Grupo Krona inaugura nova unidade em Goiás

O investimento foi de aproximadamente R$ 20 milhões

Unidade em Goiás é dedicada à fabricação das linhas para água fria, esgoto e elétrica

O Grupo Krona, de Joinville (SC), inaugurou na terça-feira (7) sua nova unidade no Centro-Oeste do país. A fábrica, que iniciou suas operações no dia 10 de outubro, está localizada no polo empresarial de Goiás, em Aparecida de Goiânia. A construção ocupa cerca de 7 mil metros quadrados, em uma área total de 23 mil metros quadrados. O investimento foi de aproximadamente R$ 20 milhões. A nova unidade em Goiás é dedicada para a fabricação das linhas para água fria, esgoto e elétrica. Além do investimento em máquinas extrusoras, o local conta ainda com um centro de distribuição de todo o portfólio do grupo para as regiões Centro-Oeste e Norte. O planejamento prevê o crescimento da unidade, com instalação de mais máquinas.

“Com essa nova unidade reforçamos nossa busca constante pela excelência no atendimento e distribuição da Krona, descentralizando o estoque e otimizando os custos logísticos. Temos grandes clientes no Centro-Oeste e Norte, que serão beneficiados com ainda mais agilidade nas entregas. Este é mais um passo importante para o nosso crescimento na região, que também é fundamental para nossa estratégia junto ao agronegócio, com a recente aquisição da Viqua, que proporcionou nossa entrada no segmento com a linha de irrigação e que é líder em torneiras ABS [de plástico]”, explica Fernando Oliveira, diretor-executivo do Grupo Krona.

“Com a expansão do Grupo Krona comemoramos de forma muito especial nosso aniversário e o avanço que temos tido no mercado, que reflete nossos investimentos em tecnologia, inovação, excelência nos produtos e serviços, ótima relação custo-benefício e um relacionamento diferenciado com os lojistas e distribuidores”, avalia Vilson Perin, presidente do comitê executivo e do conselho de administração do Grupo Krona. “O Centro-Oeste é uma região em franco desenvolvimento e que tem grande receptividade aos nossos produtos. Este é mais um importante passo na direção de uma forte parceria, que contribuirá para o nosso crescimento”, concluiu.

A empresa possui outras quatro unidades em Joinville: Matriz, Acessórios, Ultraterm [modelo de indústria 4.0 e voltada à produção de tubos e conexões para água quente] e a Viqua, líder no segmento de torneiras de ABS, adquirida em maio deste ano. Além disso, a Krona possui unidade na região Nordeste, em Marechal Deodoro (AL). No total, são mais de 2,8 mil funcionários.

O investimento foi de aproximadamente R$ 20 milhões

Plaza lança nova marca para brindar uma nova era

Mudança integra comemorações dos 65 anos da Rede Plaza de Hotéis, Resorts e SPAs

“Mais madura, a marca reúne expertise, valorizando a história sempre com olhos no futuro”, destaca o diretor da Rede Plaza de Hotéis, Resorts e SPAs, Oscar Schmidt

A Rede Plaza de Hotéis, Resorts e SPAs celebra em 2023 seus 65 anos com uma nova marca. O rebranding rejuvenesce uma das marcas mais tradicionais da hotelaria do Sul do Brasil, inovando enquanto mantém elementos icônicos que acompanham a Rede Plaza desde 1958. Sempre alinhada à tradição e às inovações, esta será a oitava atualização da rede em seis décadas. Com esta atualização, o foco é o fortalecimento dos ativos e a expansão da administração e franquias da bandeira.

Na nova marca, a coroa ganha protagonismo, enquanto a padronagem da paleta com o uso das cores azul e dourado transmitem elegância e segurança, conceitos pelos quais a Rede Plaza é conhecida. Segundo o diretor da Rede Plaza de Hotéis, Resorts e SPAs, Oscar Schmidt, a marca representa um histórico de inovação que sempre ressignificou épocas. “Buscamos a contemporaneidade sem nunca perder os ativos que trouxeram a Rede Plaza até aqui: tradição, segurança, hospitalidade e capacidade de inovar. Mais madura, a marca reúne expertise, valorizando a história sempre com olhos no futuro”.

Atualmente, um Hub de negócios e eventos colaborativos e culturais está instalado no clássico Plaza São Rafael, em Porto Alegre, oferecendo uma estrutura que hospeda negócios, e oportuniza a eles a utilização de todos os serviços do Plaza. A mudança também representa a implementação de novas operações, como o Plaza Hotel & Boulevard Covention, empreendimento da rede que será inaugurado ainda em novembro no Vale dos Vinhedos. Para o diretor do Boulevard Convention Vale dos Vinhedos, Leandro Carpes, esta parceria traz a certeza da entrega de um empreendimento altamente diferenciado que chega para agregar na área da hotelaria, turismo e eventos da Serra Gaúcha. “A expansão da Rede Plaza é tão importante para a região Sul do país quanto é para o Boulevard Convention”, destaca.

