YouTube Premium Lite: Uma opção mais barata, mas com menos benefícios

O YouTube está repleto de anúncios, e assistir a vídeos sem interrupções tem se tornado um desafio cada vez maior. Para quem deseja uma experiência mais fluida, há o YouTube Premium, mas muitos ainda recorrem a bloqueadores de anúncios. Agora, o Google está testando um novo plano mais acessível, chamado YouTube Premium Lite, que promete […]O YouTube está repleto de anúncios, e assistir a vídeos sem interrupções tem se tornado um desafio cada vez maior. Para quem deseja uma experiência mais fluida, há o YouTube Premium, mas muitos ainda recorrem a bloqueadores de anúncios. Agora, o Google está testando um novo plano mais acessível, chamado YouTube Premium Lite, que promete […]

Google aumenta preços do Google One no Brasil

O Google anunciou um reajuste nos preços do Google One, seu serviço de armazenamento em nuvem, afetando diretamente os usuários brasileiros. A mudança já entrou em vigor para novos assinantes desde fevereiro, enquanto quem já tem uma assinatura começará a pagar os novos valores a partir de 21 de março de 2025. O aumento segue […]O Google anunciou um reajuste nos preços do Google One, seu serviço de armazenamento em nuvem, afetando diretamente os usuários brasileiros. A mudança já entrou em vigor para novos assinantes desde fevereiro, enquanto quem já tem uma assinatura começará a pagar os novos valores a partir de 21 de março de 2025. O aumento segue […]

Indústria gaúcha manifesta preocupação com a suspensão do Plano Safra

Entidade ressalta que, além de afetar diretamente a agricultura, a medida impacta a indústria e o desenvolvimento do país

A falta de acesso ao financiamento pode gerar desafios significativos para os produtores rurais

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou preocupação com a decisão do governo federal de suspender, a partir desta sexta-feira (21), novas contratações com subvenção federal do Plano Safra 2024/2025. “A medida afeta diretamente a indústria, a agricultura e os setores ligados ao agronegócio”, alerta Claudio Bier, presidente do Sistema Fiergs. “O Plano Safra é muito importante para o desenvolvimento econômico do país. É necessário que a suspensão seja reavaliada já que há setores que dependem dessas linhas de crédito para manutenção da produção e dos investimentos”, ressalta.

A suspensão das novas contratações pode afetar diretamente a indústria de insumos, de máquinas agrícolas, a agricultura comercial e a agroindústria, que dependem dessas linhas de crédito com juros mais baixos para manutenção de seus custos operacionais e investimentos em expansão. O crédito rural é uma ferramenta estratégica para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola brasileiro, e a falta de acesso a essas linhas de financiamento pode gerar desafios significativos para os produtores rurais e para a economia local.

Em documento enviado aos parlamentares gaúchos, a entidade gaúcha ressalta a importância da votação o quanto antes do orçamento de 2025, que ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional, o que tem gerado bloqueio de recursos necessários para viabilizar essas operações. “A Fiergs se coloca à disposição para colaborar com soluções para a retomada do fluxo de crédito e o apoio ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul e do Brasil. Nossa missão é garantir que os industriais e produtores rurais tenham acesso a recursos necessários para seguir com seus investimentos e assegurar o crescimento sustentável do setor”, conclui Bier.

Entidade ressalta que, além de afetar diretamente a agricultura, a medida impacta a indústria e o desenvolvimento do país

BRDE terá escritório de representação em Brasília

Unidade acompanhará de perto as pautas prioritárias junto aos órgãos públicos

O escritório está instalado na quadra comercial de Brasília e entrará em funcionamento no mesmo dia, inclusive recebendo a reunião quinzenal da diretoria do banco

A partir da próxima terça-feira (25), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) terá maior presença institucional na capital federal. O escritório de representação em Brasília (DF) ficará responsável por acompanhar de perto as pautas prioritárias junto aos órgãos públicos e demais instituições bilaterais, em especial para agilizar as novas operações de captação de recursos. “Estamos em meio a um forte processo de diversificação do nosso funding e todos os bancos internacionais têm escritórios estabelecidos em Brasília, sem falar que as principais decisões que impactam a nossa atividade, o mercado financeiro e as políticas de desenvolvimento são tomadas na capital federal”, contextualiza Ranolfo Vieira Júnior, diretor-presidente do BRDE. O escritório está instalado na quadra comercial de Brasília e entrará em funcionamento no mesmo dia, inclusive recebendo a reunião quinzenal da diretoria do banco.

