Archives 2025

Santa Catarina prevê PIB de 5,3% em 2024

Se a estimativa for confirmada, será o segundo maior avanço da economia em uma década

A indústria de transformação catarinense teve o maior crescimento do Centro-Sul em 2024, com uma alta de 7,7%, a terceira maior alta no país

Estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina aponta crescimento de 5,3%, em 2024, comparado ao ano anterior. Esse desempenho supera a estimativa do crescimento médio nacional, de 3,4% no mesmo período. As projeções sobre o PIB catarinense são feitas pela diretoria de políticas públicas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). As análises envolvem os principais parâmetros das atividades econômicas, e as projeções são atualizadas com base em um painel de 28 indicadores da economia estadual.

“Santa Catarina atinge o segundo maior PIB dos últimos 10 anos, o que reflete a assertividade das políticas públicas que estão sendo implementadas e seus impactos positivos na economia estadual”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Edgard Usuy, por meio de nota. “Temos o sexto maior PIB do país, o quinto melhor PIB per capita, e as projeções indicam que a nossa indústria teve o maior crescimento do Centro-Sul no ano passado”, conclui Usuy. O crescimento de 5,3% representa uma aceleração em relação à comparação até setembro passado, quando crescia a 4,7%. Paulo Zoldan, economista da Seplan e responsável pelas estimativas no estado, analisa que a aceleração na passagem do trimestre é explicada pelo desempenho robusto na indústria de transformação e em boa parte dos serviços e do comércio. Segundo ele, a economia estadual está super aquecida e em pleno emprego e passa por um momento bastante favorável para a atração e maturação de investimentos.

GRÁFICO

Fonte: Estimativa Seplan do Índice da Atividade Econômica de Santa Catarina. Com base em: PIB 2010-2022: IBGE e SEPLAN/SC: Contas Nacionais e Contas Regionais; PIB Brasil 2023 a 2024: IBGE/ PIB Trimestral Nacional; PIB Estadual 2023 e 2024

Em 2023, a Seplan estima um crescimento de 3,4% no PIB do estado, que atingiu R$ 504,6 bilhões, enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,2% naquele ano. De acordo com o último índice consolidado de 2022, a economia catarinense se manteve como a sexta maior do país. Já o PIB per capita do estado (R$ 61.274,40) foi o quinto maior do Brasil, cuja média foi R$ 49.638,30. A indústria de transformação catarinense teve o maior crescimento do Centro-Sul em 2024, com uma alta de 7,7%, o terceiro maior avanço no país. No período, a indústria brasileira cresceu 3,7%. A diversidade e competitividade da produção industrial do estado tiveram papel relevante nesse cenário.

No período teve destaque o crescimento dos segmentos de máquinas e equipamentos e de máquinas e aparelhos elétricos, impulsionados pela demanda de outros segmentos da economia nacional ou pelo aumento das exportações. A produção de têxteis e de artigos do vestuário e acessórios, por sua vez, foi impulsionada pelo aumento da renda. Da mesma forma, o aumento da renda favoreceu o aumento do consumo de produtos alimentícios e de bebidas, entre outros. Além do dinamismo da Indústria, as atividades de Serviços também evidenciaram a força de segmentos estratégicos para Santa Catarina. O volume das atividades turísticas no estado cresceu 9% em 2024, quase o triplo da média brasileira, enquanto o segmento de transportes obteve alta de 8,3%. O comércio, o maior segmento do setor de serviços, avançou 7,2%, enquanto à média de crescimento nacional foi 4,1%. De acordo com o economista da Seplan, o varejo ampliado catarinense teve um crescimento expressivo e acima da média nos últimos anos. A maior expansão de vendas no estado foi no segmento de veículos, motocicletas, partes e peças, que teve alta de 17,2% em 2024. Também houve destaque na evolução do comércio varejista de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+11,9%); de móveis e eletrodomésticos (+8,8%); e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (+8%).

