Archives 2023

GM passa a exportar veículos pelo Porto de Paranaguá

Automóveis produzidos no Rio Grande do Sul seguirão para o Paraná

Em 2022, foram 2.372 veículos da marca exportados por Paranaguá e, somente para este mês de janeiro, outros 1.350 já estão confirmados

O Porto de Paranaguá foi escolhido pela GM – Chevrolet para os embarques de veículos produzidos no Rio Grande do Sul. Em 2022, foram 2.372 veículos da marca exportados por Paranaguá e, somente para este mês de janeiro, outros 1.350 já estão confirmados. As vantagens operacionais do porto paranaense motivaram a mudança de rota. Segundo a principal operadora portuária dos veículos no Paraná, a empresa Marcon, Paranaguá tem atraído o mercado por oferecer condições diferenciadas na operação dos navios Ro-Ro (cargas rolantes). “Conseguimos fazer o embarque de grande quantidade, em pouco tempo e com um índice muito baixo de avarias. Isso faz com que o Porto de Paranaguá seja mais atrativo, mesmo que o frete rodoviário fique mais caro nessa mudança de rota”, diz Patrick Ferreira Tavares, gerente da Marcon.

Dos 82.065 carros que passaram pelo Porto de Paranaguá em 2022, 57.359 foram sentido exportação. O embarque representa quase 70% do total movimentado pelo segmento. Os outros 30% são de desembarque: 24.706 automóveis. Na exportação, os principais movimentos são da Renault e, desde o ano passado, da GM. Na importação, as principais montadoras que desembarcam pelo Paraná são Audi e Volkswagen. No ano passado, da Renault, foram exportados 49.382 veículos e importados outros 587. Da Audi, foram 4.595 carros importados. Da Volkswagen, 19.524 importados e 5.876 exportados. Da GM, 2.372 exportados.

Os principais destinos dos carros exportados pelo Porto de Paranaguá foram México, Colômbia e Uruguai. As principais origens dos importados são Argentina, Hungria, México e Alemanha. “Além da novidade da GM, em 2022, tivemos exportados por aqui modelos de veículos que antes eram embarcados em outros portos brasileiros”, afirma o representante da Marcon.

Automóveis produzidos no Rio Grande do Sul seguirão para o Paraná

Prepare-se, aguarde e confie

Um CEO é sincero sobre 2023: “não sei”

“Nossa receita está mais distribuída em vários países. Raramente tudo vai mal ou bem ao mesmo tempo”, avalia Ripper

Certa vez, um dirigente do futebol júnior do Internacional foi perguntado sobre o que ele e a comissão técnica conheciam a respeito do adversário a ser enfrentado dali a alguns dias, num torneio importante. O sujeito foi sincero como não se pode ser: “nada”. A falta de malícia surpreendeu, pois, dissesse que o oponente jogava assim ou assado, recorrendo aos clichês de sempre do futebol, em nada mudaria os rumos da entrevista ou do jogo, e ele evitaria pagar um mico desnecessário.

Executivos costumam ser mais matreiros quando consultados a respeito de algum assunto, especialmente as perspectivas de um ano que inicia. Emendam platitudes sobre economia e mercado e falam sem dizer muita coisa, apenas o suficiente para preencher páginas impressas ou virtuais e não macular a própria reputação. Daí a minha surpresa quando o CEO da startup de games e serviços para celulares Bemobi, ao ser perguntado sobre o Brasil e os países emergentes em 2023, tenha se saído com uma candidata a pérola: “não sei” (O Globo, 05/12/2022).

Joguemos pedras em Pedro Ripper, o tal executivo? De modo algum. Tivesse ele ficado na frase acima e encerrado o assunto, talvez o conselho da companhia, se é que existe, o destituísse no dia seguinte. Mas ele foi além e explicou: “dado que temos a humildade de saber que é difícil prever, o que fizemos foi diversificar. Nossa receita está mais distribuída em vários países. Raramente tudo vai mal ou bem ao mesmo tempo”.

