As principais lições de liderança do CEO Forum 2025

Evento debateu o papel de lideranças para impulsionar o sucesso coletivo, destacando temas como cultura de experimentação, desenvolvimento contínuo e alta performance

O conteúdo e as conexões propostas pelo CEO Forum são um norte para lideranças em cenários de incerteza e mudanças. Foto: Amcham Rio Grande do Sul

O CEO Forum 2025 da Amcham RS, maior encontro de lideranças empresariais da Amcham Brasil, reuniu lideranças, diretores e executivos de grandes empresas em torno do tema: “Liderança e alta performance em ambientes de transformação“. Realizado nesta quinta-feira (26), no Teatro do Bourbon Country, o encontro anual é considerado um dos maiores fóruns de discussão sobre estratégias de gestão, performance e cultura organizacional no país.

Em um cenário onde a Pesquisa Panorama 2025 revela que 47% das empresas priorizam a alta performance e 51% consideram a formação de equipes de alto nível essencial, mas apenas 38% dos líderes se sentem prontos para liderar esse processo, o evento reunindo referências em áreas como saúde, esporte e inovação tecnológica debateu como lideranças podem impulsionar o sucesso coletivo. Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil, deu o tom da abertura, contextualizando a urgência e a relevância da discussão a partir dos dados da pesquisa. As palestras que se seguiram traçaram alguns caminhos possíveis para líderes que buscam não apenas resultados, mas equipes engajadas, inovadoras e resilientes.

Em conversa com os palestrantes e alguns líderes presentes no local, ressaltamos os principais conselhos de cada um sobre como navegar esse cenário em um papel de liderança.

Liderar pelo exemplo
A necessidade de ir além do discurso e inspirar pela atitude foi um consenso. Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do Brasil, acredita que este é o fator que mais impacta sua vida. “Liderar pelo exemplo vale muito mais do que um discurso bonito, do que uma motivação, porque não são todos os dias que a gente está motivado. Mas são todos os dias que a gente pode ser um grande exemplo”, enfatizou. A postura do atleta encontra eco na visão de executivos como o presidente do grupo Lebes, Otelmo Drebes, e no CMO do grupo Stefanini, Guilherme Stefanini. 

“No final é sobre quem se importa mais”, ressaltou Stefanini, para quem a liderança é um ato de cuidado genuíno. “Esteja ali, esteja ativo, esteja indo atrás, ajudando a equipe, dando o caminho. É um passo importante, de saber colocar as pessoas nos lugares onde elas serão mais felizes, mais produtivas, mais efetivas”, complementou. A esse ensinamento, Drebes acrescenta que líderes devem buscar identificação com as pessoas que lideram, agir com humildade, escutar com atenção e responder com sinceridade e agir com humildade.

Humildade e responsabilidade como alicerces da confiança
Para construir culturas de alta performance, o líder precisa olhar para dentro e assumir seu papel de forma consciente, especialmente em momentos desafiadores. Essa é a crença de pessoas como a presidente da Marsh Brasil, Paula Lopes, e do CTO da Echelon Front, JP Dinnell, que também foi membro das operações especiais da Marinha dos Estados Unidos. Direto ao ponto, Dinnell afirmou: “A maior característica para um líder é a humildade. Então se você está buscando uma forma de construir uma cultura de responsabilização total, entenda que começa por você”. A verdadeira responsabilização, segundo ele, nasce da humildade do líder.

Dos Estados Unidos ao Sul do Brasil, a humildade, aliada à agilidade, resiliência, colaboração e humanidade, é fundamental para superar adversidades e fortalecer um ecossistema. Trazendo a perspectiva do que o Rio Grande do Sul tem vivenciado, Paula ressaltou essas características como lições cruciais: “esses cinco pontos trouxeram para o Rio Grande do Sul uma força como estado muito importante e que tem sido exemplo para todos nós”, destacou.

O CEO Forum 2025 da Amcham RS, é o maior encontro de lideranças empresariais da Amcham Brasil. Foto: Amcham Rio Grande do Sul

Escuta ativa e evolução constante

Outro ponto destacado pelas lideranças foi que performance sustentável passa também pela comunicação atenciosa com o time e pela participação em eventos que promovem atualização. O presidente do Banco Randoncorp, Joarez Picinini, reforçou a necessidade de adaptação constante, incluindo a participação em eventos como o CEO Forum: “[Precisamos] ter a ciência de que a Inteligência Artificial (IA) tem de ser usada pelos humanos para os humanos, para que possamos acelerar todos os processos e se beneficiar, e não perder esse bonde da história”, destacou. Para ele, a participação em eventos que permitem trocas como estas é benéfica para conectar a região Sul com os conhecimentos e práticas mais atualizados, inclusive em outros lugares do mundo.

A country lead do Strava, Rosana Fortes, colocou em perspectiva o papel essencial do bem-estar e da comunicação na criação de um bom ambiente de trabalho. “Às vezes os seus funcionários não estão no melhor momento, ou tem algo acontecendo no ambiente de trabalho. Então escuta ativa, sempre estar ali, disponível, aberto, para escutar os seus liderados e entender o que está acontecendo”. aconselhou. A isso, somou a importância do bem-estar pessoal também: “Mantenha-se ativo — assim, nos tornamos chefes e colegas de trabalho melhores, quando chegamos em uma reunião já tendo um pouco mais de endorfina”.

Cultura, inovação e o futuro com IA: mantenha a mente aberta
Os palestrantes também defenderam que a visão estratégica do negócio deve andar de mãos dadas com a força estruturante da cultura, o aprendizado contínuo e o uso inteligente da tecnologia. Abrão Neto enfatizou a centralidade da cultura e da inovação tecnológica. Para ele, a chave é: alinhar a cultura à estratégia, e a partir daí fazer com que toda a organização caminhe na mesma direção, buscando os mesmos resultados. E também pontuou o papel da IA. “Essa é uma tecnologia disruptiva, com grande poder de transformação, e que tem sido cada vez mais usada, não só nas margens das organizações para questões mais acessórias, mas na tomada de decisão estratégica”, ressaltou.

