Archives Outubro 2024

Washington, d.C.

A persona pública de Olivetto construiu a ideia de publicidade no Brasil

A capacidade de Olivetto produzir boas frases permaneceu intacta nos últimos anos, mesmo afastado do dia a dia das agências e residindo fora do Brasil, em Londres

Por ocasião da morte de Washington Olivetto, no último dia 13, AMANHÃ republicou um post de seis anos atrás em que eu o definia como o criador da profissão de publicitário no Brasil. Não por pioneirismo na atividade, evidentemente, mas por tê-la conferido visibilidade e legitimidade social. Muito dessa mudança de status devia-se ao seu trabalho – as peças e anúncios que ficavam no imaginário popular –, mas também a sua figura pública, sempre médiatique e pronta a rechear uma entrevista com tiradas espertas – o que contribuiu para que a propaganda fosse vista por alguns apenas como insight criativo, e não o todo trabalhoso que constitui: planejamento, produção, mídia etc.

A capacidade de Olivetto produzir boas frases permaneceu intacta nos últimos anos, mesmo afastado do dia a dia das agências e residindo fora do Brasil, em Londres. Aliás, por que a capital inglesa? “Porque Londres é a melhor Nova York que existe. Tem tudo o que Nova York tem, mas sem tanto movimento e confusão”. Mas e o futebol, seu interesse desde sempre, como ficou? Via jogos da Premiere League? “Sim, aqui eu assisto, não torço. No Brasil, em jogos do Corinthians, eu torço, não assisto”.

Lições aos novatos? “Eu me dei bem como publicitário pois me abasteci de vida, e não de publicidade. Capturo as coisas da vida para transformá-las em comunicação”. E gerir uma agência, como é? “Nesse negócio, administrar o astral é tão importante quanto administrar o caixa” – razão pela qual distribuía sorvete às equipes quando via uma nuvenzinha negra sobrevoando as baias da W/Brasil. Seu sucesso devia-se à inspiração mais do que a transpiração? De jeito nenhum. “Quando eu era funcionário, tinha mentalidade de dono. E hoje que sou dono, tenho mentalidade de funcionário. Sou o primeiro a chegar e o último a sair do escritório”. E as campanhas políticas e contas públicas, que tal? “É um dinheiro que me orgulho de não ganhar”.

Dinheiro: eis o outro pilar que ajudou a erigir o prestígio da profissão. Olivetto não foi propriamente um ostentador, um exibicionista. Mas também não se furtou em alimentar o lado frívolo da mídia ao revelar seu apreço por obras de arte, mostrar o CD player da então obscura dinamarquesa Bang & Olufsen que comprara, enaltecer a Comme des Garçons (que até hoje poucos conhecem por aqui) e citar os restaurantes que apreciava nas grandes capitais do mundo. Indicava, com isso, aos jovens às voltas com a escolha profissional, ser viável a combinação perfeita: uma carreira menos tradicional com benefícios materiais tão bons ou melhores que os das atividades caretas.

Com a emergência das redes sociais, poderia ter se tornado um tuiteiro popular, um lacrador semanal, pois tirocínio não lhe faltaria. Mas percebera que a internet atual era menos generosa com a inteligência e bem mais afeita à demagogia e à superficialidade. Sua malfadada entrevista à BBC News Brasil, em 2017, em que diz que “empoderamento feminino é um clichê constrangedor” como outros tantos que mencionava ao longo da conversa (“desconstruir”, “quebrar paradigmas” e “pensar fora da caixa”), foi um dos maus sinais dos novos tempos: o título caça-clique fez sumir o conteúdo no qual Olivetto reclamava da pobreza vocabular e da escassez de boas ideias que vicejava nos meios de comunicação, em prol de uma controvérsia vazia e de uma condenação pública sumária. Ainda assim, antes mesmo daquele episódio, já havia deixado uma lição sobre as polêmicas online: “É só ficar quieto que nada vai acontecer. Logo em seguida, aparece outro assunto irrelevante para ocupar o seu lugar”.

Pode não ter sido sua sacada mais brilhante, mas certamente é das mais verdadeiras.

A persona pública de Olivetto construiu a ideia de publicidade no Brasil

SC vai ampliar rede de centros de inovação

Objetivo é gerar 30 mil vagas no setor de tecnologia

Para 2025, já estão previstos pelo governo catarinense R$ 24 milhões em investimentos, 20% a mais do que neste ano

Transformar Santa Catarina em grande polo tecnológico, conectando todas as regiões do estado para que haja cada vez mais soluções inovadoras com base em demandas regionais é uma das premissas do novo programa SC Mais Inovação. Lançado na segunda-feira (21) em Florianópolis, o programa pretende, até 2026, fazer com o que o setor alcance uma fatia de 10% do PIB catarinense – hoje o índice é de 7,5% – e gere mais 30 mil vagas na área, que já emprega atualmente 86 mil pessoas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), vai ainda implantar até 2026 nove centros de inovação, que se somarão aos 15 já existentes. Para 2025, já estão previstos pelo governo catarinense R$ 24 milhões em investimentos, 20% a mais do que neste ano.