Fonte: estimativa Seplan do Índice da Atividade Econômica de Santa Catarina. Com base em: PIB 2010-2022: IBGE e SEPLAN/SC: Contas Nacionais e Contas Regionais; PIB Brasil 2023 a 2024: IBGE/ PIB Trimestral Nacional; PIB Estadual 2023 e 2024

Em 2023, a Seplan estima um crescimento de 3,4% no PIB do estado, que atingiu R$ 504,6 bilhões, enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,2% naquele ano. De acordo com o último índice consolidado de 2022, a economia catarinense se manteve como a sexta maior do país. Já o PIB per capita do estado (R$ 61.274,40) foi o quinto maior do Brasil, cuja média foi R$ 49.638,30. A indústria de transformação catarinense teve o maior crescimento do Centro-Sul em 2024, com uma alta de 7,7%, o terceiro maior avanço no país. No período, a indústria brasileira cresceu 3,7%. A diversidade e competitividade da produção industrial do estado tiveram papel relevante nesse cenário.

No período teve destaque o crescimento dos segmentos de máquinas e equipamentos e de máquinas e aparelhos elétricos, impulsionados pela demanda de outros segmentos da economia nacional ou pelo aumento das exportações. A produção de têxteis e de artigos do vestuário e acessórios, por sua vez, foi impulsionada pelo aumento da renda. Da mesma forma, o aumento da renda favoreceu o aumento do consumo de produtos alimentícios e de bebidas, entre outros. Além do dinamismo da Indústria, as atividades de Serviços também evidenciaram a força de segmentos estratégicos para Santa Catarina. O volume das atividades turísticas no estado cresceu 9% em 2024, quase o triplo da média brasileira, enquanto o segmento de transportes obteve alta de 8,3%. O comércio, o maior segmento do setor de serviços, avançou 7,2%, enquanto à média de crescimento nacional foi 4,1%. De acordo com o economista da Seplan, o varejo ampliado catarinense teve um crescimento expressivo e acima da média nos últimos anos. A maior expansão de vendas no estado foi no segmento de veículos, motocicletas, partes e peças, que teve alta de 17,2% em 2024. Também houve destaque na evolução do comércio varejista de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+11,9%); de móveis e eletrodomésticos (+8,8%); e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (+8%).

Se a estimativa for confirmada, será o segundo maior avanço da economia em uma década

Estimativa prevê safra de 2025 10% maior que a de 2024

Produção da soja deve alcançar novo recorde da série histórica

A região Sul é responsável por 27% da nacional de grãos

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar um recorde de 323,8 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 10,6% em relação ao registrado em 2024. São 31,1 milhões de toneladas a mais do que a safra de 2024 (292,7 milhões). A estimativa é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE. A área a ser colhida foi projetada em 81 milhões de hectares, aumento de 2,4% frente à área colhida em 2024 (1,9 milhão de hectares a mais).

Em relação à produção, algodão e soja devem bater recordes em 2025. A soja registrou aumento de 13,4% em comparação à safra do ano passado, chegando a 164,4 milhões de toneladas. Para o algodão, são nove milhões de toneladas, acréscimo de 1,8% em relação a 2024. Quanto ao milho, a estimativa da produção foi de 124,8 milhões de toneladas, crescimento de 8,8% em relação ao volume produzido em 2024. O arroz também teve bom desempenho projetado, com aumento de 7% em relação ao ano anterior.

As cinco regiões tiveram alta nas estimativas de produção: Centro-Oeste (10,7%), Sul (11,7%), Sudeste (12,1%), Nordeste (10,2%) e Norte (3,5%). Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com participação de 29,8%, seguido por Paraná (13,6%), Goiás (11,5%), Rio Grande do Sul (11,4%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,8% do total. Com relação às participações regionais, a lista tem Centro-Oeste (49,4%), Sul (27%), Sudeste (9%), Nordeste (8,8%) e Norte (5,8%).

