Archives Janeiro 2022

CMPC lança programa de fomento florestal RS+Renda

Com foco nos produtores rurais e proprietários de terras, iniciativa estimulará a bioeconomia por meio da produção de eucalipto

Com a meta de alcançar o plantio de 15 mil hectares ainda em 2022, o RS+Renda busca dar suporte ao aumento de capacidade produtiva de 350 mil toneladas da CMPC

Com o objetivo de estimular a bioeconomia no Rio Grande do Sul por meio da produção de eucalipto, a CMPC está lançando seu primeiro programa de fomento florestal no Brasil. O chamado RS+Renda é uma ação alicerçada na prática de geração de valor compartilhado, que possibilita aos produtores rurais e proprietários de terras de 71 estados gaúchos integrarem a cadeia produtiva da companhia, diversificando sua produção e auferindo renda. Com a meta de alcançar o plantio de 15 mil hectares ainda em 2022, o RS+Renda busca dar suporte ao aumento de capacidade produtiva de 350 mil toneladas da CMPC, que será proporcionado pelo BioCMPC e requer crescimento em área de plantio para ser abastecido.

O Rio Grande do Sul tem vocação para o agronegócio, com clima favorável e tradição histórica no campo. Com o RS+Renda, queremos ampliar a prática da silvicultura, um cultivo sustentável e que hoje está presente em somente 4,3% das propriedades rurais do estado”, explica Mauricio Harger, diretor geral da CMPC no Brasil. O propósito é incentivar o desenvolvimento da bioeconomia em solo gaúcho, somando esforços à pujante silvicultura brasileira. “Ao promovermos o manejo responsável do eucalipto, estamos estimulando uma prática que captura carbono da atmosfera e que contribui com a consolidação do sistema agroflorestal, onde não há uma competição entre culturas, mas sim o uso do solo com diferentes cultivos em uma mesma área”, completa.

Ao engajar produtores rurais como fornecedores de madeira, o RS+Renda possibilita a diversificação das fontes de renda da propriedade e a garantia de adequação à legislação ambiental com consequente incremento dos serviços ecossistêmicos, promovendo o desenvolvimento local e a permanência das pessoas no campo. “O RS+Renda está em pleno acordo com o que foi debatido na COP 26, na qual foi amplamente destacado o papel das florestas plantadas como aliadas do meio ambiente por meio do seqüestro de carbono”, garante Harger.

Na prática, os produtores rurais que aderirem ao RS+Renda terão como benefícios a possibilidade de subsídio financeiro para implantação, o suporte técnico para o cultivo, o apoio para a implementação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), a oportunidade de antecipação da compra da madeira e a garantia da aquisição. A CMPC irá dispor também de auxílio no combate a incêndios florestais e proporcionará suporte técnico ao licenciamento ambiental da propriedade, oferecendo a disponibilização de mudas, orientação sobre o preparo do solo e acesso a insumos necessários à silvicultura, além de apoio durante todo o processo produtivo e a responsabilidade por realizar a colheita e o transporte.

O RS+Renda é um dos únicos programas de fomento do setor que oferece suporte para a elaboração e implementação dos Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs), vinculados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). O atendimento da legislação ambiental, incluindo os PRADs, é requisito para concessão de financiamento, e ter orientação e suporte para lidar com essa exigência é um diferencial competitivo importante, principalmente para o pequeno produtor.

Modalidades de participação

Parceria: a CMPC realiza todas as atividades, desde o plantio da floresta até a colheita e transporte da madeira. Após a colheita, o produtor rural recebe o pagamento equivalente a 50% do volume da madeira colhida sem casca.

Parceria com compras antecipadas: a CMPC realiza todas as atividades, desde o plantio da floresta até a colheita e transporte da madeira. O produtor rural receberá o pagamento equivalente a 50% do volume da madeira colhida sem casca dividido de duas formas: pagamento antecipado do valor referente a até 70% do volume produzido por hectare anualmente (Incremento Médio Anual) e 30% no inventário pré-corte e após o recebimento da madeira no depósito CMPC (volume real ajustado).

Fomento: CMPC se compromete com o fornecimento de mudas, assistência técnica, colheita e transporte da madeira, além de possibilitar subsídio para financiamento da implantação. Enquanto isso, o produtor é responsávelpelo plantio e tratos culturais, contratando e pagando a mão de obra capacitada. Também realiza a compra dos insumos para plantio e garante a manutenção da licença ambiental. Nesta modalidade, o produtor tem direito a 100% do valor da madeira.

Fomento Social: voltado a produtores rurais de pequeno porte, é similar ao Fomento, com a diferença de que a CMPC disponibiliza suporte técnico para a obtenção da licença ambiental. O produtor também tem direito a 100% do valor da madeira nesta opção.

A CMPC é a 11ª maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Com foco nos produtores rurais e proprietários de terras, iniciativa estimulará a bioeconomia por meio da produção de eucalipto

Confiança do comércio tem melhor resultado desde o início da pandemia

Pesquisa reflete o avanço da vacinação e a consequente relativa volta à normalidade

Os empresários já enxergam uma pequena melhora nas condições econômicas

O ano de 2022 começou com otimismo entre os comerciantes. Apresentando a segunda alta consecutiva, de 1,4%, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 121,1 pontos em janeiro, o maior desde março de 2020 (128,4 pontos) e melhor do que o observado no mesmo mês do ano passado (105,8 pontos). Na comparação anual, o crescimento foi de 14,5%.

