Archives 2021

Sem parar e sem pagar?

Uma líder de mercado enfrenta o grátis

A Sem Parar tenta parcerias com lanchonetes como Habib’s e McDonald’s

A Sem Parar, pioneira no mercado de selos de pedágio pré-pagos, enfrenta uma concorrência inusitada: a de players que estão oferecendo gratuitamente o mesmo serviço. Gratuitamente é modo de dizer, claro; o serviço começou a fazer parte do portfólio de benefícios de empresas como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, BTG, Localiza e Porto Seguro, que os contratam por meio de operadoras como ConectCar, Veloe e Greenpass (mais detalhes, aqui). Para os clientes dessas instituições, não há custo, pois o tag faz parte do pacote de serviços – o que obriga agora a Sem Parar, que detém 80% do mercado, a se mexer.

A questão é: como?

Dez anos atrás, três autores já endereçavam a questão. A internet abriu caminho para serviços gratuitos, como contas de e-mail, conteúdo de todos os tipos e armazenagem na nuvem, entre outros. Segundo Bryce, Dyer & Hatch (Harvard Business Review Brasil, agosto de 2011), a resposta a uma situação dessa natureza depende da velocidade com que os desafiantes gratuitos crescem. Se for elevada, as alternativas são lançar uma versão básica grátis do serviço atual, mas cobrar por outra, mais incrementada; aproveitar o cadastro de clientes para promover vendas de outros bens ou serviços, em parceria com empresas de diferentes ramos; cobrar de terceiros, oferecendo acesso a uma base de usuários; ou incluir o produto ou serviço em um pacote com outros pelos quais o cliente paga.

A Sem Parar parece estar inclinada a adotar a terceira e a quarta estratégias, ao tentar parcerias com lanchonetes como Habib’s e McDonald’s, ao procurar montadoras para que os carros saiam de fábrica com a tag e ao criar um serviço de assistência técnica e de cashbask para abastecimento em postos de combustível credenciados. Na prática, adotando caminhos semelhantes aos que os próprios rivais gratuitos já adotaram, uma vez que a parceria com bancos e seguradoras são de natureza semelhante.

Como bem apontou o criador de um dos desafiantes do Sem Parar, João Cumerlato, presidente da Green Pass, o selo de pedágio está se tornando uma commodity – tendência observada em tantos outros setores por aí, por sinal. E bem antes de qualquer sinal de esgotamento do mercado, pois apenas um quinto da frota brasileira conta com os tags de passagem automática nas estradas.

Ou seja, o modelo de negócios original “bateu no teto”, como bem afirmou um executivo da ConectCar, mas bem antes de o potencial do mercado ter sido aproveitado em sua plenitude, mesmo após uma década e meia de existência do serviço.

Uma líder de mercado enfrenta o grátis

Mercado financeiro eleva estimativa da inflação para 10,12%

Previsão para crescimento da economia cai para 4,8% em 2021

Em outubro, puxada pelo aumento de preços de combustíveis e alimentos, a inflação acelerou 1,25%, a maior para o mês desde 2002

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,77% para 10,12% neste ano. É a 33ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,96%.

Em outubro, puxada pelo aumento de preços de combustíveis e alimentos, a inflação acelerou 1,25%, a maior para o mês desde 2002, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 8,24% no ano e de 10,67%, nos últimos 12 meses.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023, as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, no mês que vem, o Copom já sinalizou que pode elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual. As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros, para manter o IPCA dentro do intervalo de tolerância definido pelo CMN.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, em linha com a sinalização do BC. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11,25% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o PIB este ano de 4,88% para 4,8%. Para 2022, a expectativa é de crescimento de 0,7%. A projeção para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano.

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Com Agência Brasil 

Previsão para crescimento da economia cai para 4,8% em 2021

Matriz de risco em Santa Catarina aponta 13 regiões no nível moderado

O aumento da vacinação é a causa da melhora dos índices

Nesta semana Santa Catarina ultrapassou o índice de 65% da população completamente imunizada

Pela sétima semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho). A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (20) aponta 13 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e 4 regiões como risco potencial alto (cor amarela). O aumento das taxas de cobertura vacinal, alinhado a uma menor taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 são os principais responsáveis pela melhoria nos indicadores.

Houve melhora nos indicadores das regiões da Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste e Vale do Itapocu, observados a partir da redução na taxa de detecção de casos novos, hospitalizações e ocupação de leitos UTI Adulto, aliado ao aumento na cobertura vacinal, que resultaram numa melhora das dimensões transmissibilidade, monitoramento e capacidade de atenção.

