Archives 2025

OIV constata quedas na produção e no consumo de vinhos no mundo

Além da mudança climática, fatores econômicos também explicam o movimento

O consumo per capita de vinhos no Brasil voltou ao patamar de menos de dois litros

A área global de vinhedos vem diminuindo nos últimos quatro anos. Essa foi uma das conclusões da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) nesta terça-feira (15) quando apresentou ao mundo as estatísticas da bebida em 2024. No ano passado, foram 7,1 milhões de hectares, uma contração de 0,6% em comparação com 2023. A tendência de queda é impulsionada pela remoção de vinhedos nas principais regiões vinícolas, mas alguns países estão mostrando uma dinâmica de expansão das videiras. A produção global de vinho em 2024 é estimada em 226 milhões de hectolitros, a menor em mais de 60 anos – uma queda de 5% em relação a 2023. “Isso se deve, em grande parte, a eventos climáticos extremos e imprevisíveis nos hemisférios Norte e Sul, causados pelas mudanças climáticas”, explica John Barker, diretor geral da OIV.

Ele afirmou ainda que esses impactos representam um desafio de adaptação para o setor vitivinícola, mas que uma adaptação bem-sucedida traria oportunidades. “Trabalhar juntos para desenvolver soluções para as mudanças climáticas e fazer do vinho um exemplo de sustentabilidade; investir em pesquisas com novos públicos para que possamos ver o vinho através de seus olhos; reforçar nosso compromisso com o multilateralismo e o comércio global: esses são os elementos que impulsionarão o setor vitivinícola”, sugeriu.

Em 2024, o consumo global de vinho é estimado em 214 milhões de hectolitros, uma retração de 3,3% em relação a 2023. Se confirmado, isso representaria o menor nível de consumo global desde 1961. “Isso se deve a uma interseção de fatores econômicos e geopolíticos que geram inflação e incerteza, bem como a um declínio em mercados maduros, moldados pela evolução das preferências de estilo de vida, mudanças nos hábitos sociais e mudanças geracionais no comportamento do consumidor”, explica o relatório anual da OIV. “No entanto, em 195 países, o vinho nunca foi tão amplamente consumido em todo o mundo. Várias nações combinam forte consumo geral com populações muito grandes e ainda oferecem um significativo potencial de crescimento”, completa a organização. Itália, França, Espanha, Estados Unidos e Argentina são, nesta ordem, os maiores produtores mundiais da bebida. Já os maiores consumidores são os Estados Unidos, França, Itália e Alemanha.

“Apesar dos declínios contínuos na produção e no consumo, espera-se que o equilíbrio do mercado global se mantenha em 2024, visto que é improvável que a produção exceda a demanda, continuando a tendência observada com a pequena safra de 2023. Dois anos consecutivos de baixa produção podem ajudar a estabilizar o mercado, embora os níveis de estoque provavelmente permaneçam desiguais entre as regiões”, aponta a OIV. O Brasil produziu 2,1 milhões de hectolitros em 2024, uma queda de 41% em relação ao ano de 2023. Os brasileiros consumiram 3,1 milhões de hectolitros, 10% a menos do que em 2023. O consumo per capita voltou a ser menor do que dois litros (1,9 litro). Em 2023, esse índice era de 2,4 litros.

Além da mudança climática, fatores econômicos também explicam o movimento

‘É melhor comprar do que competir’ – A frase de Zuckerberg que pode destruir a Meta

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está no centro de um julgamento histórico que questiona se a empresa criou um monopólio ao comprar rivais como Instagram e WhatsApp. A acusação? Que a Meta preferiu “comprar a concorrência” em vez de competir com ela. Mas será que essa estratégia é mesmo um problema? A FTC (agência […]O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está no centro de um julgamento histórico que questiona se a empresa criou um monopólio ao comprar rivais como Instagram e WhatsApp. A acusação? Que a Meta preferiu “comprar a concorrência” em vez de competir com ela. Mas será que essa estratégia é mesmo um problema? A FTC (agência […]