Produção da soja deve alcançar novo recorde da série histórica

Setor de serviços recua 0,2% em janeiro

Resultado é atribuído ao fraco desempenho das atividades de transportes

A variação negativa no mês foi puxada, principalmente, pelos serviços de transportes, que caíram 1,8%

O volume de serviços no país variou negativamente 0,2% em janeiro de 2025 na comparação com o mês anterior, quando ficou estável (0,0%). Frente a janeiro de 2024, o setor avançou 1,6%, décima taxa positiva consecutiva. A variação negativa no mês foi puxada, principalmente, pelos serviços de transportes, que caíram 1,8%, com maiores taxas negativas nos seguintes segmentos: dutoviário, aéreo, rodoviário coletivo de passageiros, ferroviário de cargas e correio. O acumulado em 12 meses teve alta de 2,9%, menor do que a registrada em dezembro de 2024 (3,2%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

Os outros dois serviços com desempenho negativo em janeiro foram os prestados às famílias (-2,4%) e os profissionais, administrativos e complementares (-0,5%). O primeiro eliminou parte do ganho de 7,0% acumulado entre maio e dezembro de 2024, e o último registrou a terceira retração seguida, com perda de 3,7% nesse intervalo. “Após alcançar o ápice de sua série histórica em outubro de 2024, o setor de serviços apresentou duas taxas negativas e uma estabilidade nos últimos três meses. Nesse período, acumulou perda de 1,1%, que pode ser explicada pela alta margem de comparação. Em janeiro, três das cinco atividades investigadas mostraram resultados negativos e, apesar da variação negativa, o desempenho do setor de serviços ficou próximo da estabilidade”, analisa o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

O setor de transportes foi o destaque no resultado de janeiro, sendo responsável pelo maior impacto negativo ao recuar 1,8%. “Houve quedas importantes no transporte dutoviário, com perda de receita de empresas relevantes que atuam nesse segmento, no transporte aéreo, no transporte rodoviário coletivo de passageiros, no transporte ferroviário de cargas e na atividade de correio”, explica Lobo. No sentido contrário, informação e comunicação (2,3%) e outros serviços (2,3%) tiveram os únicos avanços de janeiro de 2025, com a primeira atividade acumulando um ganho de 2,8% nos últimos três meses, enquanto a última recuperou parte da perda verificada em dezembro de 2024 (-4,1%). “Os serviços de tecnologia da informação (7,8%) têm crescido de forma bastante expressiva, ditando o ritmo do setor de serviços como um todo. Em janeiro, esse segmento renovou seu recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2011”, recorda Lobo.

Resultado é atribuído ao fraco desempenho das atividades de transportes

ChromeOS 134 trará recurso que prolonga a vida útil da bateria dos Chromebooks

O Google anunciou que a próxima atualização do ChromeOS 134 incluirá um recurso que limita o carregamento da bateria a 80%, ajudando a reduzir o desgaste e prolongar a vida útil dos dispositivos. Essa funcionalidade já é conhecida pelos usuários dos smartphones Google Pixel, onde foi bem recebida com o Android 15. A nova configuração […]O Google anunciou que a próxima atualização do ChromeOS 134 incluirá um recurso que limita o carregamento da bateria a 80%, ajudando a reduzir o desgaste e prolongar a vida útil dos dispositivos. Essa funcionalidade já é conhecida pelos usuários dos smartphones Google Pixel, onde foi bem recebida com o Android 15. A nova configuração […]

Google proíbe extensões do Chrome de inserirem links de afiliados sem benefício ao usuário

