O papel aceita tudo

E é por isso que os drones de entrega da Amazon ainda não decolaram

O drone de entrega da Amazon é um caso típico de inovação que ainda não saiu do papel porque a realidade impõe obstáculos imprevisíveis, quando não intransponíveis

Dois mil e vinte e três traz consigo uma efeméride incômoda para uma das mais bem-sucedidas empresas deste século, a Amazon. Completa-se neste ano uma década do anúncio do lançamento do serviço de entregas por drones da varejista digital, que funciona a pleno vapor apenas em College Station, município do Texas de 120 mil habitantes, e em praticamente nenhum outro lugar. Um caso típico de inovação que ainda não saiu do papel porque a realidade impõe obstáculos imprevisíveis, quando não intransponíveis. Quais obstáculos? O New York Times esclarece: “Apenas um item pode ser entregue por vez. Ele não pode pesar mais de 2,26 quilos. Nem ser grande demais (…) nem quebrável, já que o drone libera o item a uma distância de 3,6 metros do chão. Os drones não podem voar quando está muito quente, ou ventando demais, ou chovendo bastante”. Parece pouco? A lista de restrições vai além: “Você precisa estar em casa para determinar o lugar onde a entrega deve pousar e garantir que ninguém pegue sua encomenda, ou que ela role para o meio da rua”. Que tal pousá-lo no quintal, então? Ótimo, “a não ser que ele tenha árvores”.

Como bem escreveram dois pesquisadores 20 anos atrás (ou seja, 10 antes de a Amazon falar em drones entregadores), implementar ideias é lidar com detalhes, justamente aqueles nos quais costuma residir o diabo, como sugere o título de seu artigo (amostra aqui). À luz do que prescrevem ambos, além de outras fontes consultadas por este blogueiro, os problemas enfrentados pela empresa de Jeff Bezos parecem perfeitamente normais e contornáveis, desde que a companhia siga algumas recomendações. A primeira: desistir da perfeição. É preciso testar ideias iniciais, como aparentemente está ocorrendo na tal cidade texana. A segunda: a execução é diferente da rotina operacional, pois exige um líder que deve ser respaldado, incentivado e motivado. Terceira: a implantação será melhor se o planejamento contiver cenários (“e se…?”) e especificar o “como fazer”. Pois daí poderá se valer de pontos de checagem (teste de mercado, vendas do primeiro mês, aprovação do órgão regulador etc.) nos quais as premissas contidas no PowerPoint serão confrontadas com a realidade.

A rigor, o relativo fracasso do serviço de entregas por drones da Amazon só virou pauta da mídia porque foi vendido pela empresa como uma ficção científica a ser tornada realidade, num caso típico de overpromise. Nada muito diferente do que se falou a respeito de carros autônomos, metaverso, inteligência artificial e todas as outras novidades do Vale do Silício, como relembra a matéria do Times. Daí que uma quarta recomendação pudesse ser acrescentada ao rol do antepenúltimo parágrafo: cau-te-la. Ela pode não ser exatamente uma mobilizadora das paixões corporativas no rumo da concretização de planos, mas ao menos evita que, uma vez as coisas fracassando, não virem motivo de chacota por aí.

E é por isso que os drones de entrega da Amazon ainda não decolaram

Intraempreendedorismo: um motor para seus negócios

Funcionários têm a liberdade para buscar oportunidades de inovação

Apesar do intraempreendedorismo se popularizar cada vez mais, menos de 1% dos colaboradores atuam como intraempreendedores no Brasil

Você já ouviu falar em intraempreendedorismo? Esse conceito vem sendo muito debatido nas empresas, especialmente em corporações inseridas no ambiente de inovação. Em resumo, o intraempreendedorismo representa a capacidade dos funcionários de atuarem como empreendedores dentro de suas organizações. Ou seja, na prática, os colaboradores não apenas desempenham suas funções de maneira tradicional, mas também têm a liberdade para buscar oportunidades de inovação e melhorias dentro das empresas.

Apesar de ser um conceito que vem se popularizando cada vez mais, menos de 1% dos colaboradores atuam como intraempreendedores no Brasil, de acordo com o GEM (Global Entrepreneurship Monitor). Esse é um número muito baixo comparado aos 8% de países como Reino Unido e Austrália. Portanto, se trata de uma tendência que ainda precisamos inserir com mais força no dia a dia dos negócios. Mas como podemos melhorar este número e implementar o intraempreendedorismo?

