Archives Dezembro 2021

Mercado de imóveis começa a recuperar o fôlego no Sul

Setor deve movimentar mais de R$ 24 bilhões neste ano

Embora o cenário seja de otimismo, o estudo mostra que ainda levará algum tempo para o segmento voltar ao patamar que havia conquistado

O setor imobiliário na região Sul deve movimentar, até o final de 2021, mais de R$ 24 bilhões, retomando parte da fatia que havia perdido no ano passado em função da pandemia, quando respondeu por apenas R$ 22,2 bilhões. É o que aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros há quase 30 anos, com base em dados oficiais. O levantamento foi feito com exclusividade para o Portal AMANHÃ.

Nos cálculos do estudo, são levadas em conta o número de empresas que oferecem serviços, tais como: compra, venda, aluguel e loteamento de imóveis próprios, bem como corretagem, gestão e administração da propriedade imobiliária.

Embora o cenário seja de otimismo, o estudo revela que ainda levará algum tempo para o segmento voltar ao patamar que havia conquistado. “O mercado de compra de imóveis levou um baque entre 2019 e 2020, reduzindo seus valores de potencial de consumo”, avalia Marcos Pazzini, responsável pelo estudo. Antes da Covid-19, o setor totalizava R$ 28,5 bilhões, ou seja, aproximadamente 15% a mais que a projeção atual.

A quantidade de empresas, por sua vez, não só recuperou o fôlego como ultrapassou os números pré-pandêmicos. Segundo o IPC Maps, das 44.073 atividades imobiliárias existentes em 2019 no Sul, 1.173 fecharam suas portas no início da Covid-19. Já neste ano, esse volume voltou a subir, totalizando 45.572 unidades instaladas.

Setor deve movimentar mais de R$ 24 bilhões neste ano

Confiança do empresário sobe em 23 dos 29 setores da indústria

É a primeira vez desde agosto que a maior parte dos segmentos registra avanço

O dado positivo tem mais relação com as expectativas para os próximos seis meses do que com o momento atual

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), avançou em 23 dos 29 setores da indústria analisados em dezembro em relação a novembro de 2021. É a primeira vez desde agosto que a maior parte dos setores industriais registra avanço da confiança.

O único setor industrial que registrava falta de confiança em novembro, produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal, voltou a ficar confiante em dezembro. Dessa forma, todos os 29 setores industriais analisados em dezembro estão confiantes.

A confiança avançou principalmente nos setores: bebidas (+7 pontos), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+5,9 pontos) e extração de minerais não metálicos (+5 pontos). Já as maiores quedas de confiança ocorreram nos setores: produtos de madeira (-4,2 pontos), calçados e suas partes (-1,1 ponto), obras de infraestrutura (-0,5 ponto) e produtos de minerais não metálicos (-0,5 ponto).

O dado positivo apontado pelo ICEI tem mais relação com as expectativas para os próximos seis meses do que com o momento vivido pelo empresário. O indicador de condições atuais da economia brasileira ficou abaixo de 50 pontos em 25 dos 29 setores pesquisados. O índice varia de 0 a 100, sendo que todos os dados abaixo de 50 pontos indicam percepção de piora da condição atual da economia brasileira na comparação com os últimos seis meses e acima de 50 pontos, percepção de melhora.

É a primeira vez desde agosto que a maior parte dos segmentos registra avanço

Coca-Cola Femsa adquire CVI Refrigerantes

Com isso, marca fortalece presença na região Sul

A CVI Refrigerantes é a 300ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC

A Coca-Cola Femsa anunciou nesta sexta-feira (17) que vai adquirir a CVI Refrigerantes, engarrafadora com sede em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O valor do negócio não foi revelado pelas empresas. O acordo está sujeito à aprovação do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O contrato foi fechado por meio da subsidiária brasileira Spal Industria Brasileira de Bebidas.

Com isso, a maior engarrafadora da Coca-Cola no mundo em volume de vendas elevará sua participação e liderança no mercado nacional. A participação da Coca-Cola Femsa no volume do sistema Coca-Cola Brasil passará de 50% para 52%. Atualmente, a CVI possui uma fábrica localizada em Santa Maria e três centros de distribuição que abastecem 13,5 mil pontos de venda, chegando a 2,8 milhões de consumidores locais.

“A aquisição da CVI Refrigerantes é muito importante para o crescimento dos negócios da Coca-Cola Femsa no Brasil. Com ela, passaremos a cobrir todo o Rio Grande do Sul, fortalecendo nossa presença na região Sul, que é estratégica para o negócio e consolidando nossa posição de liderança no país”, escreve, em nota, Ian Craig, presidente da Coca-Cola Femsa.

A CVI Refrigerantes é a 300ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Com isso, marca fortalece presença na região Sul

Fomento Paraná anuncia novo aumento de limites operacionais

Instituição financeira elevou para R$ 5 milhões o limite de crédito

O limite fica ainda maior para projetos que envolvem inovação

Diante da necessidade de crédito para empreendedores e empresas no processo de retomada da atividade econômica no estado pós-pandemia, a diretoria da Fomento Paraná decidiu instituir novos limites de valor em financiamentos e elevar de R$ 2 milhões para R$ 5 milhões o limite por operação. O valor considera projetos de investimento fixo até R$ 3,5 milhões e capital de giro associado ou puro até R$ 1,5 milhão. O limite fica ainda maior para projetos que envolvem inovação, que podem ser atendidos com recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), por meio da linha Inovacred e suas variantes.