Grande resposta. E que não ficou por aí. Ripper acrescentou: “outra forma de diversificação é de perfil de consumo. Quando estávamos expostos somente à assinatura de jogos, o ambiente de recessão tinha um efeito negativo. No mercado de microcrédito, quando o dinheiro está mais apertado, o usuário toma mais crédito. A gente tentou criar um portfólio de soluções mais acíclicas”.

Tentemos enxergar a realidade com os óculos da Bemobi e veremos que, por atuar em muitas nações emergentes, sujeitas a intempéries imprevisíveis, o CEO tinha mais é que proteger a companhia – ficar adivinhando o que vai acontecer, além de inútil, tiraria energia do que está sob seu controle, a oferta de serviços. Como disse certa vez Jim Collins, é menos importante planejar do que estar preparado, e, ao que parece, Ripper optou pela segunda opção.

A entrevista completa do CEO, que tem vários insights interessantes, você lê aqui.

E o que vai acontecer com o Brasil e outros mercados emergentes em 2023 você… espera para ver, ora.

Um CEO é sincero sobre 2023: “não sei”

Para atender gregos e troianos

Sistema de crédito Ailos ambiciona dobrar o número de cooperados com abertura de novos postos de atendimento e aposta em TI para atrair os jovens

No físico e no digital: Ailos terá 100 novas agências até 2025, mas sem abrir mão da tecnologia

Enquanto os grandes e médios bancos providenciam o fechamento de agências – foram quase 2.400 na pandemia –, o Sistema Ailos quer agregar 100 novos postos de atendimento até 2025. O investimento calculado em R$ 100 milhões vem ao encontro de uma filosofia da Central Ailos. “O atendimento presencial é mais voltado ao cooperado que faz questão do serviço mais tradicional. Já para os jovens temos trabalhado bem o digital. Temos de atender gregos e troianos”, justifica Moacir Krambeck, presidente do Sistema Ailos. A companhia foi beneficiada pela Lei Complementar 196/2022 que trouxe mudanças para o cooperativismo financeiro, entre eles a oportunidade de qualquer pessoa se tornar sócia mesmo morando em um estado onde a cooperativa não atue. Os mais novos são atraídos pelas experiências facilitadas de contratação online, que ganhou mais força com a chegada de iniciativas, como por exemplo, o Pix e o Open Finance.

Com mais de 1,3 milhão de cooperados, 13 cooperativas singulares de crédito, uma central e uma corretora de seguros, a blumenauense Ailos sempre opta por ter presença física em cidades do interior para, então, aos poucos, se aproximar dos grandes centros. Para dobrar o número de associados até 2025, o sistema projeta crescer entre 23% e 25% em 2022 e manter esse ritmo no triênio seguinte. Pensando nos desafios que pequenos empreendedores enfrentam diariamente, as cooperativas Ailos lançaram o Movimento Negócio Local. A proposta é viabilizar soluções para que os negócios dos cooperados prosperem. Um dos grandes exemplos de sucesso da iniciativa é o Ailos Aproxima, plataforma de compra e venda 100% digital lançada em 2020 para minimizar o impacto da crise na rotina de pequenos e médios empreendedores. Em 2022, o marketplace alcançou seu primeiro milhão em faturamento.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Sistema de crédito Ailos ambiciona dobrar o número de cooperados com abertura de novos postos de atendimento e aposta em TI para atrair os jovens

Petrobras eleva preço de venda de gasolina para as distribuidoras

Preço médio de venda terá aumento de R$ 0,23 por litro

O preço ao consumidor será, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba

A partir de quarta-feira (25), o preço médio de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro, aumento de R$ 0,23 por litro. “Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba”, diz a nota da companhia.

No dia 7 de dezembro, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passou de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro, redução de R$ 0,20 por litro. Segundo a empresa, esse aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, “que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.