O começo para tudo isso é a autonomia. Quando os funcionários têm a liberdade de tomar decisões e agir de maneira independente, eles se sentem mais engajados em seus projetos. Essa autonomia permite que eles identifiquem problemas, encontrem soluções criativas e implementem mudanças sem a necessidade de aprovações constantes. Além disso, a autonomia estimula a criatividade, que pode levar a soluções inovadoras que podem melhorar a eficiência operacional e a qualidade dos produtos ou serviços. A inovação impulsionada pelo intraempreendedorismo pode abrir novas oportunidades de mercado e expandir os negócios. Novos produtos ou serviços podem gerar receita adicional e aumentar a competitividade da empresa.

Ou seja, estamos falando aqui de um aspecto muito importante, que vai além da inovação de processos. Estamos falando em aumento de produtividade, maior retenção de talentos e maior possibilidade de geração de lucro. Afinal, qual negócio não está interessado em gerar mais receita? Portanto, as empresas que desejam se manter competitivas e relevantes no mercado devem abraçar o intraempreendedorismo e promover a autonomia como um pilar fundamental.

Funcionários têm a liberdade para buscar oportunidades de inovação

Porto de Itajaí prevê voltar operar contêiner no início de 2024

Antaq está analisando recursos administrativos e deve declarar a vencedora nos próximos dias

Porto de Itajaí está há praticamente um ano sem movimentar contêiner

O superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, disse que a previsão é que as operações de navios de contêiner no porto sejam retomadas no início de 2024. Ele participou, de forma virtual, da reunião da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias (Fiesc), nesta quinta-feira, dia 16. O porto está há praticamente um ano sem operar contêiner e aguarda a definição, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da empresa vencedora do processo de arrendamento transitório do Porto (contrato de dois anos). Após as desclassificações da primeira e segunda colocadas, em 2 e 20 de outubro, a comissão de licitação da Antaq convocou o terceiro lugar, a Teconnave Terminal de Contêineres, de Navegantes, que foi a empresa que apresentou a terceira maior proposta, com o montante de 35.000 TEUs/mês. Veiga explicou que a primeira, a segunda e a quarta colocadas ingressaram com recursos administrativos. Então, no momento, a comissão está analisando os recursos e, nos próximos dias, vai declarar a finalização do processo com a vencedora.

“Conversei, na terça-feira à tarde, com o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery, e ele pontuou a extrema prioridade que a agência tem concedido ao assunto. Esperamos que, ainda neste mês, seja possível assinar com a vencedora para já iniciar o processo de alfandegamento do terminal de contêineres”, declarou. Ele ressaltou que esse processo tende a ser rápido porque o sistema de segurança e outros equipamentos já estão instalados (foram doados pela APM Terminals, antiga operadora do terminal). “Esperamos já no início de 2024, ou seja, daqui a 45 dias, operar navios de contêineres”, prevê. Outro assunto abordado foi a execução da segunda etapa da bacia de evolução do porto, que permitirá receber navios de 400 metros de comprimento. O superintendente informou que essa obra será feita pelo arrendatário definitivo (contrato de 35 anos). Ele afirmou também que a draga que fará a manutenção da profundidade do canal de acesso e da bacia de evolução chega hoje e vai trabalhar pelo menos 45 dias para alcançar a profundidade contratada.

Reflexos em Imbituba
A situação de Itajaí tem afetado a operação de outros portos, como é o caso de Imbituba, que passou a receber um elevado número de contêineres. Com isso, houve morosidade no atendimento e na liberação das cargas. Na reunião da Fiesc, Marco Antônio, diretor de planejamento operacional da Santos Brasil, que opera o terminal de contêineres de Imbituba, explicou que, entre os desafios que geraram morosidade, estão: o processo documental de liberação de mercadoria, o excesso de contêineres que pressionou a estrutura de movimentação e o transporte de cargas. Apesar disso, ele salientou que o terminal “nunca deixou de entregar uma carga” e que tem mais de 40 funcionários do terminal de Santos que estão trabalhando em Imbituba para dar celeridade. Na reunião, ficou definido que a Fetrancesc e a Santos Brasil vão reunir-se para buscar uma solução para a questão do transporte. A Fiesc solicitou a elaboração de um relatório sobre a situação e se colocou à disposição para mobilizar a indústria para a solução do entrave.