O Google atualizou recentemente as regras para extensões do Chrome, estabelecendo que links de afiliados só poderão ser inseridos quando houver uma ação direta do usuário e um benefício real envolvido. A decisão vem em meio a polêmicas envolvendo a extensão Honey, da PayPal, que foi acusada de modificar links de afiliados sem o conhecimento […]O Google atualizou recentemente as regras para extensões do Chrome, estabelecendo que links de afiliados só poderão ser inseridos quando houver uma ação direta do usuário e um benefício real envolvido. A decisão vem em meio a polêmicas envolvendo a extensão Honey, da PayPal, que foi acusada de modificar links de afiliados sem o conhecimento […]

Como remover os resumos de IA da Busca do Google

Nos últimos tempos, o Google tem integrado resumos de inteligência artificial (AI Overviews) nos resultados de busca, o que nem sempre agrada os usuários. Se você prefere pesquisas mais diretas, sem interferências da IA, saiba que há maneiras de ocultar essas respostas. Embora o Google não permita desativá-las oficialmente, algumas soluções podem melhorar sua experiência […]Nos últimos tempos, o Google tem integrado resumos de inteligência artificial (AI Overviews) nos resultados de busca, o que nem sempre agrada os usuários. Se você prefere pesquisas mais diretas, sem interferências da IA, saiba que há maneiras de ocultar essas respostas. Embora o Google não permita desativá-las oficialmente, algumas soluções podem melhorar sua experiência […]

SLC Agrícola adquire Sierentz Agro Brasil

Negócio foi fechado por aproximadamente R$ 780 milhões

Aquisição amplia a exposição da SLC Agrícola em áreas arrendadas, passando a representar 66,5% da área física sob gestão da companhia

A SLC Agrícola comunicou que adquiriu, por meio de sua subsidiária SLC Agrícola Centro Oeste, 100% do capital da empresa Sierentz Agro Brasil, por US$ 135 milhões (aproximadamente R$ 780 milhões). Todas as máquinas e equipamentos utilizados na operação também fizeram parte da negociação. De acordo com a SLC, o valor será pago em três parcelas, sendo 60% na data do fechamento da aquisição, 20% em 30 de abril do próximo ano e 20% em 30 de abril de 2027. A conclusão da aquisição está condicionada ao cumprimento de obrigações e condições precedentes usuais nesse tipo de operação, incluindo sua submissão à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Sierentz atua na produção de soja, milho e outros produtos agrícolas, bem como na criação de gado em sistema de integração lavoura-pecuária. A operação é 100% em áreas arrendadas, localizadas nos estados do Maranhão, Piauí e Pará, totalizando cerca de 96 mil hectares físicos. No Maranhão serão em torno de 68 mil hectares, no Piauí 18 mil hectares e no Pará 10 mil hectares. Parte dessas áreas têm aptidão para a realização de segunda safra, somando um potencial de em torno de 135 mil hectares plantados. Os contratos de arrendamento possuem um custo médio anual de 9,3 sacas de soja por hectare, com prazo médio de 13 anos.

A SLC também informou que na hipótese de confirmação e fechamento do negócio, em torno de 33 mil hectares físicos já possuem proposta vinculante para aquisição dos direitos de operação pela Terrus, condição da transação. Essa operação deverá ser precedida de uma cisão parcial da Sierentz Agro Brasil, a ser viabilizada, procedidos os eventos contratuais acordados. O valor aproximado dessa transação é de R$ 191,2 milhões. As máquinas e equipamentos pertinentes à operação já estão inclusos no valor da transação.

A SLC Agrícola vai operar, indiretamente, 63 mil hectares físicos (em torno de 100 mil hectares de área plantada). O plano de produção é de manter o plantio de soja e milho. O algodão será implantado a partir do terceiro ano de produção. O controle da operação pela SLC Agrícola deverá ocorrer a partir de 1 de julho deste ano. “A nova operação permitirá um crescimento de 13% sobre a área plantada na safra 2024/25 e fortalece a estratégia de diversificação geográfica do portfólio de terras sobre gestão, visando dirimir riscos climáticos. Além disso, amplia a exposição da SLC em áreas arrendadas, passando a representar 66,5% da área física sob gestão da companhia”, detalha Ivo Marcos Brum, diretor financeiro e de relações com investidores da SLC Agrícola no documento que informou a transação ao mercado.

