Conectividade: mais que eficiência, uma questão de sobrevivência

Empresas que aportam recursos em IoT 2.0 ganham uma vantagem competitiva significativa

Empresas que investem em tecnologias conectadas conseguem inovar mais rapidamente e responder melhor às demandas do mercado

Imagine um mundo em que sua cafeteira inteligente comece a preparar o café antes mesmo de você sair da cama, pois percebeu que sua assistente virtual agendou uma reunião mais cedo. Esse cenário que parece coisa de ficção científica está cada vez mais próximo, impulsionado por avanços na conectividade e nas tecnologias que orbitam ao seu redor. Mas não é só na vida doméstica que essas transformações estão acontecendo. Em 2025, a conectividade não será apenas uma questão de eficiência, mas de sobrevivência para empresas que buscam se manter competitivas.

A inteligência artificial (IA) está mudando tudo: desde serviços de atendimento ao cliente até a tomada de decisões estratégicas em grandes corporações. Mas, para que essas soluções funcionem de forma eficiente, é necessária uma infraestrutura de conectividade robusta. Modelos de IA generativa, como assistentes virtuais altamente personalizáveis, dependem de redes que ofereçam alta largura de banda e baixa latência. Imagine uma fábrica inteligente que utiliza IA para prever falhas em equipamentos. Sem uma rede que suporte uma comunicação rápida entre sensores e servidores centrais, essas previsões seriam lentas ou imprecisas — um verdadeiro tiro no pé para a produtividade.

O 5G ainda está se consolidando, mas o mundo já está de olho no 6G. Com promessas de velocidades até 100 vezes superiores às do 5G, o 6G vai possibilitar aplicações hoje inimagináveis, como hologramas interativos em tempo real. Para as empresas, isso significa não apenas melhorar serviços existentes, mas também criar novos modelos de negócios. Pense em uma loja virtual que ofereça experiências de compra imersivas com realidade aumentada — algo que dependerá diretamente da evolução das redes.

A Internet das Coisas (IoT) não é novidade, mas está evoluindo para um patamar completamente diferente. Com dispositivos mais inteligentes e conectados, desde carros autônomos até equipamentos médicos, a coleta e troca de dados estão se tornando mais complexas. No setor logístico, por exemplo, sensores conectados monitoram em tempo real a temperatura de cargas sensíveis, garantindo que medicamentos cheguem ao destino em condições ideais. Empresas que investem em IoT 2.0 ganham uma vantagem competitiva significativa. Uma das soluções para lidar com a explosão de dados gerados por dispositivos conectados é o edge computing, que leva o processamento de dados para mais perto do usuário final. Isso reduz a latência e melhora a eficiência em aplicações críticas, como veículos autônomos e dispositivos médicos conectados. Para as empresas, investir em edge computing significa garantir operações mais rápidas e seguras.

Com redes cada vez mais complexas, a automação se tornou uma necessidade. Redes autogerenciadas, que utilizam IA para otimizar a configuração e a segurança, estão ganhando espaço. Imagine uma rede que detecta uma falha iminente e se reconfigura automaticamente para evitá-la. Isso não é ficção, é o futuro das redes corporativas. Com mais dispositivos e dados trafegando pela rede, a segurança cibernética nunca foi tão crítica. Soluções que integram segurança diretamente na infraestrutura de rede são essenciais. Empresas precisam adotar modelos de segurança como Zero Trust, onde nada é confiável por padrão, para proteger seus ativos digitais.

A conectividade não é apenas um recurso técnico, é um diferencial competitivo. Empresas que investem em tecnologias conectadas conseguem inovar mais rapidamente e responder melhor às demandas do mercado. Desde plataformas de e-commerce até sistemas de gerenciamento de frotas, a conectividade é o alicerce para a inovação. A conectividade avançada está tornando possíveis experiências imersivas em escala. Realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) já estão sendo usadas em treinamento corporativo, design de produtos e até mesmo reuniões empresariais. Imagine participar de uma reunião virtual onde você pode interagir com protótipos 3D em tempo real. Isso está mais próximo do que imaginamos.

