Archives 2025

Empreendedores têm até 31 de janeiro para aderir ao Simples Nacional

Para aqueles que não tiveram pendências com o Fisco, a renovação é automática

Segundo a Receita, atualmente, o Simples Nacional abrange 23,4 milhões de CNPJs, sendo 16 milhões microempreendedores individuais (MEI)

Contribuintes que desejam aderir ao Simples Nacional têm até o dia 31 de janeiro para fazer o seu pedido de opção. A medida vale também para os empreendedores que foram excluídos e desejam retornar ao regime de tributação, dentre eles os que não regularizaram seus débitos vinculados aos Termos de Exclusão enviados pelo Fisco entre os dias 30/09/2024 e 04/10/2024. Os contribuintes que estão no Simples Nacional e não foram excluídos seguem automaticamente no sistema. A Receita Federal informa que, dos 1.876.334 contribuintes que receberam o citado Termo, aproximadamente 1,5 milhão não regularizaram sua situação e foram excluídos a partir de 1º de janeiro deste ano. Os contribuintes que regularizaram seus débitos no prazo previsto na legislação continuarão no regime do Simples de forma automática.

Para que os empreendedores excluídos possam reingressar no regime, são oferecidas diversas opções de regularização, incluindo parcelamento e transação. O contribuinte poderá acessar a Consulta Optantes para saber se foi excluído ou não do Simples Nacional. É imprescindível observar que o CNPJ, para ingressar ou reingressar no Simples, está em regularidade com as administrações tributárias da União, Estados, DF e Municípios. Segundo a Receita, atualmente, o Simples Nacional abrange 23,4 milhões de CNPJs, sendo 16 milhões microempreendedores individuais (MEI). A projeção do órgão é receber um número de pedidos formulados compatível com os anos anteriores, em torno de 1,2 milhão de contribuintes, até o fim do mês.

Com Agência Sebrae

Para aqueles que não tiveram pendências com o Fisco, a renovação é automática

Vendas de veículos crescem 14% no Brasil em 2024

Ao todo, foram emplacadas 2.484.740 unidades

Para 2025, a expectativa da Fenabrave é de crescimento de 7% no total

As vendas de veículos novos, considerando-se apenas os automóveis e comerciais leves (picapes e furgões), tiveram desempenho positivo em 2024, com crescimento de 14% em relação a 2023. Ao todo, foram emplacadas 2.484.740 unidades. A informação foi divulgada hoje (8) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Somando-se a venda de ônibus e caminhões com a de comerciais leves, o resultado também foi positivo, com o emplacamento de 2.634.514 unidades, aumento de 14,15% em relação a 2023. Quando se considera o emplacamento de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos), o crescimento foi de 15,49% no período, com a comercialização de 4.744.179 unidades. Para 2025, a expectativa da Fenabrave é de crescimento de 7% no total, considerando-se todos os segmentos somados.

Em dezembro, a venda de automóveis e comerciais leves apresentou expansão de 1% em relação a novembro e de 3% na comparação com dezembro de 2023, totalizando 243.691 unidades emplacadas. No total de todos os segmentos, houve aumento de 2,11% em relação a novembro e de 7,11% em relação a dezembro de 2023, somando 428.415 unidades.

Com ABR

Ao todo, foram emplacadas 2.484.740 unidades

Entenda as mudanças na aposentadoria em 2025

Reforma da Previdência estabelece regras automáticas de transição

A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações

Quem está prestes a se aposentar precisa estar atento. Promulgada em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano. A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.

Aposentadoria por tempo de contribuição
A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2024 para 2025. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 92 pontos (mulheres) e 102 pontos (homens). Os servidores públicos estão submetidos à mesma regra de pontuação, com a diferença de que é necessário ter 62 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens), 57 anos de idade e 30 anos (mulheres). Para ambos os sexos, é necessário ter 20 anos no serviço público e cinco anos no cargo. Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 59 anos (mulheres) e 64 anos (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

Professores
Em relação aos professores, que obedecem a uma regra de transição com base no tempo de contribuição na função de magistério combinada com a idade mínima, as mulheres passam a se aposentar aos 54 anos; e os homens, aos 59 anos. A idade é acrescida seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, em 2031. O tempo de contribuição mínimo para obter a aposentadoria como professor corresponde a 25 anos para as mulheres e a 30 anos para os homens. A regra vale para os professores da iniciativa privada, das instituições federais de ensino e de pequenos municípios. Os professores estaduais e de grandes municípios obedecem às regras dos regimes próprios de previdência.

Aposentadoria por idade
Desde 2023, está plenamente em vigor a regra para a aposentadoria por idade, destinada a trabalhadores de baixa renda que contribuíram pouco para a Previdência Social e se aposentariam por idade na regra antiga. Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para as mulheres, a idade de transição está em 62 anos desde 2023. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido para se aposentar por idade está em 15 anos. Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima para as mulheres estava em 60 anos, passando a aumentar seis meses por ano nos quatro anos seguintes. Subiu para 60 anos e meio em janeiro de 2020, para 61 anos em janeiro de 2021, 61 anos e meio em 2022 e 62 anos no ano passado.

