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Tem PPR no céu?

Morre o CEO da Igreja Católica

Para não melindrar o maior mercado católico do mundo, Francisco saiu-se com uma boutade simpática: “o Papa é argentino, mas Deus é brasileiro”

Henry Mintzberg acha uma bobagem pagar bônus a CEOs pelo desempenho das empresas. Segundo o professor e pesquisador, o trabalho de um dirigente empresarial deveria ser avaliado por sua contribuição para o longo-prazo da companhia, bem mais difícil de mensurar do que trimestres e anos fiscais terminados no azul ou no vermelho.

Se medir o impacto de um executivo anos ou décadas depois que deixa o cargo é difícil, que dirá fazê-lo com aquele que comanda uma instituição cujo horizonte de tempo são séculos. Pois é com este desafio que comentaristas têm se debatido desde a morte do Papa Francisco, na última segunda-feira (22).

Iniciativas tomadas no papado de Jorge Mario Bergoglio podem só vir a frutificar daqui a gerações, quando caberá aos livros de História, e não a qualquer pessoa viva atualmente, o reconhecimento de seus méritos. De toda sorte, Bergoglio foi, sob vários aspectos, um CEO da Igreja antenado com seu tempo.

Primeiro, no naming, a escolha da maneira como seria chamado durante seu pontificado. Ao optar por Francisco, o santo dos pobres, o argentino cumpriu a ideia de que bons nomes dispensam a propaganda, pois são suficientes para comunicar ideias e ideais. Ponto para ele.

Considerando que, ato contínuo, abriu mão de privilégios papais típicos, como residência suntuosa, crucifixo de ouro e carros luxuosos, além de ter simplificado o próprio funeral, fez da prática coerente com o posicionamento que escolhera para si e para a entidade que comandava. Ponto de novo.

Ao longo dos seus 12 anos de mandato, Francisco deu atenção às questões ambientais, a grupos menos representados na Igreja (mulheres, homossexuais, imigrantes) e tornou mais transparentes o Banco do Vaticano e o enfrentamento de temas sensíveis, como pedofilia. Mais ESG, impossível.

Foi incentivador de um catolicismo “em saída”, que vai ao encontro da população, conhece sua realidade e a convida a participar da vida eclesiástica. Parecido com aqueles presidentes que encostam a barriga no balcão e fazem questão que, de tempos em tempos, seus executivos façam o mesmo, para não perderem o contato com o consumidor. Bem alinhado às práticas de gestão modernas.

Como todo CEO, sabia que seu trabalho era parte inspiracional, parte gerencial e parte político. Daí ter nomeado mais de 100 cardeais entre os 136 que, agora, irão eleger seu sucessor. Supõe-se que alinhados à sua maneira de pensar e dispostos a entronizar um substituto de mesmo mindset, o que indica visão de longo-prazo e foco na perenização da instituição.

Por fim, como todo CEO de multinacional, sabia ser diplomático. Para não melindrar o maior mercado católico do mundo, saiu-se com uma boutade simpática: “o Papa é argentino, mas Deus é brasileiro”.

Orgulhoso, o presidente do conselho deve tê-lo recebido de braços abertos no céu.

Morre o CEO da Igreja Católica

PIB deve subir 2,3% em 2025, menor avanço em cinco anos

CNI projeta, no entanto, que cenário não impedirá o crescimento da demanda

Crescimento mais lento do mercado de trabalho é um dos principais fatores para desaceleração da economia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) diminuiu de 2,4% para 2,3% a projeção de crescimento do PIB em 2025, mostra o Informe Conjuntural do primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (24). Esse seria o menor crescimento da economia brasileira nos últimos cinco anos e representaria queda de 1,1 ponto percentual em relação ao resultado do PIB de 2024. O diretor de economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica o que motivou a revisão para baixo do crescimento do PIB. “Reduzimos um pouco a projeção de crescimento do país para esse ano, porque a desaceleração da economia está sendo mais forte do que a CNI esperava e porque o Banco Central dá sinais de que vai elevar ainda mais a taxa Selic”, afirma.

Diante da alta da inflação, que chegou a 5,5% no acumulado em 12 meses até março e, principalmente, da piora das expectativas para esse indicador, o Banco Central (BC) decidiu prolongar o ciclo de aperto monetário, aumentando a taxa de juros para 14,25% ao ano. A CNI acredita que o BC elevará a Selic em meio ponto percentual na próxima reunião e manterá os juros em 14,75% até o fim do ano. Isso deve fazer com que a taxa de juros real encerre 2025 em 9,8% ao ano ante os 7% ao ano registrados em 2024. Nesse cenário, a CNI projeta crescimento real de 6,5% das concessões totais de crédito, abaixo do aumento de 10,6% observado no ano passado. Além do crédito, outros dois fatores importantes para o crescimento da economia em 2024 serão mais moderados este ano: o estímulo fiscal e o mercado de trabalho.

