Paraná firma acordo com a LG para receber nova fábrica no Brasil

A instalação da unidade está ligada ao objetivo de estabelecer um sistema de produção local aliado à estratégia de comercializar produtos premium

Conhecida pela fabricação de eletrodomésticos de alta qualidade, a LG pretende agora redirecionar mais investimentos para os produtos da chamada linha branca, como refrigeradores

A multinacional sul-coreana LG Electronics escolheu o Paraná como local para a instalação da sua segunda fábrica no Brasil. O acordo que prevê a instalação da nova linha industrial na cidade de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, foi celebrado na sexta-feira (23) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e o presidente global de eletrodomésticos e soluções de ar-condicionado da empresa, Jaecheol Lyu. Chamado de Memorando de Entendimento (MoU), o documento é um protocolo de intenções assinado entre as partes marca a etapa que antecede o processo de instalação da fábrica, pelo qual o governo estadual e a LG Electronics se comprometem em estabelecer esforços conjuntos para facilitar o início da operação. Detalhes mais específicos, como valores de investimento e cronograma da obra, ainda serão definidos.

Com operações no Brasil há mais de 27 anos, a empresa já possui uma fábrica na Zona Franca de Manaus (ZFM), no Amazonas. Conhecida pela fabricação de eletrodomésticos de alta qualidade, a LG pretende agora redirecionar mais investimentos para os produtos da chamada linha branca, como refrigeradores. A instalação da nova fábrica está ligada ao objetivo de estabelecer um sistema de produção local aliado à estratégia de comercializar produtos premium. Um exemplo é a tecnologia InstaView, que permite aos usuários ver o interior da geladeira a partir de um display na porta.

Em sua fala, Jaecheol Lyu disse que o mercado brasileiro é muito importante para a LG, mas que a empresa ainda possui uma presença pequena no segmento de eletrodomésticos, o que deve mudar com a nova empreitada. “Tivemos bastante tempo para fazer pesquisas de mercado e análises de investimento e vimos uma infraestrutura e logística perfeitas no Paraná. Acredito que com a colaboração do Governo do Estado e da prefeitura, mais a energia que LG Electronics vai aplicar, vamos conseguir instalar a fábrica e ter sucesso”, disse o representante da multinacional.

A instalação da unidade está ligada ao objetivo de estabelecer um sistema de produção local aliado à estratégia de comercializar produtos premium

Primeira fábrica automatizada de prédios do Brasil fica no Sul

Planta inaugurada em Cascavel, no Paraná, recebeu investimento de R$ 200 milhões

A fábrica foi feita para fornecer habitações para o projeto Bairros Integrados Ecoparque

Cascavel, no Oeste do Paraná, ganhou na sexta-feira (23) a primeira fábrica automatizada de prédios do Brasil, que permite a construção em escala de condomínios completos. O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou da inauguração e entregou a licença de operação do Instituto Água e Terra (IAT), que autoriza o início da produção na unidade da empresa Ecoparque. A fábrica tem capacidade de produzir, em seis meses, até 20 prédios com 120 apartamentos cada, o que equivale a 2,4 mil unidades habitacionais. O complexo industrial tem uma área de 180 mil metros quadrados, sendo 30 mil metros quadrados de área construída, e recebeu investimento de R$ 200 milhões. Projeto inovador e inédito no país, que utiliza tecnologia automatizada e equipamentos da empresa alemã Voller, a fábrica é também a maior das Américas nesse segmento. Ela produz estruturas pré-moldadas completas, inclusive com a parte elétrica e hidráulica embutida, dando mais agilidade e economia à construção civil.

Mais do que a construção de prédios, o foco da Ecoparque é a implantação de bairros integrados e sustentáveis, com uma estrutura completa de serviços públicos como em uma cidade. O primeiro deles será construído em Cascavel, nas proximidades da fábrica. Ele já teve a licença prévia emitida pelo IAT e agora aguarda a emissão da licença de instalação para dar início à obra. Neste primeiro ano de funcionamento da fábrica, o foco será no treinamento dos funcionários e refinamento do produto, por isso a unidade deve operar com cerca de 10% de sua capacidade. Ainda assim, a previsão é entregar, até dezembro de 2024, três prédios com 360 apartamentos no total. Em 2025, o empreendimento passará a operar com 50% de sua capacidade, podendo entregar aproximadamente 2 mil apartamentos em um ano. A previsão é que ela esteja em pleno funcionamento a partir de 2026, quando poderá construir cerca de 4 mil apartamentos por ano.