Com Agência Brasil

Preço médio de venda terá aumento de R$ 0,23 por litro

Ecovix aprova aditivo ao seu plano de recuperação judicial

Estaleiro Rio Grande é o maior dique seco da América Latina

Uma das dificuldades apontadas para justificar o projeto de restruturação, via aditivo ao plano de recuperação, é a redução do conteúdo local em 25%

O Grupo Ecovix informou que o aditivo ao seu plano de recuperação judicial foi aprovado por seus credores e, agora, aguarda a homologação judicial. O avanço ocorre em um momento estratégico para o setor, já que o governo federal sinalizou que pretende retomar o desenvolvimento da indústria naval no Brasil. O Estaleiro Rio Grande, localizado no município gaúcho de mesmo nome, possui um dos melhores ativos para construções de plataformas do país e vem realizando diversas operações — o que sinaliza a retomada gradual das suas atividades.

O aditivo ao plano de recuperação foi proposto para viabilizar ajustes ao projeto de restruturação do Grupo Ecovix. Em Assembleia geral de credores realizada na segunda-feira (23), a proposta foi aprovada por 73% dos credores quirografários e por 100% dos credores microempresas ou empresas de pequeno porte. Uma das dificuldades apontadas para justificar o projeto de restruturação, via aditivo ao plano de recuperação, é a redução do conteúdo local em 25%. “Para o Rio Grande do Sul, a aprovação do aditivo é um marco fundamental, que simboliza uma nova fase de mais esperança. O Estaleiro Rio Grande tem passado por reformas e constantes manutenções. Atualmente, é o maior dique seco da América Latina”, destaca o diretor-geral da Ecovix, Robson Passos.

De acordo com Laurence Medeiros, do escritório Medeiros & Medeiros Administração Judicial, esse é um processo extremamente complexo, o que justifica o seu tempo de tramitação. “É importante observar que a Ecovix saiu da quinta posição, entre as maiores recuperações judiciais do País, e hoje está em oitavo. Isso demonstra a relevância deste processo no cenário nacional e para a coletividade dos credores envolvidos no processo”, pontua o administrador judicial.

Histórico
Durante o andamento do processo de recuperação judicial, o Grupo Ecovix retomou as atividades navais, em agosto de 2021. Na ocasião, foi feito o reparo do navio Siem Helix I, embarcação de estimulação de poços, que operava na Bacia de Campos. O trabalho durou cerca de 45 dias, contou com a parceria da empresa DockBrasil, do Rio de Janeiro, e gerou 500 empregos. De lá pra cá já foram realizados mais cinco reparos de embarcações. Além dos serviços de reparos, a Ecovix também tem utilizado a estrutura como terminal portuário. Um exemplo é que, em setembro de 2020, o empreendimento sediou o maior embarque de animais vivos da história local, com 26 mil cabeças de gado exportadas para Turquia e Líbano.

Estaleiro Rio Grande é o maior dique seco da América Latina

Aneel obriga distribuidoras a oferecer Pix para pagar contas de luz

Empresas terão 120 dias para adotar a medida

O Pix se somará como mais uma escolha para o consumidor

Nos próximos quatro meses, os consumidores de energia de todo o país poderão quitar a conta de luz via Pix. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) obrigou as distribuidoras a oferecerem o sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC) como opção de pagamento. As empresas terão 120 dias a partir da publicação da medida no Diário Oficial da União para cumprir a decisão. De acordo com a Aneel, diversas distribuidoras permitem o pagamento das faturas por Pix, mas outras empresas não apenas deixavam de oferecer a modalidade como nem sequer tinham previsão para implementar o serviço.

“O Pix veio para modernizar o sistema de pagamento no Brasil. Hoje já é o mais usado. O sistema elétrico não poderia ficar fora disso. Algumas distribuidoras já anteciparam, fizeram isso facultativamente. Então, cabe à Aneel vir regular e exigir que todas oportunizem ao consumidor essa ferramenta”, disse o diretor Ricardo Tili, relator do processo na Aneel.

A Aneel esclarece que as demais formas de pagamento, como faturas com código de barras, convênios com bancos e débito automático em conta continuam válidas. O Pix apenas se somará como mais uma escolha para o consumidor. O Pix poderá ser oferecido como código QR (fotografado pelo celular do consumidor) junto com o código de barras na parte inferior da conta de luz. Nesse caso, o procedimento pode ser feito sem o consumidor pedir. No entanto, caso a empresa queira substituir a forma usual de pagamento pelo Pix, transformando-o na escolha padrão, será necessário o consentimento do consumidor.

