Bruno Sias Rodrigues é o melhor Sommelier do RS em 2024

Concurso da ABS-RS tem como principal objetivo valorizar a profissão

Bruno possui formação como sommelier profissional, complementado com cursos Sommelier Master e de harmonização essencial pela ABS-RS

O pelotense Bruno Sias Rodrigues venceu a prova final do concurso de melhor Sommelier do Rio Grande do Sul, disputada também por Lucas Manzoni Uliana e Emmanuel Vinícius Franco de Abreu. O concurso, promovido pela regional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS) pelo quarto ano consecutivo, teve transmissão ao vivo, e foi seguido de uma masterclass (clique aqui para ver o concurso na íntegra. A prova de Bruno começa a partir dos 28 minutos e tem duração de um pouco mais de meia hora). A habilidade de servir com elegância e precisão, somado ao conjunto de conhecimentos sobre vinhos e outras bebidas foram colocados à prova na tarde da última quinta-feira (5) no Spa do Vinho.

Degustar e reconhecer vinhos s cegas, identificar líquidos servidos em taças negras. Atender a uma mesa, sugerindo aos clientes harmonizações a partir de um menu de cinco passos, sem esquecer de entretê-los com informações sobre os produtos, além de identificar erros em cartas de vinhos com rótulos de diferentes regiões do mundo. Essas foram as cinco provas da final. A prova escrita, classificatória para a final, foi realizada sábado, 31 de agosto, por 12 candidatos, na sede da ABS-RS em Bento Gonçalves. “Estamos muito contentes, pois tivemos recorde de inscrições, com profissionais de diferentes cidades do Rio Grande do Sul. E apesar do nível de dificuldade das provas ser alto, as médias das notas foram muito boas, superiores aos anos anteriores. O Bruno representará muito bem a evolução e profissionalização da sommellerie no Rio Grande do Sul em 2024”, comemorou Caroline Dani, presidente da ABS-RS.

Além da experiência prática no serviço do vinho e atendimento ao público, apresentadas pelos competidores, o primeiro e segundo colocados possuem formação como sommelier profissional, complementados com cursos Sommelier Master e de Harmonização Essencial pela ABS-RS. Já Abreu, além de sommelier profissional, também possui graduação em viticultura e enologia. O júri foi composto por representantes das principais instituições do setor vitivinícola, membros da diretoria da ABS-RS, da imprensa, e pelo presidente da ABS Paraná, Andersen Prado, e pela vice-presidência da ABS Brasil, representada por Júlio César Kunz, atual diretor de relações institucionais da ABS-RS.

Para que o público presente e online pudesse compreender melhor as provas e o desempenho dos concorrentes, o melhor Sommelier do Brasil 2021, Renato Neves, e o embaixador da ABS-RS, o escritor Michael Waller, faziam comentários em tempo real ao longo da final. Como premiação, o vencedor recebeu troféu e foi convidado pela ABE para compor o júri de comentaristas da Avaliação Nacional de Vinhos (ANV), em outubro. Rodrigues também recebeu prêmios como um curso Master pela ABS-RS, um exemplar do Chimas Corte 2, vinho exclusivo elaborado pela entidade em conjunto com vinícolas gaúchas parceiras, uma garrafa Chandon Magnun e um acessório para vinhos personalizado oferecido pela Boccati. Como os ganhadores estaduais se tornam aptos a disputar o concurso nacional, a ABS-RS também custeará as despesas de inscrição, deslocamento e hospedagem caso Rodrigues opte por concorrer ao título. O segundo e terceiro colocados também foram premiados com troféu, cursos temáticos pela ABS-RS e acessórios personalizados.

O Concurso de Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul tem como principal objetivo valorizar a profissão identificando e premiando os melhores profissionais em atuação. “O sommelier é um profissional de grande importância no trade enogastronômico, pois é ele quem faz a ponte entre os produtos e o mercado, levando conhecimento sobre a bebida, auxiliando o cliente em suas escolhas e proporcionando uma melhor experiência no momento de consumo. O vinicultor, a loja, o restaurante, o hotel e, principalmente, o consumidor, são beneficiados com esse serviço que demanda dedicação, qualificação e sensibilidade”, pontua Caroline.

Concurso da ABS-RS tem como principal objetivo valorizar a profissão

Equidade ainda distante

Empresas de capital aberto no Brasil têm apenas 31% de mulheres na liderança

Empresas terão de se adequar a novas obrigações impostas pela B3 quanto à composição da administração, adotando critérios de diversidade ao elegerem os membros da sua alta gestão

Estatísticas recentes demonstram como a equidade ainda é algo distante das altas lideranças empresariais no Brasil. Segundo levantamento da Quantum Finance, apenas 31% dos cargos de liderança das empresas de capital aberto nacionais são ocupados por mulheres (confira o gráfico abaixo). O estudo levantou dados de diversidade de gênero e raça de cerca de 600 companhias de capital aberto, com origem nos formulários de referência encaminhados pelas próprias companhias à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Já o anuário ESG Disclosure Yearbook Brasil 2024, elaborado pela agência de classificação de risco Bells & Bayes Rating Analytics, revela que 50% das empresas do Novo Mercado da B3 não têm mulheres presentes na diretoria. No conselho de administração, o índice é de 27%. “A diversidade, entendida como a presença de pessoas tecnicamente habilitadas com diferentes origens, experiências, habilidades e perspectivas na alta administração, exerce papel fundamental na criação de valor econômico e no impulsionamento da inovação e do desempenho empresarial”, destaca o relatório. O estudo analisa, por meio de mais de 70 data points, o perfil de 191 companhias listadas, e também usou como base as informações das próprias empresas, declaradas nos formulários de referência enviado à CVM. Um destaque é que 82% das companhias analisadas informaram não possuir, ou não mencionaram, objetivos específicos voltados à diversidade de participantes na alta administração.

