Archives 2025

Syrah do DF possui até quatro vezes mais resveratrol que vinhos franceses

Essa foi uma das conclusões de um estudo inédito que contou com a participação de pesquisadoras da região Sul

A Vinícola Brasília, criada em 2019, já comercializa rótulos reconhecidos e, no ano passado, inaugurou seu complexo vitivinícola

Vinhos produzidos no Cerrado de Altitude, no Distrito Federal, têm surpreendido especialistas do setor ao apresentarem concentração excepcional de compostos fenólicos, quando comparados com rótulos consagrados da França, Itália, Espanha, Austrália, Argentina e África do Sul. A constatação vem de uma pesquisa recente e inédita coordenada por Rafael Lavrador Sant Anna, do Instituto Federal de Brasília (IFB), em parceria com as pesquisadoras Caroline Dani e Fernanda Spinelli. A pesquisa avaliou as safras de 2022 e 2023 da variedade Syrah, uva símbolo da produção local. Os vinhos brasilienses demonstraram concentração excepcional de compostos fenólicos e antioxidantes, fatores determinantes para a estrutura, longevidade e complexidade aromática da bebida. Os dados foram comparados com padrões internacionais, utilizando protocolos reconhecidos pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), sediada em Dijon, na França, responsável por estabelecer e manter padrões para a indústria vinícola no mundo inteiro.

“Os resultados foram tão expressivos que refizemos os testes. Os índices de resveratrol e outros compostos estavam acima do esperado, superando vinhos de regiões tradicionais”, conta Sant Anna, coordenador do estudo. Os compostos fenólicos presentes em maior quantidade nos vinhos brasilienses também oferecem benefícios à saúde. O resveratrol atua na prevenção de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, enquanto as antocianinas fortalecem o sistema imunológico e a microbiota intestinal. As catequinas, por sua vez, têm ação antioxidante e anti-inflamatória, ajudando a retardar o envelhecimento celular.

As análises foram realizadas em laboratório especializado de Caxias do Sul (RS), único no país capaz de aplicar os rigorosos padrões internacionais. Os pesquisadores também destacam a importância da adaptação da Syrah ao solo do Distrito Federal, principalmente com o uso da técnica da dupla poda, que favorece o amadurecimento ideal da uva no inverno. Com essas concentrações, os vinhos do Cerrado garantem não apenas uma cor marcante e identidade varietal autêntica, mas também alta qualidade técnico-científica, com potencial para reconhecimento internacional e futura Indicação Geográficas (IG). O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, Marco Antônio Costa Júnior, destaca a conclusão do estudo. “Essa pesquisa comprova que Brasília não apenas entrou no mapa da vitivinicultura nacional — ela já pode ser considerada referência internacional. O Cerrado brasileiro tem mostrado um potencial surpreendente”, afirma.

Primeira IG técnica do Brasil
A equipe de pesquisadores já pensa na construção da primeira Indicação Geográfica (IG) brasileira com base em critérios laboratoriais e não apenas sensoriais. A ideia é utilizar os compostos fenólicos como elementos técnicos para garantir a autenticidade e rastreabilidade da produção. “Queremos que Brasília seja pioneira no país ao adotar uma IG que considere dados bioquímicos. Isso traria mais segurança ao consumidor e agregaria valor ao produto local”, defende Sant Anna. A proposta já foi apresentada à Vinícola Brasília, uma das principais produtoras da região, e pode ser viabilizada com novos editais de fomento. O resultado atual é fruto de uma trajetória iniciada há mais de 20 anos. Pesquisadores mineiros identificaram no Cerrado um ambiente favorável à vitivinicultura de qualidade, especialmente com o uso da técnica da dupla poda, trazida pelo pesquisador Murilo Albuquerque Regina, da Epamig. Essa técnica permite colher uvas no inverno, em condições ideais de maturação. No ano seguinte, a FAPDF investiu no projeto Desenvolvimento de tecnologias para o fomento da vitivinicultura no DF e Ride, conhecido como Vinhas Brasília, coordenado pela professora Márcia Terezinha Longen Zindel, da Universidade de Brasília (UnB). O projeto estruturou a cadeia produtiva local e impulsionou o enoturismo, consolidando Brasília como nova fronteira do vinho nacional. A Vinícola Brasília, criada em 2019, já comercializa rótulos reconhecidos e, em 2024, inaugurou seu complexo vitivinícola. A Syrah, uva rústica e de alta produtividade, mostrou ser a mais adaptada ao Cerrado.