Ofertas no mercado de capitais atingem volume recorde até março

Resultado foi impulsionado pelo desempenho de debêntures, FIDCs e notas comerciais

Apenas em março, as ofertas somaram R$ 62,1 bilhões

As empresas captaram R$ 152,3 bilhões no mercado de capitais no primeiro trimestre, o maior patamar para esse período na série histórica iniciada em 2012, com um crescimento de 12,1% na comparação com o mesmo intervalo no ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Apenas em março, as ofertas somaram R$ 62,1 bilhões. Debêntures, notas comerciais e FIDCs puxaram a elevação no período, apresentando expansão nos respectivos volumes e contribuindo para a renda fixa chegar à marca inédita de R$ 142,6 bilhões. “A renda fixa continua se destacando em um ambiente doméstico com taxa de juros em um patamar elevado e incertezas no cenário global. Cada vez mais, as empresas buscam o mercado de capitais para o financiamento das suas estratégias de negócios e os investidores consideram os instrumentos na diversificação das suas carteiras”, afirma Cesar Mindof, diretor da Anbima.

As debêntures atingiram o volume recorde de R$ 103,1 bilhões entre janeiro e março, 43% acima do mesmo período em 2024, com os recursos captados sendo destinados principalmente para investimentos em infraestrutura (42%), pagamento de dívidas (21,4%) e gestão ordinária (17,2%). Considerando apenas os papéis incentivados pela lei 12.431, o montante também é o maior já registrado na série histórica: R$ 46 bilhões. No mercado secundário, o volume negociado de debêntures também atingiu uma nova marca: R$ 196,6 bilhões, com um crescimento de 34,2% no confronto com o mesmo trimestre do ano passado. Os papéis com incentivo fiscal responderam por R$ 77,6 bilhões desse montante.

“Além de atrair mais investidores ao oferecer maior flexibilidade na realocação de recursos com essa ‘porta de saída’, um secundário maduro e robusto também estimula novas emissões porque cria condições favoráveis de negociação dos títulos”, ressalta Guilherme Maranhão, presidente do fórum de estruturação de mercado de capitais da Anbima. Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) somaram R$ 14,6 bilhões no trimestre, com aumento de 2,3%, e as notas comerciais chegaram a R$ 6,8 bilhões, praticamente o dobro –alta de 98,5%– do registrado no mesmo período no ano anterior. “Esses números mostram como é importante ter uma variedade de instrumentos, oferecendo opções para empresas de menor porte acessarem o mercado de capitais com trâmites menos burocráticos. O tíquete médio dos FIDCs, por exemplo, foi de R$ 63,2 milhões nesse intervalo”, destaca Maranhão.

Já os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) captaram R$ 11 bilhões e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) totalizaram R$ 5,9 bilhões, com redução de 32,9% e 50,2%, respectivamente, na comparação com o primeiro trimestre de 2024, período em que o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras para lastros elegíveis para emissões desses certificados de recebíveis, mas as operações em andamento puderam ser concluídas seguindo os parâmetros anteriores.

Resultado foi impulsionado pelo desempenho de debêntures, FIDCs e notas comerciais

Venda de veículos financiados tem queda em março

Houve retração para veículos leves e pesados

Ao todo, foram fechadas vendas financiadas de 551 mil veículos neste ano, entre novos e usados

As vendas de veículos financiados no Brasil recuaram 2,3% no mês de março, na comparação com o fevereiro deste ano, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (15) pela B3, a bolsa de valores de São Paulo. Em relação ao mesmo mês de 2024, a queda foi de 3,6%. Ao todo, foram fechadas vendas financiadas de 551 mil veículos neste ano, entre novos e usados. No segmento dos veículos leves, a redução foi de 4,4% na comparação com março do ano passado. Com relação a fevereiro, a diferença para menor foi de 3,8%. Já no setor de veículos pesados, o mês de março foi 6,7% menor que o mesmo mês de 2024, e 1,1% inferior ao fevereiro passado.