Com isso, estas regiões que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como nível moderado (azul), se juntando as regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Planalto Norte e Serra Catarinense, que mantiveram a classificação no nível moderado.

Por outro lado, houve uma piora nos indicadores da região Carbonífera, observados a partir do aumento na taxa de detecção de casos novos e de hospitalizações por Covid-19, resultando na piora das dimensões transmissibilidade e monitoramento. Com isso, a região Carbonífera, que na semana anterior estava classificadas como nível moderado (azul), passou a ser classificada como nível alto (amarelo), juntamente com as regiões Nordeste, Extremo Sul e Xanxerê, que permaneceram no nível alto.

A taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto de pacientes com diagnóstico de Covid-19 em Santa Catarina é de 19% no total, com uma ocupação de 253 leitos num total de 1.298 disponíveis, o que classifica a capacidade de atenção como nível moderado. Somente a região Nordeste está com uma ocupação acima de 40%, com 79 leitos ocupados dos 151 leitos disponíveis (52%), sendo classificada como nível de risco grave. As regiões Oeste, Xanxerê, Extremo Oeste e Vale do Itapocu estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 entre 20 a 40%, sendo classificados como risco alto, e as demais estão todas abaixo de 20%, sendo classificados no nível de risco moderado.

A análise deste indicador torna possível uma melhor gestão da ocupação de leitos de UTI no estado, servindo tanto para monitorar a situação de gravidade da pandemia de forma regionalizada, quanto servindo de parâmetro para a retomada das cirurgias eletivas que foram paralisadas durante o período mais crítico da pandemia.

Nesta semana Santa Catarina ultrapassou o índice de 65% da população completamente imunizada, tendo recebido as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19. Com mais de 10,9 milhões de doses aplicadas em todo o Estado, o avanço na vacinação tem sido um dos principais responsáveis pela manutenção da tendência de redução no nível de risco da Covid-19 em todas as regiões.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

O aumento da vacinação é a causa da melhora dos índices

Reveja o evento 500 Maiores do Sul 2021

Acompanhe na íntegra como foi 31a edição da premiação do ranking regional das maiores empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o anuário das 500 MAIORES DO SUL

Acompanhe na íntegra como foi 31a edição da premiação do ranking regional das maiores empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o anuário das 500 MAIORES DO SUL

Fertilizantes Santa Catarina arremata terminal em Imbituba

Investimento será de R$ 25 milhões em dez anos

O terminal catarinense movimentará granéis líquidos combustíveis ou químicos, provenientes principalmente de Maceió (AL) para abastecer empresas localizadas na região Sul

O maior leilão da história do setor portuário garantiu nesta sexta-feira (19) R$ 703,35 milhões em investimentos privados em terminais nos portos de Santos (SP) e Imbituba (SC), com mais de 12 mil empregos – diretos, indiretos e efeito renda – durante a duração dos contratos. Arrematados na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, o STS08A e o IMB05 serão administrados, respectivamente, pela Petrobras e pela Fertilizantes Santa Catarina.

Um dos primeiros a ser leiloado pelo modelo de arrendamento simplificado, que prevê menos burocracia e um tempo menor de contrato, o IMB05 foi arrematado pela Fertilizantes Santa Catarina, que ofereceu R$ 200 mil de outorga. O terminal movimentará granéis líquidos combustíveis ou químicos, provenientes principalmente de Maceió (AL) para abastecer empresas localizadas em toda a região Sul.

O terminal é composto por três tanques de armazenamento, dois deles fora de operação. O tanque operante tem capacidade de 4.826 metros cúbicos. O terminal também conta com 806 metros de dutos de alimentação, que ligam o cais ao terminal, e equipamento para carregamento de veículos de transporte rodoviário.

A área do terminal é de 7.455 metros quadrados. Estima-se a geração de 383 empregos, durante os dez anos de contrato, e investimentos de R$ 25 milhões. “Esse investimento vai dinamizar a movimentação de carga no Porto de Imbituba, que passa a ser cada vez mais diversificado”, comemorou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Em Santos, investimento previsto de R$ 678,3 milhões será aplicado no aperfeiçoamento operacional e na segurança das instalações já existentes. Além disso, o arrendamento desse terminal, que possui 297.349 metros quadrados, vai possibilitar a ampliação da capacidade de armazenamento e a construção de mais dois berços de atracação, o que garante mais espaço para navios no Porto de Santos.