Destaques técnicos dos resultados
A pesquisa revelou dados surpreendentes. Com maior concentração de antocianinas, os vinhos do Cerrado garantem cor intensa e identidade varietal única, superando Syrahs de grandes regiões da França e Alemanha. O Syrah do Distrito Federal possui até quatro vezes mais resveratrol que vinhos franceses e italianos renomados, por exemplo. O estudo também comprovou que os taninos do Distrito Federal são mais concentrados que em vinhos clássicos do Vale do Rhône e Rioja, garantindo maior estrutura e intensidade. Confira.

Resveratrol (antioxidante ligado à saúde cardiovascular e longevidade):
Syrah do DF: até 12,08 mg/L
Barossa Valley (Austrália): 3,85 mg/L
Médoc/Bordeaux (França): 2,9 mg/L
Toscana (Itália): 3,2 mg/L

Catequinas e Epicatequinas (taninos que conferem estrutura e corpo ao vinho):
Syrah do DF: 49,70 mg/L
África do Sul: até 17,76 mg/L
Vale do Rhône (França): cerca de 20 mg/L
Espanha (Rioja, Priorat): entre 18 mg/L e 25 mg/L

Antocianinas (responsáveis pela cor intensa e identidade varietal):
Syrah do DF: Malvidina: 17,90 mg/L; Cianidina: 46,84 mg/L e Delfinidina: 14,92 mg/L
França (Hermitage e Côte Rôtie): Malvidina entre 8,5 mg/L e 11 mg/L
Argentina: Malvidina até 9,75 mg/L; Cianidina até 10,8 mg/L; Delfinidina até 22 mg/L

Essa foi uma das conclusões de um estudo inédito que contou com a participação de pesquisadoras da região Sul

Как вызвать девушку по вызову в отель: особенности, способы и риски

Интим досуг становится все более востребованным в современном обществе, и вызов девушки на дом или в отель – один из способов провести время с удовольствием. Но как правильно организовать такое свидание? Как избежать неприятных сюрпризов и обеспечить безопасность как для себя, так и для партнерши? Давайте более подробно рассмотрим особенности, способы и риски вызова девушки по вызову в отель.

Особенности вызова девушки по вызову

Вызов awesomewm.ru/out-girls девушки по вызову – это часто выбираемый способ для тех, кто хочет организовать приятный вечер без лишних хлопот. Основные особенности этого сервиса:

1. Анонимность. Чаще всего вам не нужно предоставлять свои личные данные для заказа услуги.

2. Разнообразие выбора. Существует множество агентств и индивидуалок, среди которых можно найти подходящую партнершу для вечера.

3. Гибкость. Вы можете выбрать удобное для вас время и место встречи.

Преимущества вызова девушки по вызову в отель

Встреча в отеле – это удобный вариант для тех, кто ценит приватность и комфорт. Преимущества вызова девушки в отель:

– Конфиденциальность. Встреча будет проходить в отдельной обстановке, где никто не потревожит вас.

– Уют. Отель обеспечивает комфортные условия для проведения вечера.

– Безопасность. Персонал отеля следит за безопасностью гостей.

Способы вызова девушки по вызову в отель

Существует несколько способов вызвать девушку по вызову в отель:

1. Через агентство. Многие агентства предлагают услуги по вызову девушек на дом или в отель.

2. Через платформы знакомств. Современные приложения и сайты знакомств также предоставляют возможность найти партнершу для вечера.

3. Самостоятельный поиск. Вы можете найти контакты индивидуалок в социальных сетях или специализированных сайтах.

Риски вызова девушки по вызову в отель

Как и в любом виде сервиса, существуют риски при вызове девушки в отель:

– Недобросовестные исполнительницы. Не всегда можно быть уверенным в честности и профессионализме партнерши.

– Скрытые камеры. Необходимо быть бдительным и проверять помещение на предмет скрытых камер.

– Нелегальное проституирование. В некоторых случаях услуги могут оказываться нелегальными.

Как обезопасить себя при вызове девушки в отель

Для того чтобы минимизировать риски и обеспечить безопасность во время встречи с девушкой в отеле, следует соблюдать несколько простых правил:

1. Проверьте репутацию. Перед заказом услуги изучите отзывы о партнерше.

2. Не передавайте личные данные. Не доверяйте свои личные данные и банковские реквизиты.