Regras que não mudarão
Por já ter sido cumprida, a regra do pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição não mudará no setor privado. Quem tem mais de 60 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens) ou 57 anos de idade e 30 anos de contribuição (mulheres) pode se aposentar. A regra estabelecia que o segurado tinha de cumprir o dobro do período que faltava para se aposentar na promulgação da reforma, em 2019. No serviço público, alguns terão de esperar mais um pouco, porque, além do pedágio, é necessário ter 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo. Em tese, quem começou a contribuir para a Previdência muito jovem e entrou no serviço público há pelo menos 20 anos ainda tem possibilidade de ser beneficiado pela regra em 2025. A reforma tinha outra regra de pedágio, desta vez para o setor privado. 

Quem estava a até dois anos da aposentadoria em 2019 tinha de cumprir 50% a mais em relação ao tempo que faltava para se aposentar. No entanto, essa regra de transição foi integralmente cumprida e não beneficiará mais ninguém em 2024. No cenário mais abrangente, quem trabalharia por mais dois anos em 2019 teve de trabalhar um ano extra, totalizando três anos. No fim de 2022, todos os que estavam enquadrados na regra do pedágio de 50% já se aposentaram.

Com ABR

Reforma da Previdência estabelece regras automáticas de transição

Quatro em cada 10 brasileiros que compram pela internet já fizeram isso por impulso

Levantamento da CNI traz detalhes sobre hábitos de consumo da população, como preferência por lojas físicas e produtos nacionais

Quase 60% da população já fez compras online, mostra a pesquisa

Quatro em cada 10 brasileiros que compram pela internet admitem que já fizeram isso por impulso e se arrependeram depois, revela levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira (RSB) – Hábitos de Consumo pela Internet, o percentual de pessoas que compram produtos online sem pensar e se lamentam posteriormente chega a 45% entre os mais jovens e a 43% entre aqueles com maior escolaridade e maior renda. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, lembra que as pessoas podem encarar consequências negativas se comprarem sem refletir. “Muitas vezes, o consumidor é levado a comprar por impulso, seja porque percebe uma queda muito forte de preo ou uma oportunidade que pode passar rapidamente. Mas, ao fazer isso, ele não reflete sobre a real possibilidade e necessidade de fazer aquela compra, o que pode trazer impacto negativo, inclusive, na hora de fazer compras mais corriqueiras e mais necessárias”, ressalta.

Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados disseram nunca ter deixado de comprar no mercado nacional para comprar no exterior. Por outro lado, 36% dos brasileiros disseram já ter deixado de comprar produtos nacionais para adquirir produtos importados por meio de sites e aplicativos de outros países. Na faixa etária de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 52%. A proporção dos que desistiram de adquirir bens brasileiros para comprar importados chega a 44% entre as pessoas com ensino superior e a 43% nas famílias com renda superior a cinco salários-mínimos. O menor preço do produto é a principal razão para a preferência pelos importados para 54% dos entrevistados. A melhor qualidade do produto (15%) e a falta do bem no mercado nacional (13%) aparecem em seguida.

A pesquisa da CNI mostra, ainda, que quase metade dos brasileiros que compraram pela internet já receberam produto com defeito ou diferente do anunciado. Entre as pessoas que passaram por esses problemas, 44% decidiram devolver ou trocar o item; 34% entraram em contato imediato com o serviço de atendimento ao cliente; e 18% se decepcionaram com a qualidade do produto. Para 74% dos entrevistados, há vantagens em comprar pela internet, sendo o preço mais baixo em comparação às lojas físicas a principal delas (36%). A praticidade/comodidade para fazer compras sem sair de casa foi o segundo ponto positivo mais citado (28%). O levantamento diz que dois terços dos brasileiros veem desvantagens em comprar nas lojas virtuais. Para 18% da população, a demora na entrega é o principal ponto negativo das compras online, seguida pela falta de segurança no momento da compra (9%) e pela falta de contato com o produto (8%).

Seis em cada dez brasileiros já compraram pela internet

Quase 60% da população já fez compras online, mostra a RSB. O percentual chega a 89% entre aqueles que têm ensino superior; a 88% nas famílias de maior renda; e a 77% entre os mais jovens. Por outro lado, é de apenas 17% entre os analfabetos ou sem grau de instrução; 27% entre os mais velhos; e 38% nas famílias com renda de até um salário-mínimo. O levantamento também mostra que a população continua preferindo comprar presencialmente do que pela internet, independentemente do produto. A escolha pelas lojas físicas ultrapassa os 80% para itens como móveis, produtos para animais, alimentos e bebidas. No entanto, mais de um terço da população afirma priorizar a compra online no caso de produtos de informática, equipamentos eletrônicos, livros, revistas e brinquedos. As roupas são os itens mais frequentemente comprados pela internet, com 59% de frequência, entre aqueles que já compraram por esse meio. Em seguida, vêm os produtos de informática e equipamentos eletrônicos (44%), calçados e bolsas (44%), eletrodomésticos (37%) e utensílios para o lar (33%).

