John Deere anuncia novos investimentos no Sul

Aquisições recentes incluem terreno adquirido no Rio Grande do Sul

No Distrito Industrial de Montenegro (RS), a John Deere adquiriu dois terrenos próximos à fábrica

A John Deere anunciou a aquisição do condomínio que abriga o escritório regional da empresa, em Indaiatuba (SP), e do Centro de Distribuição de Peças para a América do Sul (SA-PDC), em Campinas (SP), juntamente com um terreno próximo, que será utilizado para uma futura expansão. Recentemente, a companhia também adquiriu dois terrenos no Distrito Industrial de Montenegro (RS). “Esse anúncio representa mais um marco importante na trajetória da companhia em território nacional e reforça que este é um mercado de extrema importância para a John Deere”, explica Antonio Carrere, vice-presidente de marketing e vendas da John Deere para a América Latina, por meio de nota.

No Distrito Industrial de Montenegro (RS), a John Deere adquiriu dois terrenos próximos à fábrica. A compra foi conduzida pelo Programa de Implantação de Distritos Industriais (PROEDI/RS), com investimento inicial de R$ 3,2 milhões para preparação do terreno, fazendo parte de um montante total de R$ 230 milhões que serão investidos até 2026 em novas linhas de produção para localização de componentes, ampliação de área de armazenagem, depósito e restaurante, bem como ampliação de áreas internas. Já o escritório regional da empresa foi transferido de Porto Alegre (RS) para Indaiatuba (SP), em 2012, considerando a localização geográfica estratégica e a infraestrutura logística de estradas e aeroportos. Hoje, o escritório fica localizado em um condomínio, que agora foi adquirido pela empresa. A expansão permitirá maior integração dos profissionais da John Deere ligados aos diferentes negócios da companhia.

Inaugurado em 2008, o Centro de Distribuição de Peças para a América do Sul (SA-PDC) funcionava em um espaço alugado. Além da operação do centro de distribuição, o complexo conta com um prédio onde funcionam o Centro de Treinamentos (CT) e o Centro de Agricultura de Precisão e Inovação (CAPI), que em breve será realocado para o Centro Brasileiro de Desenvolvimento de Tecnologia, anunciado em novembro de 2023 pela companhia. “A aquisição proporcionará a possibilidade de expansão para atender à crescente demanda por capacidade de armazenamento no país”, comenta Carrere.

Recentemente, a companhia divulgou também a construção do Centro Brasileiro de Desenvolvimento de Tecnologia, em Indaiatuba (SP), com previsão de inauguração no final de 2024. Esse será o primeiro centro de desenvolvimento e testes para a agricultura tropical do mundo, e a empresa está investindo cerca de R$ 180 milhões no projeto. A unidade permitirá que os produtos sejam concebidos e testados em território brasileiro, considerando todas as variáveis: solo, clima, níveis de conectividade etc. Além disso, a expectativa da John Deere é reduzir em até 40% o tempo de desenvolvimento de novas soluções, dependendo do tipo de projeto, garantindo que os clientes locais tenham acesso aos produtos e soluções mais rapidamente.

Aquisições recentes incluem terreno adquirido no Rio Grande do Sul

Cassol Centerlar e Todimo anunciam plano de integração das operações comerciais

As duas redes de home center somam 66 pontos de venda nas regiões Sul e Centro-Oeste

Rodrigo Cassol e Juliano Bortoloto: operação comercial integrada vai garantir mais produtividade e eficiência

A Cassol Centerlar e a Todimo, que atuam no segmento de home centers no Brasil, anunciaram nesta segunda-feira (18) o plano de integração de suas operações comerciais. A ação conjunta visa trazer mais eficiência e competitividade em um setor que atravessa um processo de consolidação e conta com grandes concorrentes globais no país. A parceria foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e aguarda autorização para ser iniciada. O negócio conta com o apoio da Gradus Consultoria.

A integração das operações comerciais da Cassol Centerlar com a Todimo surgirá com números robustos. Juntas, as empresas faturam mais de R$ 2 bilhões por ano, detêm 66 home centers abastecidos por seis centros de distribuição e são atendidas por mais de 600 fornecedores em diversas categorias de produtos. As duas empresas atuam em regiões distintas e complementares. “Esse movimento tem como objetivo oferecer uma proposta de valor diferenciada para quem está realizando o sonho de construir ou reformar”, comenta o presidente do Grupo Cassol, Rodrigo Cassol. De acordo com ele, a robustez da operação permitirá ampliar a oferta de produtos aos clientes das duas empresas no Sul e no Centro-Oeste do país. Para Juliano Bortoloto, sócio da Todimo, a operação comercial integrada vai garantir mais produtividade e eficiência nas estratégias de categorias, negociação e compras. “Atuando de maneira conjunta, vamos oferecer mais sortimento de itens para nossos clientes, com as melhores marcas, preços competitivos e entrega rápida nas regiões de atuação”, destaca.

