Archives 2021

Evino anuncia aquisição da Grand Cru

As duas marcas projetam atingir faturamento de mais de R$ 700 milhões no ano

Da esquerda para direita: Alexandre Bratt, CEO da Grand Cru, Ari Gorenstein e Marcos Leal, co-fundadores da Evino

A Evino anunciou a aquisição da Grand Cru, maior importadora, distribuidora e varejista de vinhos premium na América Latina. Juntas, as duas empresas formarão o maior grupo varejista de vinhos importados de todo o País, com amplo portfólio e alta rentabilidade: as empresas combinadas devem faturar aproximadamente R$ 700 milhões neste ano. O valor da negociação não foi revelado. A intenção de aquisição deverá passar por aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Isso significa que além de expandir a atuação nacional, a aquisição da Grand Cru pela Evino ampliará a capilaridade de atendimento aos clientes B2C e B2B, on e off-line. “Identificamos uma complementaridade enorme entre os negócios da Evino e da Grand Cru. Percebemos que a combinação das empresas poderá trazer aos consumidores uma proposta de valor e experiência omnichannel única”, diz Ari Gorenstein, co-CEO da Evino.

Mesmo com a aquisição de 100% da Grand Cru por parte da Evino, a intenção é manter ambas as marcas, pois constituem modelos de negócios complementares, tanto em termos de portfólio, como em canais de expertise e segmentação de clientes. A expectativa é que dessa forma seja possível gerar sinergias operacionais, logísticas, assim como novas oportunidades de negócios, alinhados ao plano estratégico de crescimento das marcas, que seguem olhando para o mercado. Além disso, poderão oferecer produtos e serviços cada vez mais amplos e direcionados ao consumidor de vinhos no Brasil, seja ele expert ou iniciante.

A combinação dos empreendimentos trará mais oportunidades de negócios e fará acelerar ainda mais o desenvolvimento B2C e B2B. Atualmente, a Grand Cru conta com 110 lojas no país e, até o fim do ano, serão mais 17 novos pontos. A união das marcas irá fortalecer ainda mais todos os canais, reforçando o crescimento e ampliação no mercado.

“A complementaridade não está apenas na ótica de mercado e de produtos, mas também de forma interna. Hoje ambas as empresas têm times robustos e extremamente necessários para explorar na integralidade esse potencial que estamos gerando. Não é com redução de equipe que a tese de aproximação se sustenta, muito pelo contrário”, afirma Alexandre Bratt, CEO da Grand Cru.

Com a transação, a Grand Cru também deixa de fazer parte do portfólio do Aqua Capital, empresa de ações com investimentos nas áreas de alimentação e agronegócio. Desde 2015, em que esteve sob o controle da investidora, a Grand Cru aumentou a oferta de vinhos de excelente qualidade em cada faixa de preço que atua, fortalecendo sua presença nos diversos canais de vendas.

Expandiu sua abrangência geográfica com as lojas físicas (tanto próprias, como franquias), e-commerce e a plataforma de live streaming, transformando digitalmente a companhia para oferecer uma excelente experiência de compra para o consumidor de vinho, por meio de um omnichannel bem equilibrado.

Somado ao lançamento em abril deste ano da Evino Empresas, braço B2B da marca liderado pelo co-fundador da Evino Marcos Leal, a integração com a Grand Cru reforça os canais off-line para empresas de todos os portes e praças e ainda torna o grupo líder na importação de vinhos italianos, franceses e de espumantes de todas as origens.

As duas marcas projetam atingir faturamento de mais de R$ 700 milhões no ano

Confiança do comerciante cai pela segunda vez

Apesar da queda, indicador permanece na zona de satisfação pela quarta vez seguida

A tendência de baixa iniciada em setembro ressalta a menor confiança em relação à conjuntura no país

Após um período de fortes altas, entre junho e agosto, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou a segunda queda seguida. Ainda assim, a retração de 3,1% fez com que o indicador batesse 119,3 pontos, permanecendo na zona de satisfação (acima dos 100 pontos).

Na comparação com outubro de 2020, o índice registrou aumento de 15,6% o que, para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, no geral, mostra que os resultados negativos recentes não anularam o otimismo gerado este ano. No entanto, Tadros observa que, depois de resultados positivos, a tendência de baixa iniciada em setembro ressalta a menor confiança em relação à conjuntura no país.

“Entre os fatores que provavelmente constituíram a taxa do Icec em outubro, é possível considerar a inflação gerada no processo de recuperação das economias desde o ano passado; o destravamento das medidas contra a Covid-19; os efeitos do câmbio, das commodities e da escassez de chuvas”, avalia o presidente da CNC.

Todos os componentes do Icec apresentaram retração – Condições Atuais (-4,5%), Expectativas (-3,1%) e Intenção de Investimentos (-2%) -, fenômeno que aconteceu pela última vez em abril deste ano quando o índice despencou 6,4%.

Com a maior variação entre os componentes, Condições Atuais da Economia apresentou queda de 9%, o que na percepção do economista da CNC Antonio Everton é reflexo das principais queixas e evidência das condições macroeconômicas desfavoráveis para os empresários.

“A possibilidade do encerramento da transferência do auxílio emergencial, o aumento do endividamento das famílias e a alta dos custos são apenas alguns dos fatores que podemos listar. O cenário atual é de aumento de preços, ocasionando desequilíbrios entre oferta e demanda e pressões para formação de preços maiores, complicando a decisão dos preços finais “, observa o economista da CNC.

Com a retração de 3,1%, o subíndice Condições Atuais acabou situando-se na zona neutra, exatamente com 100 pontos, apontando relativa indiferença. Já o subíndice Intenções de Investimento mostrou cenário semelhante, registrando 105,3 pontos, enquanto o de Expectativas do Empresário do Comércio se destacou com 152,4 pontos, sugerindo otimismo no fim do ano.

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Apesar da queda, indicador permanece na zona de satisfação pela quarta vez seguida

Mercado prevê que taxa básica de juros feche o ano em 8,75%

Expectativa é que o Copom eleve a Selic esta semana para 7,5%

A taxa de juros está no nível mais alto desde julho de 2019, quando estava em 6,5% ao ano

Diante do aumento da inflação, a expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, a Selic, encerre 2021 em 8,75% ao ano. Na semana passada, a estimativa era de 8,25%, de acordo com o boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. A Selic está estabelecida atualmente em 6,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Nesta semana, o colegiado se reúne novamente e deve repetir os aumentos promovidos nos últimos cinco encontros.

A taxa está no nível mais alto desde julho de 2019, quando estava em 6,5% ao ano. De março a junho, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Agora, o mercado espera uma elevação maior, de 1,25 ponto, para que a taxa suba a 7,5% ao ano nessa reunião.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia.

Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

A previsão das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu de 8,69% para 8,96%. É a 29ª elevação consecutiva na projeção.

A previsão para este ano está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Puxada pelo aumento dos preços de energia elétrica e combustíveis, em setembro, a inflação chegou a 1,16%, o maior para o mês de setembro desde 1994, quando foi de 1,53%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o índice está em 10,25%, acima dos 9,68% registrados nos 12 meses anteriores. Este ano, a inflação já acumula uma alta de 6,9%.

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia caiu de 5,01% para 4,97% este ano. A expectativa para a cotação do dólar subiu para R$ 5,45 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana se mantenha nesse mesmo patamar.