O Grupo SLC, conglomerado que a SLC Agrícola faz parte, é a 19ª maior empresa da região e também a sexta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Negócio foi fechado por aproximadamente R$ 780 milhões

Setor do aço pode perder US$ 1,5 bilhão em exportações

Tarifa dos EUA sobre o aço tem pouco impacto no PIB do Brasil

O Brasil terá perda de exportação equivalente a US$ 1,5 bilhão e uma queda de produção de quase 700 mil toneladas neste ano

A tarifa de 25% sobre importação de aço e alumínio para os Estados Unidos terá impacto importante para o setor de metais ferrosos no Brasil, mas baixa repercussão na economia de modo geral. Estudo que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estimou que a tarifa pode gerar queda de 2,2% da produção, contração de 11,2% das exportações do metal e redução de 1,1% das importações. Isso significa que o Brasil terá perda de exportação equivalente a US$ 1,5 bilhão e uma queda de produção de quase 700 mil toneladas neste ano.

“Isso se deve ao fato de que os Estados Unidos são um mercado muito importante para o aço brasileiro. Em 2024, último dado de ano fechado que nós temos, eles foram destino de mais da metade das exportações. Portanto, é um mercado crucial de aço para o Brasil e daí a importância de se lidar com essa questão”, explica Fernando Ribeiro, coordenador de Relações Econômicas Internacionais do Ipea e autor do estudo. Apesar da repercussão significativa para o setor, em termos macroeconômicos o impacto é baixo. O trabalho prevê queda de apenas 0,01% do PIB e de 0,03% das exportações totais, com ganho de saldo na balança comercial de US$ 390 milhões, já que a redução da atividade econômica também levará à redução nas importações (0,2%).

Para Ribeiro, a negociação é a melhor forma de o Brasil lidar com a questão. “O Brasil tem uma indústria siderúrgica bastante desenvolvida, bastante forte e que exporta, principalmente produtos semiacabados. É importante que o país busque algum tipo de negociação para o governo americano para reverter essa medida e impedir que isso possa trazer prejuízos para o setor”, defende. A tarifa teria pequeno impacto sobre o PIB dos EUA (-0,02%), mas geraria quedas um pouco mais significativa do investimento (-0,4%), das exportações (-0,4%) e das importações (-0,6%), bem como o aumento de US$ 7,3 bilhões do saldo comercial – valor insignificante ante o déficit comercial de mais de US$ 1 trilhão no comércio de mercadorias.

Em termos setoriais, as importações norte-americanas de metais ferrosos teriam queda expressiva, de 39,2%, enquanto a produção doméstica teria aumento de 8,9%. As exportações se reduziriam em 5,3%. Outros setores produtivos no país também teriam queda de produção em função da tarifa, como máquinas e equipamentos (-1,1%), produtos de metal (-0,9%), equipamentos elétricos (-0,6%) e veículos e peças (-0,5%), como reflexo do aumento de custo de produção gerado pelo encarecimento do aço.

Tarifa dos EUA sobre o aço tem pouco impacto no PIB do Brasil

Confira regras do IRPF 2025

Prazo para declaração começa na segunda

Declaração pré-preenchida estará disponível a partir de 1º de abril

Uma das principais ferramentas que agiliza a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, a declaração pré-preenchida atrasará este ano. O documento, que traz as informações do contribuinte apuradas pelo Fisco, só estará disponível a partir de 1º de abril. Este ano, o prazo de entrega da declaração começa na próxima segunda-feira (17), às 8h, e termina em 30 de maio, às 23h59min59s. O Fisco espera receber 46,2 milhões de declarações, quase 3 milhões a mais que as 43.212.426 declarações entregues em 2024.

