com a posição de Mara. “O estado do Paraná é atualmente um importante centro de desenvolvimento da energia solar. A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de geração de emprego e renda, atração de investimentos privados e colaboração no combate às mudanças climáticas”, comenta.

Para o presidente executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a energia solar ajuda a população e empresas a se proteger dos fortes aumentos nas contas de luz e contribui para a sustentabilidade do País. “Além disso, as usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos atualmente, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”, revela.

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Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro com maior potência

Arrecadação federal bate recorde em 2021

Recuperação da economia e impostos sobre lucros garantem crescimento

Depois de desacelerar em novembro, a arrecadação cresceu em dezembro e somou R$ 193,9 bilhões no mês

A recuperação da economia e os impostos sobre lucros e rendimentos garantiram arrecadação recorde em 2021. Segundo números divulgados pela Receita Federal, o governo federal arrecadou R$ 1,8 trilhão no ano passado, crescimento de 17,3% em relação ao registrado em 2020, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Depois de desacelerar em novembro, a arrecadação cresceu em dezembro e somou R$ 193,9 bilhões no mês. Isso representa alta de 10,7% em relação ao registrado em dezembro de 2020, também descontada a inflação. O montante também é recorde para o mês e foi influenciado pelo crescimento econômico e pelo aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em vigor desde outubro.

Impulsionou a arrecadação no ano passado o recolhimento extraordinário de R$ 40 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em 2021. Isso ocorreu porque as empresas tiveram lucros maiores que o previsto no ano passado e tiveram de pagar impostos extras nas declarações de ajuste.

Segundo o novo secretário especial da Receita Federal, Julio Cesar Vieira Gomes, o resultado de 2021 deve ser comemorado, porque a economia ainda está sob efeito da pandemia de Covid-19. Ele afirmou que os dados preliminares de janeiro indicam a continuidade da retomada em 2022. “O aumento da arrecadação em 2021 foi muito expressivo. Há muito o que comemorar, considerando que ainda estamos em meio a uma pandemia. Tivemos aumento expressivo em tributos sobre lucros e rendimentos das empresas e também no Imposto de Renda de pessoas físicas”, declarou Gomes.

Outro fator que explicou a alta da arrecadação em 2021 foi a diminuição dos diferimentos (adiamentos de pagamentos de tributos) que vigorou em 2020. Isso reforçou o caixa do governo em R$ 19,7 bilhões em 2021. O aumento das alíquotas do IOF, que financiou o Auxílio Brasil no fim do ano passado, contribuiu com R$ 2,1 bilhões.

Desonerações e renúncias
Apesar do crescimento das receitas, as compensações tributárias (descontos em impostos pagos a mais anteriormente) cresceram em 2021. O fisco deixou de arrecadar R$ 216,3 bilhões em 2021, contra R$ 189 bilhões em 2020. A alta chegou a 14,4% em relação ao ano anterior, também descontando a inflação acumulada.

A redução da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis reduziu a arrecadação em R$ 2,1 bilhões no ano passado. As desonerações concedidas pelo governo resultaram em renúncia fiscal de R$ 93,7 bilhões em 2021. O montante foi menor que os R$ 101,7 bilhões registrados em 2020.

Apesar da queda da arrecadação de PIS/Cofins sobre os combustíveis, a receita total desses tributos aumentou 16,4% acima da inflação no ano passado. Isso ocorreu porque o PIS/Cofins incide sobre o faturamento das empresas e refletiu o crescimento de 5,1% no consumo de bens e de 9,5% na venda de serviços em 2021.

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Com Agência Brasil

Recuperação da economia e impostos sobre lucros garantem crescimento

Melnick apresenta o seu maior lançamento da história

Nilo Square irá contar com duas torres residenciais e a primeira operação do Grupo Emiliano em Porto Alegre

O Nilo Square Residence Resort apresenta um conceito sofisticado e cosmopolita

A Melnick promoveu na terça-feira (25) a convenção de vendas do primeiro grande lançamento imobiliário do ano em Porto Alegre. O evento marca o anúncio oficial do Nilo Square, maior empreendimento da história da incorporadora, localizado numa das esquinas mais valorizadas da capital gaúcha, na Avenida Nilo Peçanha. A construtora apresentou detalhes do projeto que irá contemplar unidades comerciais e residenciais com uma estrutura de resort urbano, além da primeira operação de hotelaria do Grupo Emiliano em solo gaúcho. A obra conta com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 720 milhões bruto.

“É um empreendimento único e que leva ao pé da letra nosso conceito ‘Muito mais que Morar’. O projeto reúne unidades residenciais diferenciadas, salas comerciais, open mall, um hotel de luxo exclusivo e todos os atributos e serviços que um condomínio de altíssimo padrão precisa ter, com uma infraestrutura completa de resort. Tudo isso numa das melhores localizações de Porto Alegre”, destaca Leandro Melnick, presidente do conselho de administração da empresa, em nota.