“A diretriz determinada à Fomento Paraná é direcionar todos os esforços para colocar crédito no mercado apoiando principalmente as micro e pequenas empresas, de modo a acelerar a retomada da atividade econômica”, afirma Heraldo Neves, diretor-presidente da instituição financeira estadual. “Essa elevação de limites se faz necessária também diante do próprio ritmo de solicitações de crédito, das perspectivas de captação de recursos de diferentes fontes nas quais a Fomento Paraná vem trabalhando e da nossa capacidade instalada de processamento e análise, que vem recebendo melhorias contínuas”, acrescenta.

As fontes de recursos para atender aos novos limites podem ser próprias da Fomento Paraná ou de repasses e captações do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Finep, do Fungetur/Ministério do Turismo, ou ainda de novas captações. A Fomento Paraná vem trabalhando na diversificação de fontes para captação de recursos para financiamentos para atender ao Plano de Negócios e Estratégia de Longo Prazo.

O principal projeto de captação de recursos autorizado é junto à CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, no montante de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 275 milhões), que deve ser concluído no primeiro trimestre de 2022 e atender principalmente solicitações de micro e pequenas empresas. Historicamente, a principal origem dos recursos para as operações é o BNDES, que renovou o limite da instituição para operações de crédito com repasse de recursos para até R$ 123,9 milhões no período de julho de 2021 a junho de 2022.

Com o aumento do volume de operações de microcrédito, que neste ano deve superar a marca de R$ 100 milhões em novos contratos e consome parte desse limite fornecido pelo BNDES, estão em tratativa com o Banco do Brasil a captação de recursos orientados ao microcrédito na modalidade DIM Depósitos Interfinanceiros de Microcrédito, de R$ 50 milhões. Outra negociação autorizada com a Caixa Econômica Federal (CEF) prevê a captação de até R$ 11 milhões, também pra operações de microcrédito. O microcrédito é limitado a operações de até R$ 10 mil para empreendedores informais e até R$ 20 mil para MEIs e microempresas com faturamento anual até R$ 360 mil ao ano.

Para atender o volume de pedidos de crédito de empreendedores e escoar os recursos das novas captações, a Fomento Paraná vem trabalhando em diversas frentes, como a ampliação do número de parcerias e o melhoramento nas plataformas de processamento e análise de crédito. A linha Fomento Giro Fácil, voltada a empréstimos de capital de giro em valores de até R$ 500 mil, para micro e pequenas empresas, foi desenvolvida em uma plataforma especialmente criada para atender entidades credenciadas como correspondentes, principalmente em associações comerciais e empresariais e Sociedades Garantidoras de Crédito.

“Embora o foco principal seja a oferta de recursos para expansão de negócios, no atual cenário a principal demanda das empresas ainda é pelo capital de giro. Por isso é importante ter uma ferramenta ágil para trabalhar com nossos parceiros e taxas atrativas para o empreendedor”, afirma Neves.

O acesso às linhas de crédito se dá principalmente por meio da rede de parceiros agentes de crédito, que atuam nas prefeituras conveniadas, como salas do empreendedor e agências do trabalhador, ou correspondentes de empresas especializadas ou nas associações comerciais e empresariais nas diversas regiões do Paraná. A relação de agentes e correspondentes e os respectivos contatos estão disponíveis no site da Fomento Paraná, que também permite o cadastramento de propostas de empréstimo ou financiamento em uma plataforma digital exclusiva.

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Instituição financeira elevou para R$ 5 milhões o limite de crédito

Um futuro rentável e sustentável

Bunge aposta alto em gestão inteligente da cadeia produtiva e transformação digital – mas também em responsabilidade ambiental

“As mudanças ampliaram a visibilidade sobre nossas operações e trouxeram a agilidade necessária”, analisa Garros

Enquanto no ano passado o agronegócio foi o segmento que mais se destacou nas operações da Bunge, neste ano os holofotes estão voltados para os óleos refinados e especiais. O segmento apresentou um desempenho mais positivo do que o imaginado graças à recuperação do setor de food service e do aumento da demanda por combustíveis renováveis, como o biodiesel. Os já excelentes resultados de 2020 se mantiveram para a Bunge em 2021 – segundo a empresa, graças a uma importante mudança finalizada em 2019, quando o modelo operacional global deixou de ter estrutura regionalizada por países e regiões e passou a ser organizado por cadeias de valor. “As mudanças ampliaram a visibilidade sobre nossas operações e trouxeram a agilidade necessária”, analisa Julio Garros, presidente de desenvolvimento do agronegócio, operações e moagem da Bunge.

Os projetos de transformação digital e inovação continuarão sendo um pilar importante de investimentos para a companhia neste ano, mas, além deles, a Bunge também mantém seu foco em ações voltadas para a sustentabilidade. As equipes vêm impulsionando o desempenho operacional, a otimização do portfólio e o fortalecimento da disciplina financeira da empresa, tudo isso em meio a um dos períodos mais desafiadores da história recente. “Como resultado, desde o ano passado, estamos conseguindo aumentar a utilização de nossa capacidade instalada e diminuir o tempo de paradas não programadas. Isso, associado ao empenho de nossos times comerciais para garantir o abastecimento de nossas plantas, têm levado a recordes no processamento de soja”, conta Garros.

Outra prioridade da empresa ao longo da pandemia foi manter-se lado a lado dos clientes para apoiá-los na tarefa essencial de manter o abastecimento de alimentos e de acompanhar as mudanças nas necessidades do consumidor. Durante todo esse período, a Bunge elencou duas prioridades: a manutenção do abastecimento e a saúde e segurança de seus colaboradores e parceiros. “A demanda mundial por alimentos segue firme e a Bunge vem conseguindo cumprir seu planejamento com foco e disciplina na execução”, avalia.