A sustentabilidade está no centro das discussões tecnológicas. Redes inteligentes estão ajudando a reduzir o consumo de energia em data centers e infraestrutura de comunicação. Empresas que adotam soluções sustentáveis não apenas contribuem para o meio ambiente, mas também reduzem custos operacionais. Com equipes cada vez mais distribuídas geograficamente, a conectividade global é essencial. Redes privadas virtuais (VPNs) e soluções de colaboração em nuvem permitem que equipes trabalhem juntas, independentemente da localização. Empresas que não investem em conectividade global correm o risco de ficar para trás em um mercado cada vez mais competitivo.

Empresas que aportam recursos em IoT 2.0 ganham uma vantagem competitiva significativa

Saiba como vai funcionar o crédito consignado CLT

Programa lançado pelo governo começa em 21 de março

A estimativa é que, em até quatro anos, cerca de 19 milhões de celetistas optem pela consignação dos salários, o que pode representar mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados

O governo federal lançou o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, que promete facilitar e baratear os juros do empréstimo consignado a trabalhadores registrados com carteira assinada (CLT). Ao todo, mais de 47 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados com o novo programa, que abrange empregados CLT em geral, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEIs), desde que formalizados. O programa permitirá o acesso de mais de 80 bancos e instituições financeiras ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país. Na prática, o novo consignado entra em vigor no próximo dia 21 de março, por meio da página da Carteira de Trabalho Digital na internet e em aplicativos de celulares.

Como acessar o crédito
Na primeira fase do programa, que entrará em vigor no dia 21 de março, o empregado que tiver interesse em obter um empréstimo consignado deverá acessar a Carteira de Trabalho Digital. Nesta plataforma, ele vai solicitar ofertas de crédito, autorizando o compartilhamento dos dados do eSocial diretamente com instituições financeiras habilitadas pelo governo federal. Entre os dados que ficarão acessíveis aos bancos estão nome, CPF, margem do salário disponível para consignação e tempo de empresa, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A partir daí, o interessado receberá ofertas em até 24 horas, analisará a melhor opção e fará a contratação no canal do banco. A partir de 25 de abril, os bancos também poderão operar a linha do consignado privado dentro de suas plataformas digitais.

A portabilidade de crédito entre os bancos, para os clientes que desejem migrar para empréstimos mais baratos, poderá ser realizada a partir de 6 de junho. Em até 120 dias, quem já tem um consignado ativo poderá fazer a migração para a nova linha de crédito na mesma instituição financeira. A previsão é que as taxas de juros de crédito aos trabalhadores caiam de cerca de 103% ao ano para 40% ao ano, menos da metade do que é cobrado hoje em dia, em média. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa é que, em até quatro anos, cerca de 19 milhões de celetistas optem pela consignação dos salários, o que pode representar mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados.

Atualmente, o consignado do setor privado conta com cerca de 4,4 milhões de operações contratadas, somando mais de R$ 40,4 bilhões em recursos. É bem inferior aos mais de R$ 600 bilhões disponíveis a servidores públicos e aposentados e pensionistas do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). Após o empréstimo ser contratado, o desconto das parcelas será na folha de salários, mensalmente pelo eSocial, o que deve permitir que as taxas de juros sejam inferiores às praticadas atualmente no consignado por convênio. Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a mês as atualizações do pagamento das parcelas. Os limites do consignado para trabalhadores celetistas terão o teto de 35% do salário comprometido com parcelas do empréstimo e a possibilidade de usar 10% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o total da multa recebida por demissão sem justa causa (40% do saldo FGTS) para o pagamento dos débitos, em caso de desligamento do emprego.

Caso o saldo do empréstimo não seja quitado após o desligamento do emprego, a dívida fica vinculada à conta do eSocial e, quando o trabalhador estiver em um novo emprego CLT, a cobrança das parcelas volta a descontar diretamente em folha. A Dataprev, empresa pública de tecnologia do governo federal, foi a responsável pelo desenvolvimento do sistema do crédito do trabalhador, que integra a carteira de trabalho digital, o FGTS Digital e o eSocial.