Trazendo a perspectiva da inovação e do aprendizado contínuo, o fundador da Samba Tech Gustavo aconselhou que as pessoas mantenham a mente aberta e construam um repertório diverso de conhecimentos, algo que considera crucial para ter uma mentalidade inovadora. “Nós vamos viver um ambiente completamente diferente do que a gente vive hoje. E pessoas que tem essa capacidade de aprender o tempo inteiro, de fazer perguntas ao invés de ter todas as respostas, essas, sim, vão ser bem sucedidas nesse novo ambiente”, declarou.

Evento debateu o papel de lideranças para impulsionar o sucesso coletivo, destacando temas como cultura de experimentação, desenvolvimento contínuo e alta performance

As principais lições de liderança do CEO Forum 2025

Evento debateu o papel de lideranças para impulsionar o sucesso coletivo, destacando temas como cultura de experimentação, desenvolvimento contínuo e alta performance

O conteúdo e as conexões propostas pelo CEO Forum são um norte para lideranças em cenários de incerteza e mudanças. Foto: Amcham Rio Grande do Sul

O CEO Forum 2025 da Amcham RS, maior encontro de lideranças empresariais da Amcham Brasil, reuniu lideranças, diretores e executivos de grandes empresas em torno do tema: “Liderança e alta performance em ambientes de transformação“. Realizado nesta quinta-feira (26), no Teatro do Bourbon Country, o encontro anual é considerado um dos maiores fóruns de discussão sobre estratégias de gestão, performance e cultura organizacional no país.

Em um cenário onde a Pesquisa Panorama 2025 revela que 47% das empresas priorizam a alta performance e 51% consideram a formação de equipes de alto nível essencial, mas apenas 38% dos líderes se sentem prontos para liderar esse processo, o evento reunindo referências em áreas como saúde, esporte e inovação tecnológica debateu como lideranças podem impulsionar o sucesso coletivo. Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil, deu o tom da abertura, contextualizando a urgência e a relevância da discussão a partir dos dados da pesquisa. As palestras que se seguiram traçaram alguns caminhos possíveis para líderes que buscam não apenas resultados, mas equipes engajadas, inovadoras e resilientes.

Em conversa com os palestrantes e alguns líderes presentes no local, ressaltamos os principais conselhos de cada um sobre como navegar esse cenário em um papel de liderança.

Liderar pelo exemplo
A necessidade de ir além do discurso e inspirar pela atitude foi um consenso. Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do Brasil, acredita que este é o fator que mais impacta sua vida. “Liderar pelo exemplo vale muito mais do que um discurso bonito, do que uma motivação, porque não são todos os dias que a gente está motivado. Mas são todos os dias que a gente pode ser um grande exemplo”, enfatizou. A postura do atleta encontra eco na visão de executivos como o presidente do grupo Lebes, Otelmo Drebes, e no CMO do grupo Stefanini, Guilherme Stefanini. 

“No final é sobre quem se importa mais”, ressaltou Stefanini, para quem a liderança é um ato de cuidado genuíno. “Esteja ali, esteja ativo, esteja indo atrás, ajudando a equipe, dando o caminho. É um passo importante, de saber colocar as pessoas nos lugares onde elas serão mais felizes, mais produtivas, mais efetivas”, complementou. A esse ensinamento, Drebes acrescenta que líderes devem buscar identificação com as pessoas que lideram, agir com humildade, escutar com atenção e responder com sinceridade e agir com humildade.

Humildade e responsabilidade como alicerces da confiança
Para construir culturas de alta performance, o líder precisa olhar para dentro e assumir seu papel de forma consciente, especialmente em momentos desafiadores. Essa é a crença de pessoas como a presidente da Marsh Brasil, Paula Lopes, e do CTO da Echelon Front, JP Dinnell, que também foi membro das operações especiais da Marinha dos Estados Unidos. Direto ao ponto, Dinnell afirmou: “A maior característica para um líder é a humildade. Então se você está buscando uma forma de construir uma cultura de responsabilização total, entenda que começa por você”. A verdadeira responsabilização, segundo ele, nasce da humildade do líder.

Dos Estados Unidos ao Sul do Brasil, a humildade, aliada à agilidade, resiliência, colaboração e humanidade, é fundamental para superar adversidades e fortalecer um ecossistema. Trazendo a perspectiva do que o Rio Grande do Sul tem vivenciado, Paula ressaltou essas características como lições cruciais: “esses cinco pontos trouxeram para o Rio Grande do Sul uma força como estado muito importante e que tem sido exemplo para todos nós”, destacou.

O CEO Forum 2025 da Amcham RS, é o maior encontro de lideranças empresariais da Amcham Brasil. Foto: Amcham Rio Grande do Sul

Escuta ativa e evolução constante

Outro ponto destacado pelas lideranças foi que performance sustentável passa também pela comunicação atenciosa com o time e pela participação em eventos que promovem atualização. O presidente do Banco Randoncorp, Joarez Picinini, reforçou a necessidade de adaptação constante, incluindo a participação em eventos como o CEO Forum: “[Precisamos] ter a ciência de que a Inteligência Artificial (IA) tem de ser usada pelos humanos para os humanos, para que possamos acelerar todos os processos e se beneficiar, e não perder esse bonde da história”, destacou. Para ele, a participação em eventos que permitem trocas como estas é benéfica para conectar a região Sul com os conhecimentos e práticas mais atualizados, inclusive em outros lugares do mundo.