A empresa possui uma série de projetos para aumentar a eficiência de seu processamento de oleaginosas e negócios de distribuição de grãos em todo o mundo. No Brasil, os destaques são os investimentos em iniciativas voltadas à digitalização. Em maio deste ano, a companhia anunciou a Vector, uma empresa independente de logística com foco na digitalização do processo de contratação de fretes rodoviários criada em sociedade com a Target, provedora de soluções em logística e tecnologia.

A empresa surgiu da experiência das sócias no desenvolvimento conjunto de um aplicativo de contratação digital de fretes para a operação da Bunge no Brasil, que foi um grande sucesso. Batizado com o nome posteriormente adotado pela nova empresa, o aplicativo Vector funciona de forma integrada ao sistema operacional do embarcador, comunicando-se com os locais de carga e descarga. Isso permite não só o agendamento do frete pelo caminhoneiro no aplicativo como também a distribuição, via sistema, de todos os documentos de transporte, garantindo a carga ao motorista sem qualquer necessidade de contato entre as partes. A integração junto ao embarcador promovida pelo Vector garantiu alta adesão de caminhoneiros e transportadoras à solução. Implantado na operação da Bunge no início de 2020, em pouco mais de um ano, o app já havia viabilizado 557 mil viagens e o pagamento de R$ 2,6 bilhões em fretes. Hoje, os volumes contratados via aplicativo representam 97% de tudo o que a Bunge transporta pelo modal rodoviário no país. A solução, a partir da empresa Vector, está disponível ao mercado.

Na área de exportações, foi também neste ano que a iniciativa Covantis, da qual a Bunge é co-fundadora em conjunto com outras tradings, lançou sua plataforma blockchain para melhorar a velocidade e a segurança tecnológica das operações de exportação no comércio global, começando pelo Brasil. “Como é possível notar, estamos em uma jornada importante de transformação digital e vamos continuar estimulando o desenvolvimento de novas soluções”, destaca Garros. A Bunge também aposta em se aproximar cada vez mais do ecossistema de startups. No início de 2021, tornou-se parceira do AgTech Garage, principal hub de inovação especializado no agronegócio.

Compromisso com o planeta
Apesar dos desafios causados pela pandemia, a empresa não enfrentou rupturas em suas operações. Entre projetos de sustentabilidade, atualmente está dedicada a construir cadeias de fornecimento de soja cada vez mais verificáveis e transparentes. O monitoramento com apoio de imagens de satélite da Bunge cobre mais de 8,3 mil fazendas no Cerrado – é o mais amplo do setor – e já corresponde a 96% do fornecimento direto de soja da empresa na região (quando a compra é feita diretamente com o produtor). “Também implantamos processo de verificação externa dos nossos dados de rastreabilidade e monitoramento para ampliar ainda mais a segurança em torno da nossa cadeia de suprimentos responsável”, conta Garros.

O foco do monitoramento também está sendo ampliado para o fornecimento indireto. Em março deste ano, foi lançado o Parceria Sustentável Bunge, programa inédito no setor para auxiliar revendas de grãos a implantarem sistemas de avaliação socioambiental de fornecedores, incluindo o monitoramento por satélite. O objetivo com a iniciativa é ampliar o monitoramento das fontes indiretas de fornecimento no Cerrado de 30% para 100% até 2025. Recentemente, a empresa anunciou a meta de reduzir suas emissões em 25% até 2030, após declaração junto a outras empresas na Conferência da Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26) a favor da aceleração das ações contra mudanças climáticas na indústria. Mais um reflexo de que, para a Bunge, já não basta apenas o crescimento: é preciso fazê-lo de maneira planejada e sustentável.

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Bunge aposta alto em gestão inteligente da cadeia produtiva e transformação digital – mas também em responsabilidade ambiental

PIB gaúcho cai 3,5% no terceiro trimestre

Queda é registrada na comparação com o segundo trimestre

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta do PIB do Rio Grande do Sul ficou pouco acima da nacional

A economia do Rio Grande do Sul registrou queda de 3,5% no terceiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, no entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou alta de 4,2%. Os números do trimestre que vai de julho a setembro mostram que o Estado teve queda superior à do Brasil (-0,1%) na comparação com os três meses anteriores e melhor desempenho quando a referência é o mesmo período de 2020 (4,2% contra 4%).

No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2021, a alta no PIB do estado chega a 12,2%, enquanto no Brasil o crescimento é de 5,7%. Os resultados da economia gaúcha no terceiro trimestre foram divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG).

“Assim como a agropecuária auxiliou o estado no trimestre passado, a falta de expressividade desse setor no terceiro trimestre e a própria base alta do período anterior explicam a queda na margem. O ponto positivo é que tanto indústria quanto serviços seguem crescendo nessa base de comparação. Além disso, no acumulado do ano, a recuperação da safra mais do que compensa essa queda marginal, contribuindo para um resultado de 12,2%, que também reflete a recuperação da Indústria e dos Serviços no ano”, destaca a pesquisadora e coordenadora da divisão de análise econômica do DEE/SPGG, Vanessa Sulzbach.

Em relação aos três meses anteriores, a economia gaúcha apresentou queda de 10% na agropecuária, enquanto a indústria (+1,7%) e serviços (+1,5%) registraram alta no período. O desempenho do estado ficou acima do nacional no segmento industrial (1,7% contra 0,0% do país) e nos serviços (1,5% contra 1,1%). A menor queda do Brasil na agropecuária foi a principal diferença do trimestre (-10% contra -8%).