Segundo a CNI, as despesas do governo devem registrar crescimento real de 2%, ante 3,7% em 2024. O menor estímulo fiscal se deve à redução de gastos aprovada no fim do ano passado. Além disso, o governo ainda não teve gastos extraordinários, como aqueles que fez para o enfrentamento às enchentes no Rio Grande do Sul, nem despesas adicionais, como o pagamento extraordinário de precatórios no fim de 2023, que inflaram os gastos públicos no ano seguinte. Apesar de se mostrar aquecido no início de 2025, o mercado de trabalho se expande em ritmo inferior frente ao ano passado. A confederação projeta que isso leve a uma lenta desaceleração da massa de rendimento do trabalho, mas ressalta que, mesmo com a população empregada crescendo menos, a baixa taxa de desemprego vai permitir que o rendimento médio dos trabalhadores suba acima da inflação.

A diminuição do total das concessões de crédito e o crescimento mais lento dos gastos públicos e do mercado de trabalho, no entanto, não vão impedir o crescimento da demanda. A CNI projeta que o consumo das famílias vai subir 2,2% em 2025. Embora positiva, a taxa é menos que a metade da registrada no ano passado. Ainda que programas como o Nova Indústria Brasil (NIB), o Minha Casa, Minha Vida, e a depreciação acelerada sustentem o investimento, o crédito caro tende a enfraquecer novos aportes. A previsão é de alta de 2,8% do investimento em 2025, uma perda de ritmo relevante na comparação com 2024, quando subiram 7,3%.

CNI projeta, no entanto, que cenário não impedirá o crescimento da demanda

Cotribá mira nutrição animal para ampliar receita

Segmento representa hoje 6% da receita da cooperativa de Ibirubá

A Cotribá destinou R$ 180 milhões para a sua nova indústria de nutrição animal, dos quais R$ 130 milhões já foram aplicados na primeira fase

A alta demanda do segmento de nutrição animal com uma produção nacional em torno de 90 milhões de toneladas de rações por ano está impulsionando investimentos na área. Mais antiga cooperativa agropecuária em funcionamento no Brasil, a Cotribá destinou R$ 180 milhões para a sua nova indústria de nutrição animal, dos quais R$ 130 milhões já foram aplicados na primeira fase. Com capacidade para 200 mil toneladas anuais e operando a pleno desde fevereiro, a planta destina-se à produção de rações para gado de leite e de corte, além de suínos, aves e suplementos minerais. Com a conclusão dessa etapa, a Cotribá já estima um faturamento de R$ 270 milhões neste ano e se prepara para a segunda fase do empreendimento, que receberá mais R$ 50 milhões e será voltada ao pet food. A produção da nova linha será de 100 mil toneladas por ano a partir do final de 2025 e início de 2026. Com isso, a projeção da cooperativa é alcançar uma receita bruta de R$ 670 milhões com a nova indústria dentro de uma década.

A Cotribá está no mercado de nutrição animal desde 1979, produzindo 100 mil toneladas por ano nas fábricas de Ibirubá (RS), sede da cooperativa, e Tapera, que agora foram desativadas. O aumento da demanda por parte dos associados e dos produtores, principalmente de bovinos de leite e de corte, que representam mais de 95% da procura, motivou a implantação da nova indústria para ampliar a oferta. A comercialização de rações já se estende até Santa Catarina, principalmente à região Oeste onde a pecuária de leite é relevante. Outras cidades também estão no radar e a meta é aumentar o market share de rações para bovino de leite que, no Rio Grande do Sul, está em torno de 7%.

O novo empreendimento ocupa um terreno de 50 mil metros quadrados, dos quais 15,5 mil metros quadrados são dedicados à infraestrutura. O complexo industrial é totalmente automatizado e conta com sistemas robotizados no ensaque e expedição. A Cotribá também comercializa rações para clientes em suas lojas de agropecuária e já estuda a possibilidade de oferecer a produção para terceiros. Atualmente, o segmento de nutrição animal representa em torno de 6% do faturamento da cooperativa que, em 2024 foi de R$ 3,4 bilhões. O ingresso no segmento de pet food é uma estratégia para agregar valor, pois é um dos que mais cresce no país. Também é uma forma de evitar a dependência do consumo do setor agropecuário.

No ano passado, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o faturamento foi de R$ 42 bilhões. O Brasil é o terceiro maior país do mundo em população pet e faturamento, atrás somente de Estados Unidos e China. Por isso, a segunda fase da nova fábrica será dedicada à introdução de uma linha de produção de rações extrusadas para o mercado pet e também para peixes, camarões e outros. “Estamos avaliando bem esse mercado antes de definir a estratégia de lançamento de produtos”, afirma o gerente da área de varejo, Marcelo Felipe Debortoli. Quando estiver em operação, a capacidade de total da indústria passará para 300 mil toneladas por ano.