Antaq está analisando recursos administrativos e deve declarar a vencedora nos próximos dias

Empresas do PR e de SC se unem para investir no litoral catarinense

A partir de Porto Belo, GT Home e ABC projetam lançar empreendimentos imobiliários inovadores em todo o litoral

Os sócios Geninho Thomé e Thiago Cabral têm expectativa de movimentar R$ 800 milhões já na primeira fase do lançamento da GT Home & ABC

O lançamento da joint venture formada pela GT Home, empresa da GT Company, do empresário paranaense Geninho Thomé e pela ABC Empreendimentos, dos catarinenses Thiago Cabral e Abelardo Beligno, acontece nesta terça-feira (14), em evento exclusivo para convidados, em Itapema (SC). As empresas estão investindo forte no litoral catarinense. Juntas, elas já somam um landbank (banco de terrenos) com mais de 15 milhões de metros quadrados no litoral catarinense, sendo 260 mil metros quadrados de terrenos de frente mar (com valor estimado de R$ 8 bilhões), onde está o metro quadrado mais caro e mais promissor do país.

A partir de Porto Belo (SC), a joint venture quer lançar empreendimentos imobiliários inovadores em todo o litoral. Durante o evento, a GT Home & ABC apresenta o “Lagom”, um grandioso empreendimento imobiliário com investimento de R$ 1,3 bilhão. Atualmente, Lagom é o maior alvará de construção em todo o estado de Santa Catarina. Serão 276 mil metros quadrados de edificações, com mais de 30 mil metros quadrados de áreas de lazer aberto e serviços, construídos numa área única. O empreendimento garante a preservação de mais de 60 mil metros quadrados de natureza na orla de Porto Belo.

Os sócios têm expectativa de movimentar R$ 800 milhões já na primeira fase do lançamento da GT Home & ABC. “Oferecer inovação e qualidade de vida para as pessoas é um objetivo convergente entre as duas empresas. A partir dessa união, surgem projetos incríveis e inimagináveis, como o Lagom, que antes parecia impossível nas praias do litoral catarinense”, diz o CEO da ABC Thiago Cabral. Para Geninho Thomé, investir no litoral catarinense é o complemento de uma conquista bem-sucedida que já estava ocorrendo no Paraná, em uma região que tem muito a oferecer em termos de qualidade de vida. “Nossa união vem do desejo de oferecer o melhor para as pessoas. E é isso que faremos”, destaca.

A partir de Porto Belo, GT Home e ABC projetam lançar empreendimentos imobiliários inovadores em todo o litoral

Catarinense Bistek inaugura terceira loja no Rio Grande do Sul

Investimento foi de R$ 20 milhões

Rede catarinense abre uma unidade no Pátio Guadix, shopping da zona sul de Porto Alegre, e planeja mais duas para o próximo mês

O Bistek Supermercados, rede catarinense que chegou ao Rio Grande do Sul em 2020, inaugura nesta quinta-feira (16) mais uma unidade em Porto Alegre, desta vez, no Pátio Guadix, zona sul da cidade. Com um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões, a operação vai gerar 150 empregos diretos. O empreendimento terá 175 vagas de estacionamento e 17 pontos de check-out. Ainda neste semestre, serão inauguradas mais duas unidades, uma em Sapiranga, Grande Porto Alegre, e outra na Avenida Nilo Peçanha, na capital gaúcha. No estado gaúcho, o Bistek Supermercados segue no contrafluxo dos atacarejos, apostando em lojas de vizinhança e na oferta de itens frescos. Em suas lojas, o destaque fica para as carnes preparadas em frigorífico próprio e para os setores de padaria, adega e floricultura. E para garantir o abastecimento constante de suas gôndolas, também estão projetando a construção de mais um centro de distribuição no sul catarinense. 

Fundado em 1979 por uma família de imigrantes italianos na cidade de Nova Veneza (SC), o Bistek é hoje uma das marcas mais importantes do varejo Sul do país. Com 22 lojas em 13 cidades catarinenses e duas unidades no Rio Grande do Sul, em Torres e Porto Alegre, a rede de supermercados gera mais de 4,5 mil empregos e tem faturamento aproximado de R$ 1,6 bilhão por ano. O Centro Empresarial Adelino Ghislandi, em Nova Veneza, concentra as atividades de recursos humanos, administrativo e financeiro da empresa. A rede tem ainda um Centro de Distribuição com 23 mil metros quadrados às margens da BR-101 e frigorífico próprio.