Levantamento da CNI traz detalhes sobre hábitos de consumo da população, como preferência por lojas físicas e produtos nacionais

Balança comercial tem superávit de US$ 74,55 bi em 2024

Resultado é o segundo melhor da história, só perdendo para 2023, mas representa queda de 24,6% em relação ao ano anterior

O superávit veio acima das estimativas da pasta, que previa saldo positivo de US$ 70 bilhões para 2024

A queda no preço de diversos produtos agrícolas e o crescimento das importações fizeram o superávit da balança comercial (exportações menos importações) cair em 2024. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o país exportou US$ 74,552 bilhões a mais do que importou no ano passado. O resultado representa queda de 24,6% em relação a 2023, quando o saldo da balança comercial tinha batido recorde e registrado superávit de US$ 98,903 bilhões. Mesmo assim, é o segundo maior saldo anual positivo desde o início da série histórica, em 1989. No ano passado, o país exportou US$ 337,036 bilhões, com recuo de apenas 0,8% em relação ao recorde de exportações de US$ 339,696 bilhões registrado em 2023. Em contrapartida, as importações cresceram 9% e encerraram 2024 em US$ 262,484 bilhões, contra US$ 240,793 bilhões em 2023.

O superávit veio acima das estimativas da pasta, que previa saldo positivo de US$ 70 bilhões para 2024. As exportações ficaram levemente acima da projeção de US$ 335,7 bilhões divulgada pela pasta em outubro. As importações encerraram o ano levemente abaixo da previsão de US$ 264,3 bilhões. Na comparação entre volume e preços, o total de mercadorias exportadas cresceu 3% em 2024, com os preços médios caindo 3,6%, puxado principalmente pela soja e pelo milho. O volume de bens importados subiu 17,2%, impulsionado pelo crescimento do consumo decorrente da recuperação econômica. Os preços médios das mercadorias importadas recuaram 7,4%.

Pela primeira vez, o Mdic divulgou estimativas para a balança comercial do ano em janeiro. A pasta prevê que o Brasil terá superávit entre US$ 60 bilhões e US$ 80 bilhões em 2025, com as exportações ficando entre US$ 320 bilhões e US$ 360 bilhões, e as importações entre US$ 260 bilhões e US$ 280 bilhões. Tradicionalmente, a pasta divulgava as projeções para o ano a partir de abril, com revisões em julho e em outubro.

Divisão por produtos
Na divisão por produtos, o petróleo bruto tomou o lugar da soja entre as maiores exportações brasileiras em 2024. No ano passado, o valor exportado subiu 5,2%, com o volume embarcado aumentando 10,1%, e o preço médio caindo 4,4%. As exportações de soja recuaram 19,4% em valor, com o volume caindo 3% e o preço médio, 16,9%. Com o milho, o desempenho foi ainda pior no ano passado. O valor exportado recuou 39,9%, com o volume embarcado desabando 28,8%, e os preços caindo 15,6%. Tanto a soja como o milho sofreram com as condições climáticas no ano passado, marcado por enchentes na Região Sul e forte seca no Sudeste e no Centro-Oeste.

Resultado de dezembro
No resultado de dezembro, a balança comercial teve superávit de US$ 4,803 bilhões, com queda de 48,5% em relação a dezembro de 2023, quando o resultado tinha ficado positivo em US$ 9,323 bilhões. As exportações somaram US$ 24,904 bilhões, com queda de 13,5% em relação a dezembro de 2023. As importações totalizaram US$ 20,101 bilhões, com alta de 3,3% na mesma comparação. Assim como ao longo do segundo semestre de 2024, a combinação de queda no preço das commodities (bens primários com cotação internacional), de menor safra e de alta nas importações provocada pelo aumento do consumo influenciou o saldo comercial. Em dezembro, o volume de mercadorias exportadas caiu 8,8%, com o preço médio recuando 5% na comparação com o mesmo mês de 2023.

Apenas na agropecuária, o volume de exportações caiu 20,4% em dezembro em relação a dezembro de 2023, com destaque para soja, milho e café. O preço médio recuou 3,8%. Na indústria extrativa, o volume despencou 19,4%, e o preço médio despencou 18,4%, impulsionado tanto pela queda nas exportações mensais de petróleo e de minério de ferro. Em relação às importações, o volume de mercadorias compradas subiu 8%, com o preço médio caindo 6,6% em relação a dezembro de 2023. Os principais destaques foram motores não elétricos, partes e acessórios de veículos automotivos e medicamentos.

Com ABR

Resultado é o segundo melhor da história, só perdendo para 2023, mas representa queda de 24,6% em relação ao ano anterior

Em décima alta consecutiva, preços da indústria sobem 1,23% em novembro

18 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior

O setor de alimentos, impulsionado pela alta das carnes, foi o que exerceu maior influência no IPP de novembro

Pela décima vez seguida, os preços da indústria nacional registraram crescimento, com ganho de 1,23% em novembro de 2024 frente a outubro último. Os dados foram divulgados hoje (7) pelo IBGE. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), assim, acumula alta de 7,59% em 12 meses, o maior resultado desde setembro de 2022 (9,84%). Já o acumulado no ano ficou em 7,81%. Em novembro de 2023, a taxa mensal havia diminuído em 0,34%. Em novembro de 2024, 18 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior, acompanhando a variação do índice na indústria geral. Em outubro do ano passado, 15 atividades haviam apresentado maiores preços médios em relação a setembro. “O resultado do IPP em novembro, com a décima alta consecutiva, intensifica o índice positivo visto em outubro (0,97%). Isso, em grande parte, é consequência da dinâmica dos preços de alimentos. No acumulado no ano, por exemplo, esse setor responde por 2,93 pontos percentuais [p.p.], em 7,81%, e no acumulado em 12 meses, por 2,98 p.p. em 7,59%. Nesses casos, assim como na comparação mensal, foi a atividade mais influente”, destaca Alexandre Brandão, gerente do IPP.