Segmento representa hoje 6% da receita da cooperativa de Ibirubá

AMANHÃ revela as marcas mais lembradas pelos gaúchos no dia 28

A pesquisa Top of Mind RS – As Marcas do Rio Grande, realizada desde 1991, é pioneira no país

O Top of Mind RS capta o primeiro nome de marcas de serviços, produtos, comunicação e personalidades de forma espontânea

O Grupo AMANHÃ revelará na próxima segunda-feira (28) as marcas mais lembradas do Rio Grande do Sul. A cerimônia de premiação do Top of Mind RS – As Marcas do Rio Grande terá como palco o teatro da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). A transmissão online, que será feita pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ, iniciará às 19h30 (clique aqui para ativar o sininho antes do início da cerimônia). O evento reunirá líderes empresariais do Rio Grande do Sul, profissionais da área de marketing e comunicação, além de convidados especiais. A programação do evento também contará com a realização de um coquetel após a premiação, propiciando um período de networking entre as marcas consagradas pelos gaúchos. O caderno especial trazendo todos os resultados e análises será disponibilizado para o público e também poderá ser acessado no formato virtual.

Pesquisa
O Top of Mind RS – As Marcas do Rio Grande, primeira pesquisa de share of mind do Brasil publicada em 1991, nunca abriu mão de rigorosos modelos metodológicos. A pesquisa reproduz em campo as classes sociais, as faixas etárias, a localização e o número de entrevistados. A distribuição das entrevistas obedece um critério de recolher a opinião dos moradores das sete mesorregiões do estado, de modo que represente um retrato fiel da população gaúcha. Os dados são do IBGE.

O Top capta o primeiro nome de marcas de serviços, produtos, comunicação e personalidades de forma espontânea, através de um questionário online estruturado contendo apenas questões abertas, cujas respostas são captadas através da internet, com base aleatória, extraída do painel de respondestes da Engaje Pesquisas totalizando 1.200 entrevistados. A base é estratificada de forma proporcional ao tamanho da população gaúcha, baseada em pessoas de ambos os sexos, com idades entre 16 a 75 anos, de todas as classes sociais (A/B, C e D/E). O Top of Mind RS tem um grau de confiança de 95% para uma margem de erro de até 4%, para mais ou para menos. A realização das entrevistas foi entre os dias 6 e 22 de janeiro de 2025.

A pesquisa Top of Mind RS – As Marcas do Rio Grande, realizada desde 1991, é pioneira no país

Be8 inicia segunda fase da obra de nova usina de etanol

Companhia investe R$ 1,1 bilhão em planta que deverá suprir até 23% da demanda estadual do biocombustível

A previsão é de que as operações tenham início no segundo semestre de 2026

A segunda fase das obras da nova usina de etanol da Be8 iniciou na terça-feira (15). A planta, que utilizará trigo e outros cereais como matéria-prima, receberá investimento de R$ 1,1 bilhão e será a maior do gênero no Rio Grande do Sul. Com área de 80 hectares, a usina terá capacidade de produção anual de 220 milhões de litros de etanol e contará também com a primeira planta industrial de glúten vital do Brasil, com capacidade para atender ao mercado nacional e ao Mercosul. A previsão é de que as operações tenham início no segundo semestre de 2026. No pico das obras, serão gerados até 2 mil postos de trabalho. Após a conclusão, o empreendimento deverá empregar 175 trabalhadores de forma direta e outros 1,5 mil de forma indireta.

A unidade contará ainda com cogeração de energia a partir de biomassa, reaproveitamento de efluentes no processo produtivo e oferta de energia excedente à rede de Passo Fundo. A implantação da usina conta com o apoio do programa estadual Pró-Etanol, criado em 2021 para estimular a produção do biocombustível a partir de culturas de inverno. A Be8 foi uma das empresas beneficiadas, firmando protocolo de intenções com o governo em 2022. O programa permite, entre outras vantagens, a concessão de crédito presumido de ICMS aos produtores. A valorização da produção agrícola local também está entre os impactos esperados. Com o uso de trigo, triticale, milho e outros cereais, a nova usina deve ampliar em mais de 250 mil hectares a área de cultivo de inverno para biocombustíveis, sem afetar a oferta de alimentos. A expectativa é que a unidade seja capaz de suprir até 23% da demanda de etanol do Rio Grande do Sul a partir de 2027.

Para o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, o projeto simboliza a realização de um sonho. “O ano foi muito positivo para a Be8, com avanços expressivos em diversas áreas. Mesmo em um cenário desafiador, apuramos os melhores resultados financeiros da nossa história, com mais de 900 milhões de litros de biodiesel produzidos. Investimos fortemente em capital humano e projetos estratégicos que agora ganham forma com essa nova planta”, afirmou. Além da relevância econômica, o investimento impulsionará também o desenvolvimento educacional da região. A empresa firmou parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF) para criação de um curso técnico em biocombustíveis, voltado à formação de mão de obra especializada para o setor.

