Archives Setembro 2022

Cartão de crédito Celebre com vantagens para comprar na Leroy Merlin

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Através de uma parceria entre a Leroy Merlin e o Banco Cetelem, o cartão de crédito Celebre foi desenvolvido com a ideia de oferecer para você, vantagens e benefícios de forma exclusiva. Isso significa que você vai poder comprar materiais de construção em lojas como a Leroy Merlin e em outras instituições.

Sendo assim, você vai conferir a partir de agora como contratar um dos melhores cartões para adquirir matérias de construção em geral.

Vantagens do cartão de crédito Celebre

Bem, entre os diversos benefícios desse cartão de podemos citar os seguintes:

Você pode comprar em lojas físicas e virtuais;
A compra pode ser realizada no site oficial da Leroy Merlin e ser retirada na loja física da rede;
Você pode solicitar um cartão de crédito adicional, se for necessário;
Todas as faturas pagas são encaminhadas para o endereço cadastrado;
Descontos exclusivos em compras realizadas em qualquer uma das lojas parceiras;
Prazo de até 45 dias para quitar a fatura (período que pode variar dependendo da data de compra e da data que a fatura fechou);

Anuidade

A valor cobrado pelo uso do cartão de crédito Celebre é 119,04. Esse valor pode ser pago em 12 vezes de R$ 9,92. Já a taxa cobrada pelos cartões de crédito adicionais é 59,88. Esse valor pode ser dividido em 12 vezes de R$ 4,99 por mês.

Solicitação

Bom, repleto de vantagens, se você deseja esse cartão de crédito, basta atender os seguintes requisitos:

Possuir idade maior que 18 anos;
Ter documento de identidade;
Não pode ter CPF negativo nos órgãos de proteção ao crédito;
Disponibilizar um comprovante de residência recente;
Apresentar um comprovante de renda própria.

Agora, depois da solicitação, a empresa analisará todas as informações fornecidas e entra em contato com você para notificá-lo do resultado da inscrição, ou seja, se houve aprovação ou não. Em seguida, se aprovado, você recebe o cartão de crédito no endereço informado no cadastro, sendo entregue pelos correios.

Cartão de Crédito Celebre nas lojas da Leroy Merlin

Antes de usar o cartão de crédito pela primeira vez, você deve entrar em contato com a empresa para desbloquear. Sendo assim, após desbloquear, é possível usá-lo para comprar produtos na loja Leroy Merlin.

Cartão de Crédito Celebre

Para obter mais informações e solicitar seu cartão de crédito Celebre, o site oficial Celebre está disponível.

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Abicalçados revisa crescimento do setor para este ano

Avanço pode ser de até 3%, projeta entidade

O varejo doméstico registrou um incremento de 17,2% no primeiro semestre, em volume, na relação com igual intervalo do ano passado

O mercado doméstico em recuperação e as exportações em alta fizeram com que a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) revisasse a projeção de crescimento do setor. Conforme a área de inteligência de mercado da entidade, a projeção de incremento passou de uma banda de 1,8% a 2,7% (média de 2,3%) para 2,1% a 3,8% (média de 3%). O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o crescimento foi revisado com base no último dado de produção do setor disponibilizado pelo IBGE, que apontou um crescimento de 9% em julho, na relação com o mesmo mês de 2021.

Com o dado, o setor acumulou, entre janeiro e julho, um incremento de 3% no comparativo com o mesmo período de 2021. “No segundo semestre nossa projeção é de um crescimento de mais de 18% na relação com o primeiro semestre do ano”, explica o executivo, em nota. Em pares, o crescimento projetado pela Abicalçados significa um acréscimo de até 31 milhões de pares em relação a 2021, totalizando uma produção de 823,2 milhões a 837 milhões de pares.

Respondendo por cerca de 80% das vendas do setor calçadista nacional, o varejo doméstico registrou um incremento de 17,2% no primeiro semestre, em volume, na relação com igual intervalo do ano passado. Já as exportações, entre janeiro e julho, somaram o embarque de 86,87 milhões de pares, que geraram US$ 763,4 milhões, incremento tanto em volume (+31,8%) quanto em receita (64,8%) em relação ao mesmo período do ano passado. A unidade de inteligência da Abicalçados estima que as exportações do setor devem crescer de 21,6% a 28,4% em 2022 (de 150,4 milhões a 158,8 milhões de pares).

O bom momento da atividade também tem se refletido na geração de empregos. Conforme dados mais recentes do MTE, elaborados pela Abicalçados, entre janeiro e julho foram criados 34,8 mil postos de trabalho no setor, que encerrou o mês sete com 301,1 mil pessoas empregadas na atividade, o melhor resultado desde abril de 2017. Em relação ao mesmo período de 2021, o setor está com estoque de empregos 18,5% maior.

Avanço pode ser de até 3%, projeta entidade

O Fundo Sul, finalmente, sairá do papel?