Nos últimos anos, a declaração pré-preenchida estava disponível por volta de 15 de março, no primeiro dia da entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Segundo o subsecretário de gestão corporativa da Receita, Juliano Brito, fatores internos, inclusive a greve na Receita Federal, provocaram o atraso em duas semanas. “O melhor era ser lançado tudo junto. Não foi possível. Tivemos dificuldades internas que impediram que isso acontecesse. Não aconteceu o que a gente queria. O movimento reivindicatório [dos servidores da Receita Federal] não ajuda nesse tipo de atividade”, explicou Brito.

Criada em 2014, a declaração pré-preenchida passou a ser fornecida ao programa gerador da Declaração do Imposto de Renda em 2020. A importação dos dados da declaração pré-preenchida evoluiu de 1,2% das declarações, em 2021, para 41,2% no ano passado. Para este ano, a Receita espera que 57% das declarações sejam pré-preenchida. “Não vamos esperar o dia 1º de abril para liberar as informações para vocês. À medida que as informações forem sendo carregadas [para a base de dados da Receita], vamos disponibilizá-las para quem usa o programa gerador”, explicou o responsável pelo programa do Imposto de Renda 2025, auditor-fiscal José Carlos da Fonseca.

A declaração do Imposto de Renda terá poucas mudanças em relação ao ano passado. As principais são as situações em que o contribuinte está obrigado a entregar o documento, por causa do reajuste da faixa de isenção no ano passado. Outra mudança é a maior prioridade para quem simultaneamente utilizou a declaração pré-preenchida e optou pelo recebimento da restituição via Pix. Até o ano passado, a prioridade era definida apenas com base na utilização de uma das duas ferramentas.

Por causa da lei que antecipou a cobrança de Imposto de Renda sobre Fundos Exclusivos e tributou as offshores (empresas de investimento em outros países), os rendimentos no exterior passaram a ser tributados de forma definitiva na declaração de ajuste anual, com alíquota de 15%. Até 2023, o pagamento era feito mensalmente, mas passou a ser feito anualmente. Na declaração, os bens que representem investimentos no exterior passam a permitir a informação do rendimento e do imposto pago, tanto no Brasil como no exterior.

Com ABR 

Prazo para declaração começa na segunda

Grupo Piracanjuba vai produzir biogás em duas unidades industriais no Sul

Plantas de São Jorge D´Oeste (PR) e Carazinho (RS) serão contempladas

Com recursos do Fundo Clima, empresa investirá em nova tecnologia para estações de tratamento de efluentes

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 150 milhões com recursos do Fundo Clima para o Grupo Piracanjuba. O valor será destinado para a implantação de quatro estações de tratamento de efluentes industriais (ETEs) com produção de biogás nas unidades de Araraquara (SP), Três Rios (RJ), Carazinho (RS) e São Jorge D´Oeste (PR). Os recursos também serão destinados para substituir caldeiras que atualmente consomem combustível fóssil nas unidades carioca e paulista. A captação do biogás poderá evitar a emissão de 152,7 mil toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) por ano, logo que as plantas atingirem seus máximos de produção. Além de evitar emissões, são esperadas nessas ETEs a elevação na eficiência, a melhora nos controles operacionais e a redução de custos. As plantas de biogás, tão logo atinjam seus máximos de produção, terão o potencial de gerar cerca de 11,7 milhões de metros cúbicos normais (Nm³) de biogás por ano. Para ter uma ideia de grandeza, seria como se um carro de passeio utilizasse esse biocombustível por uma distância de 600 mil quilômetros todos os anos.