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Com Agência Brasil

Expectativa é que o Copom eleve a Selic esta semana para 7,5%

Petrobras anuncia novo aumento da gasolina e do diesel

Reajuste nas refinarias passa a valer nesta terça-feira

A Petrobras justifica que os reajustes no preço garantem que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (25) que vai reajustar os preços da gasolina e do diesel em suas refinarias a partir de terça-feira (26). O litro da gasolina vendido pela empresa às distribuidoras passará de R$ 2,98 para R$ 3,19, o que representa um aumento de R$ 0,21 ou de cerca de 7%.

A Petrobras afirma que a parcela da gasolina vendida nas refinarias no preço final do produto encontrado nos postos chegará a R$ 2,33, com um aumento de R$ 0,15. A variação é menor que os R$ 0,21 de reajuste nas refinarias porque a gasolina tem uma mistura obrigatória de 27% de etanol anidro.

Já o litro do diesel passará a ser vendido por R$ 3,34 nas refinarias da Petrobras, o que representa um aumento de cerca de 9% sobre o preço médio atual, de R$ 3,06. No caso do diesel, a Petrobras calcula que o impacto para o consumidor final seja um aumento de R$ 0,24, porque o diesel vendido nos postos tem uma mistura obrigatória de 12% de biodiesel. A Petrobras justifica que os reajustes no preço garantem que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento.

“O alinhamento de preços ao mercado internacional se mostra especialmente relevante no momento que vivenciamos, com a demanda atípica recebida pela Petrobras para o mês de novembro de 2021. Os ajustes refletem também parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio”, afirma a estatal em nota.

Com Agência Brasil

Reajuste nas refinarias passa a valer nesta terça-feira

CGT Eletrosul vai expandir complexo eólico no Rio Grande do Sul

Parque Eólico Coxilha Negra será implantado na região de Sant’Ana do Livramento

A CGT Eletrosul aplicou mais de R$ 1 bilhão na implantação de empreendimentos eólicos no Rio Grande do Sul

A CGT Eletrosul prossegue investindo na região de Sant’Ana do Livramento, na Campanha Gaúcha. Com seu programa de investimentos em geração eólica, a empresa foi uma das protagonistas na consolidação de uma matriz energética ainda mais diversificada no Brasil. Na produção de energia a partir dos ventos, a companhia está entre as principais investidoras no Sul do país. Somente no Rio Grande do Sul, a CGT Eletrosul aplicou mais de R$ 1 bilhão na implantação de empreendimentos eólicos.

O Complexo Cerro Chato é prova disso – foram anos de pesquisas, medições de vento e mapeamentos, investimentos em tecnologia e na formação de pessoas. Atualmente, de propriedade exclusiva da CGT Eletrosul, são seis parques eólicos, com 69 aerogeradores em plena operação e 138 MW de potência instalada, o suficiente para atender ao consumo de uma cidade com 780 mil habitantes.

Agora, a CGT Eletrosul promove a continuidade de sua política de investimentos no município de Sant’Ana do Livramento. E amplia a geração eólica da região, por meio da implantação do Parque Coxilha Negra, que será instalado em áreas limítrofes às unidades já existentes.

Em outubro foi aprovado pela governança da companhia o investimento para a implantação do Parque Eólico Coxilha Negra, com aproximadamente 302 MW de potência instalada. As obras devem começar até o final do primeiro semestre do próximo ano.

Estima-se a criação de 310 empregos diretos e cerca de 150 indiretos, movimentando de forma significativa a economia local. Já o início da operação do empreendimento está previsto para ocorrer até o final do ano de 2024.

O sistema de conexão do Parque Coxilha Negra será composto por duas subestações coletoras. Para a implementação, está prevista a construção de novos acessos internos, além da melhoria daqueles já existentes.

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Parque Eólico Coxilha Negra será implantado na região de Sant’Ana do Livramento

Até tu, precatório!

A quitação da dívida oriunda de decisão judicial em relação aos débitos públicos está prevista na Constituição

O montante total devido pela União em precatórios é atualmente de mais de R$ 180 bilhões

A sanha populista com a qual o atual governo, dilacerado pelo acúmulo de crises, fez com que se soltassem as amarras liberais defendidas durante a campanha eleitoral. Na onda oposicionista aos partidos de esquerda, igualmente esfacelados por acusações corrupção, o então candidato apresentou seu prócer de Chicago. O nome suficientemente capaz de trazer para o barco os envergonhados de se assumirem eleitores de um (des)conhecido e folclórico congressista.

A justificativa estava posta. A matemática “lógica e racional” que levou da candidatura à eleição o atual governo tinha então o seu oráculo, sua paragem, ou “posto de indagações” – local conhecido por esclarecer todas as dúvidas.

O caos instalado no Brasil da pandemia e de falta de políticas públicas eficientes revela a verdadeira face da política. Afinal, é política, não sabiam? E o chamado prestidigitador da economia se despe de sua tecnicalidade e assume a vertente do poder. A todo o custo.

A ajuda aos necessitados neste momento é, sem sombra de dúvida, o imperativo de qualquer governo. A questão duvidosa está na forma, na ausência de planejamento, ou como querem os especialistas, de um eixo político-econômico apto a dar conta das necessidades de um país em frangalhos.

Diante desse cenário, vislumbra-se, o oposto do prometido. A fuga de capital, o aumento de preços e a famigerada inflação. O pobre, no final das contas, é quem paga o pato. Como costuma acontecer.

A boia para os desvalidos são os programas de auxílio revigorados, ao preço de um drible fiscal que atinge na outra ponta aqueles que esperam receber os precatórios – créditos devidos pela União em decorrência de ações judiciais. O governo mira esse caixa, já depauperado e insuficiente, para subsidiar as suas contas mal geridas.

A quitação da dívida oriunda de decisão judicial em relação aos débitos públicos está prevista na Constituição Federal. O montante total devido pela União é atualmente de mais de R$ 180 bilhões. A proposta de emenda constitucional, a PEC dos Precatórios, de autoria do deputado Hugo Motta do Republicanos, pretende tirar cerca de R$ 40 bilhões do orçamento direcionado ao pagamento dessas dívidas previstas para 2022. É metade do valor dotado.

A manobra representa a quebra do regime fiscal imposto no governo anterior e que foi defendida com unhas e dentes até ontem pelo atual mandatário e seu ministro encarregado pela pasta fazendária.

Os desavisados já começam a pular dessa nau, sem proa nem popa.

Se a situação dos credores é precária, se anseiam pelo pagamento do que lhes é devido, após uma longa e demorada espera processual, se a Justiça é difícil, ex nihilo nihil fit, do nada é que não vira nada mesmo, como teria dito Parmênides.

A quitação da dívida oriunda de decisão judicial em relação aos débitos públicos está prevista na Constituição

Santa Catarina não apresenta nenhuma região no risco gravíssimo

Matriz aponta 13 regiões no nível alto e quatro no moderado

O aumento na cobertura vacinal permanece sendo um fator essencial na melhora dos indicadores da matriz de risco em todas as regiões

Pela terceira semana consecutiva, Santa Catarina não apresenta nenhuma região no risco gravíssimo (cor vermelha) ou grave (cor laranja) para a Covid-19. A matriz de risco potencial regionalizado divulgada no sábado (23) aponta 13 regiões como risco potencial alto (cor amarela) e quatro como risco potencial moderado (cor azul).