A Cassol Centerlar tem sede em Florianópolis (SC). Em 2024, completa 66 anos de atuação. Começou sua história em 1958, com uma pequena serraria no município de Urubici, na Serra catarinense. Logo depois, nasceu a Madeireira Cassol em Florianópolis. A partir desse momento, manteve o crescimento do negócio e hoje conta com 33 lojas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já a Todimo nasceu da união de quatro empreendedores paranaenses, que deu origem em 1983 à primeira loja Todimo, em Várzea Grande (MT). Hoje, após 41 anos, a Todimo possui 33 lojas nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

As duas redes de home center somam 66 pontos de venda nas regiões Sul e Centro-Oeste

Vendas e lucro da Lojas Renner avançam no quarto trimestre

Companhia lucrou R$ 526,9 milhões entre outubro e dezembro

Para este ano, a Renner projeta investir R$ 800 milhões, um pouco abaixo do aporte de 2022, que somou R$ 892,9 milhões

A Lojas Renner lucrou R$ 526,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, um avanço de 9,4% em relação ao mesmo período de 2022. A receita cresceu 6,4%, para R$ 4,2 bilhões. No acumulado anual, as vendas se mantiveram praticamente estáveis (veja os principais resultados nas tabelas ao final desta reportagem). De acordo com a companhia, a comercialização entre outubro e dezembro ficaram em linha com as expectativas de um período de maior crescimento e ancoradas, basicamente, por maiores volumes de peças, inclusive na Black Friday e no Natal. “Este desempenho foi superior ao PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) de vestuário do período. Considerando apenas os negócios de vestuário, o crescimento foi de 9,3% em relação ao quarto trimestre de 2022”, detalha a rede em seu comunicado.

“Esse desempenho refletiu a boa performance da coleção, bem como as medidas adotadas para melhoria de percepção de preço, com modificações no visual merchandising e na execução, priorizando a exposição dos produtos de faixa de entrada, bem como a melhoria da oferta de itens mais acessíveis”, detalha a empresa. No trimestre, em linha com o plano de expansão em andamento, houve a inauguração de sete unidades da Renner, sendo quatro em municípios onde a companhia ainda não estava presente, além de seis Youcom e uma Ashua. Para este ano, a varejista projeta investir R$ 800 milhões, um pouco abaixo do aporte de 2022, que somou R$ 892,9 milhões. A Renner é a 14ª maior empresa da região e também a quarta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

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Companhia lucrou R$ 526,9 milhões entre outubro e dezembro

José Galló deixa Lojas Renner após mais de três décadas

Ele acompanhará projetos empresariais e sociais da família

“A Renner é uma empresa admirável, e tenho certeza de que os próximos anos trarão inúmeras oportunidades para levar seu propósito para ainda mais pessoas”, destaca Galló

A Lojas Renner anunciou a saída de José Galló da presidência do conselho de administração. O executivo encerra um ciclo de 32 anos na companhia onde também foi presidente. “Comunico que, após 32 anos de dedicação à Renner, dos quais 27 como diretor presidente e, nos últimos cinco, na presidência do conselho de administração, tomei a decisão pessoal e planejada de não apresentar meu nome para um novo mandato”, escreveu Galló na mensagem da administração. “Chegou o momento em que desejo uma agenda com mais espaço para me dedicar a interesses pessoais e acompanhar projetos empresariais e sociais da minha família”, revela.

“A Renner é uma empresa admirável, e tenho certeza de que os próximos anos trarão inúmeras oportunidades para levar seu propósito para ainda mais pessoas. Estou convencido de que a Renner está bem-preparada e com todas as condições de seguir atuando em linha com as transformações tecnológicas”, acrescentou. “Foram 32 anos de grandes contribuições. A empresa está em boas mãos, em um ótimo momento e irá continuar seu legado”, afirmou Fabio Adegas Faccio, CEO das Lojas Renner, no comunicado. O conselheiro Thomas Herrmann também deixará a empresa. Os dois serão substituídos por André Castellini e Andrea Rolim.

Ele acompanhará projetos empresariais e sociais da família

Grupo Panvel alcança receita 12,2% maior em 2023

Vendas totalizaram R$ 4,8 bilhões no ano

No quarto trimestre a Panvel alcançou a maior venda média por loja da sua história: R$ 670 mil por mês por filial

O aumento das vendas nos canais físicos e digitais, aliado a importantes ganhos de produtividade nas despesas, levaram o Grupo Panvel a ter um forte resultado em 2023, em especial no último trimestre do ano. A receita bruta do Grupo Panvel, de R$ 4,8 bilhões, apresentou um aumento de 12,2% frente a 2022 e acelerou no quarto trimestre, crescendo 12,9% nos três últimos meses de 2023. O lucro líquido ajustado anual atingiu R$ 109,6 milhões, representando uma margem de 2,3% sobre a receita. No quarto trimestre, o lucro líquido também acelerou e cresceu 36% em relação a igual período de 2022, chegando a R$ 33 milhões (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). Mesmo com a forte base de comparação com 2022, a rede de farmácias Panvel obteve crescimento de 43,8% nas vendas realizadas pelos seus canais digitais no quarto trimestre, que atingiram participação recorde de 20,4% das vendas totais do varejo.