Os financiamentos de motocicletas destoaram da situação dos automóveis ou caminhões. As vendas financiadas do setor cresceram 4,8% diante dos números de março do ano passado. E foram 1,5% maiores em relação a fevereiro. “O resultado do primeiro trimestre revela que o setor continua aquecido, dando continuidade ao movimento visto no segundo semestre de 2024. Vale ressaltar que a queda em março na comparação com o mês anterior é justificada pela sazonalidade do carnaval, uma vez que a média de veículos financiados em março por dia útil é maior do que em fevereiro”, explica Daniel Takatohi, superintendente de produtos de financiamentos na B3.

Com ABR

Houve retração para veículos leves e pesados

Grupo Zaffari inaugura segundo Cestto em Porto Alegre

A operação recebeu investimento de R$ 147,3 milhões

A operação da nova loja está gerando 280 novos empregos diretos

O Cestto Protásio, terceira unidade da rede atacadista, bandeira de atacado e varejo do Grupo Zaffari, abrirá as portas nesta quinta-feira (10). O empreendimento será a segunda loja da marca em Porto Alegre. O investimento é de R$ 122 milhões. Somente nas obras públicas realizadas no local, com destaque para o sistema viário, são mais R$ 25,3 milhões investidos. A operação da nova loja está gerando 280 novos empregos diretos, além dos indiretos gerados através de fornecedores e prestadores de serviços de apoio. Serão também criados cerca de 80 novos empregos pelas operações comerciais dos lojistas. Aproximadamente 50 novos empregos serão criados por prestadores de serviços terceirizados para atender o empreendimento, num total direto de 410 novas vagas.

A edificação contará com 404 vagas de estacionamento cobertas distribuídas em dois pavimentos e mais 138 vagas externas. Para os veículos de maior porte, há a possibilidade de usar o estacionamento externo e, em casos especais, a própria doca central da operação. A loja também manterá em sua estrutura um serviço de atendimento de televendas específico para clientes pessoa jurídica que, em operações de atacado envolvendo maior volume, terão negociações diferenciadas que levarão em conta a logística e as quantidades.

A operação recebeu investimento de R$ 147,3 milhões

GEO e LEO: As ‘novas’ siglas que tentam reinventar o SEO

Nos últimos tempos, surgiram termos como GEO (Generative Engine Optimization) e LEO (Large Language Model Optimization), que prometem reinventar o SEO diante da ascensão da inteligência artificial. Mas, segundo Pedro Dias — ex-Google e especialista em SEO — essas siglas são, na verdade, tentativas de dar nome novo a algo que nunca foi totalmente compreendido. […]Nos últimos tempos, surgiram termos como GEO (Generative Engine Optimization) e LEO (Large Language Model Optimization), que prometem reinventar o SEO diante da ascensão da inteligência artificial. Mas, segundo Pedro Dias — ex-Google e especialista em SEO — essas siglas são, na verdade, tentativas de dar nome novo a algo que nunca foi totalmente compreendido. […]

Estados podem aderir a nova renegociação de dívidas até 31 de dezembro

Propag oferece descontos em juros e financiamento em até 30 anos

O Propag permitirá aos estados ampliar o investimento em cerca de R$ 20 bilhões por ano

A partir desta terça-feira (15), os estados e o Distrito Federal podem aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), que prevê descontos em juros e financiamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos.Em troca, os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que distribuirá dinheiro mesmo aos que não tiverem débitos com a União, para investimento em educação, segurança pública, saneamento, habitação, transportes e outras áreas.

Administrado pelo Banco do Brasil, o FEF terá 20% dos recursos partilhados conforme o inverso da dívida estadual (quem deve menos recebe mais), com os 80% restantes distribuídos conforme os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE), usado para repartir os recursos do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Segundo Ceron, ainda não há estimativas de quanto o FEF arrecadará porque o montante dependerá de quantas unidades da Federação aderirem ao Propag. A ideia é que os estados pouco endividados e bons pagadores sejam recompensados com mais investimentos em educação, segurança e infraestrutura.