A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), entidade que reúne as instituições de fomento do país, igualmente tem sede e realiza suas reuniões rotineiras e assembleias em Brasília. Desde sua criação, o BRDE já dispõe de uma mesma estrutura na cidade do Rio de Janeiro (RJ), que cuida das relações de parceria com o BNDES e com a Financiadora de Projetos e Pesquisa (Finep), que seguem como as principais fontes de recursos para novos investimentos na região Sul. O BRDE fechou 2024 muito próximo de atingir R$ 6 bilhões em novos investimentos no Sul do país. Mesmo diante de um cenário desafiador em termos de acesso ao crédito, a marca histórica de R$ 5,9 bilhões superou em cerca de R$ 140 milhões o volume de financiamentos registrado no ano anterior.

Unidade acompanhará de perto as pautas prioritárias junto aos órgãos públicos

Google planeja abrir lojas físicas fora dos EUA, e a Índia pode ser o primeiro destino

O Google está prestes a dar um passo importante no varejo físico, seguindo uma estratégia já consolidada pela Apple. De acordo com fontes próximas ao assunto, a empresa está finalizando os planos para inaugurar suas primeiras lojas oficiais fora dos Estados Unidos. O país escolhido para essa expansão é a Índia, um dos mercados de […]O Google está prestes a dar um passo importante no varejo físico, seguindo uma estratégia já consolidada pela Apple. De acordo com fontes próximas ao assunto, a empresa está finalizando os planos para inaugurar suas primeiras lojas oficiais fora dos Estados Unidos. O país escolhido para essa expansão é a Índia, um dos mercados de […]

Google anuncia o fim do Chromecast com Google TV

O Google anunciou o fim do Chromecast com Google TV, encerrando as vendas tanto da versão 4K quanto da HD. Lançado em 2020, o dispositivo marcou uma grande mudança na linha Chromecast ao trazer um controle remoto e uma interface própria, permitindo que os usuários acessassem aplicativos diretamente na TV, sem precisar de um celular […]O Google anunciou o fim do Chromecast com Google TV, encerrando as vendas tanto da versão 4K quanto da HD. Lançado em 2020, o dispositivo marcou uma grande mudança na linha Chromecast ao trazer um controle remoto e uma interface própria, permitindo que os usuários acessassem aplicativos diretamente na TV, sem precisar de um celular […]

DeepSeek ajuda Google a desenvolver IA que pensa como um cientista

Imagine uma ferramenta que consegue ajudar cientistas a formular hipóteses científicas em dias, em vez de anos. Parece ficção científica, mas é exatamente isso que o Google está propondo com sua mais recente atualização do modelo de inteligência artificial Gemini 2.0, agora apelidado de “Co-cientista de IA”. Essa nova versão foi projetada para ser uma […]Imagine uma ferramenta que consegue ajudar cientistas a formular hipóteses científicas em dias, em vez de anos. Parece ficção científica, mas é exatamente isso que o Google está propondo com sua mais recente atualização do modelo de inteligência artificial Gemini 2.0, agora apelidado de “Co-cientista de IA”. Essa nova versão foi projetada para ser uma […]

Uma empresa singular

Aquisições recentes da Tupy tornaram suas operações mais eficientes, movimentos que têm trazido para a companhia catarinense muitos resultados positivos

Projetos que entram em produção ao longo deste ano devem gerar receitas adicionais de R$ 200 milhões anuais para a Tupy

Um dos trunfos estratégicos da Tupy é a verticalização de seus negócios, algo que resulta em sinergia entre as diferentes operações. A incorporação da fabricante de motores para caminhões e ônibus MWM em 2022, por exemplo, fez com que a companhia catarinense se tornasse singular. A Tupy passou a oferecer ao mercado serviços de fundição, usinagem, montagem, validação técnica e atividades de engenharia associadas, mudanças que foram percebidas pelos clientes. Em agosto de 2024, a empresa anunciou contrato para o fornecimento de cabeçotes totalmente usinados e pré-montados para os motores aplicados nos caminhões pesados das linhas Meteor e Constellation da Volkswagen. Após a montagem, que ocorre em São Paulo, o motor completo e testado é enviado para a unidade da VWCO em Resende (RJ). Outro exemplo é a expansão do fornecimento de blocos de motores para um dos maiores fabricantes globais de veículos comerciais leves, um segmento que está crescendo devido à alta demanda por picapes. Somados, esses projetos, que entram em produção ao longo deste ano, devem gerar receitas adicionais de R$ 200 milhões anuais, assim que atingirem a maturidade.