Dentro dos vários recordes atingidos, no quarto trimestre a Panvel alcançou a maior venda média por loja da sua história: R$ 670 mil por mês por filial. Esse desempenho reforça duas tendências: o bom desempenho das lojas já existentes (chamadas de lojas maduras), bem como a rápida maturação do parque de lojas novas (com menos de três anos), que representam quase 30% da base total instalada. A companhia também realizou no ano o maior número de aberturas de lojas líquidas da sua história, no total de 44, encerrando 2023 com 600 filiais.

A rede abrange hoje mais de 368 salas dedicadas à realização de exames, além de uma estrutura que engloba 92 salas de vacinação, na Região Sul e na cidade de São Paulo. Entre os exames oferecidos estão os relacionados à gravidez, fertilidade, tireoide, hepatite, colesterol, hemoglobina glicada e dengue. O portfólio é constantemente ampliado com importantes itens, como a vacina da dengue, por exemplo. A Panvel é a 72ª maior empresa da região e também a 30ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

Vendas totalizaram R$ 4,8 bilhões no ano

Badesul tem lucro líquido de R$ 116,3 milhões em 2023

Resultado da agência de fomento será reinvestido no estado

A agência de fomento injetou R$ 500,2 milhões na economia gaúcha no último exercício

O Badesul alcançou lucro líquido de R$ 116,3 milhões em 2023, o que representa um crescimento de 135% em relação a 2022. Contando com patrimônio líquido de R$ 947,8 milhões, a agência de fomento injetou R$ 500,2 milhões na economia gaúcha no último exercício. O saldo de operações ativas em 2023 foi de R$ 2,2 bilhões. Do total de investimentos realizados no Rio Grande do Sul, 48% destinaram-se a empresas de pequeno e médio porte, 39% ao setor rural e agroindustrial e 13% aos municípios. Ao todo, foram efetuados 356 contratos de crédito.

“Por meio desses financiamentos, são implantados projetos que geram emprego, renda e progresso para o estado”, afirma o secretário de desenvolvimento econômico, Ernani Polo. De acordo com o presidente do Badesul, Claudio Gastal, o lucro líquido da agência de fomento será reinvestido no estado. “Esse retorno nos possibilitará ampliar ainda mais os crescentes aportes de recursos que o Badesul vem realizando na economia gaúcha. A agência de fomento, que atua em seis fundos de investimento em participações voltados a startups, pretende, ainda neste ano, integrar novos fundos para apoiar empresas inovadoras”, conta. O Badesul é a 204ª maior empresa da região e também a 80ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil

Resultado da agência de fomento será reinvestido no estado

Empresa J.Macêdo é a primeira a se instalar na nova Cidade Industrial de Londrina

O empreendimento terá investimento inicial de R$ 250 milhões

A estrutura vai ocupar uma área de 276 mil metros quadrados e deve ser a maior da Cidade Industrial Londrina

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (14) do lançamento da pedra fundamental do novo empreendimento do grupo J.Macêdo em Londrina, no Norte do Estado. Uma das maiores empresas do ramo alimentício do Brasil, dona de marcas como Dona Benta e Sol, a companhia é a primeira a se instalar na nova Cidade Industrial de Londrina, complexo que está em implantação com apoio do governo estadual. Dividido em três fases, o empreendimento terá investimento inicial de R$ 250 milhões, com a geração de 200 empregos e previsão de conclusão no início de 2026. Nas fases 2 e 3, serão investidos entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões, totalizando 800 empregos no novo parque industrial da J.Macêdo. A estrutura vai ocupar uma área de 276 mil metros quadrados e deve ser a maior da Cidade Industrial Londrina, que abrange área total de 1,1 milhão de metros quadrados – a previsão é que abrigue cerca de 100 empresas de diversos portes.

A J.Macêdo é uma das maiores empresas de alimentos do Brasil, líder e referência nacional nos segmentos de farinha de trigo e de misturas para bolos e a segunda maior companhia de massas alimentícias, com atuação em Londrina desde 1975. A nova unidade faz parte do plano de expansão de longo prazo da companhia, que será executado em três fases. A primeira fase será a construção de um moinho. A estrutura vai mais do que quadruplicar a atual capacidade de processamento da empresa em Londrina, chegando a 450 mil toneladas por ano. O investimento também contempla o armazenamento de 40 mil toneladas de trigo em grão e um Centro de Distribuição que vai atender a Região Sul e parte das Regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A conclusão dessas obras está prevista para abril de 2026.

O diretor-presidente da J.Macêdo, Irineu José Pedrollo, destacou o salto de tecnologia que a companhia vai dar com a nova estrutura na Cidade Industrial de Londrina. Segundo o executivo, a unidade será uma das principais bases de produção da empresa em todo Brasil. “Há uma diferença de tecnologia brutal. O nosso atual moinho é da década de 1950, e esse é um projeto do século 21, incorporando a mais moderna tecnologia. Nós produzimos hoje 100 mil toneladas por ano de trigo e nessa nova estrutura vamos processar na primeira fase 220 mil toneladas. Com a ampliação, iremos para 450 mil toneladas de trigo processadas”, afirmou.