As atividades industriais responsáveis pelas maiores influências no resultado de novembro foram alimentos (0,53 p.p.), metalurgia (0,24 p.p.), indústrias extrativas (0,09 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,09 p.p.). Em termos de variação, metalurgia (3,62%), outros equipamentos de transporte (2,74%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,56%) e fumo (2,41%) foram os destaques em novembro. O setor de alimentos (2,09%) mostrou variação positiva pelo oitavo mês seguido, ficando atrás, no período, apenas daquela registrada em setembro (3,60%). O acumulado no ano está em 11,85%, diferente do que foi observado em novembro de 2023, quando a variação acumulada atingiu -3,03%. Já em relação à variação acumulada em 12 meses, o resultado de 12,12% em novembro de 2024 foi o maior registrado desde agosto de 2022 (12,72%). 

Dentre as 24 atividades analisadas pela pesquisa, a atividade de alimentos foi a de maior influência nos três indicadores citados. “O aumento dos preços de alimentos tem muitos fatores. A desvalorização do real, chegando a quase 19% no acumulado do ano e em 12 meses, é um deles. Mas existem ainda questões climáticas, tanto internas quanto externas, como é o caso da produção de café no Vietnã, prejudicada ao longo do ano. Há também um aquecimento da demanda, em decorrência da melhora no mercado de trabalho”, explica Alexandre.

A atividade de metalurgia (3,62%) voltou a apresentar um comportamento positivo, décimo resultado positivo seguido. De outubro para novembro, a variação de preços do setor foi a mais intensa entre todas as pesquisadas. Em termos de influência, ficou na segunda posição (0,24 p.p.) nos três indicadores calculados. “O grupo de maior influência em metalurgia foi o de metais não ferrosos. Novamente, a depreciação do real é importante, mas o aquecimento do mercado internacional, com o aumento de preços tanto do minério de ferro quanto de seus derivados, e, principalmente, o aumento dos não ferrosos, em particular do óxido de alumínio (por várias paralisações da produção em muitas partes do mundo), são igualmente importantes”, observa Alexandre.

Em terceiro lugar no ranking de influências em novembro de 2024, o setor de indústrias extrativas (0,09 p.p.) apresentou variação positiva de preços nesse mês (1,99%), dando sequência ao resultado positivo verificado em outubro (7,84%). Na comparação em 12 meses, o resultado voltou ao campo positivo (2,09%), após dois meses com resultados negativos (-9,22% em setembro e -6,99% em outubro). Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, a variação de preços observada na passagem de outubro para novembro de 2024 repercutiu da seguinte forma: 1,52% de variação em bens de capital (BK); 1,39% em bens intermediários (BI); e 0,94% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,15%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 1,10%. Os bens intermediários (0,76 p.p.) foram os que mais influenciaram o IPP em novembro.

18 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior

Morre Jean-Marie Le Pen, ex-líder da extrema-direita francesa

Ao longo de mais de cinco décadas, Le Pen consolidou a presença da extrema-direita no cenário político francês

Desde seu primeiro mandato parlamentar, em 1956, até sua saída da vida pública em 2019, Le Pen exerceu influência significativa na política do país

Jean-Marie Le Pen, fundador e figura central da extrema-direita na França, morreu nesta terça-feira (7), aos 96 anos, em um hospital na região de Paris, onde estava internado há várias semanas. A informação foi confirmada por sua família à agência France Presse. Ao longo de mais de cinco décadas, Le Pen consolidou a presença da extrema-direita no cenário político francês. Desde seu primeiro mandato parlamentar, em 1956, até sua saída da vida pública em 2019, ele exerceu influência significativa na política do país. Em 2002, alcançou o segundo turno das eleições presidenciais, onde foi derrotado por Jacques Chirac. A liderança do partido que fundou, originalmente chamado Frente Nacional, foi assumida por sua filha, Marine Le Pen. Sob sua condução, o partido passou por transformações, incluindo a mudança de nome para Rassemblement National (Reunião Nacional), consolidando-se como uma das principais forças políticas da França nos últimos anos.

Ao longo de mais de cinco décadas, Le Pen consolidou a presença da extrema-direita no cenário político francês

B3 anuncia nova carteira do Ibovespa com entrada da gaúcha Marcopolo

Bolsa divulgou também as novas carteiras dos demais índices, que vão vigorar até 2 de maio

A composição das carteiras do Ibovespa B3 e dos demais índices de ações calculados pela bolsa do Brasil é revisada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro, com a possibilidade de entrada e saída de empresas de acordo com a metodologia de cada índice

A nova carteira do Ibovespa B3, principal indicador do desempenho das ações mais negociadas da Bolsa, que começou a vigorar ontem (6) até 2 de maio de 2025, conta com 87 papéis de 84 empresas brasileiras (ações ordinárias, ON, e preferenciais, PN, de uma mesma companhia também podem integrar o indicador). A nova composição do indicador, com base no fechamento do pregão de 03/01/2025, registra a entrada das empresas Marcopolo (POMO4) e Porto Seguro (PSSA3) e a saída das companhias Alpargatas (ALPA4) e Eztec (EZTC3). Os cinco ativos com maior peso na composição do índice são:

Vale ON (11,783%)

Petrobras PN (8,353%)

Itaú Unibanco PN (7,406%)

Petrobras ON (4,720%)

Banco do Brasil ON (3,497%)

A composição das carteiras do Ibovespa B3 e dos demais índices de ações calculados pela bolsa do Brasil é revisada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro, com a possibilidade de entrada e saída de empresas de acordo com a metodologia de cada índice. Além da carteira oficial, a B3 divulgou três prévias das carteiras, antes da divulgação da carteira definitiva, para que investidores e gestores de fundos, por exemplo, tenham previsibilidade quanto à necessidade de fazer ajustes no peso de cada papel em suas alocações:

– 1ª prévia: no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira (2/12/2024);

– 2ª prévia: no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira (16/12/2024);

– 3ª prévia: no penúltimo pregão de vigência da carteira (2/1/2025); e

– Carteira definitiva (6/1/2025).