No entanto, ao longo dos próximos dois anos, as empresas terão de se adequar a novas obrigações impostas pela B3 quanto à composição da administração, adotando critérios de diversidade ao elegerem os membros da sua alta gestão, indicando ao menos uma mulher (considerada qualquer pessoa que se identifique com o gênero feminino) e/ou um membro de comunidade assumida como sub-representada (assim entendido como qualquer pessoa que seja preta, parda ou indígena, integrante da comunidade LGBTQIA+, ou que tenha alguma deficiência física), para cargos de titulares do conselho de administração ou da diretoria estatutária.

Esse conteúdo integra a edição 347 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Empresas de capital aberto no Brasil têm apenas 31% de mulheres na liderança

Plaenge projeta R$ 3,2 bilhões em vendas líquidas neste ano

Construtora paranaense está investindo em empreendimentos de médio e alto padrão no Brasil e no Chile

A estratégia de crescimento que está fortemente alinhada a uma maior abertura do mercado no segmento de alto padrão, principal aposta da construtora, afirma o diretor Fernando Fabian

A incorporadora paranaense Plaenge tem objetivos arrojados para este ano. Já colocou em prática o plano de expansão no Brasil e no Chile: até o final do ano serão lançados 28 projetos nos dois países, com vendas entre R$ 2,9 bilhões e R$ 3,2 bilhões. No ano passado, a Plaenge lançou 20 projetos, alcançando R$ 2,9 bilhões em VGV (Valor Geral de Vendas). Já as vendas líquidas do ano passado somaram R$ 2,7 bilhões, um crescimento de 40% em relação a 2022. Neste ano, a construtora soma 79 empreendimentos em fase de obra no Brasil e no Chile. A estratégia de crescimento que está fortemente alinhada a uma maior abertura do mercado no segmento de alto padrão, principal aposta da construtora, afirma o diretor Fernando Fabian. “São empreendimentos construídos com padrão de qualidade e tecnologia, respeitam o ambiente e têm foco na sustentabilidade.” Este é o terceiro ano que a construtora ocupa a segunda posição de maior operação de imóveis de médio ou alto padrão no Brasil. Já entre as empresas de capital fechado, a Plaenge é líder absoluta nesse tipo de operação.

A Plaenge tem cinco grandes entregas em Curitiba agendadas para este ano. A primeira será o Experience, no Ecoville, em março; o Fifty Cabral, com entrega marcada para agosto; o Rodin, no bairro Ahú, que será entregue em setembro; o Vitra Água Verde, com entrega em outubro; e o Signature Plaenge, no Ecoville, com entrega marcada para novembro. “Nossa prioridade é focar em projetos para um público de média e alta renda e temos tido uma ótima receptividade. Nosso reconhecimento é resultado do excelente trabalho do nosso time, da qualidade das entregas e da tecnologia envolvida em todos os processos”, defende o gerente regional da Plaenge, Daniel Turchetti. Para continuar nesse ritmo de crescimento, a Plaenge quer manter os investimentos nas cidades em que já possui operação, como a capital paranaense. 

A construtora, porém, passará a investir em condomínios fechados. Um deles deve ser lançado este ano em Campo Grande (MS) e, para 2025, já estão previstos dois em Curitiba e Ponta Grossa, no Paraná. A aposta aproveita o banco de terrenos da carteira da construtora. Atualmente a Plaenge tem um land bank de 124 terrenos nas cidades em que atua e soma R$ 17,8 bilhões de VGV. A Plaenge é a 99ª maior empresa da região e também a 38ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

Construtora paranaense está investindo em empreendimentos de médio e alto padrão no Brasil e no Chile

Dez anos e R$ 1 bi em investimento: o balanço do Grupo Viação Garcia/Brasil Sul

Empresa deu salto tecnológico com renovação de mais de 800 veículos da frota

Os números do período pós-fusão são robustos. Nesta primeira década, o Grupo Viação Garcia/Brasil Sul renovou a sua frota com mais de 800 ônibus

Tem sido uma história de sinergia, expansão e sucesso. No dia 21 de fevereiro, a união da Viação Garcia e Brasil Sul completou uma década de atividade. Desde então, as empresas implementaram um ambicioso projeto de renovação da frota, reconfigurando a companhia com veículos de novíssima geração e dotados da mais avançada tecnologia do segmento. Trata-se de uma história curiosa, já que a Brasil Sul, com então dez anos, adquiriu a histórica Viação Garcia, à época com 80 anos, juntamente com as suas coligadas Princesa do Ivaí e Viação Ouro Branco. Nascia então o Grupo Viação Garcia/Brasil Sul. No ano passado, mais uma marca rica em história foi adquirida e uniu-se à empresa: a Santo Anjo, que completa 77 anos também em fevereiro.

“A nossa estratégia tem sido reforçar as operações em áreas onde já atuamos, aproveitando a sinergia entre nossas empresas”, diz o vice-presidente Estefano Boiko Junior. Hoje, a Viação Garcia/Brasil Sul reúne cinco empresas e atua em sete estados brasileiros: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Transporta em média 23 milhões de passageiros ao ano e conta com aproximadamente 2.400 funcionários em seu quadro de pessoal. No ano passado, o Grupo fez a maior compra de ônibus de sua história com a aquisição de 148 veículos, num aporte de aproximadamente R$ 200 milhões. Os novos veículos, sob o conceito Euro 6, atendem as normas do setor para a redução de emissão de poluentes dentro do que preconiza a agenda ESG (Environmental, Social and Governance).

Os números do período pós-fusão são robustos. Nesta primeira década, o Grupo renovou a sua frota com mais de 800 ônibus. “Esses investimentos se aproximam da casa de R$ 1 bilhão”, calcula o presidente José Boiko. Os ônibus oferecem comodidades como, por exemplo, no serviço cabine cama, poltronas de couro com massageadores que se transformam em verdadeiras camas com 180º de reclinação, kit conforto com travesseiros e mantas com o padrão da rede de hotéis Bourbon, plataforma de entretenimento on demand, Wi-Fi, água mineral, sucos, refrigerantes e petiscos a bordo. Dispõe de salas vip e “Espaço Mulher” (para as passageiras viajarem ao lado de outra mulher).