As regiões do Alto Vale do Itajaí e Oeste, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como nível moderado, juntamente com as regionais Alto Vale do Itajaí e Alto Vale do Rio do Peixe que se mantiveram no nível moderado (azul). Já a Região do Alto Uruguai Catarinense, que na semana anterior estava classificada como nível moderado (azul), passou a ser classificado como nível alto (amarelo).

As localidades em risco alto são Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê.

Matriz passa por adequações
Três parâmetros da matriz de avaliação de risco potencial regionalizado passaram por ajustes de forma a refletir melhor a situação do Estado: cálculo de casos infectantes, cobertura vacinal e capacidade de atenção. Em relação ao cálculo de casos infectantes, passou-se a utilizar um modelo auto regressivo integrado de médias móveis (Arima) amplamente utilizados na análise de séries temporais. Com esse modelo, foi possível obter um melhor ajuste para o cenário epidemiológico, sendo mais apropriado para o atual momento da pandemia de Covid-19 no estado.

Para o cálculo da cobertura vacinal, foi utilizado o total de doses (segunda dose e dose única) aplicadas em relação a população de 12 anos ou mais residente em cada uma das regionais, o que representa a cobertura vacinal completa desta população. Considerando o avanço na vacinação, os parâmetros que determinam o nível de gravidade foram revistos, sendo que cobertura abaixo de 60% é considerado gravíssimo, entre 60% e 70% é considerado grave, de 70% a 80% é considerado alto e acima de 80% é considerado moderado. Com isso, busca-se incentivar que os municípios promovam ações para ampliar a cobertura vacinal completa de sua população, contribuindo assim para um maior recrudescimento da pandemia.

Por fim, houve uma mudança no cálculo da capacidade de atenção. Considerando que várias regiões estão com um número de leitos de UTI Adulto cada vez menos ocupados com pessoas em tratamento de Covid-19, já é possível retomar a realização de cirurgias eletivas que demanda um período menor de utilização de leitos de UTI. Com isso, busca-se monitorar o total de leitos de UTI-Covid adulto ocupados em relação ao total de leitos de UTI disponíveis em todo o território catarinense.

Considera-se como gravíssimo uma ocupação acima de 60% dos leitos disponíveis, como grave uma ocupação entre 40% e 60%, alto uma ocupação de 20% a 40% e moderado uma ocupação abaixo de 20%. Com isso, nove regiões apresentam uma ocupação abaixo de 20% estando em nível moderado (Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste e Serra Catarinense), seis estão com ocupação de 20% a 40% permanecendo em nível alto (Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Oeste, Planalto Norte e Vale do Itapocu) e duas regiões apresentam ocupação de 40% a 60% estando em nível grave (Nordeste e Xanxerê). Nenhuma região se apresenta em nível gravíssimo.

O aumento na cobertura vacinal em Santa Catarina permanece sendo um fator essencial na melhora dos indicadores da matriz de risco em todas as regiões. Já foram aplicadas mais de 9,6 milhões de doses de vacina, das quais, 3,97 milhões já receberam a segunda dose ou dose única, estando completamente imunizados (54,8% da população total). Além disso, 172.821 idosos e trabalhadores de saúde já receberam a dose de reforço e 9.393 pessoas com imunossupressão grave receberam doses adicionais.

Esses resultados devem ser observados com muita cautela, pois o número de casos ativos, embora tenha sofrido uma leve redução em relação à semana anterior, passando para 6.026, ainda se apresenta elevado. Para reduzir ainda mais o risco de transmissão de Covid-19 em Santa Catarina é necessário o avanço da vacinação, principalmente com a aplicação da segunda dose para todas as pessoas acima de 12 anos, além da aplicação da dose de reforço para idosos e trabalhadores de saúde, mantendo-se as medidas de prevenção que envolvem uso de máscaras, distanciamento, buscar ambientes ao ar livre e com ventilação natural e evitar aglomerações.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Matriz aponta 13 regiões no nível alto e quatro no moderado

Colnago assumirá secretaria de Tesouro e Orçamento

Ele substituirá Bruno Funchal

Colnago já foi ministro do Planejamento entre abril e dezembro de 2018

O ex-ministro do Planejamento Esteves Colnago assumirá o comando da secretaria especial de Tesouro e Orçamento da pasta. A nomeação foi confirmada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Colnago substituirá Bruno Funchal, que pediu exoneração na quinta-feira (21) alegando motivos pessoais.

A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração, assim como o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. Recentemente, Funchal e Bittencourt haviam se manifestado contrários a quaisquer medidas que flexibilizem o teto federal de gastos, seja para renovar o auxílio emergencial, seja para ampliar o Bolsa Família e criar o Auxílio Brasil.

Assessor especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Colnago foi ministro do planejamento entre abril e dezembro de 2018, no final do governo Michel Temer. De maio de 2016 a abril de 2018, foi secretário-executivo do Planejamento, durante a gestão do ex-ministro Dyogo Oliveira.

Com Agência Brasil

Ele substituirá Bruno Funchal

Fiesc reconhece industriais com a Ordem do Mérito Industrial

Vicente Donini, do Grupo Marisol, recebeu a comenda nacional

Criada em 2000, a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina reconhece, anualmente, personalidades ou organizações que tenham contribuído para o desenvolvimento da indústria

A Federação das Indústrias (Fiesc) entregou a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina dos anos de 2020 e 2021, durante solenidade, na manhã desta sexta-feira (22), em Florianópolis. Foram homenageados os industriais: Fernando Cestari de Rizzo (Tupy, de Joinville), Gelson Dalla Costa (Apti Alimentos, de Chapecó), Júlio André Ruas Tedesco (in memoriam – Grupo Tedesco, de Balneário Camboriú), Sirivaldo José Barbieri (Pioneiro Baterias, de Treze Tílias), Salézio José Martins (Grupo Kyly, de Pomerode), Ricardo Minatto Brandão (Brametal, de Criciúma), além de Vicente Donini, do Grupo Marisol, de Jaraguá do Sul, que recebeu a comenda nacional, da CNI. O diretor da Fiação São Bento, Horst Maul, recebeu uma homenagem especial pelos 76 anos dedicados à indústria. A cerimônia contou com a presença de lideranças industriais e políticas do estado. Criada em 2000, a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina reconhece, anualmente, personalidades ou organizações que tenham contribuído para o desenvolvimento da indústria.

Em seu discurso, o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, disse que os homenageados são exemplos incontestáveis do diferencial cultural do empresário catarinense. “Foi assim que Santa Catarina criou as bases que sustentam uma indústria pujante que, por sua vez, explica a nossa economia equilibrada, com tantos indicadores acima da média nacional, como emprego, crescimento, longevidade, entre outros”, afirmou.

Ele também chamou a atenção para os impactos do Custo Brasil na economia. “O excesso de burocracia e a complexidade de nossa legislação elevam o custo das empresas, que precisam manter grandes estruturas apenas para atender as obrigações normativas. São inúmeros funcionários dedicados a atividades que não geram valor, agregando custos e reduzindo a nossa competitividade”, declarou. Aguiar destacou a importância da criação de uma política industrial para o setor que permita um crescimento sustentado e contínuo. “Reforço o convite a todos os industriais que me ouvem neste momento: vamos, juntos, fortalecer este trabalho. Senhor governador e senhora coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense, contamos, como sempre, também com o empenho de vocês”, conclamou.