Com B3

Bolsa divulgou também as novas carteiras dos demais índices, que vão vigorar até 2 de maio

Desemprego em novembro chega a 6,1%, menor índice desde 2012

Dados são da pesquisa PNAD Contínua, do IBGE

A indústria subiu 2,4%, ou seja, mais 309 mil pessoas, e a construção se expandiu em 3,6%, mais 269 mil pessoas

A taxa de desocupação no Brasil chegou a 6,1%, com o recuo de 0,5 ponto percentual (p.p.) no trimestre encerrado em novembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a menor taxa da série histórica da PNAD Contínua, iniciada no primeiro trimestre de 2012. A queda é em comparação ao trimestre de junho a agosto, quando ficou em 6,6% e caiu 1,4 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2023, que foi de 7,5%. A taxa equivale a 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego no país, o que representa o menor contingente desde o trimestre terminado em dezembro de 2014. Em um trimestre, 510 mil pessoas deixaram o desemprego. Ante o mesmo trimestre de 2023, 1,4 milhão de pessoas saíram da população desocupada. A pesquisa indicou ainda que a taxa de desocupação alcançou 8,8 pontos percentuais abaixo do recorde da série histórica da PNAD Contínua, que ficou em 14,9%, atingido no trimestre encerrado em setembro de 2020. Já o número de desocupados está 55,6% abaixo do recorde da série de 15,3 milhões, verificado no primeiro trimestre de 2021. Os dois períodos foram durante a pandemia da covid-19.

As pessoas ocupadas somaram 103,9 milhões, sendo um novo recorde no país. Antes disso, essa população havia caído ao menor contingente na série histórica, somando 82,6 milhões no trimestre encerrado em agosto de 2020. De lá para cá, houve alta de 25,8%, o equivalente a 21,3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho. Com o desempenho da ocupação no trimestre terminado em novembro, o Brasil tem recorde também entre os empregados no setor privado, que atingiu 53,5 milhões, e os trabalhadores com carteira assinada, que alcançaram 39,1 milhões. No setor público, foram 12,8 milhões de trabalhadores. Segundo o IBGE, novamente, o nível de ocupação, que é a proporção de pessoas com 14 anos de idade ou mais que estavam trabalhando, foi recorde também, chegando a 58,8%.

Outro dado da pesquisa é sobre o número de empregados sem carteira assinada, que não teve variação significativa no trimestre e permaneceu em 14,4 milhões. Já o total de trabalhadores por conta própria avançou 1,8% no trimestre ou 25,9 milhões e ficou estável no ano. Com 38,7%, a taxa de informalidade equivale a 40,3 milhões de trabalhadores. “Essa taxa está ligeiramente abaixo da registrada no trimestre anterior [38,8%] e foi menor que a do mesmo período de 2023 [39,2%]”, informou o IBGE.

Grupos
A alta da ocupação foi puxada por quatro dos dez grupamentos de atividade investigados pela pesquisa. A indústria subiu 2,4%, ou seja, mais 309 mil pessoas; a construção se expandiu em 3,6%, mais 269 mil pessoas; o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde Humana e serviços sociais avançou 1,2%, mais 215 mil pessoas; e os serviços domésticos, com alta de 3%, empregou mais 174 mil pessoas. Conforme o IBGE, a soma dessas atividades econômicas representou um ganho de 967 mil trabalhadores no trimestre.

Na comparação com o mesmo período de 2023, a alta foi em sete grupamentos: indústria geral (3,6%, ou mais 466 mil pessoas), construção (6%, ou mais 440 mil pessoas), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,6%, ou mais 692 mil pessoas), transporte, armazenagem e correio (5,8%, ou mais 322 mil pessoas), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (4,4%, ou mais 548 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,4%, ou mais 790 mil pessoas) e outros serviços (5%, ou mais 270 mil pessoas). Somadas, essas sete atividades econômicas ganharam mais 3,5 milhões de trabalhadores, frente ao mesmo período de 2023. Na mesma comparação, o grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura caiu 4,4%, ou menos 358 mil pessoas, enquanto os demais grupamentos ficaram estáveis.

Rendimento
O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.285 e ficou estável no trimestre, mas apresentou crescimento de 3,4% no ano. A massa de rendimento real habitual teve novo recorde, ao atingir R$ 332,7 bilhões. A alta é de 2,1%, o que representa mais R$ 7,1 bilhões no trimestre e de 7,2%, mais R$ 22,5 bilhões, no ano. Na comparação trimestral, apenas o grupamento transporte, armazenagem e correio registrou alta no rendimento médio, de 4,7%, ou mais R$ 141. Não houve variações significativas no rendimento médio dos demais grupamentos de atividade. No ano, três atividades tiveram alta no rendimento: comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,9%, ou mais R$ 102); transporte, armazenagem e correio (7,8%, ou mais R$ 229) e serviços domésticos (3,6%, ou mais R$ 43), com estabilidade nos demais grupamentos. 