A country lead do Strava, Rosana Fortes, colocou em perspectiva o papel essencial do bem-estar e da comunicação na criação de um bom ambiente de trabalho. “Às vezes os seus funcionários não estão no melhor momento, ou tem algo acontecendo no ambiente de trabalho. Então escuta ativa, sempre estar ali, disponível, aberto, para escutar os seus liderados e entender o que está acontecendo”. aconselhou. A isso, somou a importância do bem-estar pessoal também: “Mantenha-se ativo — assim, nos tornamos chefes e colegas de trabalho melhores, quando chegamos em uma reunião já tendo um pouco mais de endorfina”.

Cultura, inovação e o futuro com IA: mantenha a mente aberta
Os palestrantes também defenderam que a visão estratégica do negócio deve andar de mãos dadas com a força estruturante da cultura, o aprendizado contínuo e o uso inteligente da tecnologia. Abrão Neto enfatizou a centralidade da cultura e da inovação tecnológica. Para ele, a chave é: alinhar a cultura à estratégia, e a partir daí fazer com que toda a organização caminhe na mesma direção, buscando os mesmos resultados. E também pontuou o papel da IA. “Essa é uma tecnologia disruptiva, com grande poder de transformação, e que tem sido cada vez mais usada, não só nas margens das organizações para questões mais acessórias, mas na tomada de decisão estratégica”, ressaltou.

Trazendo a perspectiva da inovação e do aprendizado contínuo, o fundador da Samba Tech Gustavo aconselhou que as pessoas mantenham a mente aberta e construam um repertório diverso de conhecimentos, algo que considera crucial para ter uma mentalidade inovadora. “Nós vamos viver um ambiente completamente diferente do que a gente vive hoje. E pessoas que tem essa capacidade de aprender o tempo inteiro, de fazer perguntas ao invés de ter todas as respostas, essas, sim, vão ser bem sucedidas nesse novo ambiente”, declarou.

Evento debateu o papel de lideranças para impulsionar o sucesso coletivo, destacando temas como cultura de experimentação, desenvolvimento contínuo e alta performance

Porto de Itajaí deve receber R$ 689 milhões em investimentos

Aporte inclui construção de píer para atracação de cruzeiros

A obra da dragagem para aprofundamento do canal deverá receber investimentos de R$ 90 milhões, com prazo estimado para outubro de 2027

O complexo portuário de Itajaí deverá receber R$ 689 milhões em investimentos até 2030 para ampliar a capacidade de atracação de navios de maior porte e também para um novo terminal de cruzeiros. A informação é de Anderson Pomini, diretor-presidente da autoridade portuária de Santos, responsável pela administração do porto desde a federalização. Em reunião da câmara de transporte e logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Pomini detalhou quais as obras estão previstas no planejamento e os prazos em que estão estimadas.

Pomini afirmou que a obra da dragagem para aprofundamento do canal deverá receber investimentos de R$ 90 milhões, com prazo estimado para outubro de 2027. A readequação do molhe de Navegantes deve consumir R$ 64 milhões, com prazo de conclusão em setembro de 2028, enquanto as obras na bacia de evolução estão previstas em R$ 68 milhões e devem encerrar em abril de 2027. Também estão projetados recursos para a compra e instalação de novos equipamentos, como um novo scanner (R$ 12 milhões) e a readequação das subestações de energia e iluminação, com aporte estimado em R$ 20 milhões.

Intervenções para a contenção da margem direita do canal ao longo da Avenida também estão previstas, com aporte de R$ 67 milhões, além de obras de adensamento do Recinto Alfandegado Contíguo, com investimento estimado em R$ 45 milhões. Já a retirada do navio Pallas, submerso há mais de 120 anos, deve consumir R$ 23 milhões. Pomini destacou que R$ 300 milhões serão investidos até 2030 em um novo píer para receber navios de cruzeiro, o que traz uma perspectiva de ainda mais turistas para a cidade de Itajaí e o estado. O diretor destacou ainda outros benefícios para o complexo portuário a partir da gestão federal. Ele citou, entre elas, a rígida governança e a necessidade de seguir a lei das estatais. O superintendente do porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, afirmou que, em 2025, o faturamento atingiu R$ 64 milhões, um crescimento de 158% em relação ao mesmo período do ano passado.

Aporte inclui construção de píer para atracação de cruzeiros

Volvo inicia a produção de ônibus elétricos no Sul

A fábrica de Curitiba celebrou primeiro chassi do modelo da marca em todo o mundo

O novo produto foi desenvolvido dentro do ciclo de R$ 1,5 bilhão de investimentos da Volvo no país, no período 2023-2025

A operação brasileira da Volvo está comemorando um momento histórico. A fábrica de Curitiba (PR) celebrou hoje a produção do primeiro chassi de ônibus biarticulado elétrico da marca em todo o mundo. Com zero emissões de CO2 e baixíssimo nível de ruído, o modelo BZRT, nas versões articulada e biarticulada, é fabricado exclusivamente na unidade brasileira da Volvo, que agora está apta a exportá-lo para sistemas BRT de todo o mundo. Com 28 metros de comprimento e capacidade para até 250 passageiros, o Volvo BZRT biarticulado é um veículo de alta eficiência, capaz de levar o mesmo número de passageiros de um metrô, mas com custos de implantação e operação muito menores, e ainda com o mesmo benefício de zero emissões.