A tecnologia utilizada pela fábrica para construir os apartamentos já existe desde a reconstrução da Alemanha e de outros países europeus após a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Na década de 1960, a tecnologia evoluiu com os computadores e, em seguida, na década de 1990, foi robotizada, ganhando escala e produtividade. Atualmente, funciona utilizando a mesma lógica da montagem de veículos pela indústria automotiva, e os apartamentos já saem de lá 100% prontos, inclusive com a parte hidráulica e elétrica embutida nas peças, sendo apenas necessário conectar na hora de instalar.

A fábrica foi feita para fornecer habitações para o projeto Bairros Integrados Ecoparque, que serão implantados em vários estados brasileiros. O primeiro deles será em Cascavel, construído nas proximidades da fábrica de prédios. O Ecoparque de Cascavel é o maior projeto habitacional em curso no Paraná e, além das habitações, vai reunir em um só lugar toda a estrutura de serviços de uma cidade. “Muito mais que a construção de prédios, é um projeto educacional e de aumento de renda”, salientou Francisco Simeão, idealizador do empreendimento e sócio da Ecoparque. “O empreendimento terá mais de 50% de área verde, jardins exuberantes, energia solar, reuso da água, escolas em tempo integral e toda uma estrutura para as famílias, com foco também nas mulheres. Além disso, por serem construídos em escala, os apartamentos devem custar a metade do preço de unidades com um padrão semelhante”, enumerou.

O bairro contará com 36 prédios de 15 andares, totalizando 4,3 mil apartamentos de alto padrão, além de creches, escolas de ensino fundamental, médio e profissionalizante, unidade de saúde, posto policial, centros comerciais, bosques, vilas da cidadania, lago e jardins. Com cerca de 13 mil moradores previstos, o local terá mais moradores do que a população de boa parte dos municípios do Oeste. Atendendo os pedidos da comunidade árabe regional, o Ecoparque destinou um espaço no projeto para a construção da primeira mesquita da região Oeste fora de Foz do Iguaçu. Também haverá um espaço de 15 mil metros quadrados destinado à Arquidiocese de Cascavel para a construção de uma estrutura semelhante à Catedral de Salamanca, na Espanha. Os apartamentos poderão ser financiados pela Caixa Econômica Federal, sendo que 70% deles podem ser enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. Caso seja de interesse do comprador, as moradias podem ser entregues mobiliadas, com cozinha completa com móveis e eletrodomésticos, lavanderia, banheiros e quartos montados.

Planta inaugurada em Cascavel, no Paraná, recebeu investimento de R$ 200 milhões

Lucro da Weg sobe 36,2% em 2023

Vendas aumentaram 8,7% no período

A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Weg viu o lucro saltar 36,2% em 2023, enquanto as vendas aumentaram 8,7% no período (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). O resultado foi impulsionado pela continuidade do bom desempenho do mercado brasileiro. atua. O crescimento de receita foi suportado pelas vendas de equipamentos de ciclo longo, especialmente os negócios relacionados com transmissão e distribuição (T&D) e aerogeradores para o setor de energia eólica.

A Weg destaca que 2023 foi marcado pela aquisição da operação de motores e geradores da Regal Rexnord e também pela expansão de capacidade de produção de transformadores no México e Estados Unidos. A empresa sediada em Jaraguá do Sul ainda fez um aporte para expandir a produção em Portugal para motores de baixa tensão em Portugal e está construindo uma fábrica de geradores na Índia. Para este ano, a projeção a é que os investimentos atinjam R$ 1,9 bilhão, com foco um pouco maior no mercado exterior por conta dos investimentos anunciados na expansão de capacidade produtiva.

A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando neste link e aqui você pode conferir o anuário impresso no formato digital mediante pequeno cadastro.

Vendas aumentaram 8,7% no período

Receita líquida da 3tentos avança 31% em 2023

Empresa anunciou investimento de R$ 2 bilhões para os próximos sete anos

A 3tentos é a 37ª maior empresa da região e também a 13ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A 3tentos, companhia brasileira do agronegócio que atua no varejo de insumos, originação, processamento de grãos e industrialização de biodiesel, obteve receita líquida de R$ 3 bilhões no último trimestre de 2023, crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque foi o segmento da indústria, que dobrou de tamanho. No ano, o crescimento foi de 30,7%, atingindo R$ 9 bilhões. De acordo com o CEO da companhia, Luiz Osório Dumoncel, os resultados financeiros de 2023 reforçaram a confiança no agronegócio brasileiro, já que, diante de diversos desafios, a 3tentos cresceu mais de 50% de volume em relação a 2022, com crescimento de 30,7% na receita líquida, 19,4% no lucro bruto e 0,5% no lucro líquido.