Neste mês, a companhia se tornou a primeira da América do Sul a obter certificação da California Air Resources Board (Carb) para exportar biodiesel à base de gordura animal para o exigente mercado da Califórnia (EUA). Em outra frente de inovação, a Be8 lançou o Be8 Bevant, novo biocombustível que pode substituir integralmente o óleo diesel em motores convencionais, com previsão de início da produção ainda em 2025. O projeto representa um investimento de R$ 80 milhões e capacidade para até 150 milhões de litros por ano. A empresa também avança em parcerias estratégicas com instituições de pesquisa. Em conjunto com a Embrapa Trigo, desenvolve novas cultivares de triticale voltadas à produção de etanol, com foco em maior produtividade e resistência a estresses climáticos. No campo financeiro, realizou em 2024 sua primeira emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), levantando R$ 200 milhões para aquisição de matérias-primas.

Companhia investe R$ 1,1 bilhão em planta que deverá suprir até 23% da demanda estadual do biocombustível

Codesul firma parceria com Banco Mundial para enfrentamento de eventos climáticos extremos

Está prevista ainda a criação de uma governança conjunta das defesas civis dos quatro estados

Durante a reunião, os governadores também apresentaram o plano estratégico Visão Regional 2040, com diretrizes para desenvolvimento sustentável da região

O governador Jorginho Mello reafirmou o protagonismo de Santa Catarina no cenário regional ao liderar, nesta quarta-feira (23) a primeira reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), realizada em Brasília. O encontro reuniu os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, além do vice-governador do Paraná, Darci Piana. Um dos principais avanços do encontro foi a assinatura de um memorando de entendimento entre o Codesul e o Banco Mundial, que viabiliza uma consultoria técnica no valor de US$ 1 milhão para apoiar a implantação de um sistema integrado de defesa civil entre os quatro estados.

O objetivo é criar uma estrutura regional de resposta rápida a desastres naturais, com ações coordenadas em situações como enchentes, deslizamentos e tempestades – eventos cada vez mais recorrentes no Sul do país. Essa estrutura ficará sediada em Santa Catarina. “Santa Catarina tem enfrentado eventos climáticos severos. Essa parceria com o Banco Mundial é um passo firme rumo à modernização da nossa Defesa Civil e à proteção das nossas comunidades”, destacou Mello. Durante a reunião, ele propôs a criação de uma central operacional compartilhada, com atuação articulada entre os estados. Para acelerar o projeto, anunciou que Santa Catarina está pronta para bancar, com recursos próprios, a contratação imediata da consultoria necessária para estruturar o modelo da central. “Não podemos perder tempo. Santa Catarina dá o primeiro passo e, depois, os demais estados definem como farão o ressarcimento. O importante agora é tirar o projeto do papel e fazer acontecer”, reforçou.

“A tragédia climática que enfrentamos no Rio Grande do Sul e os riscos que também ameaçam nossos vizinhos reforçam a urgência de prepararmos nossas estruturas. O projeto que estamos construindo com o Banco Mundial é um marco: queremos garantir respostas mais rápidas, integradas e eficazes frente a eventos extremos que não respeitam fronteiras”, afirmou Leite. O projeto, coordenado por Leite no âmbito do Codesul, prevê a criação de um sistema unificado de dados hidrometeorológicos e protocolos interestaduais de atuação. Também está prevista a possibilidade de uma linha de crédito específica do Banco Mundial para ações emergenciais em desastres climáticos. “Somos estados com muitas similaridades, com potencialidades e desafios muito parecidos. Por isso é muito importante definir planos de ação conjuntos que possam nos ajudar a encontrar soluções integradas cada vez mais eficazes”, declarou Piana. “Iniciativas como esta mostram a importância do trabalho integrado, que fortalecem as ações de cada um dos estados. Com isso, já notamos avanços nas nossas ações policiais e nas medidas de adaptação às mudanças climáticas, por exemplo”, afirmou o secretário do Codesul pelo Paraná, Orlando Pessuti.

Outras demandas
Além da pauta climática, Mello cobrou investimentos urgentes em infraestrutura logística, defendeu a adesão ao Tratado Internacional Rodoviário (TIR) e apontou perdas significativas nas transferências federais, reiterando a necessidade de revisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O governador catarinense também voltou a defender a criação de um Fundo Constitucional de Financiamento exclusivo para as regiões Sul e Sudeste, como forma de garantir mais equilíbrio no pacto federativo e justiça na distribuição de recursos. Outro ponto da pauta foi o fortalecimento da malha ferroviária da região Sul. Um estudo contratado pelo governo gaúcho e apresentado no encontro revelou que 759 quilômetros de linhas férreas no estado estão inoperantes atualmente, principalmente após as enchentes. Foram debatidas alternativas de revitalização e a necessidade de revisão da atual concessão federal à empresa Rumo. A reunião também abordou perdas dos estados do Codesul com a suspensão da nova regra de distribuição dos royalties do petróleo e a necessidade de regulamentação do Fundo de Catástrofes previsto na Lei Complementar 137/2010.