Cidade Industrial de Londrina
O governo paranaense está investindo R$ 36,7 milhões para a construção da Cidade Industrial de Londrina. O valor foi disponibilizado pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid), via Sistema de Financiamento de Ações nos Municípios (SFM). Ratinho Junior também anunciou que o Estado vai ajudar a concretizar a duplicação da Avenida Saul Elkind, que dá acesso ao local. Ela começou a ser construída há cerca de um ano, em abril de 2023, e está com 32% das obras executadas. A previsão de conclusão é no segundo semestre desse ano. A expectativa é de que ao menos 10 mil empregos sejam gerados pelo empreendimento industrial. Alguns dos atrativos são a proximidade com postos de combustíveis, faixas verdes aos fundos e no miolo do terreno, e o formato em loteamento fechado para garantir e inspirar segurança e economicidade, num sistema de gestão compartilhada.

J.Macêdo, Irineu José Pedrollo, Cidade Industrial de Londrina

O empreendimento terá investimento inicial de R$ 250 milhões

Catarinense Milon planeja 15 novas lojas neste ano

Subsidiária fechou 2023 com um crescimento de 24%, alcançando mais de R$ 150 milhões em faturamento

Rede chegou a 105 unidades em 2023, com a abertura de 11 novas operações

A rede Milon, pertencente ao Grupo Kyly, uma das maiores empresas de vestuário infantil no Brasil, fechou 2023 com um crescimento de 24%, alcançando mais de R$ 150 milhões em faturamento. Na comparação de vendas entre as mesmas lojas, a alta foi de 10%. Em número de lojas a rede chegou a 105 unidades, com a abertura de 11 novas operações. Para este ano, a rede planeja 15 novas unidades, com foco no Nordeste, Sudeste e Sul, além de seguir com a estratégia de conversão de lojas próprias para franquias, com ao menos outros 15 pontos ao longo de 2024.

“Inicialmente, buscamos abrir unidades em empreendimentos que vemos como estratégicos, por trazerem boas oportunidades à marca, por conta da localização, público-alvo e até mesmo a carência de negócios com mix infantil em determinados shopping centers”, explica Claudinei Martins, diretor executivo comercial e de marketing do Grupo Kyly. Para os próximos 12 meses, a rede espera que haja uma melhora na intenção de compras e meteorologia mais estável, fator este que influencia diretamente na venda de peças de vestuário infantil. Neste cenário, a Milon projeta um incremento de 20% no faturamento anual.

Com sede em Pomerode, a Milon também exporta produtos para mais de 35 países. Em 2023, a marca aumentou sua presença na Europa. O mercado americano continua forte nos planos de crescimento da Milon no exterior. A marca atua no mercado desde 2006 e é conhecida pela inspiração europeia e estilo clássico, e veste desde bebês até o tamanho 14. Fabricados com tecidos e detalhes exclusivos, os produtos Milon possuem alto valor agregado e excelente custo-benefício. Atualmente, são 105 lojas físicas em operação, sendo 79 franquias e 26 lojas próprias. O investimento inicial para se tornar um franqueado é de R$ 350 mil, com prazo de retorno a partir de 24 meses.

Subsidiária fechou 2023 com um crescimento de 24%, alcançando mais de R$ 150 milhões em faturamento

Empresários no Brasil são otimistas, mas pouco organizados

De acordo com estudo da Febracis, isso pode indicar imediatismo e ansiedade

Empreendedores brasileiros apresentam menos traços voltados ao planejamento, à organização e à paciência

Um levantamento nacional feito pela Febracis Escola de Negócios apontou que os empreendedores e empresários brasileiros tendem a ser extrovertidos, otimistas e entusiasmados, mas pouco prudentes, pacientes e organizados. Para a Febracis, isso indica que os empreendedores brasileiros são mais imediatistas, impulsivos e ansiosos. O estudo foi feito com mais de 20 mil empresários de todas as regiões do país, que tiveram seus perfis coletados de forma espontânea por meio da tecnologia CIS Assessment, um software que faz análise comportamental e que foi utilizado em sua base de dados. Os dados foram coletados entre dezembro de 2016 e abril de 2023.

O objetivo da Febracis foi entender como os empreendedores se relacionam com seus colaboradores, parceiros e fazem negócios e identificar características positivas ou habilidades que precisam ser melhor desenvolvidas. Para isso, foi utilizada a teoria Disc, desenvolvida por William Marston, um teste comportamental que estabelece quatro tipos básicos de comportamentos: dominância, estabilidade, conformidade e influência. “É importante ressaltar que todas as pessoas possuem os quatro traços (dominância, influência, estabilidade e conformidade), no entanto, o que impacta é o quão alto ou baixo são tais características. Os comportamentos não são fatos em si, mas sim, indicadores de tendências comportamentais do indivíduo em seu estado natural”, explicou a Febrascis.