3. Будьте внимательны. В случае подозрений или недопониманий, лучше отказаться от встречи.

Где можно найти проверенные агентства для вызова девушки в отель

Для того чтобы избежать неприятных ситуаций, лучше обращаться к проверенным агентствам и сайтам:

– Окажется услуги сопровождения поездок.

– golden-lines.ru – интернет-агентство развлечений и отдыха.

Вывод

Вызов девушки по вызову в отель – это неплохой вариант для проведения интимного вечера. Однако необходимо помнить об особых особенностях данного сервиса, рисках и способах обезопасить себя. Правильный выбор агентства или исполнительницы поможет вам избежать неприятностей и насладиться временем в отеле на максимум.

China eleva tarifas sobre os EUA para 125%

Gigante asiático diz não temer desdobramentos da guerra comercial

“A imposição sucessiva de tarifas excessivamente altas à China pelos Estados Unidos tornou-se nada mais do que um jogo de números”, destacou o Ministério do Comércio chinês

O governo chinês anunciou nesta sexta-feira (10) que elevará as tarifas sobre todos os produtos dos Estados Unidos de 84% para 125% a partir de sábado (12). A China também afirmou que pretende ignorar quaisquer aumentos adicionais anunciados pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo Ministério das Finanças depois que Casa Branca disse que as tarifas sobre produtos chineses subiram para 145% este ano. “A imposição sucessiva de tarifas excessivamente altas à China pelos Estados Unidos tornou-se nada mais do que um jogo de números, sem real significado econômico. Isso apenas expõe ainda mais a prática americana de usar tarifas como arma para intimidação e coerção, transformando-se em uma piada”, destacou o Ministério do Comércio chinês.

Em sua primeira manifestação pública sobre o tema, o presidente da China, Xi Jinping, declarou que o país “não teme” os desdobramentos da guerra comercial com os Estados Unidos. “Por mais de 70 anos, o desenvolvimento da China se baseou em autossuficiência e trabalho árduo. Nunca em esmolas de terceiros, e ela não teme nenhuma repressão injusta”, afirmou. Após anunciar uma ampla gama de tarifas “recíprocas” no dia 2 de abril, o presidente Donald Trump suspendeu no início desta semana a maioria dessas taxas por um período de 90 dias, mantendo apenas uma tarifa base de 10% sobre os países afetados. A China, porém, não foi beneficiada.

Gigante asiático diz não temer desdobramentos da guerra comercial

Confiança da indústria cai para o menor patamar em quase cinco anos

É o pior resultado desde julho de 2020

A falta de confiança dos industriais reflete a desaceleração da atividade econômica e a desvalorização do real

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) diminuiu 1,2 ponto entre março e abril, passando de 49,2 pontos para 48 pontos. Trata-se do patamar mais baixo para o indicador desde julho de 2020 – período em que o setor lidava com os efeitos da pandemia de Covid-19, informa levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (11). Com isso, o pessimismo aumentou entre os empresários industriais. O ICEI caiu em cinco dos últimos sete meses, acumulando recuo de 5,2 pontos no período. Em 2025, os industriais brasileiros ainda não demonstraram confiança, aponta a CNI.

Claudia Perdigão, especialista em políticas e indústria da CNI, acredita que a falta de confiança dos industriais reflete a desaceleração da atividade econômica e a desvalorização do real.Ela pontua que a retomada do otimismo passa por fatores internos e externos. “Em um primeiro momento, precisa haver uma descompressão da política monetária, porque os juros altos pesam sobre a economia. Também é importante aguardar a estabilização do cenário internacional, que está mais conturbado. São temores que afetam a capacidade do industrial investir”, avalia.

Um dos dois subíndices do ICEI, o das condições atuais, que compara o cenário de momento com o observado há seis meses, caiu de 44 pontos para 42,7 pontos. O resultado se deve, principalmente, à piora da avaliação dos empresários sobre a economia do país, embora a percepção deles a respeito das próprias empresas também tenha piorado. Já o índice de expectativas, que contrasta o cenário de momento com o esperado daqui a seis meses, recuou de 51,8 pontos para 50,7 pontos, em abril. Isso significa que as perspectivas dos empresários continuam positivas, embora em menor patamar do que em março. O recuo do índice ocorre, sobretudo, por conta da deterioração das expectativas dos industriais para o futuro da economia, ao passo em que as perspectivas para os próprios negócios seguem otimistas.