Região se articula com Sudeste para aprovar a matéria no Congresso

Um dos destinos dos recursos do Fundo Sul será na infraestrutura da região

Os estados da região Sul poderão conquistar um fundo constitucional para chamar de seu. Pelo menos é essa a perspectiva de fontes ouvidas pelo portal AMANHÃ. A bancada do Sul acredita ter convencido os deputados do Sudeste, região que também passará a ter um fundo próprio. A união de forças deu tração para uma reivindicação que já dura mais de duas décadas. “Ao mesmo tempo que há um grau de maturidade muito grande dos agentes políticos e da sociedade em geral, nosso otimismo é moderado”, opina Wilson Bley Lipski, presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Lipski calcula que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul terão cerca de R$ 5 bilhões, valor que poderá aumentar ao longo dos anos. A receita do fundo equivale a 1% dos recursos da União, enquanto os outros fundos existentes têm direito a 3%. O valor previsto para o fundo regional do Sul, no entanto, ainda é baixo comparando o quanto a região arrecada e recebe de volta. O Sul, assim como o Sudeste e o Centro-Oeste, pagou mais tributos à União do que recebeu de volta no ano passado. De acordo com dados da Receita Federal e da Controladoria Geral da União (CGU), a região contribuiu com R$ 190,2 bilhões em impostos federais. Somente R$ 45,6 bilhões retornaram aos cofres, totalizando um déficit de R$ 144,6 bilhões. O maior saldo negativo é de Santa Catarina (-R$ 60 bi), seguido pelo Rio Grande do Sul (-R$ 44,2 bi) e Paraná (-R$ 40,5 bi).

Um relatório técnico do BRDE lastreia a criação do fundo. Um dos principais argumentos é de que 714 municípios da região são classificados com índice de desenvolvimento regular e outros 138 são classificados com índice baixo, de acordo com um estudo desenvolvido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Em comparação, o Centro-Oeste possui 82 cidades entre as mil com maiores IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal) do Brasil, representando 20% dos municípios da região. “A dinâmica positiva do Centro-Oeste vem, em parte, do acesso ao Fundo Constitucional (FCO), aprovado em 1988 pela Constituição Federal”, defende a nota técnica.

A migração de habitantes para centros mais desenvolvidos é temida pelos defensores do fundo. Lipski contou ao Portal AMANHÃ que em 2030 o Paraná poderá ter mais de 80% da população concentrada em apenas 32 cidades de um total de 399 municípios. “Sim, temos problemas sociais, ainda que os estados sejam desenvolvidos. Por isso precisamos de recursos especiais da União. Há localidades no Paraná, por exemplo, cujo IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] é abaixo da média. Os municípios lindeiros da usina hidrelétrica de Itaipu apresentam economia pujante [em razão dos roylaties], enquanto o Vale do Ribeira [região localizada no sul do estado de São Paulo e no leste do estado do Paraná] ou a região central do Paraná não estão nessa mesa situação. É preciso trazer equilíbrio para tudo isso”, contextualiza o presidente do BRDE.

Os gargalos de infraestrutura também são citados no documento. “A região Sul apresenta deficiências de infraestrutura que limitam o seu desenvolvimento sustentado, comprometem a troca de produtos e insumos com produtores e fornecedores de outras regiões e reduzem sua competitividade. Estudo da consultoria Macrologística, divulgado em 2013, feito para as Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que contou com o apoio do BRDE, listou os principais gargalos de infraestrutura da região. Cita, o mesmo, a existência de 177 projetos relevantes que somam investimentos a realizar superiores a R$ 70 bilhões, dos quais, 51 prioritários que totalizam R$ 15 bilhões – nos segmentos rodoviário, hidroviário, portuário, ferroviário, terminais intermodais, gasoduto e adequações de aeroportos”, lista o parecer. Investimentos em energia sustentável e irrigação também são citados como possíveis destinos dos recursos do fundo. O valor também reforçaria o Programa Fronteira Integrada, que visa a reduzir desigualdades econômicas e sociais nas cidades localizadas em uma área de 150 quilômetros ao longo das fronteiras terrestres brasileiras. De acordo com o documento, terão prioridade no atendimento as 33 cidades-gêmeas reconhecidas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. A maior parte (16) está localizada no Sul, sendo 11 no Rio Grande do Sul, quatro no Paraná e uma em Santa Catarina.

O BRDE deverá ser o responsável por gerir o fundo orçamentário em prol do desenvolvimento dos três estados do Sul. O banco de fomento já atua como repassador de recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), em parceria com a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e o Banco do Brasil. Os repasses da instituição para o Centro-Oeste começaram em 2011, e após 12 anos de serviços prestados, o volume total de contratações foi de aproximadamente R$ 500 milhões

A Superintendência do Desenvolvimento da Região Sul (Sudesul) foi uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Interior, que tinha por objetivo planejar o desenvolvimento econômico e estrutural da região Sul. Inicialmente nomeada Superintendência do Desenvolvimento da Fronteira Sudoeste, foi fundada em 1967, durante o final do governo de Castelo Branco e teve fim em 1990, quando Fernando Collor presidia o Brasil, junto com a Sudeco. No entanto, a Sudeco foi reativada em 2009. A Sudesul ainda está na fila.