Todos os subíndices principais avaliados pela pesquisa também apresentaram alta, com destaque para Intenções de investimento, que obteve variação mensal positiva de 1,8%, alcançando 110,6 pontos, o maior nível desde janeiro de 2014 (114,6 pontos). Na comparação com o mesmo mês em 2021, o indicador contou com aumento de 16,5%. Já a maior pontuação ficou por conta do item expectativas do empresário do comércio, que, com avanço de 1,5% em relação a dezembro do ano anterior, chegou a 152,7 pontos, registrando também uma alta de 7,5% em relação a janeiro do ano passado.

O indicador sobre as condições atuais do empresário do comércio retornou à zona de satisfação ao alcançar 100,1 pontos, o maior nível desde abril de 2020 (105,1 pontos), e apresentou o primeiro crescimento mensal, de 0,6%, após quatro quedas consecutivas. Além disso, registrou o maior aumento na comparação anual entre os subíndices principais: 24,4%.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os resultados da pesquisa refletem o avanço da vacinação e a consequente relativa volta à normalidade. “Mesmo com a propagação da variante Ômicron, a vacina tem garantido um impacto menor da Covid-19 na população, com sintomas mais leves e redução da taxa de mortalidade. Esse sentimento de segurança vem contribuindo para que os empresários já enxerguem uma pequena melhora nas condições econômicas, no curto prazo”, avalia.

Expectativa de novas contratações
A pesquisa revelou ainda que os empresários estão mais otimistas quanto à geração de empregos. Entre os itens que analisam as intenções de investimento dos comerciantes, a maior satisfação foi em relação à contratação de funcionários (137,2 pontos), indicador com também maior crescimento mensal dentre os dessa categoria (+5%). A maior parte dos empresários (68,9%) demonstrou intenção de aumentar sua contratação, sinalizando que a recuperação do mercado de trabalho deve continuar.

“É importante observar em qual categoria a empresa está inserida, pois cada uma é impactada de forma diferente pelos movimentos econômicos. Mas é possível observar que a maior parte dos empresários está mais confiante com relação à economia e especificamente sobre os desdobramentos em seu próprio negócio”, aponta a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.

A percepção de melhora na economia aparece tanto nas condições atuais do país quanto nas expectativas. Com relação ao momento atual, o maior incremento desse subitem foi na percepção da economia, com crescimento de 2,3%, após quatro meses de queda. Para 54,7% das empresas, a expectativa é que a economia melhore ligeiramente no futuro.

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Pesquisa reflete o avanço da vacinação e a consequente relativa volta à normalidade

Tesouro Direto atinge vendas de R$ 3,2 bilhões em dezembro

Vendas superaram resgates no mês

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic, que corresponderam a 57,6% do total

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,7 bilhão em dezembro do ano passado. Segundo dados do Tesouro Nacional, as vendas de títulos atingiram R$ 3,2 bilhões, e os resgates totalizaram R$ 1,6 bilhão, sendo R$ 1,5 bilhão relativos a recompras.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic (Tesouro Selic), que corresponderam a 57,6% do total. Os títulos vinculados à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como o Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, tiveram participação de 32,2% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 10,3%.

Em relação à rentabilidade acumulada, o destaque de dezembro foi para o título Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2031, com vencimento em 1° de janeiro de 2031, que registrou variação de 4,74%. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 79,1 bilhões no fim de dezembro, um aumento de 3,4% em relação ao mês anterior de R$ 76,6 bilhões, e aumento de 26,3% sobre dezembro de 2020 (R$ 62,7 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 55,2%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 26,4%, e, por fim, os títulos prefixados, com 18,4%. Em relação à composição do estoque por prazo, o balanço mostra que 1% dos títulos vencem em até 1 ano. A maior parte, 64,8%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos, por sua vez, correspondem a 11,2% e aqueles com vencimento acima de 10 anos, a 23,0%.

Investidores
O balanço mostra ainda que em relação ao número de investidores, em dezembro, 881.029 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto. O número total de investidores cadastrados ao fim do mês atingiu 16.299.139, o que representa aumento de 77,2% nos últimos 12 meses. O número de investidores ativos chegou a 1.814.127, uma variação de 25,7% nos últimos 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 78.761 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu, em dezembro, a 588.989 operações de venda de títulos a investidores, o que correspondeu a 85,0% das vendas ocorridas no mês. O valor médio por operação, neste mês, foi de R$ 5.592,39.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 61,1% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 29,3% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo chegaram a 9,6% das vendas. O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados. Desde o dia 1º de janeiro, o investidor com recursos no Tesouro Direto paga menos para manter o dinheiro aplicado. A taxa de custódia dos títulos caiu de 0,25% para 0,2% do valor dos papéis.

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Com Agência Brasil

Vendas superaram resgates no mês

Cidadão pode verificar valores a receber de bancos

Sistema do Banco Central permite consultar dados bancários e dívidas

Segundo o BC, os dados e os valores fornecidos no Registrato são de responsabilidade das próprias instituições financeiras

Agora qualquer cidadão pode consultar se tem valores a receber de instituições financeiras. O Registrato, sistema do Banco Central (BC) que fornece um extrato das informações de uma pessoa com instituições financeiras, abriu uma funcionalidade para que o usuário verifique se tem direito a recursos.