O Propag também permite que os estados amortizem até 20% do saldo devedor oferecendo ativos à União, como empresas estatais locais, royalties de petróleo, imóveis, créditos a receber e dívida ativa estadual ou distrital, entre outras. Em troca, os estados terão menos contrapartidas em investimentos diretos e poderão reduzir os aportes ao FEF. Sancionado no início do ano, o Propag foi regulamentado nesta-terça. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou pontos que trariam impacto sobre o resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública).

Em entrevista coletiva na segunda-feira (14), o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que o Propag permitirá aos estados ampliar o investimento em cerca de R$ 20 bilhões por ano (em valores atuais). Assim como no caso da União, esses investimentos não devem impactar o resultado primário dos estados. Pelas regras do programa, explicou Ceron, em troca do valor que os estados poderão investir a mais, serão reduzidos os limites de crédito que os governos estaduais poderão pegar emprestados no sistema financeiro. Dessa forma, o impacto final do programa sobre os cofres estaduais será neutralizado. Todos os anos, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estipula o limite de crédito que os estados e os municípios podem pegar emprestado. A redução dos limites de crédito precisa ser aprovada pelo conselho.

A União, informou Ceron, deixará de receber de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões por ano (em valores atuais) em juros da dívida dos estados. O secretário, no entanto, esclareceu que o impacto sobre os cofres federais não afetará o resultado primário, resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública e usado para apurar o cumprimento das metas fiscais. Segundo Ceron, o dinheiro que o governo federal não receber afetará operações financeiras que impactam a dívida pública líquida (diferença entre o que a União deve e tem a receber), sem ser contabilizado no resultado primário da União.

Apenas em alguns casos, em que estados oferecerem à União participação em ações de estatais locais para amortizar a dívida, haverá um impacto residual sobre o resultado primário. Isso porque o governo federal herdará lucros e prejuízos dessas empresas, aumentando ou reduzindo o déficit. Em janeiro, o Tesouro tinha informado que o Propag aumentaria a dívida pública federal em até R$ 105,9 bilhões de 2025 a 2029 no pior cenário, em que os estados não oferecerem ativos à União e não amortizarem os débitos. No melhor cenário, a União arrecadará até R$ 5,5 bilhões no mesmo período, caso os estados transfiram R$ 160 bilhões em ativos à União e amortizem a dívida nos primeiros cinco anos.

Com ABR

Propag oferece descontos em juros e financiamento em até 30 anos

Google vai redirecionar versões locais da Busca para o Google.com

O Google anunciou que, a partir de hoje, vai começar a redirecionar gradualmente os acessos feitos por seus domínios locais — como google.com.br, google.fr, google.ng, entre outros — diretamente para o endereço global: google.com. A mudança será feita aos poucos ao longo dos próximos meses e faz parte de uma atualização na forma como a […]O Google anunciou que, a partir de hoje, vai começar a redirecionar gradualmente os acessos feitos por seus domínios locais — como google.com.br, google.fr, google.ng, entre outros — diretamente para o endereço global: google.com. A mudança será feita aos poucos ao longo dos próximos meses e faz parte de uma atualização na forma como a […]

Catarinense Altenburg inaugura nova loja em Londrina

Operação é a terceira no modelo de franquia

Companhia prevê cinco novas lojas até o final do próximo mês

Com uma trajetória que ultrapassa quatro gerações, a Altenburg, fabricante de artigos para cama, banho e decoração para o lar, abriu as portas de sua nova loja, na cidade de Londrina, no Paraná, na terça-feira (8). A operação no Catuaí Shopping é a de número 21 da marca no Brasil, sendo a terceira franquia da empresa, que iniciou a implementação deste modelo de negócio no último ano e, desde então, vivencia um momento de forte expansão, com mais cinco novas lojas previstas para até o final do próximo mês. A Altenburg de Londrina tem à frente a empresária londrinense Inês Chimentão, já franqueada da marca em Maringá.