O terminal será responsável por movimentar mais de 140 milhões de toneladas de petróleo e seus derivados, garantindo o abastecimento de toda a região de abrangência do porto santista. Ao longo dos 25 anos de contrato, serão gerados 12.111 empregos. Para administrar o local pelos próximos 25 anos, a Petrobras ofereceu R$ 558,2 milhões em valor de outorga pelo terminal STS08A, de Santos.

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Investimento será de R$ 25 milhões em dez anos

Reveja o evento 500 Maiores do Sul 2021

Acompanhe na íntegra como foi 31a edição da premiação do ranking regional das maiores empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o anuário das 500 MAIORES DO SUL

Acompanhe na íntegra como foi 31a edição da premiação do ranking regional das maiores empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o anuário das 500 MAIORES DO SUL

BMW anuncia investimento de R$ 500 milhões em Araquari

O valor será usado para o início de produção de um carro totalmente novo

A BMW também confirmou a produção local das novas gerações dos modelos X3 e X4 na planta catarinense

A BMW anunciou que investirá R$ 500 milhões na fábrica de Araquari (SC) nos próximos três anos. De acordo com a companhia, o valor será usado para a renovação de modelos, início de produção de um carro totalmente novo e na área de engenharia.

A BMW também confirmou a produção local das novas gerações dos modelos X3 e X4 menos de seis meses depois do lançamento desses modelos na Europa. Segundo a empresa, todas as versões a combustão das novas gerações das linhas X3 e X4 serão fabricadas em solo catarinense.

Também não está previsto aumento de capacidade da fábrica inaugurada em 2014 e que hoje está adequada para produzir 32 mil veículos por ano. O atual volume de produção (10 mil unidades por ano), e que deve se repetir em 2022, atende o mercado brasileiro.

A direção da montadora mantém os planos de a fábrica de Araquari, onde trabalham 700 dos cerca de 1 mil funcionários da BMW no país, atender ao mercado interno. A unidade tem características diferentes da fábrica mexicana, onde quase 90% da produção é destinada à exportação. Desde que foi inaugurada, a fábrica catarinense já recebeu R$ 1,8 bilhão em investimentos, incluindo o valor de R$ 500 milhões agora revelado.

O valor será usado para o início de produção de um carro totalmente novo

Paraná lidera nos principais indicadores de 500 MAIORES DO SUL

As 179 companhias paranaenses obtiveram melhores resultados em vendas e lucro

O Top 10 das maiores empresas do Paraná tem novidade neste ano, com o ingresso da Cálamo, distribuidora de produtos de O Boticário

O Paraná segue exibindo vantagem sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ainda que tenha perdido terreno em um dos principais indicadores de 500 MAIORES DO SUL. O ranking do Grupo AMANHÃ em parceria com a PwC Brasil mostra que as 179 companhias paranaenses produziram cifras mais elevadas que as 185 gaúchas em vendas e em patrimônios (que são os três componentes do Valor Ponderado de Grandeza, principal indicador da lista). Assim como na edição anterior, a soma de receitas é o resultado mais vistoso das paranaenses: R$ 270,2 bilhões – valor 13,4% maior que a soma das representantes catarinenses (R$ 238,1 bilhões) e 17,9% maior que a das gaúchas (R$ 229,1 bilhões). Porém, as companhias paranaenses apresentaram soma de patrimônios inferior à das gaúchas.

Clique aqui e veja como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

O Top 10 das maiores empresas do Paraná tem novidade neste ano, com o ingresso da Cálamo, distribuidora de produtos de O Boticário, que fará companhia a pesos-pesados como Copel, Renault e Klabin. A estatal de energia segue como a maior companhia do estado, ostentando um VPG de R$ 17,9 bilhões (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, o Paraná foi superado pelo Rio Grande do Sul em número de empresas: 185 contra 179. Santa Catarina tem 136. Nesta edição, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contam com duas empresas a mais em cada estado, enquanto o Paraná perdeu quatro representantes comparativamente à edição anterior.

“O ranking 500 MAIORES DO SUL, que a PwC realiza em parceria com o Grupo AMANHÃ há mais de três décadas, é um fiel raio-x da economia e do cenário corporativo na região Sul, servindo de base para diversas finalidades durante todo o ano. Nesta edição de 2020, ficou bastante claro como os apontamentos levantados no exercício de 2019, ou seja, antes da pandemia, se confirmaram, uma vez que a crise não foi capaz de afetar aquelas empresas que, resilientes, já estavam no caminho de um crescimento sustentável. O desafio das empresas agora é compreender o cenário pós-pandemia com todos os seus novos indicadores, como disrupções tecnológicas, divisões geopolíticas, mudanças climáticas, construindo confiança do mercado”, afirma Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil.