“O início da produção no Brasil marca um passo importante no compromisso da Volvo com a descarbonização dos transportes. Temos a meta de zerar as emissões de CO2 de nossos veículos até 2040. A oferta de ônibus elétricos de alta capacidade é parte dessa iniciativa”, assegura André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina. O novo produto foi desenvolvido dentro do ciclo de R$ 1,5 bilhão de investimentos da Volvo no país, no período 2023-2025. O BZRT é um veículo 100% elétrico, equipado com dois motores de 200kW cada, totalizando 400 kW, o equivalente a 540 cv. Possui caixa de câmbio automatizada de duas velocidades, baseada na transmissão Volvo I-Shift. O chassi pode contar com até oito baterias, com 720 kWh de capacidade total. O tempo de recarga varia entre duas e quatro horas, dependendo do tipo e potência da estação de carregamento.

O modelo também é equipado com avançados dispositivos de segurança ativa. Entre eles estão câmeras para detectar situações de perigo que o motorista pode não antever, bem como sensores frontais e laterais nos pontos cegos para proteção de pedestres, ciclistas e outros usuários das vias. Com avançada conectividade, o BZRT vem pronto para a ativação do sistema de “Zonas de Segurança”, capaz de reduzir a velocidade do ônibus automaticamente através de monitoramento por GPS. A tecnologia pode atuar em áreas mais propensas a acidentes ou regiões perto de terminais, escolas e hospitais, trazendo proteção adicional aos usuários das vias. “Algumas cidades tiveram até 50% de redução de colisões com esse sistema”, explica Alexandre Selski, diretor de eletromobilidade da Volvo Buses na América Latina.

A fábrica de Curitiba celebrou primeiro chassi do modelo da marca em todo o mundo

Fiergs e Caldeira lançam programa para impulsionar inovação em indústrias gaúchas

Indústria do Amanhã prevê capacitar mais de mil jovens e 500 gestores para promover a modernização do setor

A capacitação dos jovens acontece a partir da conexão dos estudantes às demandas do setor produtivo

Mais de 1 mil jovens e 500 gestores serão capacitados para atuar na indústria e em startups, impulsionando a modernização da indústria gaúcha, por meio do programa Indústria do Amanhã. A iniciativa, resultado de uma parceria entre Sistema Fiergs e Instituto Caldeira, terá atuação contínua em 50 municípios de todo o estado e prevê impactar diretamente 5 mil jovens e 5 mil empresas com a realização de eventos sobre inovação, talentos e tecnologia. Cinquenta indústrias devem implementar inovação aberta e 150 startups estarão conectadas a oportunidades no setor.

A assinatura do convênio entre as entidades ocorreu na quinta-feira (8), dentro da programação do 11º Fórum IEL de Inovação, na sede da Fiergs, em Porto Alegre. “Através da educação, da inovação e da conexão com o mercado, essa parceria ajuda a formar e reter talentos, além de capacitar educadores e gestores e criar oportunidades reais para a indústria crescer. Nossa comunidade de 52 mil indústrias e mais de 850 mil colaboradores será diretamente beneficiada”, afirmou Claudio Bier, presidente da entidade, ressaltando que essa é uma resposta concreta aos desafios de reconstrução e modernização da indústria gaúcha.

A capacitação dos jovens acontece a partir da conexão dos estudantes às demandas do setor produtivo, oferecendo desafios práticos, mentorias online e oportunidades de atuação com startups e indústria. Susana Kakuta, diretora-geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, destacou o potencial do projeto de promover a inovação e a interiorização. “O programa visa impulsionar a competitividade e a modernização da indústria, com foco nas pequenas empresas espalhadas nas dez regiões do estado”, explica Susana. Para o diretor-executivo do Instituto Caldeira, Pedro Valério, o convênio é um momento simbólico pela reconstrução e desenvolvimento do estado. “A assinatura é a materialização da nossa crença na capacidade do Rio Grande do Sul de se transformar e reocupar um espaço de protagonismo”, afirma.

Indústria do Amanhã prevê capacitar mais de mil jovens e 500 gestores para promover a modernização do setor

Randoncorp apresenta receita de R$ 3,2 bilhões até março

Empresa foi impulsionada pelo mercado de reposição

Ao mesmo tempo em que a companhia colheu avanços em diversas frentes, o ambiente de negócios apresentou diferentes desafios

A Randoncorp fechou o primeiro trimestre com crescimento na receita líquida consolidada, alcançando R$ 3,2 bilhões no período. O valor representa um aumento de 25,8% na comparação com os mesmos meses do ano passado (veja os principais números na tabela ao final desta reportagem). Um dos destaques do período foi a ampliação da receita líquida da Randoncorp no segmento de peças de reposição, tanto para veículos leves como comerciais, que passou a representar a maior fatia: 45,7% do total. As receitas internacionais, que contabilizam os valores registrados nas operações em outros países com as exportações de produtos a partir do Brasil, apresentaram avanço relevante de 99,4% com relação ao mesmo trimestre de 2024, totalizando US$ 184,5 milhões. Esse crescimento foi suportado, especialmente, pelas aquisições recentes de empresas no exterior, como Dacomsa, no México, EBS, no Reino Unido, e AXN, nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo em que a companhia colheu avanços em diversas frentes, o ambiente de negócios apresentou diferentes desafios. No mercado doméstico, se destacou a redução da demanda de produtos vinculados ao agronegócio. Já no contexto global, o que influenciou foram as incertezas oriundas da guerra tarifária. “A boa demanda do mercado de reposição e a ampliação das nossas receitas internacionais foram fundamentais para mitigar impactos desse cenário macroeconômico desafiador do momento. Isso demonstra a importância da diversificação como um dos principais fatores de resiliência para a nossa empresa”, destaca o CFO da Randoncorp, Paulo Prignolato.

Os primeiros meses do ano foram marcados também por diversas iniciativas estratégicas da empresa sediada em Caxias do Sul (RS), que visam a sustentabilidade dos negócios e o crescimento contínuo. Além de aquisições concretizadas no período – da AXN, da Dacomsa e da Delta Global –, outros movimentos relevantes foram o anúncio do plano de sucessão, que prevê mudanças na governança a partir de setembro, e a parceria estratégica entre a Rands, vertical de Soluções Financeiras e Serviços da Randoncorp, e os fundos de high growth do Patria Investimentos, com aportes que poderão chegar a R$ 320 milhões nas unidades de seguros e consórcios, representando cerca de 20% de participação nessas operações.