Região se articula com Sudeste para aprovar a matéria no Congresso

Implantar estratégias de ESG ainda desafia empresas

O Instituto Ser Sustentável torna-se a primeira certificadora ESG do Sul do país, com metodologia exclusiva

Da esquerda para a direita: Cris Baluta, diretora de parcerias e mercado; Rubia Moisa, diretora técnica e de operações; Silvia Elmor, diretora de planejamento e marca; e Denise Baluta, diretora financeira

As empresas desenvolvem ações sociais, de sustentabilidade e gestão, mas o maior desafio de seus líderes tem sido classificá-las e priorizá-las em estratégias que possam ser desmembradas e incorporadas aos objetivos da agenda ESG (Environmental, Social and Governance), alerta Silvia Elmor, diretora de planejamento estratégico da empresa de consultoria Instituto Ser Sustentável, com sede em Curitiba, primeira do Sul do país a tornar-se uma certificadora de ESG.

Por não se tratar de exigência rígida como a padronização ISO, e estar em processo de construção de processos e procedimentos, implementar estratégias ESG ainda representa o maior obstáculo corporativo. “O setor empresarial é o protagonista desse movimento, mas nos deparamos com muitas corporações que têm a intenção de implantar ESG enquanto desconhecem conceitos básicos e, principalmente, o que priorizar ao adotar as práticas no cotidiano”, acrescenta a diretora.

Não é moda passageira
Segundo Silvia, a busca por critérios ESG não é uma moda passageira, mas um modo proativo de ser da empresa desse milênio, que quer fazer a diferença e deixar um legado para o mundo. Indicativos disso estão na pesquisa norte-americana Union Weber, segundo a qual 87% dos brasileiros preferem comprar de empresas sustentáveis, enquanto 70% dos consumidores não se importam em pagar mais caro por produtos feitos por organizações sustentáveis.

“Cada vez mais o consumidor vai exigir que as empresas cumpram seu papel social, fomentem diversidade no seu quadro de colaboradores, adotem equidade nas relações de trabalho, respeito ao meio ambiente e discurso coerente entre o que diz e faz na prática. E hoje, com acesso à informação globalizada, o consumidor tem capacidade de pesquisar sobre as empresas e verificar se isso é verdade ou apenas fachada”, aponta.

Cris Baluta, diretora de parcerias e mercado do Instituto Ser Sustentável, observa que o G (Governança) se destaca nessa caminhada. “Uma governança forte é fundamental, pois torna o E e o S estrategicamente robustos e a empresa consegue seguir no caminho planejado”, define. A governança está diretamente ligada a promover igualdade de gênero, trabalho decente e crescimento econômico, uma Indústria forte, inovação, cidades e comunidades mais sustentáveis, consumo e produção mais responsáveis, ações voltadas à mudança climática, paz e justiça nas instituições. “Quem aplica a governança está implementando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.”

Certificação
Na prática, adequar a empresa aos critérios ESG é complexo porque é preciso entender as especificidades de cada negócio, os impactos causados no seu entorno, as implicações em toda a cadeia de produção e as consequências entre seus vários stakeholders. “A adoção dos critérios ambientais, sociais e de governança deve moldar o core business das organizações e reverberar em todos os níveis hierárquicos e em todos os departamentos”, explica Silvia.

Para auxiliar as empresas no desenho de estratégias específicas, o Instituto Ser Sustentável concede uma certificação inédita e pioneira no Sul do Brasil. O Selo Propósito ESG atesta a intenção das lideranças de se aproximar de boas práticas de sustentabilidade e baseia-se em metodologia única e exclusiva. Traz como base os critérios do Pacto Global da ONU, da qual o Instituto Ser Sustentável é signatário, e como primeiro representante brasileiro da International Association for Sustainable Economy (IASE), entidade inglesa que lidera o trabalho de padronizar mundialmente os critérios ESG.

Essa certificação é a primeira etapa para a implantação da cultura ESG, conferindo à empresa visão crítica sobre os pontos fortes e melhorias, por meio de mentorias e sugestões de planos de ação acompanhados pelos especialistas da certificadora. “A principal dúvida do empresário gira sobre qual elemento do tripé do ESG dar prioridade”, informa Silvia.

São muitos os benefícios da certificação, mas os principais percebidos pelas organizações são o aumento da produtividade e atração de talentos, maior acesso a financiamentos verdes ao apresentar indicadores ESG consolidados, bem como ampliação dos índices de inclusão social, redução da pegada ecológica e construção de legado. “O Selo Propósito ESG não representa apenas uma certificação, é um instrumento de melhoria muito importante para as corporações ao estabelecer metodologia que demonstra os projetos ESG que apresentam melhores resultados em relação à valorização de marca, aumento da reputação e ganhos financeiros”, explica Rubia Moisa, diretora técnica e de operações do Instituto Ser Sustentável.

Empresas já certificadas
A Transportadora Sulista iniciou sua jornada ESG em 2020 e a primeira missão foi organizar essa agenda, identificando internamente o que já possuía de práticas em cada um dos pilares. “Quando em 2020, começamos a falar de práticas ESG, a primeira coisa que fizemos foi olhar para dentro da empresa, identificar os programas e práticas sustentáveis já existentes em cada um dos pilares e começar a tratá-las de forma sistematizada”, informa a diretora executiva Josana Teruchkin. Com a mentoria e o compromisso da liderança, a Sulista foi validada nas ações que já desenvolvia e recebeu apoio do Instituto Ser Sustentável com ferramentas de priorização dos programas ESG. A empresa obteve o selo Propósito ESG, com nível avançado, em dezembro de 2021. Entre os programas implementados, destacam-se o de diversidade e inclusão, que tem como metas atingir 3% do quadro de motoristas do gênero feminino até o final de 2022, indicador que já foi alcançado antes do prazo e hoje a empresa conta com 3,2% de motoristas mulheres.