O critério de classificação das empresas
Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de uma ponderação que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

As 179 companhias paranaenses obtiveram melhores resultados em vendas e lucro

Empresas catarinenses exibem a melhor rentabilidade do Sul

Representantes de SC se destacam na região com o menor endividamento e a menor soma de prejuízos

Weg lidera em patrimônio e exibe o maior lucro líquido

Ainda que seja o menor dos três estados do Sul, Santa Catarina exibe eficiência na 31ª edição de 500 MAIORES DO SUL. As empresas catarinenses bateram as gaúchas em volume total de receitas líquidas pelo segundo ano consecutivo. Foram R$ 238,1 bilhões em vendas em 2020 contra R$ 229,1 bilhões das gaúchas.

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Santa Catarina também é destaque por apresentar a menor média de endividamento (52,8%), ante 53,3% das representantes do Paraná e 55,5% das companhias do Rio Grande do Sul. A rentabilidade das catarinenses também é maior: 14,5% (frente a 11,4% das paranaenses e 10,2% das gaúchas). As representantes de Santa Catarina registram, ainda, a menor soma de prejuízos, R$ 200 milhões, frente a R$ 1,4 bilhão das gaúchas e R$ 4,6 bilhões das paranaenses.

Pela terceira edição consecutiva, duas catarinenses – Bunge e BRF – duelam pelo primeiro lugar do maior ranking regional de empresas do Brasil, publicado por AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A vice-líder BRF segue no retrovisor, mas a diferença, que era de menos de R$ 1 bilhão no principal indicador do ranking, o Valor Ponderado de Grandeza, aumentou nesta edição para R$ 4 bilhões (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

Entre as 500 Maiores, o Rio Grande do Sul supera o Paraná em número de empresas: 185 contra 179. Santa Catarina tem 136. Nesta edição, comparativamente à anterior, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contam com duas empresas a mais em cada estado, enquanto o Paraná perdeu quatro representantes.

O critério de classificação das empresas
Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de uma ponderação que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

Representantes de SC se destacam na região com o menor endividamento e a menor soma de prejuízos

Rio Grande do Sul tem o maior número de empresas entre as 500 MAIORES DO SUL

Na soma de patrimônios de empresas dos três estados, as gaúchas lideram

Farmácias São João debuta no ranking uma posição à frente da Panvel

O Sicredi é a maior empresa do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado por AMANHÃ e pela PwC Brasil. No ranking de 2021, com base em balanços de 2020, a cooperativa de crédito segue no topo com um Valor Ponderado de Grandeza de R$ 15,6 bilhões – praticamente o dobro da nova vice-líder, a Yara (R$ 7,8 bilhões), e da CMPC, a terceira colocada.

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O Banrisul caiu para o quarto lugar. Outra novidade da lista é a entrada da rede de farmácias São João. A companhia de Passo Fundo debuta na 25ª colocação entre as cem maiores gaúchas, uma posição à frente da concorrente Panvel. A disputa promete, pois a diferença do VPG entre elas é de apenas R$ 40,7 milhões (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

Entre os principais indicadores de 500 MAIORES DO SUL, o Rio Grande do Sul bate o Paraná e Santa Catarina na soma dos patrimônios. As representantes do estado têm um patrimônio total de R$ 153,4 bilhões, um pouco acima das paranaenses (R$ 143, 3 bilhões). Outro trunfo do Rio Grande do Sul se dá no ranking setorial, emplacando um número de empresas líderes superior ao do Paraná e de Santa Catarina quando computadas as campeãs por rentabilidade e por volume de vendas em cada setor: no total, são 13 gaúchas líderes por receita e 11 pela margem de lucro em seus setores.

No conjunto das 500 Maiores, o Rio Grande do Sul também supera o Paraná em número de empresas: 185 contra 179. Santa Catarina tem 136. Nesta edição, comparativamente à anterior, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contam com duas empresas a mais em cada estado, enquanto o Paraná perdeu quatro representantes. As empresas de Santa Catarina bateram as gaúchas em volume total de receitas líquidas pelo segundo ano consecutivo. Foram R$ 238,1 bilhões em vendas em 2020 contra R$ 229,1 bilhões das gaúchas.