Sobre a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial.

Dados são da pesquisa PNAD Contínua, do IBGE

Receita Federal irá monitorar dados de cartão de crédito e Pix acima de R$ 5 mil

A regra começou a valer na quarta-feira (1º) e está prevista na Instrução Normativa 2.219, de 2024 do órgão federal

Em nota, a Receita Federal afirma que as medidas têm o objetivo de melhorar o controle e a fiscalização das operações financeiras

As operadoras de cartões de crédito e instituições de pagamento que movimentam recursos financeiros devem prestar informações à Receita Federal sobre operações financeiras de contribuintes. O envio dos dados será semestral. A regra começou a valer na quarta-feira (1º) e está prevista na Instrução Normativa 2.219, de 2024 do órgão federal. Em nota, a Receita Federal afirma que as medidas têm o objetivo de melhorar o controle e a fiscalização das operações financeiras, por meio de uma maior coleta de dados. A norma atualiza e amplia a obrigatoriedade de envio de informações à Receita Federal via e-Financeira, que é o sistema eletrônico da Receita Federal que faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). A e-Financeira monitora e coleta informações sobre operações financeiras. Os arquivos digitais incluem dados de cadastro, abertura, fechamento, operações financeiras e previdência privada.

As instituições financeiras tradicionais, como os bancos públicos e privados, financeiras e cooperativas de crédito, já eram obrigadas a enviar à Receita Federal as informações sobre movimentações financeiras de seus clientes, como saldos em conta corrente, movimentações de resgate e investimentos dos correntistas, rendimentos de aplicações e poupanças. Com a mudança que entra em vigor em 2025, a obrigação de prestação de informações relativas às contas pós-pagas e contas em moeda eletrônica passa a ser também de operadoras de cartões de crédito e instituições de pagamento. Estas últimas são empresas autorizadas pelo Banco Central a oferecer serviços financeiros relacionados a pagamentos, como transferências, recebimentos e emissão de cartões. Entre elas estão as plataformas e aplicativos de pagamentos; bancos virtuais; e varejistas de grande porte, a exemplo de lojas de departamentos, de venda de eletrodomésticos; e atacadistas.

As novas entidades listadas na norma da Receita Federal estão obrigadas a apresentar as informações mencionadas quando o montante movimentado no mês for superior a R$ 5 mil, para pessoas físicas; ou R$15 mil, para pessoas jurídicas. Os dados deverão ser apresentados via e-Financeira semestralmente:

· até o último dia útil do mês de agosto, contendo as informações relativas ao primeiro semestre do ano em curso; e

· até o último dia útil de fevereiro, contendo as informações relativas ao segundo semestre do ano anterior.

Desta forma, dados de pagamentos via Pix e cartões de crédito superiores aos valores citados serão informados à Receita Federal – via e-Financeira – em agosto de 2025.

A regra começou a valer na quarta-feira (1º) e está prevista na Instrução Normativa 2.219, de 2024 do órgão federal

Região Sul teve ao menos 170 mil tentativas de fraude em setembro

Paraná seguiu sendo o estado com o maior volume da região

A maior parte das fraudes identificadas foram direcionadas para o setor de “Bancos e Cartões”

Em setembro de 2024, a região Sul do país registrou quase 170 mil tentativas de fraude, segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian. O estado com a maior quantidade no período foi o Paraná (66 mil), seguido do Rio Grande do Sul, com 58 mil. Santa Catarina foi o estado menos visado da região, com 42 mil tentativas de fraude. O Índice também traz a visão dos comportamentos suspeitos identificados nos golpes evitados: em 54,3% das ocorrências foram identificadas “inconsistências relacionadas aos dados cadastrais”, em 33,9% dos casos, “padrões fraudulentos ligados à autenticidade de documentos e validação biométrica” e em 11,8% “comportamentos suspeitos em dispositivos”, como associações anteriores com fraudes, entre outros.

A maior parte das fraudes identificadas pelas camadas de tecnologia da Serasa Experian foram direcionadas para o setor de “Bancos e Cartões” (53,4%). Os consumidores mais visados pelos criminosos são aqueles com idade de 36 a 50 anos (33,2%). “Os brasileiros devem estar vigilantes diariamente, evitando preencher formulários em sites desconhecidos, não clicar em links suspeitos em e-mails e mensagens de texto e nunca emprestar suas contas e documentos a terceiros. Para as empresas, o compromisso é aumentar as camadas de proteção nas etapas mais críticas das jornadas digitais e minimizar atrito na experiência dos seus clientes,” considera o diretor de produtos de autenticação e prevenção à fraude da Serasa Experian, Caio Rocha. 

Ao longo do mês, a média de tentativas a cada milhão de habitantes foi de 4.426. Segundo Rocha, o Indicador de setembro revelou que as regiões mais populosas concentram as tentativas de fraude pelo potencial de ganho financeiro para os criminosos. O Distrito Federal liderou o ranking, seguido por São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Confira a lista completa com números no gráfico abaixo:

Paraná seguiu sendo o estado com o maior volume da região

O marketing da culpa

Ou seriam os consumidores excessivamente sensíveis?