Quem também teve o desafio de iniciar as práticas de ESG foi a Carob House, que trouxe a alfarroba para o Brasil e desenvolveu produtos à base dessa matéria-prima como substituta do cacau. A fundadora da empresa, Eloisa Helena, aponta que a empresa se deparou com os desafios dos conceitos. “ESG é muito mais complexo do que a gente imagina. Foi quando descobri a forma errada de conceitos que eu trazia, principalmente o entendimento do que diferencia um projeto social de um filantrópico. ESG não é sair por aí fazendo caridade e é muito interessante quando começamos a descobrir essa diferença”, conta.

A empresa, que está em processo de mentoria pelo Instituto Ser Sustentável, espera obter a certificação até o final de 2022. O objetivo é construir um valor social para a indústria, quebrando o paradigma de que a razão de existir das empresas é ter lucro a qualquer custo. “Nós, empresários, estamos tão focados em fazer dinheiro que precisamos entender que a empresa deve ganhar dinheiro, sim, mas não como um fim, mas um meio”, afirma.

O Instituto Ser Sustentável torna-se a primeira certificadora ESG do Sul do país, com metodologia exclusiva

Mercado financeiro reduz novamente estimativa para inflação

Previsão para o PIB subiu de 2,1% para 2,26% em 2022

Em julho, a inflação recuou 0,68%, após aumento de 0,67% registrada em junho

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 6,7% para 6,6% neste ano. É a décima redução consecutiva da projeção. A estimativa está no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições para os principais indicadores econômicos.

A previsão para 2022 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior 5,25%. Em julho, a inflação recuou 0,68%, após aumento de 0,67% registrada em junho. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,77%, no ano, e 10,07%, em 12 meses. Os dados de agosto serão divulgados na sexta-feira (9). Mas, o IPCA-15, a prévia da inflação oficial, também registrou deflação no mês passado, de 0,73%, menor que a de julho (alta de 0,13%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano nesse patamar.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da taxa Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
As instituições financeiras consultadas pelo BC elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 2,1% para 2,26%. A expectativa para a cotação do dólar manteve-se em R$ 5,20 para o final deste ano.

Com Agência Brasil

Previsão para o PIB subiu de 2,1% para 2,26% em 2022

Expointer tem faturamento recorde de R$ 7,1 bilhões

Essa foi a primeira feira sem restrições desde o início da pandemia

Na maior de todas as edições, 742 mil pessoas estiveram na Expointer desde o seu início até as 13h30 deste domingo

A 45ª Expointer se encerrou no domingo (4) batendo recordes. O balanço dos resultados desta edição, a primeira sem restrições desde o início da pandemia de Covid-19, foi divulgado à tarde no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O total de negócios chegou a R$ 7,1 bilhões representando um crescimento de 164,6% em relação a 2019, o último em que a feira ocorreu com presença totalmente liberada de público. Todos os números apresentaram crescimento em relação a 2019. No setor de máquinas e implementos, o mais rentável da feira, o valor movimentado chegou a R$ 6,5 bilhões. No setor automobilístico, o resultado foi de R$ 490,9 milhões, com 1.674 unidades vendidas

Os representantes das entidades copromotoras falaram sobre a retomada dos grandes resultados depois de dois anos atípicos, impactados pela pandemia, e sobre a superação das expectativas. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, destacou que a 45ª Expointer foi “o retrato fiel da pujança do agronegócio gaúcho e brasileiro”. O setor de máquinas e implementos, que representou 93% das vendas da feira, superou as expectativas, como disse Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers). “O nosso agricultor observou a tecnologia embarcada que está sendo aplicada nas máquinas e se entusiasmou. Isso mostra a pujança do nosso estado”, observou.

Essa foi a primeira feira sem restrições desde o início da pandemia

iPhone teria passado Android em market share nos EUA

Pela primeira vez, mais iPhones são usados ​​nos EUA do que qualquer outro tipo de smartphone. O iPhone ultrapassou todo o ecossistema Android em junho, capturando 50% do mercado dos EUA.

Como resultado, a Apple agora tem a maior fatia do mercado de smartphones dos EUA. A Apple conseguiu essa façanha com a “base instalada ativa” do iPhone, uma métrica que leva em consideração todas as pessoas que usaram um dispositivo iOS depois de comprar um usado.

Nos primeiros dias do iPhone, o iOS (então chamado de iPhone OS) nunca chegou a 50% de participação de mercado. Na época, empresas como BlackBerry, Nokia e Motorola dominavam o mercado de smartphones.

Em 2010, dois anos após sua estreia, o Android ultrapassou o iOS como a maior base instalada. Desde então, o sistema operacional móvel do Google tem sido a força dominante no mercado global de smartphones, capturando mais de 70% do mercado em 2022.

“Este é um grande marco que podemos ver replicado em outros países ricos em todo o mundo”, disse Jeff Fieldhack, diretor de pesquisa da Counterpoint, ao The Times . 

Pela primeira vez, mais iPhones são usados ​​nos EUA do que qualquer outro tipo de smartphone. O iPhone ultrapassou todo o ecossistema Android em junho, capturando 50% do mercado dos EUA. Como resultado, a Apple agora tem a maior fatia do mercado de smartphones dos …

Projeto Nimbus: inteligência artificial do Google a serviço do mal?