Mudança integra comemorações dos 65 anos da Rede Plaza de Hotéis, Resorts e SPAs

Catarinense Docol amplia atuação com nova fábrica de louças sanitárias

A nova unidade da companhia já recebeu investimentos de mais de R$ 150 milhões

A fábrica mineira será responsável por uma extensa linha de produtos, incluindo bacias com caixa acoplada e tanques de lavar roupa

A Docol anuncia o início da produção de louças sanitárias em sua nova fábrica, localizada em Poços de Caldas (MG). Este investimento, que ultrapassa a marca de R$ 150 milhões, representa um marco significativo na história da empresa sediada em Joinville, reforçando sua presença neste segmento e ampliando ainda mais sua atuação no cenário nacional. A unidade industrial, que começará a operar em novembro, foi projetada para trazer ao segmento de louças sanitárias a qualidade, inovação e preocupação ambiental que caracterizam a atuação da Docol. A marca planeja expandir seu portfólio de produtos, mantendo sua tradição de mais de 67 anos em oferecer excelência em cada peça produzida.

Segundo Guilherme Bertani, presidente da Docol, esse é mais um marco na trajetória estratégica da empresa: crescer a partir da oferta ao mercado de diferenciais relevantes. “Como uma das empresas líderes na produção de metais sanitários no Brasil e na América Latina, a Docol reconhece que louças e metais se complementam, e, dessa forma, podemos oferecer uma solução completa aos nossos clientes. Ao expandir para o setor de louças sanitárias, nosso objetivo é fortalecer a fidelidade dos consumidores, criando um ciclo de reforço aos negócios”, afirma Bertani, por meio de nota.

A empresa já atuava no mercado de louças sanitárias de alto padrão com importação. Agora, com a fábrica em Poços de Caldas, a empresa passa a ter controle total sobre o processo de criação e produção, permitindo maior flexibilidade e uma abordagem personalizada. Isso coloca a empresa em uma posição competitiva para atender às necessidades dos clientes e expandir sua presença no mercado. A decisão de estabelecer a nova fábrica em Poços de Caldas ocorreu após a avaliação de diversos estados e municípios e baseou-se em uma série de fatores estratégicos. A cidade oferece uma infraestrutura robusta, mão de obra qualificada e maior proximidade aos fornecedores de matéria-prima, juntamente com o estado de São Paulo e outros grandes centros consumidores.

A unidade de produção será responsável por uma extensa linha de produtos, incluindo bacias com caixa acoplada e tanques de lavar roupa. A partir da nova planta, a Docol ganha capacidade para ampliar também sua presença internacional, uma vez que ela está preparada para atender não apenas ao mercado nacional, mas também reforçar as exportações da empresa, solidificando sua posição de destaque no mercado externo.

A nova unidade da companhia já recebeu investimentos de mais de R$ 150 milhões

C.Vale inaugura esmagadora de soja de R$ 1 bilhão no PR

Cooperativa fará a gestão da fábrica pelos padrões da Indústria 4.0

O novo empreendimento terá capacidade para armazenar 4 milhões de sacas de soja em grão e 68 mil toneladas de farelo

Sessenta anos depois de sua criação, a C.Vale realizou um sonho dos primeiros associados. A cooperativa inaugurou na terça-feira (7), data de seu aniversário, uma esmagadora de soja com capacidade de processamento de 60 mil sacas por dia. O empreendimento ocupa 12 hectares, no complexo agroindustrial da cooperativa em Palotina (PR), e recebeu mais de R$ 1 bilhão em investimentos entre 2021 e 2023. É a terceira maior esmagadora do Brasil em plantas industriais de apenas uma linha de produção e a primeira em nível tecnológico. As obras levaram dois anos para ficar prontas e envolveram 1.100 funcionários de 35 empresas.

Ao discursar, o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, fez questão de mencionar o desejo dos primeiros associados. “Foi assim, sonhando alto, mas com os pés no chão que erguemos esta esmagadora de soja. Investimos mais de R$ 1 bilhão para produzirmos farelo de soja com alto teor de proteína e maior rendimento de óleo”, afirmou. Ele explicou que a indústria reúne tecnologias da Bélgica, Suíça, Canadá e Alemanha. A C.Vale vai fazer a gestão da esmagadora pelos padrões da Indústria 4.0, com controle integrado de todas as etapas do processo, desde a chegada dos caminhões ao estacionamento, descarregamento e beneficiamento da soja. “Teremos acesso a indicadores de desempenho em tempo real, com medição da composição da soja na entrada e do óleo, farelo e casca na saída, monitorando índices como umidade e proteína”, revelou Lang. O novo empreendimento terá capacidade para armazenar 4 milhões de sacas de soja em grão e 68 mil toneladas de farelo. Além disso, o complexo contém quatro tanques com capacidade de armazenamento de 12 milhões de litros de óleo de soja.

A nova indústria vai entrar em operação em 2024 para produzir farelo e óleo de soja para fabricação de rações pela própria C.Vale. A cooperativa já acertou a venda da produção excedente para terceiros. Numa etapa posterior, a C.Vale planeja fazer novos investimentos para produzir gorduras industriais, margarina, maionese e até biodiesel. Para facilitar o acesso ao seu complexo agroindustrial, a C.Vale acertou com o governo estadual e com o município de Palotina, a conclusão de um contorno viário. O investimento na obra será de R$ 147 milhões. O projeto prevê que até 2030 mais de 5,5 mil caminhões passem pelos mais de 15 quilômetros do contorno diariamente.

