Archives Abril 2024

Emprego volta a crescer na indústria gaúcha

Pesquisa da Fiergs aponta que não se alterou a intenção dos empresários em investir

A nota negativa do mês foi o excesso de estoques acumulado

A Sondagem Industrial do RS, divulgada nesta terça-feira (2) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), mostra um melhor cenário para o setor em fevereiro de 2024, com expansão nos índices da produção e do emprego – que não crescia desde setembro de 2022 –, e menor ociosidade. Os empresários gaúchos consultados no levantamento revelam mais otimismo para os próximos seis meses. “Há uma expectativa de aumento da demanda, inclusive das exportações, e do emprego”, avalia o presidente da entidade, Gilberto Petry, alertando, porém, que apesar disso, a pesquisa não alterou a disposição a investir dos industriais gaúchos, que continuam pouco propensos a realizar investimentos nos próximos seis meses. A nota negativa do mês foi o excesso de estoques acumulado.

A produção industrial gaúcha cresceu na passagem de janeiro para fevereiro, mas foi apenas a quarta expansão nos últimos 12 meses. O índice de produção atingiu 52,5 pontos, revelando que o ritmo foi pouco acima da alta comum para o mês, cuja média histórica é de 51,5. Valores acima de 50 denotam aumento da produção em relação ao mês anterior. A principal notícia da Sondagem foi a geração de emprego depois de 17 meses. O índice do número de empregados atingiu 51 pontos em fevereiro, superando a marca de 50, que expressa aumento do emprego ante o mês anterior, pela primeira vez desde setembro de 2022. Desde 2011, início da série, essa foi a segunda sequência mais longa, de 16 meses, sem avanço do emprego na indústria gaúcha. A maior, de 40 meses, durou de abril de 2014 a julho de 2017.

Em fevereiro, a indústria gaúcha utilizou 70% da sua capacidade instalada (UCI), três pontos percentuais acima de janeiro, mas 0,6 ponto percentual abaixo da média do mês. O índice de UCI em relação ao usual do mês registrou 43,5 pontos, o patamar mais alto em 11 meses. Mostra que ainda está bem abaixo do nível usual, dado pelos 50 pontos, apesar de mais próximo. A principal preocupação detectada pela Sondagem Industrial é com relação aos estoques de produtos finais, que voltaram a aumentar em fevereiro depois de dois meses consecutivos de queda, e atingiram patamares superiores aos desejados pelas empresas. O índice de evolução foi de 52,1 pontos, e de estoques em relação ao planejado atingiu 51,6. Acima de 50, o primeiro denota elevação ante o mês anterior e o segundo indica estoques acima do esperado pelas empresas.

Para os próximos seis meses, todos os índices de expectativas cresceram em relação a fevereiro na pesquisa realizada com 172 empresas, sendo 38 pequenas, 57 médias e 77 grandes, no período entre 1° e 11 de março. O resultado denota otimismo maior e mais disseminado entre os empresários, que esperam aumento da demanda (índice passou de 54,6, em fevereiro, para 56 pontos, em março), do emprego (de 52,4 para 52,8), das compras de matérias-primas (de 53,9 para 54,9) e das exportações (de 51,1 para 53,5 pontos). Mesmo com o maior otimismo revelado pela sondagem, os empresários não se mostram mais dispostos a realizar investimentos nos próximos seis meses. O índice de intenção de investir permanece estável em 54,2 pontos, o que revela pretensão de grau moderado, mas acima da média histórica de 51,3. Em março, 58,2% das empresas afirmam ter a intenção de investir nos seis meses seguintes.