Os serviços também incorporam tecnologia de ponta, com grande leque de canais para a compra de passagens, recebimento de moedas digitais como meio de pagamento e parcerias como a firmada com o programa de recompensas Livelo, que permitem ao cliente adquirir passagens utilizando pontos acumulados na rede e ainda converter o valor investido para compras futuras. Inovação tem sido a principal característica do Grupo, pioneiro em seu segmento na criação de uma loja no Metaverso em 2022, oferecendo uma experiência imersiva ao cliente. Outra iniciativa foi a adoção, em 2023, do avançado sistema de software Protheus, da TOTVs, um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning) que permite acesso fácil, integrado e confiável aos dados da organização. A tecnologia auxilia na gestão dos processos internos e integra setores como vendas, finanças, estoques, controladoria e áreas administrativas.

Em janeiro de 2024, outro grande passo tecnológico: a empresa apresentou ao mercado o seu primeiro ônibus rodoviário elétrico. O Viaggio 1050, operado pela Brasil Sul, é um ônibus executivo com 42 lugares, chassi BYD Elétrico. E para marcar em grande estilo este ano repleto de motivos para comemoração, o Grupo Viação Garcia/Brasil Sul vai ganhar casa nova. A sede está em obras na zona leste de Londrina em um terreno de 100 mil metros quadrados, sendo 30 mil metros quadrados de área construída. O valor investido supera R$ 60 milhões.

Santo Anjo, 77 anos
Em novembro do ano passado, a Viação Garcia/Brasil Sul incorporou a empresa Santo Anjo, com forte atuação em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No último dia 24 de fevereiro, a Santo Anjo completou 77 anos já totalmente integrada à organização. “Reforçamos de modo expressivo a nossa atuação nos dois Estados do Sul do País com a chegada da Santo Anjo ao Grupo”, diz o vice-presidente Estefano Boiko Junior. A empresa tem história para contar. Foi a primeira do setor no Brasil a obter certificação oficial instituída pelo Regulamento dos Serviços Rodoviários Interestaduais e Internacionais de Transporte Coletivo de Passageiros, do Ministério dos Transportes, em 1971. Seu nome foi uma homenagem à localidade onde surgiu: o bairro Santo Anjo da Guarda, em Tubarão, Santa Catarina. O local abriga famosas águas termais: as “Termas da Guarda”.

Empresa deu salto tecnológico com renovação de mais de 800 veículos da frota

Paranaense Rumo e Embraport farão aporte bilionário no Porto de Santos

Investimento será de R$ 2,5 bilhões e levará dois anos e meio para ser concluído

A Rumo é a nona maior empresa da região e também a quarta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Rumo informou nesta segunda-feira (25) que celebrou acordo vinculante com a Embraport para implementação de um novo terminal portuário para elevação de grãos e fertilizantes no Porto de Santos, em São Paulo. A Embraport faz parte da DP World Group, o Dubai Ports World. O investimento estimado para construção do terminal é de R$ 2,5 bilhões e será financiado com empréstimos, além da possibilidade de potenciais parcerias estratégicas ao longo do curso de implementação do projeto. O início de construção está condicionado ao cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de operação, incluindo licenciamento e aprovações legais e regulatórias. Após o cumprimento de todas as condições precedentes, estima-se o período de 30 meses para construção.

“A Rumo está posicionada como viabilizadora natural de novos projetos portuários, uma vez que a ferrovia é a solução logística capaz de ofertar volumes em larga escala de maneira segura e competitiva. O aumento da capacidade portuária é um acelerador da estratégia da Rumo, sustentando o crescimento da atuação da companhia e destravando o valor dos investimentos ferroviários”, explica a empresa sediada em Curitiba (PR) e que faz parte do Grupo Cosan. “Estrategicamente localizado na margem esquerda do canal do Porto de Santos, fora da área portuária pública, o terminal terá capacidade para movimentar até 12,5 milhões de toneladas anuais, sendo 9 milhões de toneladas de grãos e 3,5 milhões de toneladas de fertilizantes”, detalha a Rumo.

“O acordo prevê 30 anos de operação, por meio do qual a DP World ficará responsável pelas operações e serviços portuários e disponibilizará parte da sua área autorizada para o novo terminal”, detalha a companhia paranaense. “A oferta de capacidade adicional desse novo terminal reforça o protagonismo do Porto de Santos como o principal corredor logístico para a movimentação de commodities agrícolas. Esse investimento, combinado com o aumento de capacidade no sistema ferroviário e a Expansão da Rumo no Mato Grosso, oferecerá ao mercado uma solução logística segura, competitiva e de baixo carbono para sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro”, contextualiza a empresa de logística paranaense. A Rumo é a nona maior empresa da região e também a quarta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

Investimento será de R$ 2,5 bilhões e levará dois anos e meio para ser concluído

Catarinense Altona completa centenário de fundação

Empresa foi a primeira fundição de aço de Santa Catarina e uma das primeiras do Brasil

Fundada em março de 1924, a indústria tem hoje 1.500 funcionários, exporta para 25 países e atende 17 segmentos de mercado

A Electro Aço Altona, de Blumenau, comemorou no sábado (23) seu centenário. Fundada em março de 1924, a indústria tem hoje 1.500 funcionários, exporta para 25 países e atende 17 segmentos de mercado. Partindo da produção de utensílios domésticos e agrícolas, a empresa foi inicialmente batizada Auerbach & Werner, fruto da junção dos nomes dos fundadores de origem alemã: o ferreiro Ernst Auerbach e o engenheiro Paul Werner. Com o crescimento da empresa, e a incorporação do aço em sua linha de produção, a indústria mudou seu nome para Electro Aço Altona em 1933. Nascia assim a primeira fundição de aço de Santa Catarina e uma das primeiras do Brasil.