Para ampliar a articulação entre atores envolvidos como Estado, iniciativa privada, universidades e sociedade civil, o programa prevê a disponibilização de 21 agentes de inovação em todas as microrregiões do estado, aproximando as demandas locais da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI). Esses agentes desempenharão um papel essencial ao identificar necessidades regionais e promover soluções inovadoras, conectando o potencial de cada área com as políticas de inovação do estado. “Um dos principais pilares do SC Mais Inovação é a promoção ativa do ecossistema de inovação por meio de atração de investimentos, e realização de eventos, programas de capacitação, conferências e hackathons, fortalecendo as conexões entre os atores das quatro hélices” afirma o secretário da SCTI, Marcelo Fett.

Durante o evento de lançamento foi assinado um convênio com a Acafe no valor de R$ 4,4 milhões para ampliar a articulação entre setor público e pesquisa. A presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), Luciane Ceretta, destacou a importância da participação no projeto. “Estamos confiantes de que essa iniciativa irá inaugurar um novo momento para o desenvolvimento científico e tecnológico, ampliando o impacto das nossas universidades e promovendo soluções que beneficiarão toda a sociedade”, destacou. Além disso, o programa prevê a oferta de suporte técnico e consultoria para startups, auxiliando no desenvolvimento de produtos, na proteção de propriedade intelectual e na entrada no mercado, garantindo um ambiente de inovação sustentável e competitivo.

“O programa SC Mais Inovação se une totalmente à visão da Acate de que Santa Catarina tem potencial para ser um polo global de inovação. O setor de TI está presente em todas as regiões de SC e a inovação feita aqui já desperta o interesse do exterior, com portas abertas em países como Canadá, Emirados Árabes e Inglaterra, além de um destaque continental relevante que já posiciona Florianópolis como um polo de investimentos em startups na América Latina. A parceria com o poder público é fundamental para que o setor siga prosperando e impactando cada vez mais a vida dos catarinenses”, contextualiza Diego Ramos, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate).

Objetivo é gerar 30 mil vagas no setor de tecnologia

Royalties do petróleo: STF autoriza negociação direta entre estados

SC, PR e SP definirão prazo de pagamento do valor que deveria ter sido repassado aos catarinenses ao longo dos anos

Entendimento foi estabelecido em audiência de conciliação realizada em Brasília

O governo catarinense participou na quinta-feira (24) de uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Ação Cível Originária (ACO) 444, que trata sobre o pagamento dos royalties do petróleo aos catarinenses. Um dos principais resultados é a autorização para a realização de novas reuniões diretas entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo para a definição de valores e da forma e prazo de pagamento do montante que deveria ter sido repassado aos catarinenses ao longo dos anos. A primeira delas deve acontecer nos próximos dias com o Paraná. O governador Jorginho Mello e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC) deixaram registrado, juntamente com São Paulo, o pedido de informações complementares à Petrobras – que não compareceu à audiência – sobre os valores pagos ao longo do tempo pela exploração do petróleo nos poços e campos que hoje são reconhecidamente catarinenses.

“A grande vantagem para Santa Catarina, neste momento, é que as tratativas avanaram e ns estamos mais perto de receber esses valores, que serão muito importantes para a implementação de políticas públicas para a gente do nosso estado”, afirmou o procurador-geral do Estado, Márcio Vicari. Essa foi a primeira rodada de negociações envolvendo o tema. A audiência foi presidida pela juíza auxiliar da presidência e responsável pelo Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF, Trícia Navarro, e acompanhada pela juíza auxiliar do gabinete do ministro Flávio Dino, Amanda Thomé. Além do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e dos estados do Paraná e de São Paulo, os municípios de Itajaí, Penha, Barra Velha e Navegantes e a Procuradoria-Geral da República.

Ação se estende por mais de três décadas
A história começou em 1987, quando o governo catarinense tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a “divisa” marítima entre Santa Catarina e Paraná. Esses traços definem qual dos estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral. Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos.

Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o governo catarinense sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto. Em junho de 2020 os ministros do STF, por sete votos a dois, foram favoráveis à Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refaça o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou Paraná e São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

SC, PR e SP definirão prazo de pagamento do valor que deveria ter sido repassado aos catarinenses ao longo dos anos

Piora no crédito reduz intenção de consumo das famílias

Índice recua mais entre famílias de maior renda

O crédito deve se tornar ainda mais restrito, o que impacta diretamente o consumo

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), diminuiu 0,6% em outubro, marcando o quarto mês seguido de retração. A principal causa foi a visão negativa sobre o momento para adquirir bens duráveis, com queda de 1,8%, além da percepção do nível de consumo atual, que caiu 1,2%. Apesar disso, o índice se mantém acima do nível de satisfação, com 103,2 pontos, o menor valor desde março, quando alcançou 104,1 pontos. A desaceleração econômica, o aumento da Selic e o encarecimento do crédito têm enfraquecido o consumo, especialmente entre as famílias de maior renda.