Investimento foi de R$ 20 milhões

Banrisul alcança lucro líquido de R$ 567,1 milhões até setembro

O resultado reflete o crescimento da margem financeira

Os destaques na ampliação da carteira de crédito do Banrisul foram o agronegócio, financiamento imobiliário e crédito comercial para pessoa física

O Banrisul alcançou lucro líquido de R$ 567,1 milhões entre janeiro e setembro, valor 7% superior ao lucro líquido ajustado do mesmo período de 2022. O resultado reflete, especialmente, o crescimento da margem financeira, além do incremento da carteira de crédito e o aumento das receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias. A carteira de crédito do Banrisul atingiu, em setembro de 2023, o valor de R$ 52,4 bilhões, aumento de 6,8% no acumulado anual. Os destaques na ampliação da carteira foram o agronegócio, financiamento imobiliário e crédito comercial para pessoa física.

O crédito comercial pessoa física alcançou saldo de R$ 26 bilhões ao final de setembro, dos quais 77,2% são operações de crédito consignado. Já as operações de crédito comercial pessoa jurídica totalizaram saldo de R$ 8,5 bilhões ao final do mesmo mês, dos quais 77,8% são operações de capital de giro. A carteira de crédito rural atingiu saldo de R$ 10,7 bilhões, com crescimento de 36,4% em nove meses. A margem financeira entre janeiro e setembro totalizou R$ 4 bilhões, com aumento de 18,4%, trajetória que reflete, em especial, crescimento mais expressivo das receitas com juros frente ao aumento das despesas com juros.

O crescimento das receitas está relacionado à ampliação do volume médio de operações de crédito e o aumento nas taxas médias praticadas, já as despesas foram impactadas, principalmente, pela elevação da taxa Selic efetiva do período. O Banrisul é a 15ª maior empresa da região e também a quinta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

O resultado reflete o crescimento da margem financeira

Tupy registra receita de R$ 3 bilhões no terceiro trimestre

Lucro líquido foi de R$ 150 milhões no período

Entre julho e setembro, a demanda pelos geradores MWM cresceu cerca de 10%

A catarinense Tupy registrou uma receita total de R$ 3 bilhões no terceiro trimestre de 2023, representando um crescimento de 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A geração de caixa foi de R$ 359 milhões, aumento de 56% na comparação com o mesmo intervalo de 2022, decorrente de eficiência das operações e gestão do capital de giro. A companhia ainda concluiu o período com Ebitda ajustado de R$ 367 milhões, o maior valor já alcançado em um trimestre pela Tupy, com uma margem de 12,3%. “Estes números históricos são resultantes de importantes ações da Tupy, como a captura de sinergias entre as operações – tanto as já existentes quanto as adquiridas recentemente, redução de custos e despesas, além da implementação de melhorias para ampliar a eficiência operacional. Estes fatores nos ajudaram a mitigar os impactos cambiais e a redução de volumes”, afirma Fernando de Rizzo, CEO da Tupy. 

O lucro líquido no terceiro trimestre atingiu R$ 150 milhões, correspondente a 5% da receita líquida. O resultado foi impactado, em comparativo com o ano anterior, pelo aumento das despesas financeiras relacionadas à emissão de debêntures de R$ 1 bilhão, em setembro de 2022, para aquisição da MWM. Entre julho e setembro, a demanda pelos geradores MWM cresceu cerca de 10%. Esses produtos desempenham um papel fundamental para garantir segurança energética, atendendo prédios residenciais e industriais, indústrias, datacenters e, principalmente, serviços essenciais como hospitais. Além disso, fornecem energia em locais remotos. Situações como a vivenciada em São Paulo recentemente levaram a um aumento expressivo na procura por soluções de geração de energia alternativa no mercado. Isso resultou em um rápido esgotamento dos equipamentos disponíveis para locação no município, o que, por sua vez, impactou

A Tupy também segue investindo em sua oferta de soluções relacionadas à descarbonização, abrangendo a produção de biocombustíveis, biofertilizantes e equipamentos para utilizá-los em veículos, sistemas de irrigação e na geração de eletricidade limpa. A substituição do diesel por biometano em caminhões, geradores e bombas de irrigação tem sido bem-sucedida. Está previsto para os próximos meses, o início da operação do projeto com a cooperativa Primato, de Toledo (PR), que contribui para redução da pegada de carbono do agronegócio. Além disso, há previsão de novos projetos para utilizar resíduos sólidos como combustível alternativo em áreas urbanas. “O momento é de múltiplas oportunidades de crescimento. Investimos em tecnologias que promovem a eficiência energética e são fundamentais no processo de redução das emissões de carbono”, completa Fernando de Rizzo. A Tupy é a 26ª maior empresa da região e também a sétima maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Lucro líquido foi de R$ 150 milhões no período