Ao longo dos anos, dois dirigentes da empresa conquistaram a presidência da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Filho de Paul Werner e graduado em administração e direito, Bernardo Wolfgang Werner foi o dirigente que mais tempo esteve à frente da Fiesc, entre 1971 e 1986. Já o engenheiro mecânico Alcantaro Corrêa presidiu a Fiesc entre 2005 e 2011. Em sua história, a Altona obteve certificações internacionais, tanto pela qualidade de processos e produtos, quanto por suas práticas de gestão responsáveis. Exemplo disso foi a certificação SA 8000, de responsabilidade social, obtida em 2008. A Altona foi a primeira fundição do mundo a obter tal certificação. Seus indicadores estão alinhados aos Objetivos Globais da ONU. Todo o trabalho é pautado nos 3 pilares do ESG, Ambiental, Social e Governança.

O parque fabril da Altona hoje ocupa uma área de 120 mil metros quadrados, sendo 35 mil metros quadrados de área construída, que permite a fabricação de peças fundidas brutas, usinadas e acabadas. “Alcançamos esse marco de empresas brasileiras centenárias e isso nos enche de orgulho. Vamos continuar trabalhando firmes”, resumiu o vice-presidente da Altona, Eduardo Vetter, na cerimônia de comemoração. A Altona é a 295ª maior empresa da região e também a 84ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

Empresa foi a primeira fundição de aço de Santa Catarina e uma das primeiras do Brasil

Aos 50 anos, Multiplan celebra papel como vetor de desenvolvimento das cidades

Com 20 unidades no país, rede de shoppings teve 2023 de crescimento e investe em expansão

Jacqueline Vieira de Lemos, superintendente do PkB, Renata Krause, futura presidente da Associação Alírio Pfiffer, e Vander Giordano, vice-presidente institucional da Multiplan

Desde as primeiras unidades, os shopping centers da bandeira Multiplan têm sido vetores de crescimento urbano ordenado nas cidades em que ganham endereço. Ao reunir um grande número de negócios e de trabalhadores, os centros de compras colaboram para a implantação de infraestrutura e de serviços públicos para o atendimento da nova vizinhança. “Foi assim desde os primeiros anos, em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro, em Ribeirão Preto (SP), na própria capital paulista e em Brasília. E continuamos com essa visão, ao chegarmos aos 50 anos com 20 unidades espalhadas pelo Brasil”, disse em Curitiba Vander Giordano, vice-presidente institucional da Multiplan. “Além da geração de impostos, que são revertidos em benefício da sociedade, e de investimentos no sistema viário, quando você irriga uma região da cidade com 4 mil empregos, num raio de uns 5 quilômetros, você passa a desonerar o sistema público em áreas como educação e saúde. Os colaboradores vão usar plano de saúde, a região ganhará creche privada para atender essa massa de salários”, acrescentou.

Giordano mencionou, nesse contexto, a expansão do ParkShoppingBarigüi, a terceira e a maior já realizada ao longo dos últimos 20 anos, que vai ampliar o mix de lojas em sua operação na capital paranaense. Serão 75 novas lojas, distribuídas em 15 mil metros quadrados de ABL (Área Bruta Locável), com diversas marcas globais e locais, para atender os mais de 11 milhões de clientes que circulam pelo shopping center. Com a expansão concluída, o ParkShoppingBarigüi terá 417 lojas, incluindo oito megalojas e 14 lojas âncoras, reunidas num espaço de mais de 200 mil metros quadrados – e vai se tornar o maior shopping de Curitiba.

Ele ainda lembra uma frase de José Isaac Peres, fundador e presidente do conselho de administração da Multiplan, para defender que os shoppings são equipamentos fundamentais para as cidades: “O shopping é um antidepressivo urbano”. Com estrutura segura e confortável, eles reúnem as famílias, permitem encontros e passeios, oferecem atividades culturais e conveniências. “O comércio sempre foi olhado mais do ponto de vista de compra e venda. Mas nós olhamos para a experiência que as pessoas vão ter naquele ambiente. Isso inclui cuidar de questões ambientais e sociais. Temos, por exemplo, um projeto de alfabetização para os colaboradores, desde 2006, em expansão para toda a rede. Muito antes das três letrinhas do ESG, já tínhamos água de reuso e uso de energia limpa. Assim que a gente é.”

É com essa visão que a Multiplan celebra os 50 anos, já projetando a empresa para o próximo cinquentenário, acrescenta o vice-presidente. “Nós integramos muita tecnologia e inovação ao varejo tradicional, ao varejo físico. E essa combinação é fruto de um desenvolvimento no tempo. Estamos em constante evolução e reinvenção.” Os resultados aparecem nos números de balanço, registrando o marco histórico de R$ 1 bilhão de lucro líquido, um aumento de 32,6% em relação a 2022 e mais que o dobro dos quatro anos anteriores (R$ 471 milhões em 2019).Com uma estratégia de crescimento de longo prazo, as vendas da Multiplan somaram R$ 21,9 bilhões em 2023, alta de 9,6% em relação a 2022 e o maior valor já registrado em um ano. No quarto trimestre de 2023, as vendas foram de R$ 6,9 bilhões, um aumento de 9,6% em relação ao mesmo período de 2022, também um recorde para um trimestre.

Neste ano, a Multiplan ampliou sua fatia no mercado de shoppings de 10,4% em 2022 para 11,3%, um aumento significativo desde 2019, quando era de 8,5%. O ganho de market share é também consequência da produtividade. As vendas por metro quadrado da empresa foram 128,1% superiores aos shoppings brasileiros em 2023. Em janeiro, o ritmo de vendas seguiu acelerado, avançando 8,9% frente ao mesmo período do ano passado. A expansão do ParkShoppingBarigüi e o bom desempenho das vendas do shopping ao longo de 2023 foram destaques do Relatório de Resultados da Multiplan Empreendimentos Imobiliários. O ParkShoppingBarigüi alcançou R$ 490,7 milhões em vendas no último trimestre do ano, 8,2% a mais em relação ao mesmo período do ano passado, e ultrapassou a marca de R$ 1,5 bilhão em vendas em 2023.

