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Grupo Garcia e Brasil Sul investem R$ 440 milhões desde a fusão

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Com 800 ônibus e 22 milhões de passageiros por ano, empresa vê movimento retomar índices pré-pandemia

“Queremos entender como será o novo cenário do transporte rodoviário para adequarmos as nossas projeções e seguirmos neste ritmo de crescimento”, adianta o vice-presidente Estefano Boiko

Desde a fusão, há oito anos, que deu origem ao Grupo Viação Garcia e Brasil Sul, R$ 440 milhões foram investidos na operação, hoje responsável por 800 ônibus que transportam 22 milhões de passageiros por ano. Com idade média de um ano, a frota é a mais nova do país. O presidente José Boiko comemora os resultados recentes e diz que eles projetam o retorno do movimento de passageiros nas estradas brasileiras aos níveis pré-pandemia.

Com 2,5 mil funcionários, atuando em sete estados, o grupo aguarda a regulamentação da nova lei do setor para traçar suas próximas estratégias de médio e longo prazos. “Queremos entender como será o novo cenário do transporte rodoviário para adequarmos as nossas projeções e seguirmos neste ritmo de crescimento”, adianta o vice-presidente Estefano Boiko. Mas o cronograma de obras não parou. O grupo constrói agora uma nova sede em Londrina, uma obra de 16 mil metros quadrados e investimento de R$ 40 milhões. Recentemente, inaugurou uma garagem em Maringá, que recebeu recursos de R$ 25 milhões.

Desafios
Em 2014, a Garcia completava 80 anos em meio a uma grave crise financeira. A Brasil Sul, criada em 2004, estava em franca ascensão. A fusão se deu de modo pouco convencional: a empresa de menor porte adquiriu a sua maior concorrente, a Viação Garcia. “Os desafios da fusão foram, antes de mais nada, equacionar as finanças da empresa, já que a Garcia tinha um passivo elevado naquele momento. Também foi um grande obstáculo integrar as culturas das duas empresas, até então concorrentes. Tivemos de vencer uma certa resistência entre os colaboradores para compatibilizar a gestão”, recorda o vice-presidente.

A experiência da nova administração teve peso expressivo no processo de recuperação da empresa, com a adoção de medidas para a redução de custos, corte de desperdícios e otimização da frota. “O sucesso se deve também ao comprometimento dos funcionários. Passada a surpresa inicial, entenderam que a empresa superaria os desafios e se tornaria mais sólida, como ocorreu”, observa José Boiko. A estrutura administrativa da Garcia, com forte potencial operacional, somou-se à expertise da Brasil Sul, com foco em inovações, incorporação de tecnologias e excelência dos serviços. “Isso acelerou a consolidação da ‘nova’ empresa, que rapidamente se estabilizou em um cenário desafiador, marcado por grandes transformações e que exige rapidez na tomada de decisões para a máxima eficiência operacional”, afirma Estefano.

Crescimento
Com o saneamento financeiro e a integração operacional concluída, a empresa traçou sua rota de crescimento, baseada em contínua renovação da frota. A compra mais recente foi efetuada no ano passado e, desde novembro, Garcia e Brasil Sul recebem 118 ônibus de última geração (G8 Marcopolo com chassi Mercedes-Benz). O aporte supera R$ 111 milhões. Dos novos ônibus, 31 já estão em operação e, em um prazo de três meses, outros 87 passarão a rodar nas estradas. São carros dos modelos Paradiso 1800 Double Decker, Viaggio e Torino Plus. A segurança das viagens é outro pilar da empresa. Os ônibus contam com sensores de acompanhamento das faixas da rodovia, rastreamento em tempo real, sistema automático de frenagem e os motoristas recebem treinamento constante. Como resultado, nos últimos anos, a empresa incorporou uma faixa de público do transporte aéreo que tem migrado para o serviço rodoviário ao encontrar conforto de primeira classe e segurança avançada. Já no início da pandemia, em 2020, a empresa incorporou rapidamente práticas anti-Covid, com medidas de biossegurança no seu processo operacional, desde a compra da passagem até o desembarque. “Neste novo modelo de negócios, são medidas que vieram para ficar”, resume Estefano.

Inovações e prêmios
A pandemia também atuou como um acelerador de inovações, e precipitou mudanças no comportamento do consumidor. As vendas digitais, em 2019, no período pré-pandemia, representavam 24,5% do faturamento da empresa. Em 2020, esse percentual subiu para 27,1%. Em 2021, um novo salto, desta vez para 33,3%. A expectativa para 2022 é de nova expansão, já que, em um intervalo de apenas três anos, o crescimento foi de quase dez pontos percentuais – o que aponta para um novo padrão de consumo no setor.

Quem viaja em um dos ônibus do grupo tem a facilidade de compra oferecida através dos canais online (site, telefone, WhatsApp e plataformas de vendas), bem como de pagamento em modalidades variadas: dinheiro, cartão, pix ou criptomoedas. O Check-in digital é uma comodidade anterior à pandemia, permitindo ao cliente o embarque com a apresentação de documento com foto, sem necessidade de impressão da passagem. Esta prática foi reconhecida com a conquista, em 2016, do conceituado Prêmio ANTP – Boas práticas do Transporte Terrestre de Passageiro. No ano anterior, a empresa já havia sido contemplada no mesmo prêmio na categoria Inovação e Tecnologia pelo produto “Espaço Mulher”, que diz respeito à fileira de poltronas exclusivas para mulheres, que podem viajar com mais tranquilidade.

Inédito no país, o serviço Cabine Cama oferece o conforto de hotel aos passageiros, com reclinação de 180 graus das poltronas em couro e kit conforto que leva a assinatura da rede de Hotéis Bourbon. O conjunto inclui travesseiros de alto padrão, tecido percal 180 fios e manta importada. Tudo higienizado e empacotado a vácuo em embalagem oxibiodegradável a cada viagem. O kit conferiu à empresa a menção honrosa na 7ª edição do Prêmio ANTP-ABRATI, na categoria “Satisfação do Cliente”.

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