O empresário Vicente Donini disse que os industriais catarinenses não esmorecem. “Não tememos os desafios que os mercados nos impõe. Apenas clamamos por um ambiente de negócios menos hostil, formal e com total equidade de tratamento fiscal. O ambiente de negócios requer de nossos governantes mais assertividade em suas ações, maior harmonia entre os poderes constituídos, menos letargia e extremismos”, declarou, ressaltando que é preciso resiliência e determinação para enfrentar os grandes desafios que 2022 prenuncia.

Ao falar em nome dos homenageados com a comenda estadual, Fernando de Rizzo destacou a ousadia, o pioneirismo e a liderança dos fundadores da Tupy, e destacou o trabalho visionário de Hans Dieter Schmidt. “Determinação, dedicação à pesquisa e ao desenvolvimento, inovação, trabalho duro e preocupação com o desenvolvimento das pessoas fazem parte da nossa cultura. E a cultura da Tupy espelha também a cultura catarinense”, afirmou. Ele também ressaltou que não são poucos os desafios para se ter uma indústria forte no Brasil. “E não existe indústria forte sem energia barata e abundante, sem infraestrutura, sem acesso a equipamentos e sem impostos simplificados, justos e compatíveis. A forte indústria que temos em Santa Catarina exporta muita tecnologia, produtos de qualidade e conhecimento, mas exporta também impostos”, alertou.

Conheça história dos homenageados

Fernando Cestari de Rizzo: é CEO da Tupy, multinacional brasileira do segmento de metalurgia, sediada em Joinville. É formado em Engenharia Mecânica pela FAAP, com MBA na Indiana University e especializações na FVG e Stanford School of Business. O executivo iniciou sua carreira na Companhia como estagiário, liderou áreas como a Engenharia, Planejamento, Marketing, Vendas e Manufatura. Em 2004, tornou-se vice-presidente da área de Vendas e Marketing. Em 2012, passou a vice-presidente da Unidade de negócios automotivos, responsável pela maior parte do faturamento da Empresa. Com cerca de 30 anos de carreira, tem amplo conhecimento sobre o negócio e teve contato com toda a cadeia de valor da Tupy. Sob sua gestão, em 2021, foi concluído o acordo para a aquisição das operações de componentes estruturais em ferro fundido do Brasil e de Portugal da Teksid, subsidiária integral da Stellantis. Além de Joinville, a Companhia tem unidades no México e em Mauá (SP), além de escritórios nos Estados Unidos e Alemanha.

Gelson Dalla Costa: Natural de Quilombo, Gelson Dalla Costa é filho de agricultores e saiu de casa aos 15 anos para estudar. Formou-se técnico em agropecuária e iniciou sua carreira profissional na Aurora Alimentos, empresa na qual trabalhou até 1985 quando fundou a Apti Alimentos, em Chapecó, junto com os sócios Hugo Biehl, Crusvaldino Mezalira e Adair da Silva (in memorian). Hoje a companhia emprega 600 profissionais, tem faturamento anual superior a R$ 450 milhões e atua no Brasil e no Mercosul. A Apti, que também tem uma planta em Araras-SP, fabrica produtos como achocolatados, refrescos e sobremesas. Gelson também é vice-presidente do Sindialimentos, foi vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e presidiu o conselho deliberativo da Associação Chapecoense de Futebol. Tem um reconhecido trabalho voluntário na comunidade. Desde 2005 ele integra a direção da Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, entidade filantrópica que administra os hospitais Regional do Oeste e da Criança, ambos em Chapecó, e o Nossa Senhora da Saúde, de Coronel Freitas. É presidente do conselho delegado de administração do hospital regional e presidente do conselho deliberativo da ACIC.

Júlio André Ruas Tedesco (in memoriam): nascido em Caçador em 1948, Júlio André Ruas Tedesco mudou-se para Porto Alegre em 1962, cidade em que cursou o segundo grau e, posteriormente, formou-se em administração de empresas na Unisinos, em São Leopoldo. Ele passou a atuar nas empresas da família em 1962, tornando-se administrador do grupo em 1975, assumindo a presidência três anos depois, com o falecimento do pai, Normando. A família Tedesco deu início aos negócios em Caçador na década de 1930. Atualmente, possui unidades de negócios nas cidades de Caçador (divisão de celulose e papel e divisão de sacos industriais, reflorestamento e fazendas) e em Canoas (divisão de embalagens de papelão ondulado). A empresa possui produção própria de energia elétrica em quatro usinas hidrelétricas situadas nos municípios de Caçador e de Irineópolis (SC). Em Balneário Camboriú, os negócios incluem a Tedesco Marina Garden Plaza, o Parque Unipraias Camboriú, o Barco Pirata, a Tedesco Marina e o Atracadouro Barra Sul, responsável pela recepção de navios de cruzeiro. No total, o grupo emprega mais de 2,6 mil colaboradores. Júlio também presidiu por dois mandatos SINPASUL e foi conselheiro do SINPESC. Júlio faleceu aos 73 anos, no dia 19 de fevereiro de 2021, em Porto Alegre.

Sirivaldo José Barbieri: nascido em 1960, Sirivaldo passou a infância no interior de Treze Tílias. Mudou-se para a cidade em 1978 quando começou a trabalhar num posto de combustível como frentista, lavador e borracheiro chegando à gerência. Mas sua história no empreendedorismo se iniciou em 1988 quando alugou três postos de combustíveis no Paraná. Em 1993, ele retornou para Treze Tílias e assumiu a direção da empresa da família, a Pioneiro Baterias, que começou de forma curiosa: um dos irmãos Barbieri trocou um carro Opala 1979 por uma oficina de reforma de acumuladores elétricos. Como a oficina fabricava 150 baterias por mês e não conseguia vender toda a produção na cidade, começou a expandir o negócio para Videira e Tangará. E assim foi crescendo e ganhando mercado. Hoje, a Pioneiro, nome que homenageia os pioneiros austríacos que colonizaram Treze Tílias, e vende para o Brasil e países da América Latina. Atualmente, o Grupo Pioneiro Industrial é composto pela Baterias Pioneiro (produz acumuladores elétricos), Pioneiro Ecometais (produz ligas de chumbo a partir da reciclagem de baterias), Pioneiro Escapamentos (produz sistemas de exaustão), Pioneiro Pirólise (planta de reciclagem de pneus) e Dos Alpes Alimentos (dona das marcas Incotril e Tempero do Sul). Sirivaldo e a família também têm forte atuação nas questões comunitárias da região, por meio do Rotary Club e do Consulado Austríaco de Treze Tílias.

Ricardo Minatto Brandão: O engenheiro civil Ricardo Minatto Brandão é presidente do conselho de administração da Brametal, indústria fundada por seu pai, Ayrton de Mattos Brandão. Hoje, a empresa é líder na América Latina na fabricação de estruturas metálicas para os segmentos de geração e transmissão de energia elétrica, solar e eólica, além de torres de telecomunicações. A companhia, sediada em Criciúma, tem unidades em Linhares (ES) e Sabará (MG) e emprega cerca de 2 mil profissionais. No início da carreira, Ricardo trabalhou na Eletrosul e, na sequência, atuou em obras ligadas à construção civil em empresas como a Cônsul (Joinville), Buddemeyer (São Bento do Sul), no Porto Pesqueiro de Guarujá, em São Paulo, entre tantas outras em diversas cidades catarinenses. Tornou-se diretor-presidente da Brametal em 1990, década em que a empresa implementou o sistema de gestão da qualidade para atender o sistema Eletrobras, ingressou no mercado de torres de telecomunicações e fez a primeira exportação para o Chile, ação que marcou a entrada da indústria no mercado internacional. Nos anos 2000, a empresa ampliou a presença para outros países, expandiu a capacidade produtiva das fábricas, montou operações no Espírito Santo e em Minas Gerais e investiu em pesquisa, desenvolvimento e em novos produtos. No campo social, a Brametal apoia iniciativas nas regiões onde têm unidades produtivas.