Quase todos os componentes da ICF apresentaram queda, exceto a perspectiva profissional, que permaneceu inalterada. A percepção sobre a renda atual, embora tenha tido uma leve queda de 0,6% no mês, ainda registra crescimento anual de 3,7%. “Os consumidores estão cada vez mais cautelosos em relação ao futuro. Com a Selic em alta e possivelmente subindo ainda mais, além da pressão inflacionária em alguns setores, o crédito deve se tornar ainda mais restrito, o que impacta diretamente o consumo”, comenta José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. Essa conjuntura levou a uma redução de 0,9% no subindicador de acesso ao crédito, marcando o segundo mês consecutivo de retração. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também conduzida pela CNC, indica que o nível de endividamento das famílias permanece elevado, afetando de forma mais expressiva a intenção de consumo, especialmente de bens duráveis, que recuou 1,8% em outubro.

A análise por faixas de renda revela que as famílias com ganhos superiores a dez salários mínimos registraram uma redução de 1% na intenção de consumo, enquanto aquelas com renda inferior a esse valor apresentaram uma queda menor, de 0,8%. A perspectiva de consumo entre os mais ricos caiu 1,5%, refletindo os impactos do cenário econômico e do aumento do custo de crédito. Em comparação, para as famílias de menor renda, a perspectiva recuou 0,5%. Quanto ao momento para compra de bens duráveis, a retração foi mais pronunciada entre as famílias de maior renda, com queda de 2,7%, enquanto as de menor renda registraram uma redução de 1,6%. Isso reflete a maior cautela das famílias mais abastadas, que são mais sensíveis às mudanças das condições de crédito e ao ambiente econômico instável. “As famílias com maior renda estão mais cautelosas, especialmente em relação ao crédito para bens duráveis. Com a perspectiva de novas elevações da Selic, a tendência é uma retração ainda mais acentuada nesse setor”, ressalta Felipe Tavares, economista-chefe da CNC.

Índice recua mais entre famílias de maior renda

Copel é a maior empresa do Paraná

Ranking 500 MAIORES DO SUL também espelha a importância do cooperativismo paranaense com 10 representantes do setor entre as 20 primeiras colocadas

A Copel segue liderando, de acordo com o critério do Valor Ponderado de Grandeza, o VPG, principal indicador do ranking do Grupo AMANHÃ e PwC Brasil

O ranking publicado pelo Grupo AMANHÃ com a parceria técnica da PwC Brasil é praticamente um espelho da economia da região Sul. O Paraná que o diga. Em 2023, o PIB paranaense avançou 5,8%, o dobro do Brasil (2,9%), segundo estatísticas recolhidas pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O resultado foi puxado principalmente pela agropecuária, que cresceu 26,9% no período ajudado por um recorde na produção de proteína animal. Para efeitos de comparação, a agricultura nacional, que também teve forte alta, fechou o ano com expansão de 15,1%. Esse dinamismo da economia paranaense também é revelado por 500 MAIORES DO SUL: entre as 20 maiores empresas do estado, nada menos que dez são cooperativas de produção – sem contar o fato que a maior receita líquida entre as Top-100 paranaenses é da Coamo, a número 2 na lista e também a maior cooperativa da América Latina.

A Copel segue liderando, de acordo com o critério do Valor Ponderado de Grandeza, o VPG, principal indicador do ranking que resulta de uma soma dos três grandes indicadores em uma demonstração financeira: patrimônio, com peso de 50%; receita, cujo peso é 40% e lucro líquido, com 10%. Já Renault, Sanepar, Cocamar e Itaipu trocaram posições entre elas do sexto ao décimo lugares. No total, 13 empresas entraram – ou voltaram – para o ranking das cem maiores, entre elas estão, por exemplo, a Construtora Castilho, a G10 Transportes, a Ibema, a Servopa e a Unimed do Estado do Paraná, além da Wiser Educação (veja todos os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como os maiores capitais de giro, por exemplo).

As cem maiores empresas do Paraná em 2023 venderam tanto quanto no exercício anterior, trazendo para o caixa R$ 367 bilhões – somente R$ 1 bilhão a menos que na edição passada. A soma dos VPGs também ficou em linha com o desempenho de 2022: R$ 234,4 bilhões, uma diferença de R$ 400 milhões a mais. Os lucros, somados, tiveram uma queda de 28,6%, para R$ 23,7 bilhões, onde o melhor desempenho foi da Klabin (R$ 2,8 bilhões). Também pudera: as cem maiores do Paraná tiveram de sacrificar suas margens que, em 2023, estacionaram em uma média de 5,9% – 1,2 ponto percentual a menos que na edição anterior do anuário. As dez companhias que ficaram no vermelho obtiveram um prejuízo de R$ 1,5 bilhão, puxado pela Adama (R$ 433,2 milhões).

“A parceria exitosa entre o Grupo AMANHÃ e a PwC Brasil revela um acompanhamento histórico dos movimentos de diversos setores econômicos do Sul, assim como de cada um dos estados. Também temos conseguido mostrar o avanço do grau de competividade das empresas sediadas na região”, afirmou Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ. “Em nossa análise dos balanços de empresas da região Sul para a elaboração do ranking das 500 MAIORES DO SUL, pudemos perceber que o ano de 2023 foi desafiador. Em contrapartida, também possível notar que as companhias que estruturaram suas práticas de ESG, englobando governança, sustentabilidade, social e diversidade, destacaram-se e obtiveram resultados bastante positivos”, salienta Carlos Peres, sócio da PwC Brasil e líder da região Sul. 