“A pesquisa revelou que a maioria dos empresários são dominantes e influentes, que são carismáticos e comunicativos. Esse perfil dominante e influente é pouco voltado ao detalhe, à prudência, à paciência e ao planejamento. Essa é uma característica. O perfil dominante é mais focado no objetivo, mais ousado, mais rápido e visionário. Já o influente é mais comunicativo e mais influenciador, tem o poder de convencimento das pessoas. E essas são as características do empresariado brasileiro, o que não significa dizer que estas são as melhores características para um empresário”, explicou Sidney Aquino, empresário e diretor da Febracis São Paulo e Ribeirão Preto.

Ainda segundo o levantamento, 63,8% dos empreendedores e empresários analisados possuem maior foco em comunicação e 58,6% em tomada de decisão. Isso indicaria, de acordo com o estudo, que as personalidades dos entrevistados estão mais voltadas para o diálogo e a comunicação de forma mais entusiasmada, persuasiva, prática e objetiva. No entanto, eles apresentam menos traços voltados ao planejamento, à organização e à paciência. Além do perfil comportamental individual dos empreendedores, o levantamento também pesquisou sobre o modo como esses profissionais lideram e orientam seus times por meio de quatro vertentes: executivo, motivador, metódico e sistemático. Com base nisso, o software apontou que a maioria dos empreendedores são líderes motivadores (35,9%) e executivos (32,69%), ou seja, tendem a interagir com proximidade e informalidade, sendo mais acessíveis e agindo com ousadia e foco no resultado.

Com Agência Brasil

De acordo com estudo da Febracis, isso pode indicar imediatismo e ansiedade

Weg vai investir R$ 100 milhões em fábrica de tintas no México

Planta deve entrar em operação no início de 2026

A construção da nova unidade irá ampliar a capacidade produtiva atual da Weg Tintas e visa atender o mercado da América do Norte e Central

A catarinense Weg anunciou que investirá R$ 100 milhões em uma nova fábrica de tintas líquidas industriais no México. A construção da nova unidade irá ampliar a capacidade produtiva atual da Weg Tintas e visa atender o mercado da América do Norte e Central. A nova fábrica terá aproximadamente 5.300 metros quadrados de área construída e deve entrar em operação no início de 2026. Os investimentos serão realizados em Atotonilco de Tula, onde a empresa já produz tintas em pó para os segmentos industrial e de infraestrutura. Além desta unidade, a empresa sediada em Jaraguá do Sul também produz tintas e vernizes industriais em Guaramirim e Mauá, no Brasil, e em Buenos Aires, na Argentina.

A nova unidade marca a segunda fase de um investimento da companhia iniciado no ano passado, com a compra de um terreno por US$ 40 milhões para o aumento gradual da capacidade produtiva. A proximidade do novo terreno ao maior parque industrial da Weg no país facilitará a integração dos processos produtivos e verticalização das operações naquele país no futuro, assim como o processo logístico, permitindo compartilhar recursos de áreas de apoio entre as duas fábricas. Em 2023, a empresa aportou R$ 70 milhões para a expansão da capacidade de produção de tintas líquidas industriais em Guaramirim (SC) para ampliar a capacidade produtiva atual em aproximadamente 70%. A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

Planta deve entrar em operação no início de 2026

Randoncorp fecha 2023 com receita líquida de R$ 10,9 bilhões

Companhia superou o momento complexo no mercado de caminhões no país

No ano, o desempenho positivo das verticais de autopeças e controle de movimentos foi fundamental para a execução da estratégia da Randoncorp

A Randoncorp fechou 2023 com receita líquida consolidada de R$ 10,9 bilhões, retração de 2,2% em relação ao ano de 2022. O lucro líquido também apresentou queda (veja os principais indicadores ao final desta reportagem). Um dos destaques foi o Ebitda, o maior da história da companhia, somando R$ 1,6 bilhão. Além disso, foram registradas receitas de U$ 466,7 milhões para o mercado externo, o que representa aumento de 6,9% na comparação anual, apesar da queda da demanda na América Latina e efeitos do cenário macroeconômico da Argentina.

“A empresa superou o momento de um cenário mais adverso no mercado de caminhões no país e avançou em novas frentes de negócios, o que reforça a consistência como característica importante da nossa estratégia de atuação. Além disso, trabalhamos em iniciativas para redução do capital de giro, como a diminuição dos estoques, que, aliada a maior geração de caixa, permitiu mantermos nossa alavancagem em patamar saudável”, comenta o CFO da Randoncorp, Paulo Prignolato, por meio de nota.