“Esta é uma obra que estava prevista há muitos anos. Inicialmente, nós herdamos um projeto que era tímido para o crescimento de Palotina e da C.Vale, que em cinco ou dez anos demandaria novas intervenções. Agora nós estamos trabalhando com um projeto mais robusto que suporta o crescimento da região para os próximos 30 anos”, destacou Ratinho Junior. O projeto inclui pistas de trânsito rápido, rotatórias e conexões nas saídas de Palotina para Assis Chateaubriand e Terra Roxa, pela PR-364, para Umuarama, pela PR-182. A C.Vale projeta um fluxo diário de 600 caminhões e carretas, considerando o transporte de soja, rações, frangos e peixes. A C.Vale é a 12ª maior empresa da região e também a sexta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Cooperativa fará a gestão da fábrica pelos padrões da Indústria 4.0

Randoncorp lança marca para serviços financeiros e digitais

Novo posicionamento foca em ampliar soluções para o segmento de transporte e logística

A nova fase da vertical, agora sob a marca Rands, inclui um novo aplicativo para a contratação de serviços financeiros como conta digital, crédito consignado, seguros e consórcios

O processo de consolidação da Randoncorp como multinacional referência em soluções que facilitam a vida das pessoas por meio da mobilidade chega a mais uma etapa. Em evento realizado nesta terça-feira (7), a companhia apresentou o novo posicionamento de seus serviços financeiros e digitais. A vertical de negócios lançou a marca que passará a agrupar o portfólio de soluções que, hoje, são oferecidas pelas unidades Randon Consórcios, Randon Seguros, Banco Randon, DB, Addiante, Randon Ventures e Conexo.

A Rands (lê-se ‘Rénds’) se coloca para o mercado como um conjunto completo de serviços e soluções financeiras para o segmento de transporte e logística, criando e oferecendo facilidades para que pessoas e negócios prosperem. O modelo de atendimento coloca o cliente no centro, reforçando estratégias de fidelização e ampliando os recursos que já eram oferecidos, de forma independente, pelas unidades – e que passam a atuar em ampla sinergia. A nova fase da vertical, agora sob a marca Rands, inclui um novo aplicativo para a contratação de serviços financeiros como conta digital, crédito consignado, seguros e consórcios. Inicialmente, a ferramenta estará disponível para colaboradores da Randoncorp, mas futuramente, demais pessoas e empresas do segmento de transporte e logística também poderão acessá-lo.

Desde o final do ano passado, movimentos iam ao encontro da nova estratégia da vertical de negócios da Randoncorp, como a criação da Addiante, joint-venture com a Gerdau, especializada na locação e leasing de veículos pesados, e a aquisição majoritária da DB, empresa especializada no desenvolvimento de software e projetos de inovação. Outro exemplo mais recente da ‘estrada de soluções’ aberta pela marca Rands é a linha de crédito Frete Pós-Pago, lançada este ano e que soluciona as despesas de frete de transportadoras e gestores de frota. Ao Frete Pós-Pago, soma-se uma gama diversa de produtos financeiros já consolidados no mercado, como consórcios e seguros para aquisição e renovação de frota.

Vice-presidente da Randoncorp e COO da vertical de serviços financeiros e digitais, Daniel Ely explica que o movimento fortalece a vertical de serviços, que mira em alcançar maior participação nas receitas da companhia, criando valor para o mercado, para o segmento, para as pessoas e negócios inseridos no mercado-alvo. “Essa nova estruturação resulta de um processo natural e esperado, considerando o desenvolvimento acelerado da própria companhia nos últimos anos. A nova marca também consolida uma sequência de movimentos direcionados a facilitar a vida das pessoas e a promover a prosperidade de negócios dentro da cadeia de transportes e logística”, destaca.

“A Randoncorp tem se desenvolvido de forma acelerada com o propósito de oferecer soluções cada vez mais completas e robustas para a mobilidade. A constituição da marca é mais um passo estratégico nesse caminho. Os Serviços Financeiros e Digitais terão grande capacidade de expansão, pela natureza do seu portfólio, com soluções conectadas aos desafios do segmento. Com a Rands, novos projetos de ampliação serão colocados em prática para consolidar ainda mais a nossa atuação no mercado”, destaca o CEO da Randoncorp, Sérgio Carvalho.

Novo posicionamento foca em ampliar soluções para o segmento de transporte e logística

SIM é a primeira distribuidora a adotar o Diesel R para o consumidor final

Petrobras estabelece parceria para fornecimento de diesel com conteúdo renovável para companhia gaúcha

Diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, e o presidente das Empresas SIM, Neco Argenta

A Petrobras e o grupo proprietário dos postos SIM firmaram parceria comercial para compra e venda de diesel com conteúdo renovável. Será a primeira vez que empresas transportadoras poderão abastecer seus veículos com o novo combustível em postos selecionados. O contrato prevê que a Petrobras fará a entrega do combustível para a SIM em Araucária (PR), onde está localizada a Refinaria Presidente Vargas (Repar), que produz o Diesel R. Também está prevista a opção de entrega na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP). O grupo, fundado em 1985 pelos irmãos Neco e Deunir Argenta, em Flores da Cunha (RS), é composto por oito empresas. A SIM é a 40ª maior empresa da região e também a 15ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Segundo o diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, a Petrobras é referência no desenvolvimento e comercialização de combustíveis mais sustentáveis. “A Petrobras foi a primeira empresa no Brasil a desenvolver tecnologia própria de coprocessamento de matéria-prima renovável no refino. Investimos na produção porque percebemos as demandas da sociedade e do mercado para produtos mais sustentáveis. Estamos muito satisfeitos com a parceria estabelecida com as empresas SIM, que irá expandir ainda mais a comercialização do Diesel R”, afirmou. De acordo com Argenta, a parceria é inovadora. “É uma associação estratégica para levar ao mercado o que há de mais inovador e que sinaliza uma mudança de modelo, em que a sustentabilidade se firma como propósito dos novos negócios, dentro das condutas de ESG”, destacou.