Almeida Junior lança fundo de investimento imobiliário

O AJ Malls será um veículo para financiar expansões dos shoppings existentes e aquisições

A partir da abertura de capital, a empresa fez sua primeira captação junto ao mercado de R$ 317 milhões

Na segunda-feira (13), o fundador e CEO do Grupo Almeida Junior, Jaimes Almeida Junior tocou o sino da Bovespa, marcando a entrada da companhia na B3, a Bolsa de Valores do Brasil. O evento oficializa o primeiro Fundo de Investimento Imobiliário (FII) de uma rede de shopping centers de uma única empresa no Brasil, o AJ Malls. A partir da abertura de capital, a empresa fez sua primeira captação junto ao mercado de R$ 317 milhões. Os recursos serão usados para a expansão dos seis shoppings da companhia. A gestão do FII AJ Malls é da Capitânia Investimentos, com administração da XP. Para Jaimes Almeida Junior estrear no mercado de capitais com um FII listado negociado na Bovespa é um marco super importante na trajetória da empresa que vem apresentando resultados surpreendentes. “Esse é o primeiro fundo imobiliário de participação minoritária em uma rede de shopping centers do Brasil. Iniciamos os road shows do IPO em setembro e concluímos a oferta em 26 de outubro com mais de 5 mil investidores pessoas físicas e institucionais “, comemora o CEO.

O AJ Malls é uma vertical da Almeida Junior para captação de recursos junto ao mercado de capitais para investimentos da empresa em aquisições e expansões dos seus shoppings existentes, passando de 225 mil metros quadrados para 275 mil metros quadrados de área que pode ser locada. O AJ Malls contará com a participação dos seis empreendimentos da Almeida Junior, que é a maior rede de shoppings de Santa Catarina: Continente Shopping, com sede na Grande Florianópolis; Balneário Shopping, em Balneário Camboriú; Garten Shopping, em Joinville; Nações Shopping, em Criciúma; e Neumarkt e Norte Shopping, em Blumenau.

O AJ Malls será um veículo para financiar expansões dos shoppings existentes e aquisições

Empresários de SC pedem urgência no contrato de transição do Porto de Itajaí

Porto está praticamente sem movimentar contêineres há quase um ano

A Portonave está sendo diretamente afetada porque Itajaí é responsável pela dragagem do canal de acesso, que sofreu assoreamento com as chuvas recentes

O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) pede urgência na assinatura do contrato de arrendamento transitório do Porto de Itajaí. Há praticamente um ano sem movimentar contêineres, a situação já afeta a economia do município e do estado. O setor empresarial vai enviar ofício às autoridades reforçando o pedido. O tema foi deliberado pelo Cofem nesta segunda-feira (13) durante reunião em Florianópolis, com a participação de representantes da secretaria de estado de portos e aeroportos e da câmara de vereadores de Itajaí. “O porto é fundamental para Santa Catarina e tem passado por uma situação desafiadora, que afeta o complexo portuário de Itajaí e inclui a Portonave. Cada contêiner movimentado promove um giro na economia de R$ 4 mil a R$ 5 mil”, disse o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar. “Infelizmente esse dinheiro deixou de circular na economia. Na principal via de comércio da cidade já fecharam 14 estabelecimentos. Então é uma situação que afeta Itajaí, mas também a região”, explicou o secretário-adjunto de portos, aeroportos e ferrovias, Robison Coelho.

O secretário destacou, ainda, que a Portonave está sendo diretamente afetada porque Itajaí é responsável pela dragagem do canal de acesso, que sofreu assoreamento com as chuvas recentes. “E temos dificuldade financeira de fazer esse custeio em virtude de tudo o que está acontecendo”, completou, lembrando que Itajaí está sem operar contêiner desde dezembro de 2022. “Estamos passando por uma etapa burocrática no edital e precisamos garantir a assinatura do contrato transitório o mais rápido possível”, disse o vereador de Itajaí, Beto Cunha, que, na reunião, representou a câmara municipal. Ele informou que, após a assinatura, a operação efetiva pode levar seis meses para se iniciar por conta dos ajustes operacionais e burocráticos, como o processo de alfandegamento. “Hoje, Itajaí tem o maior índice de inadimplência do estado e as empresas não conseguem crédito por conta do endividamento”, revelou Hélio Dagnoni, presidente da Fecomércio. Segundo ele, em 31 de dezembro de 2022, Itajaí tinha 7.660 CNPJs ativos, mas hoje são 6.317, ou seja, houve uma baixa de 1.343 empresas em menos de um ano.