Até agora, o Registrato fornecia consultas apenas a dívidas (abertas ou liquidadas), abertura de contas bancárias (ativas ou inativas) e remessas de dinheiro ao exterior. De acordo com o BC, existem cerca de R$ 8 bilhões parados em bancos e demais instituições financeiras, esperando serem sacados.

Para reaver os recursos, o cidadão poderá pedir o resgate de duas formas. A primeira será diretamente via Pix na conta indicada no Registrato, caso a instituição tenha aderido a um termo específico com o BC. Nos demais casos, o beneficiário informará os dados de contato no sistema, e a instituição o meio de pagamento ou de transferência.

Aprimoramento
Na primeira fase do serviço, o Registrato divulgará R$ 3,9 bilhões que podem ser devolvidos decorrentes de contas correntes ou poupanças encerradas e não sacadas, cobranças indevidas de tarifas ou de obrigações de crédito com Termo de Compromisso assinado com o BC, cotas de capital e rateio de sobras líquidas de associados de cooperativas de crédito e grupos de consórcio extintos.

Ao longo do ano, o BC pretende ampliar a consulta para a devolução de valores decorrentes de tarifas ou obrigações de crédito cobradas indevidamente não previstas em contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e com saldo disponível, contas encerradas em corretoras e distribuidoras de títulos e de valores mobiliários e demais situações que resultem em valores a serem devolvidos reconhecidas pelas instituições financeiras.

Segundo o BC, os dados e os valores fornecidos no Registrato são de responsabilidade das próprias instituições financeiras. Em alguns casos, os saldos a receber podem ser de pequeno valor, mas o órgão orienta o cidadão a sacar o dinheiro que lhe pertence de forma simples e ágil, por meio do novo serviço.

Com Agência Brasil

Sistema do Banco Central permite consultar dados bancários e dívidas

Meta da Bibi é chegar em 100 lojas na América Latina até 2030

No Brasil, marca transformou as unidades em minicentros de distribuição

Para 2022, a projeção é que haja um crescimento de 20% no faturamento anual tanto na indústria quanto na rede de loja

A Bibi é a 15ª marca mais consumida em países da América Latina. Hoje, a rede conta com 146 franquias, sendo 15 delas internacionais localizadas no Peru, Chile, Equador e Guatemala. Uma das metas da calçadista no mercado externo é chegar em 100 lojas em diferentes países da América Latina até 2030. Para este ano, o plano de expansão da Bibi visa a implantação de 37 unidades, sendo 25 em território nacional e 12 no exterior, para fechar o ano com 183 pontos de venda.

Além do adensamento da marca nos principais mercados-alvo, fatores como a inovação, transformação digital e sustentabilidade fizeram com que a Bibi registrasse um incremento de 40% no faturamento, se comparado a 2020. Para 2022, a projeção é que haja um crescimento de 20% no faturamento anual tanto na indústria quanto na rede de loja.

Os últimos dois anos trouxeram a oportunidade de melhorar a eficiência industrial nas duas plantas fabris da empresa, localizadas em Parobé, no Rio Grande do Sul, e em Cruz das Almas, na Bahia. O movimento gerou investimentos na faixa de R$ 4 milhões, que promoveram uma mudança no layout das fábricas reduzindo o tempo da produção e, consequentemente, fases de retrabalho, além da aquisição de máquinas modernas e de última geração, como injetoras que aumentam a capacidade fabril na área de solados na planta baiana.

“Nosso plano é aumentar a produção de calçados para 2,5 milhões de pares neste ano. Além disso, seguimos expandindo por meio de franquias nos principais shopping centers de cada região, mas também há espaço para operações em pontos estratégicos na rua, de acordo com o potencial de cada local. Em dezembro, efetuamos a mudança da nossa plataforma de e-commerce, melhorando a navegabilidade dos consumidores. Agora, quando o cliente entra no site, insere o CEP e já consegue visualizar quais as lojas mais próximas”, explica Andrea Kohlrausch, que assumiu a presidência meses antes da pandemia dar sinais no Brasil e no mundo.

Para este ano, o foco da Bibi será continuar os investimentos em inovação, em manufatura e na eficiência das lojas. Além disso, a sustentabilidade é outro tema que está em alta na empresa e contextualiza ações em diferentes âmbitos, sendo eles ambiental, econômico e social. Um dos programas é voltado para diminuir em 20% a geração de resíduos no desenvolvimento de novos produtos e operações industriais até 2025. Já no quesito novos produtos e tendências, ao longo do ano, a marca apresentará ao mercado as duas novas coleções de Verão e Inverno, além de lançamentos pontuais de modelos que prometem arrebatar o coração dos pequenos e dos papais.

Para quem deseja se tornar um franqueado, a Bibi disponibiliza dois modelos de negócios. O formato de loja Standard, com investimento a partir de R$ 580 mil, foi criado para ser implantado em shopping centers de capitais e grandes metrópoles. Já o conceito Light, com custo de R$ 450 mil, é indicado para cidades com, em média, 200 mil habitantes. Os valores de investimentos para as duas operações já incluem as instalações, soluções tecnológicas, primeiro estoque, capital de giro e taxa de franquia.