É o pior resultado desde julho de 2020

Atividade econômica cresce 0,4% em fevereiro

Em 12 meses, indicador é positivo em 3,8%

Na comparação com fevereiro de 2024, houve crescimento de 4,1%

Pelo segundo mês seguido, a atividade econômica brasileira cresceu em fevereiro deste ano, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (11) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,4% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). No mês, o IBC-Br atingiu 108,8 pontos. Na comparação com fevereiro de 2024, houve crescimento de 4,1% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo em 3,8%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Em março, a inflação desacelerou, ficando abaixo da taxa de fevereiro, quando foi 1,31%. Puxado pela alta de preços de alimentos, no mês passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado em 12 meses, a inflação oficial medida pelo IPCA soma 5,48%, acima do teto da meta de 3%, que tem tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na última reunião, em março, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo. Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas sobre o que acontecerá depois disso.

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.” O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

Com ABR

Em 12 meses, indicador é positivo em 3,8%

BNDES fornecerá mais crédito para cooperativas

Faturamento das cooperativas deve alcançar R$ 1 trilhão até 2027

No ano passado, 73% dos contratos de crédito do BNDES foram direcionados para o sistema cooperativo, o que representa R$ 37 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer mais cooperativas na sua carteira de crédito. A instituição, que desembolsou R$ 37 bilhões em financiamentos para esse tipo de organização produtiva em 2024, assinou na quinta-feira (10) um acordo de cooperação técnica para ampliar o acesso das cooperativas ao crédito no banco. O termo foi acertado pelos presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, e do Sistema Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Freitas, na sede do banco, no Rio de Janeiro. Mercadante ressaltou que o país tem 4,5 mil cooperativas atualmente, número 50% a mais do que há 20 anos. A maior parte atuando na agropecuária. “Metade da produção de alimentos no Brasil hoje é feita pelo cooperativismo”, lembrou. Segundo ele, são 23,5 milhões de trabalhadores cooperados, o que representa 550 mil empregos formais. Esse sistema de produção fatura R$ 692 bilhões por ano.

No ano passado, 73% dos contratos de crédito do BNDES foram direcionados para o sistema cooperativo, o que representa R$ 37 bilhões. Desse montante, R$ 34,4 bilhões foram direcionados para pequenas e médias empresas. Mercadante apontou que as cooperativas de crédito têm a função de levar a oferta de crédito, inclusive, para pequenas cidades onde não há agências bancárias. “Mais de 1 mil cidades não têm agências bancárias, só cooperativa. É um instrumento capilar de acesso ao crédito. Chegam onde as agências não chegam mais”, disse Mercadante.

Ele também enfatizou a intenção de aumentar a presença dessa forma de organização nas regiões Norte e Nordeste. “Elas [cooperativas] são muito fortes no Sul, em função da colonização; no Sudeste, que é a colonização europeia e asiática, e agora estão avançando no Centro-Oeste. O nosso próximo capítulo é dar muito impulso ao cooperativismo no Norte e Nordeste”, defendeu. O presidente da OCB, Márcio Freitas, informou que a organização tem a meta de levar o faturamento total das cooperativas em até R$ 1 trilhão até 2027. “A meta está lançada, chegar a 30 milhões de brasileiros cooperados e, provavelmente, chegando a um milhão de empregos diretos, com carteira assinada”, avaliou.

Além da assinatura do acordo entre o banco público e a entidade de representação do cooperativismo no Brasil, foi realizado um seminário sobre impactos do cooperativismo no desenvolvimento do país. O pesquisador Alison Pablo de Oliveira, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), apresentou dados sobre locais que têm presença de cooperativas de crédito. O estudo revela que foram gerados 25,3 empregos formais para cada grupo de 1 mil habitantes nessas localidades. Além disso, foi identificado incremento de R$ 115,50 na massa salarial por habitante. O levantamento aponta também que a presença das cooperativas de crédito retirou 12,3 famílias da extrema pobreza para cada grupo de 1 mil habitantes. Outro dado é a diminuição de 20,5 famílias no Cadastro Único (CadÚnico), direcionado a famílias mais pobres, a cada grupo de 1 mil habitantes. Segundo Oliveira, onde há agência de cooperativismo de crédito, as famílias passam a depender menos do governo estadual.