A quebra da safra 22/23 no Rio Grande do Sul, a queda dos preços dos insumos e commodities, os ajustes dos preços nos estoques de insumos e, ainda, a elevação das despesas logísticas foram os principais fatores que impactaram o agronegócio, porém, mesmo neste cenário, a 3tentos conseguiu manter níveis de crescimento nos resultados. Em 2023, foram inauguradas seis lojas e a indústria de processamento de soja e produção de biodiesel no município de Vera (MT). Com isso, a 3tentos encerrou o ano com um total de 63 lojas (55 no Rio Grande do Sul e oito no Mato Grosso) e três indústrias. Com o plano do IPO entregue, a companhia anunciou, em janeiro deste ano, investimento de R$ 2 bilhões para os próximos sete anos, que contempla chegar a 100 lojas e uma nova indústria no Mato Grosso, na região do Vale do Araguaia, para produção de etanol de milho.

Além disso, com o avanço dos negócios no Centro-Oeste e a necessidade de acessar os portos para a exportação dos grãos e farelo de soja, a 3tentos anunciou, no fim de 2023, a joint venture com a Caramuru, para atuar em um terminal hidroviário em Miritituba, no Pará. Esta estrutura contribuirá para o escoamento de grãos e farelo pelo Arco Norte chegando até os portos de Santana, Santarém e Barcarena. A 3tentos é a 37ª maior empresa da região e também a 13ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando neste link e aqui você pode conferir o anuário impresso no formato digital mediante pequeno cadastro.

Empresa anunciou investimento de R$ 2 bilhões para os próximos sete anos

Fabricante de tratores Mahindra Rise investe R$ 55 milhões em nova fábrica no Sul

Companhia indiana implementará sua nova unidade no município de Araricá, na região do Vale do Sinos

A previsão é que a produção no Rio Grande do Sul triplique, saltando dos atuais 2,6 mil tratores por ano para 8 mil máquinas anualmente

Em solenidade no Salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini, na terça-feira (20/2), o governador Eduardo Leite e o secretário de desenvolvimento econômico, Ernani Polo, acompanharam a apresentação de investimentos da Mahindra Rise no Rio Grande do Sul. Com foco em máquinas agrícolas, a empresa indiana investirá R$ 55 milhões para implementar sua nova unidade no município de Araricá, na região do Vale do Sinos. Atualmente instalada no município de Dois Irmãos, a empresa completa em outubro oito anos de presença em solo gaúcho. Com a nova unidade, a previsão é que a produção no Rio Grande do Sul triplique, saltando dos atuais 2,6 mil tratores por ano para 8 mil máquinas anualmente. Além disso, a expectativa é de que, com a ativação plena da fábrica, sejam gerados até 500 empregos diretos e indiretos na região. Nos próximos cinco anos, a empresa prevê que o investimento no estado chegue a R$ 100 milhões.

Em seus 78 anos de atuação, a marca se destaca por ser a que mais vende tratores no mundo, sendo sua produção no Estado gaúcho voltada para veículos para a agricultura familiar. A nova fábrica possuirá uma área total de 93 mil metros quadrados. Destes, 14 mil metros quadrados são de área construída, com previsão de que seja expandido futuramente para mais de 30 mil metros quadrados. O projeto da Mahindra foi um dos aprovados para receber incentivos via Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem), com um valor de R$ R$ 51,9 milhões. O programa, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), é um incentivo à indústria que não libera recursos financeiros para as empresas, mas as apoia por meio do financiamento parcial do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incremental devido gerado a partir da sua operação.

O CEO da Mahindra no Brasil, Jak Torretta, afirmou que a empresa agora entra em um novo momento, após seus oito anos de existência no Rio Grande do Sul. “Com essa nova área e o potencial do portfólio que temos no mundo, temos uma oportunidade muito grande para trazer outros produtos para o Estado, nesta mesma fábrica, expandindo nossa atuação. Nossa expectativa é de que já estaremos produzindo na nova unidade no primeiro trimestre de 2025”, pontuou.

Companhia indiana implementará sua nova unidade no município de Araricá, na região do Vale do Sinos