Pesquisa da Fiergs aponta que não se alterou a intenção dos empresários em investir

BRDE libera R$ 67 milhões para investimentos em infraestrutura em Blumenau

O recurso contratado integra o programa Sul Resiliente

O programa tem por objetivo financiar projetos que visem à redução do impacto social e econômico de futuros desastres naturais e eventos climáticos extremos no Sul do Brasil

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou nesta terça-feira (2) dois contratos com a prefeitura de Blumenau no valor total de R$ 67 milhões. O ato contou com a presença do governador Jorginho Mello, acompanhado do presidente do BRDE, João Paulo Kleinübing, do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, além de secretários, deputados e vereadores. Os investimentos são para projetos no município na área de mobilidade urbana, com pavimentação e qualificação de vias, além de apoio aos projetos destinados a elaboração de estudos técnicos, obras de drenagem, macrodrenagem, contenção de encostas e prevenção de desastres em áreas de risco. O contrato de R$ 50 milhões operacionalizados pelo BRDE vai atender as necessidades de algumas regiões da cidade que precisam receber obras para prevenção de desastres.

O recurso contratado pela prefeitura de Blumenau integra o programa Sul Resiliente. O programa é operacionalizado pelo BRDE com recursos do Banco Mundial e tem por objetivo financiar projetos que visem à redução do impacto social e econômico de futuros desastres naturais e eventos climáticos extremos no Sul do Brasil, especialmente para as populações mais vulneráveis. Além disso, a realização dos investimentos permitirá redução do impacto fiscal desses eventos nos orçamentos municipais. “A redução da exposição e vulnerabilidade da população e das propriedades aos desastres naturais e eventos climáticos extremos nos municípios selecionados estão entre alguns dos resultados esperados pelo projeto, assim como o fortalecimento da capacidade de promoção da resiliência urbana”, ressalta o presidente do BRDE, João Paulo Kleinübing.

O segundo contrato firmado é no valor de R$ 17 milhões. O recurso irá financiar pavimentação e recapeamento de vias, além de melhorias com drenagem e sinalização viária. Os recursos são financiamentos pelo BRDE, por meio de parceria com o Novo Banco Mundial (NDB). O presidente do BRDE sublinhou ainda o trabalho do BRDE ao longo do último ano, alcançando a marca histórica de R$ 5,8 bilhões em financiamentos operacionalizados nos três estados do Sul. É o maior montante já registrado desde a fundação do banco há 62 anos. “Não tratamos apenas do número histórico, mas do impacto deste volume no dia a dia das comunidades. A parceria do BRDE faz com que o financiamento e a assistência técnica cheguem a mais municípios, inclusive os pequenos e médios. Assim, eles poderão melhorar o planejamento urbano e a infraestrutura, promovendo uma redução do risco de desastres”, resumiu o presidente.

O recurso contratado integra o programa Sul Resiliente

SEO Básico: Como melhorar sua classificação no Google

Quando se trata de aumentar sua visibilidade no Google, é fundamental conhecer as melhores práticas de SEO. Com base em análises e experiências, trazemos aqui dicas fundamentais para alcançar melhores resultados nas páginas de busca. A primeira dica é focar nas páginas individuais em vez do site como um todo. O Google classifica as páginas, […]Quando se trata de aumentar sua visibilidade no Google, é fundamental conhecer as melhores práticas de SEO. Com base em análises e experiências, trazemos aqui dicas fundamentais para alcançar melhores resultados nas páginas de busca. A primeira dica é focar nas páginas individuais em vez do site como um todo. O Google classifica as páginas, […]

Como exportar/importar suas assinaturas do Google Podcasts para YouTube Music e outros apps

O Google Podcasts está encerrando suas atividades hoje, 2 de abril, o que significa que sua biblioteca inteira de podcasts pode ser perdida. Mas não se desespere! Neste tutorial, vou te mostrar como baixar suas assinaturas e, se você quiser, levar para o YouTube Music e outros aplicativos. Por meio do Google Takeout, os usuários […]O Google Podcasts está encerrando suas atividades hoje, 2 de abril, o que significa que sua biblioteca inteira de podcasts pode ser perdida. Mas não se desespere! Neste tutorial, vou te mostrar como baixar suas assinaturas e, se você quiser, levar para o YouTube Music e outros aplicativos. Por meio do Google Takeout, os usuários […]