Visão Regional 2040
Durante a reunião, os governadores também apresentaram o plano estratégico Visão Regional 2040, com diretrizes para desenvolvimento sustentável da região. O documento foi construído com apoio técnico da Unisinos e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Entre os destaques estão ações coordenadas nas áreas de meio ambiente, educação, logística e segurança pública. “O Visão Regional 2040 é um projeto de Estado, que ultrapassa governos e ciclos políticos. O desafio não é apenas planejar, mas executar com responsabilidade e compromisso. Essa é uma tarefa de todos os integrantes do Codesul, e também uma responsabilidade do BRDE como agente de fomento ao desenvolvimento”, declarou o diretor de planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, que agradeceu aos parceiros envolvidos na construção do estudo. “O Paraná tem muitos programas de sucesso para compartilhar com os demais estados da região, que podem ajudar no desenvolvimento regional. A ideia deste plano é justamente replicar as melhores práticas de maneira integrada nas mais diversas áreas”, afirmou o secretário estadual de planejamento do Paraná, Ulisses Maia.

Durante o encontro, o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, apresentou os principais resultados alcançados pela instituição em 2024, reforçando o papel estratégico do banco no fomento ao desenvolvimento sustentável da região Sul e também do Mato Grosso do Sul. Na apresentação aos chefes dos Executivos estaduais, Ranolfo destacou que o BRDE superou R$ 21,5 bilhões em sua carteira de crédito ativa, um crescimento de mais de 20% em relação ao ano anterior. O volume contratado em 2024 ultrapassou os R$ 5,9 bilhões, mantendo o banco como um dos principais agentes financeiros de fomento do país. O presidente do Codesul e governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, parabenizou o banco pelo desempenho. “Quando assistimos aos resultados do BRDE, o sentimento é de orgulho, pelo instrumento importante que os estados do Sul possuem, e um instrumento cada vez mais relevante para o Mato Grosso do Sul. Enxergamos no BRDE um modelo de compromisso com a sociedade”, destacou.

Atualmente, os quatro estados integrantes do Codesul reúnem 34 milhões de pessoas, o que representa 16% de toda a população do Brasil. Em termos econômicos, a participação de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul é ainda mais significativa, com uma fatia de 18,3% do PIB nacional e 19,9% das exportações da balança comercial brasileira.

Está prevista ainda a criação de uma governança conjunta das defesas civis dos quatro estados

Estoque de capital do país cresceu 1,5% no ano passado

Levantamento do Ipea indica que esta foi a maior taxa de crescimento desde 2014

Todos os componentes do investimento líquido registraram crescimento, com destaque para o setor de máquinas e equipamentos, que voltou a apresentar valor positivo no acumulado em doze meses após três anos

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou o Indicador Ipea de Investimento Líquido e Estoque de Capital. O levantamento aponta que a taxa de crescimento interanual do estoque de capital líquido foi de 1,5% 2024, com dados de dezembro, sendo o maior valor observado desde 2014. Em 2023, o aumento havia sido de 0,6%. Estoque de capital refere-se ao conjunto de bens duráveis que são utilizados para produzir bens e serviços. Apesar do resultado positivo relacionado ao estoque de capital no ano passado, o ritmo de crescimento foi inferior ao observado nas fases de maior dinamismo da década de 2000, quando a taxa chegou a 3,6% no pico em 2011.

A depreciação do estoque de capital, indicador que mede a desvalorização dos bens de capital ao passar do tempo, apresentava leve tendência de crescimento a partir de 2017, mas, a partir de meados de 2023, passou a diminuir. Com isso, a depreciação acumulada em doze meses no final de 2024 indicou diminuição de 5,1% em relação a dezembro de 2023. O mesmo estudo revela que, no acumulado de doze meses, o crescimento real de investimentos brutos no país foi de 6,9%. Esse indicador representa os gastos com obras, máquinas, equipamentos e outros bens de capital. O resultado indica o crescimento da capacidade produtiva nacional no período avaliado. Esse ciclo de crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF) já superou as taxas de variação observadas em três dos últimos cinco ciclos de crescimento. Ficou abaixo apenas das taxas observadas após as crises de 2008-2009 e de 2020.