Investimento social
Giordano esteve em Curitiba para entregar um cheque de R$ 87 mil (foto), em nome da Multiplan e do ParkShopping Barigüi, ao Instituto TMO, entidade beneficente de acolhimento a transplantados de medula óssea, do Hospital de Clínicas. O valor faz parte da iniciativa nacional da companhia “Arrecadômetro de Natal”, que consiste na conversão de cada nota fiscal cadastrada na promoção de Natal em doações para diversas entidades pelo Brasil. O valor arrecadado será destinado para a Casa Malice, casa de apoio institucional da TMO. A Casa Malice oferece acolhimento a pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, devido a problemas de saúde graves, estando longe de suas residências e sem recursos financeiros para ajudar com as despesas de hospedagem e alimentação.

Com 20 unidades no país, rede de shoppings teve 2023 de crescimento e investe em expansão

Viacredi atinge resultado de mais de 347 milhões em 2023

A Cooperativa teve um crescimento de 14,2% em comparação ao ano de 2022

Em 2023, a Viacredi alcançou R$ 12,8 bilhões em ativos, um crescimento de 14,1% em relação a 2022

A Viacredi, cooperativa do Sistema Ailos, finalizou o ano de 2023 com o resultado total de R$ 347,2 milhões. Deste montante, R$ 258,8 milhões foram destinados aos cooperados, por meio dos juros ao capital e do retorno das sobras. Os juros ao capital representaram R$ 150 milhões e foram creditados nas cotas de capital dos cooperados em 2 de janeiro. Em 2023, as cotas de capital tiveram um rendimento de 9%, o que representou aproximadamente um ponto percentual acima da caderneta de poupança. Para fechar o cálculo, os cooperados ainda devem receber mais de R$ 108 milhões, que serão votados durante a assembleia geral ordinária e que serão creditados em conta corrente no dia 25 de abril.

Em 2023, a Viacredi alcançou R$ 12,8 bilhões em ativos, um crescimento de 14,1% em relação a 2022. Na carteira de crédito, foram alcançados R$ 8,1 bilhões, um aumento de 11,4% e R$ 9,2 bilhões foram registrados em depósitos totais, apontando um crescimento de 12,5%. Para o diretor executivo da Viacredi, Vanildo Leoni, o resultado é um reflexo do compromisso da cooperativa com o desenvolvimento econômico e social de seus cooperados e comunidades. “Ao longo de todo o ano fomos guiados pelo planejamento estratégico e norteados por suas três grandes diretrizes. Assim, realizamos uma série de iniciativas a fim de proporcionar um ambiente saudável, para colaboradores mais felizes, que por consequência fazem nossos cooperados mais realizados e promovem uma cooperativa mais sustentável”, salienta.

Em 2023, a Viacredi também registrou aumento de 5,2% no número de cooperados em relação a 2023, alcançando mais de 930 mil cooperados. “Durante o ano, aprimoramos nossa rede de atendimento, tanto no digital quanto no presencial, com a inauguração de seis postos de atendimento em Santa Catarina e no Paraná”, complementa Vanildo. Atendendo às necessidades de seus cooperados, a Viacredi implementou melhorias em seus produtos e serviços, com destaque para as linhas de crédito emergenciais para famílias impactadas pelas chuvas que afetaram a área de atuação da cooperativa. Também consolidou o crédito imobiliário, que realizou o sonho da casa própria para mais de 1.500 pessoas.

No âmbito social, a Cooperativa investiu R$ 20,7 milhões, por meio do recurso do Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (Fates) com o objetivo de promover o desenvolvimento social dos mais de 930 mil cooperados e das comunidades em que a Viacredi atua. A cooperativa também estabeleceu parcerias sociais com entidades, beneficiando mais de 103 mil pessoas, com R$ 1,2 milhão destinados. Para 2024, o foco permanece na valorização dos cooperados. Vanildo Leoni revela que o objetivo é alcançar mais de 1 milhão de cooperados, expandir a sua presença na área de ação e nos canais digitais, além de atingir R$ 14,7 bilhões em ativos até o final do ano.

A Cooperativa teve um crescimento de 14,2% em comparação ao ano de 2022

Tirolez inaugura fábrica de queijos no Oeste catarinense

Com o aporte de R$ 150 milhões, a estrutura em Caxambu do Sul tem capacidade para triplicar a produção da marca

O investimento na planta de Caxambu do Sul faz parte do plano de expansão de modernização industrial da companhia

Em evento com a presença do governador Jorginho Mello, a empresa Tirolez, do segmento de queijos, inaugurou nesta quarta-feira (20) uma nova fábrica em Caxambu do Sul, na região Oeste do estado. Com o investimento de R$ 150 milhões, a estrutura tem capacidade para triplicar a produção de queijos da marca. Além do governador, o evento contou com a participação dos sócios fundadores do grupo, Cícero Hegg e Carlos Hegg, do CEO do grupo, Marcel de Barros, e autoridades locais. A nova unidade tem equipamentos de última geração e processos automatizados, além de utilizar energia 100% renovável alinhado ao compromisso da empresa com a sustentabilidade. A planta também deve gerar novos empregos, movimentar a economia local e fomentar ainda mais a produção de leite na região Oeste.

Com capacidade de processamento de um milhão de litros de leite por dia e de produção de cinco mil toneladas de mussarela por mês, a planta foi planejada para atender a demanda crescente e acelerar a presença da empresa nos mercados nacional e internacional. Nesta fase, a planta será dedicada à produção de mussarela, um dos queijos mais consumidos pelos brasileiros, para garantir uma variedade de formatos e gramaturas visando ao consumo com conveniência e praticidade. Além disso, a fábrica está preparada também para receber novos produtos, como requeijão e cremes de queijo. “O investimento na planta de Caxambu do Sul faz parte do plano de expansão de modernização industrial da companhia e tem como principal objetivo suportar o crescimento dos próximos anos da Tirolez, começando com o atendimento da demanda crescente por mussarela, queijo mais consumido pelos brasileiros. Além disso, a nova unidade traz mais eficiência aos nossos parques fabris, pois garante maior especialização e maior escala nos processos de produção, e consequentemente ajuda muito na eficiência operacional”, destacou Marcel de Barros, CEO da Tirolez.