Na indústria de transformação, a mais representativa indústria do Rio Grande do Sul, a alta no Estado foi de 0,2% nessa base de comparação, contra -1% no Brasil. Nos serviços, a atividade do Comércio no Estado e no país registraram quedas semelhantes (-0,3% no RS e -0,4% no país).

Comparação com igual trimestre de 2020
Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta do PIB do Rio Grande do Sul ficou pouco acima da nacional (+4,2% contra +4,0%). O estado superou o desempenho do país nos três principais segmentos da economia: agropecuária (+16,0% contra -9,0%), indústria (+3,1% contra +1,3%) e serviços (+6,0% contra 5,8%).

De janeiro a setembro a alta de 12,2% do PIB do Rio Grande do Sul na comparação com o mesmo período de 2020 é sustentada pelo crescimento da agropecuária (+72,1%), seguida das altas da indústria (+11,8%) e dos serviços (+3,9%).

Queda é registrada na comparação com o segundo trimestre

Federasul prevê 2022 com otimismo moderado

Inflação crescendo menos e taxas de juros maiores vão balizar o ano eleitoral

Marchet projeta que 2022 será um ano de muita volatilidade, tudo em função das eleições

Com um otimismo mais moderado para 2022, a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul) apresentou nesta quinta-feira (16) seu balanço anual à imprensa e mostrou como vê os cenários do ano que vem. PIB brasileiro em 1,1% e do Rio Grande do Sul em 2%. No cenário econômico, o próximo ano vai oscilar mais por causa das eleições, com alterações bruscas evidenciadas pelas pesquisas eleitorais e pela elevada incerteza quanto às decisões e expectativas para o Brasil.

No fechamento de 2021, a inflação brasileira deve chegar aos 10,2% e o PIB em 4,81%. No Rio Grande do Sul, o PIB deverá fechar em 7,66%. Os cenários foram detalhados pelo vice-presidente e coordenador da divisão econômica da Federasul, Fernando Marchet. Para ele, há uma baixa probabilidade de que as reformas estruturantes (tributária e administrativa), essenciais para sustentar o crescimento, avancem em 2022.

O presidente da Federasul, Anderson Trautman Cardoso, falou sobre o ano difícil na pandemia e lembrou que as instabilidades internacionais atuam sobre a economia brasileira destacando a alta da inflação mundial. Ele falou também sobre o cenário político de indefinições que dificultam o avanço econômico. Na visão dele, a pandemia também já foi equalizada. “Ainda temos algumas variantes, mas creio que não voltaremos a fechar o comércio, por exemplo”, declarou.

No cenário fiscal, Marchet enfatizou as dificuldades encontradas pelo governo. Para ele, o cumprimento do teto de gastos está afetado pelas pressões dos programas sociais (Auxílio Brasil), pelo aumento do custo da dívida e pelos maiores gastos com precatórios. Estes fatores, disse Marchet “elevam o risco de que o Brasil perca o controle fiscal”.

A projeção da Federasul na taxa de juros é de alta moderada, informou Marchet. Ele projeta que a Selic deve fechar este ano em 9,25% e no ano que vem 11,5%. Na taxa de câmbio, a previsão é de que se mantenha no mesmo patamar de 2021, em R$ 5,50. Marchet também prevê que 2022 será um ano de muita volatilidade, tudo em função das eleições. O dólar, segundo ele, deve ser o principal alvo dessa instabilidade. A inflação, por sua vez, deve alcançar um índice de 4,9% – metade do IPCA atual.

Com relação ao emprego, a previsão feita pela entidade é de relativa recuperação para o ano que vem, como está acontecendo nesse ano. “O emprego formal deve superar o informal”, disse Marchet ressaltando que o setor de serviços, no Rio Grande do Sul, foi mais impactado e que continuará com alguma dificuldade no próximo ano.

A economia brasileira pode crescer com alguns condicionantes, disse Marchet. Entre eles as privatizações, as concessões, as reformas estruturais, o clima de segurança jurídica e a abertura econômica. Ele se referiu também às limitações para o crescimento citando os gargalos na infraestrutura, o período eleitoral, a taxa de juros e a inflação internacional, além da escassez e falta de mão de obra qualificada.

Inflação crescendo menos e taxas de juros maiores vão balizar o ano eleitoral

C.Vale mantém investimentos apesar de quebras por estiagem

Velocidade pode ser reduzida dependendo do impacto da seca

Lang fez balanço do desempenho em encontro com associados da C.Vale

A estiagem que castiga lavouras de soja e milho do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso do Sul vai fazer com que a C.Vale aumente a cautela com os investimentos. O presidente da cooperativa, Alfredo Lang, disse que a velocidade dos investimentos pode ser reduzida dependendo do impacto da seca sobre a produção de grãos. “Vamos manter nosso norte, a industrialização, mas não vamos dar o passo maior do que a perna”, assegurou.

A C.Vale deu início, em abril, à terraplanagem da área onde será construída aesmagadora de soja, em Palotina. A indústria, orçada em mais de R$ 600 milhões, deverá ficar pronta no segundo semestre de 2023. A cooperativa também vai construir uma unidade produtora de leitões, também em Palotina, visando o fornecimento a integrados que entregarão animais ao novo frigorífico que a Frimesa está construindo em Assis Chateaubriand, no oeste do estado.