Com ABR

Faturamento das cooperativas deve alcançar R$ 1 trilhão até 2027

Inflação atinge 0,56% em março, pressionada por alimentos

No ano, o IPCA acumula alta de 2,04%

Tomate, ovo de galinha e café moído responderam por 25% do IPCA de março

A inflação do país ficou em 0,56% em março, após registrar 1,31% no mês anterior. Todos os grupos de produtos e serviços tiveram alta no mês, com destaque para alimentação e bebidas, que acelerou de 0,7% para 1,17%. O acumulado dos últimos 12 meses passou para 5,48% em março, acima dos 5,06% do mês anterior. No ano, o IPCA acumula alta de 2,04%. Em março de 2024, a variação havia sido de 0,16%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE. O grupo de alimentação e bebidas respondeu por 45% do índice do mês. As principais altas foram no tomate (22,55%), café moído (8,14%) e ovo de galinha (13,13%), que juntos responderam por um quarto da inflação de março. O café moído já acumula uma alta de 77,78% nos últimos 12 meses.

“Para o tomate, com o calor dos meses de verão, houve uma aceleração na maturação, levando a antecipação da colheita em algumas praças. Sem essas áreas de colheita em março, houve uma redução na oferta, trazendo pressão de alta sobre os preços. Para os ovos, houve aumento por conta do custo do milho, base da ração das aves, além de estarmos no período de quaresma, com maior demanda por essa proteína”, explica Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa. A alta do café foi impulsionada pelo aumento do preço no mercado internacional dada a redução de oferta do grão em escala mundial, com a quebra de safra no Vietnã devido a adversidades climáticas, as quais também prejudicaram a produção interna.

O grupo de transportes teve variação de 0,46%, mas desacelerou em relação a fevereiro (0,61%). O resultado foi influenciado pelo aumento da passagem aérea, que registrou o terceiro maior impacto individual no índice, ao passar de uma deflação de 20,46% em fevereiro para um reajuste de 6,91% em março. Por outro lado, os combustíveis (0,46%), desaceleraram em relação ao mês de fevereiro (2,89%). A gasolina variou 0,51% ante os 2,78% do mês anterior, o óleo diesel 0,33% ante 4,35% e o etanol 0,16% ante 3,62%.

Já o grupo de habitação, que havia subido 4,44% em fevereiro, passou para 0,24% em março. A energia elétrica residencial, subitem de maior peso no grupo, desacelerou dos 16,8% do mês anterior para 0,12% em março. “Compõem essa variação o reajuste em uma das concessionárias do Rio de Janeiro e aumentos e reduções nas alíquotas de Pis/Cofins das concessionárias”, explica Gonçalves.

No ano, o IPCA acumula alta de 2,04%

Rands e fundos do Patria anunciam aporte em consórcios e seguros

Acordo acelera a ambição da vertical da Randoncorp de se tornar uma das maiores plataformas do país em soluções financeiras

Assinatura do contrato ocorreu nesta segunda, 7 de abril, e a operação segue para análise dos agentes e entidades reguladoras

A Rands, plataforma de Soluções Financeiras e Serviços da Randoncorp, e o Patria Investimentos, por meio dos fundos de High Growth KMP Growth Capital Fund II e Patria High Growth KMP Coinvestimento I, anunciam um acordo que contará com o aporte de até R$ 320 milhões nas frentes de consórcio e de seguros. O contrato prevê a constituição de uma empresa controladora dessas duas operações (holding). Os fundos do Patria poderão deter até 20% de participação no capital; a Randoncorp seguirá com a participação restante de, ao menos, 80%. A assinatura ocorreu nesta segunda-feira (7), em Caxias do Sul (RS), e a operação segue para aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil (Bacen).

A entrada de fundos de investimentos growth equity na Rands institui um modelo de coinvestimento, em que Patria e Randoncorp, juntos, aproveitam sinergias e experiências para fortalecer as frentes de seguros e consórcios da Rands, favorecendo o ganho de escala com sustentabilidade dos negócios. O investimento também acelera a expansão da vertical, com novas oportunidades para a marca consolidar sua posição no setor financeiro por meio de parceria com o Patria, empresa líder de mercado com mais de 35 anos de história, especialista em setores-chave de alta resiliência. Esta é a primeira vez que a Rands realiza este tipo de operação.