A região Sul é atualmente a terceira região em representatividade para a Tirolez. “Quando olhamos para o potencial da região certamente podemos crescer muito e atuar entre as marcas líderes. A inauguração da nova planta de Caxambu do Sul e o desenvolvimento do relacionamento com os principais players do varejo regional fazem parte do nosso plano de desenvolvimento na região”, acrescenta Cícero Hegg, sócio-fundador da Tirolez. Movimentando a economia local e fomentando a produção de leite na região oeste de Santa Catarina de forma sustentável, a Tirolez prevê gerar cerca de 130 novos empregos diretos quando estiver operando com plena capacidade, conforme previsto para 2025. Hoje, a Tirolez atua principalmente no mercado doméstico, mas tem planos para exportação. Da produção total de queijos, somente 1% é exportado para mercados como Estados Unidos e países da África. Mas a meta é chegar a 10% no médio prazo.

Com o aporte de R$ 150 milhões, a estrutura em Caxambu do Sul tem capacidade para triplicar a produção da marca

Com novo investimento da Lar, maior incubadora de ovos da América Latina é ampliada

O empreendimento, que custou R$ 80 milhões, fica em Itaipulândia

Incubadora é dotada de tecnologia de ponta, que garante mais segurança à saúde das aves ao reduzir a manipulação humana

A Lar inaugurou na terça-feira (19) as obras de ampliação da incubadora de ovos, em Itaipulândia, no Oeste do Paraná. Maior e mais moderno incubatório das Américas, a incubadora recebeu investimento de R$ 80 milhões. Com o aporte, a unidade passa a incubar 20,1 milhões de ovos ao mês, potencial quase duas vezes maior do que a capacidade que a planta trabalhava desde 2017. A inauguração marca também as festividades de 60 anos da cooperativa. O diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, afirma que a expansão da incubadora é um grande passo na verticalização dos processos na cooperativa. “Temos aqui, com certeza a melhor tecnologia, o que há de melhor do mundo, tecnologia importada da Holanda e Bélgica”, afirmou. Rodrigues disse ainda que a Lar passa a prezar ainda mais pela biossegurança com os processos automatizados na incubadora, em que o contato humano com os ovos é o mínimo possível. Ele cita também a segurança das aves, cujos pintainhos eram antes comprados dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. “Antes os pintainhos chegavam bastante debilitados para serem distribuídos. Agora, com nossa própria produção e o que há de ponta em tecnologia, os animais são distribuídos em condições muito melhores”, comparou.

Com as obras de ampliação, que iniciaram em janeiro do ano passado, a unidade passou dos 7.915 metros quadrados de área construída para 15.425 metros quadrados. A unidade passa a contar com alto nível de automação e tecnologia importada de países como Bélgica e Holanda. Isso garante processos ágeis e de alta eficiência, além de mais segurança para a saúde das aves ao reduzir a manipulação humana, um compromisso da cooperativa com a biosseguridade em todas as etapas do processo produtivo da avicultura. Todo o investimento vai possibilitar à unidade incubadora de ovos de Itaipulândia expedir 634 mil pintainhos todos os dias. Volume que, somado ao potencial da unidade de Santa Helena, também no Paraná, garante 95% de autossuficiência na produção de pintainhos da cooperativa.

A expansão vai contribuir para o desenvolvimento local, com geração de mais de 130 empregos diretos e outros indiretos no município e em toda a região. O projeto também marca o encerramento de um ciclo de cinco anos em que foram investidos um total de R$ 2 bilhões em todas as fases da avicultura por parte da cooperativa e outro R$ 1 bilhão por parte dos associados na modernização de estruturas e aprimoramento de processos. Em 2023, o Paraná produziu 2,1 bilhões de frangos e continua liderando amplamente o ranking dos estados, com 34,3% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,4%) e Rio Grande do Sul (12,5%). Esse foi o melhor resultado da história do estado, um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior.

O empreendimento, que custou R$ 80 milhões, fica em Itaipulândia

SL Alimentos anuncia R$ 80 milhões para modernizar unidade do PR

Investimentos são destinados à modernização no processamento de cereais e à produção de proteínas concentradas e carnes vegetais

“Esta indústria vem sendo instalada para atender os mais altos padrões de qualidade do mercado global”, afirmou a CEO da SL Alimentos, Roberta Meneghel

A SL Alimentos, indústria paranaense especializada no processamento de aveia e outros cereais, apresentou ao governador Carlos Massa Ratinho Junior, na terça-feira (19), um plano de R$ 80 milhões em investimentos na modernização da unidade fabril da empresa em Mauá da Serra, na região Norte. A empresa, que emprega mais de 600 pessoas da região, é líder brasileira no mercado de processamento de aveia. Os investimentos são destinados à modernização no processamento de aveia, com a construção de um novo moinho, e à produção de proteínas concentradas e carnes vegetais. Do plano apresentado, R$ 30 milhões foram recém-investidos pela empresa e outros R$ 50 milhões serão aplicados a partir deste ano. “Esta indústria vem sendo instalada para atender os mais altos padrões de qualidade do mercado global. O Paraná é um estado aberto ao investimento, que incentiva o empresário a continuar por aqui, por isso temos a segurança para anunciar planos como este, colher nossos grãos e beneficiá-los aqui”, afirmou a CEO da SL Alimentos, Roberta Meneghel.

Os investimentos já realizados foram divididos em uma planta industrial para a produção de proteínas concentradas de leguminosas secas, com foco no processamento de feijão, e em uma fábrica de carne vegetal plant-based, além de armazéns de embalagens e produtos acabados. O restante do valor vai se destinar à ampliação da capacidade de industrialização de aveia, com a construção de um novo moinho automatizado, que terá como foco atender os padrões de qualidade exigidos pelo mercado internacional. O plano também prevê a instalação de tecnologias de última geração que garantam a produção de alimentos sem glúten. Fundada em 1988, a empresa, que conta com uma filial em São Paulo, processa 150 mil toneladas de cereais por ano e tem se destacado no mercado B2B como fabricante de aveia para a alimentação humana.