O Diesel R da Petrobras é produzido, atualmente, na Repar (PR) a partir do coprocessamento de derivados de petróleo (parcela mineral) com matérias-primas renováveis, como óleo de soja. No primeiro semestre de 2024, a Petrobras também ofertará o Diesel R na RPBC, em Cubatão (SP). Esse novo combustível é uma alternativa sustentável no ciclo diesel, pois a redução das emissões associada à parcela renovável é de, ao menos, 60 %, em comparação com o diesel mineral, podendo ser até maior, a depender da matéria-prima utilizada. Além do benefício ambiental, o Diesel R é um produto com alta estabilidade e isento de contaminantes, o que garante durabilidade e desempenho dos motores.

Petrobras estabelece parceria para fornecimento de diesel com conteúdo renovável para companhia gaúcha

Capal adquire unidades para armazenagem de café em São Paulo

Com a nova aquisição, a cooperativa paranaense conta agora com 21 unidades

Hoje o movimento de venda de café em São Paulo já é maior do que no Paraná, o que justifica o investimento

Com objetivo de ampliar a capacidade de recebimento da produção de café do estado de São Paulo, a Capal Cooperativa Agroindustrial, com matriz em Arapoti (PR), acaba de adquirir três empresas de armazenamento no município de Piraju (SP). As três organizações, Piraju Armazéns, Pro Advanced e IBL Indústria Luso do Brasil, juntas detêm um armazém de 2,4 mil metros quadrados, com capacidade para estocagem de 55 mil sacas de café, além de fábrica de ração e escritórios. As negociações iniciaram no final de 2022 e, na semana passada, a Capal assumiu definitivamente as instalações. O valor do negócio não foi informado pelas empresas. A estrutura é quase quatro vezes maior se comparada à unidade de Pinhalão (PR), adquirida no ano de 2019, e que tem capacidade de armazenagem para 15 mil sacas de café. Com a nova aquisição, a Cooperativa conta agora com 21 unidades.

O investimento da Capal vai de encontro com o crescimento da produção de café no estado de São Paulo para melhor atender os produtores associados daquela região. As negociações também têm relação com o aumento da comercialização, seguindo o mesmo modelo do Paraná, com preços justos, transparência nas negociações, confiança e credibilidade. “Com o aumento do volume de café comercializado em São Paulo, a Capal precisava de uma base no estado. As opções seriam construir uma estrutura, ou comprar algo já existente. A segunda opção tornou-se mais interessante pois, assim, foi possível atender aos cooperados de forma mais rápida”, destacou Adilson Roberto Fuga, presidente-executivo da Capal, por meio de nota.

Segundo Fuga, hoje o movimento de venda de café em São Paulo já é maior do que no Paraná, o que justifica o investimento. De janeiro a outubro deste ano, 75% do café comercializado pela Capal foi em São Paulo, totalizando 300 mil sacas nos últimos dez meses. A Capal é a 71ª maior empresa da região e também a 28ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Com a nova aquisição, a cooperativa paranaense conta agora com 21 unidades

Engie registra lucro 30,9% maior no terceiro trimestre

Receita líquida caiu 8,5% entre julho e setembro

Desde 2016, a Engie já direcionou mais de R$ 20 bilhões em investimentos para a ampliação de fontes diversificadas de energia limpa e infraestrutura de transmissão

A Engie registrou lucro líquido ajustado de R$ 928 milhões no terceiro trimestre de 2023, crescimento de 30,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,8 bilhão, representando acréscimo de 23,5% (R$ 336 milhões). Impactada positivamente pelo segmento de transmissão e pelo resultado da Transportadora Associada de Gás (TAG), e atenuada pelas reduções de combinação de volume e preço médio de vendas e das transações no mercado de curto prazo, a margem Ebitda ajustada avançou 18,2 pontos percentuais, chegando a 70,3%.

Já a receita operacional líquida foi de R$ 2,5 bilhões, representando queda de 8,5% frente ao terceiro trimestre de 2022, motivada, principalmente, pela alienação da subsidiária Pampa Sul e queda de receita de construção dos ativos de transmissão. “Mantemos nossa estratégia comercial de proteger a geração de caixa futura, via contratação antecipada. No período, contratamos cerca de 74 MW médios de energia para entrega entre 2025 e 2028, mantendo o patamar do preço médio líquido de venda de nosso portfólio”, avalia Eduardo Sattamini, diretor-presidente da Engie. Dentre os principais eventos subsequentes ao terceiro trimestre, destaca-se o anúncio, em 30 de outubro, da assinatura de um contrato vinculante de R$ 3,2 bilhões para a aquisição de ativos da Atlas no Brasil, totalizando 545 MW de capacidade instalada (661 MWp) de energia fotovoltaica nos estados da Bahia, Ceará e Minas Gerais.