Segundo a Aneel, a adoção do Pix como meio de pagamento trará vantagens tanto para o consumidor como para as empresas. Do lado do consumidor, além de contar com mais opções, evitará problemas decorrentes da demora, que às vezes chega a dois dias úteis, para a baixa no pagamento. Isso porque as transações via Pix são liquidadas em tempo real. Para as empresas, o Pix barateará os custos porque o código QR é mais barato que a impressão de código de barras.

Com Agência Brasil

Empresas terão 120 dias para adotar a medida

Para frente é que se anda

Sem pisar no freio, mesmo com todas as adversidades enfrentadas pelo setor calçadista, a Beira Rio tem previsão de faturar R$ 6 bilhões em 2023

A Beira Rio responde por 12% do volume total de calçados produzidos no Brasil

A Beira Rio inaugurou recentemente seu showroom em Dubai, nos Emirados Árabes, e não se dá por satisfeita. O próximo lançamento será em Lisboa, em Portugal, com operação a partir deste mês. Não são os únicos projetos ambiciosos que estão em marcha. A ousadia tem sido a tônica da companhia que, mesmo nos momentos mais difíceis dos últimos anos, não deixou de abastecer os mais de 26 mil clientes. Um fator decisivo para a calçadista manter o fornecimento contínuo é a localização geográfica dos fornecedores. Ao todo, quase dois terços estão instalados no Rio Grande do Sul. “O maior desafio talvez tenha sido o modal logístico. Exportamos para 97 países e alocar fretes marítimos que cumprissem os prazos de entrega junto aos clientes, se tornou, sensivelmente, mais caro. Porém encontramos caminhos para manter as margens”, detalha Maribel Silva, diretora comercial e de marketing da companhia.

A Beira Rio responde por 12% do volume total de calçados produzidos no Brasil, que em 2022 chegou a 828,1 milhões de pares, segundo relatório setorial emitido em setembro pela Abicalçados. A empresa estima ter fechado 2022 com mais de 100 milhões de pares produzidos e faturamento entre R$ 5 bilhões e R$ 5,2 bilhões. A previsão para 2023 é ainda mais otimista: R$ 6 bilhões. E, para isso, os investimentos não param. Em março, a Beira Rio abriu sua décima primeira planta, em Candelária (RS), fruto de um aporte de R$ 50 milhões. “As fábricas são essenciais, mas além das nossas unidades fabris, há todo um ecossistema socioeconômico envolvido, formado por ateliês terceirizados de pequenas e médias empresas que prestam serviços para o setor calçadista”, conta Maribel.

A empresa adquire serviços de aproximadamente 400 ateliês. Na visão de Maribel, os últimos dois anos foram de aprendizado tanto do ponto de vista empresarial como humano. “Reimaginamos vários pontos, atualizamos abordagens e chegamos ao consenso de que a atuação local faz e leva moda para o mundo. Repensamos o atendimento, além de preservação, utilizando insumos renováveis nos calçados e nos materiais de marketing”, detalha.

A Calçados Beira Rio é a 64ª maior empresa da região e também a 27ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Sem pisar no freio, mesmo com todas as adversidades enfrentadas pelo setor calçadista, a Beira Rio tem previsão de faturar R$ 6 bilhões em 2023

Porto de São Francisco do Sul tem novo presidente

O advogado Cleverton Elias Vieira foi nomeado para o cargo

O novo presidente disse que a prioridade inicial é acelerar os investimentos na infraestrutura terrestre e aquaviária

O advogado Cleverton Elias Vieira foi nomeado para ser o novo presidente do Porto de São Francisco do Sul. O nome foi aprovado pelo conselho de administração do Porto. Vieira, de 44 anos, atua há 10 no setor portuário, tem mestrado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e curso de administradores para Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista de Santa Catarina, pela Fundação Escola de Governo (ENA).