Artigos da imprensa internacional apontam que o Google estaria fornecendo ao governo israelense ferramentas de aprendizado de máquina e inteligência artificial de ponta sob um acordo polêmico chamado “Projeto Nimbus”. 

Anunciado pelo Ministério das Finanças de Israel em abril de 2021, o acordo visa construir um sistema de computação em nuvem de US$ 1,2 bilhão desenvolvido em conjunto pelo Google e pela Amazon.

O programa pretende fornecer soluções abrangentes em nuvem para agências governamentais, militares e outras.

Embora os serviços militares e de segurança israelenses já usem sofisticados sistemas de vigilância por computador, a sofisticação das ferramentas de análise de dados do Google pode exacerbar a militarização dos dados.

O Google está fornecendo ao governo israelense um conjunto completo de ferramentas de inteligência artificial e aprendizado de máquina acessíveis por meio do Google Cloud Platform.

Isso fornecerá a Israel detecção, classificação automática de imagens, rastreamento de objetos e até análise de sentimentos, projetados para avaliar o conteúdo emocional de fotos, fala e escrita, embora não detalhe como o Nimbus é usado.

A maioria dos Googlers que criaram o Nimbus não sabem como o sistema realmente funciona porque pouca informação está disponível ao público sobre ele além do fato de que ele existe.

Desde o anúncio, os engenheiros do Google temem que seu trabalho possa, sem saber, apoiar a atual ocupação militar israelense da Palestina.

Israel foi legalmente acusado em 2021 de crimes contra a humanidade pela Human Rights Watch e Anistia Internacional, citando a continuação do apartheid contra os palestinos.

Artigos da imprensa internacional apontam que o Google estaria fornecendo ao governo israelense ferramentas de aprendizado de máquina e inteligência artificial de ponta sob um acordo polêmico chamado “Projeto Nimbus”.  Anunciado pelo Ministério das Finanças de Israel em abril de 2021, o acordo visa construir …

Hotel de rede espanhola supera números pré-pandemia de ocupação e faturamento

Turismo corporativo, associado a passeio com a família, aquece o ambiente hoteleiro

No primeiro semestre de 2022, os hóspedes em viagens corporativas corresponderam a 65% do fluxo no NH Curitiba The Five

Primeiro hotel da rede espanhola NH Hotels no Brasil, o NH Curitiba The Five comemora os números positivos de encerramento do primeiro semestre, em relação a igual período de 2021, segundo ano da pandemia da Covid-19 e das medidas restritivas de circulação que impactaram o segmento de turismo e hotelaria. O diretor Antônio de Albuquerque informa que o faturamento cresceu 400% na comparação, 401% no número de quartos ocupados e 377% no número de hóspedes.

Os resultados do hotel, um dos mais novos da cidade, aberto em 2017, estão alinhados ao cenário curitibano do turismo. Com uma programação especial de shows, feiras públicas e festivais, a capital paranaense registrou um crescimento de 35% no número de turistas e um faturamento 70% maior se comparado a 2021.

Mesmo em relação ao período pré-pandemia, os resultados são animadores. Houve alta de 13% em número de hóspedes e 7% em número de quartos vendidos. A diária média no mesmo período subiu 20%. Albuquerque credita o aumento a três fatores: reaquecimento da economia regional, maior volume de turistas aos fins de semana e retomada da realização de eventos corporativos. Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), indicam que o setor faturou aproximadamente R$ 900 milhões somente em março deste ano, em todo o país. Ainda de acordo com a organização, os deslocamentos vinculados aos negócios representam 60% dos bilhetes aéreos emitidos no Brasil.

No primeiro semestre de 2022, os hóspedes em viagens corporativas corresponderam a 65% do fluxo no NH Curitiba The Five. Para o segundo semestre, as reservas deste segmento já são expressivas. “Esperamos aproximadamente 17 mil hóspedes viajando a trabalho e nossa agenda de reservas para eventos corporativos já está 70% ocupada. Outro fenômeno interessante é o “bleisure”, quando o trabalho se une ao lazer. Já percebemos um aumento nos hóspedes que viajam a trabalho e com parentes que acompanham para turismo”, complementa o diretor.

Turismo corporativo, associado a passeio com a família, aquece o ambiente hoteleiro

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Turismo corporativo, associado a passeio com a família, aquece o ambiente hoteleiro

No primeiro semestre de 2022, os hóspedes em viagens corporativas corresponderam a 65% do fluxo no NH Curitiba The Five

Primeiro hotel da rede espanhola NH Hotels no Brasil, o NH Curitiba The Five comemora os números positivos de encerramento do primeiro semestre, em relação a igual período de 2021, segundo ano da pandemia da Covid-19 e das medidas restritivas de circulação que impactaram o segmento de turismo e hotelaria. O diretor Antônio de Albuquerque informa que o faturamento cresceu 400% na comparação, 401% no número de quartos ocupados e 377% no número de hóspedes.

Os resultados do hotel, um dos mais novos da cidade, aberto em 2017, estão alinhados ao cenário curitibano do turismo. Com uma programação especial de shows, feiras públicas e festivais, a capital paranaense registrou um crescimento de 35% no número de turistas e um faturamento 70% maior se comparado a 2021.