Os investimentos totais da companhia catarinense no terceiro trimestre foram de R$ 741 milhões, sendo R$ 651 milhões destinados à construção dos novos projetos de energia renovável no Nordeste: R$ 370 milhões no Conjunto Eólico Santo Agostinho – Fase I; R$ 186 milhões no Conjunto Eólico Serra do Assuruá; R$ 95 milhões no Conjunto Fotovoltaico Assú Sol. “Desde 2016, já direcionamos mais de R$ 20 bilhões em investimentos para a ampliação de fontes diversificadas de energia limpa e infraestrutura de transmissão. Entre 2023 e 2025, são mais de R$ 14 bilhões comprometidos com a nossa estratégia de crescimento em renováveis e transmissão”, conclui Sattamini. A Engie é a 16ª maior empresa da região e também a quinta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Receita líquida caiu 8,5% entre julho e setembro

Três Tentos apresenta receita recorde de R$ 2,4 bilhões entre julho e setembro

Nova indústria de processamento de soja e de produção de biodiesel no Mato Grosso alavancou resultado da companhia

Mato Grosso passou a contar com uma indústria de processamento de soja e produção de biodiesel, a terceira e maior planta da Três Tentos no Brasil

A Três Tentos, companhia gaúcha que atua no varejo de insumos, indústria de processamento de soja e produção de biodiesel, atingiu R$ 2,4 bilhões de receita líquida no terceiro trimestre do ano, recorde histórico da empresa. O marco se deve, sobretudo, à expansão para o Mato Grosso, que passa a contar com sete lojas e com uma indústria de processamento de soja e produção de biodiesel, a terceira e maior planta da empresa no Brasil. Localizada no município de Vera, a planta tem capacidade inicial de processamento de 2,6 mil toneladas de soja por dia.

O segmento de indústria, que conta ainda com duas fábricas em Ijuí (RS) e Cruz Alta (RS) foi responsável por um crescimento de 67,7% na receita líquida no trimestre. Já o lucro líquido foi de R$ 217,9 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 28,8%, com margem líquida de 9,1%. A empresa sediada em Santa Bárbara do Sul (RS), que fechou 2022 com 57 lojas (52 em solo gaúcho e cinco no Mato Grosso) chega, agora, a 62 unidades, que atendem o produtor na venda de insumos (sementes, fertilizantes e defensivos) e originação de grãos (soja, milho e trigo).

De acordo com o CEO da companhia, Luiz Osório Dumoncel, o ecossistema da companhia conseguiu, entre julho e setembro, mais um resultado com crescimento frente a todo um cenário desafiador, com avanço de mais de 50% de volume no acumulado anual em comparação com o ano anterior e aumento de receita líquida (+26%), lucro bruto (+26%) e lucro líquido (+15%). “Conquistamos ganho de mercado no varejo de insumos nas lojas que já tínhamos no Rio Grande do Sul, além das recentemente abertas no Sul e no Mato Grosso. Ao mesmo tempo, trabalhamos muito bem os estoques da companhia adequando-os aos novos patamares de preços. Diante do cenário de queda nos preços, menor venda de defensivos por conta da forte estiagem no Sul, conseguimos nos manter competitivos no mercado graças a nossa eficiência operacional”, afirma o empresário, por meio de nota.

A expansão para o Centro-Oeste, que começou em 2021, chegou a sete lojas e apresentou crescimento de receita líquida de 102% até setembro. Já o farelo de soja produzido na nova fábrica do Mato Grosso teve como principal destino o mercado de exportação por meio do porto de Santos, enquanto o óleo de soja foi comercializado junto às refinarias locais. A licença para produção de biodiesel foi obtido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no fim de setembro. “Seguimos firmes com o trabalho focado na entrega da melhor solução aos nossos clientes, primordialmente nesse período do ano com o produtor iniciando o plantio da soja no Rio Grande do Sul e Mato Grosso”, projeta Dumoncel. A Três Tentos é a 37ª maior empresa da região e também a 13ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Nova indústria de processamento de soja e de produção de biodiesel no Mato Grosso alavancou resultado da companhia

Di Paolo planeja investir R$ 27 milhões para expansão até o fim de 2024

Rede pretende chegar ao Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro, Goiânia e Brasília

“A expectativa é abrir dez novas casas, especialmente no interior de São Paulo, mas também há planos de chegar ao Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro, Goiânia e Brasília”, projeta Paulo Geremia, sócio-fundador da rede

A rede de restaurantes Di Paolo anuncia o lançamento de mais duas lojas “Expresso” no Rio Grande do Sul. As novas unidades entram em operação no fim de novembro no Barra Shopping, em Porto Alegre, e na BR-116, junto ao complexo Desco, em Esteio, em frente ao parque de exposições da Expointer. Com a adição dessas operações, o grupo Di Paolo agora possui oito lojas na categoria e mais 14 restaurantes de sequência, localizados em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A rede planeja investir R$ 27 milhões para expansão até o fim de 2024.

Em São Paulo, no primeiro semestre do próximo ano, serão inauguradas mais duas lojas: uma no Shopping Market Place, na capital paulista, e outra na cidade de Campinas. “A expectativa é abrir dez novas casas, especialmente no interior de São Paulo, mas também há planos de chegar ao Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro, Goiânia e Brasília”, projeta Paulo Geremia, sócio-fundador da rede. Os investimentos no modelo “Expresso” começaram em 2010, quando o restaurante de Caxias do Sul percebeu a demanda dos consumidores por uma refeição rápida, mas que mantivesse o sabor e a qualidade do Di Paolo. A partir desse insight, surgiu um novo modelo de negócio que, de acordo com Geremia, oferece a oportunidade de tornar o cardápio Di Paolo acessível a um público mais amplo.