Com ABR

Programa lançado pelo governo começa em 21 de março

Mais jogos do Android estão chegando ao Google Play Games no PC

O Google está expandindo o acesso a jogos do Android no PC com uma novidade importante: a partir de agora, todos os games móveis estarão disponíveis automaticamente no Google Play Games no PC, a menos que os desenvolvedores optem por sair do programa. Com essa mudança, a plataforma pode receber um aumento significativo na quantidade […]O Google está expandindo o acesso a jogos do Android no PC com uma novidade importante: a partir de agora, todos os games móveis estarão disponíveis automaticamente no Google Play Games no PC, a menos que os desenvolvedores optem por sair do programa. Com essa mudança, a plataforma pode receber um aumento significativo na quantidade […]

Google libera atualização para corrigir falha no Chromecast

Nos últimos dias, muitos usuários de dispositivos Chromecast de segunda geração e Chromecast Audio enfrentaram um problema inesperado: os aparelhos simplesmente pararam de funcionar. A falha afetou diversos dispositivos ao redor do mundo, e, até então, não havia uma solução imediata. O Google reconheceu o problema e alertou que os usuários não deveriam tentar uma […]Nos últimos dias, muitos usuários de dispositivos Chromecast de segunda geração e Chromecast Audio enfrentaram um problema inesperado: os aparelhos simplesmente pararam de funcionar. A falha afetou diversos dispositivos ao redor do mundo, e, até então, não havia uma solução imediata. O Google reconheceu o problema e alertou que os usuários não deveriam tentar uma […]

Carteira do Google agora aceita passaporte digital – mas há um porém

A Carteira do Google (aka. Google Wallet) lançou recentemente um novo recurso chamado ID Pass, que permite adicionar uma versão digital do passaporte dos Estados Unidos ao aplicativo. A novidade promete mais praticidade para os viajantes, facilitando a passagem por pontos de segurança em voos domésticos. Nos Estados Unidos, a digitalização de documentos ainda está […]A Carteira do Google (aka. Google Wallet) lançou recentemente um novo recurso chamado ID Pass, que permite adicionar uma versão digital do passaporte dos Estados Unidos ao aplicativo. A novidade promete mais praticidade para os viajantes, facilitando a passagem por pontos de segurança em voos domésticos. Nos Estados Unidos, a digitalização de documentos ainda está […]

China ultrapassa o Google e apresenta supercomputador quântico mais rápido da história

Imagine um computador tão poderoso que consegue realizar em minutos cálculos que os melhores supercomputadores do mundo levariam bilhões de anos para completar. Pois é exatamente isso que a China demonstrou com seu novo processador quântico, o Zuchongzhi 3.0. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC), esse chip é um […]Imagine um computador tão poderoso que consegue realizar em minutos cálculos que os melhores supercomputadores do mundo levariam bilhões de anos para completar. Pois é exatamente isso que a China demonstrou com seu novo processador quântico, o Zuchongzhi 3.0. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC), esse chip é um […]

Google começa a liberar Android 14 para Chromecast com Google TV

Após um período sem grandes novidades para o Chromecast com Google TV, o Google finalmente iniciou a distribuição da atualização para o Android 14. O novo sistema chega pouco tempo depois do dispositivo ter ficado fora de estoque no mês passado, o que levantou dúvidas sobre seu futuro. A atualização, identificada como UTTC.241218.004, tem um […]Após um período sem grandes novidades para o Chromecast com Google TV, o Google finalmente iniciou a distribuição da atualização para o Android 14. O novo sistema chega pouco tempo depois do dispositivo ter ficado fora de estoque no mês passado, o que levantou dúvidas sobre seu futuro. A atualização, identificada como UTTC.241218.004, tem um […]

Santa Catarina prevê PIB de 5,3% em 2024

Se a estimativa for confirmada, será o segundo maior avanço da economia em uma década

A indústria de transformação catarinense teve o maior crescimento do Centro-Sul em 2024, com uma alta de 7,7%, a terceira maior alta no país

Estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina aponta crescimento de 5,3%, em 2024, comparado ao ano anterior. Esse desempenho supera a estimativa do crescimento médio nacional, de 3,4% no mesmo período. As projeções sobre o PIB catarinense são feitas pela diretoria de políticas públicas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). As análises envolvem os principais parâmetros das atividades econômicas, e as projeções são atualizadas com base em um painel de 28 indicadores da economia estadual.

“Santa Catarina atinge o segundo maior PIB dos últimos 10 anos, o que reflete a assertividade das políticas públicas que estão sendo implementadas e seus impactos positivos na economia estadual”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Edgard Usuy, por meio de nota. “Temos o sexto maior PIB do país, o quinto melhor PIB per capita, e as projeções indicam que a nossa indústria teve o maior crescimento do Centro-Sul no ano passado”, conclui Usuy. O crescimento de 5,3% representa uma aceleração em relação à comparação até setembro passado, quando crescia a 4,7%. Paulo Zoldan, economista da Seplan e responsável pelas estimativas no estado, analisa que a aceleração na passagem do trimestre é explicada pelo desempenho robusto na indústria de transformação e em boa parte dos serviços e do comércio. Segundo ele, a economia estadual está super aquecida e em pleno emprego e passa por um momento bastante favorável para a atração e maturação de investimentos.