A transação marca o primeiro movimento relevante da nova vertical High Growth do Patria, voltada a empresas com alto potencial de expansão, transformação digital e fortalecimento de práticas de gestão. A vertical foi oficialmente lançada em março, por meio da união entre o Patria, Kamaroopin e Igah, e tem como tese investir em empresas líderes que possam acelerar seu crescimento com apoio estratégico e capital de longo prazo. Esse modelo combina capital com suporte ativo à gestão, e tem sido adotado com sucesso em diversas companhias do portfólio, como Petlove, dr.consulta, Startse, Avenue, Conexa e Consorciei. Em todas essas operações, os fundos do Patria se destacam por oferecer uma visão empreendedora para o crescimento de negócios com alto potencial, aliando conhecimento setorial, mais de 35 anos de experiência em private equity, uma ampla rede de relacionamentos e o envolvimento direto de especialistas e investidores para impulsionar o valor das empresas investidas.

A injeção de recursos dos fundos do Patria vai permitir à Rands acelerar as soluções de consórcios e seguros, consolidando sua posição como referência nacional nesses mercados. A estratégia passa por fortalecer as marcas próprias de varejo: Racon – de aquisição de bens imóveis e veículos – e Yeah – consórcio digital de serviços. O segmento de consórcio de pesados, especialidade da Rands, também vai receber aportes com foco na oferta de produtos adaptados às necessidades dos clientes, com novas soluções para o mercado de transporte, logística e agronegócio. O movimento inclui, ainda, ampliação do portfólio da corretora de seguros. A Rands também passa a contar com a expertise do Patria Investimentos.

Daniel Ely, vice-presidente executivo da Randoncorp e COO da Rands, adianta que, com a injeção de capital, a Rands mira em diversificar a carteira ativa de créditos de consórcios, uma das fortalezas da plataforma, em alinhamento à estratégia da Randoncorp de avançar em mercados estratégicos. “A entrada do Patria vai inaugurar uma nova fase para a Rands, de grandes avanços no objetivo de nos consolidarmos como uma plataforma completa de soluções para diversos setores, com destaque para produtos de consórcio e seguros, em todo o Brasil. Projetamos multiplicar o volume de créditos ativos sob nossa gestão graças à diversificação de nossa oferta em soluções financeiras”, projeta. “Ao aceitar um parceiro de peso como o Patria Investimentos, nós estamos dando robustez e celeridade para o crescimento desse negócio que é fundamental para a Randoncorp. O fortalecimento da Rands em consórcios e seguros também trará muitos benefícios para o mercado”, complementa o CEO da Randoncorp, Sérgio Carvalho.

“A Rands combina a força institucional e a reputação da Randoncorp com um modelo de negócios baseado em canais proprietários, parcerias exclusivas com montadoras e instituições financeiras, e forte presença no segmento de pesados. A Randoncorp também se destaca por sua atuação associativa, com um histórico robusto de sociedades e joint ventures bem-sucedidas dentro de âmbito nacional e internacional”, comenta Pedro Faria, sócio e co-CEO de High Growth do Patria Investimentos. Faria destaca que o coinvestimento na gestão da Rands ajuda a destravar valor em função de alguns pontos importantes de apoio do time de High Growth do Patria, como: apoio ao processo de expansão e reforço na governança, em meio à sua previsão de crescimento para posicioná-la em níveis melhores de valorização, criar espaços para produtos e tecnologias e ajudar a impulsionar uma agenda futura de M&A.

No ano passado, a Rands comercializou R$ 8 bilhões em créditos de consórcios e fechou o ano com 102 mil cotas ativas. Em seguros, o montante chegou a R$ 32 milhões em prêmios comercializados. Em consórcios, a Rands proporciona alternativas para a aquisição de veículos, imóveis e serviços, com destaque para o segmento de pesados. Já em seguros, a plataforma disponibiliza soluções de proteção pessoal, empresarial, residencial e veículos, em parceria com as principais seguradoras do país.

Acordo acelera a ambição da vertical da Randoncorp de se tornar uma das maiores plataformas do país em soluções financeiras

Google perde bilhões após apoiar Trump e agora sente impacto das tarifas

Nas últimas semanas, o mercado de tecnologia foi sacudido por perdas bilionárias, e o Google está no centro dessa tempestade. A gigante de Mountain View, que doou US$ 1 milhão para o fundo inaugural do presidente Donald Trump e transmitiu a cerimônia de posse ao vivo no YouTube, enfrenta agora os efeitos negativos das políticas […]Nas últimas semanas, o mercado de tecnologia foi sacudido por perdas bilionárias, e o Google está no centro dessa tempestade. A gigante de Mountain View, que doou US$ 1 milhão para o fundo inaugural do presidente Donald Trump e transmitiu a cerimônia de posse ao vivo no YouTube, enfrenta agora os efeitos negativos das políticas […]