Critério de classificação das empresas
Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de uma ponderação que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

Na soma de patrimônios de empresas dos três estados, as gaúchas lideram

As 500 MAIORES DO SUL faturaram R$ 737,4 bilhões em 2020

A soma dos patrimônios alcançou R$ 394,2 bilhões, um avanço de 22,2%

A catarinense Bunge lidera o ranking pela terceira edição consecutiva

No ano em que a pandemia infectou de angústia e pessimismo todos os mercados, os números do ranking 500 MAIORES DO SUL trazem um alento. Os resultados das empresas sediadas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul demonstram que, apesar de tudo, em 2020 elas conseguiram elevar seus indicadores de desempenho, como mostra o maior ranking regional de empresas do Brasil, lançado por AMANHÃ e PwC Brasil na noite desta quinta-feira (18) em um evento on-line que também coroou as principais companhias da região.

Clique aqui e acompanhe como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

Juntas, as 500 empresas faturaram em 2020 R$ 737,4 bilhões, valor 18,7% maior que o do exercício de 2019. Quem mais faturou foi a catarinense Bunge (R$ 50,5 bilhões), que também encabeça o ranking como a maior empresa do Sul pela terceira edição consecutiva. A soma dos patrimônios das 500 alcançou no ano passado R$ 394,2 bilhões, um avanço de 22,2%. Também em 2020, o lucro líquido das 500 saltou 41,7%, para R$ 71,6 bilhões. Itaipu Binacional (R$ 9,5 bilhões), Copel (R$ 3,9 bilhões) e Sicredi (R$ 3,3 bilhões) figuraram entre os lucros mais vistosos.

Em 2020, as companhias da região elevaram suas margens para 12%, ante 10,6% das duas edições anteriores. O prejuízo, no entanto, aumentou para R$ 6,2 bilhões – quase o triplo do prejuízo de 2019 (R$ 2,3 bilhões). Quase 40% dessa cifra negativa foi puxada pela Klabin, que amargou perdas de R$ 2,3 bilhões. Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, a maré vermelha atingiu 53 empresas – 12 a menos que no ranking anterior, com base em balanços de 2019. “O ranking 500 MAIORES DO SUL sempre destacou a transparência das companhias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul por aceitar apenas balanços publicados ou mesmo enviados por elas”, destaca Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ.

“Em nossa análise dos mais de 2 mil balanços de empresas da região Sul para a elaboração do ranking das 500 MAIORES DO SUL, pudemos perceber que o ano de 2020 foi um dos mais desafiadores dos últimos tempos. Com a entrada da crise gerada pela pandemia, ainda no primeiro trimestre do ano, as empresas tiveram de enfrentar uma série de dificuldades desde o aspecto logístico ao produtivo, o que inevitavelmente afetou suas performances e a economia como um todo. Porém, em contrapartida, também foi possível notar que aquelas companhias que fizeram o ‘dever de casa’, que estruturaram suas práticas de ESG, englobando governança, sustentabilidade, social e diversidade, saíram na frente e demonstraram resultados bastante positivos”, assinala Carlos Peres, sócio da PwC Brasil e líder da região Sul.

A Bunge, pela terceira edição consecutiva, lidera o ranking. A vice-líder BRF segue no retrovisor, mas a diferença, que era de menos de R$ 1 bilhão no principal indicador do ranking, o Valor Ponderado de Grandeza, aumentou para R$ 4 bilhões. Rumo e Itaipu Binacional entraram no Top 10, deixando o Banrisul na 12ª posição e a Klabin em 14º lugar (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

A soma dos patrimônios alcançou R$ 394,2 bilhões, um avanço de 22,2%

O papel do líder em um cenário repleto de incertezas

Noite que premiou as 500 MAIORES DO SUL apresentou um debate com cinco lideranças da região

As maiores e mais eficientes empresas listadas no ranking 500 MAIORES DO SUL foram premiadas em um evento on-line transmitido no canal do AMANHÃ TV no YouTube

As maiores e mais eficientes empresas listadas no ranking 500 MAIORES DO SUL, desenvolvido pelo Grupo AMANHÃ e PwC Brasil, foram premiadas em um evento on-line transmitido no canal do AMANHÃ TV no YouTube na noite desta quinta-feira (18). Além de apresentar o mapa da excelência empresarial na região, o projeto 500 MAIORES DO SUL deu voz a quem têm a responsabilidade de conduzir grandes empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Um grupo de dirigentes foi provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades (leia mais detalhes a seguir).