GRÁFICO

Fonte: Estimativa Seplan do Índice da Atividade Econômica de Santa Catarina. Com base em: PIB 2010-2022: IBGE e SEPLAN/SC: Contas Nacionais e Contas Regionais; PIB Brasil 2023 a 2024: IBGE/ PIB Trimestral Nacional; PIB Estadual 2023 e 2024

Em 2023, a Seplan estima um crescimento de 3,4% no PIB do estado, que atingiu R$ 504,6 bilhões, enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,2% naquele ano. De acordo com o último índice consolidado de 2022, a economia catarinense se manteve como a sexta maior do país. Já o PIB per capita do estado (R$ 61.274,40) foi o quinto maior do Brasil, cuja média foi R$ 49.638,30. A indústria de transformação catarinense teve o maior crescimento do Centro-Sul em 2024, com uma alta de 7,7%, o terceiro maior avanço no país. No período, a indústria brasileira cresceu 3,7%. A diversidade e competitividade da produção industrial do estado tiveram papel relevante nesse cenário.

No período teve destaque o crescimento dos segmentos de máquinas e equipamentos e de máquinas e aparelhos elétricos, impulsionados pela demanda de outros segmentos da economia nacional ou pelo aumento das exportações. A produção de têxteis e de artigos do vestuário e acessórios, por sua vez, foi impulsionada pelo aumento da renda. Da mesma forma, o aumento da renda favoreceu o aumento do consumo de produtos alimentícios e de bebidas, entre outros. Além do dinamismo da Indústria, as atividades de Serviços também evidenciaram a força de segmentos estratégicos para Santa Catarina. O volume das atividades turísticas no estado cresceu 9% em 2024, quase o triplo da média brasileira, enquanto o segmento de transportes obteve alta de 8,3%. O comércio, o maior segmento do setor de serviços, avançou 7,2%, enquanto à média de crescimento nacional foi 4,1%. De acordo com o economista da Seplan, o varejo ampliado catarinense teve um crescimento expressivo e acima da média nos últimos anos. A maior expansão de vendas no estado foi no segmento de veículos, motocicletas, partes e peças, que teve alta de 17,2% em 2024. Também houve destaque na evolução do comércio varejista de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+11,9%); de móveis e eletrodomésticos (+8,8%); e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (+8%).

Fonte: estimativa Seplan do Índice da Atividade Econômica de Santa Catarina. Com base em: PIB 2010-2022: IBGE e SEPLAN/SC: Contas Nacionais e Contas Regionais; PIB Brasil 2023 a 2024: IBGE/ PIB Trimestral Nacional; PIB Estadual 2023 e 2024

Em 2023, a Seplan estima um crescimento de 3,4% no PIB do estado, que atingiu R$ 504,6 bilhões, enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,2% naquele ano. De acordo com o último índice consolidado de 2022, a economia catarinense se manteve como a sexta maior do país. Já o PIB per capita do estado (R$ 61.274,40) foi o quinto maior do Brasil, cuja média foi R$ 49.638,30. A indústria de transformação catarinense teve o maior crescimento do Centro-Sul em 2024, com uma alta de 7,7%, o terceiro maior avanço no país. No período, a indústria brasileira cresceu 3,7%. A diversidade e competitividade da produção industrial do estado tiveram papel relevante nesse cenário.

No período teve destaque o crescimento dos segmentos de máquinas e equipamentos e de máquinas e aparelhos elétricos, impulsionados pela demanda de outros segmentos da economia nacional ou pelo aumento das exportações. A produção de têxteis e de artigos do vestuário e acessórios, por sua vez, foi impulsionada pelo aumento da renda. Da mesma forma, o aumento da renda favoreceu o aumento do consumo de produtos alimentícios e de bebidas, entre outros. Além do dinamismo da Indústria, as atividades de Serviços também evidenciaram a força de segmentos estratégicos para Santa Catarina. O volume das atividades turísticas no estado cresceu 9% em 2024, quase o triplo da média brasileira, enquanto o segmento de transportes obteve alta de 8,3%. O comércio, o maior segmento do setor de serviços, avançou 7,2%, enquanto à média de crescimento nacional foi 4,1%. De acordo com o economista da Seplan, o varejo ampliado catarinense teve um crescimento expressivo e acima da média nos últimos anos. A maior expansão de vendas no estado foi no segmento de veículos, motocicletas, partes e peças, que teve alta de 17,2% em 2024. Também houve destaque na evolução do comércio varejista de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+11,9%); de móveis e eletrodomésticos (+8,8%); e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (+8%).