A Randoncorp é a 21ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Empresa foi impulsionada pelo mercado de reposição

Após a retomada total das operações, Coca-Cola Femsa investirá R$ 200 milhões no RS

Submersa por 30 dias durante a enchente, a fábrica retomou totalmente a operação nesta sexta-feira

“Focamos no primeiro momento em procurar as pessoas, para saber que estavam todos bem, e mitigar o impacto na comunidade e nos clientes”, recordou o presidente de operações da Coca-Cola Femsa Brasil, Eduardo Pereyra, sobre as enchentes que assolaram o estado no ano passado

A fábrica da Coca-Cola Femsa, uma das maiores engarrafadoras da companhia, retomou completamente as operações de sua fábrica em Porto Alegre nesta sexta-feira (9). A unidade, localizada próxima à margem do Rio Gravataí, foi severamente afetada pela enchente de maio de 2024 e ficou submersa durante um mês. A empresa investiu R$ 675 milhões na retomada da operação, que atualmente é a mais eficiente e a mais moderna da América Latina.

Além deste investimento, fazem parte do plano anunciado pela companhia R$ 211 milhões voltados a melhorias operacionais no estado ao longo dos próximos cinco anos. A Coca-Cola mantém unidade de produção também em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul. A fábrica em Porto Alegre é a terceira maior do país, atrás das plantas de São Paulo e de Minas Gerais, e produz 10 milhões de caixas por mês.

Participaram da solenidade de reabertura autoridades como o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, o governador do estado, Eduardo Leite e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo. “Focamos no primeiro momento em procurar as pessoas, para saber que estavam todos bem, e mitigar o impacto na comunidade e nos clientes”, recordou o presidente de operações da Coca-Cola Femsa Brasil, Eduardo Pereyra, sobre as enchentes que assolaram o estado no ano passado. “A retomada total da operação em Porto Alegre é resultado da união de esforços de diferentes setores, e reforça a nossa confiança no potencial do Rio Grande do Sul”, comentou Luciana Batista, presidente Brasil e Cone Sul na The Coca-Cola Company.

Submersa por 30 dias durante a enchente, a fábrica retomou totalmente a operação nesta sexta-feira

Faturamento da 3tentos salta 31% no primeiro trimestre

Lucro líquido aumentou 23% no mesmo período

Desempenho foi impulsionado pela supersafra no Centro-Oeste e demanda aquecida na indústria de biocombustíveis

A 3tentos encerrou o primeiro trimestre com crescimento em todos os segmentos. A receita operacional líquida da companhia de Santa Bárbara do Sul (RS) alcançou R$ 3,5 bilhões, um avanço de 30,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido aumentou 23% no mesmo período, para R$ 192,4 milhões. O desempenho foi impulsionado por uma safra recorde de soja no Mato Grosso e pela forte demanda por farelo de soja e biodiesel. “Estamos fortalecendo nossa presença no Mato Grosso com expansão comercial e a construção de nossa primeira indústria de processamento de milho, prevista para início de 2026”, anuncia João Marcelo Dumoncel, CEO e fundador da companhia.

O segmento de Insumos apresentou incremento de volume em todos os produtos. Durante o primeiro trimestre de 2025, a companhia apresentou forte contribuição na venda de insumos no Mato Grosso em especial para safrinha de milho, com destaque para a evolução na região do Vale do Araguaia. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul passou por um período de estiagem no trimestre impactando a comercialização de defensivos. A área de grãos entregou mais um trimestre de forte desempenho, beneficiado pela safra recorde de soja no Centro-Oeste e eficiência operacional das estruturas de originação da 3tentos. Em adição, a contribuição na comercialização do trigo trouxe efeito positivo no Rio Grande do Sul.

No segmento industrial, a empresa gaúcha tem observado demanda de farelo de soja aquecida, sendo as exportações representando em torno de 80% do total de farelo produzido. Já no biodiesel, todo óleo de soja produzido nas indústrias de processamento tem sido destinado à produção de biodiesel. A 3tentos é a 28ª maior empresa da região e também a 10ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Lucro líquido aumentou 23% no mesmo período

Petrobras e Portobello firmam parceria para fornecimento de gás natural

Indústria cerâmica é a maior consumidora de Santa Catarina na modalidade

Parceria consolida participação da Petrobras no mercado livre catarinense e marca a entrada da estatal no fornecimento de gás natural para o segmento ceramista

A Petrobras firmou contrato com a Portobello, um dos maiores clientes industriais de Santa Catarina e o maior consumidor de gás do estado. A parceria consolida a participação da Petrobras no mercado livre catarinense e marca a entrada da empresa no fornecimento de gás natural para o segmento ceramista. “Estamos em processo de expansão e consolidação de nossa carteira de clientes no mercado livre de gás natural. Os novos contratos que foram celebrados, como este, com o ingresso da Petrobras como fornecedora em um novo setor, demonstram que estamos no caminho certo. A empresa vem desenvolvendo uma nova carteira de produtos de gás, com portfólio diversificado de contratos, de modo a oferecer a melhor opção para os parceiros comerciais”, afirma Álvaro Tupiassu, gerente executivo de gás e energia da Petrobras.