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

Clique aqui para acessar o hotsite com os dados completos de 500 MAIORES DO SUL

Seu navegador não oferece suporte ao visualizador de PDF
Baixe o arquivo PDF aqui

Ranking 500 MAIORES DO SUL também espelha a importância do cooperativismo paranaense com 10 representantes do setor entre as 20 primeiras colocadas

Brasil lança plataforma para atrair investimentos verdes

Página listará projetos alinhados a plano de transição ecológica

A ferramenta listará projetos validados pelo BNDES, que receberão um selo verde

O investidor nacional ou estrangeiro agora tem à disposição uma plataforma para escolher investimentos em projetos ambientais e sociais que quiser financiar. Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, lançaram, em Washington, a Plataforma de Investimentos em Transformação Climática e Ecológica, que recebeu o nome de BIP. A ferramenta listará projetos validados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que receberão um selo verde. Essa certificação, informaram o BNDES e o Ministério da Fazenda, assegura que os projetos estão alinhados com o plano de transformação ecológica.

“A plataforma é a realização de um ano e meio de iniciativas do Ministério da Fazenda que permitiram um novo horizonte para a agenda climática do Brasil. Essa é conclusão de um processo de estruturação de marcos regulatório e financeiros para financiamentos verdes e que dará início a uma nova onda de investimentos”, declarou Haddad. Segundo Marina Silva, os projetos selecionados não seguirão apenas o plano de transformação ecológica, que pretende neutralizar as emisses de gases de efeito estufa até 2050, mas também o Plano Clima, com estratégias para o enfrentamento à mudança climática até 2035. “A plataforma é um dos resultados da força-tarefa para a mobilização global contra a mudança do clima, inovação trazida pela presidência brasileira do G20”, disse a ministra.

Haddad comentou que o principal mérito da ferramenta consiste em aproximar investidores, financiadores públicos e privados e instituições financeiras globais. “A plataforma combina financiamento e projetos. Estamos fazendo um match [combinação] entre essas duas pontas, com recursos, inclusive externos, para transformar a economia verde”, declarou o ministro. Os empreendedores sociais e ambientais interessados em incluir um projeto de desenvolvimento sustentável na plataforma devem entrar em contato com o bip@bndes.gov.br. O BNDES analisará o empreendimento, podendo inseri-lo no BIP.

Elaborada após um ano e meio de desenvolvimento, a plataforma é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Fazenda, de Meio Ambiente e Mudança Climática, de Minas e Energia e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do BNDES. A ferramenta foi elaborada com apoio da Bloomberg Philanthropies; da Aliança Financeira de Glasgow para o Net Zero (Gfanz), entidade britânica com instituições financeiras de 50 países comprometidas com a transição energética; e o Fundo Verde para o Clima (GCF).

Com ABR

Página listará projetos alinhados a plano de transição ecológica

Prévia da inflação é de 0,54% em outubro

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,71%

A alta da energia elétrica residencial impactou o IPCA-15 no mês (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

A prévia da inflação de outubro apresentou alta de 0,54%, após o índice de 0,13% registrado em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE, aponta que a maior variação veio do grupo de habitação, com 1,72%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,71% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 4,47%, acima dos 4,12% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2023, a taxa havia sido de 0,21%.

Com exceção de transportes, cujos preços recuaram 0,33%, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de outubro. O destaque foi o grupo de habitação, responsável pela maior variação e o maior impacto no índice. Houve uma aceleração no resultado desse grupo em relação a setembro, quando teve variação de 0,5%. Os grupos de alimentação e bebidas (0,87%) e saúde e cuidados pessoais (0,49%) completam o ranking das três maiores variações neste mês.

O aumento de 5,29% nos preços da energia elétrica residencial contribuiu para a alta apresentada pelo grupo de habitação. A entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha patamar dois, a partir de 1º de outubro, influenciou o comportamento do subitem na passagem de setembro (0,84%) para outubro. A subida de preços do gás de botijão (2,17%) também contribuiu positivamente para o resultado do grupo. Já em alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio teve aumento de 0,95% em outubro, após três meses consecutivos de redução de preços. Os aumentos do contrafilé (5,42%), do café moído (4,58%), e do leite longa vida (2,00%) impactaram o desempenho do grupo.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,49%), o subitem plano de saúde subiu 0,53%. Houve aplicação de reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, com vigência retroativa a partir de julho. Desse modo, no IPCA-15 de outubro foram apropriadas as frações mensais dos planos antigos relativas aos meses de julho, agosto, setembro e outubro. Em relação aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta em outubro. Goiânia foi a cidade com maior variação (1,07%), consequência da alta da energia elétrica residencial (6,51%) e da gasolina (5,94%). Já o menor resultado foi observado em Porto Alegre (0,17%), influenciado pela queda nos preços das passagens aéreas (-17,16%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,71%

Fábrica de compressores da Nidec conquista neutralidade de carbono

A planta de Joinville produz mais de 13 milhões de compressores por ano

A empresa antecipou em seis anos a data estabelecida para conseguir a neutralidade de carbono

A Nidec Global Appliance, parceira global das indústrias de equipamentos residenciais e comerciais e detentora da marca Embraco, celebra um marco histórico: a unidade fabril de compressores de Joinville se tornou a primeira do grupo Nidec no mundo, além de uma das primeiras indústrias de Santa Catarina, a conquistar a neutralidade de carbono em suas operações. A fábrica produz mais de 13 milhões de compressores por ano, que além de atenderem ao mercado nacional, são exportados para aproximadamente 90 países, emprega cerca de 3.500 funcionários e é um complexo industrial com inúmeros equipamentos e processos de produção que consomem recursos energéticos.