Clique aqui e veja como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

“Essa é uma parceria histórica entre AMANHÃ e PwC que criou de forma inédita o Valor Ponderado de Grandeza, que é a soma do patrimônio, vendas e o resultado das empresas. Também revelamos as 500 emergentes, formando 1 mil companhias na lista, que dá um cenário histórico de muitas delas que estão há mais de 30 anos no ranking”, assinalou Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ.

“As empresas foram resilientes em 2020, ano mais impactado pela pandemia, com um crescimento de 20,3% no VPG, principal indicador do ranking. As companhias da região se mostraram disruptivas nesse período e a capacidade do empresariado da região em alcançar resultados positivos”, pontuou Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil, que apresentou alguns dos principais dados da pesquisa. A Bunge, pela terceira edição consecutiva, lidera o ranking. A vice-líder BRF segue no retrovisor, mas a diferença, que era de menos de R$ 1 bilhão no VPG, aumentou para R$ 4 bilhões. Rumo e Itaipu Binacional entraram no Top 10, deixando o Banrisul na 12ª posição e a Klabin em 14º lugar (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

“O dia é de festa e junto com vocês temos muito a comemorar, pois em 2021 fizemos 60 anos. Juntamente com a comunidade conseguimos oferecer novos produtos e serviços fazendo uma boa política social que é dar dignidade a todos que moram nos três estados do Sul”, saudou Wilson Bley, presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). “Gostaria de saudar os empreendedores nesta noite, ainda mais nesse período que estamos passando com a retomada das atividades e superação dos desafios. Temos de fazer com que renda e o emprego retornem. Isso é um esforço de todos nós”, conclamou Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Carlos Moisés, governador de Santa Catarina, enalteceu o avanço das companhias do estado. “Estamos juntos com vocês, empresários, para fortalecer a economia catarinense que é um estado pujante que tem crescido muito e gerado muitos empregos”, sublinhou. Ratinho Junior, governador do Paraná, também teve razões para celebrar. “É inegável o papel fundamental das empresas para alavancar a economia. Estamos promovendo a retomada econômica. Por isso o ranking 500 MAIORES DO SUL é tão importante, pois reconhece o papel fundamental das grandes empresas que ajudam a mover a economia do nosso país, em especial os estados do Sul”, exaltou.

A voz da liderança
O painel “A voz da liderança”, mediado por Eugênio Esber, diretor de Redação de AMANHÃ, reuniu Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo financeiro da Coamo; Daniel Slaviero, presidente da Copel; Fernanda Sacchi, diretora de gente, ESG e comunicação da Rumo; Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS; e Daniel Randon, presidente das Empresas Randon. Eles foram instigados a responder quais atributos novos passam a fazer parte do perfil e do papel de um líder nesse “novo normal” no exercício da liderança. “O primeiro atributo é que não somos heróis e o principal pilar é cuidar das pessoas. Nosso novo normal é que não é necessário estar no mesmo local para produzir. Nos demos conta que a gente precisa ter empatia e ter um cuidado com as pessoas. Primeiro exercício nosso é que, na volta ao trabalho presencial, não teremos escritórios repletos novamente. O pilar da empatia foi, em resumo, o mais importante desse período”, declarou Fernanda, da Rumo.

Randon lembrou que houve uma aceleração da transformação digital muito forte. “Por isso, os líderes devem estar cada vez mais atentos. A volatilidade não muda o desafio de liderar. A pandemia também mostrou que as empresas têm de ter um proposito além da rentabilidade, daí o ESG. É preciso se adaptar às mudanças, mas trabalhando com muita delegação [de tarefas]”, disse. Slaviero, da Copel, afirmou que o exercício da liderança continua o mesmo, mas o que mudou foram as circunstâncias onde ela ocorre. “O ambiente hoje é mais desafiador. Empresas mais longevas se interessam por seus colaboradores, acionistas e comunidade em geral. Isso ficou referendado nesse processo. Eu sou um entusiasta da volta aos escritórios, mas nada supera a cultura obtida pessoalmente dentro de uma empresa”, assegurou.