Advogado concursado da SC Participações e Parcerias S.A (SCPar) desde 2008, ele já ocupou a presidência do Porto de São Francisco entre agosto de 2021 e maio de 2022. Antes, exerceu o cargo de diretor jurídico do Porto de Imbituba (2013-2016). O novo presidente disse que a prioridade inicial é acelerar os investimentos na infraestrutura terrestre e aquaviária, assegurando condições que viabilizem o aumento no volume de cargas movimentadas. “A modernização da nossa estrutura portuária permitirá otimizar o escoamento da produção dos grãos catarinenses e a recepção de fertilizantes e material siderúrgico, resultando em melhorias para toda a cadeia produtiva”, afirmou Vieira.

A construção de um novo berço de atracação de navios também está na mira de Vieira. Com expectativa de lançamento da licitação de arrendamento em 2023, o 401 será o oitavo berço no Porto de São Francisco e deverá atender a diferentes tipos de cargas. Ao mesmo tempo, ele pretende dar celeridade à obra de dragagem para alargamento do canal de acesso ao Porto, oferecendo melhores condições operacionais, com a possibilidade de recepção de embarcações de maior porte.

O advogado Cleverton Elias Vieira foi nomeado para o cargo

Eis os cinco profissionais de TI mais requisitados em 2023

O desenvolvedor de banco de dados é um deles. Sem ele, encontrar um arquivo específico seria um verdadeiro inferno

As empresas antigas assumiram a urgência da modernização para não perderem relevância, enquanto as companhias modernas tiveram um grande retorno do investimento em tecnologia

O ano está começando e depois de tantas crises e desafios, é de se esperar que o mercado de TI tenha sofrido algumas mudanças, não é? A verdade é que todo esse cenário que passamos entre 2019 e 2022 impulsionou grandemente a necessidade por novos profissionais nessa área. Afinal, as empresas antigas assumiram a urgência da modernização para não perderem relevância, enquanto as companhias modernas tiveram um grande retorno do investimento em tecnologia. O ambiente favorável tomou conta do mercado e a demanda está mais alta a cada ano, fazendo com que alguns profissionais sejam especialmente requisitados. Conheça, a seguir, cinco deles.

Desenvolvedor de softwares
Nossa vida atualmente é quase toda regida por softwares, dos aplicativos mais simples do smartphone até programas altamente complexos responsáveis por enviar foguetes ao espaço. Dessa forma, esses profissionais são especialmente desejados e têm alguns dos melhores salários da atualidade. Por serem bem requisitados, a exigência também é bem alta, necessitando um bom domínio de lógica de programação e fluência na linguagem desejada.

Especialista em segurança da informação
Se você acompanha este blog com frequência deve entender a razão. Eles são os responsáveis por garantir que toda infraestrutura virtual da companhia esteja bem protegida e seja constantemente monitorada para evitar eventuais falhas. Com a alta histórica de ataques virtuais, a tendência é que esse setor receba muito investimento nos próximos anos.

Desenvolvedor Web
Se sua marca não tem presença digital, certamente cairá no esquecimento. A alta demanda por páginas otimizadas e eficientes só cresce e mesmo as opções “gratuitas” do mercado não reduzem a demanda por bons desenvolvedores web. Tem sido comum, com o ganho de experiência, o profissional se especializar em algum segmento, com UX (User Experience), por exemplo.

Cientista de dados
A melhor forma de tomar uma decisão é ter um grande volume de informação sobre o assunto. Não é por acaso que ciência de dados é um dos setores que mais crescem dentro das grandes companhias. Para ser um cientista de dados, é preciso gostar de trabalhar com estatística, sendo recomendado entender e dominar a área antes mesmo de aprofundar as linguagens de programação. Ao iniciar a programação de fato, existem diversas linguagens no mercado, sendo as mais cotadas atualmente Python e R.

Desenvolvedor de banco de dados
Por fim, nada adianta ter toda uma estrutura de desenvolvimento de software e web se você não tiver um banco de dados robusto e otimizado por trás. O desenvolvedor de banco de dados é responsável por criar toda a lógica por trás do armazenamento de arquivos e sistemas de busca. Sem ele, encontrar um arquivo específico seria um verdadeiro inferno.