Se a estimativa for confirmada, será o segundo maior avanço da economia em uma década

Estimativa prevê safra de 2025 10% maior que a de 2024

Produção da soja deve alcançar novo recorde da série histórica

A região Sul é responsável por 27% da nacional de grãos

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar um recorde de 323,8 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 10,6% em relação ao registrado em 2024. São 31,1 milhões de toneladas a mais do que a safra de 2024 (292,7 milhões). A estimativa é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE. A área a ser colhida foi projetada em 81 milhões de hectares, aumento de 2,4% frente à área colhida em 2024 (1,9 milhão de hectares a mais).

Em relação à produção, algodão e soja devem bater recordes em 2025. A soja registrou aumento de 13,4% em comparação à safra do ano passado, chegando a 164,4 milhões de toneladas. Para o algodão, são nove milhões de toneladas, acréscimo de 1,8% em relação a 2024. Quanto ao milho, a estimativa da produção foi de 124,8 milhões de toneladas, crescimento de 8,8% em relação ao volume produzido em 2024. O arroz também teve bom desempenho projetado, com aumento de 7% em relação ao ano anterior.

As cinco regiões tiveram alta nas estimativas de produção: Centro-Oeste (10,7%), Sul (11,7%), Sudeste (12,1%), Nordeste (10,2%) e Norte (3,5%). Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com participação de 29,8%, seguido por Paraná (13,6%), Goiás (11,5%), Rio Grande do Sul (11,4%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,8% do total. Com relação às participações regionais, a lista tem Centro-Oeste (49,4%), Sul (27%), Sudeste (9%), Nordeste (8,8%) e Norte (5,8%).

Produção da soja deve alcançar novo recorde da série histórica

Setor de serviços recua 0,2% em janeiro

Resultado é atribuído ao fraco desempenho das atividades de transportes

A variação negativa no mês foi puxada, principalmente, pelos serviços de transportes, que caíram 1,8%

O volume de serviços no país variou negativamente 0,2% em janeiro de 2025 na comparação com o mês anterior, quando ficou estável (0,0%). Frente a janeiro de 2024, o setor avançou 1,6%, décima taxa positiva consecutiva. A variação negativa no mês foi puxada, principalmente, pelos serviços de transportes, que caíram 1,8%, com maiores taxas negativas nos seguintes segmentos: dutoviário, aéreo, rodoviário coletivo de passageiros, ferroviário de cargas e correio. O acumulado em 12 meses teve alta de 2,9%, menor do que a registrada em dezembro de 2024 (3,2%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

Os outros dois serviços com desempenho negativo em janeiro foram os prestados às famílias (-2,4%) e os profissionais, administrativos e complementares (-0,5%). O primeiro eliminou parte do ganho de 7,0% acumulado entre maio e dezembro de 2024, e o último registrou a terceira retração seguida, com perda de 3,7% nesse intervalo. “Após alcançar o ápice de sua série histórica em outubro de 2024, o setor de serviços apresentou duas taxas negativas e uma estabilidade nos últimos três meses. Nesse período, acumulou perda de 1,1%, que pode ser explicada pela alta margem de comparação. Em janeiro, três das cinco atividades investigadas mostraram resultados negativos e, apesar da variação negativa, o desempenho do setor de serviços ficou próximo da estabilidade”, analisa o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

O setor de transportes foi o destaque no resultado de janeiro, sendo responsável pelo maior impacto negativo ao recuar 1,8%. “Houve quedas importantes no transporte dutoviário, com perda de receita de empresas relevantes que atuam nesse segmento, no transporte aéreo, no transporte rodoviário coletivo de passageiros, no transporte ferroviário de cargas e na atividade de correio”, explica Lobo. No sentido contrário, informação e comunicação (2,3%) e outros serviços (2,3%) tiveram os únicos avanços de janeiro de 2025, com a primeira atividade acumulando um ganho de 2,8% nos últimos três meses, enquanto a última recuperou parte da perda verificada em dezembro de 2024 (-4,1%). “Os serviços de tecnologia da informação (7,8%) têm crescido de forma bastante expressiva, ditando o ritmo do setor de serviços como um todo. Em janeiro, esse segmento renovou seu recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2011”, recorda Lobo.