No ano, o desempenho positivo das verticais de autopeças e controle de movimentos foi fundamental para a execução da estratégia da Randoncorp. Mesmo em meio a uma das maiores quedas na produção de caminhões dos últimos anos, a Companhia conquistou novos negócios, ampliando portfólio e direcionando a estratégia de vendas para o mercado externo, para o mercado de reposição e para o agronegócio. O bom momento do aftermarket favoreceu também a Frasle Mobility. A estratégia de fortalecimento de marcas, aliada ao aumento da disponibilidade de produtos e expansão do powerhouse, permitiu um crescimento robusto. A controlada fechou 2023 com receita líquida recorde de R$ 3,4 bilhões.

Entre as outras verticais que formam o grupo, a montadora – que concentra as operações de fabricação de semirreboques, sobre chassis e vagões de carga – encerrou 2023 com receitas e margens em patamares similares aos de 2022. A Rands, vertical de serviços financeiros e digitais, registrou evolução significativa em seus resultados. Destaque também para a performance da Randon Consórcios, que ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões em créditos vendidos, alcançando novo recorde no volume de cotas negociadas, e a aquisição da DB, que ampliou o portfólio da companhia.

Companhia superou o momento complexo no mercado de caminhões no país

Becomex expande escritório em Porto Alegre

Unidade gaúcha dobrou o faturamento em quatro anos

“Nosso objetivo é atender o cliente da melhor forma possível, agregando soluções para tornar as empresas mais eficientes, competitivas, gerando novos negócios e oportunidades de redução de custos”, diz Gustavo Correa, Head de impostos diretos da Becomex

A Becomex, empresa de tecnologia e negócios, anuncia a expansão da sua unidade em Porto Alegre. Atuando há 16 anos no mercado, a companhia viu o faturamento do escritório gaúcho saltar de R$ 7 milhões para R$ 15 milhões em quatro anos. Na cartela de clientes, grandes players da área automotiva, siderúrgica e do agronegócio. “Nosso objetivo é atender o cliente da melhor forma possível, agregando soluções para tornar as empresas mais eficientes, competitivas, gerando novos negócios e oportunidades de redução de custos”, diz Gustavo Correa, Head de impostos diretos da Becomex. “Tudo isso será possível na nova sede, mais bem localizada e com espaço amplo para gerar novos fluxos de trabalho”, completa. O novo escritório será aberto nesta quarta-feira (13).

Formado em Direito, com pós-graduação em direito tributário, Correa têm mais de 20 anos de experiência na área. Coordenou e atuou em trabalhos de planejamento tributário com foco em recuperação de tributos, identificação de oportunidades de geração de caixa, otimização da carga tributária, utilização de incentivos fiscais e avaliação estratégica de cenários para redução de custo fiscal.

Unidade gaúcha dobrou o faturamento em quatro anos

BRDE supera marca de R$ 1 bilhão em contratações no primeiro bimestre

Montante é três vezes maior que as operações do mesmo período de 2023

Entre os setores com mais contratações estão a agropecuária, com 31,5%, e a indústria, com 30,5%

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) começou o ano de 2024 superando, em janeiro e fevereiro, a marca de R$ 1 bilhão em novas contratações, com 2.715 financiamentos fechados nos três estados do Sul. Nos dois primeiros meses do ano passado, o volume foi de R$ 324,7 milhões – o número atual representa, assim, um crescimento de 207% na região de atuação do banco. Entre os setores com mais contratações estão a agropecuária, com 31,5%, e a indústria, com 30,5%, seguidos por comércio e serviços (25,9%) e pela infraestrutura (12,1%).

Na avaliação do vice-presidente e diretor de operações, Ranolfo Vieira Júnior, o desempenho do banco no primeiro bimestre cria uma expectativa muito positiva para o restante do ano. “Além da tradicional parceria com o agro, o BRDE vem ampliando sua presença nos investimentos que são mais estratégicos para o crescimento da região Sul, como a geração de energias com fontes renováveis e o apoio ao ecossistema de inovação”, conta. O diretor de planejamento, Leonardo Busatto, observa que o volume expressivo de operações dos primeiros dois meses espelha o quanto o banco vem compreendendo as demandas dos diferentes setores produtivos e as políticas de desenvolvimento adotadas nos estados do Sul do país. “O BRDE assume o protagonismo em projetos cada vez mais estratégicos, muito em razão das relações bilaterais com os organismos internacionais que acentuam nossa atuação comprometida com a sustentabilidade”, destaca. Busatto ressalta ainda que o financiamento para a inovação no primeiro bimestre alcançou R$ 197 milhões (quase 20% do volume integral). Do total das contratações com o BRDE, R$ 425 milhões foram financiados para empresas de grande porte, enquanto o financiamento para pequenos produtores rurais somou R$ 255 milhões.