“No segmento de contratos de manufatura, estamos investindo na agregação de valor aos nossos produtos por meio de soluções de usinagem, montagem e serviços de engenharia. Nossas soluções terão um papel cada vez mais importante na estratégia dos nossos clientes, com os quais temos relações de várias décadas”, aposta Gueitiro Matsuo Genso, diretor vice-presidente de novos negócios e inovação da Tupy. Além das operações no Brasil, a empresa possui plantas no México e em Portugal, capilaridade que permite atender a uma base de clientes global. Tanto é assim que cerca de 70% da receita tem origem no mercado externo. “Hoje, somos fornecedores de componentes estruturais para todos os fabricantes de bens de capital – máquinas, veículos e equipamentos utilizados nos setores de transporte, construção e agricultura – do Ocidente”, orgulha-se Genso.

Esta reportagem integra o anuário 500 MAIORES DO SUL – GRANDES & LÍDERES, ranking exclusivo publicado pelo Grupo AMANHÃ com a parceria técnica da PwC Brasil. Clique aqui para acessar a edição completa, mediante pequeno cadastro no Portal AMANHÃ.

Aquisições recentes da Tupy tornaram suas operações mais eficientes, movimentos que têm trazido para a companhia catarinense muitos resultados positivos

Grupo Havan projeta receita de R$ 18 bilhões neste ano

Companhia catarinense abrirá dez novas megalojas até dezembro

A Havan é a 38ª maior empresa da região e também a 10ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

O grupo catarinense Havan projeta superar a marca de R$ 18 bilhões de faturamento neste ano. Em 2024, o conglomerado comandado pelo empresário Luciano Hang obteve receita bruta de R$ 16 bilhões, um salto de 22,2% em relação ao exercício de 2023. A margem bruta também apresentou uma melhora significativa de 3 pontos percentuais, saltando de 37,9% em 31 de dezembro de 2023 para 40,9% no final de 2024.

Outro marco impressionante foi o lucro líquido, que atingiu R$ 2,7 bilhões, um aumento extraordinário de 82,4% em relação ao ano anterior, quando o grupo registrou R$ 1,4 bilhão. A margem líquida cresceu expressivos 6,7 pontos percentuais, alcançando 22,8%. A nova classificação concebida pela agência internacional Fitch Ratings, que deu à Havan a nota máxima AAA, também foi conquistada em 2024. “O novo rating confirma a segurança e a força do crescimento da Havan, além de reafirmar nosso compromisso em crescer e inovar com sustentabilidade”, destaca Hang.

A companhia mira novos recordes para 2025, quando pretende e chegar a 190 megalojas no Brasil, dez a mais do que o total que tem hoje. No ano que vem, quando a Havan completa 40 anos, o objetivo é chegar a 200 megalojas em todo o território nacional. A Havan é a 38ª maior empresa da região e também a 10ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Companhia catarinense abrirá dez novas megalojas até dezembro

Google Meet agora permite rolar legendas ao vivo para revisar conversas

O Google Meet recebeu uma atualização que promete tornar as reuniões mais acessíveis e dinâmicas. A partir de agora, as legendas ao vivo e as traduções automáticas ficam disponíveis por até 30 minutos, permitindo que os usuários voltem no tempo e revisem partes da conversa que possam ter perdido. Antes, essas legendas desapareciam rapidamente, acompanhando […]O Google Meet recebeu uma atualização que promete tornar as reuniões mais acessíveis e dinâmicas. A partir de agora, as legendas ao vivo e as traduções automáticas ficam disponíveis por até 30 minutos, permitindo que os usuários voltem no tempo e revisem partes da conversa que possam ter perdido. Antes, essas legendas desapareciam rapidamente, acompanhando […]

Google Home ganha atalho inspirado no YouTube para navegar no histórico de câmeras

O Google Home está recebendo uma atualização que tornará a visualização do histórico de câmeras muito mais prática. Inspirado no YouTube, o app agora permite avançar ou retroceder rapidamente em gravações com um simples toque duplo na tela. Com essa mudança, um toque duplo no lado esquerdo da tela retrocede 10 segundos, enquanto um toque […]O Google Home está recebendo uma atualização que tornará a visualização do histórico de câmeras muito mais prática. Inspirado no YouTube, o app agora permite avançar ou retroceder rapidamente em gravações com um simples toque duplo na tela. Com essa mudança, um toque duplo no lado esquerdo da tela retrocede 10 segundos, enquanto um toque […]