Entenda o processo
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) está conduzindo o processo transitório de licitação para as empresas interessadas em explorar o terminal de contêineres para retomar as operações do terminal provisoriamente (por dois anos) até a conclusão do processo de arrendamento definitivo, que será de 35 anos. Após as desclassificações da primeira e segunda colocadas, em 2 e 20 de outubro, a Comissão Permanente de Licitação de Concessões e Arrendamentos (CPLA) convocou o terceiro lugar, a Teconnave Terminal de Contêineres, de Navegantes, que foi a empresa que apresentou a terceira maior proposta, com o montante de 35.000 TEUs/mês. Segundo a Antaq, foi fechado em 7 de novembro o prazo para recurso. A data para homologação do resultado do procedimento simplificado cabe, agora, à diretoria.

Porto está praticamente sem movimentar contêineres há quase um ano

Grupo Krona compra Linear

O valor do negócio não foi informado pelas empresas

Fabricante de ralos de Blumenau poderá elevar em 10% o faturamento da companhia de Joinville

O Grupo Krona, de Joinville, concluiu sexta-feira (10) a aquisição da Linear, fabricante de ralos, de Blumenau. O valor do negócio não foi divulgado pelas partes. Em maio a Krona já havia adquirido a Viqua, que produz torneiras plásticas. O Grupo Linear é um dos um dos líderes de mercado no segmento de ralos. A aquisição faz parte de um movimento da empresa, que busca aumentar as vendas diretas para construtoras. Hoje, apenas 15% das vendas da Krona são para este público. A expectativa é que a compra eleve em 10% o faturamento do grupo, passando de R$ 2 bilhões neste ano para R$ 2,2 bilhões em 2024. O valor do negócio não foi informado pelas empresas.

Além das aquisições da Viqua e da Linear, o Grupo Krona investiu em 2023 mais de R$ 100 milhões em lançamento de novos produtos, avanços tecnológicos e ampliações nas unidades. Na semana passada, a empresa anunciou a inauguração de uma nova fábrica dedicada às linhas para água fria, esgoto e elétrica em Aparecida de Goiânia (GO). Para Júlio Grein, diretor comercial da Krona, o cenário macro traz “um certo grau de otimismo”, por causa da importância dada pelo governo para

O valor do negócio não foi informado pelas empresas

Randoncorp registra receita de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre

No acumulado do ano, a companhia faturou R$ 8,3 bilhões

Entre os fatores que contribuem para o resultado trimestral, está a continuidade da boa demanda do mercado de semirreboques

A Randoncorp registrou receita líquida consolidada de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre. No acumulado do ano, a companhia faturou R$ 8,3 bilhões, valor que representa estabilidade na comparação dos nove primeiros meses de 2022, mesmo em um ano com forte retração de volumes em um dos principais mercados de atuação da empresa (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). Considerando o contexto de mercado complexo e competitivo, com queda nos volumes e receitas associadas ao mercado de caminhões e cenário internacional desafiador, o CFO da Randoncorp, Paulo Prignolato, explica que o desempenho foi fruto da estratégia de negócios. “Estamos conseguindo enfrentar e superar esses desafios pela resiliência das nossas empresas e pela nossa diversificação de mercados, geografias e portfólios, que além de contribuírem para os resultados positivos, nos permitem seguir executando nosso plano estratégico”, destaca.

Entre os fatores que contribuem para o resultado trimestral, estão a continuidade da boa demanda do mercado de semirreboques, suportada pelo setor agrícola e avanço de outros segmentos – como o de tanques de combustíveis –, e a boa performance do mercado de reposição, tanto em receita quanto em volumes de vendas. O agronegócio tem contribuído de maneira ainda mais intensa nos negócios da Randoncorp. Dois exemplos disso foram registrados no trimestre. Com a retomada das vendas de semirreboques basculantes e graneleiros, o setor representou 64% da receita da vertical Montadora, um avanço de sete pontos percentuais na comparação com o segundo trimestre deste ano. Já na vertical Autopeças, a unidade Castertech Fundição e Tecnologia registrou avanço de 1,3 ponto percentual na receita líquida oriunda do mercado agrícola, se comparado com o terceiro trimestre de 2022.