O Di Paolo começou sua trajetória em 1994, em Garibaldi, na Serra Gaúcha, pelo sócio-fundador Paulo Geremia, que é o 12º filho de uma família de imigrantes italianos vinda em 1890 da Província de Vicenza, na região do Vêneto. Presente em 11 cidades e quatro estados, o Di Paolo possui unidades em Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Garibaldi, Gramado, Porto Alegre, Recanto Maestro e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Também possui unidades em Itapema (SC), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Sorocaba (SP) e São José dos Campos (SP). Ainda possui seis lojas Expresso Di Paolo, com um cardápio que possibilita a montagem do prato com as opções da sequência Di Paolo para as refeições do dia a dia, instaladas em shoppings do Rio Grande do Sul.

Rede pretende chegar ao Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro, Goiânia e Brasília

Lucro da Kepler Weber quase dobra no terceiro trimestre

Retomada dos projetos do segmento de fazendas favoreceu resultados

No entanto, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e no acumulado anual, a queda no lucro é de mais de 40%

A Kepler Weber fechou o terceiro trimestre com crescimento de 99,6% no lucro líquido, totalizando R$ 66,6 milhões ante os R$ 33,5 milhões alcançados entre abril e junho deste ano. É o melhor resultado de 2023 e o segundo melhor da história da companhia. No entanto, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e no acumulado anual, a queda no lucro é de mais de 40% (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). “Observamos uma melhora na dinâmica do agronegócio no Brasil, principalmente pela retomada dos projetos no segmento de fazendas, logo após o anúncio do maior PCA (Programa para Construção e ampliação de Armazéns) da história”, informa o comunicado da diretoria ao mercado.

Ao longo do trimestre, a companhia atingiu receita líquida de R$ 405,6 milhões, 44,2% maior que o registrado no ciclo anterior, quando a empresa reportou receita de R$ 281,2 milhões. “A empresa demonstrou um crescimento sólido”, destaca o comunicado, com Ebitda de R$ 88,3 milhões, 64,1% maior que o segundo trimestre do ano (R$ 53,8 milhões), “reflexo do nosso compromisso com a eficiência operacional e a gestão cuidadosa dos custos. Em um ambiente desafiador, manter uma margem Ebitda sólida é essencial para o crescimento e a sustentabilidade da empresa”.

Fazendas
O segmento, que representa cerca de 30% da receita da empresa, fechou o trimestre com aumento de 76,3% no faturamento, quando comparado com o segundo trimestre de 2023. A Kepler Weber aponta a “sazonalidade favorável” e o impacto do PCA, que levou a liberação de “diversos pedidos que estavam represados no primeiro semestre”.A receita líquida de fazendas fechou em R$ 145,6 milhões, 76,3% maior que os R$ 82,6 milhões do trimestre anterior. Para exemplificar a retomada, a companhia informa a “venda de dois pedidos significativos para produtores de médio porte na região do Mato Grosso no montante de R$ 22,5 milhões que representarão incremento nos faturamentos do 4T23”. Outros quatro projetos, que totalizam R$ 55,8 milhões, vão impactar a receita dos dois próximos resultados trimestrais.

Agroindústrias
O segmento registrou receita líquida de R$ 154,2 milhões no trimestre, 81% maior que reportado no segundo tri do ano (R$ 85,2 milhões). O segmento, que atende agroindústrias, cooperativas, arrozeiras e cerealistas, anuncia o fechamento de sete projetos que vão impactar a receita da companhia até o fim do primeiro semestre de 2024. “Para a região do Mato Grosso do Sul, foram vendidos para uma mesma cooperativa, o total de seis projetos que representam o montante de R$ 93,9 milhões, destes, cinco para ampliação de armazenagem em unidades existentes da região e, outro pedido referente a uma unidade nova para ampliação de capacidade de armazenagem, recebimento e expedição”, informa o comunicado. A Kepler Weber é a 133ª maior empresa da região e também a 53ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Retomada dos projetos do segmento de fazendas favoreceu resultados

Engie adquire usinas solares por R$ 3,2 bilhões

Parques solares têm uma capacidade instalada total de 545 megawatts

A Engie é a 16ª maior empresa da região e também a quinta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ

A companhia catarinense Engie anunciou, nesta segunda-feira (30), a aquisição de cinco conjuntos fotovoltaicos da Atlas Brasil por R$ 3,24 bilhões dividido entre o preço da compra (R$ 2,26 bilhões) e uma dívida no valor aproximado de R$ 971 milhões. Os parques solares têm uma capacidade instalada total de 545 megawatts (MW). A operação envolve conjuntos de usinas solares distribuídos em diversas regiões do Brasil. As unidades de Juazeiro (BA) com 120 MW, São Pedro (BA) com 54 MW, Sol do Futuro (CE) com 81 MW, Sertão Solar (BA) com 90 MW e Lar do Sol (MG) com 200 MW entraram no negócio. O fechamento da operação está sujeito à satisfação de determinadas condições precedentes negociadas entre as partes por meio do Contrato, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), dentre outras condições suspensivas usuais para operações dessa natureza.