Ao falar para 300 lideranças e familiares, Lang revelou que, naquele dia, o faturamento da C.Vale estava em R$ 16 bilhões. Ele fez um balanço do desempenho da cooperativa em 2021 dizendo que foi um ano difícil devido à pandemia, mas citou avanços como a incorporação da cooperativa Cooatol, de Toledo (PR), a compra de uma unidade de recebimento de grãos em Nova Mutum (MT) e o arrendamento de três unidades em Mato Grosso do Sul.

Na área de carnes, a C.Vale, através da empresa Plusval, arrendou o frigorífico Diplomata, de Capanema (PR), com capacidade de abate de 143 mil frangos por dia. Em Umuarama, a Plusval opera um frigorífico que abate 140 mil aves por dia e que deverá ampliar o processamento para 150 mil frangos por dia até maio de 2022.

A C.Vale é a 15ª maior empresa da região e também a sexta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Velocidade pode ser reduzida dependendo do impacto da seca

Setor calçadista deve crescer mais de 12% neste ano

Produção deverá ser 8,4% menor do que a de 2019

A projeção da Abicalçados para 2022 é um crescimento em torno de 3% na produção, o que ainda deve deixar o setor 6% abaixo dos níveis pré-pandemia

Com mais de cinco mil fábricas que empregam diretamente cerca de 280 mil pessoas em todo o Brasil, o setor calçadista deve crescer mais de 12% em 2021. A estimativa é da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O crescimento será impulsionado pelas exportações de calçados, que devem ter incremento de mais de 30% no ano.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que 2021 foi um ano de recuperação gradual, especialmente a partir do segundo semestre. “No ano passado, em função da pandemia de Covid-19, registramos um tombo de mais de 18%, voltando ao patamar produtivo de mais de uma década atrás. A partir de 2021, com o avanço da vacinação, a abertura do comércio físico e a retomada da demanda internacional, passamos a ter uma recuperação”, avalia.

Segundo ele, mesmo com o crescimento de mais de 12%, o setor deve encerrar o ano com uma produção 8,4% menor do que a de 2019. A produção de calçados para 2021 está estimada em quase 860 milhões de pares, o que coloca o Brasil na quinta posição entre os maiores produtores do planeta, atrás da China, Índia, Vietnã e Indonésia. Conforme os dados mais atuais elaborados pela Abicalçados, entre janeiro e outubro o setor cresceu 12,7%.

Se o mercado interno patinou na recuperação ao longo do ano, o mesmo não ocorreu com as exportações. Entre janeiro e novembro, conforme a Abicalçados, foram embarcados para o exterior 110,7 milhões de pares, que geraram US$ 805,7 milhões, incrementos tanto em volume (+31%) quanto em receita (+34,6%) na relação com o mesmo período de 2020. O número, em pares, já é 5,6% superior ao do mesmo período de 2019. Projeções da entidade apontam que os embarques devem encerrar o ano com incremento médio de 30% sobre o ano passado, com crescimento de mais de 5% sobre 2019.

Para 2022, a Abicalçados estima a continuidade da recuperação. A projeção da entidade é um crescimento em torno de 3% na produção, o que ainda deve deixar o setor 6% abaixo dos níveis produtivos da pré-pandemia. Já as exportações devem ter um incremento de mais de 5%, em volume, com resultado 7,5% maior do que em 2019. “A indústria calçadista, como tradicionalmente, deverá crescer mais do que o PIB brasileiro”, conclui o executivo.

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Produção deverá ser 8,4% menor do que a de 2019

Camil anuncia duas aquisições no segmento de café

Café Bom Dia e Agro Coffee, ambas em recuperação judicial, passam a fazer parte da empresa

A Camil tem realizado importantes aquisições, tanto no mercado nacional quanto no internacional

A Camil Alimentos anunciou a aquisição da Café Bom Dia e da Agro Coffee, ambas em recuperação judicial. O valor do negócio será de aproximadamente R$ 62 milhões.

A Café Bom Dia atua no segmento de café desde 1895 e detém hoje as marcas Bom Dia e Sul de Minas. O ativo conta com uma planta industrial em Varginha (MG), que será utilizada para operacionalizar a atuação da companhia na categoria de café com suas outras marcas, União e Seleto, além das marcas da Café Bom Dia. A Agro Coffee é uma companhia que atua com o comércio, importação e exportação de café.

A Camil tem realizado importantes aquisições, tanto no mercado nacional quanto no internacional. Recentemente, entrou em dois segmentos novos: o de massas e cafés. Além de adquirir da empresa equatoriana de arroz Dajahu, que marcou a entrada da Camil no Equador, a empresa apostou na compra do pastifício Santa Amália, uma conceituada empresa de massas de Minas Gerais, e na aquisição da marca de café Seleto.

Agora, os esforços estão concentrados em entender as nuances e especificações desses negócios, e a forma como atuam no mercado brasileiro. E, naturalmente, seguir crescendo nas categorias em que já atua tradicionalmente.

A Camil Alimentos é a 23ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Café Bom Dia e Agro Coffee, ambas em recuperação judicial, passam a fazer parte da empresa

Brasil pode ser destaque como provedor de soluções de baixo carbono

É o que mostra estudo do Programa de Transição Energética

A eletrificação da frota de veículos pesados é uma das demandas dos grandes centros urbanos brasileiros

O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançaram o estudo do Programa de Transição Energética (PTE), que traz um diagnóstico do setor de energia brasileiro, elaborado a partir de debates organizados ao longo deste ano. Autoridades públicas e tomadores de decisão da iniciativa privada participaram dos debates.

Uma conclusão é a de que a transição energética (TE) pode ser um importante impulso para uma economia mais sustentável, com o Brasil tendo lugar de destaque no mundo como provedor de soluções de baixo carbono para outras regiões. “O país já apresenta um setor elétrico majoritariamente renovável que se expande com soluções renováveis extremamente competitivas em termos globais, podendo este ser o vetor para a produção em larga escala de hidrogênio verde”, indica o documento.