Montante é três vezes maior que as operações do mesmo período de 2023

Usina de produção de biometano é inaugurada em Carambeí

A previsão é produzir até 60 metros cúbicos de biometano por hora

Sistema que permite a obtenção do biometano, que será vendido para a Coopercarga

Uma nova usina de produção de biometano foi inaugurada na sexta-feira (08) em Carambeí, na região dos Campos Gerais. O projeto foi realizado com apoio dos programas RenovaPR e Banco do Agricultor Paranaense, do Governo do Estado. O investimento no sistema supera R$ 1 milhão e permite a filtragem do biogás e produção de biometano, que irá abastecer a frota de caminhões de uma empresa de operação logística de atuação nacional e internacional, a Coopercarga. O suinocultor Eduardo Dykstra já produzia biogás para geração de energia elétrica com os dejetos de 6,5 mil suínos. O sistema implantado agora adequa a produção de biogás para geração de energia elétrica e promove a filtragem para biometano, que será vendido, dando mais uma opção econômica ao produtor rural. Os programas do governo estadual reduziram os custos de implantação do sistema para obtenção de biometano devido à equalização das taxas de juros dos financiamentos.

A previsão é produzir até 60 metros cúbicos de biometano por hora, suficiente para abastecer, inicialmente, quatro caminhões que atuam na rota São Paulo – Rio Grande do Sul. A capacidade da planta é de 35 mil metros cúbicos de biometano por mês. “Vi a oportunidade de ter um rendimento a mais na atividade. Além de agregar valor na propriedade, venderei biometano, que é quase dez vezes o valor da energia elétrica, e com certeza, reduzindo os custos que eu tenho. É um mercado promissor”, conta.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destacou que o Paraná abate 13 milhões de suínos por ano e deve chegar a 17 ou 18 milhões até o fim da década. Também produz 9 milhões de frangos por dia. “Isso gera dejetos. Tantas outras indústrias podem iniciar um processo inteligente de produção de biogás. Precisamos mudar a realidade. Nossa agricultura está indo para um caminho mais natural”, afirma. De acordo com o coordenador do RenovaPR, Herlon Goelzer de Almeida, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o projeto em Carambeí é o início de um processo que deve avançar. “Para garantir o abastecimento com biometano da frota, a empresa transportadora deve investir em pontos de abastecimento também em Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, afirma.

O diretor da Energee Energia Renovável, empresa responsável pelo projeto, Marco Henrique Galhardo Cardoso, explica que a iniciativa envolve um mapeamento do trajeto dos caminhões para montar rotas ecológicas, que são pontos onde poderão abastecer com biometano sem precisar ir até a propriedade. Segundo ele, o interesse dos produtores rurais em energias sustentáveis está em crescimento. “É uma mudança de paradigma”, destaca.

O biometano é o resultado da filtragem do biogás com a obtenção de metano em alta concentração – mais de 93% – que pela legislação brasileira na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) adquire a equivalência ao GNV (Gás Natural Veicular), que é fóssil. Porém o biometano, por ser de origem de decomposição de materiais orgânicos, é considerado uma energia renovável. A sustentabilidade dos processos logísticos é um caminho que os operadores buscam no país e no mundo para ter conformidade com as políticas de reduções de emissões e suas estratégias ESG. “O biometano é um combustível ainda escasso no Brasil e que tem potencial de neutralização entre 85% e 90%. É um desejo nosso, como operadores logísticos”, diz o gerente de projetos da Coopercarga, André Vieira. “O planeta precisa de uma redução drástica de emissão de CO2, e essa é uma das formas. Acreditamos muito nessa iniciativa”, complementa.

Outro exemplo representativo do RenovaPR está em Toledo, onde os proprietários Emílio e Maria Angst investiram na produção de biometano em setembro de 2023 para o abastecimento de um caminhão da cooperativa agropecuária local. Com uma propriedade de apenas três hectares já dão conta de abastecer quatro caminhões da cooperativa que já prepara investimentos de mais de R$ 30 milhões em reconversão de frota, geração própria de biometano e incentiva a produção de outros associados para obter mais 80 caminhões novos com o uso desse combustível.

A previsão é produzir até 60 metros cúbicos de biometano por hora

Empresa do Sul lança primeiro serviço funerário feminino do Brasil

Apresentada em Curitiba, Maestra tem equipe cem por cento feminina treinada para todas as etapas de um funeral, incluindo a preparação do corpo e o necroembelezamento

A primeira equipe feminina brasileira de agentes funerárias, capacitadas para todas as etapas de um funeral, inclusive a tanatopraxia, uma atividade ainda hoje essencialmente masculina. Ao centro, a criadora do serviço, Maria de Lourdes Mildemberg

Mulheres atendendo mulheres, com a empatia única de quem conhece a realidade do mundo feminino. Essa prática muito comum nas áreas de estética e saúde chega agora a um novo território, ainda mais sensível e delicado: o serviço funerário. O primeiro serviço desse tipo no Brasil está sendo lançado em Curitiba neste Dia Internacional da Mulher. A ideia inovadora está baseada no respeito à privacidade e à feminilidade das falecidas, com foco em cuidado personalizado, desde o primeiro atendimento da família até a preparação do corpo. Um grupo de mulheres, inicialmente com nove integrantes, foi contratado e treinado para todas as etapas que um funeral envolve. “Ao longo dos anos, no contato com inúmeras famílias, percebemos esse desejo. E não apenas sobre o manuseio do corpo, num momento de intimidade muito vulnerável. O embelezamento também é importante, denota respeito e traz conforto em meio à tristeza da despedida”, diz Maria de Lourdes Mildemberg, idealizadora da Maestra Serviço Funerário Feminino.