O desenvolvedor de banco de dados é um deles. Sem ele, encontrar um arquivo específico seria um verdadeiro inferno

Empresa de TI do Paraná investe em fundo dedicado à aceleração de govtechs

Positivo Tecnologia poderá aportar R$ 40 milhões nos próximos três anos

Com soluções utilizadas em instituições públicas de mais de 95% dos municípios brasileiros, a Positivo Tecnologia também presta serviços e suporte avançado em instituições municipais, estaduais e federais

A Positivo Tecnologia, do Paraná, é a mais nova cotista do fundo de investimentos GovTech. Trata-se do primeiro fundo na América Latina e um dos pioneiros no mundo a ser totalmente dedicado na atração de govtechs, como são chamadas as startups que utilizam inovação para melhorar serviços e processos em instituições públicas. Criado em 2021 pela KPTL e a Cedro Capital, duas das principais gestoras de Venture Capital do país, o GovTech atua em dez verticais de serviços governamentais.

O investimento inicial da Positivo Tecnologia no GovTech é de R$ 7 milhões. Nos próximos três anos, pode alcançar o montante de R$ 40 milhões. Como investidora estratégica, a Positivo Tecnologia também aportará ao fundo o conhecimento de mercado e o apoiará no processo de seleção e aceleração das startups. O investimento faz parte da estratégia de inovação aberta da companhia, a qual possui um programa que acelera negócios de startups em distintos segmentos econômicos. Soma-se a esse fator, outra característica que exemplifica a diversificação de negócios da Positivo Tecnologia: a atuação no segmento de instituições públicas.

Com soluções utilizadas em instituições públicas de mais de 95% dos municípios brasileiros, a Positivo Tecnologia também presta serviços e suporte avançado em instituições municipais, estaduais e federais. Esse amplo leque de atuação da Companhia possibilita conexões diretas com diversas verticais de atuação do fundo GovTech, com destaque mais imediato para educação, segurança e gestão pública. “Como investidor estratégico, esperamos ter uma presença bastante ativa durante toda a jornada do Fundo. Começa pelo compartilhamento de oportunidades de investimento, apoio nas provas de conceito, assim como mentoria e aceleração das govtechs investidas. Além dos nossos diferenciais de inovação, consideramos muito benéfica para o Fundo a presença que possuímos em todo o território nacional”, comenta a responsável pelo Programa de Corporate Venture Capital (CVC) da Positivo Tecnologia, Graciete Lima, por meio de nota.

O fundo GovTech
O foco do fundo GovTech é continuar gerando captação expressiva, a partir dos mecanismos de incentivo da Nova Lei de Informática. Com essa legislação, as empresas do setor podem alocar, cerca de metade dos investimentos obrigatórios de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação), em FIPs (Fundos de Investimento em Participações) de empresas de base tecnológica. Todo o ecossistema de tecnologia do País se beneficia e, assim, aproxima o Brasil das melhores práticas de incentivos à inovação dos países desenvolvidos. Para Adriano Pitoli, head do GovTech, a chegada da Positivo Tecnologia como investidora estratégica ocorre em momento muito importante para o fundo. “Além do foco total na inovação, a missão do fundo de transformar os serviços públicos com base na tecnologia trará novas contribuições também ao propósito da Positivo que é tornar a vida das pessoas melhor e mais inteligente com o uso da tecnologia”, acredita Pitoli.

A Positivo Tecnologia é a 69ª maior empresa da região e também a 27ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Positivo Tecnologia poderá aportar R$ 40 milhões nos próximos três anos

Vendas do Tesouro Direto atingem R$ 42,4 bilhões no ano passado

Total de investidores ativos aumenta 17,4% em 12 meses

Os títulos vinculados à inflação tiveram participação de 27,4% nas vendas

As vendas de títulos públicos do Tesouro Direto a pessoas físicas, pela internet, somaram R$ 42,4 bilhões em 2022, enquanto dos resgates totalizaram R$ 25,9 bilhões. Com isso, as emissões líquidas foram de R$ 16,4 bilhões no ano passado. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional. Os títulos mais procurados pelos investidores em dezembro foram aqueles corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic, que corresponderam a 61,5% do total. Os títulos vinculados à inflação tiveram participação de 27,4% nas vendas, e os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, de 11,1%. De março de 2021 até agosto de 2022, o Banco Central (BC) elevou a Selic. A taxa, que estava em 2% ao ano, no menor nível da história, saltou para 13,75% ao ano de lá para cá. Os juros altos continuam atraindo o interesse por papéis vinculados aos juros básicos.