Banrisul anuncia investimento de R$ 1 bilhão no setor imobiliário do RS

Clientes que comprarem imóveis de construtoras que financiaram com o banco têm a possibilidade de crédito

A iniciativa representa um esforço do Banrisul para que o setor imobiliário do Rio Grande do Sul não paralise

O Banrisul anunciou que irá investir R$ 1 bilhão no setor nos próximos dois anos. O valor será destinado a financiar empreendimentos habitacionais através do Plano Empresário, linha direcionada às construtoras com histórico de relacionamento com o banco. Também poderão acessar os recursos clientes pessoa física que adquirirem imóveis residenciais novos de empreendimentos financiados pelo Banrisul, no chamado Desligamento Plano Empresário. Os recursos são oriundos da poupança, em R$ 500 milhões, e provenientes da tesouraria da instituição, em outros R$ 500 milhões.

De acordo com o presidente do banco, Fernando Lemos, a iniciativa representa um esforço da instituição para que o setor imobiliário do Rio Grande do Sul não paralise. “Sabemos da importância do crédito habitacional para a economia e para a geração de empregos, por isso, mesmo diante do cenário desafiador do setor imobiliário no Brasil, estamos mobilizando também recursos próprios para diminuir os impactos nas famílias gaúchas”, salienta.

Clientes que comprarem imóveis de construtoras que financiaram com o banco têm a possibilidade de crédito

Frimesa fatura R$ 6,5 bilhões em 2024

Valor é 7,5% maior em relação ao ano de 2023

A Frimesa é a 58ª maior empresa da região e também a 20ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Frimesa Cooperativa Central fechou o ano com R$ 6,5 bilhões de faturamento, um aumento de 7,5% em comparação com 2023. Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, várias situações no cenário global interferiram no consumo dos países e nas relações comerciais. No entanto, no segundo semestre, a atuação no mercado externo contribuiu para os resultados positivos da Frimesa. “Foi um ano de bastante provação, difícil, mas que conseguimos superar”, afirmou Zydek.

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, enalteceu os resultados positivos das cooperativas paranaenses, que representam 64% das produções agrícolas do Paraná. “Fechamos os números do cooperativismo do Paraná com faturamento bruto de R$ 205 milhões, e a proteína animal teve uma fatia importante nesse resultado. Geramos 164 mil empregos diretos. Por essa representatividade, continuamos na busca por investimentos e melhorias para nosso setor, transformando a realidade do agronegócio brasileiro”, comemora.

No segmento de carnes, a Frimesa cresceu 10,3%, totalizando o abate de 3,2 milhões de animais. Acompanhando esse aumento, a produção de derivados da carne suína chegou a 374 mil toneladas de produtos, entre cortes suínos congelados e temperados, industrializados, coprodutos e exportação. A carne suína representa 75% do faturamento da empresa. Na área do leite, o ano fechou com um volume de 245 milhões de litros de leite processados. A atividade leiteira representou 23,4% do faturamento total da Frimesa, cerca de R$ 1,5 bilhão, com destaque para produtos como leite UHT, doce de leite, iogurtes, leite condensado, natas, manteigas e queijos.

A Frimesa Cooperativa Central é composta por cinco filiais: Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato. A Frimesa é a 58ª maior empresa da região e também a 20ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A cooperativa de Medianeira também ocupa a 11ª posição no ranking exclusivo que revela quem são as maiores do cooperativismo do Sul (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Valor é 7,5% maior em relação ao ano de 2023

Os cenários para o funding da construção civil em 2025

Além da alta na Selic que traz impactos imediatos, panorama para o ano envolve risco de esvaziamento no SBPE enquanto FGTS tem projeções positivas

“Os recursos do SBPE estão escassos por conta da Selic alta e constantes saques da poupança, o que preocupa o segmento de médio padrão”, alerta Ebran Theilacker, CEO da real estate fintech Versi, de Joinville

O mercado imobiliário brasileiro está projetando um 2025 com desafios pela frente, mas com sinais promissores no segmento econômico, com destaque para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Após um 2024 marcado por crescimento consistente, os indicadores apontam continuidade no ritmo de expansão neste ano, impulsionados pelo fortalecimento do crédito habitacional e por políticas públicas de incentivo. Há ainda um cenário de transformações nas fontes de recursos para o setor, com sinais de retração na fonte do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e tendência positiva no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

De acordo com o Indicador de Confiança do Setor Imobiliário Residencial, elaborado pela Deloitte e Abrainc, o segmento MCMV foi responsável por um desempenho expressivo em 2024 e, para 2025, 100% dos executivos do setor confirmaram planos de lançar novos empreendimentos nos próximos 12 meses, um recorde para a categoria. Conforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor fechou 2024 com um crescimento de 4,1% em suas atividades, porém há uma aguardada desaceleração que mantém a projeção para 2025 mais conservadora, na casa dos 2,3%.