Investimentos são destinados à modernização no processamento de cereais e à produção de proteínas concentradas e carnes vegetais

Zonta compra tradicional empresa de águas Ouro Fino

Grupo adquiriu a marca, reservas minerais e operação industrial

Com produção e envase em Bateias (PR), a companhia recém-adquirida está há 125 anos no mercado e é uma das principais marcas de água mineral natural do país

Em plena expansão e diversificação das atividades, o Grupo Zonta acaba de comprar a tradicional e também paranaense Ouro Fino. Com produção e envase em Bateias (PR), a companhia recém-adquirida está há 125 anos no mercado e é uma das principais marcas de água mineral natural do país. O valor do negócio não foi informado pelas empresas. “A aquisição é estratégica neste momento em que completamos 50 anos e seguimos crescendo e desenvolvendo em duas principais frentes: varejo e indústria. A sinergia com as atividades do grupo vai além do varejo. Temos ainda a indústria plástica Cipla Condor”, comenta o presidente do grupo, Joanir Zonta. No começo de março Zonta também anunciou a aquisição do Shopping Joinville. No ano passado, o conglomerado investiu R$ 650 milhões em lojas, inaugurações e, também, novos negócios envolvendo aquisições.

O empresário detalha que foram adquiridas a estância de 600 hectares e a operação comercial da Ouro Fino, assim como a marca. “Nossa intenção é preservar o imóvel, manter o quadro atual de cerca de duzentos colaboradores e ampliar a produção, pois a empresa é a representação da história industrial do Paraná, aliada a preservação do meio ambiente desde 1898”, completa o presidente do grupo. Na área, além de três fontes ativas e outras três ainda sem exploração, há grande reserva de mata que será totalmente mantida para garantir a saúde do aquífero.

Atualmente, a companhia chega a produzir cerca de 217 metros cúbicos de água por hora, mas tem capacidade para praticamente o dobro desse volume. Para a aquisição, todas as certificações e licenças ambientais, assim como a qualidade da água e a produtividade, foram analisadas e confirmadas pelos novos proprietários. A única fonte da empresa, na Região Metropolitana de Curitiba, está localizada no aquífero Guarani, um dos mais importantes do país e o segundo maior do mundo.

Grupo adquiriu a marca, reservas minerais e operação industrial

Plaenge anuncia primeiro lançamento em Santiago do Chile

Construtora paranaense que tem unidade em Santa Catarina já atua no país andino há 15 anos

O residencial se chama Distrito Paulista, terá sete torres e apartamentos de 70 a 110 metros quadrados

Com unidades em seis estados, e atuando em Santa Catarina com portfólio completo desde 2021, a paranaense Plaenge dá mais um passo em sua operação internacional, baseada no Chile. A empresa opera no país andino há 15 anos. Agora, anuncia seu primeiro lançamento em Santiago do Chile, capital e centro econômico do país, com 6,3 milhões de habitantes. O residencial se chama Distrito Paulista, terá sete torres e apartamentos de 70 a 110 metros quadrados. A unidade chilena já responde por aproximadamente 15% do faturamento da Plaenge, e os números devem subir com a nova expansão.

O Distrito Paulista será construído em um bairro de alto valor agregado, próximo às principais e mais nobres regiões da capital chilena, como Vitacura, Providencia e Las Condes, e a poucos metros do futuro Teleférico Santiago, que conectará a região ao Metrô de Santiago. “A expectativa do grupo com o lançamento é bastante elevada. Santiago do Chile é uma cidade com renda per capital expressiva, e que passa por crescimento dinâmico, o que a transforma em atrativo ímpar para investidores imobiliários que almejam ampliar e diversificar seus portfólios”, comenta o gerente geral da Plaenge em Santa Catarina, Maurício Dallagrana.

Segundo a empresa, o empreendimento vai envolver uma equipe internacional de primeira linha, com profissionais e parceiros do Chile e do Brasil. A concepção de interiores terá assinatura da Bohrer Arquitetos, escritório brasileiro com trajetória de quase 40 anos, enquanto o paisagismo será de Benedito Abud, profissional com 53 anos de carreira, o projeto arquitetônico da Lorenzo Fluxa Arquitetos, do Chile, e o projeto de iluminação da Arquiluz, também chilena. “Somamos experiência e excelência em um equilíbrio inspirador que converge em espaços sofisticados e um design único”, resume Dallagrana. A Plaenge é a 99ª maior empresa da região e também a 38ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

Construtora paranaense que tem unidade em Santa Catarina já atua no país andino há 15 anos

Dipesul Volvo anuncia investimento de R$ 23 milhões no RS

Aporte será alocado na nova unidade que está sendo construída em Passo Fundo

A Volvo é líder de mercado no segmento de caminhões pesados em todo o Brasil, mas no Rio Grande do Sul a marca se encontrava na segunda posição

A Dipesul, concessionária Volvo Caminhões e Ônibus com oito lojas no Rio Grande do Sul, aproveitou a participação na Expodireto Cotrijal 2024, em Não-Me-Toque, para anunciar R$ 23 milhões de investimentos nas suas operações no estado e também para lançar o Pacote Aero, um conjunto de soluções aerodinâmicas e tecnológicas inovadora para diminuir o consumo de combustível da linha FH. Dependendo do tipo de configuração do caminhão, a economia de diesel pode ser de até 8%. Os investimentos foram anunciados pelo diretor executivo da Dipesul, Fabiano Todeschini, e pelo diretor comercial Marcel Klauberg.

Eles serão alocados na nova unidade que está sendo construída em Passo Fundo, em uma área de mais de 14 mil metros quadrados às margens da BR-285, no bairro Valinhos, com previsão de inauguração para o mês de outubro, e na remodelação e no redimensionamento da loja de Caxias do Sul, que será reinaugurada em agosto, com uma novidade: o espaço será lado a lado com a Randon Venice Implementos Rodoviários, oferecendo facilidade de localização para os clientes das duas empresas. Parte dos recursos também são destinados para a conclusão do projeto de 100% da água tratada com a instalação de Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) em todas as concessionárias Dipesul no Rio Grande do Sul.