Em consequência da evolução do investimento bruto e da depreciação, o investimento líquido (FBCF excluído o valor da depreciação) apresentou crescimento substancial no período (aumento de 150%). Todos os componentes do investimento líquido registraram crescimento, com destaque para o setor de máquinas e equipamentos, que voltou a apresentar valor positivo no acumulado em doze meses após três anos. A recuperação do investimento líquido total entre 2020 e 2023, no acumulado em doze meses, baseou-se principalmente na evolução do componente de construção, ao passo que o aumento observado em 2024 contou com contribuição relevante de todas as categorias, mas especialmente do setor de máquinas e equipamentos. Esse setor passou de níveis de investimento líquido negativo da ordem de quase R$ 120 bilhões (a preços de 2024) no fim de 2023 para um valor positivo de cerca de R$ 17 bilhões no fim do ano passado.

Levantamento do Ipea indica que esta foi a maior taxa de crescimento desde 2014

Chile passará a importar carne suína do Paraná

País reconheceu estado como livre de febre aftosa sem vacinação

Em 2024, o Paraná foi o terceiro maior exportador de carne suína entre as unidades federativas livre de aftosa

O Chile reconheceu o Paraná como zona livre de febre aftosa sem vacinação, o que significa a autorização para importar carne suína de produtores paranaenses. O anúncio oficial deve ser feito entre esta terça-feira (22) e quarta-feira (23), no âmbito da visita da comitiva do presidente chileno Gabriel Boric ao Brasil. A decisão foi antecipada pelo ministro da Agricultura chileno, Esteban Valenzuela. “Reconhecemos que o Paraná está livre de febre aftosa e, portanto, poderemos receber carnes deste estado muito importante do Sul do Brasil”, anunciou Valenzuela, nas redes sociais.

De acordo com o ministro chileno, a iniciativa é parte dos esforços para reforçar as relações comerciais entre os dois países, fortalecendo o comércio de produtos agropecuários. Ele informou ainda que as autoridades chilenas seguem negociando a compra de carne com representantes de outras unidades federativas brasileiras que atendam às exigências fitossanitárias impostas pelo Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile.

O reconhecimento chileno é uma demanda antiga dos frigoríficos paranaenses, conforme o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, Luis Rua. “Este é um pleito muito antigo do estado [Paraná] […] e, logo, logo, as empresas paranaenses deverão estar exportando carne suína para o Chile”, comentou Rua, classificando como “muito importante” o anúncio. Em 2024, o estado foi o terceiro maior exportador de carne suína entre as unidades federativas livre de aftosa.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa), no ano passado, as exportações de carne suína (considerando produtos in natura e processados) totalizaram 1,3 milhão de toneladas. O resultado, 10% superior ao de 2023, estabeleceu um novo recorde para o setor, que obteve cerca de US$ 3 bilhões com as vendas externas. Do volume total de carne suína exportada, o Paraná respondeu com 185,5 mil toneladas, ficando atrás apenas de Santa Catarina (730,7 mil toneladas) e Rio Grande do Sul (289,9 mil toneladas).

Com ABR 

País reconheceu estado como livre de febre aftosa sem vacinação

Cresce preocupação da indústria com demanda interna insuficiente

Carga tributária e taxas de juros altas completam o ranking dos principais problemas enfrentados pelos empresários

A queda da procura por bens industriais é consequência de fatores como a alta taxa de juros e a diminuição dos gastos públicos

A demanda interna insuficiente foi o problema que mais aumentou para os industriais no primeiro trimestre de 2025, mostra a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (23). No quatro trimestre de 2024, o entrave ocupava a quinta posição no ranking dos principais problemas enfrentados pelo setor. Agora, divide a segunda colocação da lista com as taxas de juros elevadas. A alta carga tributária segue como a principal preocupação dos empresários.

Segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a queda da procura por bens industriais é consequência de fatores como a alta taxa de juros e a diminuição dos gastos públicos. Ele explica que o problema pode impactar a tomada de decisão dos industriais. “A alta demanda é o que sustenta a atividade industrial, porque ela requer mais produção, emprego e investimentos. Quando o empresário percebe uma menor demanda, ele fica mais receoso em fazer esses movimentos”, avalia Azevedo.

Antes mencionada por 30,6% dos empresários, a elevada carga tributária foi citada por 33,3% dos industriais como um dos três principais problemas enfrentados. A preocupação com a Selic saltou de 25% para 27,1% do total de empresas, enquanto o problema da demanda interna insuficiente cresceu 4,8 pontos percentuais, de 22,3% para 27,1% do total de empresas. A falta ou o alto custo de trabalhadores qualificados e de matéria-prima fecham a lista dos cinco principais obstáculos citados pelos empresários.