As receitas do mercado externo, que reúnem os valores de exportações com as vendas realizadas pelas unidades localizadas fora do Brasil, somaram US$ 119,1 milhões no terceiro trimestre, representando 20,1% da receita líquida consolidada. No acumulado de 2023, este indicador atingiu US$ 385,4 milhões, 15,5% superior ao mesmo período de 2022, favorecido pelo acréscimo das receitas das operações Hercules, nos Estados Unidos, e Juratek, no Reino Unido. A RandonCorp é a 21ª maior empresa da região e também a sétima maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

No acumulado do ano, a companhia faturou R$ 8,3 bilhões

JBS estuda fábrica de biodiesel e de suíno no Paraná

Unidades devem ampliar contribuição da empresa para a economia do estado

Ratinho Jr. discutiu possibilidades com executivos da JBS em São Paulo

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr., e executivos da J&F Investimentos e da JBS se reuniram na semana passada, em São Paulo, para discutir o avanço de mais investimentos no estado. A principal pauta foi a viabilidade da instalação de uma fábrica de biodiesel e de uma nova planta de suínos em áreas de menor IDH no Paraná. Os projetos se encaixam em duas metas do estado, disse o governador: consolidar o Paraná como supermercado do mundo e avançar em iniciativas marcadas pela sustentabilidade, como as usinas de biocombustíveis que já existem na região de Maringá e de Lapa, área metropolitana de Curitiba.

Ainda não há estimativas de valores para os projetos. Vale lembrar que o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, disse recentemente na inauguração de duas fábricas de empanados e salsichas em Rolândia (PR) que a companhia tem planejados R$ 3 bilhões de investimentos no país e, se aprovada a operação de dupla listagem no Brasil e nos Estados Unidos, os aportes da JBS no Brasil até 2026 poderão totalizar R$ 15 bilhões.

Há cerca de três semanas, Ratinho Jr. apresentou a demanda por uma nova unidade de suínos em seu discurso em Rolândia. “Temos toda a expertise para isso. E mais, com sustentabilidade. As granjas de suínos podem produzir biogás, mais uma renda para o produtor”, disse o governador na ocasião. Ele também definiu o Paraná como “central logística da América do Sul”. Maior indústria de alimentos do Brasil, a JBS movimenta sozinha R$ 19 bilhões na economia estadual, dada a atividade de seus mais de 14 mil colaboradores no Paraná e o volume estimado de R$ 7,4 bilhões em geração de consumo interno. Se confirmadas as novas plantas, as cadeias produtivas ligadas à companhia vão ultrapassar facilmente o 1,6% de participação que já representam no PIB do estado, segundo mostrou um estudo recente da Fipe, da USP.

Unidades devem ampliar contribuição da empresa para a economia do estado

Com crescimento de 26%, São Francisco do Sul se consolida como maior porto de SC

O recorde histórico do porto do Norte do estado foi impulsionado pela supersafra de soja e milho

Nos últimos cinco anos, o Porto de São Francisco do Sul aumentou em 30% a participação na movimentação de cargas da região Sul do Brasil

São Francisco do Sul é o porto que mais movimentou carga em Santa Catarina em 2023 (12,4 milhões de toneladas), ultrapassando os terminais portuários privados Portonave (11,5 milhões) e Itapoá (8,3 milhões). Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no início de novembro e se referem ao período de janeiro a setembro deste ano. São Francisco também lidera no crescimento do volume de cargas entre os portos catarinenses: aumento de 26% com relação ao mesmo período de 2022, quando movimentou 9,8 milhões de toneladas. Na sequência, seguem Portonave (+21,6%) e Itapoá (+13,3%). O recorde histórico do porto do Norte do Estado foi impulsionado pela supersafra de soja e milho, já que a exportação destes grãos para a China chegou a 7,5 milhões de toneladas em 2023.

“Os investimentos realizados ao longo do ano foram essenciais para o escoamento das cargas, como a abertura de novo acesso para os caminhões e a revitalização dos locais de embarque e desembarque de mercadorias”, explica o presidente do Porto, Cleverton Vieira. Ele acrescenta que, nos três primeiros trimestres, as cargas de São Francisco representaram 27% do total movimentado pelos cinco portos do Estado (46,2 milhões de toneladas). “Contamos com uma infraestrutura eficaz e moderna, que nos permite movimentar grandes volumes de cargas de forma segura e ágil”, afirma Vieira.