Mesmo em relação ao período pré-pandemia, os resultados são animadores. Houve alta de 13% em número de hóspedes e 7% em número de quartos vendidos. A diária média no mesmo período subiu 20%. Albuquerque credita o aumento a três fatores: reaquecimento da economia regional, maior volume de turistas aos fins de semana e retomada da realização de eventos corporativos. Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), indicam que o setor faturou aproximadamente R$ 900 milhões somente em março deste ano, em todo o país. Ainda de acordo com a organização, os deslocamentos vinculados aos negócios representam 60% dos bilhetes aéreos emitidos no Brasil.

No primeiro semestre de 2022, os hóspedes em viagens corporativas corresponderam a 65% do fluxo no NH Curitiba The Five. Para o segundo semestre, as reservas deste segmento já são expressivas. “Esperamos aproximadamente 17 mil hóspedes viajando a trabalho e nossa agenda de reservas para eventos corporativos já está 70% ocupada. Outro fenômeno interessante é o “bleisure”, quando o trabalho se une ao lazer. Já percebemos um aumento nos hóspedes que viajam a trabalho e com parentes que acompanham para turismo”, complementa o diretor.

Turismo corporativo, associado a passeio com a família, aquece o ambiente hoteleiro

Balança comercial registra superávit de US$ 4,1 bilhões em agosto

Queda do preço do minério de ferro faz saldo cair 48%

Tanto as importações como as exportações bateram recorde em agosto, desde o início da série histórica, em 1989

A queda do preço internacional do ferro e o encarecimento de fertilizantes e petróleo fizeram o superávit da balança comercial encolher em agosto. No mês passado, o país exportou US$ 4,1 bilhões a mais do que importou — queda de 48% em relação ao registrado em agosto do ano passado. De janeiro a agosto deste ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 44 bilhões. Isso representa 15,8% a menos que o registrado de janeiro a agosto do ano passado. Apesar do recuo, o saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para os oito primeiros meses de 2021, quando o superávit tinha fechado em US$ 52 bilhões.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 30,8 bilhões para o exterior e comprou US$ 26,6 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em agosto, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 18,4% em relação a agosto do ano passado, pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior: 31,5% na mesma comparação.

No caso das exportações, o recorde deve-se mais ao aumento dos embarques que dos preços internacionais das mercadorias do que do volume comercializado. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média 8% na comparação com agosto do ano passado, enquanto os preços médios aumentaram 5,3%. A desaceleração dos preços foi puxada pelo minério de ferro, cuja cotação caiu 52,6% na mesma comparação, e por produtos semiacabados de ferro ou de aço, cujo preço recuou 14,3%.

Nas importações, a quantidade comprada subiu 14,9%, mas os preços médios aumentaram 20,5%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, gás natural, carvão mineral e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Com Agência Brasil

Queda do preço do minério de ferro faz saldo cair 48%

Índia é um dos destinos mais promissores para negócios internacionais

Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, destacou oportunidades do país

A apresentação do embaixador sobre o mercado asiático aconteceu na abertura do segundo dia do II Seminário de Negócios Internacionais do Paraná

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está ampliando sua atuação na Ásia, na África e no Oriente Médio. De acordo com o embaixador Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, é fundamental a integração entre os setores produtivo e industrial com os mecanismos diplomáticos para ampliar a internacionalização dos negócios brasileiros. “Estamos fortalecendo nossa capacidade de atuação nos continentes asiático e africano, com ações de inteligência de mercado, qualificação para exportação, promoção comercial e captação de investimentos estrangeiros. E a Índia é um país que está sendo forçado a se abrir para o mundo, pela realidade de milhões de pessoas na classe média que consomem mais, querem comer e morar melhor, o que abre muitas portas para nossa exportação de setores como a indústria de alimentos ou a moveleira”, destacou.

A apresentação do embaixador brasileiro sobre o mercado asiático aconteceu na quinta-feira (1), durante a abertura do segundo dia do II Seminário de Negócios Internacionais do Paraná, organizado pelo World Trade Center (WTC) Curitiba em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), no Campus da Indústria da Fiep. Estudo desenvolvido recentemente pela ApexBrasil sobre a Índia, o Perfil País, oferece uma visão panorâmica e análises sucintas sobre o mercado indiano, “permitindo às empresas brasileiras rápido acesso aos aspectos mais relevantes para comércio e investimentos. Estão disponíveis informações como oportunidades para negócios brasileiros no país, macroeconomia, balança comercial, principais concorrentes e fornecedores, governança, investimentos e acordos em comércio internacional, entre outras”. 

Na ocasião, Pestana lembrou ainda a parceria da ApexBrasil com o empresariado brasileiro, além do trabalho desenvolvido junto à rede de consulados e embaixadas. “Quando eu soube da realização deste evento, aceitei de imediato o convite. Sempre me sinto em casa quando venho a Curitiba. Sou testemunha da qualidade dos produtos, serviços e iniciativas do Paraná, que devem ser fomentados para o mundo. E as portas da Apex estão sempre abertas para essa promoção, tanto em Brasília quanto nos escritórios que temos no exterior”.