Resultado é atribuído ao fraco desempenho das atividades de transportes

ChromeOS 134 trará recurso que prolonga a vida útil da bateria dos Chromebooks

O Google anunciou que a próxima atualização do ChromeOS 134 incluirá um recurso que limita o carregamento da bateria a 80%, ajudando a reduzir o desgaste e prolongar a vida útil dos dispositivos. Essa funcionalidade já é conhecida pelos usuários dos smartphones Google Pixel, onde foi bem recebida com o Android 15. A nova configuração […]O Google anunciou que a próxima atualização do ChromeOS 134 incluirá um recurso que limita o carregamento da bateria a 80%, ajudando a reduzir o desgaste e prolongar a vida útil dos dispositivos. Essa funcionalidade já é conhecida pelos usuários dos smartphones Google Pixel, onde foi bem recebida com o Android 15. A nova configuração […]

Google proíbe extensões do Chrome de inserirem links de afiliados sem benefício ao usuário

O Google atualizou recentemente as regras para extensões do Chrome, estabelecendo que links de afiliados só poderão ser inseridos quando houver uma ação direta do usuário e um benefício real envolvido. A decisão vem em meio a polêmicas envolvendo a extensão Honey, da PayPal, que foi acusada de modificar links de afiliados sem o conhecimento […]O Google atualizou recentemente as regras para extensões do Chrome, estabelecendo que links de afiliados só poderão ser inseridos quando houver uma ação direta do usuário e um benefício real envolvido. A decisão vem em meio a polêmicas envolvendo a extensão Honey, da PayPal, que foi acusada de modificar links de afiliados sem o conhecimento […]

Como remover os resumos de IA da Busca do Google

Nos últimos tempos, o Google tem integrado resumos de inteligência artificial (AI Overviews) nos resultados de busca, o que nem sempre agrada os usuários. Se você prefere pesquisas mais diretas, sem interferências da IA, saiba que há maneiras de ocultar essas respostas. Embora o Google não permita desativá-las oficialmente, algumas soluções podem melhorar sua experiência […]Nos últimos tempos, o Google tem integrado resumos de inteligência artificial (AI Overviews) nos resultados de busca, o que nem sempre agrada os usuários. Se você prefere pesquisas mais diretas, sem interferências da IA, saiba que há maneiras de ocultar essas respostas. Embora o Google não permita desativá-las oficialmente, algumas soluções podem melhorar sua experiência […]

SLC Agrícola adquire Sierentz Agro Brasil

Negócio foi fechado por aproximadamente R$ 780 milhões

Aquisição amplia a exposição da SLC Agrícola em áreas arrendadas, passando a representar 66,5% da área física sob gestão da companhia

A SLC Agrícola comunicou que adquiriu, por meio de sua subsidiária SLC Agrícola Centro Oeste, 100% do capital da empresa Sierentz Agro Brasil, por US$ 135 milhões (aproximadamente R$ 780 milhões). Todas as máquinas e equipamentos utilizados na operação também fizeram parte da negociação. De acordo com a SLC, o valor será pago em três parcelas, sendo 60% na data do fechamento da aquisição, 20% em 30 de abril do próximo ano e 20% em 30 de abril de 2027. A conclusão da aquisição está condicionada ao cumprimento de obrigações e condições precedentes usuais nesse tipo de operação, incluindo sua submissão à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Sierentz atua na produção de soja, milho e outros produtos agrícolas, bem como na criação de gado em sistema de integração lavoura-pecuária. A operação é 100% em áreas arrendadas, localizadas nos estados do Maranhão, Piauí e Pará, totalizando cerca de 96 mil hectares físicos. No Maranhão serão em torno de 68 mil hectares, no Piauí 18 mil hectares e no Pará 10 mil hectares. Parte dessas áreas têm aptidão para a realização de segunda safra, somando um potencial de em torno de 135 mil hectares plantados. Os contratos de arrendamento possuem um custo médio anual de 9,3 sacas de soja por hectare, com prazo médio de 13 anos.