“Estamos animados para a abertura da nossa terceira loja no Paraná, a primeira nesta cidade de economia pujante, que tem o comércio como um dos principais pilares, para onde já olhávamos há algum tempo”, ressalta o presidente da empresa, Tiago Altenburg. A empresa familiar catarinense tem 103 ano e é considerada uma das maiores indústrias têxteis do país. É responsável pela geração de cerca de dois mil empregos diretos, a partir de suas quatro plantas, sendo três no Brasil e uma no Paraguai, dos mais de dez mil pontos de venda.

Operação é a terceira no modelo de franquia

Marcas que não marcam

Incorporadoras começam, finalmente, a assinar seus empreendimentos

Responda rápido: quem construiu o prédio em que você mora? Se você, assim como eu, reside em um apartamento relativamente antigo, provavelmente não saberá. Primeiro, porque até meados da década de 1990 o mercado imobiliário era bem mais fragmentado e contava com muitas companhias pequenas e pouco conhecidas. Segundo, porque é bastante plausível que você tenha adquirido o imóvel do proprietário anterior, sem nunca ter tido contato com a empresa que o ergueu. E, terceiro e mais importante, porque historicamente incorporadoras não costumavam assinar seus empreendimentos – até agora, pelo menos.

Grassa pela capital e pelo litoral gaúchos edifícios com a logomarca das companhias que os conceberam e os tiraram do chão. A identificação consta geralmente no alto das construções, sob a forma de placas, luminosos ou letreiros, de modo a fazer saber, àqueles que contemplam a cidade de cima, quem fez o quê e onde. Arquitetos e urbanistas podem considerar uma novidade de mau gosto, mas marqueteiros, jamais. Afinal, prédios eram até agora uns dos poucos produtos que não vinham com a marca de quem os “fabricou”.

Mas não os únicos. Itens de casa, como móveis e objetos de decoração, continuam assim. Até porque seria um contrassenso estético exibir símbolos em sofás, mesas, abajures e tantos outros artigos cuja missão é embelezar um local, e não transformá-lo em vitrine. Outros, como eletrônicos ou elétricos, ficam num meio-termo: ventiladores de teto e ares-condicionados apresentam a logode maneira discreta.

Por quê? Bem, móveis e imóveis costumam ser avaliados conforme suas qualidades de procura, isto é, localização, espaço, preço, dimensões e aparência, e não tanto credenciais (a empresa que os produziu). Claro que deter uma reputação é importante, pois experiências são julgadas no decorrer da utilização e podem fomentar o boca-a-boca positivo e, com alguma sorte, inclinar à fidelização. Mas nada além disso: ninguém vai morar num bairro de que não gosta por simpatia pela construtora, nem escolher um sofá que mal cabe na sala por lealdade ao moveleiro. Vale mais o investimento em produto do que em branding institucional, embora este nunca deva ser negligenciado, evidentemente.

Paisagem urbana à parte, quem tem orgulho do que faz, carimba a sua obra. E se as incorporadoras pioneiras dos prédios assinados depararem com queixas de concorrentes a respeito dessa prática, podem se inspirar numa historinha do mercado publicitário dos anos 1990 para respondê-las.

Foi nesta década que a W/Brasil começou a assinar os comerciais de TV de seus clientes, exibindo seu nome nos primeiros dois segundos da peça. Mimetizava, assim, um costume dos anúncios de mídia impressa, em que a indicação da criadora do reclame costuma(va) constar na lateral direita, perpendicular à página. Roberto Duailibi, da DPZ, reprovou a ideia e disse que não a adotaria. Washington Olivetto não perdeu a oportunidade: “se eu fizesse as campanhas que a DPZ anda fazendo, também não as assinaria…”.

Incorporadoras começam, finalmente, a assinar seus empreendimentos

South Summit une universidades e empresas

Programa Doutor Empreendedor foi uma das iniciativas do South Summit

O Doutor Empreendedor conecta pesquisadores e doutores ao universo da inovação e do empreendedorismo

O programa Doutor Empreendedor foi uma das iniciativas lançadas durante o South Summit em Porto Alegre. A iniciativa é da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RS (Sebrae/RS). O programa oferecerá até R$ 246,5 mil por projeto. A proposta busca fomentar o desenvolvimento de produtos ou processos inovadores por doutores.