VLOGGER: AI do Google cria avatar realista a partir de uma foto e sua voz pode controlá-lo

Nos últimos tempos, os pesquisadores do Google têm trabalhado incansavelmente, publicando uma série de novos modelos e ideias. O mais recente é uma forma de transformar uma imagem estática em um avatar controlável, surgindo a partir de um agente de inteligência artificial especializado em jogos. Embora o VLOGGER ainda não esteja disponível para experimentação, a […]Nos últimos tempos, os pesquisadores do Google têm trabalhado incansavelmente, publicando uma série de novos modelos e ideias. O mais recente é uma forma de transformar uma imagem estática em um avatar controlável, surgindo a partir de um agente de inteligência artificial especializado em jogos. Embora o VLOGGER ainda não esteja disponível para experimentação, a […]

Mercado eleva para 1,89% projeção de expansão da economia no ano

Estimativa de inflação está em 3,75%

Em fevereiro, pressionada pelos reajustes de mensalidades escolares, a inflação do país foi 0,83%, quase o dobro do mês anterior

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 1,85% para 1,89%. A estimativa está no boletim Focus desta terça-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. Superando as projeções, em 2023 a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão de cotação do dólar está em R$ 4,95 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

Nesta edição do Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – em 2024 permaneceu em 3,75%. A estimativa está dentro do intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com a mesma tolerância. Em fevereiro, pressionada pelos reajustes de mensalidades escolares, a inflação do país foi 0,83%, quase o dobro do mês anterior, janeiro (0,42%), de acordo com o IBGE. Em 12 meses, o IPCA soma 4,5%. Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano.

Com Agência Brasil

Estimativa de inflação está em 3,75%

Fiesc lança hub para acelerar descarbonização na indústria catarinense

Iniciativa visa mobilizar governo, universidades e centros de pesquisa em busca de uma economia de baixo carbono

O primeiro programa já vem sendo conduzido na cadeia de proteína animal

Indústrias do mundo todo têm estabelecido metas que visam zerar a emissão de carbono. Para acelerar a descarbonização do setor em Santa Catarina, a Federação das Indústrias lança o Hub de Descarbonização Fiesc, iniciativa inédita que visa mobilizar os setores produtivos, governo, universidades e centros de pesquisa. O programa será apresentado nesta quarta-feira (3) durante o Radar Reinvenção, encontro realizado na sede da federação, que vai abordar fundamentos e tendências da neoindustrialização. Para o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, o assunto precisa estar no centro da agenda da indústria e do poder público. “Descarbonizar a indústria significa reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa, contribuindo para mitigar as mudanças climáticas. É a transição para uma economia mais sustentável e queremos liderar esse processo”, destaca. “Ao mesmo tempo, a produção sustentável é cada vez mais fator essencial de competitividade no mercado global”, completa.

Empresas que investem em descarbonização muitas vezes encontram oportunidades de inovação, como o desenvolvimento de novas tecnologias e processos mais eficientes. Também é estratégia para cumprir normas impostas por regulamentações cada vez mais rígidas relacionadas às emissões de carbono. O Brasil está entre os países que assumiram no Acordo de Paris o compromisso de alcançar a neutralidade de emissões de carbono até 2050. O hub organizado pela Fiesc atua na formação de pessoas, em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para o uso em escala e novos modelos sociais. O foco é descarbonizar arranjos produtivos. primeiro programa já vem sendo conduzido na cadeia da proteína animal, explica o diretor regional do Senai, Fabrizio Machado Pereira.

O desafio é ter 100% dos dejetos suínos sendo aproveitados para a geração de biogás em Santa Catarina em dez anos. “É uma agenda permanente e novos integrantes vão sendo inseridos nos grupos de acordo com a adesão ao tema. Além disso, teremos frentes de trabalho em outras cadeias como carvão, cerâmica e plástico, têxtil, entre outros, permitindo que a descarbonização alcance diversos segmentos”, detalha. Outro papel do hub é direcionar ações que visam mensurar as emissões de gases de efeito estufa, mapear energias renováveis para nortear investimentos no estado e aferir o potencial de geração de créditos de carbono. Santa Catarina tem grande potencial para atuar neste mercado por conta das possibilidades de evitar emissões de gases de efeito estufa (GEE), seja substituindo combustíveis de base fóssil por renovável, ou removendo dióxido de carbono (CO2) da atmosfera por meio das áreas de florestas naturais ou plantadas.