A SLC também informou que na hipótese de confirmação e fechamento do negócio, em torno de 33 mil hectares físicos já possuem proposta vinculante para aquisição dos direitos de operação pela Terrus, condição da transação. Essa operação deverá ser precedida de uma cisão parcial da Sierentz Agro Brasil, a ser viabilizada, procedidos os eventos contratuais acordados. O valor aproximado dessa transação é de R$ 191,2 milhões. As máquinas e equipamentos pertinentes à operação já estão inclusos no valor da transação.

A SLC Agrícola vai operar, indiretamente, 63 mil hectares físicos (em torno de 100 mil hectares de área plantada). O plano de produção é de manter o plantio de soja e milho. O algodão será implantado a partir do terceiro ano de produção. O controle da operação pela SLC Agrícola deverá ocorrer a partir de 1 de julho deste ano. “A nova operação permitirá um crescimento de 13% sobre a área plantada na safra 2024/25 e fortalece a estratégia de diversificação geográfica do portfólio de terras sobre gestão, visando dirimir riscos climáticos. Além disso, amplia a exposição da SLC em áreas arrendadas, passando a representar 66,5% da área física sob gestão da companhia”, detalha Ivo Marcos Brum, diretor financeiro e de relações com investidores da SLC Agrícola no documento que informou a transação ao mercado.

O Grupo SLC, conglomerado que a SLC Agrícola faz parte, é a 19ª maior empresa da região e também a sexta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Negócio foi fechado por aproximadamente R$ 780 milhões

Setor do aço pode perder US$ 1,5 bilhão em exportações

Tarifa dos EUA sobre o aço tem pouco impacto no PIB do Brasil

O Brasil terá perda de exportação equivalente a US$ 1,5 bilhão e uma queda de produção de quase 700 mil toneladas neste ano

A tarifa de 25% sobre importação de aço e alumínio para os Estados Unidos terá impacto importante para o setor de metais ferrosos no Brasil, mas baixa repercussão na economia de modo geral. Estudo que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estimou que a tarifa pode gerar queda de 2,2% da produção, contração de 11,2% das exportações do metal e redução de 1,1% das importações. Isso significa que o Brasil terá perda de exportação equivalente a US$ 1,5 bilhão e uma queda de produção de quase 700 mil toneladas neste ano.

“Isso se deve ao fato de que os Estados Unidos são um mercado muito importante para o aço brasileiro. Em 2024, último dado de ano fechado que nós temos, eles foram destino de mais da metade das exportações. Portanto, é um mercado crucial de aço para o Brasil e daí a importância de se lidar com essa questão”, explica Fernando Ribeiro, coordenador de Relações Econômicas Internacionais do Ipea e autor do estudo. Apesar da repercussão significativa para o setor, em termos macroeconômicos o impacto é baixo. O trabalho prevê queda de apenas 0,01% do PIB e de 0,03% das exportações totais, com ganho de saldo na balança comercial de US$ 390 milhões, já que a redução da atividade econômica também levará à redução nas importações (0,2%).

Para Ribeiro, a negociação é a melhor forma de o Brasil lidar com a questão. “O Brasil tem uma indústria siderúrgica bastante desenvolvida, bastante forte e que exporta, principalmente produtos semiacabados. É importante que o país busque algum tipo de negociação para o governo americano para reverter essa medida e impedir que isso possa trazer prejuízos para o setor”, defende. A tarifa teria pequeno impacto sobre o PIB dos EUA (-0,02%), mas geraria quedas um pouco mais significativa do investimento (-0,4%), das exportações (-0,4%) e das importações (-0,6%), bem como o aumento de US$ 7,3 bilhões do saldo comercial – valor insignificante ante o déficit comercial de mais de US$ 1 trilhão no comércio de mercadorias.

Em termos setoriais, as importações norte-americanas de metais ferrosos teriam queda expressiva, de 39,2%, enquanto a produção doméstica teria aumento de 8,9%. As exportações se reduziriam em 5,3%. Outros setores produtivos no país também teriam queda de produção em função da tarifa, como máquinas e equipamentos (-1,1%), produtos de metal (-0,9%), equipamentos elétricos (-0,6%) e veículos e peças (-0,5%), como reflexo do aumento de custo de produção gerado pelo encarecimento do aço.

Tarifa dos EUA sobre o aço tem pouco impacto no PIB do Brasil