Catarinense Condor soma R$ 790 milhões em receita

Marca tem produtos licenciados da Mattel, como Hot Wheels e Barbie, e da Disney

Wiggers começou sua trajetória na Condor como office-boy

Criada há 95 anos, a Condor, indústria de São Bento do Sul que tem seu carro-chefe na produção de itens para higiene, limpeza e pincéis, é a prova de que é possível seguir se modernizando e alcançando novos mercados. Em 2023, a empresa faturou R$ 790 milhões, o melhor resultado já alcançado em sua história. Entre as estratégias está o licenciamento para uso de marcas como Hot Wheels e Barbie, da Mattel, e Disney. De origem familiar, a empresa profissionalizou a gestão do negócio e é comandada há 12 anos por Alexandre Wiggers, que começou sua trajetória na Condor como office-boy. “Em 2022, nós vendemos mais de 188 milhões de produtos. Atuamos em seis negócios: limpeza doméstica, profissional, higiene bucal, cuidado pessoal, pintura para construção civil e para artistas e escolar. Aliás, o primeiro produto que a Condor fez foi a escova de dente e não vassouras como muitos pensam”, brinca Wiggers, que apresentou a empresa à diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), na sexta-feira (16). A Condor expõe no Espaço Indústria, na sede da Fiesc, em Florianópolis. A modernização do parque fabril, que conta com duas fábricas em São Bento do Sul e três centros de distribuição, inclui programas de melhoria contínua. “Estamos atentos às novas tecnologias e buscamos automatizar diversos processos, ganhando eficiência e produtividade”, afirma.

Quase 1,7 mil pessoas trabalham na Condor atualmente. Na pandemia, nenhum colaborador foi desligado, um compromisso assumido pela indústria frente aos desafios impostos pelo cenário. “Santa Catarina é uma fortaleza como indústria. Na pandemia, tivemos velocidade para reagir, e chegamos a contratar mais de 240 pessoas em uma semana para dar conta da produção”, observa Wiggers. Com mais de 25 canais de vendas, entre eles, supermercados, farmácias, livrarias, lojas de construção, além dos canais digitais, a Condor chega a todas as cidades do Brasil e exporta para 30 países. A Condor é a 247ª maior empresa da região e também a 69ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando neste link e aqui você pode conferir o anuário impresso no formato digital mediante pequeno cadastro.

Marca tem produtos licenciados da Mattel, como Hot Wheels e Barbie, e da Disney

SCGÁS investirá mais R$ 776 milhões nos próximos cinco anos

Serão construídos 428 quilômetros de rede de gás canalizado até 2029

A previsão é que 195 novas indústrias adotem o energético em seus processos fabris

A Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) aprovou o seu mais recente plano plurianual de negócios, que destaca os principais investimentos realizados para o avanço do gás até 2029. Nos próximos cinco anos, R$ 776,5 milhões serão destinados para a interligação de 49.119 novos consumidores, dentre indústrias, postos, residências e comércios. Neste plano, a previsão é que 195 novas indústrias adotem o energético em seus processos fabris. Santa Catarina também irá receber 19 postos de abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV) e cerca de 350 comércios devem aderir ao gás canalizado. O destaque se dá para o segmento residencial, que tem investido cada vez mais nessa opção energética eficiente e limpa. A projeção é que mais de 48 mil novas residências sejam interligadas à rede de distribuição.

A rede de distribuição de gás natural catarinense ultrapassa 1.500 quilômetros de extensão e, nos próximos cinco anos, mais de 428 quilômetros de rede de distribuição serão implantados – 91 quilômetros em 2024. A infraestrutura do gás chegará a mais nove cidades catarinenses, que serão somadas aos 72 municípios onde a SCGÁS já está presente. Dentre os principais projetos que serão executados neste período, há a implementação da rede local de distribuição de Gás no Planalto Norte Catarinense, que consiste em levar Gás Natural Comprimido (GNC) ou Gás Natural Liquefeito (GNL) por meio de caminhões para antecipar a oferta ao mercado até a chegada da rede principal.

O Projeto Serra Catarinense também receberá investimentos e será concluído em 2024, reforçando o compromisso da SCGÁS com a interiorização da infraestrutura. Além disso, a companhia pretende prosseguir com os projetos urbanos para a expansão do atendimento às cidades catarinenses. Investimentos também serão destinados para a interligação do novo ponto de entrega no Sul do estado, com o objetivo de aumentar a capacidade de fornecimento de gás natural na região. A SCGÁS é a 90ª maior empresa da região e também a 25ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando neste link e aqui você pode conferir o anuário impresso no formato digital mediante pequeno cadastro.

Serão construídos 428 quilômetros de rede de gás canalizado até 2029

Catarinense Condor soma R$ 790 milhões em receita

Marca tem produtos licenciados da Mattel, como Hot Wheels e Barbie, e da Disney

Wiggers começou sua trajetória na Condor como office-boy

Criada há 95 anos, a Condor, indústria de São Bento do Sul que tem seu carro-chefe na produção de itens para higiene, limpeza e pincéis, é a prova de que é possível seguir se modernizando e alcançando novos mercados. Em 2023, a empresa faturou R$ 790 milhões, o melhor resultado já alcançado em sua história. Entre as estratégias está o licenciamento para uso de marcas como Hot Wheels e Barbie, da Mattel, e Disney. De origem familiar, a empresa profissionalizou a gestão do negócio e é comandada há 12 anos por Alexandre Wiggers, que começou sua trajetória na Condor como office-boy. “Em 2022, nós vendemos mais de 188 milhões de produtos. Atuamos em seis negócios: limpeza doméstica, profissional, higiene bucal, cuidado pessoal, pintura para construção civil e para artistas e escolar. Aliás, o primeiro produto que a Condor fez foi a escova de dente e não vassouras como muitos pensam”, brinca Wiggers, que apresentou a empresa à diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), na sexta-feira (16). A Condor expõe no Espaço Indústria, na sede da Fiesc, em Florianópolis. A modernização do parque fabril, que conta com duas fábricas em São Bento do Sul e três centros de distribuição, inclui programas de melhoria contínua. “Estamos atentos às novas tecnologias e buscamos automatizar diversos processos, ganhando eficiência e produtividade”, afirma.