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No Brasil, marca transformou as unidades em minicentros de distribuição

Indústria de SC recupera volume do pré-pandemia em novembro

O indicador avançou 5% em relação a outubro

No acumulado até novembro na comparação com o mesmo período de 2020, o setor da metalurgia obteve o melhor desempenho

A produção industrial catarinense de novembro avançou 5% em relação a outubro – o segundo maior crescimento entre os estados brasileiros no período, atrás apenas do Mato Grosso. Conforme análise do Observatório Fiesc, o resultado recuperou parte das quedas sofridas nos dois meses anteriores – retornando a um patamar de produção industrial superior ao período pré-pandemia.

“A indústria catarinense desponta em crescimento da produção na comparação com outros estados do país. O resultado reflete a diversidade, a competitividade do nosso parque fabril e a competência dos industriais, que avançam apesar das adversidades”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, em nota. O resultado de Santa Catarina segue com a maior expansão na atividade industrial do país em 2021. O crescimento de 12,4% representa mais que o dobro da média nacional de 4,7%.

No acumulado até novembro na comparação com o mesmo período de 2020, o setor da metalurgia obteve o melhor desempenho. A expansão foi de 49,5%. “A atividade metalúrgica vem sendo impulsionada pelo bom momento da construção, tanto no país quanto no estado”, avalia o economista do Observatório Fiesc, Marcelo de Albuquerque. De acordo com ele, no terceiro trimestre, o setor cresceu 3,9% no Brasil em relação ao segundo trimestre de 2021. Em Santa Catarina, foram 17 mil novas vagas de emprego criadas no segmento entre janeiro e novembro de 2021.

A fabricação de veículos foi outro destaque da indústria catarinense, com expansão de 41,2% no acumulado do ano. Conforme o Observatório Fiesc, apesar da escassez de insumos e das dificuldades logísticas ainda se mostrarem presentes, 2021 mostrou uma retomada da produção automobilística a partir do setor de autopeças e carrocerias.

O setor de celulose e papel também teve um bom desempenho ao longo de 2021, registrando um crescimento de 13,9%, superior ao crescimento nacional de 3,2% e criação de 1,3 mil novos postos de trabalho. Santa Catarina possui a quinta maior produção do setor, com destaque para a produção de papel kraft.

O indicador avançou 5% em relação a outubro

Empresário inicia o ano com confiança menor do que em 2021

Indústria ainda não recuperou o nível de otimismo dos anos pré-pandemia

O persistente problema no mercado de insumos contaminou a confiança do empresário neste início de ano

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que, em janeiro de 2022, 28 dos 29 setores da indústria considerados estão confiantes. No entanto, em 24 deles a confiança é menor em janeiro deste ano do que em janeiro de 2021. Foram entrevistadas 2.244 empresas entre 3 e 14 de janeiro de 2022.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, na comparação com janeiro de 2019 e 2020, antes do início da crise sanitária todos os 29 setores da Indústria analisados registram menor confiança. Esse fato indica que a indústria ainda não recuperou o nível de otimismo observado nos anos pré-pandemia.

“A indústria teve uma atividade excepcionalmente forte em dezembro de 2020. Naquele ano, o consumo de produtos industriais aumentou, devido ao auxílio emergencial e ao fato de as pessoas, que não podiam consumir alguns tipos de serviços, passarem a comprar bens industriais. Esse fato não se repetiu em dezembro de 2021 e o persistente problema no mercado de insumos contaminou a confiança do empresário neste início de ano”, explica Azevedo.

O setor de produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal é o único que registra falta de confiança em relação à economia, com indicador de 47,9 pontos. O índice varia de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos, em que valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança.

Apesar do menor otimismo na maior parte dos setores, oito setores industriais registraram avanços de confiança em janeiro. As maiores altas foram nos setores veículos automotores, reboques e carrocerias (+2,2 pontos), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1,7 ponto) e móveis (+1,6 ponto). Veja, a seguir, os setores mais e menos confiantes.

Indústria ainda não recuperou o nível de otimismo dos anos pré-pandemia

Gartner prevê que gastos mundiais de TI crescerão 5,1% neste ano

Investimento em consultoria deve avançar 10%

A computação em nuvem será responsável por quase todo o crescimento de gastos de 11% no segmento de software corporativo em 2022

De acordo com a mais recente pesquisa do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, os gastos mundiais com TI devem totalizar US$ 4,5 trilhões em 2022, um aumento de 5,1% em relação ao ano passado. Apesar dos potenciais impactos do coronavírus com a variante Ômicron, as altas expectativas em torno da recuperação econômica e a expansão no mercado digital continuarão a impulsionar os investimentos em tecnologia.

“2022 é o ano em que o futuro retorna para o CIO”, crê John-David Lovelock, vice-presidente de pesquisa do Gartner. “Os diretores de TI agora estão em uma condição de ir além dos projetos críticos de curto prazo, como os que gerenciaram nos últimos dois anos, para se concentrarem em ações no longo prazo. Simultaneamente, as lacunas de habilidades da equipe, a inflação salarial e a guerra por talentos levarão os líderes da área de TI a confiarem mais em consultorias e empresas de serviços gerenciados para buscar suas estratégias digitais”, antevê.

O Gartner prevê que o segmento de serviços de TI – que inclui consultoria e serviços gerenciados – deverá ter o segundo maior crescimento de gastos em 2022, chegando a US$ 1,3 trilhão, o que representa um aumento de 7,9% em relação a 2021. Os gastos com consultoria de negócios e tecnologia, especificamente, devem crescer 10% em 2022. Até 2025, as organizações aumentarão sua dependência de consultores externos, à medida que a maior urgência e o ritmo acelerado das mudanças ampliam a lacuna entre as ambições de negócios digitais das organizações e seus recursos e capacidades internos, avaliam os analistas.