Para alcançar a neutralidade de carbono a unidade seguiu os passos essenciais de boas práticas: mensuração e verificação externa das emissões de gases de efeito estufa; ações de redução das emissões, como a partir da aquisição de energia elétrica de fontes renováveis; e compensação das emissões não evitadas com a compra de créditos de carbono.

O marco antecipa em seis anos a data estabelecida na meta da Unidade de Negócios ACIM (Appliance, Commercial and Industrial Motors), divisão do grupo Nidec que engloba a Nidec GA, além de outros negócios. “A jornada rumo à neutralidade de carbono reflete nossa cultura de sustentabilidade e estratégia de negócios, envolvendo nossos clientes e cadeia de fornecimento. Nos últimos anos, investimos mais de 10 milhões de reais nesses projetos que permitiram que atingíssemos a meta seis anos antes do que o determinado pela divisão. Isso também nos trouxe uma economia de mais de 4 milhões de reais em gastos com gás natural e energia elétrica”, destaca Guilherme Almeida, presidente da Nidec Global Appliance.

A planta de Joinville produz mais de 13 milhões de compressores por ano

CMN autoriza renegociação de crédito rural no Rio Grande do Sul

Vencimento de parcelas foi prorrogado para 27 de novembro

Os produtores rurais dos municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul terão mais tempo para voltar a pagar as parcelas do crédito rural

Os produtores rurais dos municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul terão mais tempo para voltar a pagar as parcelas do crédito rural. Em reunião extraordinária na quarta-feira (23), o Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou para 27 de novembro o vencimento das operações beneficiadas pelos descontos previstos pelo Decreto 12.138, editado em agosto.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a prorrogação poderá beneficiar cerca de 2,2 mil operações de crédito, no total de R$ 430 milhões. A extensão do prazo vale para os produtores que encaminharam, até 3 de outubro, os pedidos de renegociação à Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul. O comitê verifica a perda de renda e de produção decorrente das enchentes no estado. A prorrogação beneficia as operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização com vencimento de 1º de maio a 26 de novembro. O produtor, no entanto, precisa estar com as parcelas em dia até 30 de abril, pouco depois do início das fortes chuvas no Rio Grande do Sul.

Para receber o desconto e ter direito à prorrogação, o mutuário precisa comprovar perda na renda igual ou superior a 60% em linhas de crédito individuais, grupais ou coletivas, desde que em decorrência de deslizamento de terras ou pela força das águas na inundação. Em operações contratadas por cooperativas de produção agropecuária, a perda precisa ser igual ou superior a 30%. Na reunião desta quarta-feira, o CMN também autorizou os mutuários que não tiveram os pedidos de renegociação aprovados pela comissão especial a prorrogar os débitos sem desconto. O benefício vale para quem pedir, até 26 de novembro, a prorrogação ao banco que opera a linha de crédito.

Com ABR

Vencimento de parcelas foi prorrogado para 27 de novembro

FMI estima superávit primário para Brasil apenas em 2027

Fundo piora projeções para dívida pública bruta brasileira

Com déficits maiores que o inicialmente previsto, o FMI também piorou as projeções para a dívida pública para os próximos anos

Apesar dos esforços recentes do governo federal para elevar a arrecadação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o Brasil só alcançará o superávit primário a partir de 2027. A estimativa consta do boletim Monitor Fiscal, divulgado a cada seis meses pelo organismo internacional. O superávit primário representa a economia de recursos do governo para pagar os juros da dívida pública. Oficialmente, o governo brasileiro tem como meta obter déficit zero em 2024 e 2025, com margem de tolerância de 0,25% do PIB.

Para o FMI, o governo brasileiro não alcançará essas metas. O Fundo Monetário projeta déficit primário de 0,5% do PIB em 2024, de 0,7% do PIB em 2025 e de 0,6% em 2026. Em 2027, o país obteria superávit primário de 0,1% do PIB. Pelo relatório divulgado em abril, o Brasil obteria déficit de 0,6% do PIB em 2024, indicando leve melhora na nova versão. As projeções para os anos seguintes, no entanto, pioraram. Na estimativa anterior, o país teria déficit de 0,3% do PIB em 2025, alcançaria déficit zero em 2026 e obteria superávit primário de 0,4% do PIB em 2027. O FMI divulgou o relatório na semana da reunião anual do órgão e do Banco Mundial, em Washington.

Com déficits maiores que o inicialmente previsto, o relatório também piorou as projeções para a dívida pública para os próximos anos. O FMI estima aumento da dívida pública bruta (que não considera o que o governo tem a receber), de 84,7% do PIB em 2023 para 87,6% do PIB neste ano. O indicador subirá para 92% do PIB em 2025 e para 97,6% do PIB em 2029, ano final das projeções. No relatório anterior, o FMI estimava a dívida bruta em 86,7% do PIB em 2024, 89,3% em 2025 e 93,9% em 2029. O Fundo Monetário baseia-se em um critério de dívida pública diferente do governo brasileiro. O FMI considera os títulos públicos fora de circulação retidos na carteira do Banco Central, diferentemente do Brasil, que exclui esses papéis do cálculo.