O Doutor Empreendedor conecta pesquisadores e doutores ao universo da inovação e do empreendedorismo. Em sua terceira edição, o programa expande seu alcance e impacto, fortalecendo o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação, com o propósito de transformar pesquisas em soluções concretas para os desafios do mercado. O anúncio do Doutor Empreendedor foi realizado em um painel que contou com a participação do diretor-presidente da Fapergs, Odir Dellagostin, do especialista em projetos de inovação do Sebrae/RS, Gustavo Moreira, e da doutora empreendedora Lídia Fiuza, CEO da Prospectabio e participante da segunda edição do programa.

Dellagostin mencionou que esta edição é a mais expressiva de todas em volume de recursos, com futuros resultados em benefício da sociedade. “O Doutor Empreendedor reforça nosso compromisso com a transformação do conhecimento científico em soluções inovadoras para a sociedade. Queremos que nossos doutores levem a pesquisa além da academia, gerando impacto real no mercado e no desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, destacou. Para Moreira, o programa permite o aprimoramento de uma visão de negócios. “É muito importante que o projeto possa demonstrar que é viável tecnicamente, economicamente e, principalmente, gerar inovação e resultados”, ressaltou. A empreendedora Lídia relatou a sua experiência com o programa. “Tirar a ideia do papel e trazer para o mercado é um desafio para o doutor. Daí a importância de se estudar o edital e pensar sempre na aplicação do conhecimento gerado”, salientou.

O investimento total será de R$ 12,6 milhões, sendo R$ 12,3 milhões provenientes do orçamento da Fapergs e R$ 323 mil aportados pelo Sebrae/RS na forma de serviços prestados. O programa terá duração máxima de 24 meses. Cada projeto de pesquisa poderá receber até R$ 246,5 mil. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail: dec@fapergs.rs.gov.br. As inscrições vão até 27 de junho. 

Programa Doutor Empreendedor foi uma das iniciativas do South Summit

Dipesul Volvo inaugura nova concessionária em Passo Fundo

Operação recebeu investimento de aproximadamente R$ 13 milhões

A unidade de Passo Fundo integra a rede de oito concessionárias da Dipesul no Rio Grande do Sul

A Dipesul, concessionária Volvo Caminhões e Ônibus, inaugurou na terça-feira (8) a sua nova concessionária em Passo Fundo. Localizada estrategicamente na BR-285, a nova casa ocupa um terreno de mais de 14 mil metros quadrados, com uma área construída de 3.607 metros quadrados. A Dipesul investiu aproximadamente R$ 13 milhões na nova unidade, que foi projetada para receber a concessionária especializada no mercado de caminhões pesados, semipesados e vocacionais (veículos off-road, madeireiros, mineração e canavieiros) para atender os clientes de Passo Fundo e da região com toda a linha de produtos e serviços da marca. A unidade de Passo Fundo integra a rede de oito concessionárias da Dipesul no Rio Grande do Sul. “Estamos muito felizes em entregar esse novo espaço, amplo, moderno e com localização estratégica, para os nossos clientes e parceiros da região de Passo Fundo”, afirma Fabiano Todeschini, diretor-executivo da Dipesul.

A cidade de Passo Fundo se destaca como um importante polo econômico no Rio Grande do Sul, sendo a terceira maior exportadora do estado. A região possui uma economia diversificada, com forte participação dos setores industrial, comercial e de agronegócio. A nova concessionária Dipesul Passo Fundo faz parte da estratégia de expansão e fortalecimento da rede Volvo no Brasil, que atualmente conta com 107 unidades distribuídas pelo país. Diversas casas estão sendo reformadas, ampliadas e realocadas para locais de fácil acesso. “Em 2025, serão R$ 56 milhões de investimentos na rede”, antecipa Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões.