Google lança Firebase Studio, nova ferramenta com IA que cria apps a partir de comandos em texto

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IA do Google vai aprender com vídeos do YouTube para entender o mundo real

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Neivor Canton vence o Prêmio Personalidade de Vendas do ano

Diretor-presidente da Aurora Coop será homenageado pela ADVB-SC

Canton também ocupa a vice-presidência para assuntos estratégicos na Fiesc, além de ser conselheiro diretivo da ABPA

A ADVB/SC anunciou nesta quinta-feira (10) o vencedor do Prêmio Personalidade de Vendas 2025, em sua 32ª edição. A homenagem será concedida para Neivor Canton, diretor-presidente da Aurora Coop. A entidade reconheceu sua trajetória exemplar no setor cooperativista. Canton também ocupa a vice-presidência para assuntos estratégicos na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), além de ser conselheiro diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“Ao longo de décadas, tem sido protagonista de ações que impulsionaram o desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina e do país, com uma gestão inovadora, estratégica e profundamente humana”, ressalta o comunicado emitido pela seccional catarinense da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. “A escolha de Neivor Canton como Personalidade de Vendas 2025 é um reconhecimento ao seu desempenho extraordinário no uso de boas práticas de marketing e vendas, construindo resultados expressivos com responsabilidade e visão de futuro”, resume a ADVB-SC.

A Aurora Coop é a 13ª maior empresa da região e também a quarta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A cooperativa de Chapecó também ocupa a quarta posição no ranking exclusivo que revela quem são as maiores do cooperativismo do Sul (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Diretor-presidente da Aurora Coop será homenageado pela ADVB-SC

Condor projeta atingir R$ 1 bilhão em receita ainda neste ano

Empresa de São Bento do Sul teve alta de 13% no faturamento em 2024

Em 2024, a Condor fortaleceu sua presença no mercado por meio da ampliação estratégica dos canais de venda, alcançando mais de 300 mil pontos de venda em todo o Brasil

Após dobrar o faturamento nos últimos cinco anos, alcançando 113% de crescimento entre 2019 e 2024, a Condor, líder em diversas categorias dos segmentos de limpeza, higiene bucal, beleza e ferramentas para pintura, anuncia um faturamento de R$ 890 milhões em 2024. O número representa uma alta de 13% em relação a 2023. Para 2025, a marca projeta atingir a marca de R$ 1 bilhão. Ao longo do ano passado, a Condor consolidou sua posição de liderança em vassouras, mantendo sua participação dominante no setor. Na categoria de esponjas para louça, a empresa obteve um crescimento expressivo, alcançando a terceira posição em market share. Outros produtos também se destacaram no mercado, como a escova dental Classic, que foi a que mais ganhou relevância, e a escova Bellê Plana, que se consolidou como a mais vendida no segmento de escovas para cabelos no varejo alimentar.

Em 2024, a Condor fortaleceu sua presença no mercado por meio da ampliação estratégica dos canais de venda, alcançando mais de 300 mil pontos de venda em todo o Brasil e consolidando parcerias estratégicas que impulsionaram seu crescimento. “Expandimos nossa presença no varejo e otimizamos a eficiência operacional, o que nos permitiu crescer de forma sustentável. Mesmo diante dos desafios econômicos externos, nossa capacidade de adaptação e gestão eficiente garantiu que seguíssemos entregando qualidade e inovação para nossos consumidores. Esses pilares continuarão sendo nossa base para atingir novos patamares em 2025”, conta Alexandre Wiggers, diretor-presidente da empresa catarinense.

Com distribuição consolidada na América do Sul, a Condor exporta para mais de vinte países e busca fortalecer sua presença em países-chave e segue atenta às tendências de consumo, preparando-se para um consumidor cada vez mais estratégico e exigente. Com um histórico de inovação, compromisso ambiental e crescimento sustentável, a Condor inicia 2025 com a meta de superar seu primeiro bilhão em faturamento, mantendo sua tradição de excelência e liderança no mercado. “Nosso crescimento em 2024 é reflexo de um trabalho estratégico e de um time comprometido com a excelência. Estamos preparados para um 2025 ainda mais desafiador, com a meta de alcançar o primeiro bilhão em faturamento, sempre pautados na inovação, sustentabilidade e na proximidade com nossos clientes”, vislumbra Wiggers.