Seminário: perspectivas internacionais
Reunindo cerca de 500 pessoas, entre público presencial e remoto, o seminário de negócios buscou debater as perspectivas dos negócios internacionais do Paraná. O evento trouxe um time de 35 especialistas de referência no mercado para discutir diversas temáticas. Outro convidado a palestrar no evento foi Joel Reynoso, vice-conselheiro sênior para assuntos comerciais na embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Dentre os dados apresentados no seminário, Reynoso falou sobre a relação bilateral entre as duas nações. “Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras, e o Brasil é o 19º maior investidor nos EUA. Em 2021, tivemos recorde de US$ 70,5 bilhões de dólares no comércio bilateral entre os dois países. Isso é fomentado por meio de um engajamento bilateral consistente, diálogo comercial, fórum de CEOs e diálogos com a indústria da defesa. Nos próximos 10 anos, o programa Bipartisan Infrastructure Deal vai possibilitar a criação de 1,5 milhão de empregos por ano com US$ 1 trilhão investidos. É o maior programa do tipo da história dos Estados Unidos”, informou.

Para Carlos Valter Martins, presidente no Sistema Fiep, eventos de fomento ao comércio exterior e à internacionalização de empresas devem ser sempre incentivados. “Essa relação com o WTC, com representantes de embaixadas e agências de fomento produzem um ambiente muito próspero de negócios para a indústria do nosso estado.” Para ele, a ação de um agente complementa a do outro. “Por exemplo: sabemos que vinhos importados são excelentes, mas temos vinhos brasileiros e paranaenses de primeira qualidade. Sempre damos essa preferência em nossos eventos na Fiep. São ações que ajudam a incentivar e dar visibilidade à nossa indústria, em especial quando temos convidados estrangeiros.”

Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, destacou oportunidades do país

Atividade econômica do Sul apresenta recuperação no segundo trimestre

Houve retomada mais intensa no comércio, na construção e em segmentos da prestação de serviços, nota Banco Central

A diminuição da compra de soja em grão e carne suína pela China levou à queda na exportação de produtos básicos, compensada pelo aumento da venda de bens industrializados, com destaque para óleo de soja

A atividade econômica do Sul registrou recuperação no segundo trimestre de 2022, após recuo no primeiro, quando refletiu a quebra na produção de soja. Além do final da apropriação das safras de verão, houve retomada mais intensa no comércio, na construção e em segmentos da prestação de serviços, sobretudo às famílias, e discreta ampliação da produção industrial. De acordo com o IBCR-S, a economia do Sul cresceu 2,8% no segundo trimestre em relação ao anterior (-2,9%). Em doze meses, o Sul assinalou a menor expansão dentre as regiões (1%), influenciada pelos modestos resultados da agricultura e da indústria. A informação consta no Boletim Regional, do Banco Central (BC), divulgado nesta sexta-feira (2). A publicação trimestral tem o objetivo de trazer uma visão das regiões do país a partir de dados e indicadores econômicos (veja no documento completo ao final desta reportagem. A análise sobre o Sul começa na página 39).

O BC destaca que a produção industrial apresentou crescimento moderado e abaixo da média nacional pelo segundo trimestre consecutivo. “Dentre as mais relevantes na composição do produto industrial da região, a estabilidade na fabricação de produtos alimentícios decorreu do avanço em Santa Catarina, haja vista a contração nos demais estados, enquanto a queda na produção de veículos foi determinada pelo Paraná. Não obstante o crescimento tenha sido pequeno e não disseminado, os empresários mantiveram-se confiantes no trimestre até julho – apenas o componente referente às condições atuais da economia brasileira ficou em zona que ainda denota pessimismo”, detalha o documento.

A diminuição da compra de soja em grão e carne suína pela China levou à queda na exportação de produtos básicos, compensada pelo aumento da venda de bens industrializados, com destaque para óleo de soja. “Contudo, o déficit comercial aumentou significativamente devido à elevação da importação de bens intermediários, sobretudo de adubos e fertilizantes, cujas aquisições para o plantio da nova safra de verão foram antecipadas. Considerando o primeiro semestre, as ampliações nas exportações e importações, relativamente a igual período de 2021, decorreram de variações nos preços, haja vista as reduções de 4,6% e de 5,2% nas quantidades comercializadas”, contextualiza o BC.

O Boletim Regional aponta que a atividade econômica do Sul tende a se beneficiar das medidas de transferência de renda e da redução de tributos sobre bens essenciais. Segundo o BC, o mercado de trabalho apresenta processo consistente de retomada, com diminuição da taxa de desocupação no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, favorecendo a ampliação da renda das famílias. “O impulso adicional à demanda, associado, pelo lado da oferta, à permanência de condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de inverno, que sugerem produção regional recorde para o trigo, contribuirão para a melhoria do ritmo de recuperação, com desdobramentos positivos sobre importantes segmentos da indústria, especialmente a fabricação de produtos alimentícios”, projetam os técnicos do Banco Central.