Motivações e inseguranças humanas são a matéria-prima de qualquer obra – artística ou comercial

Exercitar-se e aprender um idioma estão entre suas resoluções para 2025? Entre as suas e as de meio mundo, pode ter certeza. E saiba que o problema maior nem será iniciar as duas atividades, matriculando-se numa academia ou num curso de línguas, e sim perseverar.

Daí que empreendimentos dedicados a esses ramos tenham de ser muito proativos na retenção de seus clientes. A ponto de, às vezes – perdão pelo trocadilho –, passarem do ponto.

É do que se queixam usuários do Duolingo, um aplicativo mundial de ensino de idiomas, e a frequentadora de uma rede brasileira de academias cujo nome não foi revelado. Os primeiros denunciam um suposto tom “passivo-agressivo” em mensagens que irrompem na tela lembrando os inscritos de que não têm acessado o app (“faz tempo que não te vemos”). A segunda queixa-se de um e-mail fazê-la se sentir “uma fracassada” em seu objetivo de emagrecer (“faz 10 dias que não te vemos na academia. Para atingir os resultados dos seus treinos é preciso persistir”).

Há razão nas reclamações? Estaríamos diante de uma espécie de “marketing da culpa”?

Quanto à primeira pergunta, não acredito que a forma pela qual as empresas se dirigiram aos clientes tenha sido desrespeitosa, agressiva ou insultuosa. Se alguém me apresentasse os textos reproduzidos acima, eu os aprovaria sem ressalvas.

Quanto à segunda questão, há de se lembrar que motivações e inseguranças humanas são a matéria-prima de qualquer obra – artística ou comercial. A propaganda se apropria de várias delas, sempre por meio de recursos estilísticos, para consagrar o produto como a resposta para um desejo ou um temor. Assim, beber cerveja ou assinar TV a cabo passaram a ser vendidos como inserção em grupos (“ser brahmeiro é ser guerreiro”; “venha para o mundo dos nets”); desodorantes, como prevenção à rejeição; e cursos profissionais, como sinônimo de ascensão social (um antigo anúncio da ESPM mostrava duas imagens: uma estação de esqui e uma sala de aula, acompanhadas respectivamente pelas frases: “você não vai passar as férias aqui…se não passar as férias aqui”).

Assim, os episódios da Duolingo e da academia revelam mais sobre o consumidor atual, disposto a fazer barulho quando algo o desagrada, do que qualquer abuso na linguagem mercadológica. Vigora, hoje, o que especialistas chamam de uma “epidemia de drama” circulando pelo ambiente virtual: reações exageradas a coisas relativamente banais que antigamente passariam despercebidas.

O que dá margem a uma sugestão: tornar-se menos sensível às miudezas do mundo pode ser uma boa resolução de ano novo. Se malhar ou aprender inglês não forem adiante, cumprir com este objetivo já terá valido 2025.

Feliz ano novo.

Ou seriam os consumidores excessivamente sensíveis?

Mercado financeiro estima inflação de 4,99% em 2025

Boletim Focus projeta dólar a R$ 6 e Selic com 15%, ao final do ano

A estimativa para 2025 é mais pessimista que as previsões oficiais, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC)

O mercado financeiro mantém as expectativas de alta tanto para a inflação como para a cotação do dólar em 2025. No caso da inflação, essa expectativa de alta se mantém há 12 semanas, culminando, agora, com uma projeção de que, ao final do ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – esteja em 4,99%. Há uma semana, a expectativa do mercado era de que a inflação fechasse 2025 em 4,96%; e há quatro semanas era de que fechasse em 4,59%. Para os anos subsequentes, o mercado trabalha com expectativas inflacionárias de 4,03% em 2026; e de 3,90 em 2027. Os números são do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC).

A estimativa para 2025 é mais pessimista que as previsões oficiais. O governo federal estima um IPCA de 3,1% este ano, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 aprovada no Congresso Nacional. Como ainda não foi divulgado o índice oficial da inflação de 2024, o mercado continua a fazer projeções para o ano encerrado. Neste caso, a expectativa para o índice inflacionário caminhou em sentido oposto, reduzindo dos 4,90% projetados há uma semana para 4,89%, segundo o boletim divulgado hoje. O teto para a meta inflacionária estipulada para 2024 é 4,50%.

Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar o ritmo de alta dos juros na última reunião do ano, dia 11 de dezembro. A expectativa, portanto, é que a Selic apresente alta já no início de 2025. Diante desse cenário, o mercado financeiro aumentou a projeção dessa taxa básica para o fim deste ano, passando dos 14,75% projetados há uma semana, para os 15% projetados neste boletim mais recente. Há quatro semanas, esta projeção estava em 13,50%. Para os anos subsequentes, o mercado trabalha com uma projeção de 12% em 2026; e de 10% em 2027.

Dólar e PIB
O mercado projeta que, ao final de 2025, o dólar esteja sendo comercializado a R$ 6, mantendo a tendência de alta que vem sendo observada há 10 semanas. Na semana passada, a cotação esperada para o final deste ano era de R$ 5,96; e há quatro semanas era de que a cotação da moeda norte-americana fecharia o ano em R$ 5,77. Para 2026 e 2027, as expectativas se mantêm estáveis, em R$ 5,90 e R$ 5,80, respectivamente. Já as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2025 aumentaram de 2,01% para 2,02%. Há quatro semanas, o mercado projetava crescimento de 2% para o PIB de 2025. Para os PIBs de 2026 e 2027, o mercado projeta crescimentos de 1% e 2%, respectivamente.