“Isso será particularmente visível com a Nuvem, pois ela serve como um elemento-chave para alcançar as ambições digitais e apoiar o trabalho híbrido”, observa Lovelock. Em 2020, pela primeira vez o mercado de software de aplicações corporativas em Nuvem foi maior do que o mercado sem Nuvem, devido em parte à pandemia de coronavírus. Até 2025, o Gartner espera que seja o dobro do tamanho do mercado fora do universo Cloud.

A computação em nuvem será responsável por quase todo o crescimento de gastos de 11% no segmento de software corporativo em 2022, com as organizações se concentrando em atualizar sua estrutura de aplicações para o modelo de software como serviço (SaaS), em busca de mais suporte à flexibilidade e agilidade contínuas.

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Investimento em consultoria deve avançar 10%

Grupo Emflotur tem plano de recuperação judicial aprovado

Empresa do sistema de transporte público de Florianópolis avança em sua reestruturação

O passivo foi negociado com os credores, que aceitaram percentual de deságio

Foi aprovado, na última semana, o plano de recuperação judicial do Grupo Emflotur. A proposta foi aceita por todas as classes de credores, reunidos em assembleia geral. Agora, o processo será encaminhado para homologação na Vara do Direito Empresarial de Florianópolis.

Com mais de 60 anos de atuação em Santa Catarina, a companhia é uma das operadoras do sistema de transporte coletivo na capital. Em outubro de 2020, a Justiça aceitou o pedido de recuperação solicitado pela empresa, afetada pela paralisação do transporte público durante a pandemia. Além disso, as atividades foram inviabilizadas pela ausência de reequilíbrio do contrato por parte da prefeitura. O passivo acumulado era de R$ 8,7 milhões.

“A aprovação do plano é uma vitória de todos os envolvidos para garantir a manutenção dos atuais colaboradores e quitar os débitos com os credores. Contamos agora com o poder público municipal, que precisa garantir seu compromisso com o setor. O que está ao nosso alcance tem sido efeito”, afirma Rafael Rocha, diretor da empresa e neto do fundador, Aldo Rocha.

“Os processos de recuperação judicial têm sido movimentos importantes para as transportadoras superarem a crise, que já vinha desde antes da pandemia, mas foi agravada pela Covid-19, impactando seriamente nos serviços. A aprovação do plano da Emflotur é mais um passo nessa retomada”, destaca o advogado Alexandre Vellinho, sócio do escritório Medeiros, Santos & Caprara Advogados, que vem conduzindo o processo. Agora, segundo Vellinho, a Emflotur poderá solucionar suas obrigações, sobretudo trabalhistas e com fornecedores. O passivo foi negociado com os credores, que aceitaram percentual de deságio, assim como alongamento das dívidas.

Fundada em 1952 pelo empresário Aldo Rocha, a então empresa Florianópolis operava exclusivamente na área continental, tendo como referência a linha do canto, que transportava passageiros até o centro da capital e vice-versa. Com o crescimento da demanda, surgiram as linhas Balneário, Aracy Vaz Calado e Bairro de Fátima, entre outras. Em 2005, foi uma das participantes da licitação do transporte municipal de passageiros em Florianópolis, integrando o Consórcio Fênix. Atualmente, opera com 30 veículos na capital e chegou a contar com 170 funcionários.

Empresa do sistema de transporte público de Florianópolis avança em sua reestruturação

Mercado financeiro eleva previsão de inflação para este ano

IPCA deve fechar 2022 em 5,15%

Na estimativa desta semana, o Focus indica a mesma variação do PIB registrada há sete dias, de 0,29%

Instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) estimam, em boletim divulgado nesta segunda-feira (24), que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, deve fechar 2022 em 5,15%. Há uma semana, a projeção do mercado era que a inflação terminasse o ano em 5,09%. Há quatro semanas, era 5,03%.

O boletim Focus reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na estimativa desta semana, o Focus indica a mesma variação do PIB registrada há sete dias, de 0,29%. Há quatro semanas, o mercado previa crescimento da economia brasileira de 0,42%.

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, também ficou estável em relação ao divulgado na semana passada: 11,75% ao ano. Há quatro semanas, a projeção era que a Selic fecharia 2022 em 11,5% ao ano. A taxa, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) está atualmente em 9,25% ao ano. Na próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 também se manteve igual ao projetado na semana passada: R$ 5,60.

Com Agência Brasil

IPCA deve fechar 2022 em 5,15%

Scale-Up da Endeavor está com inscrições abertas

Para 2022, o programa muda de formato e abre espaço para que empresas gaúchas interajam com organizações e mentores de todo o Brasil

Agora, a cada edição, cem negócios estarão conectados por estágio de maturidade, em vez de regiões de origem

A Endeavor está com inscrições abertas para o Scale-Up, jornada de aceleração de empresas que, a partir de 2022, será o único programa desenvolvido pela organização no país. Ele consolida as edições regionais em um formato nacional, voltado para verticais de mercado. Com duas edições anuais, ele vai selecionar scale-ups em todo o país, de setores de serviços para grandes empresas, fintechs, healthtechs, agrotechs e serviços para PMEs. O prazo para se inscrever vai até 31 de janeiro.