Salézio José Martins: é fundador do Grupo Kyly, de Pomerode, companhia do segmento têxtil que emprega mais de 2 mil profissionais. Salézio nasceu em 1949 numa comunidade que hoje pertence a Major Gercino. É o segundo filho de uma família de 13 irmãos. Passou parte da infância em Presidente Nereu, estudou em seminários em Rio dos Cedros e Ascurra. Em 1968 desistiu do seminário, começou a cursar direito em Rio do Sul e em paralelo dava aulas de língua portuguesa num colégio. Na década de 1970, ele mudou de curso e foi fazer letras, em Blumenau, cidade na qual trabalhou com o revisor no Jornal de Santa Catarina e redator das páginas de esportes do periódico. Depois editou programas esportivos na TV Coligadas, hoje NSC, e foi assessor de imprensa da coordenadoria regional de educação. Já na década de 1980, para complementar a renda, Salézio adquiriu dois teares usados da Cia Hering. Sua esposa, Claudete, tinha habilidades em costura e começou a produzir malha de algodão. A Kyly foi fundada em 1985, na garagem da casa da família, em Blumenau, e fornecia para pequenas confecções. Aos poucos cresceu, ganhou mercado e então Salézio mudou a empresa para Pomerode, em 1987, num galpão de 540 m². Já na década de 1990, a empresa chegou num momento em que precisava se reinventar. Como a filha mais velha, Taciane, gostava de criar coleções infantis, a empresa decidiu investir neste mercado. Além da marca Kyly, o grupo é dono das marcas Milon, Amora, Lemon e Nanai, que estão disponíveis em mais de 10 mil lojas multimarcas e são exportadas para mais de 30 países.

Vicente Donini: natural de Joinville, Vicente Donini fez da Marisol uma das maiores empresas do mercado de moda infantil com unidades industriais em Santa Catarina e no Ceará, nas quais emprega cerca de 2,4 mil colaboradores. Em 2008, Donini passou a fazer parte do Conselho de Administração da companhia e já recebeu mais de 30 premiações e reconhecimentos públicos e privados. Nas áreas de educação e cultura, tem prestado significativas contribuições. O industrial também se dedica à produção de vinhos de altitude, como proprietário da Casa Vivalti, em São Joaquim.

Vicente Donini, do Grupo Marisol, recebeu a comenda nacional

Compass arremata Sulgás por R$ 927,7 milhões

A estatal é um dos ativos do setor com maior potencial de crescimento

Sulgás administra uma rede de 1,3 mil quilômetros de gasodutos

O governo vendeu a fatia de 51% da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) nesta sexta-feira (22) pelo preço mínimo de R$ 927, 7 milhões. A Compass Gas e Energia arrematou o ativo e foi a única a apresentar proposta. Para Fábio Abrahão, diretor de concessões e privatizações do BNDES, o fato de ter uma única empresa interessada no leilão não é algo preocupante. “Esse é o primeiro movimento no setor depois de vinte anos. Dentro de dois a três anos veremos esse segmento alcançar a mesma maturidade daqueles de rodovias ou saneamento. Estamos testemunhando o nascimento de um setor muito dinâmico”, opinou.

“Buscamos com essa aquisição ter, de um lado, o aprendizado na gestão da Comgás [Companhia de Gás de São Paulo] e o aprendizado que a Sulgás tem, para que possamos fazer desta soma um vetor do crescimento de infraestrutura para o insumo no Rio Grande do Sul”, declarou Nelson Gomes, CEO da Compass, em seu discurso. A Sulgás é considerada um ativo interessante, por atuar em uma área de concessão industrializada. A estatal é um dos ativos do setor com maior potencial de crescimento.

A Sulgás administra uma rede de 1,3 mil quilômetros de gasodutos de distribuição e atende a mais de 64 mil clientes. A área de concessão da distribuidora possui atualmente uma demanda reprimida de 1,5 milhão de metros cúbicos diários no segmento não termelétrico. O Gasbol, gasoduto que abastece o Rio Grande do Sul, opera hoje com uma capacidade de entrega limitada ao estado, de 2,5 milhões de metros cúbicos diários.

Gomes ressaltou que a companhia lutará para que exista diversidade de oferta de gás não apenas no Rio Grande do Sul, assim como em todo o Brasil. Ele também adiantou que nos próximos meses a Compass concretizará um plano envolvendo aportes na Sulgás. Gomes citou como exemplo o investimento feito pela empresa no estado de São Paulo onde a companhia constrói cerca de 1 mil quilômetros de redes de distribuição conectando mais de 100 mil clientes todo ano.

O governo estadual leiloou outros ativos neste ano. A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) passou oficialmente a ser administrada pelo Grupo Equatorial em julho. Já a CPFL Energia venceu o leilão de privatização do controle da Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T) em julho. A proposta ofertada foi de R$ 2,6 bilhões. Os próximos leilões envolverão o braço de geração de energia da CEEE e da Vero, subsidiária de cartões do Banrisul, além do IPO da Corsan.

A estatal é um dos ativos do setor com maior potencial de crescimento

Paranaense Ademicon abre quarta loja no Rio Grande do Sul

Canoas foi escolhida pela forte atividade econômica industrial

A empresa paranaense comercializou mais de R$ 205 milhões em créditos no estado até setembro

A administradora independente de consórcio Ademicon acaba de abrir sua primeira unidade de negócios em Canoas, passando a contar com cinco pontos de venda no Rio Grande do Sul.A abertura da loja na cidade faz parte da estratégia da empresa paranaense de ampliar sua atuação nacional, e o Rio Grande do Sul é um dos estados-chave desse plano. De janeiro a setembro deste ano, a empresa comercializou mais de R$ 205 milhões em créditos no estado, 26,3% a mais que no mesmo período do ano passado.

“Acreditamos que o consórcio tem potencial em todas as regiões, pois é um produto para diferentes públicos e que pode ajudar a mudar a vida de muitas famílias e empresas, seja pelo planejamento financeiro, com a aquisição de imóveis, veículos (leves e pesados) e serviços, ou como uma forma de investimento”, afirma Alexandre Blasi, diretor de marketing, rede e expansão da Ademicon.

Um dos motivos que levaram a licenciada Lizandra Claus a escolher Canoas para abrir sua quinta unidade da Ademicon foi o PIB da cidade, o terceiro maior do estado de acordo com o IBGE.”Além disso, a cidade tem uma característica industrial marcante e o comércio vem crescendo de uma maneira forte nos últimos anos, o que nos traz perspectivas muito boas de atuação”, explica Lizandra, que também administra a loja Ademicon de Porto Alegre, inaugurada em 2020, e outras três unidades em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, além de Canoas e Porto Alegre, a Ademicon possui unidades em Caxias do Sul e Pelotas.