Quase 1,7 mil pessoas trabalham na Condor atualmente. Na pandemia, nenhum colaborador foi desligado, um compromisso assumido pela indústria frente aos desafios impostos pelo cenário. “Santa Catarina é uma fortaleza como indústria. Na pandemia, tivemos velocidade para reagir, e chegamos a contratar mais de 240 pessoas em uma semana para dar conta da produção”, observa Wiggers. Com mais de 25 canais de vendas, entre eles, supermercados, farmácias, livrarias, lojas de construção, além dos canais digitais, a Condor chega a todas as cidades do Brasil e exporta para 30 países. A Condor é a 247ª maior empresa da região e também a 69ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando neste link e aqui você pode conferir o anuário impresso no formato digital mediante pequeno cadastro.

Marca tem produtos licenciados da Mattel, como Hot Wheels e Barbie, e da Disney

Capal alcança faturamento de R$ 3,9 bilhões

Cooperativa paranaense realizou investimento em 14 unidades de negócio no ano passado

O planejamento estratégico da cooperativa conta com um desafio para 2028: alcançar R$ 7 bilhões no faturamento

Em momentos considerados adversos para o agronegócio, a Capal Cooperativa Agroindustrial, de Arapoti (PR), propõe uma visão do cenário sob outro prisma, enxergando as boas oportunidades que se têm pela frente. Prova disso são os investimentos aplicados pela cooperativa no ano passado, um período impactado drasticamente por diversos fatores, como o valor pouco competitivo das commodities e a acomodação dos preços dos insumos agrícolas. Ainda assim, a Capal seguiu o próprio planejamento de expansão com investimentos de R$ 138,8 milhões em 14 unidades de negócio, inclusive nos projetos de construção de duas novas filiais, em Avaré (SP) e Santo Antônio da Platina (PR).

O presidente-executivo da cooperativa, Adilson Roberto Fuga, não indica paralisar as atividades por conta de um momento negativo. “Houve outros momentos em que a agricultura e a pecuária passaram por dificuldades e a Capal não interrompeu os investimentos. Quando o ambiente melhorou, a cooperativa estava preparada para continuar crescendo. Então, não podemos estagnar os negócios, precisamos desenhar o futuro, porque sabemos que vão existir adversidades, mas é temporário. E quando esse momento passar, estaremos preparados para seguir crescendo e desenvolvendo”, declara. O presidente do conselho de administração da Capal, Erik Bosch, complementa que nas fases mais complicadas é que se deve agir, planejar e investir para um futuro mais promissor.

“Em vez de retrair, vamos fazer o oposto: continuar investindo em armazenagem e secagem para dar vazão a toda a produção que vem do campo. Estávamos preocupados com a seca, mas tem agricultores que estão colhendo bem, e a nossa média é positiva para a próxima safra”, prevê. Atualmente, a Capal está com obras em andamento para um novo armazém de sementes e classificação de grãos e armazenagem em Arapoti, ampliação de seis silos de armazenagem com capacidade de 2.400 toneladas e de armazém de insumos em Taquarivaí (SP), obras para oito novos silos de armazenagem em Wenceslau Braz (PR), construção de armazém de sementes em Taquarituba (SP), com capacidade total de 116 mil sacas, entre outros estudos para expansão de sua infraestrutura.

Faturamento
No exercício de 2023, a Capal obteve R$ 3,9 bilhões de faturamento, com sobra líquida de R$ 107,6 milhões. A receita foi um pouco menor do que em 2022 (R$ 4,2 bilhões). O planejamento estratégico da cooperativa conta com um desafio para 2028: alcançar R$ 7 bilhões no faturamento e resultado de R$ 280 milhões. O balanço financeiro do ano anterior e as projeções de lucro para daqui a cinco anos foram apresentados aos cooperados nesta semana. Segundo Fuga, a cooperativa vem sendo assertiva nos planejamentos. “Nós analisamos cada segmento produtivo em que atuamos, fazemos os cálculos do que esperamos de cada setor, traçamos os números e fazemos uma projeção dos crescimentos esperados. Para 2028, temos plenas condições de alcançar a meta estipulada, que é um resultado bem expressivo para o setor”, explica.

Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3,7 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo aproximadamente 875 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho, cevada e café. A Capal é a 71ª maior empresa da região e também a 28ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. No ranking exclusivo das cooperativas de produção, a Capal ocupa a 15ª colocação. Acesse o ranking completo clicando neste link e aqui você pode conferir o anuário impresso no formato digital mediante pequeno cadastro.

Cooperativa paranaense realizou investimento em 14 unidades de negócio no ano passado

Stanley inaugura primeira loja oficial na região Sul

Espaço foi aberto no Beiramar Shopping, em Florianópolis

Com o novo espaço na capital catarinense a Stanley chega à marca de 31 operações oficiais no país

A Stanley, marca global do segmento de copos, garrafas e potes térmicos de aço inox, inaugurou sua loja oficial no Beiramar Shopping na semana passada. Esta é a primeira loja da grife na região. “A abertura faz parte do plano de expansão da marca no Brasil e fortalecimento da experiência do consumidor com os produtos”, destaca Eduardo Batagim, diretor da EL Batagim, empresa responsável pela operação em Florianópolis. Com o novo espaço na capital catarinense a Stanley chega à marca de 31 operações oficiais no país. “Escolhemos o Beiramar Shopping pela sinergia com a marca. Trouxemos um ponto de venda focado na experiência e o primeiro dia da operação já chancelou a nossa escolha: a performance já está entre as melhores da marca em toda a história das inaugurações”, comemora Batagim.

A Stanley fabrica copos, canecas, garrafas e cuias para levar para o acampamento, trabalho, treino, confraternizações com amigos e outras tantas atividades. A marca nasceu nos Estados Unidos, em 1913, quando foi criada a primeira garrafa térmica a vácuo 100% em aço no mundo. Em 2015 a Stanley chegou no Brasil, com produtos icônicos e tradicionais. Os produtos da marca têm garantia vitalícia para diversas situações de uso com as linhas para mate, garrafa térmica, hidratação, bar e outdoor.

Espaço foi aberto no Beiramar Shopping, em Florianópolis

Com campanha voltada aos inadimplentes, Banrisul dobra lucro no trimestre

Crescimento é referente ao trimestre anterior. O lucro também foi 21% superior ao do quarto trimestre de 2022

“Disponibilizaremos produtos e serviços personalizados”, revelou Fernando Lemos

“O banco está numa situação bastante confortável”, adiantou o presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), Fernando Lemos, durante coletiva de apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2023, realizada nesta sexta-feira (9). O Banrisul alcançou lucro líquido de R$ 304 milhões no período, um crescimento de 138,6% frente ao trimestre anterior e de 21% frente ao quarto trimestre de 2022. Ao todo, no ano passado, o lucro líquido da companhia foi de R$ 871,1 milhões, alta de 11,5% frente ao resultado ajustado do ano de 2022. Segundo Lemos, o desempenho no ano reflete, especialmente, o crescimento da margem financeira e uma força-tarefa realizada pelo banco para garantir o pagamento das carteiras inadimplentes. “Foram mais de R$ 105 milhões em espécie de cobranças [de inadimplentes] efetivadas, o que ajudou muito no resultado”, revela.

O presidente salienta que, nos próximos anos, o banco irá apostar fortemente na inovação, com investimentos em big data, machine learning e inteligência artificial para antecipar e atender às demandas do mercado. “Disponibilizaremos produtos e serviços personalizados, avançaremos na formação de parcerias estratégicas e ampliaremos a nossa oferta de crédito, além de combinar o atendimento físico e digital para proporcionar respostas rápidas e eficazes, com foco em refinar a experiência do cliente”, antecipa. Em 2023, o banco investiu R$ 372,7 milhões em modernização tecnológica, contemplando os investimentos em TI e atendimento ao cliente, reformas e ampliações.

Mesmo em meio a inovações, o Banrisul mantém o direcionamento voltado para a ampliação da carteira de crédito com operações de menor risco, priorizando o estreitamento do relacionamento comercial com seus clientes, bem como a revisão da jornada a fim de garantir melhor experiência. A carteira de crédito avançou 9,3% no ano, para R$ 53,7 bilhões em dezembro de 2023, crescimento de R$ 4,5 bilhões frente a dezembro de 2022, influenciado, especialmente, pelo crescimento dos créditos rural, imobiliário e comercial.