Com ABR

Fundo piora projeções para dívida pública bruta brasileira

Regras do Pix mudam a partir de novembro

Operações de mais de R$ 200 dependerão de dispositivos cadastrados

Além dessa novidade, as instituições financeiras terão de melhorar as tecnologias de segurança

A partir de 1º de novembro, o Pix terá regras mais rígidas para garantir a segurança das transações e impedir fraudes. Transferências de mais de R$ 200 só poderão ser feitas de um telefone ou de um computador previamente cadastrados pelo cliente da instituição financeira, com limite diário de R$ 1 mil para dispositivos não cadastrados. O Banco Central (BC) esclarece que a exigência de cadastro valerá apenas para os celulares e computadores que nunca tenham sido usados para fazer Pix. Para os dispositivos atuais, nada mudará.

Além dessa novidade, as instituições financeiras terão de melhorar as tecnologias de segurança. Elas deverão adotar soluções de gerenciamento de fraude capazes de identificar transações Pix atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente, com base nas informações de segurança armazenadas no Banco Central. As instituições também terão de informar aos clientes, em canal eletrônico de amplo acesso, os cuidados necessários para evitar fraudes. Elas também deverão verificar, pelo menos a cada seis meses, se os clientes têm marcações de fraude nos sistemas do Banco Central.

As medidas, informou o BC, permitirão que as instituições financeiras tomem ações específicas em caso de transações suspeitas ou fora do perfil do cliente. Elas poderão aumentar o tempo para que os clientes suspeitos iniciem transações e bloquear cautelarmente Pix recebidos. Em caso de suspeita forte ou comprovação de fraude, as instituições poderão encerrar o relacionamento com o cliente.

Pix Automático

Recentemente, o BC anunciou que o Pix Automático será lançado em 16 de junho de 2025. Em desenvolvimento desde o fim do ano passado, a modalidade facilitará as cobranças recorrentes de empresas, como concessionárias de serviço público (água, luz, telefone e gás), empresas do setor financeiro, escolas, faculdades, academias, condomínios, planos de saúde, serviços de streaming e clubes por assinatura.

Por meio do Pix Automático, o usuário autorizará, pelo próprio celular ou computador, a cobrança automática. Os recursos serão debitados periodicamente, sem a necessidade de autenticação (como senhas) a cada operação. Segundo o BC, o Pix Automático também ajudará a reduzir os custos das empresas, barateando os procedimentos de cobrança e diminuindo a inadimplência.

Com ABR

Operações de mais de R$ 200 dependerão de dispositivos cadastrados

MAIORES DO SUL sustentam receita na casa do trilhão

Em um ano marcado por desempenhos módicos nos principais indicadores do maior ranking regional de empresas do Brasil, o primeiro pelotão conseguiu bons resultados

Quem mais faturou foi a Bunge, empresa catarinense que lidera o ranking pelo sexto ano consecutivo

Depois de terem atingido a marca do primeiro trilhão em vendas na edição anterior, o pelotão das 500 MAIORES ao menos conseguiu se manter nesse nível, pois obteve uma pequena queda de 2,1% no somatório das receitas líquidas que totalizou R$ 1,1 trilhão. As 186 bilionárias, seis a menos que no ranking passado, puxaram a maior parte do faturamento que foi de R$ 996 bilhões, uma retração de 2% quando comparado com o mesmo indicador de 2022. Nada menos que 73 gigantes tiveram desempenho menor nas vendas. Quem mais faturou foi a Bunge (R$ 81,7 bilhões), uma pequena alta de 3,7% sobre a receita líquida de 2022. A companhia catarinense é a maior empresa do Sul pelo sexto ano consecutivo. Porém, a Bunge vê o Sicredi no seu retrovisor desde o ranking anterior. No entanto, nunca a cooperativa de crédito esteve tão perto como agora. A diferença do Valor Ponderado de Grandeza (VPG) caiu de R$ 7,6 bilhões em 2022 para R$ 1,7 bilhão em 2023. O Sicredi foi robustecido pelo avanço de 38,2% na receita líquida, 22,3% no patrimônio líquido e 16,5% no lucro líquido – simplesmente as três dimensões que, somadas, formam o principal indicador de 500 MAIORES DO SUL.

A soma dos lucros líquidos sofreu um baque de 8,5%, caindo para R$ 82,7 bilhões. Esse resultado negativo interrompe uma série de seis edições consecutivas onde o indicador melhorava seu desempenho alcançando recordes ano após ano. Quem mais lucrou entre todas as 500 foi o Sicredi (R$ 6,8 bilhões), sendo seguido pelas catarinenses Weg (R$ 6,2 bilhões) e Engie (R$ 3,4 bilhões) e a paranaense Klabin (R$ 2,8 bilhões). O montante dos prejuízos também aumentou nesta edição. O rombo totalizou R$ 5,5 bilhões, valor 5,8% maior do que no exercício anterior. A maré vermelha atingiu 68 companhias – onze a mais que no ranking anterior, com base em balanços de 2022. Por consequência, a rentabilidade sobre receita também sofreu uma nova queda, desta vez de 1,6 ponto percentual, para 8,6%. Ao menos o ganho foi um pouco melhor no cálculo dos patrimônios totais que ultrapassaram meio trilhão (R$ 504,4 bilhões), um avanço de 3,9%.