A Petrobras investe mais de US$ 7 bilhões em novas infraestruturas de ofertas de gás natural, além de oferecer diversas opções de contratos flexíveis, adequadas às necessidades dos clientes, com diferentes modalidades de prazo e indexadores. Para a Portobello, a parceria representa um passo importante para ampliar a eficiência e a competitividade da companhia. O fornecimento de gás natural pela Petrobras está alinhado ao foco do Portobello Grupo em aprimorar continuamente sua matriz energética, mantendo a performance industrial em níveis elevados. “A competitividade da indústria cerâmica está diretamente ligada à eficiência energética. A parceria com a Petrobras nos dá segurança de fornecimento e condições comerciais compatíveis com nossos desafios de produção em larga escala, fortalecendo ainda mais nossa posição de referência no setor”, destaca Luciano Abrantes, CEO da unidade Portobello, do Portobello Grupo.

Indústria cerâmica é a maior consumidora de Santa Catarina na modalidade

Top inaugura sexta unidade em Gaspar

Rede torna-se a maior da cidade em número de lojas

Com mais de 1.500 metros, o projeto da nova loja teve investimento de R$ 12 milhões

A Rede Top, bandeira do Grupo Top, inaugurou na quinta-feira (8) uma nova loja em Gaspar (SC). Essa é a sexta unidade do grupo em Gaspar, tornando a rede a maior da cidade em número de lojas. Em pouco mais de um ano, a companhia já entregou na cidade o retrofit de duas lojas e, somando-se à inauguração de hoje, cujo investimento foi de R$ 12 milhões, totaliza quase R$ 40 milhões em investimentos na cidade, gerando empregos e impulsionando a economia e desenvolvimento da região, já conhecida nacionalmente pela forte atuação na indústria têxtil.

Com área de mais de 1.500 metros e cerca de 70 colaboradores, a nova loja de Gaspar conta ainda com estacionamento com mais de 100 vagas, sendo 71 cobertas. “A história de Gaspar é marcada pelo progresso e continua em crescimento, portanto, estamos muito atentos a isso, tanto é assim que está nos nossos planos a retrofit das lojas de Santa Terezinha e Coloninha. Seguiremos avançando”, enfatiza Paulo Cesar Lopes, CEO do Grupo Top.

Rede torna-se a maior da cidade em número de lojas

Nilson Luiz May aborda o humanismo no mundo digital

Palestra fez parte do 29º Simpósio das Unimeds do Estado do RS

May chamou atenção para o equilíbrio entre o mundo digital e o mundo analógico (Foto: Isabel Cunha de Paula/Divulgação)

O médico, escritor, palestrante e diretor da Scriptum Produções Culturais, Nilson Luiz May, conduziu um dos painéis mais aguardados do 29º Simpósio das Unimeds do Estado do Rio Grande do Sul (SUERGS), realizado em Porto Alegre, nesta sexta-feira (9). O painel apresentado por ele destacou-se pelas reflexões profundas sobre o papel do humanismo em um contexto dominado pela tecnologia digital. Em sua apresentação, May explorou caminhos para transformar dados em sabedoria, ressaltando a necessidade de unir habilidades digitais ao pensamento crítico.

Ele enfatizou que, diante das crescentes ameaças à privacidade, o desafio principal é não apenas acessar informação, mas convertê-la em entendimento e bem-estar para as pessoas. Como idealizador da Casa da Memória Unimed Federação/RS, May reforçou sua posição como pensador capaz de articular saúde, arte e cultura em um mesmo diálogo. Inspirado em reflexões sobre a cultura contemporânea e influenciado por autores como Mário Vargas Llosa e sua obra A Civilização do Espetáculo, May provocou o público a repensar o significado de cultura em tempos em que tudo parece se equivaler, muitas vezes pautado por valores comerciais e entretenimento.

Ao final, May apresentou sua visão sobre o sentido da vida no século XXI, chamando atenção para o equilíbrio entre o mundo digital e o mundo analógico. Destacou a importância dos prazeres simples, da convivência familiar, dos afetos, das relações humanas, da espiritualidade, do esporte e das artes, como elementos essenciais para que o ser humano se sinta útil e realize aquilo que chama de “vida real”. Assim, propôs a convergência de ambos os universos, digital e analógico, como caminho para uma existência mais plena. Com suas provocações, May reforçou a importância do humanismo como bússola ética e estrutural neste novo mundo digital, abrindo espaço para diálogos fundamentais sobre sanidade mental, evolução do pensar e o verdadeiro valor das conexões humanas.

Palestra fez parte do 29º Simpósio das Unimeds do Estado do RS

Google Keep na web ganha formatação de texto

O Google começou a liberar uma atualização muito aguardada pelos usuários do Google Keep: a possibilidade de formatar textos na versão web do serviço. A novidade, que já estava presente no aplicativo para Android desde outubro de 2023, agora começa a chegar também para quem usa o Keep pelo navegador. A formatação de texto inclui […]O Google começou a liberar uma atualização muito aguardada pelos usuários do Google Keep: a possibilidade de formatar textos na versão web do serviço. A novidade, que já estava presente no aplicativo para Android desde outubro de 2023, agora começa a chegar também para quem usa o Keep pelo navegador. A formatação de texto inclui […]

Projeto Nimbus: o que o Google sabia sobre seu acordo com Israel

Antes de firmar o controverso contrato do Projeto Nimbus com Israel, o Google já sabia que não teria controle total sobre como o país usaria sua poderosa tecnologia de computação em nuvem. Um relatório interno confidencial, obtido pelo The Intercept, revela que a empresa estava ciente dos riscos de fornecer ferramentas avançadas a um governo […]Antes de firmar o controverso contrato do Projeto Nimbus com Israel, o Google já sabia que não teria controle total sobre como o país usaria sua poderosa tecnologia de computação em nuvem. Um relatório interno confidencial, obtido pelo The Intercept, revela que a empresa estava ciente dos riscos de fornecer ferramentas avançadas a um governo […]