Entre as soluções que o Senai já oferece está o inventário de gases de efeito estufa (GEE) que vai mensurar as emissões da indústria catarinense. O levantamento é conduzido por pesquisadores do Instituto Senai de Tecnologia Ambiental e empresas de todo o porte e setor podem participar gratuitamente se inscrevendo até o dia 10 de abril. Outra iniciativa é a elaboração do Atlas de Energias Sustentáveis de Santa Catarina. O trabalho visa mapear o potencial de geração energia de baixo carbono no estado, como por exemplo o hidrogênio, a partir de fontes como biomassa, resíduos, carvão, entre outras. A partir do Atlas, será possível prospectar novos investimentos no setor, bem como posicionar o estado no cenário nacional. Este trabalho será desenvolvido em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis do Rio Grande do Norte, em linha com o conceito de powershoring da neoindustrialização – que se refere à instalação de indústrias em locais com alto potencial de energias renováveis, como eólica, solar e biomassa.

A rede de institutos do Senai também vem atuando para que as empresas acelerem sua adaptação a transportes e fontes de energia menos poluentes. Além da conversão de motores a combustão para eletricidade, o Instituto Senai de Tecnologia em Mobilidade Elétrica e Energias Renováveis, com atuação em todo o país, auxilia na gestão mais eficiente de energia, uso de fontes renováveis e na inserção da indústria no mercado livre de energia. O Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados também participa dos projetos que envolvem a descarbonização. Há oportunidades para descarbonizar a indústria no consumo de energia, gerenciamento de frota, transporte e distribuição, transporte de colaboradores, tratamento de resíduos, geração de calor, sistemas de refrigeração, viagens a serviço ou então compensar suas emissões residuais, por meio da aquisição de créditos de carbono, por exemplo.

Iniciativa visa mobilizar governo, universidades e centros de pesquisa em busca de uma economia de baixo carbono

Cocriador do Waze prega que é preciso se apaixonar pelo problema

Uri Levine descreveu o que seria a jornada de uma startup

“Tudo começa com um grande problema, pois é o problema que vai fazer com que você crie valor”, defendeu Levine em palestra no Sul

Apaixone-se pelo problema, não pela solução. Esta foi a principal mensagem do empreendedor e um dos criadores do aplicativo Waze, Uri Levine, em palestra promovida pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS), Conselho de Inovação e Tecnologia da FIERGS (Citec) e Instituto Caldeira, na terça-feira (26) em Porto Alegre. “Quem pensa em uma startup quer criar valor, quer mudar o mundo”, disse ele. “Por isso tem de estar apaixonado. Tudo começa com um grande problema, pois é o problema que vai fazer com que você crie valor”. Levine, que já criou dois unicórnios, descreveu o que seria a jornada de uma startup. Ressaltou ainda a importância de saber quem são os seus clientes e quais os seus problemas, e cometer erros. “Quem tem medo de falhar já está falhando”, afirmou, lembrando que há um provérbio japonês que diz: “caia sete vezes e levante oito vezes”. “Falhe rápido para ter tempo de construir uma nova versão”, concluiu.

Criar valor é outro conselho dado a startupers, para que os clientes voltem. “É preciso ter retenção. Não adianta ter inúmeros seguidores que se vão rapidamente. Temos que manter o cliente”, lembrou Levine. Com um público formado por empresários e jovens empreendedores, ele disse que a jornada é de altos e baixos e o foco, muitas vezes, é “o que vocês não estão fazendo”. Outra dica de Levine foi com relação a equipe. “As pessoas que formam sua equipe devem estar engajadas. Faça um exercício. Um mês depois de contratar uma pessoa, você se pergunta se a contrataria novamente. Se a resposta for não, despeça-a. Sua equipe é fundamental para o trabalho dar certo”, aconselhou.