Sete setores concentram metade das empresas em 500 MAIORES DO SUL. Quem lidera com 57 representantes é Comércio – Atacado e Varejo. A seguir, o Financeiro (com 45), seguido por Alimentos e Bebidas (37), Saúde (32), Energia (28), Transporte e Logística (27), Construção e Imobiliário (25), totalizando 251 companhias. Esses segmentos venderam, juntos, nada menos que R$ 569,3 bilhões, valor 2% superior ao exercício de 2022, cujos balanços foram publicados no ano seguinte. E o faturamento desse grupo de empresas representa mais da metade das vendas do primeiro pelotão (51%).

Balanço dos estados
O Rio Grande do Sul obteve vitórias sobre o Paraná e Santa Catarina em indicadores importantes do ranking 500 MAIORES DO SUL. O conjunto das empresas gaúchas desponta com a maior soma de patrimônios e lucros. As companhias sediadas em solo gaúcho também detêm o maior Valor Ponderado de Grandeza, principal critério de classificação do ranking desde sua criação, em 1991. No entanto, a diferença é pequena em relação ao Paraná (R$ 3,5 bilhões). Entre os principais indicadores de 500 MAIORES DO SUL, o Paraná bate Santa Catarina e Rio Grande do Sul na soma das receitas líquidas. As representantes paranaenses têm um faturamento total de R$ 387,6 bilhões, um pouco acima das gaúchas (R$ 377,6 bilhões). Santa Catarina se destaca por apresentar a menor média de endividamento (51,4%), ante 54,6% das representantes do Rio Grande do Sul e 56,4% das companhias do Paraná. A rentabilidade das catarinenses também é maior: 11,1% (frente a 9,4% das gaúchas e 5,6% das paranaenses). As representantes de Santa Catarina também apresentaram a menor soma de prejuízos, R$ 4,5 bilhão, frente a R$ 1,7 bilhão das paranaenses e R$ 2,1 bilhões das gaúchas.

O trunfo do Paraná se dá no ranking setorial, emplacando um número de empresas líderes superior ao do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina quando computadas as campeãs por rentabilidade e por volume de vendas em cada setor: no total, são 10 líderes por receita e 10 pela margem, totalizando 20 primeiras colocações. A Coamo é a única representante entre todas as da lista do Grupo AMANHÃ e PwC Brasil a levar os dois troféus, pois além de obter a maior receita líquida, também apresentou a maior margem entre as cooperativas de produção – mesmo feito do ano anterior. Entre as 500 MAIORES, o Rio Grande do Sul supera o Paraná em número de empresas: 185 contra 172. Santa Catarina tem 143. Porém, nesta edição o Rio Grande do Sul perdeu dez representantes, enquanto o Paraná ganhou mais oito e Santa Catarina mais duas. Curitiba, com 74 companhias, e Porto Alegre, com 72, são as cidades com maior número de representantes no ranking. Em Santa Catarina, a capital Florianópolis tem 23, seguida por Joinville, com 17.

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

Clique aqui para acessar o hotsite com os dados completos de 500 MAIORES DO SUL

Em um ano marcado por desempenhos módicos nos principais indicadores do maior ranking regional de empresas do Brasil, o primeiro pelotão conseguiu bons resultados

FMI eleva para 3% projeção de crescimento do PIB do Brasil no ano

Fundo estima desaceleração para 2025

Segundo o FMI, a economia brasileira crescerá mais que o previsto por causa de resultados melhores que o esperado no primeiro semestre

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou, de 2,1% para 3%, a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano. Apesar da melhoria nas expectativas para este ano, o fundo estima desaceleração para 2025, com o crescimento caindo de 2,4% para 2,2%. As estimativas para 2024 estão abaixo das previsões oficiais. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento de 3,2% neste ano.

O FMI atualizou as previsões de crescimento para todos os países durante a reunião anual do órgão, que ocorre em Washington nesta semana. Segundo o Fundo, a economia brasileira crescerá mais que o previsto por causa de resultados melhores que o esperado no primeiro semestre, o mercado de trabalho forte, a inflação sob controle e o aumento da renda. O FMI também citou impacto menor que o esperado das enchentes no Rio Grande do Sul sobre o PIB.

Para 2025, no entanto, o panorama é menos otimista. O FMI justificou a redução da estimativa de crescimento por causa da redução dos estímulos fiscais concedidos desde o ano passado e dos juros elevados. Em elevação desde setembro, a Taxa Selic (juros básicos da economia) est em 10,75% ao ano e deverá encerrar 2024 em 11,75% ao ano segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado. Somente em 3 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o PIB do terceiro trimestre. No segundo trimestre, a economia brasileira cresceu 1,4% em relação aos três meses anteriores, acima de todas as estimativas.