Gerdau realiza primeira edição do Gerdau Innovation Day

O encontro antecede a abertura oficial do South Summit Brasil 2025

O Gerdau Innovation Day discutirá tecnologias emergentes, transformação digital e novos negócios

A Gerdau realizará na próxima terça-feira (8), das 14h às 19h, a primeira edição do Gerdau Innovation Day, evento que abordará temas como inovação, liderança, marca e empreendedorismo em Porto Alegre (RS). O encontro antecede a abertura oficial do South Summit Brasil 2025. Destinado a startups, empreendedores, parceiros e clientes, o Gerdau Innovation Day terá um formato de palestras e painéis, reunindo executivos da Gerdau e convidados externos de diferentes setores para discutir soluções e fortalecer conexões em temas como o futuro, tecnologias emergentes, transformação digital, novos negócios, parcerias de marca, entre outros, impulsionando negócios e relacionamentos.

O Gerdau Innovation Day terá entre os palestrantes executivos da Gerdau como André Gerdau Johannpeter, vice-presidente do conselho de administração; Pedro Torres, diretor global de comunicação e relações institucionais; Gustavo França, diretor de TI e digital da Gerdau e Elder Rapachi, diretor executivo da Gerdau Next. Os painelistas convidados são Carolina Cavalheiro, diretora de negócios do Instituto Caldeira; Daniel Randon, presidente da Randoncorp; Francisco Matos, diretor executivo da Fórmula 1; Luis Justo, CEO da Rock World; Mônica Magalhães, fundadora da agência Disrupta de Exploração de Futuro; Pedro Valério, diretor executivo do Instituto Caldeira e Sérgio Finger, CEO da startup de economia circular Trashin.

O site do evento apresenta a programação completa de painéis e também informa que as inscrições estão esgotadas.

Serviço Gerdau Innovation Day
Data: 8 de abril (terça-feira)
Horário: das 14 às 19 horas
Local: Instituto Caldeira, em Porto Alegre (RS)

O encontro antecede a abertura oficial do South Summit Brasil 2025

Como a Gerdau molda a inovação

Durante a primeira edição do Gerdau Innovation Day, empresa detalhou suas estratégias de inovação e discutiu desafios do setor ao lado de parceiros e líderes do ecossistema

Transformação cultural, inovação aberta e conexões estratégicas foram temas do painel com Elder Rapachi (Gerdau), Daniel Randon (Randoncorp) e mediação de Carolina Cavalheiro (Instituto Caldeira)

Na véspera da abertura do South Summit Brazil 2025, a Gerdau promoveu um encontro que expôs em detalhes as engrenagens por trás de sua estratégia de inovação. Realizada no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, a primeira edição do Gerdau Innovation Day reuniu representantes da própria companhia, de startups, hubs de inovação, outras grandes empresas e do poder público para debater modelos de crescimento, cultura empreendedora e colaboração entre diferentes atores do ecossistema. A escolha do local, por si só, já foi carregada de simbolismo: o Caldeira foi um dos pontos mais afetados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado. Mesmo assim, foi justamente nesse espaço — que hoje abriga mais de 130 empresas e já acelerou mais de 300 startups — que a Gerdau decidiu abrir a semana do South Summit. Como se antecipasse as discussões que ocorreriam ali, a escolha revela que inovação, resiliência e reconstrução se complementam. Confira, a seguir, os destaques do evento.

Alianças para enfrentar desafios
O primeiro painel do evento abordou a importância da articulação entre grandes empresas, hubs e startups para promover soluções inovadoras e acelerar transformações. A conversa foi mediada por André Gerdau, vice-presidente do conselho de administração da companhia, e contou com a participação de Pedro Valério, diretor executivo do Instituto Caldeira, e Sergio Finger, CEO da Trashin, startup que atua na cadeia de gestão de resíduos com foco em economia circular. Pedro lembrou que o Caldeira nasceu em 2020 como um projeto coletivo de grandes empresas do estado e cresceu rapidamente, mesmo enfrentando dois grandes eventos extremos. “Hoje, somos talvez o primeiro hub de inovação do mundo que nasceu numa pandemia e sobreviveu a uma enchente”, disse. A instituição, que ocupa atualmente dois prédios no Quarto Distrito de Porto Alegre, projeta expansão de 33 mil metros quadrados destinados à nova economia. 

Sergio, por sua vez, compartilhou os bastidores da criação da Trashin e como a conexão com o Caldeira e com a Gerdau foi essencial para profissionalizar e escalar o negócio. “Nosso desafio era trazer rastreabilidade e dados para um setor ainda muito analógico. Com apoio do ecossistema, conseguimos acelerar isso e hoje atuamos em todo o Brasil”, contou. Segundo ele, o apoio de grandes empresas tem sido decisivo para abrir portas e criar um ambiente propício para inovação de impacto. Já André Gerdau destacou que o papel da empresa é justamente ajudar a traduzir linguagens. “A startup fala um idioma, a grande empresa outro, o investidor um terceiro. Precisamos de pontes. E o que importa, no fim, é gerar negócio. Inovação só se sustenta quando vira resultado”, afirmou.

Da ideia à escala
O segundo painel reuniu Elder Rapachi, diretor executivo da Gerdau Next, e Daniel Randon, presidente da Randoncorp, com mediação de Carolina Cavalheiro, do Instituto Caldeira. A conversa girou em torno dos caminhos para transformar ideias em negócios de fato — e da importância da governança, da cultura e da definição clara de prioridades nesse processo. Elder destacou que a criação da Gerdau Next, em 2020, foi um movimento necessário diante da transformação cultural que a companhia já vinha vivendo desde 2013. “Tínhamos clareza de que precisávamos criar uma estrutura específica para desenvolver novos negócios e lidar com inovação aberta. A Gerdau Next nasce com esse foco, e hoje atua com investimentos, parcerias e criação de novas empresas a partir de teses estratégicas”, explicou. Segundo ele, o grupo mantém cinco teses prioritárias: construção civil, mobilidade, sustentabilidade, digitalização e energia. A partir delas, avalia startups e projetos em que vale a pena investir, sempre com o cuidado de manter um portfólio alinhado à cultura da Gerdau e à sua capacidade de execução. “A arte de dizer não é parte do processo. A gente aprende a não se desviar daquilo que faz sentido pra nós”, disse Elder.