O tempo para um negócio ser construído demora em média sete anos, conforme o empreendedor. “Criar valor não é de um dia para outro”, lembrou ele, ressaltando que as mudanças no mundo dos negócios têm sido muito rápidas. Levine lembrou que as dez principais empresas de hoje não existiam há 15 anos. E que a maior parte das que serão as mais importantes daqui a dez anos, ainda não foram criadas.

Uri Levine descreveu o que seria a jornada de uma startup

Paraná tem a melhor e mais diversificada agricultura do país, mas enfrenta um panorama desafiador

A fase da bonança deu lugar a uma temporada em que é preciso não apenas dominar os preços, mas principalmente dominar os custos para fechar as contas no campo

Autoridades públicas e líderes empresariais se reuniram em evento promovido pelo LIDE Paraná para debater soluções que impulsionem o desenvolvimento do setor

Depois de um período de safras grandes e boa remuneração, principalmente entre 2019 e 2021, o agronegócio enfrenta grandes desafios e dificuldades. “É um setor muito diverso e que pulsa, mas 2024 está sendo um ano difícil por conta de uma combinação perversa de safra mais curta pelo clima hostil e quebra de preço”, afirma o secretário estadual da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara. Ele diz que a fase da bonança deu lugar a uma temporada em que é preciso não apenas dominar os preços, mas principalmente dominar os custos para fechar as contas no campo. A análise foi apresentada por Ortigara durante o Fórum do Agronegócio, que também teve a presença de Francisco Matturro, fundador da Agrishow e presidente do LIDE Paraná, plataforma dedicada à promoção de relacionamento e negócios no ambiente empresarial. “Somos o principal produtor de mel do Brasil. Nas proteínas, abatemos 10 milhões de frangos por dia, o que emprega cerca de 100 mil pessoas no chão de fábrica. Somos também o segundo maior produtor de suínos, setor que deve crescer 50% até o fim dessa década. Nós somos a terra do cooperativismo, que teve faturamento 202 bilhões no ano passado”, destaca o secretário ao falar dos diferenciais competitivos do agronegócio paranaense.

Leite em crise
Sobre o cenário atual, Ortigara também ressalta que o Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Porém, nos últimos dois anos a importação do produto e seus derivados aumentou substancialmente. Segundo levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), só em fevereiro deste ano mais 183 milhões de litros foram trazidos. “De um ano e meio pra cá fomos surpreendidos com a grande importação de leite, principalmente o em pó, especialmente do Mercosul, muito barato. Quase de graça! Isso está quebrando nossa cadeia produtiva do leite especialmente formada por pequenos produtores. E a gente vem lutando durante esse período com Brasília para que endureça um pouco com o Mercosul. Temos que proteger nossas produções locais”, defende. A propósito dessa conjuntura, a Assembleia Legislativa do Paraná começará a discussão sobre uma lei que retira o leite importado da cesta básica para que o estado tribute 19,6% do leite em pó, protegendo assim parcialmente a produção leiteira.

Tecnologia necessária
O encontro também abordou a presença crescente da tecnologia na agricultura moderna, impulsionando o setor com soluções inovadoras que otimizam recursos e garantem a segurança alimentar. Através de ferramentas tecnológicas, os agricultores podem aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a sustentabilidade da produção, mesmo diante dos desafios crescentes. Uma das inovações é a agricultura de precisão. “Através de sensores, satélites e softwares, é possível mapear e localizar nos campos áreas com diferentes necessidades, o que permite aplicação precisa de pulverização. Antigamente, isso era feito em área total, o que gerava altos custos, além de comprometer o meio ambiente”, destaca Matturro. O desafio está na falta de conectividade. Dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (2022) mostram que mais de 70% das propriedades rurais no país ainda permanecem offline, sem qualquer tipo de conexão com a internet.