A Condor é a 261ª maior empresa da região e também a 67ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Empresa de São Bento do Sul teve alta de 13% no faturamento em 2024

Setor de serviços retoma crescimento em fevereiro

Volume no país avançou 0,8%

O setor de Informação e comunicação contribuiu para a alta dos serviços em fevereiro

O volume de serviços no país avançou 0,8% em fevereiro na comparação com o mês anterior, quando recuou 0,6%. Frente a fevereiro de 2024, o setor se expandiu 4,2%, décima primeira taxa positiva consecutiva. A variação positiva no mês foi puxada, principalmente, pelos serviços de informação e comunicação, que cresceram 1,8%. Com o resultado de fevereiro, o setor de serviços se encontra 1% abaixo do ponto mais alto de sua série, alcançado em outubro de 2024. Já quanto ao patamar pré-pandemia, o volume total de serviços está 16,2% acima de fevereiro de 2020. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

Além do setor de informação e comunicação, outras três atividades apresentaram desempenho positivo em fevereiro: os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,1%), os outros serviços (2,2%) e os prestados às famílias (0,5%). O primeiro recuperou parte da perda verificada nos três meses anteriores (-3,8%), o segundo registrou um crescimento acumulado de 5,0% nos dois primeiros meses do ano, e o último readquiriu uma pequena parcela da retração verificada em janeiro (-3,3%). “Em fevereiro, o setor de serviços mostrou um crescimento disseminado, com quatro das cinco atividades pesquisadas tendo resultados positivos. Com o avanço deste mês, houve recuperação da perda verificada em janeiro”, analisa o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

No acumulado do primeiro bimestre deste ano, o volume de serviços teve expansão de 2,6% em relação ao mesmo período de 2024. Já o acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 2,8% em fevereiro de 2025, repetiu o ritmo de expansão observado em janeiro de 2025 (2,8%). O setor de informação e comunicação foi importante para o resultado de fevereiro, sendo responsável pelo maior impacto positivo ao crescer 1,8%. No sentido contrário, transportes (-0,1%) foi responsável pela única taxa negativa de fevereiro de 2025, após recuo de 1,8% em janeiro. “A ligeira variação negativa dos transportes se deveu a uma queda na receita das empresas que atuam com atividade de correio; de logística de transporte; de transporte dutoviário; e de transporte rodoviário coletivo de passageiros”, lembra o gerente da PMS.

Volume no país avançou 0,8%

Importações de calçados aumentam quase 50% em março

Abicalçados prevê desova da produção chinesa no mercado doméstico brasileiro

Somente no mês de março, as importações de calçados aumentaram 47,7%, em relação ao período correspondente do ano passado

O tarifaço recentemente anunciado pelos Estados Unidos, especificamente, para a China, vem causando sentimentos distintos na indústria calçadista nacional. São três prismas. Conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a alta tarifa imposta deve fazer com que os compradores norte-americanos busquem alternativas de fornecimento fora da China, abrindo uma janela de oportunidade para o calçado verde-amarelo, mas também para os concorrentes asiáticos que ficaram fora da escalada de tarifas proposta, como Vietnã e Indonésia. Por outro lado, o maior mercado do planeta deve frear seu crescimento devido à alta da inflação e à desaceleração econômica. O terceiro prisma é o que mais preocupa: a desova da produção chinesa no mercado doméstico brasileiro, gerando concorrência desleal com as produtoras nacionais.

Conforme dados elaborados pela Abicalçados, somente no mês de março, as importações de calçados aumentaram 47,7%, em relação ao período correspondente de 2024, o que significa a entrada de mais de 5 milhões de produtos no Brasil. A principal origem foi, justamente, a China, que recebeu sobretaxa de 125%, de onde foram importados 2,5 milhões de pares, 51,7% mais do que em março do ano passado. “Essa invasão ocorre antes mesmo da entrada em voga da nova tarifa. A previsão é de que aumente ainda mais nos próximos meses”, alerta o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira. A China é, de longe, a maior fabricante de calçados do mundo, pois concentra 60% da produção. “O certo é que a China não ficará sem escoar esse volume e precisará direcioná-lo para outros mercados, entre eles países importadores do nosso calçado e no nosso próprio mercado doméstico”, conclui Ferreira.

Abicalçados prevê desova da produção chinesa no mercado doméstico brasileiro