Além disso, o Brasil se apresenta como uma das lideranças globais em bioenergia, tendo importante participação de biocombustíveis nos transportes, com o etanol e o biodiesel; e na geração de eletricidade. Também tem capacidade de desenvolver competências em novas formas avançadas de biocombustíveis, entre eles o etanol celulósico, o diesel hidrogenado, o bioquerosene, e biogás/biometano.

A análise revelou que o setor de óleo e gás (O&G) brasileiro é considerado dinâmico e estruturado, com grande expertise técnica, capacidade de investimento e desenvolvimento tecnológico. A análise do programa mostra tendências e incertezas para o setor, relacionadas ao contexto geopolítico da transição energética, e destaca os efeitos da pandemia de covid-19, que determinou as ações dos países ao redor do mundo.

Mudança climática
O documento reforça ainda a percepção da urgência de mudança climática, ampliando as necessidades por ações ambientais concretas. “A preocupação mundial com as mudanças climáticas se acentuou e as ações e políticas que estão sendo desenvolvidas irão se consolidar, produzindo, ao longo das próximas décadas, uma mudança estrutural na configuração da matriz energética mundial que, sozinha, corresponde por três quartos das emissões globais”, revela o estudo.

Conforme o documento, 72% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil são geradas pelo uso da terra e da agropecuária. Por isso, para os pesquisadores é evidente que o grande desafio para o país alcançar as metas climáticas passa pelo “desenvolvimento de um setor agropecuário de baixo carbono e o controle do desmatamento irregular. Nesse campo, a regulamentação dos créditos de carbono, junto com políticas públicas eficazes para ‘manter a floresta em pé’, pode ter uma contribuição importante”.

O estudo defende também uma forma de “conciliar a dinâmica da recuperação econômica global com a construção de um sistema energético mais limpo e sustentável em um prazo factível para as metas traçadas no Acordo de Paris.”

Os desafios para melhorar o bem-estar das demandas dos grandes centros urbanos brasileiros, conforme sugere a análise, podem andar junto com os objetivos climáticos. Como exemplo, citou a eletrificação da frota de veículos pesados, principalmente os ônibus urbanos nos quais os motores elétricos são mais eficientes que os de combustão.

Dois pontos foram considerados fundamentais para que as tecnologias disponíveis sejam escolhidas pelo valor que elas agregam à sociedade: o desenvolvimento regulatório e o planejamento. Além disso, é preciso promover a coordenação entre os setores público e privado, permitindo que o país se prepare para as oportunidades e também para as ameaças da transição energética.

“Não existe apenas uma única trajetória no processo de transição energética. Cada país terá que buscar o seu próprio caminho procurando capturar as oportunidades de congregar crescimento econômico e sustentabilidade, ao passo que consolida uma economia de baixo carbono. Nesse sentido, o Brasil não terá uma agenda para a TE igual à da Europa ou dos Estados Unidos, uma vez que, considerando seu parque gerador elétrico renovável e o peso do setor de biocombustíveis, o Brasil já vem, há décadas, realizando a sua transição.”

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Com Agência Brasil

É o que mostra estudo do Programa de Transição Energética

O ano de 2022 marcará superação de década perdida para o varejo

Apesar de oportunidades, setor ainda terá que lidar com baixo crescimento econômico, juros elevados e inflação

FDCL-RS estima que o crescimento econômico do país chegue em torno de 1,2% em 2022

Com o avanço da vacinação e o cenário lentamente retomando à normalidade, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FDCL-RS) divulgou, na quarta-feira (15), suas previsões para o setor do varejo no ano de 2022. A apresentação foi conduzida por Gustavo Inácio de Moraes, coordenador do curso de economia da Escola de Negócios da PUCRS.

Apesar de desafios como baixo crescimento econômico, inflação pressionada e próxima ao teto da meta ao final do ano, juros em elevação, inadimplência possivelmente maior, cenário político e evolução consequente do câmbio, Moraes ressalta, também, algumas oportunidades para o setor – o crescimento acima da média nacional do comércio gaúcho, a geração de empregos e a multiplicação dos canais de comercialização.

O comércio gaúcho contou com índices positivos ao longo de 2021. Até outubro, havia criado 26.332 vagas líquidas; de um total de 626.466 empregos, houve crescimento de 4,2% no ano; e o comércio representa, atualmente, 24% dos trabalhadores gaúchos registrados. No Brasil, a porcentagem é de 23,4%, segundo o Caged.

Moraes ressalta, também, a recuperação que 2022 representará para o setor. Na verdade, o crescimento permitirá apenas que o varejo retorne ao nível de 2014. Desde então, a recessão e dificuldades na economia pelas quais o país passou derrubaram os índices. “O ano de 2022 é importante porque vai marcar, para o varejo, uma superação da década perdida”, resume o professor. Em relação ao varejo ampliado, a expectativa é que os índices retornem aos níveis de 2012, tendo em mente que o aumento de juros dificultará os financiamentos para os segmentos de bens duráveis e de materiais de construção.

Em termos de projeções, Moraes estima que o crescimento econômico do país chegue em torno de 1,2% em 2022, com possível aceleração no segundo semestre e a Selic média alcançando 11,5%. O Rio Grande do Sul alcançará crescimento acima da média nacional, em torno de 1,8%, centrado na recuperação fiscal e agenda de investimentos privados. A liderança ficará a cargo dos setores exportadores e de serviços, com o comércio gerando empregos e oportunidades.