União dos setores públicos e privados
A união entre os setores público e privado se configura como uma força motriz essencial para o desenvolvimento do Brasil. Através da colaboração e do diálogo construtivo, ambos os setores podem unir seus conhecimentos, recursos e expertise para superar desafios e impulsionar o crescimento. “Encontros como esse são fundamentais para discutir o Brasil, para propor soluções para o país. Nós temos que sair daqui para praticar. O setor privado é de profunda importância nas discussões dos temas e encaminhamento de propostas”, afirma Matturro. “É de suma importância alinhar as oportunidades de negócios que a gente vê no mercado global com o potencial que temos dentro do Paraná. A cadeia do agronegócio é o principal responsável pela descentralização da economia paranaense. Junto com o agro, a gente desenvolve o comércio, as cidades, a prestação de serviços etc.”, acrescenta Heloisa Garrett, presidente do LIDE Paraná.

A fase da bonança deu lugar a uma temporada em que é preciso não apenas dominar os preços, mas principalmente dominar os custos para fechar as contas no campo

Tecnova 3 destinará R$ 30 milhões para apoiar a inovação em Santa Catarina

A chamada pública é aberta para a participação de empresas que faturaram até R$ 16 milhões em 2023

Os projetos submetidos para o processo de seleção do Programa Tecnova 3 devem solicitar valores de, no mínimo, R$ 477 mil e, no máximo, R$ 702 mil

Nesta terça-feira (26) o governador Jorginho Mello, oficializou o aporte estadual de mais de R$ 30 milhões para as micro, pequenas e médias empresas investirem no desenvolvimento de produtos, bens, serviços e processos inovadores em Santa Catarina. Os recursos serão provenientes do edital de chamada pública 11/2024 do Programa Tecnova 3, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), em conjunto com a com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O lançamento do Tecnova 3 ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis. O Tecnova é um programa de apoio à inovação promovido pela Finep em todo o Brasil. Em Santa Catarina, a Fapesc é responsável pela sua execução. Os interessados em submeter propostas no edital 11/2024 poderão fazer pelo sistema SIGFapesc até 27 de maio de 2024.

O presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, afirma que a terceira edição do edital do Tecnova é um momento histórico para Santa Catarina. Segundo ele, o fato de Santa Catarina, ao lado do Paraná, ter o maior orçamento do Brasil para o programa (cada um com subvenção econômica de R$ 30,1 milhões) reforça a importância do estado no cenário nacional. “Isso mostra toda a dinâmica e toda a grandeza do nosso ambiente de inovação. Escolhemos, em parceria com a Finep, promover um edital de mais de R$ 30 milhões para empresas que querem lançar produtos, entrar em novos mercados ou mesmo internacionalizar o seu negócio. Estas micro, pequenas e médias empresas terão suporte do Governo do Estado através desse edital da Fapesc”, salienta.

A chamada pública é aberta para a participação de empresas que faturaram até R$ 16 milhões em 2023. Os projetos submetidos para o processo de seleção do Programa Tecnova 3 devem solicitar valores de, no mínimo, R$ 477 mil e, no máximo, R$ 702 mil. As empresas beneficiadas darão um percentual mínimo de contrapartida, de acordo com a sua receita operacional bruta no ano passado. Juntos, o Tecnova 1 e 2, beneficiaram 80 projetos de empresas com sede em Santa Catarina. Para a terceira edição, o número de propostas selecionadas também aumentará, podendo chegar a 60. Outra novidade do programa para 2024 é que além do valor de subvenção econômica principal, cada empresa poderá optar por receber recursos de até R$ 75 mil para investir em aceleração e até R$ 27 mil para utilizar em projetos de internacionalização.

A chamada pública é aberta para a participação de empresas que faturaram até R$ 16 milhões em 2023

IA do Google pode reduzir o custo da previsão meteorológica

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Voltou: Xiaomi Redmi Note 13 com menor preço da história na Amazon

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