Nos últimos cinco anos, o Porto de São Francisco do Sul aumentou em 30% a participação na movimentação de cargas da Região Sul do Brasil, de acordo com informações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). As 12,4 milhões de toneladas que passaram pelo porto catarinense representam 9,2% do total movimentado este ano pelos terminais portuários de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul (135 milhões de toneladas). Em 2019, a participação de São Francisco na Região Sul era de 7,1%. 

O recorde histórico do porto do Norte do estado foi impulsionado pela supersafra de soja e milho

Paranaense Coopertradição investe R$ 700 milhões em indústria

Empreendimento da cooperativa terá capacidade inicial para esmagar 2 mil toneladas de soja por dia

A área total da nova indústria será de aproximadamente 600 mil metros quadrados

Um novo investimento para impulsionar o agronegócio paranaense será implantado em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná. A Cooperativa Agropecuária Tradição (Coopertradição), com matriz no município, realizou a solenidade de início da construção de uma indústria de farelo e óleo de soja com investimento que chega a R$ 700 milhões na primeira fase. Serão gerados 400 empregos diretos e indiretos. O empreendimento conta com o apoio Estado e uma das ações é do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que participa com R$ 34 milhões de financiamento, com recursos das linhas Prodecoop e PCA.

A unidade industrial, que segundo a cooperativa será uma dos mais tecnológicas do Paraná nesta área, integra uma série de investimentos recentes no Estado no setor agroindustrial, a exemplo da esmagadora de soja da C.Vale, em Palotina. Hoje, apenas 20% da soja produzida no Sudoeste é industrializada. Com sua nova indústria, a Coopertradição, criada em 2009 e com 3 mil cooperados, possibilitará ampliar em 25% o beneficiamento do grão, o que elevará para mais de 40% o índice de industrialização na região. “Há uma expectativa muito boa sobre o que pode ser feito aqui. Temos um cooperativismo importante no setor agropecuário e que pode ampliar a rentabilidade com a agregação de valor”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, na ocasião. Segundo o presidente da Coopertradição, Julinho Tonus, a terraplanagem da obra já está concluída. “A previsão é de que entre o final de 2025 e o início de 2026 ela esteja concluída”, disse.

A área total da nova indústria será de aproximadamente 600 mil metros quadrados, com capacidade produtiva prevista em 2 mil toneladas por dia, que pode chegar a 3.200 toneladas com a expansão do projeto. A capacidade estática de armazenamento é projetada em 190 mil toneladas de soja em dois armazéns, além de 60 mil toneladas de farelo. A indústria também contará com tecnologia 4.0, inteligência artificial, processos 100% automatizados, além de diversas iniciativas de sustentabilidade, como fonte de energia renovável.

Empreendimento da cooperativa terá capacidade inicial para esmagar 2 mil toneladas de soja por dia

SIM terá postos com a bandeira Petronas em São Paulo

Estações serão instaladas até meados do ano que vem

“Essa iniciativa de colaboração é uma oportunidade única para estarmos inseridos no mercado paulista”, destaca Neco Argenta (na foto, o terceiro da esquerda para a direita)

As Empresas SIM firmaram parceria no sábado (4) com a Petronas para trazer ao país a tecnologia internacional de combustíveis da marca (foto acima). O local escolhido foi São Paulo (SP). Inicialmente, serão de três a cinco estações no eixo Campinas – São Paulo sob a bandeira Petronas. Para isso, a Petronas realizou pesquisas de mercado para entender os hábitos de consumo no estado de São Paulo, observando fatores de decisão de compra, abertura para uma nova marca entrante e desejo de experimentar a marca no varejo de combustíveis. É possível observar a relevância do estado, que representa aproximadamente 40% do consumo no Brasil.

Segundo Neco Argenta, presidente das Empresas SIM, a parceria vem do alinhamento entre os valores das duas companhias. “Essa iniciativa de colaboração é uma oportunidade única para estarmos inseridos no mercado paulista. Esperamos criar uma parceria sinérgica com a Petronas, aproveitando os pontos fortes e a experiência de cada um”, explica. A expectativa é que os primeiros três a cinco locais piloto sejam inaugurados até junho de 2024, gerando entre 80 e 100 empregos diretos. O grupo, fundado em 1985 pelos irmãos Neco e Deunir Argenta, em Flores da Cunha (RS), é composto por oito empresas. A SIM é a 40ª maior empresa da região e também a 15ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Estações serão instaladas até meados do ano que vem