“Estamos entusiasmados em anunciar a captação de R$ 150 milhões do BNDES, através do Fundo Clima, para investir em quatro projetos inovadores de tratamento de efluentes. Esses projetos irão gerar biogás, que será utilizado nas caldeiras, reduzindo assim as emissões de gases de efeito estufa e os custos com combustíveis. Além disso, substituiremos caldeiras que atualmente consomem combustíveis fósseis por alternativas mais sustentáveis. Esse investimento reafirma nosso compromisso com a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente, garantindo um futuro mais limpo e sustentável para todos”, disse o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, por meio de nota. Com origem no interior de Goiás, o Grupo Piracanjuba reúne as marcas Piracanjuba, Emana, LeitBom e as licenciadas Almond Breeze, Ninho e Molico (leite longa vida), com mais de 200 produtos no portfólio. A companhia tem mais de 4 mil funcionários, sete unidades fabris e 16 postos de recepção de leite, e capacidade para processar até 6 milhões de litros de leite por dia, além de fazendas de eucalipto e programas de educação continuada.

Fundo Clima
O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima, é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e tem como finalidade de garantir recursos para apoio a projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas. Segundo o diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do BNDES, José Luís Gordon, o Novo Fundo Clima apoia a adoção de fontes de energia limpa e a promoção do uso responsável e eficiente da energia. “E essa modalidade de financiamento está alinhada à nova política industrial, que incentiva a bioeconomia, a descarbonização, a transição e a segurança energética nas empresas brasileiras para garantir os recursos às futuras gerações.”

Plantas de São Jorge D´Oeste (PR) e Carazinho (RS) serão contempladas

Mudanças no Pix: saiba como consultar pendências no CPF

Veja o passo a passo para regularização

Para saber se seu CPF está irregular e se sua chave está entre as que poderão ser canceladas, o Portal AMANHÃ preparou um passo a passo para regularizar pendências e evitar essa exclusão

As novas regras do Banco Central (BC) para uso do Pix devem afetar cerca de 8 milhões de chaves ligadas a CPFs em situação irregular na base de dados da Receita Federal. Estas chaves poderão ser excluídas. Anunciada nesta quinta-feira (6), a medida visa mais segurança aos usuários deste sistema de pagamento instantâneo. Para saber se seu CPF está irregular e se sua chave está entre as que poderão ser canceladas, o Portal AMANHÃ preparou um passo a passo para regularizar pendências e evitar essa exclusão.

O primeiro deles é saber se o CPF está em alguma das seguintes situações cadastrais: suspensa, cancelada, titular falecido ou nula. Para tanto, é necessário consultar o site da Receita Federal em aba específica de Comprovante de Situação Cadastral. Se a situação estiver “suspensa”, é necessário fazer o pedido de regularização na aba específica do site da Receita. Segundo o órgão, na maioria das vezes, a atualização do CPF pelo site corrige as informações na hora. Contudo, se ao final do procedimento for gerado um protocolo de atendimento, será necessário enviar alguns documentos à Receita Federal para concluir o serviço.

Nesses casos, o envio da documentação comprobatória da alteração pode ser encaminhada por e-mail. Clique aqui para saber o e-mail que atende cada um dos estados brasileiros. Também é possível agendar a entrega da documentação comprobatória, nesta aba específica do site. Entre os documentos que podem ser solicitados estão a certidão de nascimento ou casamento, título de eleitor, comprovante de residência e um documento de identidade. Além disse, o solicitante terá que enviar uma selfie, segurando o documento de identidade. Já no caso do CPF apresentar a situação de “titular falecido” ou “cancelado” é necessário agendar atendimento em uma unidade da Receita para realizar a correção. Para fazer isso, clique aqui.

Em situações especiais, a exemplo de pessoa com deficiência maior de 18 anos, o pedido pode ser feito pelo cônjuge ou companheiro; ascendente, descendente ou parente colateral até o 3º ou curador. Nesse caso, será preciso enviar também laudo médico atestando a deficiência, documento de identificação com foto do solicitante e documento que comprove o parentesco ou curatelia. No caso de menores de 16 anos tutelados ou sujeitos à guarda, a alteração no cadastro do CPF pode ser solicitada pelos pais, tutor ou responsável pela guarda, mediante o envio de documento de identificação com foto do solicitante e documento que comprove a tutela ou responsabilidade da guarda do incapaz. Além disso, o atendimento presencial também pode ser prestado por unidades conveniadas, mas com o custo de R$ 7. As unidades que prestam o serviço são os cartórios de registro de pessoas naturais, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os Correios.