Investidores
O número de investidores atingiu 22.483.236, alta de 37,9% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 2.129.196, aumento de 17,4% em 12 meses. A procura do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 82,7% do total de 582.388 operações de vendas ocorridas em dezembro.

Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar a aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos, que é a B3, a bolsa de valores brasileira. A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

Com Agência Brasil

Total de investidores ativos aumenta 17,4% em 12 meses

Falta de confiança na economia atinge maioria dos setores industriais em janeiro

Desde outubro o índice vem apresentando quedas sucessivas

A falta de confiança é mais intensa e disseminada nas pequenas e médias empresas

Mais da metade dos setores da indústria passou a demonstrar falta de confiança na economia em janeiro deste ano. O Índice de Confiança do Empresário Industrial por setor, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que 19 dos 29 setores consultados ficaram com o indicador abaixo dos 50 pontos, linha de corte que separa confiança da desconfiança. Foram entrevistadas 2.048 empresas, sendo 839 de pequeno porte, 715 de médio porte e 494 de grande porte, entre 3 e 13 de janeiro.

De acordo com a economista da CNI Larissa Nocko, entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, nove setores fizeram a transição de um estado de confiança para um de falta confiança. No entanto, na comparação entre um mês e outro, o índice de confiança caiu em 26 dos 29 setores analisados, em todas as regiões do Brasil e em todos os portes de empresa industrial, pequenas, médias e grandes empresas. “Desde outubro de 2022 o índice de confiança dos diferentes setores industriais vem apresentando quedas sucessivas, antecipando a perda de ritmo da atividade econômica que agora nós vemos se concretizar em outros indicadores relativos ao fim de 2022. O empresário industrial está mais cauteloso e isso é transversal entre os setores industriais”, diz a economista.

A confiança do setor industrial recuou em todas as regiões do Brasil, sendo que as maiores quedas ocorreram nas regiões Norte, que passou de 55,5 pontos para 51,7 pontos, e no Sul do país, onde o ICEI caiu de 48,7 pontos para 46 pontos. A falta de confiança é mais intensa e disseminada nas pequenas e médias empresas. Nesses dois portes, o ICEI ficou em 48,8 pontos e 48,6 pontos, respectivamente e mais afastados da linha de corte de 50 pontos. Nas grandes empresas, a falta de confiança é menor, como mostra o índice ainda próximo da linha divisória, em 49,7 pontos.

Os setores menos confiantes são equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros; produtos de material plástico; produtos de madeira e máquinas e equipamentos. Os mais confiantes são produtos farmoquímicos e farmacêuticos; manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos; obras de infraestrutura e extração de minerais não metálicos.

Desde outubro o índice vem apresentando quedas sucessivas

Os riscos da falta de UX – pela ótica de quem faz

O especialista Rubem Pechansky ensina como as empresas devem incorporar efetivamente a cultura da experiência em seus produtos

“Quem não souber adaptar sua mentalidade e melhorar seus produtos na mesma velocidade vai ficar para trás”, alerta Pechansky

Este blog nasceu com o propósito de abordar o tema Experiência do Usuário (UX) sob diversos aspectos. Muitos artigos discorrem sobre o assunto de várias formas, fazendo correlações com o nosso dia a dia. Neste artigo, resolvi retornar às origens e entrevistar o especialista na área Rubem Pechansky, aprofundando os conceitos de UX com o intuito de trazer reflexões e também informações que possam ser aplicadas diretamente no negócio.

