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Balança comercial do Sul acumula déficit no trimestre

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Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

O Sul, no trimestre, foi responsável por 17% das exportações e por 22,9% das importações

A balança comercial da região Sul apresenta um déficit de US$ 1,9 bilhão no trimestre. Em março do ano passado, a situação era praticamente igual: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam tiveram um saldo negativo de US$ 3,1 bilhões. Até março, foram exportados US$ 11,8 bilhões – avanço de 10,5% em relação ao igual período de 2021, enquanto as importações chegaram a US$ 13,8 bilhões, aumento de 18,8% sobre o mesmo intervalo. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o mês com saldo positivo de US$ 2,4 bilhões, enquanto o Paraná e Santa Catarina acumularam déficits (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma característica peculiar: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil.

O Sul, entre janeiro e março, foi responsável por 17% das exportações e por 22,9% das importações brasileiras. Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no trimestre foram carnes de aves e de suínos, soja, trigo e tabaco. No sentido inverso, a região importou fertilizantes, veículos, cobre e óleos combustíveis.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

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