O Nilo Square Residence Resort apresenta um conceito sofisticado e cosmopolita, com duas torres residenciais com apartamentos de 176 metros quadrados a 216 metros quadrados com três suítes e uma infraestrutura de resort. O projeto ainda irá receber a primeira investida no Rio Grande do Sul do Grupo Emiliano, conhecida grife do ramo hoteleiro em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Referência em exclusividade, o grupo traz o primeiro hotel de luxo a Porto Alegre, através da operação V3rso, que oferece o conceito de ‘Taylor Stay’, com estadias customizadas através de uma plataforma digital. O novo modelo tem como objetivo agregar tecnologia, personalização e curadoria de serviços a um público que busca mais sofisticação e uma estrutura completa de entretenimento e lazer em suas hospedagens.

A Melnick é a 122ª maior empresa da região e também a 49ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Nilo Square irá contar com duas torres residenciais e a primeira operação do Grupo Emiliano em Porto Alegre

Castrolanda atinge R$ 5,9 bilhões de faturamento anual

É o maior valor registrado em 70 anos de história da cooperativa paranaense

As sobras fecharam o período em R$ 145 milhões

A Castrolanda fechou 2021 com um novo recorde financeiro. O faturamento anual atingiu a marca de R$ 5,9 bilhões – o maior valor registrado em 70 anos de história. O marco é um reflexo das ações praticadas ao longo do ano por cooperados, colaboradores e toda a comunidade que envolve o sistema produtivo e social da cooperativa. O valor é 31,1% mais alto que o acumulado de 2020, quando a Castrolanda fechou o ano com R$ 4,5 bilhões faturados. Além disso, o resultado líquido também apresentou números expressivos: as sobras fecharam o período em R$ 145 milhões.

Para o diretor executivo da cooperativa, Seung Lee, os números refletem os caminhos de sustentabilidade e estabilidade dos negócios, construídos com base no Horizonte – nome dado ao planejamento estratégico da Castrolanda – que preparou a companhia para se tornar ainda mais competitiva em várias áreas de atuação. As ações apostaram no redesenho de alguns processos e na consolidação da diversificação dos negócios, que trouxeram mais agilidade, assertividade e segurança nas ações.

“Trabalhamos dentro de casa para atingir a excelência operacional, já que é impossível controlar o mercado. Não conseguimos definir os preços da soja, ou segurar o valor do glifosato, por exemplo. O que podemos fazer é construir uma cooperativa mais sólida possível para que o cooperado se sinta seguro diante das oscilações naturais do mercado”, destaca, em nota.

Diretor-presidente da Castrolanda, Willem Bouwman caracteriza 2021 como um ano bastante desafiador, mas que trouxe um saldo positivo para os negócios. “A economia de maneira geral seguiu com as incertezas causadas pela pandemia, mas conseguimos atuar de uma forma bastante eficiente mesmo com essas dificuldades. Isso sem dúvidas é mérito do trabalho de cooperados, colaboradores e parceiros, que não deixaram de lado nossos valores e seguiram diretrizes bem definidas em meio aos momentos difíceis”, aponta.

“O planejamento estratégico da Castrolanda aponta para um ano de 2022 ainda mais desafiador. A expectativa é seguir construindo a solidez da cooperativa, para que ela cresça de forma sustentável. Como principais diretrizes para a sequência de trabalho estão a intensificação no processo de transformação digital e o desenvolvimento sustentável em toda a cadeia de produção, além de mais assertividade no atendimento a cooperados e clientes”, revela o informativo enviado aos veículos de imprensa.

A Castrolanda é a 43ª maior empresa da região e também a 17ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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É o maior valor registrado em 70 anos de história da cooperativa paranaense

Governo do RS emite alertas para todas as regiões Covid

A decisão foi tomada com base na piora dos indicadores

Os alertas são consequência do aumento de casos de Covid-19 e do aumento de internações em leitos clínicos e de UTI nas regiões

O governo do Rio Grande do Sul emitiu alertas para as 21 regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no estado. A decisão foi tomada com base na piora dos indicadores, algo já visto também na semana passada. Os alertas são consequência do aumento de casos de Covid-19 e do aumento de internações em leitos clínicos e de UTI nas regiões. Antes da semana passada, o último alerta foi emitido em 10 de novembro para a região de Pelotas.

Como resultado dos 12 alertas emitidos em 19 de janeiro, o gabinete de crise recebeu os planos de ação das regiões, que apontaram que intensificariam a fiscalização da obediência aos protocolos obrigatórios e recomendados e obrigatórios e ampliariam o horário de atendimento da estrutura de saúde, entre outras medidas. Além disso, muitas das regiões determinaram o cancelamento de eventos de grande porte.

A equipe técnica do Grupo de Trabalho (GT) Saúde observou que foram registrados no sistema da secretaria da saúde 19 mil novos casos de Covid-19 e 50 óbitos pela doença. Um número tão elevado de óbitos registrado em um mesmo dia não era visto no Rio Grande do Sul desde 17 de novembro.

Desde o início do ano, percebe-se um aumento expressivo no número de casos diários, que passaram de cerca de mil para 16 mil. Além disso, apenas nos últimos sete dias, a média móvel de casos confirmados aumentou 67%. Com esse salto, a incidência semanal alcançou mil casos por 100 mil habitantes, o que representa 1% da população gaúcha com caso positivo registrado na última semana. Nas regiões de Capão da Canoa e Santa Rosa, a incidência semanal supera 1,5 mil casos por 100 mil habitantes.