“Acredito que o ano que passou trouxe uma variável que nenhum líder se preparou que foi a pandemia. A máxima de quem sobrevive é quem mais se adapta rapidamente e não os mais fortes. Aqui [na BSBIOS] investimos nas pessoas, onde a maioria não conseguiu ficar em casa, pois não podemos parar nossas fábricas. Mas trabalhamos para que todos tivessem saúde. Felizmente não tivemos nenhuma perda”, contou Battistella. Para ele, que teve oportunidade de estar presente na COP 26, em Glasgow, as práticas sustentáveis serão cada vez mais adotadas pelas companhias. Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo financeiro da Coamo, também relatou que a cooperativa sediada em Campo Mourão (PR) não pode parar durante a pandemia. “Esse novo normal foi extremamente propalado no começo da pandemia, mas sou da opinião que não mudou o exercício da liderança. Os atributos seguem sendo liderar pelo conhecimento e atitudes”, frisou.

Por fim, os painelistas relatam qual seria o grande desafio para o cenário dos negócios em 2022. Randon afirmou que o ano será desafiador, porém o país pode ter uma oportunidade em razão da China. “O mundo tem de buscar produtos além da China. E aí pode ter uma oportunidade no campo da manufatura. Outro ponto importante, para as empresas, será cuidar do caixa”, afiançou. O presidente da BSBIOS concordou com a colocação. “Ter cuidado com a rentabilidade do negócio e a saúde financeira é fundamental. Mas tentar adaptar o negócio às condições do futuro também é importante”, enfatizou Battistella. Slaviero prevê que será um ano turbulento. “Mas o Brasil é mais ou menos assim, vivemos de anos complicados, teremos instabilidade e isso requer cuidado. As empresas que cuidarem em ter equilíbrio [em suas contas], continuarão se destacando”, assegurou. No campo de visão do diretor administrativo financeiro da Coamo há duas inquietações. “Algo que nos preocupa é a qualidade da mão de obra e como levar a tecnologia para o campo. Precisamos ter profissionais devidamente treinados. Até mesmo criamos uma universidade empresarial para dar esse treinamento”, revelou. Fernanda Sacchi, diretora de gente, ESG e comunicação da Rumo, espera que a companhia paranaense tenha um ano de grandes resultados.

Noite que premiou as 500 MAIORES DO SUL apresentou um debate com cinco lideranças da região

AMANHÃ e PwC Brasil anunciarão o ranking 500 MAIORES DO SUL nesta quinta-feira

Grupo de empresários será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades

O grupo de dirigentes será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades

Nesta quinta-feira (18) o Grupo AMANHÃ e PwC Brasil anunciarão os resultados do ranking 500 MAIORES DO SUL. A transmissão iniciará às 19 horas no canal do YouTube do Grupo AMANHÃ. Além de apresentar o mapa da excelência empresarial na região, o projeto 500 MAIORES DO SUL vai dar voz a quem têm a responsabilidade de conduzir grandes empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O grupo de dirigentes será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades.

O painel “A voz da liderança” terá duração de 30 minutos e será mediado por Eugênio Esber, diretor de Redação de AMANHÃ. Entre os painelistas estarão Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo financeiro da Coamo; Daniel Slaviero, presidente da Copel; Fernanda Sacchi, diretora de gente, ESG e comunicação da Rumo; Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS; e Daniel Randon, presidente das Empresas Randon.

SERVIÇO
A voz da liderança
Em tempos desafiadores, todos querem ouvir o líder
Dia: 18 de novembro, quinta-feira
Horário: 19h
Local: YouTube do Grupo AMANHÃ (clique aqui e ative o lembrete)

Grupo de empresários será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades

Confiança do comércio cai pelo terceiro mês seguido

Situação econômica frustra expectativas de empresários

Mesmo com o aumento de circulação de pessoas nas ruas, a conjuntura econômica tem afetado a confiança empresarial

Pelo terceiro mês seguido, os comerciantes brasileiros se mostraram menos otimistas. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a pesquisa, o indicador teve redução mensal de 1,3% em novembro. O resultado, no entanto, não anulou a performance da confiança empresarial até o momento, que subiu cerca de 9,7% em 2021.

Apesar de ter caído oito vezes em onze meses, indicando oscilação do otimismo, o índice registrou 119 pontos, permanecendo na zona de satisfação, acima dos 100 pontos. Os resultados foram influenciados por variações adversas no subíndice Condições Atuais do Empresário do Comércio, que teve reduções em todos os itens que o compõem: condições atuais da economia, do setor e da empresa.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que os números deixam implícito que, mesmo com o aumento de circulação de pessoas nas ruas, a conjuntura econômica tem afetado a confiança empresarial. “Os dados indicam que, apesar de fundamental, o avanço da vacinação já não tem sido mais suficiente para injetar ânimo no comércio. Será preciso que a situação da economia melhore para a recuperação acontecer”, afirma.