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Apesar de oportunidades, setor ainda terá que lidar com baixo crescimento econômico, juros elevados e inflação

Fed não altera taxa de juros

BC norte-americano anunciou aceleração na retirada dos estímulos

Os membros do Fed estão mais otimistas em relação ao emprego nos Estados Unidos

O Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) manteve a taxa básica de juros da economia dos Estados Unidos no intervalo entre 0% e 0,25%, seguindo a expectativa do mercado. O colegiado confirmou que aumentará a velocidade da redução dos estímulos monetários, de US$ 10 bilhões para US$ 20 bilhões nas compras mensais de títulos públicos e de US$ 5 bilhões para US$ 10 bilhões em títulos hipotecários, passando a comprar no total US$ 90 bilhões em títulos mensalmente.

O tapering, como é conhecido a retirada dos estímulos, ocorre devido ao aumento da inflação ao consumidor dos Estados Unidos e ao fortalecimento do mercado de trabalho no país. Os membros do Fed estão mais otimistas em relação aos dados de desemprego e reduziram suas expectativas de 4,8% para 4,3% neste ano. Para o próximo ano, a mediana passou de 3,8% para 3,5%. Já em relação à inflação, a projeção do Fed para 2021 subiu de 4,2%, na reunião de setembro, para 5,3%, e para 2022, passou de 2,2% para 2,6%.

BC norte-americano anunciou aceleração na retirada dos estímulos

Contratações do BRDE somam R$ 322 milhões em novos investimentos no RS

Projetos contemplam obras em municípios, geração de energia, turismo e agronegócio

Do total de R$ 322 milhões, os contratos voltados ao agronegócio representam R$ 76,4 milhões

Com foco em áreas estratégicas ao desenvolvimento econômico e melhorias na infraestrutura urbana, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou, nesta quarta-feira (15), um conjunto de operações que somam R$ 322 milhões em novos investimentos no Rio Grande do Sul.

Reunindo setores como cooperativas, empresas geração de energia com fontes renováveis, complexos turísticos e prefeituras, a assinatura ocorreu no Palácio Piratini e contou com a participação do governador Eduardo Leite e do secretário de desenvolvimento econômico, Edson Brum. Refletindo o bom momento do agronegócio e a retomada mais forte das atividades, o BRDE deverá fechar 2021 se aproximando da marca de R$ 1,3 bilhão em financiamentos apenas para o Rio Grande do Sul.

Além de crédito para investimentos para os quais o banco se valeu de diferentes fundings, os contratos incluem linhas de capital de giro – que ganhou espaço entre as operações por conta dos impactos da pandemia. Do total de R$ 322 milhões, os contratos voltados ao agro representam R$ 76,4 milhões. Destaque para os projetos de um frigorífico de frangos da Cooperativa Languiru e da ampliação das unidades da Cotricampo localizadas em Derrubadas e Humaitá. Neste ano, o banco soma mais de R$ 270 milhões em crédito contratado por produtores gaúchos.

“Como instituição comprometida com o meio ambiente, impacto social e boa governança, o BRDE fechará o ano alcançando resultados históricos. Mas teremos um 2022 de muitos desafios, por isso a importância de estarmos apoiando setores estratégicos, com maior capacidade de inovação e geração de empregos, além de sempre estarmos aliados ao agronegócio por tudo que representa para várias cadeias”, destacou a diretora de operações do BRDE, Leany Lemos. Juntamente com a atividade de incentivar o desenvolvimento da região Sul, acrescentou a diretora, o BRDE prioriza projetos com impactos ambientas e sociais positivos. “Somos um banco comprometido com a sustentabilidade.”

Foram assinados quatro contratos com prefeituras, cujas operações irão financiar projetos do sistema de iluminação pública. É o caso de Igrejinha e também em Parobé, onde o recurso ainda terá como destino a implantação de uma unidade de geração fotovoltaica e instalação de câmeras de segurança. Igualmente por meio do programa BRDE Municípios, as prefeituras de Viamão e São Gabriel celebraram contrato para obras de melhorias na mobilidade urbana.

Com a retomada gradativa do fluxo de turistas na medida que avança o programa de vacinação contra a Covid-19, os investimentos no setor representam uma grande demanda por financiamento junto ao BRDE. São também quatro as contratações deste setor realizadas nesta quarta (15) prevendo investimentos em parques turísticos no Estado ou como capital de giro para retomada, totalizando R$ 51,1 milhões.

Com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando (ou com mínimo de 40% de sócias) e produtoras rurais, o BRDE Empreendedoras do Sul oferece financiamento para investimentos fixos e capital de giro, ambos disponíveis no valor de até R$ 1 milhão.

Lançado neste ano, o programa de crédito específico para mulheres empreendedoras superou a marca de R$ 43 milhões em financiamentos autorizados apenas no RS, dos quais mais de R$ 28 milhões já com contratos assinados. Para que o crédito chegue ao maior número de interessadas, em especial beneficiando pequenas e médias empresas, uma das alternativas é atuar com instituições parceiras. É o caso do contrato que o BRDE celebrou com a ICC Serra, no valor de R$ 700 mil. Por meio do Banco do Povo, são liberados empréstimos pela modalidade de microcrédito para empreendedoras de vários municípios gaúchos.

Dois são os contratos que o BRDE está fechando para projetos de geração de energia com fontes renováveis. A principal contratação se refere à implantação de uma pequena central hidrelétrica (PCH), no município de Tio Hugo, projeto liderado pela Coprel – Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento, que terá financiamento do BRDE de R$ 81 milhões. A outra contratação se refere a um parque de geração de energia com placas fotovoltaicas desenvolvido pela Coopernorte, que atende clientes em Viamão e Santo Antônio da Patrulha.