Condições financeiras da indústria pioram
Na passagem do quatro trimestre do ano passado para o primeiro trimestre deste ano, o índice de satisfação com a situação financeira caiu 2,1 pontos, de 50,9 para 48,8 pontos. O resultado indica que a percepção dos empresários sobre as condições financeiras das empresas passou de positiva para negativa. Já o indicador de satisfação dos industriais com o lucro operacional dos próprios negócios caiu de 45,8 pontos para 43,8 pontos, tornando-se ainda mais negativo.

Os empresários também relataram maior dificuldade de acesso ao crédito no primeiro trimestre deste ano. O índice que mede essa variável caiu 1,6 ponto em relação ao quatro trimestre de 2024, passando de 42 pontos para 40,4 pontos. Já o índice de preço médio das matérias-primas recuou 1,8 ponto, para 62,4 pontos. A CNI ressalta, no entanto, que o indicador segue significativamente acima da linha divisória dos 50 pontos, o que mostra que o preço segue crescendo de maneira forte e disseminada, encarecendo a produção industrial.

Carga tributária e taxas de juros altas completam o ranking dos principais problemas enfrentados pelos empresários

Tarifas entre EUA e China podem ampliar exportações brasileiras

Secretário do Ministério da Agricultura e Pecuária vê oportunidades

Cerca de 30% de toda a carne de aves que a China importa vem dos Estados Unidos, que também respondem por algo entre 16% e 18% da carne suína e 8% da carne bovina que os chineses consomem anualmente

A crescente tensão comercial entre as duas maiores economias mundiais ─ Estados Unidos e China ─ pode criar oportunidades para o Brasil expandir suas exportações, principalmente de produtos agropecuários. A opinião é do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua. “Não só soja, como qualquer outro produto agregado”, comentou o secretário durante a entrevista coletiva que concedeu, e na qual fez um balanço das ações ministeriais para promover as exportações agropecuárias nacionais.

Questionado sobre as eventuais oportunidades da guerra tarifária deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Rua lembrou que cerca de 30% de toda a carne de aves que a China importa vem dos Estados Unidos, que também respondem por algo entre 16% e 18% da carne suína e 8% da carne bovina que os chineses consomem anualmente. “Óbvio que, com os EUA saindo deste mercado [chinês], o Brasil se coloca à disposição. Lógico, existem outros players [concorrentes] mas, talvez, nem todos tenham a escala que o Brasil possui para poder apoiar [a China]”, comentou Rua, alegando que o resultado final, para os exportadores, “dependerá do apetite chinês” pelos produtos brasileiros.

“Nos dias atuais, com tudo o que estamos vendo, poucas geografias do mundo têm a condição de entregar o que o Brasil entrega com os mesmos atributos. Porque o Brasil consegue ter um produto com qualidade, competitividade, sustentabilidade e sanidade, já que é livre de todas as doenças de notificação obrigatória para qualquer produto de origem animal e tem uma situação fitossanitária muito privilegiada”, acrescentou o secretário. Rua ainda assegurou que, apesar de China e Estados Unidos ameaçarem impor sanções às nações que negociarem unilateralmente com o oponente comercial, o Brasil seguirá “falando com todos os países”.

“Temos dito que, nesta disputa entre duas grandes superpotências, cabe-nos o papel de sermos um promotor da geopolítica da paz. E é isso que faremos. Seja [negociando] com os Estados Unidos, com a China ou com qualquer outro país. O Brasil fala com todos os países e continuará falando. Não alteramos nossa estratégia”, concluiu o secretário, afirmando ainda ser cedo para mensurar o impacto das tarifas adicionais que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros.

Com ABR

Secretário do Ministério da Agricultura e Pecuária vê oportunidades

TK Elevator inicia construção do novo centro de pesquisa global

A empresa vai investir R$ 30 milhões na planta de Guaíba

A obra será concluída em 2026

A TK Elevator (TKE) iniciou na semana passada a construção do novo prédio do PDC (Product Design Center), que vai abrigar a área de engenharia global da companhia. O novo prédio será erguido em Guaíba (RS), ampliando a área construída atual de 36 mil metros quadrados e que compreende a Matriz e a Fábrica da empresa, responsável pela produção de elevadores para o mercado da América Latina. A TKE vai investir R$ 30 milhões no centro de pesquisa onde serão desenvolvidos novos produtos para atender o mercado global.

A expectativa é que cerca de 180 pessoas, a maioria engenheiros, trabalhem no novo prédio, que também contará com um showroom, salas de reuniões e um auditório. A obra será concluída em 2026, com impacto no crescimento da empresa e do município de Guaíba, com a geração de empregos. “Teremos aqui em Guaíba uma área estratégica da nossa empresa para o desenvolvimento de inovações em mobilidade urbana para atender as necessidades globais em transporte vertical”, afirma Paulo Manfroi, CEO da TK Elevator.