Cenário de redução da confiança
Entre os componentes apurados pelo Icec, apenas o que se refere às intenções de investimento variou positivamente no mês, com crescimento de 0,5%, o que, segundo a análise, pode ser atribuído ao término do ano e à sazonalidade das compras de Natal. Por outro lado, o item relativo a condições atuais do empresário do comércio apresentou a maior queda mensal: 4,1%. Expectativas do empresário do comércio contou com menor retração (0,7%).

O economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, aponta que fatores como a inflação; a desvalorização da moeda, encarecendo as importações; os juros; a escalada dos preços dos combustíveis e o aumento da energia nas vésperas da chegada do verão constituem um ambiente complicado para vendas. Além dos fatores diretos, outros ingredientes compõem um cenário de redução de confiança dos empresários, como o encerramento do auxílio emergencial; o endividamento das famílias e a taxa de desemprego ainda elevada.

“Na prática, compõem um conjunto de elementos que se tangenciam na contramão da virtuosidade, tornando a fase de recuperação mais complexa. O contexto ajuda a explicar, então, por que há maior circulação de pessoas, e a movimentação parece não impactar o crescimento das vendas e do otimismo”, observa Everton.

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Situação econômica frustra expectativas de empresários

Plaenge anuncia primeiro lançamento em Joinville

Construtora paranaense terá cinco projetos na cidade totalizando um VGV de R$ 400 milhões

Vitra terá apartamentos de 110 a 136 metros quadrados, trazendo opções de plantas que atendem a diferentes perfis de moradores

Chama-se Vitra o primeiro projeto com a marca da Plaenge em Joinville, que será apresentado ao mercado no dia 25 de novembro. A estreia da companhia paranaense em Santa Catarina será em grande estilo, com um empreendimento localizado no coração do bairro Atiradores, zona nobre e uma das mais valorizadas da maior cidade do estado. O endereço situa-se nas proximidades da Via Gastronômica e do Hospital Dona Helena, com acesso a toda a estrutura de lazer e serviços do Centro.

Com 15 pavimentos, o Vitra terá apartamentos de 110 a 136 metros quadrados, trazendo opções de plantas que atendem a diferentes perfis de moradores, além de dois duplex de 258 metros quadrados. A construtora já anunciou cinco projetos para os próximos dois anos em Joinville, totalizando VGV de R$ 400 milhões.

“Estamos muito orgulhosos. Acredito que teremos um papel fundamental no desenvolvimento imobiliário de Joinville, por meio de mais uma marca de excelência”, afirma Maurício Dallagrana, gerente regional do Grupo Plaenge. A holding atua há 12 anos em Joinville, com a construtora Vanguard, focada em apartamentos para o público jovem. “A Vanguardé conhecida por produtos inovadores e autênticos, e a Plaenge será responsável por realizar sonhos de clientes que buscam a sofisticação, a elegância e a modernidade.” O lançamento do Vitra vai marcar a abertura da nova central de vendas da Plaenge em Joinville, em área de 4 mil metros quadrados, no bairro Atiradores.

A Plaenge opera nas maiores cidades do Centro-Sul do país – Joinville, Curitiba, Londrina, Maringá, Campo Grande, Cuiabá, Campinas, Porto Alegre e São Paulo –, além do Chile. A empresa atua nos segmentos de incorporação residencial, desenvolvimento urbano, construção civil, projetos e montagens industriais. A empresa já entregou mais de 400 empreendimentos que somam mais de 6 milhões de metros quadrados de área construída e onde vivem 100 mil pessoas.

Em 2020, a Plaenge totalizou 19 lançamentos imobiliários no Brasil e no Chile, que somam VGV de R$ 1,6 bilhão. A previsão é encerrar 2021 com 26 novos empreendimentos no Brasil e no Chile, com VGV estimado de R$ 2,2 bilhões. Nos últimos anos, a empresa inovou ao trazer para o mercado imobiliário práticas de gestão e de design do mercado automobilístico europeu. “Temos uma forte parceria com a Porsche Consulting, que nos permitiu ter um controle rigoroso e de alto nível de nossos processos de criação de produtos, gestão da produção e de relacionamento digital com nossos clientes”, analisa Dallagrana.

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Construtora paranaense terá cinco projetos na cidade totalizando um VGV de R$ 400 milhões