Se a pessoa residir no exterior, a orientação é preencher o formulário disponível aqui. Após o preenchimento, o formulário deve ser impresso e entregue em uma representação diplomática brasileira em até 15 dias, com os documentos listados. Também é possível solicitar atendimento presencial junto às repartições consulares brasileiras no exterior. As informações sobre os consulados estão disponíveis no portal E-consular.

Com ABR

Veja o passo a passo para regularização

Google facilita o sideloading de apps de terceiros no Android com nova função no Play Protect

O Google está trazendo uma novidade importante para quem costuma instalar aplicativos de fora da Play Store. O Play Protect, sistema de segurança do Android que analisa apps para detectar ameaças, agora conta com a opção de “Pausa”, permitindo que o usuário interrompa temporariamente a verificação de segurança sem precisar desativá-la por completo. Antes dessa […]O Google está trazendo uma novidade importante para quem costuma instalar aplicativos de fora da Play Store. O Play Protect, sistema de segurança do Android que analisa apps para detectar ameaças, agora conta com a opção de “Pausa”, permitindo que o usuário interrompa temporariamente a verificação de segurança sem precisar desativá-la por completo. Antes dessa […]

Mozilla apela ao DOJ para não cortar acordos de busca entre Google e Firefox

Você já parou para pensar como os navegadores que você usa todos os dias são financiados? No caso do Firefox, da Mozilla, a resposta está diretamente ligada ao Google. Em 2023, cerca de 75% da receita da Mozilla veio de pagamentos feitos pelo Google e outros provedores de busca para serem o mecanismo de pesquisa […]Você já parou para pensar como os navegadores que você usa todos os dias são financiados? No caso do Firefox, da Mozilla, a resposta está diretamente ligada ao Google. Em 2023, cerca de 75% da receita da Mozilla veio de pagamentos feitos pelo Google e outros provedores de busca para serem o mecanismo de pesquisa […]

Google apresenta robô com IA capaz de dobrar origami e manusear objetos com precisão

O Google DeepMind anunciou um grande avanço na robótica com a criação do Gemini Robotics, um modelo de inteligência artificial projetado para dar mais autonomia e precisão a robôs. A novidade promete revolucionar a interação entre máquinas e o mundo físico, permitindo que elas realizem tarefas delicadas, como dobrar origamis ou fechar sacos Zip-loc sem […]O Google DeepMind anunciou um grande avanço na robótica com a criação do Gemini Robotics, um modelo de inteligência artificial projetado para dar mais autonomia e precisão a robôs. A novidade promete revolucionar a interação entre máquinas e o mundo físico, permitindo que elas realizem tarefas delicadas, como dobrar origamis ou fechar sacos Zip-loc sem […]

Google Mensagens recebe melhorias para o envio de fotos e vídeos

Se você já enfrentou dificuldades ao enviar fotos e vídeos pelo Google Mensagens, não está sozinho. Muitos usuários relataram problemas no envio de mídias via RCS, com imagens demorando para carregar, aparecendo borradas por vários minutos e até sendo comprimidas sem necessidade, algo mais comum em SMS. Diante dessas reclamações, o Google tomou providências. Em […]Se você já enfrentou dificuldades ao enviar fotos e vídeos pelo Google Mensagens, não está sozinho. Muitos usuários relataram problemas no envio de mídias via RCS, com imagens demorando para carregar, aparecendo borradas por vários minutos e até sendo comprimidas sem necessidade, algo mais comum em SMS. Diante dessas reclamações, o Google tomou providências. Em […]