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Projetos contemplam obras em municípios, geração de energia, turismo e agronegócio

Industriais paranaenses estão otimistas com 2022

Quase 73% dos empresários afirmaram que têm planos de investir no próximo ano

“Mesmo com muitos desafios a serem superados o industrial enxerga possibilidades reais de uma retomada em 2022”, avalia Carlos Valter Martins Pedro, presidente do Sistema Fiep

Um empresário otimista, disposto a investir e gerar novos empregos, apesar dos desafios e das limitações impostas pela pandemia da Covid-19 e do cenário macroeconômico do país. Este é o resultado geral da 26ª Sondagem Industrial, pesquisa anual feita pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) com industriais de todas as regiões do estado. Para 68,7% dos participantes o sentimento é de otimismo ou muito otimismo em relação a 2022. O índice é o mesmo alcançado no ano passado, quando a crise sanitária estava em momento mais crítico e o país ainda não tinha uma campanha de vacinação em curso, e está acima da média dos últimos 10 anos, que é de 66,7%.

A resposta positiva dos empresários está ancorada principalmente na perspectiva de crescimento das vendas (67,8%), na abertura de novos mercados (39%) e na previsão de investimentos (33,6%). Para o presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, apesar das dificuldades, o aprendizado da crise, o avanço da vacinação e a retomada de outros setores da economia contribuíram para a recuperação das indústrias este ano. “Vemos com bons olhos o resultado da pesquisa. Ela confirma que mesmo com muitos desafios a serem superados o industrial enxerga possibilidades reais de uma retomada em 2022”, avalia.

“Esperamos que as medidas necessárias para que o ambiente de negócios no país fique mais favorável, como a reforma tributária, saiam do papel e nos ajudem nesse processo de recuperação. Para isso contamos com medidas seguras de controle da pandemia, soluções eficientes para sanar as crises hídrica e energética e redução dos custos para se produzir no Brasil”, completa.

As recomendações do presidente também fazem parte do estudo. A Sondagem revelou que questões de cunho político-eleitoral, falta de mão de obra qualificada, dificuldade de acesso a crédito, demanda insuficiente no mercado interno e oscilações cambiais são preocupações latentes dos empresários que podem impactar nos negócios. No total, os pessimistas somam 5,1% dos entrevistados, enquanto 26,4% se mostraram cautelosos e expressaram expectativa neutra para 2022.

Além destes aspectos, o economista da Fiep, Marcelo Alves, destaca outros temas que apareceram em evidência no estudo deste ano. “Aumento dos custos e escassez de matéria-prima, redução das vendas e a piora no ambiente político nacional foram sinalizados como fatores que comprometem a performance das empresas”, lembra. “O curioso é que mesmo com motivos para justificar dificuldades, os pessimistas revelaram que estão dispostos a investir em produtos, melhorar processos e até em explorar novos mercados no próximo ano. Ou seja, já articulam estratégias para driblar os problemas e já têm um planejamento prévio para virar o jogo a seu favor”, aponta.

“Um empresário otimista é aquele disposto a investir, mesmo diante de um cenário desafiador”, declara Alves. “Um bom sinal de retomada é quando o empresário revela claramente essa intenção e a pesquisa confirma isso”, diz. Quase 73% dos respondentes afirmaram que têm planos de investir em 2022 e as prioridades são em melhoria de processos, produtos ou serviços (64,5%), para reduzir custos de produção (48,7%) e ampliar a capacidade produtiva (45,4%). “Estes aspectos sugerem que há uma estratégia de reposicionamento de mercado provavelmente por conta da pandemia, para aumento da capacidade produtiva e para ganhar competitividade. O que são bons sinais para o setor”, reforça o economista.

Quando avaliado o planejamento de acordo com o porte das empresas, os resultados mostram uma diferença provavelmente relacionada à capacidade financeira e à prioridade de cada uma. Quase 100% das grandes companhias confirmaram que os investimentos serão feitos para ampliar a capacidade produtiva, logística e para melhorar produtos e serviços. Já entre as médias, 77% vão utilizar os recursos para reduzir custos de produção e ampliar a capacidade interna. As pequenas priorizarão melhoria em processos e produtos e a redução de custos de produção. E os microempreendedores querem melhorar a qualidade do que vendem, ou seja, produtos e serviços serão o alvo preferencial.

Os recursos próprios serão a principal fonte de investimentos para 67,5% dos entrevistados. “Em relação a anos anteriores, percebe-se um aumento desta modalidade e também na busca por meio de instituições de fomento e desenvolvimento frente aos bancos tradicionais e cooperativas de crédito. Esse comportamento deve estar atrelado a uma maior pesquisa do empresário no mercado, por melhores taxas e condições de financiamento, durante à pandemia”, explica Alves.

Os investimentos têm ligação com as estratégias das indústrias para 2022. Mais de 30% devem apostar em desenvolvimento de novos negócios, aumento da capacidade produtiva/nova unidade industrial e incorporação de novos produtos à linha. Já para 20% a prioridade será aumentar o valor agregado dos produtos, segmentar os canais de vendas e investir em desenvolvimento e inovação. “Os empresários estão se preparando para ampliar seus mercados e se tornarem mais competitivos. Isso está em sinergia com as expectativas positivas das empresas em relação a 2022”, afirma.

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Quase 73% dos empresários afirmaram que têm planos de investir no próximo ano