Com ABR

Fundo estima desaceleração para 2025

Weg e Schulz passam a integrar o hub de descarbonização Fiesc

Representantes das duas conheceram o programa Biogás SC

Encontro técnico discutiu modelos de negócios do Biogás SC

As indústrias catarinenses que lideram o mercado mundial de motores elétricos – Weg – e o mercado latino-americano de compressores de ar – Schulz – são as mais novas integrantes do Hub de Descarbonização Fiesc. Representantes das duas empresas participaram do 2º Encontro Técnico do Programa Biogás SC – Dejetos Suínos, na terça (22). Na reunião foi apresentado o projeto piloto. O Biogás SC é o primeiro programa do hub, que é liderado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e tem foco inicial na descarbonização da cadeia de proteína animal. O hub já conta com mais de 30 organizações. Além de Weg e Schulz, também estão em processo de adesão a LuxCS, primeira certificadora de créditos de carbono do Brasil, o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e o Sicoob.

O projeto piloto do programa de biogás considera oportunidades como geração de novos negócios, fomento a novas plantas de produção, protagonismo nas ações dentro da cadeia, e alinhamento corporativo com os compromissos climticos, entre outros. Com duração de um semestre, o programa piloto deve se iniciar em 2025, mobilizando pelo menos 50 suinocultores integrados a três agroindústrias do estado. A proposta é oferecer planos de negócios personalizados, com o objetivo de acelerar o processo de descarbonização do segmento. A gestão do projeto piloto (Capex) é financiada pela FIESC, Sindicarne, BRDE e Sicoob.

“Os modelos de negócios vão definir a viabilidade dos projetos de aproveitamento do biogás e formas de financiamento destes projetos; uma das alternativas é a composição de cooperativas ou centrais de tratamento de dejetos”, explica Charles Leber, consultor do Instituto Senai de Tecnologia Ambiental. “Os dejetos suínos podem gerar energia elétrica, gás metano e ainda ser purificado a nível de biometano, permitindo ser injetado em gasodutos de gás natural. Depois do aproveitamento energético, ainda sobra o rejeito, que pode ser transformado em fertilizante. Todas as possibilidades serão analisadas na elaboração dos modelos de negócios”, acrescenta.

Representantes das duas conheceram o programa Biogás SC

Autonomia e segurança guiam investimentos da NHS em sistemas de energia solar

Empresa paranaense desenvolveu tecnologia híbrida para geração e armazenamento

“A adoção de sistemas híbridos de energia solar é crucial para aumentar a resiliência energética e reduzir a dependência de fontes fósseis”, destaca Fabio Moro, diretor comercial e de marketing da NHS

Quinto estado brasileiro em projetos fotovoltaicos em operação, somando 284,6 megawatts (MW), o Paraná tem outra posição nacional de destaque: é o quarto colocado no ranking nacional de produção de energia solar distribuída, com 2,59 gigawatts (GW) de capacidade instalada. Empresas como a NHS Sistemas de Energia, com sede em Curitiba, têm crescido de olho neste cenário, ao mesmo tempo em que ajudam a desenvolvê-lo. “Desenvolvemos uma solução inovadora que combina geração, armazenamento, monitoramento e economia de energia em uma única plataforma. Esse sistema utiliza placas solares para capturar a luz do sol, convertendo-a em energia elétrica e proporcionando autonomia energética para residências, comércios, indústrias e propriedades rurais”, diz André Sanchez, gestor de energia solar da empresa.

Ele se refere a um sistema batizado de NHS Quad Híbrido, desenvolvido para ser uma resposta eficaz à crise energética, já que reúne atributos que vão além da geração de energia. Sanchez explica que a capacidade de armazenar energia em backup de baterias garante o fornecimento contínuo durante falhas na rede elétrica, essencial para ambientes críticos como hospitais e clínicas, por exemplo. O sistema também permite que o excedente de energia seja direcionado para a companhia elétrica, gerando créditos e promovendo economia na fatura de energia. A empresa tem investido em desenvolvimento e pesquisa de tecnologias inovadoras desde 2018, com mais de R$ 15 milhões aplicados no projeto solar como um todo. Isso inclui o desenvolvimento do quad, canais de distribuição, equipamentos e novas tecnologias, totalizando cerca de cinco mil horas de pesquisa em parceria com diversas instituições, como universidades federais e concessionárias.

“A adoção de sistemas híbridos de energia solar é crucial para aumentar a resiliência energética e reduzir a dependência de fontes fósseis. Esses sistemas não produzem poluição durante a operação e têm um impacto ambiental significativamente menor em comparação com as fontes de energia tradicionais, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e promovendo a sustentabilidade”, acrescenta Fabio Moro, diretor comercial e de marketing da NHS. O sistema também protege o consumidor das oscilações tarifárias, sempre um risco iminente com a ativação de usinas térmicas em período de escassez de chuva e altas temperaturas. “Ele assegura a continuidade de operação dos sistemas críticos, como portões eletrônicos, câmeras de segurança, eletrodomésticos e iluminação, colocando a autonomia em primeiro plano”, completa.

Desde 2012, o país vem registrando investimentos crescentes na adoção de energia solar fotovoltaica, que em março de 2023 já somavam R$ 125 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Como resultado, foram abertos 750 mil empregos e a emissão de CO2 foi reduzida em mais de 24 milhões de toneladas.

Empresa paranaense desenvolveu tecnologia híbrida para geração e armazenamento