Com ABR

Boletim Focus projeta dólar a R$ 6 e Selic com 15%, ao final do ano

Florianópolis tem o maior valor médio de dívidas entre as capitais brasileiras

Dados da FecomercioSP mostram ainda que Florianópolis e Curitiba direcionam mais do que a média nacional do orçamento para dívidas

Segundo a FecomercioSP, esse resultado sugere que os lares estão acessando crédito com custos mais altos, tanto para adquirir itens caros quanto para cobrir despesas do dia a dia

Praticamente um terço (29,6%) dos rendimentos mensais das famílias que vivem nas capitais está comprometido com o pagamento de dívidas, aponta um grande estudo sobre o tema realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A taxa se mantém estável há dois anos: em 2022, era de 30,4%, e no ano passado, de 29,7% —, mostrando-se bastante desigual na comparação entre as cidades. Em Florianópolis e Curitiba, por exemplo, perto da metade (34% e 33%, respectivamente) da renda dos lares é direcionada para arcar com despesas do tipo, ambas acima da média nacional (gráfico 1).

Na avaliação da FecomercioSP, realidades como essas são perniciosas às economias locais e à própria saúde econômica do país, na medida em que, quanto mais endividadas, maior a restrição das famílias não somente para consumir, mas também para investir a médio e longo prazos — ou mesmo para reunir recursos para possíveis emergências. Esses efeitos negativos ainda se somam a particularidades locais que podem ser observadas mais de perto. 

Tão importante quanto observar a parcela do orçamento entregue às dívidas é analisar o valor médio dessas despesas contraídas pelas famílias. Os resultados do estudo da Federação mostram que esse número está em queda há dois anos — de R$ 4.157, em 2022, para R$ 3.981, no ano passado. Agora, chegou a R$ 3.842, uma retração de 7,5% em dois anos. Contudo, ainda assim, o fenômeno se deu de forma desigual entre as capitais. Florianópolis tem o maior valor médio de dívidas entre as capitais (R$ 5.745, vide tabela 1). Com 34% do orçamento familiar comprometido, o município enfrenta uma situação complexa. Segundo a FecomercioSP, esse resultado sugere que os lares estão acessando crédito com custos mais altos, tanto para adquirir itens caros quanto para cobrir despesas do dia a dia, o que aumenta os riscos. O valor médio das dívidas na cidade supera o de São Paulo (R$ 5.021).

No total, de acordo com a pesquisa, hoje, as famílias das capitais brasileiras, juntas, devem quase R$ 50 bilhões em empréstimos, faturas de cartão de crédito, boletos do varejo ou financiamentos de carros e imóveis, entre outras modalidades. Em 2022, esse valor era de R$ 46,9 bilhões.

Gráfico 1

Tabela 1

Dados da FecomercioSP mostram ainda que Florianópolis e Curitiba direcionam mais do que a média nacional do orçamento para dívidas

Paraná prevê investimento de R$ 6 bi em infraestrutura rodoviária para 2025

Investimentos visam posicionar o estado como potência econômica

O Paraná foi o terceiro estado que mais investiu em rodovias no primeiro semestre de 2024, ficando atrás apenas de São Paulo e Bahia

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou seis editais para execução de obras que deverão ser realizadas em 2025. O valor previsto calcula um investimento próximo de R$ 6 bilhões e faz parte do interesse de expansionismo econômico do Paraná. Em 2023, o estado superou o PIB do Rio Grande do Sul, além de conectar o Sul do país com o Sudeste e Centro-Oeste e fazer fronteira com o Paraguai e a Argentina. Silvio Kasnodzei, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), ressalta que as obras são de extrema importância, pois a infraestrutura limitada restringia o crescimento paranaense. “Estávamos há décadas sem grandes valores para a construção ou ampliação das estradas, mas nestas mesmas décadas se instalaram novas indústrias, outras aumentaram sua produção, mas o investimento público em logística rodoviárias era muito pouco ou nada era feito para acompanhar este movimento.”

Como reflexo do novo momento em que vive, o Paraná também foi o terceiro estado que mais investiu em rodovias no primeiro semestre de 2024, ficando atrás apenas de São Paulo e Bahia e superando Minas Gerais e Rio de Janeiro. “Para os paranaenses, o aprimoramento de algumas vias, principalmente na região de Londrina, e a retomada das conceções dos lotes pedagiados foram marcos importantes”, completa Silvio. O presidente da entidade destacou que o setor está otimista, mas ponderou a necessidade de ampliar os trechos da BR 376 e BR 277, que ligam Ponta Grossa e Guarapuava à Palmeira e se juntam ao se aproximar de Curitiba no trecho que leva ao porto de Paranaguá. “Estamos otimistas com as oportunidades que existem para 2025, principalmente com o estudo do complexo rodoviário no Litoral do PR, que pode viabilizar a ligação das BR 116, BR 277, BR 376 e a PR 508 e, assim, melhorar o acesso aos portos paranaenses. Também aguardamos ansiosamente a liberação da ponte de integração entre o Brasil e o Paraguai”, conclui Kasnodzei.

Investimentos visam posicionar o estado como potência econômica