Agora, a cada edição, cem negócios estarão conectados por estágio de maturidade, em vez de regiões de origem — encontrando desafios e compatibilidades em comum. “Dessa forma, uma fintech do Nordeste pode ajudar a resolver o problema de outra fintech do Sul, porque ela enfrenta as mesmas situações do dia a dia”, diz Maria Musa, diretora de aceleração de negócios na Endeavor. Outra novidade é que a rede de grandes empresas parceiras do programa aumentará. Antes, eram até cinco corporações próximas às scale-ups por programa. Agora, o número chegará a 30.

O Scale-Up, que acelerou empresas de 15 estados brasileiros no ano passado, tem expectativa de ampliar a abrangência e também no crescimento da diversidade racial e de gênero na rede, contando com uma busca ativa por empresas fundadas ou co-fundadas por mulheres e pessoas pretas. Neste primeiro semestre, foram 240 empreendedores apoiados à frente de mais de 124 negócios, como Hashdex, Sami, Fleurity, Favo e Turbi. Juntas, as scale-ups aceleradas pretendem faturar R$ 3,4 bilhões até o final do ano e são responsáveis pela manutenção de mais de 11 mil empregos diretos.

No Rio Grande do Sul, o programa Scale-Up Endeavor acelerou 30 empresas nos dois últimos anos. Os dados consolidados do primeiro semestre deste ano mostram um crescimento médio de 90% entre as oito scale-ups aceleradas. A média de receita anual foi de R$ 22,8 milhões e o número de colaboradores é expressivo: 1.027.

A expectativa para o fechamento dos números do segundo semestre de 2021 é superar a marca de 2020. Foram nove empresas impulsionadas que juntas empregam mais de 750 pessoas e, como comparativo, faturaram mais de R$ 50 milhões no ano passado. Entre 2019 e 2020, a média de crescimento dessas empresas foi de 250%.

Novo formato
Com cinco meses de duração, a metodologia de aceleração promovida pela Endeavor ajuda as empreendedoras e empreendedores a enfrentarem os desafios da escala nas frentes de liderança e talento, estratégia de crescimento e acesso a capital, por meio de mentorias individuais, troca entre pares e com empresas parceiras.

“Liderar uma scale-up vem com desafios inéditos para as fundadoras e os fundadores à frente da empresa, como refletir sobre a estratégia, direcionar a organização neste caminho, escalar o time sem perder a cultura e gerir o caixa — garantindo capital necessário para continuar crescendo rápido. Durante a aceleração, oferecemos suporte nestes desafios por meio da nossa rede de mentoras e mentores e especialistas que já vivenciaram desafios semelhantes,” explica Vinicius Bergamini, gerente de aceleração de negócios da Endeavor.

Visando tornar o ecossistema empreendedor no Brasil mais equitativo e inclusivo, a Endeavor busca mulheres e pessoas negras à frente de scale-ups. A presença de empresas comandadas por fundadoras na aceleração tem crescido: passou de 18%, em 2020, para 28%, nos seis primeiros meses deste ano — percentuais bem acima dos 9,4% observados no ecossistema (de acordo com o Estudo Female Founders realizado em parceria com a Distrito e B2Mamy).

O objetivo é alcançar 40% de representatividade de gênero e raça em toda a rede Endeavor até 2025, multiplicando exemplos no ecossistema. Para isso, a organização realizou mudanças no processo seletivo do time e tem ampliado a diversidade entre mentoras e mentores. Além disso, está intensificando o relacionamento com outras organizações do ecossistema a fim de agir em conjunto, sendo uma delas a indicação de empreendedoras e pessoas negras para o programa Scale-Up.

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Para 2022, o programa muda de formato e abre espaço para que empresas gaúchas interajam com organizações e mentores de todo o Brasil

QuintoAndar dobra o número de imóveis anunciados em Porto Alegre

Em pouco mais de seis meses de operação no Sul, a imobiliária digital tem gerado cerca de 1.200 visitas mensais

“Ainda no primeiro semestre de atuação, expandimos para 119 bairros da região de Porto Alegre”, anuncia Arthur Malcom, diretor de operações de compra e venda do QuintoAndar

O QuintoAndar registrou um crescimento mensal de 56% no número de imóveis anunciados na plataforma na região de Porto Alegre desde o início da operação do negócio de compra e venda, há pouco mais de seis meses. De acordo com a empresa, também houve um crescimento de 40% no número de contratos fechados entre outubro de 2021 e janeiro de 2022, além de cerca de 1.200 visitas a imóveis realizadas todos os meses.A marca ainda não tem operação de compra e venda no Paraná e em Santa Catarina.

Segundo Arthur Malcom, diretor de operações de compra e venda do QuintoAndar, o crescimento é um reflexo de como o modelo do QuintoAndar vem mudando e facilitando a vida dos porto-alegrenses. “Ainda no primeiro semestre de atuação, expandimos para 119 bairros da região de Porto Alegre. Com isso com maior presença na cidade. Nosso objetivo agora é fechar mais parcerias locais para chegarmos em novos bairros de forma a facilitar a busca das pessoas pelos seus próprios imóveis ou a realização da venda”, comenta.