A empresa vai investir R$ 30 milhões na planta de Guaíba

Além da venda do Chrome: o que mais está em jogo no novo processo contra o Google nos EUA

O maior caso antitruste da década está em andamento, e o Google está no centro do furacão. O governo dos EUA não só quer forçar a venda do Chrome, mas também desmontar o ecossistema que mantém a empresa como líder absoluta das buscas online. Este julgamento pode redefinir o futuro da internet, da inteligência artificial […]O maior caso antitruste da década está em andamento, e o Google está no centro do furacão. O governo dos EUA não só quer forçar a venda do Chrome, mas também desmontar o ecossistema que mantém a empresa como líder absoluta das buscas online. Este julgamento pode redefinir o futuro da internet, da inteligência artificial […]

OpenAI pode comprar o navegador Chrome se Google for obrigado a vendê-lo, diz executivo

Durante o julgamento antitruste contra o Google nos Estados Unidos, uma declaração inesperada chamou a atenção: a OpenAI, criadora do ChatGPT, afirmou que teria interesse em comprar o navegador Google Chrome, caso ele precise ser vendido por ordem judicial. Nick Turley, chefe do ChatGPT na OpenAI, foi chamado para depor como testemunha a pedido do […]Durante o julgamento antitruste contra o Google nos Estados Unidos, uma declaração inesperada chamou a atenção: a OpenAI, criadora do ChatGPT, afirmou que teria interesse em comprar o navegador Google Chrome, caso ele precise ser vendido por ordem judicial. Nick Turley, chefe do ChatGPT na OpenAI, foi chamado para depor como testemunha a pedido do […]

OpenAI pode virar novo monopólio ao comprar o Chrome?

Durante o julgamento antitruste que pode obrigar o Google a se desfazer de ativos estratégicos, uma declaração da OpenAI acendeu um novo alerta no setor de tecnologia. Nick Turley, chefe do ChatGPT, afirmou que a empresa estaria interessada em adquirir o navegador Google Chrome caso ele seja colocado à venda por determinação judicial. A fala, […]Durante o julgamento antitruste que pode obrigar o Google a se desfazer de ativos estratégicos, uma declaração da OpenAI acendeu um novo alerta no setor de tecnologia. Nick Turley, chefe do ChatGPT, afirmou que a empresa estaria interessada em adquirir o navegador Google Chrome caso ele seja colocado à venda por determinação judicial. A fala, […]

Fiergs revela que 75% das indústrias desejam investir neste ano

Principal fonte de financiamento continua sendo recursos próprios

O principal objetivo dos investimentos das empresas consultadas é a melhoria do processo produtivo

A Pesquisa de Investimento 2024-2025, divulgada nesta terça-feira (22) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), revela que 75% do setor industrial está disposto a investir em 2025. É o maior percentual dos últimos cinco anos, 13,7 pontos acima do que era a intenção na última pesquisa realizada, em dezembro de 2023, em relação a 2024. O levantamento mostra ainda que 74,3% das empresas conseguiram realizar investimentos no ano passado. Inovação tecnológica e capital humano foram as principais ações estratégicas desenvolvidas. “Os resultados confirmam a resiliência do gaúcho, que apesar de todas as dificuldades provocadas pela tragédia das enchentes do ano passado, consegue se reerguer. Muitas indústrias foram afetadas e precisaram recomeçar praticamente do zero, sendo reconstruídas para voltar a operar, mas a disposição para investir se manteve e até cresceu”, destaca o presidente da Fiergs, Claudio Bier.

O levantamento foi realizado entre 6 e 17 de janeiro de 2025, com 171 empresas, divididas em 41 pequenas, 59 médias e 71 grandes. A maior parte, 72,9%, das que planejam investir em 2025 já tem esses projetos em andamento. Outras 27,1% iniciarão ainda este ano. O foco prioritário será o mercado interno, utilizando majoritariamente recursos próprios. O principal objetivo dos investimentos das empresas consultadas é a melhoria do processo produtivo: 45,4%, 5,5 pontos percentuais acima do que apontou a pesquisa anterior.

Apesar de 74,3% das empresas terem investido em 2024, índice bem superior aos 64,1% observados em 2023, mais da metade não realizou o investimento integralmente. Com o resultado, o percentual volta ao patamar de 2022 (75%), o que ainda assim é positivo por ficar acima da média de 73% dos 15 anos de pesquisa. Na avaliação dos empresários consultados, a incerteza econômica continuou sendo o maior obstáculo para a indústria do Rio Grande do Sul investir em 2024. O item foi apontado como importante ou muito importante por sete em cada dez empresas que tinham planos de investimentos no ano passado. Grande parte do que foi investido pela indústria gaúcha em 2024 foi financiada com recursos da própria empresa (59,1%). É um percentual semelhante ao observado em 2023. Desde 2010, início da pesquisa, o capital próprio sempre foi a principal fonte de recursos apontada.

Principal fonte de financiamento continua sendo recursos próprios