Todeschini e Klauberg assumiram a gestão da rede Dipesul há pouco mais de um ano com uma desafiadora missão: dar uma nova cara e mais agressividade comercial para a marca Volvo Caminhões no Rio Grande do Sul. Iniciaram o desafio por um upgade da marca, que ganhou nova identidade visual e o posicionamento “Sua casa Volvo no RS”, pela reorganização das equipes e a remodelação de toda a estrutura de serviços e atendimento ao cliente. Os resultados desse movimento já começaram a ser colhidos entre 2022 e 2023. A Volvo é líder de mercado no segmento de caminhões pesados em todo o Brasil, mas no Rio Grande do Sul a marca se encontrava na segunda posição. Nos últimos dois anos, a Dipesul retomou a liderança com 150 caminhões à frente da concorrência. Também ganhou posições no segmento de semipesados, passando da terceira para a segunda posição em 2023, com crescimento de cinco pontos percentuais de market share no último ano, enquanto todas as marcas perderam mercado no período. O mesmo aconteceu com o segmento vocacional (veículos off-road, madeireiros, mineração e canavieiros), onde a Dipesul avançou do terceiro para o segundo lugar em vendas em 2023 em solo gaúcho.

Aporte será alocado na nova unidade que está sendo construída em Passo Fundo

Satélite que busca água em Marte procura vazamentos ocultos no Sul

Região apresenta 37,5% de perda de água potável produzida nos sistemas de distribuição

Na região metropolitana, cerca de 60% da água potável é perdida antes de chegar às torneiras abastecidas pela Corsan, índice acima da média Brasil

Uma revolução tecnológica está transformando a maneira como o Rio Grande do Sul lida com suas perdas de água potável. Estudos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) demonstram que, no estado, há uma perda de 41,6% da água que sai das estações para residências. O Rio Grande do Sul recebe agora a ajuda de um satélite equipado com tecnologia israelense, originalmente concebido para buscar água em Marte, para identificar vazamentos em sua rede de abastecimento de água tratada. Esse equipamento avançado, munido de softwares inteligentes acoplados a radares, escaneia o subsolo com precisão através da emissão de micro-ondas, identificando água potável em contato com o solo até três metros de profundidade através do cloro dissolvido e da condutividade elétrica, diferenciando-a de água bruta, como a proveniente de lençóis freáticos, rios subterrâneos ou poços artesianos.

Uma vez mapeados os possíveis pontos de vazamento, equipes operacionais entram em ação utilizando geofones ultrassensíveis para localizar e confirmar os vazamentos indicados pelo satélite. Esse método não só agiliza o processo, realizando a identificação de vazamentos na área verificada em um tempo 85% menor (de 18 para três meses), mas também oferece uma precisão acima de 90% (dos 3,3 mil quilômetros de logradouros onde há redes Corsan, 330 km foram apontados com problemas pelo satélite), eliminando a necessidade de quebrar pavimentações para encontrar a fonte do problema. Anteriormente, a busca por vazamentos ocultos era um trabalho meticuloso e demorado, exigindo equipes percorrendo ruas com geofones. Agora, com essa tecnologia, o processo é mais ágil e eficiente, o que é crucial, pois quanto mais rápido o problema for resolvido, menores serão as perdas de água.

Os trabalhos no estado começaram pela Região Metropolitana de Porto Alegre, (Viamão, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada e Canoas) percorrendo mais de 3,3 mil quilômetros de redes de água. Dessas, 330 quilômetros apresentaram indícios de vazamento. Se não fosse pela tecnologia do satélite, se levaria cerca de um ano e meio para chegar a esses resultados. Agora, com base nesses dados, a área identificada será investigada com geofones para reparar as fugas de água de forma eficaz. Na região metropolitana, cerca de 60% da água potável é perdida antes de chegar às torneiras abastecidas pela Corsan, índice acima da média Brasil (40%).

Estudo do Instituto Trata Brasil contempla indicadores de todas as regiões do país e a situação é de grande heterogeneidade quando se comparam as diversas regiões. A região Sul, dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, apresenta 37,5% de perda de água potável produzida nos sistemas de distribuição, terceiro maior índice entre as regiões brasileiras, ficando atrás apenas do Norte (55,2%) e do Nordeste (45,7%). Somando-se as perdas em todo o país, o Brasil perde diariamente um volume equivalente a 7,5 mil piscinas olímpicas de água antes de chegar às residências. O Rio Grande do Sul, por exemplo, perde um volume equivalente a 524 de piscinas olímpicas diárias, sendo o maior volume entre as os estados da região Sul.

Programa de combate às perdas hídricas
Essa inovação faz parte do programa de combate às perdas hídricas da companhia, como resposta urgente a uma situação crítica. Atualmente, o Rio Grande do Sul perde 41,6% de toda a água tratada antes que ela chegue às residências, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Governo Federal. Isso significa que 445 piscinas olímpicas de água potável são desperdiçadas a cada 24 horas no estado, com sérios impactos na sustentabilidade dos recursos hídricos. Além do mais, os números da perda de água no Brasil são alarmantes. Um estudo do Instituto Trata Brasil revelou que o volume total de água não faturada em 2021, cerca de 7,3 bilhões de metros cúbicos, equivale a quase oito mil piscinas olímpicas de água tratada desperdiçadas diariamente. Essa perda, se controlada, seria suficiente para abastecer aproximadamente 67 milhões de brasileiros em um ano.

A perda de água não é apenas uma questão de eficiência econômica; é uma questão de segurança hídrica e direitos humanos básicos. O mesmo estudo revelou que quase 35 milhões de pessoas no Brasil não têm acesso à água sequer para lavar as mãos, destacando a urgência em abordar esse problema em todas as suas dimensões. A adoção de tecnologias avançadas, como o satélite agora em uso no Rio Grande do Sul, oferece esperança para uma gestão mais eficaz e sustentável dos recursos hídricos não apenas no estado, mas em todo o país.

Região apresenta 37,5% de perda de água potável produzida nos sistemas de distribuição