“A aquisição de ativos em operação, com energia contratada, tornou-se uma opção atrativa para expandir nossos negócios nesse momento do mercado”, explicou Eduardo Takamori, diretor financeiro e de relações com investidores da empresa. “Este é mais um passo alinhado à execução da estratégia do Grupo Eengie de continuar crescendo em energia renovável no Brasil. A forma como conduzimos processos de aquisição é orientada por uma ampla análise de riscos, que leva em consideração os aspectos ambientais, sociais, de governança e da nossa disciplina financeira, tendo como objetivo a continuidade de geração de resultados positivos de forma sustentável”, comentou Eduardo Sattamini, diretor presidente da companhia, por meio de fato relevante. A Engie é a 16ª maior empresa da região e também a quinta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Parques solares têm uma capacidade instalada total de 545 megawatts

MRV prevê para 2024 VGV de mais de R$ 471 milhões em Santa Catarina

Construtora deve lançar seis novos empreendimentos que juntos somam quase 2,2 mil apartamentos

Quatro cidades receberão os investimentos: São José, Palhoça, Blumenau e Joinville

A MRV anunciou que lançará seis empreendimentos com um total de 2.192 apartamentos residenciais em Santa Catarina no próximo ano. O Valor Geral de Venda (VGV), sigla que significa o potencial de receita com a comercialização, considerando-se a soma de todas as unidades, será de R$ 471,2 milhões. Boa parte delas estão enquadradas no programa “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV). Quatro cidades receberão os investimentos: São José, Palhoça, Blumenau e Joinville.

Em São José, o condomínio Flores de Évora terá 368 unidades habitacionais, com um VGV estimado de R$ 79 milhões. Palhoça receberá o residencial Flores de Gaia, com 288 apartamentos e um VGV próximo a R$ 62 milhões. Em Blumenau, haverá dois novos empreendimentos: o residencial Berger, com 580 apartamentos, e o Bamburgo, com 480 unidades. O VGV total desses lançamentos em Blumenau é de R$ 227,9 milhões. Joinville também está na lista de investimentos da MRV. Além do recém-lançado Jardim di Ávila, com 192 apartamentos, a construtora planeja dois novos residenciais para o próximo ano: o Jardim di Frankfurt, com 330 apartamentos, e o Jardim di Turim, que contará com 176 unidades. O VGV estimado desses empreendimentos ultrapassa R$ 102 milhões.

Além da estimativa de vendas, a construtora prevê R$ 6,250 milhões em ações de contrapartida que beneficiam toda a comunidade do entorno dos empreendimentos, divididos entre as cidades que receberão as construções. Gian Tagliari, gestor comercial da MRV em Santa Catarina, explica que a MRV está atenta ao aquecimento do mercado, bem como ao crescimento populacional de Santa Catarina, conforme mostrou o censo mais recente. “A alta demanda por moradias na região, combinada ao alto índice de empregabilidade e renda formal, cria um cenário propício para os lançamentos de produtos diferenciados que atendem às necessidades de parte considerável da população catarinense”, ressalta. O gestor de desenvolvimento imobiliário da MRV em Santa Catarina, Roque Bohnenberger Junior, lembra que o déficit habitacional no estado gira na casa das 200 mil habitações e que a MRV atua para atender este público, que tem oferta cada vez mais limitada no estado em razão da supervalorização de imóveis.

Construtora deve lançar seis novos empreendimentos que juntos somam quase 2,2 mil apartamentos

Grupo JBS pretende investir R$ 15 bilhões no Brasil

Anúncio foi feito durante a inauguração de duas novas fábricas no Paraná

Num terreno de 257 mil metros quadrados, com 54 mil de área construída, o centro fabril em Rolândia (PR) emprega 4.500 colaboradores e permitirá à Seara avançar em sua estratégia de expansão em produtos de valor agregado

A JBS planeja investir R$ 15 bilhões até 2026 para a expansão de suas operações no Brasil, afirmou o CEO Global Gilberto Tomazoni, na sexta-feira (27), durante a inauguração das duas novas fábricas em Rolândia, norte do Paraná. “O Grupo J&F anunciou o investimento de R$ 38 bilhões até 2026. Quero dizer que nós da JBS estamos com um projeto de dupla listagem. Se esse projeto for bem-sucedido, esse aporte não será de R$ 38 bilhões, mas sim de R$ 50 bilhões no Brasil até 2026. Além disso, serão 50 mil postos de trabalho adicionais até 2026”, detalhou Tomazoni. Desse total de novos empregos, serão 20 mil somente na JBS.

A J&F Investimentos, controladora da companhia e de empresas como J&F Mineração, Eldorado Brasil, PicPay, Flora, entre outras, havia anunciado no começo deste mês um total de investimentos de R$ 38 bilhões, incluindo R$ 3 bilhões da JBS. Com essa contribuição adicional da companhia, no valor de R$ 12 bilhões, seu aporte total chega a R$ 15 bilhões e o da J&F soma R$ 50 bilhões, com a abertura de 50 mil vagas. O anúncio do investimento de R$ 15 bilhões foi feito em evento de inauguração em Rolândia com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento e Indústria, Geraldo Alckmin. Em Rolândia, Alckmin destacou as novas fábricas da JBS em Rolândia como exemplos da neoindustrialização, com inovação e sustentabilidade. “É um complexo industrial dos maiores do mundo, na ponta da tecnologia.” O vice-presidente falou da satisfação de estar na “inauguração de uma grande indústria uma empresa com 4.500 colaboradores, que pode chegar a 6 mil”.

O acionista Wesley Batista destacou o momento favorável de investir no Brasil: “Olhando para nosso grupo todo, somos, atualmente, 180 mil pessoas no Brasil – sendo a maior empregadora do país -, e 280 mil colaboradores ao redor do mundo, com 500 fábricas. Chegamos à conclusão de que o Brasil é um país extraordinário, com potencial gigantesco”, afirmou Wesley. Para ele, “quando olhamos para outros lugares, não encontramos fácil ao redor do mundo situações como temos no Brasil. Por isso, estamos superotimistas. Acredito que o Brasil voltou e é a bola da vez. Definitivamente, vamos ver o Brasil de novo decolando. Estamos muito otimistas”.