O agronegócio segue relevante para a instituição, que oferece linhas de crédito com recursos próprios, repasses de linhas do BNDES e recursos equalizados pelo Tesouro Nacional aos pequenos e médios produtores do estado. Em dezembro de 2023, a carteira de crédito rural alcançou saldo de R$ 11,3 bilhões, com incremento de 44,2% em 12 meses. O crédito imobiliário, que registrou aumento de 16% em 2023 na comparação com o mesmo período de 2022, também segue como uma carteira estratégica para o Banco, tanto para a fidelização de clientes quanto pelo seu papel relevante no processo de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.

Crescimento é referente ao trimestre anterior. O lucro também foi 21% superior ao do quarto trimestre de 2022

Portos do Paraná ultrapassa 65 milhões de toneladas movimentadas em 2023

O número é o maior já alcançado na história da instituição, fundada em 1935

As adequações em tempo de manobras de caminhões e trens, além de gestão interna, fizeram com que a empresa pública alcançasse o recorde

A Portos do Paraná, empresa pública que administra os portos de Paranaguá e Antonina, bateu um novo recorde de movimentação em 2023, com 65.393.256 toneladas movimentadas. O número é o maior já alcançado na história da instituição, fundada em 1935. O recorde anterior foi de 58.399.284 toneladas em 2022. O anúncio foi feito na quinta-feira (8) pelo diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, e o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Este aumento de 12% de movimentação de 2022 para 2023 representa o compromisso do governo do estado do Paraná com o setor produtivo”, afirmou Sandro Alex.

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, as adequações em tempo de manobras de caminhões e trens, além de gestão interna, fizeram com que a empresa pública alcançasse o recorde. “Isso tudo sem grandes mudanças na nossa infraestrutura, que serão iniciadas agora em 2024. Este recorde se deve a inteligência logística e ajustes operacionais. Não à toa somos o único porto do país reconhecido por quatro anos consecutivos com a melhor gestão”, comemorou Garcia. “Estudos de mercado apontavam este volume de 65 milhões de toneladas movimentadas apenas para 2040, então superamos em 17 anos essa estimativa”, complementou.

No segmento exportação foram 42.718.813 toneladas, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior (36.058.499 toneladas). Os destaques, no comparativo com 2022, foram para a exportação de soja, com 14.662.586 milhões de toneladas (47%); e açúcar, com 5.459.221 milhões de toneladas (27%). a importação o crescimento foi de 1%, passando de 22.340.785 toneladas para 22.674.442 toneladas, e o destaque foi para os fertilizantes, com 9.968.585 toneladas movimentadas, número semelhante a 2022 (9.990.983 toneladas). A Portos do Paraná é o maior canal de importação de fertilizantes do Brasil tendo, em 2023, representado 25% da movimentação nacional.

O número é o maior já alcançado na história da instituição, fundada em 1935

​Whirlpool aportará R$ 350 milhões em Joinville

A fabricante de eletrodomésticos usará os recursos para expansão da operação e inovação

No total, a companhia fará investimento de mais de R$ 500 milhões em expansão e modernização em duas unidades fabris

A Whirlpool iniciou o ano com projeto de investimento de mais de R$ 500 milhões em expansão e modernização, além do desenvolvimento do setor e de suas comunidades, fruto de parceria com o município de Rio Claro (SP) e do governo de Santa Catarina, em Joinville. Na cidade catarinense, onde produz refrigeradores, freezers, secadoras de roupas e purificadores de água, a companhia fará investimento de R$ 350 milhões. Em Rio Claro, cidade em que a Whirlpool tem um parque fabril de cerca de 180 mil meros quadrados, onde produz lavadoras, fogões, fornos e fogões cooktop, o aporte será de R$ 200 milhões.

“Com esse investimento, daremos continuidade ao desenvolvimento produtivo da empresa, investindo cada vez mais em inovação, agilidade e flexibilidade, focando nas necessidades dos consumidores e em soluções que facilitem a vida dos brasileiros em casa, com impactos não apenas econômicos, mas também sociais. É um momento importante não só para as nossas duas unidades, mas para todo o negócio no Brasil”, afirma Gustavo Ambar, gerente-geral da Whirlpool Brasil e vice-presidente para América Latina.

Com o objetivo de atender às tendências de mercado e às necessidades dos consumidores com maior rapidez e eficiência, o investimento será destinado para a expansão e modernização das fábricas, com foco na flexibilidade e agilidade do processo produtivo, direcionando parte do valor para inovação, pesquisa e capacitação de colaboradores. “Temos raízes profundas nas duas regiões. Somos muito engajados em ações sociais e de sustentabilidade, ativos na busca de um ambiente saudável para a sociedade”, comenta Eduardo Vasconcelos, diretor de relações institucionais, comércio e antitruste para América Latina da Whirlpool.