Daniel Randon compartilhou um caso emblemático: a criação de uma joint venture com a Gerdau para locação de veículos da chamada “linha amarela” — escavadeiras, tratores e outros equipamentos pesados. O negócio surgiu de uma conversa informal em um programa de aceleração, ganhou tração com alinhamento cultural e foi selado em um churrasco entre os sócios. “Foi um sonho antigo que se tornou possível porque as duas empresas tinham uma visão parecida de futuro, propósito e ESG. A confiança foi o principal ativo.” Além dos investimentos, as empresas têm apostado em programas de formação e aceleração de startups.  

Grandes palcos, grandes marcas
Ao longo do dia, dois painéis distintos abordaram os bastidores de eventos com alcance global e exigência operacional de alto nível: o Rock in Rio e a Fórmula 1 — ambos apoiados pela Gerdau. Luis Justo, CEO da Rock World, compartilhou os aprendizados do festival em um painel exclusivo. Já Francisco Matos, diretor executivo da Fórmula 1, participou de uma conversa ao lado de Pedro Torres, diretor global de comunicação, marca e relações institucionais da Gerdau. Justo explicou como o Rock in Rio criou, ao longo dos anos, uma metodologia de gestão da experiência do público que parte de escutas constantes e ativações práticas. “A gente tem uma equipe com bloquinhos no bolso, registrando sugestões e reconhecendo quem ajuda a construir a experiência coletiva. É uma forma de nos mantermos conectados com o que acontece no chão do evento”, contou. A Gerdau, além de patrocinadora, é responsável por parte da estrutura da Cidade do Rock — incluindo palcos e instalações construídas com aço reciclado e reciclável. A parceria com o festival foi firmada em 2022, com foco na sustentabilidade e na aproximação com novos públicos. “É uma vitrine importante para a marca, mas também um ambiente de aprendizado sobre operação em larga escala e conexão emocional com o consumidor”, resumiu Torres.

Já Francisco Matos destacou que, na Fórmula 1, a Gerdau passou a ter papel ativo na infraestrutura da etapa brasileira do campeonato, especialmente em locais de alta visibilidade. “Neste ano, vamos revitalizar áreas nobres do autódromo, como a torre da bandeirada e os semáforos de largada e chegada, todos com aço Gerdau. É um produto brasileiro, de altíssimo padrão, ganhando visibilidade global”, explicou. Ele lembrou que, por se tratar de um evento com padrões internacionais rígidos, inovar na Fórmula 1 exige tanto capacidade técnica quanto sensibilidade cultural. “Mesmo com todas as normas, o Brasil consegue imprimir um jeito próprio, uma leveza que o público e os próprios pilotos valorizam. E a Gerdau tem se integrado muito bem a isso”, refletiu Matos. A partir desta semana e ao longo dos próximos dois meses, os passageiros que passarem pelo saguão de embarque e desembarque do aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, terão a oportunidade de admirar de perto uma réplica em tamanho real de um carro de Fórmula 1, construída com 1,4 tonelada de sucata metálica, seguindo as medidas oficiais da competição.

Moldando o futuro
O encerramento do Gerdau Innovation Day teve como foco as transformações tecnológicas em curso e como as empresas podem se preparar para um futuro em que as mudanças são cada vez mais rápidas e, muitas vezes, assimétricas. O painel final reuniu Gustavo França, diretor global de tecnologia da informação e digital da Gerdau, e Mônica Magalhães, especialista em inovação disruptiva e fundadora da agência Disrupta. Mônica iniciou sua fala com uma provocação: “O futuro chega, mas o progresso nem sempre vem junto. Precisamos aprender a distinguir mudança de melhoria real.” Segundo ela, o avanço tecnológico não pode ser analisado apenas em termos de eficiência, mas também de impacto social e cultural. Um dos principais desafios, afirmou, está na falta de planejamento estratégico de longo prazo — algo que ainda é escasso tanto no setor público quanto privado.

Ela também chamou atenção para a ausência de fluência digital em muitas lideranças e para a necessidade de atualizar não só as tecnologias, mas as mentalidades que moldam seu uso. “Se a inteligência artificial está nos ajudando a fazer mais em menos tempo, a pergunta é: o que estamos fazendo com esse tempo extra? Estamos expandindo a capacidade humana ou apenas cobrando mais?”, questionou. Já França compartilhou como a Gerdau tem buscado incorporar essas reflexões na prática. Segundo ele, a companhia vem investindo em automação industrial, inteligência artificial e sistemas digitais de apoio à decisão, mas com atenção à cultura organizacional. “Tecnologia sem contexto vira ferramenta vazia. Nosso papel é garantir que as pessoas saibam para quê ela serve e como usá-la de forma responsável”, afirmou. O painel também abordou as barreiras enfrentadas por projetos inovadores, como a ausência de recursos, a falta de visão de futuro e a desconexão entre o mundo técnico e o mundo da gestão. “Não se trata de romantizar a inovação, mas de reconhecer que ela exige preparo, formação e abertura para o desconhecido”, contextualizou Mônica.

Durante a primeira edição do Gerdau Innovation Day, empresa detalhou suas estratégias de inovação e discutiu desafios do setor ao lado de parceiros e líderes do ecossistema