Fábricas em Rolândia
Num terreno de 257 mil metros quadrados, com 54 mil de área construída, o centro fabril em Rolândia (PR) emprega 4.500 colaboradores e permitirá à Seara avançar em sua estratégia de expansão em produtos de valor agregado, em particular no segmento de empanados de frango, em que já detém mais de 30% de participação de mercado, e também no de salsichas, para o qual tem planos ambiciosos. O governador do Paraná, Ratinho Jr., agradeceu os investimentos e relacionou as novas unidades de Rolândia ao foco do estado em ser “o supermercado do mundo”, pela dedicação diária em transformar o Paraná no estado com “a maior capacidade de industrializar aquilo que produz em sua terra”. A expansão de Rolândia reforça o posicionamento da JBS no estado do Paraná, que já representa um polo importante para as atividades da companhia, onde conta com 14 mil colaboradores.

Anúncio foi feito durante a inauguração de duas novas fábricas no Paraná

JBS inaugura duas fábricas de alimentos no Paraná

Com investimento de R$ 1 bilhão, complexo industrial em Rolândia chega a 4.500 colaboradores

A nova planta da JBS na cidade de Rolândia será a mais automatizada da Seara no Brasil e uma das mais modernas da JBS em todo mundo

A JBS inaugurou nesta sexta-feira (27) duas fábricas no complexo industrial na cidade de Rolândia, norte do Paraná. Ocupando um terreno de 257 mil metros quadrados, com 54 mil de área construída, o centro fabril emprega 4.500 colaboradores e permitirá à Seara avançar em sua estratégia de expansão em produtos de valor agregado, em particular no segmento de empanados de frango, em que já detém mais de 30% de participação de mercado, e também no de salsichas, para o qual tem planos ambiciosos. As unidades automatizadas são das mais modernas da marca no país e fazem parte do plano de investimentos anunciado pela JBS em 2019, no valor de R$ 8 bilhões.

“A entrega da expansão desse complexo é bastante significativa para os negócios da JBS e da Seara no Brasil e no mundo. Não só por se tornar uma das plantas mais modernas de nossa produção no país, mas porque representa mais um passo da acertada estratégia de investimentos de longo prazo em nossa plataforma multiproteínas, muito focada em alimentos de alto valor agregado. Seja qual for o produto, queremos oferecer inovação e qualidade para conquistar a preferência do consumidor”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.

Nos últimos dois anos, a JBS vem fortalecendo sua posição em produtos de alto valor agregado. Por exemplo, nos mercados europeu e americano, com as aquisições das marcas Sunnyvalley, Pilgrim’s Food Masters e King’s Group, assim como com a construção da fábrica de especialidades italianas da Principe em Missouri, nos Estados Unidos. A expansão do complexo industrial de Rolândia é parte dessa iniciativa. Em março deste ano, uma das fábricas no complexo de Rolândia entrou em operação. Na ocasião, houve o lançamento da nova linha de frangos empanados da Seara. Agora, nesta segunda etapa, a empresa vai mudar o seu patamar no mercado de salsichas.

“Vamos ampliar nossa capacidade de produção de salsichas. A longo prazo, vamos aumentar nosso portfólio e desafiar o mercado a crescer conosco também nesse segmento, como já estamos fazendo com o de empanados de frango. Tudo isso graças à alta tecnologia embarcada nessa planta”, afirma João Campos, CEO da Seara. Antes das novas fábricas, o complexo industrial abrigava cerca de 3.800 funcionários. Com a expansão realizada em 2023, já estão em operação três linhas de produção, sendo duas de empanados e uma de salsichas, acrescentando 700 novos empregos. A planta tem capacidade para expandir ainda mais, contemplando mais sete linhas de empanados e três de salsicha. Essa ampliação será definida de acordo com o crescimento do negócio e a demanda de mercado. Quando isso ocorrer, a unidade chegará a 6 mil empregados.

A produção de salsichas a partir da nova fábrica da JBS em Rolândia será em uma área dedicada de 23 mil metros quadrados. A nova planta da JBS na cidade de Rolândia será a mais automatizada da Seara no Brasil e uma das mais modernas da JBS em todo mundo, compatível com padrões globais de segurança sanitária. Além de responder pelo segundo maior forno de cozimento e defumação de salsichas do mundo (o primeiro fica na Romênia), a fábrica também contará com robôs para as esteiras de produção e de embalagem. Além disso, está habilitada para uso de inteligência artificial e armazenamento de dados em nuvem.

A fábrica também já nasce com protocolos de sustentabilidade, como coleta de águas pluviais, utilização de veículos elétricos para trânsito interno, geração de energia solar no estacionamento dos veículos e reaproveitamento dos resíduos de celulose do processo industrial para transformação em combustível e/ou compostagem, entre outras soluções. A expansão de Rolândia reforça o posicionamento da JBS no estado do Paraná, que já representa um polo importante para as atividades da Companhia. Conforme pesquisa recente realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) via Nereus (Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo), a JBS, junto com usa cadeia produtiva, movimenta 1,6% do PIB paranaense e contribui para a geração de 2,1% dos empregos no estado. As fábricas paranaenses da Seara contam atualmente com 14 mil colaboradores e mais de R$ 800 milhões em geração de renda, ao ano, considerando somente a folha de pagamento.

Com investimento de R$ 1 bilhão, complexo industrial em Rolândia chega a 4.500 colaboradores