Diretamente relacionado ao volume de construções está a capacidade de funding do segmento. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) indicam que, em 2024, o crédito imobiliário totalizou R$312 bilhões em concessões, um aumento de 25% em relação a 2023. Desse montante, R$187 bilhões foram financiados com recursos da poupança, representando um crescimento de 22%. No entanto, a participação da poupança no funding imobiliário caiu de 34% para 32% em 2024, refletindo uma tendência de “esvaziamento” devido às sucessivas retiradas de recursos da caderneta, influenciadas pelo aumento da taxa Selic.

“Os recursos do SBPE estão escassos por conta da Selic alta e constantes saques da poupança, o que preocupa o segmento de médio padrão. A alternativa que o setor tem encontrado é de acessar o mercado de capitais, ampliando a utilização de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que atingiram uma máxima histórica em 2024”, ressalta Ebran Theilacker, CEO da real estate fintech Versi, de Joinville (SC), que atua com funding para incorporadoras em todo o país.

Em relação ao segmento econômico, que tem como sua maior fonte os recursos do FGTS, há uma estimativa de crescimento para 2025, com uma previsão de R$126,8 bilhões conforme o orçamento do fundo. Com isso, o volume total de empréstimos deve atingir cerca de R$282 bilhões neste ano — uma redução de 10% em relação a 2024. A estimativa aponta para boas perspectivas para o setor, segundo Theilacker, que destaca a ação de fintechs como a Versi no chamado funding complementar para as incorporadoras do segmento econômico. Entre os processos de liberação de recursos da Caixa, esse formato de funding apoia o andamento dos projetos e acelera o crescimento das incorporadoras.

“No segmento econômico o ponto que devemos prestar atenção em 2025 é o aumento do custo de obra. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) vem apontando uma tendência de alta e isso pode comprometer o fluxo de caixa e reduzir margens. É muito importante que as incorporadoras tenham um planejamento certeiro focando na manutenção das margens, e isso inclui um plano de vendas mais alongado que permite correção consistente de preço”, ressalta Theilacker.

Além da alta na Selic que traz impactos imediatos, panorama para o ano envolve risco de esvaziamento no SBPE enquanto FGTS tem projeções positivas

Atividade econômica catarinense cresce 5,7% em 2024

Desempenho do setor industrial mostrou alta de 7,7% no estado

O resultado de Santa Catarina superou a média brasileira, que foi de 3,8% em 2024

O IBCR, índice que mostra a atividade econômica regional medido pelo Banco Central (BC), apontou que a economia de Santa Catarina teve crescimento de 5,7% no ano passado. O indicador, considerado uma prévia do PIB, ficou acima dos 2,7% acumulados em 2023. O resultado de Santa Catarina superou a média brasileira, que foi de 3,8% em 2024. Segundo dados do Observatório Fiesc, a indústria teve o melhor resultado entre os grandes setores da economia e apresentou avanço de 7,7% no acumulado do ano em Santa Catarina, enquanto o indicador do setor industrial no Brasil subiu 3,1% em 2024.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, os segmentos industriais mais sensíveis ao crédito puxaram o resultado. As indústrias de bens de capital contribuíram para o desempenho, já que o segmento foi beneficiado pelo movimento de redução da Selic iniciado em julho de 2023 e encerrado em outubro de 2024. “Os dados de 2024 confirmam a importância da indústria para o desenvolvimento. Mais uma vez, o desempenho do setor teve impacto positivo e se refletiu nos segmentos de serviços e comércio”, explicou.

O comércio ampliado avançou 7,2% no período em Santa Catarina, superando a média brasileira que foi de 4,1% em 2024. Na análise do Observatório FIESC, contribuíram para o desempenho as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, que avançaram 17,2%; de eletrodomésticos, que cresceram 12,7%; e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que subiram 11,9% no acumulado de 2024. A atividade econômica de serviços cresceu 6,1% no ano passado no estado, também acima da média brasileira para o setor, que foi de 3,1%. Neste segmento, destacaram-se os ramos de atividades turísticas, com incremento de 9%; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com alta de 8,3%; e serviços prestados às famílias, com avanço de 5,4%.

Desempenho do setor industrial mostrou alta de 7,7% no estado