A fabricante de eletrodomésticos usará os recursos para expansão da operação e inovação

Boa Safra anuncia expansão para o Sul

Companhia passa a oferecer sementes de soja adaptadas às condições climáticas e de solo da região

A região Sul é um importante polo agrícola, com uma área plantada de soja de cerca de 16 milhões de hectares

A Boa Safra Sementes anuncia expansão de seu portfólio para atender a região Sul do país. Com foco no sul de Mato Grosso do Sul e São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a companhia passa a oferecer novas variedades de sementes adaptadas para a região. O movimento da Boa Safra para o Sul faz parte do plano de crescimento da companhia que busca atender os produtores locais através dos canais de distribuição. A região Sul é um importante polo agrícola, com uma área plantada de soja de cerca de 16 milhões de hectares.

Para atender à demanda da região, a Boa Safra está investindo em um novo portfólio de sementes de soja, mais adaptadas às condições climáticas e de solo do Sul do país. “Estamos oferecendo condições comerciais atrativas para proporcionar aos nossos clientes excelentes negócios”, promete Rafael Tombini, gerente comercial da Regional Sul. A venda das sementes da Boa Safra no Sul será feita por meio de distribuidores parceiros em revendas alocadas nos estados. “Com plano robusto de expansão e crescimento, este ano contamos com portfólio de 26 cultivares de soja e quatro variedades de Trigo. Nossos campos de produção estão localizados em pontos estratégicos com as melhores janelas de plantio para a produção de sementes no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, mitigando, assim, os riscos climáticos e trazendo a garantia de entrega de sementes de alta qualidade” explica Glaube Caldas, diretor de operações da Boa Safra.

A expansão da Boa Safra para o Sul do país é mais um passo da empresa em seu plano de crescimento e na concretização do compromisso firmado no estabelecimento do IPO da companhia. A empresa também está investindo em novos centros de distribuição e unidades de produção para atender à crescente demanda por sementes no Brasil. “Visamos o aumento de market share, então, esse é um dos principais caminhos para se alcançar este objetivo. Nossa meta firmada é alcançar nove milhões de sacas produzidas em todo o Brasil até 2027.”, projeta Andréia Cocka, diretora de marketing e negócios da Boa Safra. Fundada em 2009, a goiana Boa Safra consolidou-se no mercado brasileiro como líder na produção de sementes de soja. Desde o seu IPO, em abril de 2021, foram mais de R$ 500 milhões aplicados em um ciclo de investimentos que foi concluído no fim de 2023. Os aportes permitiram ampliar a capacidade da empresa de três para nove plantas e alcançar um crescimento robusto de mais de 30% ao ano.

Companhia passa a oferecer sementes de soja adaptadas às condições climáticas e de solo da região

C.Vale amplia faturamento em 2023

Receitas superaram R$ 24 bilhões e sobras chegaram a R$ 120 milhões

Em 2024, a cooperativa vai colocar em operação a esmagadora de soja e vai ampliar a fábrica de rações localizada em seu complexo agroindustrial

A C.Vale conseguiu ampliar seu faturamento em 7,62% e vai distribuir sobras aos associados, apesar das dificuldades causadas por quebras de safra e pela queda dos preços dos grãos e carnes em 2023. A cooperativa faturou R$ 24,42 bilhões e vai repassar R$ 120 milhões aos associados, entre sobras, devolução de capital social e, pela primeira vez, retorno de ICMS relacionado à esmagadora de soja no valor de R$ 8,36 milhões. O valor dos repasses é 7% maior que o de 2022. “Esperávamos um desempenho melhor, mas o agronegócio lida com componentes sobre os quais não temos controle, sendo o clima o mais importante deles”, avaliou o presidente da cooperativa, Alfredo Lang. O pagamento das sobras começa no dia 5 de fevereiro. Em relatório apresentado aos associados, ele classificou 2023 como um ano cheio de contrastes. Lang lembrou o acidente na unidade de grãos de Palotina, que deixou dez mortos e dez feridos, e a inauguração da esmagadora de soja, empreendimento que exigiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos.

Vinte e três anos depois do início da fase de industrialização, as unidades de negócio que processam frangos, peixes e mandioca representam 27% do faturamento da C.Vale, com uma receita de R$ 6,7 bilhões. A C.Vale exportou 67% da carne de frango e 26% da carne de tilápia produzidas por seus associados. Com 8.412 funcionários, as indústrias respondem por 60% do quadro de trabalhadores da cooperativa, composto por 13.886 pessoas. No segmento grãos, a C.Vale recebeu mais de 50 milhões de sacas de soja e quase 46 milhões de sacas de milho no ano passado. Em 2024, a cooperativa vai colocar em operação a esmagadora de soja e vai ampliar a fábrica de rações localizada em seu complexo agroindustrial. 

Receitas superaram R$ 24 bilhões e sobras chegaram a R$ 120 milhões