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Houve retomada mais intensa no comércio, na construção e em segmentos da prestação de serviços, nota Banco Central

Miguel Gularte assume presidência da BRF

Lorival Luz renunciou ao cargo na segunda-feira

Para a XP, Miguel deve ser capaz de tornar a empresa mais ágil, eliminando a inércia incômoda que era responsável por oportunidades perdidas no passado da BRF

A BRF vai mudar o comando. Depois de três anos como CEO, Lorival Luz renunciou ao cargo na segunda-feira (29). Miguel Gularte, o atual CEO da Marfrig, foi escolhido para a cadeira da presidência. Atualmente, a Marfrig detém 33,7% da BRF, sendo o principal acionista da empresa. Gularte ocupou o cargo de presidente da Marfrig Global Foods por mais de quatro anos, tendo apresentado renúncia também na segunda-feira. Ambos iniciarão um período de transição que será concluído até 30 de setembro.

Para o lugar de Gularte, a Marfrig aprovou a eleição de Rui Mendonça Junior para o cargo de CEO da empresa. Ele é engenheiro de formação, com MBA em Gestão de Agronegócios, atua no setor há mais de 40 anos em diferentes áreas como operacional, produção e financeira possui também experiencia internacional em operações na Austrália e Estados Unidos. Está na Marfrig desde 2007 onde atualmente ocupa o cargo de diretor de industrializados da América do Sul.

A XP viu o anúncio como inesperado. “Embora a experiência de Miguel Gularte venha do setor de carne bovina, é mais fácil passar de um ambiente mais volátil para um calmo do que o contrário. Miguel deve ser capaz de tornar a empresa mais ágil, eliminando a inércia incômoda que era responsável por oportunidades perdidas no passado da BRF. Ele também poderia aumentar a participação das exportações em sua receita, algo que vemos como positivo. Aguardamos uma estratégia mais detalhada da BRF para os próximos anos”, avalia a corretora.

Lorival Luz renunciou ao cargo na segunda-feira

Receita regulamenta renegociação de dívidas de pequeno valor

Parcelamento de débitos acima de R$ 10 milhões já pode ser solicitado

Segundo a Receita, os dois editais envolvem a renegociação de até R$ 1,8 bilhão de débitos de pequeno valor por cerca de 100 mil contribuintes e de R$ 10 bilhões em créditos tributários irrecuperáveis devidos por cerca de 2,5 mil contribuintes

Pessoas físicas, micro e pequenas empresas podem pedir a renegociação especial de dívidas de pequeno valor com a Receita Federal. O Diário Oficial da União publicou, em edição extraordinária, os editais que regulamentam as renegociações especiais de débitos de contribuintes de pequeno porte e de dívidas que o Fisco considera irrecuperáveis. Segundo a Receita, os dois editais envolvem a renegociação de até R$ 1,8 bilhão de débitos de pequeno valor por cerca de 100 mil contribuintes e de R$ 10 bilhões em créditos tributários irrecuperáveis devidos por cerca de 2,5 mil contribuintes.

Essa quantia se somará à renegociação especial de R$ 1,4 trilhão de débitos acima de R$ 10 milhões que ainda não estão sob contestação judicial. Autorizada por portaria editada pela Receita Federal no último dia 12, a transação tributária individual não depende de edital e pode ser pedida a partir de hoje por cerca de 10 mil empresas e órgãos públicos estaduais e municipais.

Condições
De acordo com a Receita Federal, são consideradas dívidas de pequeno valor aquelas de até 60 salários mínimos. Os contribuintes poderão pagar seus débitos com desconto, entrada parcelada e dividir o restante em até 52 meses, conforme a opção do contribuinte a uma das modalidades disponíveis no edital. São considerados créditos irrecuperáveis as dívidas com mais de dez anos detidas por devedores falidos, em recuperação judicial ou extrajudicial. Em alguns casos, essa categoria engloba débitos de empresas com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) baixado, inapto ou suspenso por inexistência de fato.

Os contribuintes poderão pagar seus débitos com desconto, entrada parcelada e o restante em dividir o restante em até 120 parcelas, conforme a opção do contribuinte a uma das modalidades disponíveis no edital. Caso se trate de pessoa física, microempresa, empresa de pequeno porte, Santas Casas de Misericórdia, instituições de ensino e sociedades cooperativas e demais organizações da sociedade civil, o número de parcelas sobe para 145.

Adesão
A adesão às renegociações especiais deve ser formalizada até as 23h59min59s, horário de Brasília, de 30 de novembro. O processo deve ser feito no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC). O interessado deve escolher a opção Transação Tributária, no campo Área de Concentração de Serviço.

Criada em 2020 para facilitar o parcelamento de dívidas de empresas afetadas pela pandemia de covid-19, a transação tributária foi estendida à Receita Federal pela Lei 14.375/2022, sancionada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro. Até então, apenas a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) oferecia esse tipo de renegociação com regularidade, com a Receita Federal lançando esse mecanismo em casos especiais para determinados setores da economia.

Estimativas

Renegociação de dívidas de pequeno valor

Número de Contribuintes: 100 milPassivo tributário: R$ 1,8 bilhãoNúmero de parcelas: até 52

Créditos tributários irrecuperáveis

Número de Contribuintes: 2,5 milPassivo tributário: R$ 10 bilhõesNúmero de parcelas: 120, podendo chegar a 145 para alguns tipos de contribuintes

Transação individual de dívidas de grande valor

Número de Contribuintes: 10 milPassivo tributário: R$ 1 trilhãoNúmero de parcelas: 120, podendo chegar a 145 para alguns tipos de contribuintes

Com Agência Brasil

Parcelamento de débitos acima de R$ 10 milhões já pode ser solicitado