A taxa de ocupação das UTIs no Estado, por sua vez, está em 60,9%, um aumento de 13 pontos percentuais em 2022, considerando que a taxa era de 48% na virada do ano. Além disso, o número de internados, entre suspeitos e confirmados, aumentou em 697 somente nesta semana, sendo 575 em leitos clínicos e 122 em UTI. O número de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados, é de 1.580, 57% superior aos dados da semana passada, e os internados em UTI, entre suspeitos e confirmados, é de 556, 28% superior à semana passada.

O aumento de casos observada no Rio Grande do Sul também ocorreu e segue acontecendo em diversos países, com máximas históricas. Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Paraguai, Portugal, Reino Unido e Uruguai, entre outros, recentemente apresentaram aumento de pessoas que contraíram o coronavírus. Alguns destes países, como Espanha, Estados Unidos, Itália e Reino Unido, interromperam o crescimento das curvas de contágio nas últimas duas semanas. Chama atenção o caso da Alemanha que, embora em um primeiro momento tenha conseguido reduzir o contágio, voltou a apresentar elevação desde o início do ano.

Também no Brasil, diversos estados passam por um aumento recente em níveis até então não alcançados. Embora o reflexo sobre os óbitos seja proporcionalmente inferior a outros momentos da pandemia, houve elevação da taxa de mortalidade em todos os países citados.

A decisão foi tomada com base na piora dos indicadores

Correntistas resgatam R$ 900 mil esquecidos em bancos

Cerca de 79 mil pessoas consultaram nova ferramenta do Registrato

Segundo o BC, atualmente existem R$ 8 bilhões esquecidos em instituições financeiras no Brasil

Nos dois primeiros dias de funcionamento da nova funcionalidade do Registrato, correntistas resgataram R$ 900 mil esquecidos em bancos e instituições financeiras, informou o Banco Central (BC). Antes de o órgão tirar o sistema do ar por causa do grande volume de acessos, cerca de 79 mil pessoas consultaram a ferramenta, com 8,5 mil pedidos de devolução de recursos.

“O Sistema Valores a Receber (SVR) teve grande aceitação entre os cidadãos, gerando demanda muito superior à esperada. A despeito da instabilidade que essa demanda gerou no site, 79 mil cidadãos conseguiram consultar o SVR e 8,5 mil solicitações de devolução foram formalizadas, somando cerca de R$ 900 mil, os quais serão transferidos via Pix em até 12 dias úteis”, informou o BC em nota.

Segundo o BC, atualmente existem R$ 8 bilhões esquecidos em instituições financeiras no Brasil. Desse total, até R$ 3,9 bilhões podem ser resgatados por até 28 milhões de pessoas e de empresas na primeira fase da ferramenta. Nos próximos meses, o serviço será ampliado para outras modalidades de saque.

Um dia após o lançamento do serviço de consulta a valores esquecidos, o site do Banco Central saiu do ar durante a manhã por causa do excesso de demanda. Durante a tarde, o órgão tirou o sistema do ar, para tentar normalizar o acesso ao portal, que continua apresentando instabilidade.

Consultas
Sistema do BC que agora fornece um extrato de relacionamentos do cidadão com instituições financeiras, até então fornecia consultas apenas sobre dívidas (abertas ou liquidadas), abertura de contas bancárias (ativas ou inativas) e remessas de dinheiro ao exterior. Com o novo serviço, a ferramenta também fornecerá informações sobre valores a receber esquecidos em bancos.

Para reaver os recursos, o cidadão poderá pedir o resgate de duas formas. A primeira será diretamente via Pix na conta indicada no Registrato, caso a instituição tenha aderido a um termo específico com o BC. Nos demais casos, o beneficiário informará os dados de contato no sistema, e a instituição financeira informará o meio de pagamento ou de transferência.

Nesta primeira fase, podem ser devolvidos recursos de contas correntes ou poupanças encerradas e não sacadas, cobranças indevidas de tarifas ou de obrigações de crédito com termo de compromisso assinado com o BC e cotas de capital e rateio de sobras líquidas de associados de cooperativas de crédito e grupos de consórcio extintos.

Ao longo do ano, o BC pretende ampliar a consulta para a devolução de valores decorrentes de tarifas ou obrigações de crédito cobradas indevidamente não previstas em termo de compromisso, contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e com saldo disponível, contas encerradas em corretoras e distribuidoras de títulos e de valores mobiliários e demais situações que resultem em valores a serem devolvidos reconhecidas pelas instituições financeiras.

Segundo o BC, os dados e os valores fornecidos no Registrato são de responsabilidade das próprias instituições financeiras. Em alguns casos, o saldo a receber pode ser de pequeno valor, mas o órgão orienta o cidadão a sacar o dinheiro que lhe pertence de forma simples e ágil, por meio do novo serviço.

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Com Agência Brasil

Cerca de 79 mil pessoas consultaram nova ferramenta do Registrato