Canoas foi escolhida pela forte atividade econômica industrial

Falta de insumos e custo de energia prejudicam indústria

Sondagem revela que terceiro trimestre foi marcado por uma forte pressão nos custos

Diante dos problemas com insumo e energia, a percepção sobre condições financeiras das empresas piorou no trimestre

A falta ou alto custo das matérias-primas completou cinco trimestres consecutivos no topo do ranking de principais problemas enfrentados pela Indústria. De acordo com a Sondagem Industrial, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62,4% das indústrias ainda enfrentam problemas com insumos. Além disso, o alto custo de energia apareceu como um importante problema enfrento pelas indústrias entre julho e setembro deste ano. Foram consultadas 1.954 empresas entre 1º e 15 de outubro.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o problema dos insumos tem sido bastante significativo. “A alta dos preços de uma série de insumos ainda é bastante severa e generalizada e ainda há situações de escassez, atraso ou mesmo falta de insumos. Tudo isso afeta a produção. Percebemos uma desorganização das cadeias de produção, com impacto negativo na situação financeira das empresas e no custo das indústrias, o que limita uma recuperação industrial que poderia ser melhor”, explica.

O indicador de evolução do preço de matérias-primas registrou 73,2 pontos, resultado bem acima da linha divisória de 50 pontos. Dados abaixo de 50 pontos indicam queda de preços e acima aumento de preços. Por estar bem longe da linha de corte, o índice revela aumentos significativos e bem acima da média histórica.

No caso da energia, o economista explica que a questão energética impacta diretamente a produção industrial e deve permanecer como ponto de atenção nos próximos meses. “O percentual de assinalações mais que dobrou entre o primeiro e o terceiro trimestres. E foi indicado por quase um quarto dos respondentes”, ressalta.

O índice de evolução do nível de estoques ficou em 50,1 pontos, praticamente sobre a linha divisória de 50 pontos, que separa a queda da alta dos estoques de produtos finais. Já o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 49,1 pontos em setembro, o que mostra que o nível de estoques segue aquém do planejado pelas empresas.

Diante dos problemas com insumo e energia, a percepção sobre condições financeiras das empresas piorou no trimestre. O indicador de satisfação com a situação financeira da empresa caiu de 52,1 pontos no segundo trimestre para 51,7 pontos no terceiro trimestre. O indicador que mede a satisfação com o lucro operacional caiu passou de 47,6 pontos para 47,3 pontos, com resultado abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica insatisfação dos empresários com a margem de lucro.

A facilidade de acesso ao crédito apresentou pequeno recuo no trimestre, passando de 43,1 pontos para 42 pontos. Apesar da queda, o indicador está acima da média histórica de 39,7 pontos. O índice revela que as empresas ainda encontram dificuldade em obter crédito. O acesso ao crédito é uma questão relevante, principalmente em um contexto de reestruturação das empresas, que vem ocorrendo em decorrência da pandemia.

Otimismo dos empresários diminui
Em outubro, o otimismo dos empresários diminuiu. O índice de expectativa de demanda dos empresários industriais reduziu de 59,7 pontos em setembro para 57,1 em outubro. É o segundo mês consecutivo de queda. O índice de expectativa de exportações sofreu recuo de 1,1 ponto, na comparação dos meses de setembro e outubro, passando de 54,6 para 53,5 pontos. Esse é o menor valor do índice desde março de 2021.

Com a redução dos índices de expectativas de demanda e de exportações também houve redução na expectativa dos industriais em aumentar suas compras de matérias-primas e em aumentar o número de trabalhadores. O índice de expectativa de compras de matérias-primas registrou 54,8 pontos em outubro, valor 2,4 pontos menor do que em setembro, enquanto o índice de expectativa do número de empregados registrou 52,5 pontos, valor 1,7 ponto menor do que o mês anterior. “Apesar da piora das expectativas, todos os índices ficaram acima da linha divisória de 50 pontos, indicando que há otimismo dentre os empresários industriais”, contextualiza Azevedo.

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Sondagem revela que terceiro trimestre foi marcado por uma forte pressão nos custos

Duas em cada três prefeituras gaúchas apresentam gestão boa ou excelente

Índice Firjan de Gestão Fiscal coloca o Rio Grande do Sul à frente da média nacional

De acordo com a análise, o quadro é preocupante e a dificuldade de geração de receita pelos municípios brasileiros é o principal entrave para a melhora das contas públicas

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado nesta quinta-feira (21), revela que mais de 65% dos municípios gaúchos têm situação fiscal boa ou excelente. No estudo, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), foram analisadas as contas de 492 cidades do Rio Grande do Sul, que, na média, atingiram 0,6584 ponto, superando a média nacional em mais de 20%. O índice varia de zero a um, sendo que quanto mais próximo de um, melhor a gestão fiscal.

O bom desempenho dos municípios do Rio Grande do Sul no IFGF em 2020 foi impulsionado pelo IFGF Gastos com Pessoal, cuja média gaúcha (0,7235 ponto) foi a segunda maior entre os estados brasileiros, ficando 33,1% acima da média nacional (0,5436 ponto). O cenário apresentado mostra que as prefeituras comprometem menos o orçamento público com despesas de pessoal do que a média brasileira. A maior parte delas (67,4%) apresenta situação boa ou excelente nesse indicador. Mais do que isso, o Rio Grande do Sul se sobressai como o estado com a maior parcela de prefeituras (26,2%) com nota máxima no IFGF Gastos com Pessoal, totalizando 129 municípios com essa distinção.

De acordo com o IFGF, os cinco municípios mais bem avaliados em termos de gestão fiscal no estado do Rio Grande do Sul em 2020 são, respectivamente, São Francisco de Paula, Gaurama, Alpestre, Presidente Lucena e Nova Roma do Sul. Todos apresentaram excelência em todos os indicadores analisados, ou seja, apresentaram elevada capacidade de geração de receitas locais para fazer frente a seus custos de existência, baixa rigidez do orçamento com a folha de salários do funcionalismo público, planejamento financeiro eficiente e patamar adequado de investimentos.

No lado oposto do ranking gaúcho, o problema de autonomia, um dos maiores desafios fiscais para as prefeituras do estado, fica estampado: quatro das cinco cidades receberam nota zero no indicador. O orçamento enrijecido e planejamento financeiro ineficiente também chamam atenção, pois duas cidades receberam nota zero nesses indicadores. O município de Arroio dos Ratos é o último colocado do estado, apresentando nota zero em três dos quatro indicadores do IFGF: autonomia, gastos com pessoal e liquidez. Além disso, ocupa a 5.215ª colocação entre os 5.239 municípios analisados.

No ranking estadual, a capital Porto Alegre ficou com a 166ª posição em 2020, entre as 492 prefeituras avaliadas. A ampla base econômica do município se reflete na elevada capacidade de geração de receitas para fazer frente a sua estrutura administrativa e permitir autonomia na gestão fiscal: desde o início da série histórica a capital apresenta nota máxima no IFGF Autonomia. A capital também se destaca positivamente pois seu orçamento municipal tem gradativamente ficado menos engessado pelas despesas obrigatórias com o funcionalismo público. Essa trajetória ascendente culminou em outra nota máxima em 2020, a primeira no IFGF Gastos com Pessoal desde o início da série histórica do IFGF. Nos últimos anos, Porto Alegre também apresentou avanços na gestão de restos a pagar e recuperou uma boa avaliação no IFGF Liquidez pela primeira vez desde 2015.