Ao todo, a operação do QuintoAndar na região contempla 61 bairros da cidade, 13 em Canoas, 22 em Novo Hamburgo e 23 em São Leopoldo. A expansão para o interior, segundo Malcom, será questão de tempo. “A capital Porto Alegre é a que mais se destaca nesse quesito. Esse é um movimento natural que observamos em todas as regiões que entramos: as capitais aderem primeiro ao produto e depois percebemos maior demanda no interior. Os resultados que temos até agora nos deixam muito animados e mostram que estamos no caminho certo”, declarou ao Portal AMANHÃ.

“Desde quando iniciamos a operação de locação no Sul do país, fomos muito bem recebidos. Isso contribuiu, inclusive, para que o Sul fosse a primeira região do país, fora do Sudeste, escolhida para receber o negócio de compra e venda do QuintoAndar”, emenda. “Ainda não estamos no Paraná com nosso produto de compra e venda. Por isso, ainda, não é possível fazer comparação de resultados entre os estados. Mas olhando para o negócio de locação, estamos muito satisfeitos com o desempenho do negócio na praça”, afirma.

Nova marca
O QuintoAndar apresentou uma nova identidade visual. As ilustrações da marca também foram atualizadas. Agora, elas seguem um estilo mais manual, tátil de traços e preenchimentos imperfeitos, cheios de diferentes texturas. A ideia é que a composição comunique que a diversidade das narrativas também acontece nos detalhes. O tradicional azul do QuintoAndar se somará a uma paleta de cores mais diversificada, com azul, amarelo, vermelho e outros tons terrosos. O novo design é assinado pelo Estúdio Porto Rocha, em um trabalho coordenado com o time de marketing da companhia.

Em uma campanha inédita, feita em parceria com a GUT, o QuintoAndar criará conexões falando sobre “Histórias para Morar”. A campanha estreará em TV aberta no dia 23 de janeiro e contará com a participação de artistas e celebridades aclamados pelo grande público. Ainda pensando em levar a marca para o grande público, o QuintoAndar será a primeira marca do segmento imobiliário parceira do programa Big Brother Brasil. A participação acontecerá a partir de março.

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Em pouco mais de seis meses de operação no Sul, a imobiliária digital tem gerado cerca de 1.200 visitas mensais

Dívidas do Simples poderão ser pagas ou renegociadas até 31 de março

Empresas do regime ganham dois meses para regularizarem débitos

Essa é a segunda medida tomada pelo governo para compensar o veto à lei que criaria um programa especial de renegociação para os contribuintes do Simples

Os negócios de pequeno porte e os microempreendedores individuais (MEI) ganharão mais dois meses para regularizarem os débitos com o Simples Nacional – regime especial de tributação para micro e pequenas empresas. O Comitê Gestor do programa aprovou o adiamento do prazo de 31 de janeiro para 31 de março.

A regularização dos débitos é necessária para os micro e pequenos empresários e os profissionais autônomos continuarem no Simples Nacional. Em nota, a Receita Federal, que integra o Comitê Gestor, informou que a medida tem como objetivo ajudar os negócios afetados pela pandemia de covid-19.

“Neste momento de retomada da economia, a deliberação do Comitê Gestor do Simples Nacional visa propiciar aos contribuintes do Simples Nacional o fôlego necessário para que se reestruturem, regularizem suas pendências e retomem o desenvolvimento econômico afetado devido à pandemia da Covid-19”, destacou o comunicado.

Apesar da prorrogação para o pagamento ou a renegociação de dívidas, o prazo de adesão ao Simples Nacional continua em 31 de janeiro. Segundo a Receita, essa data não pode ser prorrogada por estar estabelecida na Lei Complementar 123/2006, que criou o regime especial. Tradicionalmente, quem não pagou os débitos é retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro de cada ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências até essa data.

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (e-CAC), requerendo certificado digital ou código de acesso. O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Histórico
Essa é a segunda medida tomada pelo governo para compensar o veto à lei que criaria um programa especial de renegociação para os contribuintes do Simples. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional criou dois programas para renegociar débitos do Simples inscritos na dívida ativa, quando o contribuinte é negativado e passa a ser cobrado na Justiça.

No último dia 7, o presidente Jair Bolsonaro vetou a renegociação de dívidas com o Simples Nacional. Na ocasião, o presidente alegou falta de medida de compensação (elevação de impostos ou corte de gastos) exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal e a proibição de concessão ou de vantagens em ano eleitoral. O projeto vetado beneficiaria 16 milhões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais. A renegociação da dívida ativa abrangerá um público menor: 1,8 milhão de contribuintes, dos quais 1,6 milhão são micro e pequenas empresas e 160 mil são MEI.

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios. Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhe, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Com Agência Brasil

Empresas do regime ganham dois meses para regularizarem débitos

Muffato anuncia construção do Max Atacadista em Cianorte

Atacarejo previsto para o segundo semestre deve gerar mais de 300 novos empregos

Grupo investirá R$ 40 milhões no empreendimento

Na última quinta-feira (19), o Grupo Muffato anunciou a construção da primeira loja Max Atacadista em Cianorte, no Paraná. Com investimentos de mais de R$ 40 milhões e a oferta de 300 novos postos de trabalho, o atacarejo localizado na esquina das avenidas Leopoldina com Pará, no Centro Novo, terá 11 mil metros quadrados de área construída, mais de 400 vagas de estacionamento, galeria para lojas, quiosques e praça de alimentação para 40 pessoas.