Área exclusiva para cerimônias de despedida
A nova empresa integra a Luto Curitiba, um dos grupos mais tradicionais do ramo funerário brasileiro, reunindo funerárias, cemitério, crematório e plano funeral na região metropolitana da capital paranaense. Uma particularidade envolve o lançamento: o serviço funerário feminino não poderá ser prestado em Curitiba porque o Serviço Funerário Municipal – administrado pela prefeitura – impõe um sistema de rodízio entre funerárias e um tabelamento de preços que não admite inovações. “Nossa estrutura de atendimento está toda montada no município de Fazenda Rio Grande, que fica a apenas 30 quilômetros de Curitiba. As famílias que desejarem o serviço personalizado poderão fazer todos os procedimentos lá, desde o velório até o sepultamento ou cremação”, explica Luis Henrique Kuminek, diretor do Grupo Luto Curitiba.

Sob a coordenação de Maria de Lourdes, fundadora do Grupo Luto Curitiba, a nova marca foi criada e recebeu investimento inicial de R$ 1 milhão. O projeto incluiu a instalação de uma funerária exclusivamente para atender famílias de falecidas e um laboratório para tanatopraxia. A estrutura também oferece capelas confortáveis e elegantes para velório e cerimônias de despedida, em uma área verde apropriada a momentos de reflexão e contemplação, junto ao Metropolitano Cemitério Parque. No mesmo local, a empresa mantém um crematório. A logística de transporte da pessoa falecida também está contemplada.

Demanda por personalização
O plano de negócios da Maestra Serviço Funerário Feminino incluiu estudos de mercado e uma modelagem que permitirá sua expansão no futuro para outras regiões do país, possivelmente em formato de franquia. “Identificamos a crescente demanda por serviços funerários personalizados, em um setor tradicionalmente dominado por práticas padronizadas. O mercado potencial é muito interessante. Os preços vão refletir a especialização, ficando em torno de 40% a 60% acima da média do mercado. Futuramente, o serviço feminino também estará disponível como cláusula adicional nos planos da Luto Curitiba”, acrescenta Kuminek. A inovação chega ao Brasil cercada de cuidados com cada detalhe. Maria de Lourdes conta que não se trata apenas de atender a uma demanda do mercado, mas também de respeitar a diversidade cultural e as necessidades individuais de cada família, estabelecendo um novo padrão de cuidado e sensibilidade no setor funerário. A empresária fundou a Luto Curitiba há 35 anos, destacando-se num ramo que era essencialmente masculino e pouco especializado. Pioneira nessa época, ela segue inovando, o que aparece também na formação da primeira equipe exclusivamente feminina dentro do serviço funerário brasileiro.

As agentes funerárias estão capacitadas para todas as atividades, incluindo as que exigem esforço físico. “Há técnica para tudo e elas estão preparadas. Também estão atentas às barreiras que vão encontrar num setor que ainda é dominado pelos homens e que está cercado de preconceito. Ao fazer o curso, as nossas agentes ouviram de seus treinadores que não encontrariam emprego. Mas essa é mais uma frente de trabalho em que as mulheres vão fazer toda a diferença”, explica Maria de Lourdes. Da sua experiência pessoal nasceu o projeto Maestra, nome que remete ao domínio de uma arte e da capacidade de ensinar. “Toda mulher é uma professora da vida e merece a melhor homenagem”, diz. Inicialmente três pacotes de serviços serão oferecidos. Conforme o pacote, podem variar a ornamentação, o tipo de caixão e a cremação ou sepultamento. Mas todos eles oferecem transporte e sala de velório, e o mais importante: a preparação do corpo por equipe feminina, o que inclui assepsia e técnicas de conservação conhecidas como tanatopraxia.

O que é “necroembelezamento”
Os serviços também contemplam penteado, maquiagem e manicure, que são feitas conforme orientação deixada pela falecida ou com informações da família. Esses cuidados podem ser acrescidos de muitos outros, como uso de perucas, cílios postiços, bijuterias e lenços. A técnica de necroembelezamento vai muito além, portanto, da tradicional necromaquiagem. A equipe feminina de agentes funerárias – que vai usar uniforme com luvas brancas, especialmente desenhado para a função, e carro funerário próprio da marca – também recebeu treinamento para atender as famílias de forma sensível e acolhedora, desde o primeiro contato. “Queremos entender os anseios da família enlutada e montar um roteiro personalizado com atenção a cada momento. A experiência mostra que logo após um óbito as pessoas têm de tomar cerca de 90 decisões de forma rápida. Nós existimos para aliviar essa pressão e garantir que tudo ocorra da forma mais leve possível”, diz Maria de Lourdes.

Apresentada em Curitiba, Maestra tem equipe cem por cento feminina treinada para todas as etapas de um funeral, incluindo a preparação do corpo e o necroembelezamento