Excelência no quadro fiscal
Em todo o país, foram avaliados 5.239 municípios que, na média, atingiram 0,5456 ponto. De acordo com a análise, o quadro é preocupante e a dificuldade de geração de receita pelos municípios é o principal entrave para a melhora das contas públicas. De acordo com o presidente em exercício da Firjan, Luiz Césio Caetano, reformas do federalismo fiscal brasileiro são fundamentais. “O equilíbrio sustentável das contas públicas municipais é essencial para o bem-estar da população e a melhoria do ambiente de negócios. E isso só será possível com a concretização de reformas estruturais que incluam as cidades”, destaca Caetano. Acesse ao final desta reportagem a análise completa da Firjan.

O gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, explica que, entre as cidades avaliadas, 1.704 (32,5%) não são capazes de gerar localmente, no mínimo, recursos suficientes para arcar com os custos da câmara de vereadores e da estrutura administrativa da Prefeitura. “Além disso, 1.818 municípios (34,7%) gastam mais de 54% da receita com despesa de pessoal, 2.181 (41,6%) têm planejamento financeiro ineficiente e 2.672 (51%) investem, em média, apenas 4,6% do orçamento”, ressalta Goulart.

Foram avaliadas no IFGF 2021 as cidades que declararam suas contas de 2020 de forma consistente até 10 de agosto de 2021, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que até 30 de abril de cada ano as prefeituras devem encaminhar suas declarações referentes ao ano anterior à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

O IFGF é composto pelos indicadores de autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos. Após a análise de cada um deles, cada município é classificado em um dos conceitos do estudo: gestão crítica (resultados inferiores a 0,4 ponto), gestão em dificuldade (resultados entre 0,4 e 0,6 ponto), boa gestão (resultados entre 0,6 e 0,8 ponto) e gestão de excelência (resultados superiores a 0,8 ponto).

Nesta edição do estudo, 30,6% dos municípios tiveram boa gestão fiscal e apenas 11,7% registraram gestão de excelência, entre elas 9 capitais: Salvador (0,9401 ponto), Manaus (0,9140 ponto), Vitória (0,8827 ponto), Boa Vista (0,8650 ponto), Rio Branco (0,8336 ponto), Goiânia (0,8293 ponto), São Paulo (0,8206 ponto), Curitiba (0,8176 ponto) e Fortaleza (0,8109 ponto). Entre as 25 capitais brasileiras analisadas em 2020, Porto Alegre ficou em posição intermediária, na 14ª colocação.

Baixa geração de receita
Na média, as 5.239 cidades brasileiras analisadas no estudo atingiram 0,3909 ponto no indicador de autonomia, que verifica se as receitas oriundas da atividade econômica do município suprem os custos da câmara de vereadores e da estrutura administrativa da Prefeitura. Esse indicador teve o pior desempenho entre os quatro analisados no IFGF. Quase 67% das cidades apresentaram situação difícil ou crítica. Para 1.704 que não geraram receita para arcar com esses custos mínimos de existência foram necessárias transferências que totalizaram R$ 4,5 bilhões – recurso que poderia ser alocado, por exemplo, em habitação e saneamento para a população.

O indicador de gastos com pessoal – que representa quanto os municípios gastam com o pagamento de pessoal em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) – atingiu 0,5436 ponto, sendo o segundo pior entrave à gestão municipal em 2020. Mais de 53% das cidades registraram situação fiscal difícil ou crítica e, das 1.818 cidades que gastaram mais de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha de salário do funcionalismo público, 624 comprometeram mais de 60% do orçamento com essa despesa e ultrapassaram o limite máximo determinado pela legislação.

Já o indicador de liquidez verifica a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no exercício seguinte. A média dos municípios foi de 0,6345 ponto, a maior entre os indicadores do IFGF. Quase 60% das cidades apresentaram nível de liquidez bom ou excelente. A distribuição de recursos públicos para os municípios por conta da pandemia foi um dos fatores que contribuiu para esse resultado. No entanto, apesar do cenário mais positivo devido ao contexto atípico, 563 prefeituras estão em situação crítica – terminaram o ano de 2020 sem recursos em caixa para cobrir as despesas postergadas para este ano.

O indicador de investimentos – que mede a parcela da receita total destinada aos investimentos – registrou 0,6134 ponto. Na média, foram destinados 7,1% do orçamento para esse fim. A Firjan destaca que a pandemia teve forte influência no percentual, já que os investimentos na área da saúde cresceram 34% de 2019 para 2020. No entanto, a federação chama a atenção para a grande disparidade entre os municípios nesse indicador: 49% foram classificados com gestão boa ou excelente por destinarem, em média, 10,9% da receita para investimentos, enquanto em 51% das cidades esse percentual foi de 4,6%.

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Índice Firjan de Gestão Fiscal coloca o Rio Grande do Sul à frente da média nacional

Armazém Cloud investe US$ 10 milhões em datacenter em SC

Companhia projeta construção de rede com dez unidades no país

A Armazém também cresce na oferta de serviços de colocation de equipamentos, agregando empresas parceiras que ofertam sistemas prontos

A Armazém Datacenter, que atua há 12 anos com segurança de dados, inicia uma nova fase em seu desenvolvimento com a inauguração da segunda unidade, no parque tecnológico Ágora Tech Park, em Joinville (SC), a expansão para novos mercados e uma nova marca: Armazém Cloud.

Com mais de 1 mil clientes no país, entre eles a Ambev e o Ministério Público de Santa Catarina, a Armazém inaugurou em 2021 um moderno datacenter. Ele também foi o primeiro a obter certificações TIER III em design e facilty, com investimentos em torno de US$ 10 milhões (cerca de R$ 57 milhões). O prédio foi construído especialmente para abrigar o datacenter, que conta com 72 hacks, infraestrutura de ponta e interligado com a unidade de Brusque por quatro links de fibra óptica de 10 gigabytes, por rotas distintas.

“Criamos um modelo único de datacenter com unidades interligadas, com padrão internacional e certificações e da forma como é mais segura: em um prédio próprio para as operações”, explica Marcos Stefano, CEO do Armazem Cloud.

O novo datacenter está localizado em um ambiente estratégico: um parque tecnológico dentro de uma mini cidade industrial, o Perini Business Park, onde estão mais de 250 empresas que faturam mais de R$ 5,2 bilhões por ano. E ao lado da nova unidade da Armazém está o campus Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Em termos de expansão e novos clientes, atingimos em poucos meses o dobro do que tínhamos planejado para este primeiro ano”, comenta Stefano.

A Armazém também cresce na oferta de serviços de colocation de equipamentos, agregando empresas parceiras que ofertam sistemas prontos, suporte técnico e até mesmo operadoras de telecomunicação. “Podemos levar tudo para o datacenter, com segurança e alta disponibilidade, pela capacidade que oferecemos hoje. Percebemos que somos uma alavanca para o crescimento dos clientes”, diz o CEO. Para 2022, a Armazém projeta um crescimento de 200% na receita.

Na esteira desse desenvolvimento, a empresa tem fortalecido a atuação em áreas como cibersegurança, uma demanda cada vez mais latente do mercado, de grandes a pequenas empresas – e dados públicos, atendendo prefeituras. Outra perspectiva é a atuação da Armazém por verticais – como agronegócios e saúde, recém criada – para atender demandas específicas de alguns setores econômicos, especialmente a partir do potencial das futuras redes 5G.