Operação recebeu investimento de aproximadamente R$ 13 milhões

Google corrige falhas graves no Android que já estavam sendo usadas por hackers

O Google liberou uma atualização de emergência para dispositivos Android que corrige duas falhas de segurança extremamente graves, já utilizadas por cibercriminosos em ataques reais. As brechas, identificadas como CVE-2024-53197 e CVE-2024-53150, permitem que hackers assumam o controle do aparelho sem que o usuário precise clicar em nada. Segundo o Google, uma dessas falhas já […]O Google liberou uma atualização de emergência para dispositivos Android que corrige duas falhas de segurança extremamente graves, já utilizadas por cibercriminosos em ataques reais. As brechas, identificadas como CVE-2024-53197 e CVE-2024-53150, permitem que hackers assumam o controle do aparelho sem que o usuário precise clicar em nada. Segundo o Google, uma dessas falhas já […]

Adeus, don Mario

Meu último post sobre Mario Vargas Llosa, falecido neste domingo

Tanto quanto o escritor, o pensador que é Mario nos aproxima ainda mais

Madrid, Natal de 2024

1 – Uns dizem que ele já se foi para o Peru e que não pretende mais morar aqui em Madrid. Outros dizem que isso se deve a problemas com o Fisco espanhol, que arranja encrenca com todo mundo que faz algum sucesso. Seja como for, eu gostaria de ter uma hora de conversa com Vargas Llosa antes que isso se torne impossível. Perdi umas chances; não queria perder a derradeira.

2 – Há mais de meio século que leio tudo o que ele escreve. Em certa medida, o tenho como maior do que Garcia Márquez. Percebi o quanto ele havia me marcado quando fui ao Peru pela primeira vez, em 1982. Quando cheguei a Lima, como por encanto, eu estava em casa: Miraflores, San Isidro e a Avenida Colmena eram uma extensão do meu mundo.

3 – Tanto quanto o escritor, o pensador que é Mario nos aproxima ainda mais. Desde sua malograda candidatura a Presidente do Peru, acompanho com fascínio como sua trajetória me influenciou e, em certa medida, se aproxima à minha na defesa de um credo marcadamente liberal na economia. À esquerda da direita e à direita da esquerda, estamos longe de ser neutros. 

4 – Acho ultrajante que a morte vá levá-lo qualquer hora dessas, se é que não me levará antes dele. Como pode um homem de tanto gabarito, um pensador tão lucido e um escritor de tantos recursos se despedir da vida como o mais comum dos mortais? Por vivo que permaneça em nossas memórias, a velhice de um sujeito que se cuidou muito desfere o recado inexorável da finitude.

5 – Nesta Madrid domingueira, de “puchero” e charuto, de vinho e recolhimento, penso nele e me acomete uma vontade irrefreável de reler alguns dos seus livros todos uma espécie de clássicos. Vida longa a Don Mario, ao Marito de “Tia Julia e o Escrevinhador”. Tentei falar com Álvaro, filho dele, um homem culto, divertido e irreverente, mas não tive sucesso. Se quem me lê é amigo dele, avise. É bem verdade que gente do quilate dele, não morre nunca. 

6 – Adeus, don Mario.

Meu último post sobre Mario Vargas Llosa, falecido neste domingo

Superposição quântica: Fenômeno que o Google celebra em seu Doodle hoje

Nesta quarta-feira, 14 de abril, o Google homenageia o Dia Mundial Quântico com um Doodle animado que explica um dos princípios mais fascinantes da física moderna: a Superposição Quântica. A data não foi escolhida por acaso – ela representa os três primeiros dígitos da constante de Planck (4,14), um valor fundamental na mecânica quântica que […]Nesta quarta-feira, 14 de abril, o Google homenageia o Dia Mundial Quântico com um Doodle animado que explica um dos princípios mais fascinantes da física moderna: a Superposição Quântica. A data não foi escolhida por acaso – ela representa os três primeiros dígitos da constante de Planck (4,14), um valor fundamental na mecânica quântica que […]