“Estamos animados com a chegada do Grupo Muffato em Cianorte; uma cidade estratégica no estado e um importante polo atacadista no Sul do país”, comemora Ederson Muffato, um dos diretores do grupo, em nota.

O Max Atacadista pertence ao Grupo Muffato. São 80 lojas entre varejo (Super Muffato) e atacarejo (Max Atacadista), dentre outros serviços, com 19 mil colaboradores diretos e mais de 10 mil empregos indiretos. A rede atua em 31 cidades do Paraná e interior de São Paulo.

Atacarejo previsto para o segundo semestre deve gerar mais de 300 novos empregos

Matriz de risco aponta 13 regiões no nível alto em Santa Catarina

Outras quatro regionais se encontram no nível moderado

Os resultados refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 nas três primeiras semanas do ano

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (22) aponta 13 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e quatro no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, as regiões do Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que estavam classificadas no nível alto (amarelo), tiveram melhora nos indicadores e passaram a ser classificados no nível moderado (azul), juntando-se ao Alto Uruguai Catarinense.

Já o Vale do Itapocú, que estava no nível moderado (azul), teve piora na dimensão transmissibilidade, se juntando às regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense que se mantiveram no nível alto (amarelo).

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 nas três primeiras semanas do ano. Isso causa reflexos na dimensão transmissibilidade onde é monitorado o número de casos ativos notificados no período e a velocidade de transmissão. Neste sentido, houve um aumento de 41% no número de casos ativos registrados nesta sexta-feira, 21, totalizando 64.821 casos, quando comparado com o da sexta-feira passada, em que o número registrado era de 45.915.

Esse aumento provocou uma piora no cenário epidemiológico de todas as regiões, que foram classificadas no nível gravíssimo (vermelho). Chama atenção que o número de casos ativos é o maior registrado em toda a série histórica, em que o pico havia sido registrado em 22 de março de 2021, com 39.017 casos. Ainda de acordo com as projeções da SES, se mantidas as atuais taxas de transmissão, Santa Catarina poderá alcançar a marca de 80 mil casos novos até o final da próxima semana.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em relação ao boletim anterior, houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste e Oeste, que estavam classificados como nível alto (amarelo) e, se juntaram a região de Xanxerê, que se manteve no nível moderado (azul).

Também houve melhora na região Carbonífera, que estava classificada no nível grave (laranja) e passou a ser classificado como nível alto (amarelo), juntando-se às regiões Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu. Portanto, observa-se que mesmo com o aumento vertiginoso no número de casos ativos, não houve impacto direto na internação e mortalidade por Covid-19.

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que se mantêm em relação à semana anterior. Os dados da vacinação demonstram que no dia 21 de janeiro a cobertura da população acima dos 12 anos chegou a 86,4%. Com essa cobertura, observa-se que boa parte da população se encontra protegida contra formas graves da Covid-19, sendo possível superar tanto a onda de infecções provocadas pela variante Delta, durante o segundo semestre de 2021, quanto a onda de transmissão provocada pela variante Ômicron, a partir do início deste ano.

Já em relação à capacidade de atenção, que monitora a ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19, houve piora na classificação da região Meio Oeste, que na semana anterior estava como nível moderado, e passou a ser classificada como nível alto (amarelo), com taxa de ocupação de 37%, juntando-se às regiões da Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis e Laguna que mantiveram a classificação como nível alto (amarelo), com taxas de ocupação entre 20 a 39%.

Houve também piora na região Nordeste, que estava classificada como nível alto (amarelo), e passou a ser classificada como nível grave (laranja), com taxa de ocupação de 41%, juntamente com a região Oeste, que permaneceu classificado como nível grave (laranja), apresentando taxa de ocupação de 44%. As demais permaneceram como nível moderado, com ocupação abaixo de 20%.

Em nota o governo estadual afirma que Santa Catarina apresenta uma boa quantidade de UTIs disponíveis, tanto para atendimento de pacientes com Covid-19, como para tratamento de demais patologias, sem comprometer a realização de cirurgias eletivas. “Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade até o momento”, diz o comunicado.

A análise desta semana demonstra a manutenção do crescimento de casos ativos, que reflete no aumento da procura por atendimento em centros de saúde, unidades de atenção primária e centros de triagem em diversos municípios. Considera-se como elemento chave a elevada capacidade de transmissão da variante Ômicron, cuja transmissão comunitária foi detectada no final de 2021. Além da presença da variante Ômicron, o cenário epidemiológico apontado nessas primeiras três semanas de 2022 pode ser considerado como resultado das aglomerações ocorridas durante o período de Natal e Réveillon, e do relaxamento das medidas de prevenção.

A secretaria da saúde emitiu uma série de alertas às prefeituras com recomendações sobre a importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso universal de máscaras, manutenção do distanciamento físico, a preferência por ambientes ventilados e de evitar aglomerações. Também foram emitidos alertas sobre a importância de se respeitar as normas sanitárias, em especial, referente ao protocolo Evento Seguro, que prevê a participação de pessoas vacinadas ou testadas, mantendo o uso de máscaras durante a realização do mesmo. Felizmente as elevadas taxas de cobertura vacinal têm reduzido o risco de hospitalizações e óbitos, que se concentram no momento em pessoas que não completaram o ciclo vacinal, incluindo a dose de reforço.

O principal objetivo da matriz de risco adotada por Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Outras quatro regionais se encontram no nível moderado