“Com o avanço dos serviços digitais à população e o potencial das cidades inteligentes, um desafio para os gestores públicos é a oferta de infraestrutura de qualidade e segurança. Estamos avançando em tecnologia e alta disponibilidade de serviços para que as smart cities sejam uma realidade”, ressalta o CEO.

O Armazém também prepara a expansão de suas unidades, com a criação de uma rede de datacenters espalhados pelo Brasil, projetada para dez unidades, para atender à crescente demanda do mercado e do modelo de verticais recém criadas. A terceira unidade já está em avançado estágio de negociações.

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Biografia revela trajetória de Clovis Tramontina

Livro Paixão, Força e Coragem relata a história do empresário que coordenou a expansão da marca nascida na Serra Gaúcha para 120 países

“Desde pequeno queria ser presidente da Tramontina. Eu me preparei para isso. Não tive medo de assumir”, conta Clovis em um dos capítulos de sua biografia

Em 1980, a Tramontina era uma empresa modesta, que disputava fatias limitadas do mercado com competidores bem mais poderosos, contava com escritórios de vendas em apenas três Unidades da Federação e ostentava uma marca pouco conhecida, vista com alguma reticência pelo consumidor brasileiro.

Hoje, a indústria nascida em Carlos Barbosa (RS) transformou-se numa potência, com 10 unidades fabris, mais de 10 mil funcionários, dezenas de lojas, escritórios e centros de distribuição, presença em mais de 120 países e um portfólio de 22 mil itens diferentes. Pesquisas com o consumidor mostram que a marca está presente em praticamente todos os lares do Brasil e virou sinônimo de qualidade.

Clovis Tramontina, personagem de uma das trajetórias empresariais mais impressionantes do país, foi o grande protagonista dessa transformação. A história de como ele operou essa revolução, ascendendo à presidência da companhia e liderando-a por 30 anos, forma o eixo central da biografia Clovis Tramontina: Paixão, Força e Coragem, lançamento da Editora AGE. Toda a verba de vendas será destinada a instituições como Apae, Liga de Combate ao Câncer e Corpo de Bombeiros.

“Uma vez estive numa cidadezinha muito pequena, nos confins do Brasil. Naquele fim de mundo, entrei num barzinho e dei de cara com uma placa de 1950 da Coca-Cola. É isso que eu quero que a Tramontina seja. Se a Coca-Cola está em todos os lugares e virou quase sinônimo de refrigerante, nós também podemos”, recorda no livro.

A obra, resultado de dezenas de entrevistas com amigos, familiares, funcionários e empresários, além de depoimentos do próprio biografado, reconstitui em detalhes a vida de Clovis, marcante desde seu início — antecedido por quatro gestações que tiveram fim trágico, o nascimento dele, cercado de temores e cuidados especiais, foi por si só um grande acontecimento para a comunidade de Carlos Barbosa.

Clovis Tramontina: Paixão, Força e Coragem revela que, desde muito cedo, Clovis deu mostras de estar predestinado a ser empreendedor. Ainda na infância, no porão de sua casa, fabricava canivetes para concorrer com os da marca da família. Além disso, fundou um circo com espetáculos que mobilizavam a cidade nos finais de semana. Em 1980, aos 25 anos de idade, ele levou esse talento para a Tramontina, empresa fundada em 1911 por seu avô, Valentin, filho de imigrantes que vieram da Itália para fugir da pobreza.

“Desde pequeno queria ser presidente da Tramontina. Eu me preparei para isso. Não tive medo de assumir. Adoro ser o número 1. Todas as vezes em que me reuni com presidentes da República, por exemplo, eu me via no lugar deles. Sempre pensei grande e sempre fui líder”, relata em outro trecho.

Primeiro em funções subalternas, mais tarde liderando as vendas em São Paulo e no Brasil e, por fim, comandando a empresa na condição de presidente, Clovis imprimiu novo estilo à tradicional empresa familiar. Apostou em modelos de venda e de marketing arrojados, desbancou a concorrência e transformou o grupo em líder no setor de utilidades domésticas. Alcançou essa proeza a partir de um sistema gerencial que contraria os modernos manuais de gestão: na Tramontina de Clovis, dá-se preferência, por exemplo, à contratação de parentes de quem já é funcionário, o que leva à formação de verdadeiras dinastias dentro da empresa. “A prata da casa é um diferencial para a Tramontina, porque as pessoas têm o senso de pertencimento. Elas fazem o seu projeto de vida dentro da empresa”, diz em um dos capítulos.

A personalidade única e às vezes controversa do empresário também é esmiuçada na biografia, por meio de histórias saborosas, reveladoras das paixões extremadas que o movem. O amor pela Tramontina, por exemplo, fazia-o examinar a cozinha de amigos, ou mesmo de desconhecidos, para recolher e jogar no lixo todas as panelas e talheres que fossem de marcas rivais — no dia seguinte, ele providenciava a substituição por peças da sua empresa.

Clovis concluiu que sua história mereceria ser contada durante o confinamento provocado pela pandemia de coronavírus, quando passou a refletir sobre a própria carreira, a planejar sua sucessão no grupo (resolveu deixar a presidência da Tramontina em 2022) e a construir projetos para realizar no futuro. Durante meses, colaborou com a equipe montada para produzir o livro, sem receio de expor suas fraquezas.

Um dos capítulos narra a luta que ele trava há décadas contra a esclerose múltipla, doença degenerativa que se manifestou justamente quando começava a experiência profissional na Tramontina, aos 25 anos de idade. Raramente abordado na imprensa, o embate do empresário com a enfermidade, que o fez buscar os mais variados tratamentos ao longo das décadas, é abordado com franqueza na obra. Revela um Clovis que venceu limitações físicas severas para comandar uma das maiores empresas brasileiras.

“Alguns episódios começaram a demonstrar que algo não ia bem. De vez em quando eu ficava sem rumo, sem coordenação. Ia pegar alguma coisa, mas o braço escapava, não obedecia. Nunca senti raiva por causa da doença, nunca me vitimizei. Tem de aceitar. Sei aonde essa doença pode chegar. Todo paciente se assusta. Mas qual é a alternativa? Não concordo com a esclerose, mas convivo com ela. Como líder, acho que posso ajudar outras pessoas que têm o mesmo problema a enfrentá-lo de forma mais amena”, confidencia.

A biografia também examina outras grandes paixões de Clovis: a família (a grande influência da mãe, o exemplo do pai, o romance com a esposa, a relação com os filhos), os amigos, as pescarias e o esporte. Um capítulo inteiro é dedicado ao entusiasmo pelo futsal. Clovis é responsável por elevar esse esporte a um novo patamar no cenário nacional. Praticante da modalidade na infância e na adolescência, ele fundou e dirigiu a ACBF, clube multicampeão no Brasil e no mundo. “Eu mudei o futsal. Isso é uma conquista pessoal e intransferível”, comemora.

Primeiro livro a mergulhar na cultura singular forjada pela Tramontina e a contar a trajetória de seu líder nas últimas décadas, Clovis Tramontina: Paixão, Força e Coragem é leitura obrigatória para quem quer entender um dos maiores fenômenos empresariais brasileiros e conhecer o personagem que está por trás dessa história.

Livro Paixão, Força e Coragem relata a história do empresário que coordenou a expansão da marca nascida na Serra Gaúcha para 120 países