Com mais de 35 anos de mercado, Pechansky é Mestre em Design e Tecnologia pela UFRGS. Com atuação e prêmios no Brasil e exterior, atuou como professor em cursos de graduação e pós-graduação em instituições como UniRitter, ESPM e PUCRS. Atualmente é diretor da Hypervisual Design de Interação, estando à frente de centenas de projetos para clientes como Tramontina, thyssenkrupp e Panvel. É também desenvolvedor de software com ênfase em front-end, o que possibilita um olhar integrado para as soluções projetadas. Confira a seguir.

Por que se fala tanto em experiência do usuário nos dias de hoje?
Essa é uma conquista recente. O pensamento tradicional entre as empresas de software, desenvolvedores e outros profissionais de TI diz que um sistema (ou aplicativo móvel) deve ser desenvolvido seguindo uma série de requisitos formais e especificações técnicas. Uma vez que o sistema está em funcionamento, o treinamento serve para que os usuários sejam capacitados a utilizá-lo e o suporte técnico deve resolver as demandas dos clientes. À primeira vista isso parece fazer bastante sentido e, de fato, essa é a cultura vigente na grande maioria das empresas nacionais, que acreditam que os usuários devem se adaptar a esses padrões. Afinal, se para dirigir um automóvel o candidato a condutor deve fazer um curso de capacitação e prestar um exame adequado, então é justo que um usuário deva ser treinado. Certo? Errado. Esse pensamento vem da época dos mainframes (antigos computadores de grande porte dos anos 1960), quando os usuários eram poucos e tinham o mesmo treinamento que os desenvolvedores. Essa visão já está ultrapassada há décadas — desde a popularização das interfaces gráficas para computadores, no início dos anos 1990 — e foi definitivamente enterrada em 2007, quando a Apple lançou o iPhone no mercado mundial. De repente milhões de pessoas passaram a levar um computador no bolso e a qualidade da experiência era o que contava. O resto é história. Hoje sabemos que, num mercado ultra-competitivo e com consumidores cada vez mais exigentes, devemos inverter nossa perspectiva: o foco é o usuário, e o produto é que deve ser adaptado a ele. Ainda temos muito caminho pela frente.

Como a maioria das empresas está lidando com esse tema em seus produtos e sistemas digitais?
Hoje, quem não entende o quanto são fundamentais os pontos de vista expostos na resposta anterior (que não são só meus, aliás) está sofrendo as consequências disso. A dobradinha UX/UI (experiência do usuário e interface de usuário, expressões que se popularizaram rapidamente e que devem ser melhor explicadas em outro contexto) virou moda, mas há muitas empresas que só colocam o termo no site promocional do produto e não sabem muito bem o que significa. Na realidade esses conceitos partem do entendimento que o usuário é o foco e o produto é feito para facilitar a vida dele. Isso deve nortear todo o desenvolvimento do sistema ou aplicativo, desde sua concepção até a testagem. Infelizmente a maior parte das empresas passa rapidamente por essas questões, porque abordá-las com seriedade implica fazer revisões no mindset, mexer no DNA corporativo, realizar treinamento de equipe e outras coisas que podem fazer as pessoas saírem de suas zonas de conforto. Por outro lado, há uma nova safra de empresas que estão lidando bem com isso, até porque já nascem pensando no que os usuários querem. Essas são as que conquistam clientes mais rapidamente, as mais competitivas no mercado atual e também as mais admiradas. São também as que deverão sobreviver a longo prazo; as outras estão condenadas a mudar ou desaparecer.

E por que lidam com esse tema dessa forma?
É mais cômodo. Talvez seja um pensamento do tipo “sempre fizemos assim, por que mudar?”. Ficar como está também aparenta ser mais econômico em um primeiro momento, já que a atualização tecnológica, ampliação de staff, qualificação de equipe e contratação de uma assessoria especializada são investimentos que custam dinheiro. O que o empresário muitas vezes não percebe é que essa aparente economia pode esconder um custo muito alto que já pode estar corroendo os negócios. O suporte anda sobrecarregado, os desenvolvedores têm trabalho demais e os clientes exigem melhorias contínuas. Além disso, há a perda de mercado para produtos que proporcionam experiências superiores. A saída mais fácil é sempre atribuir esses problemas a fatores externos, mas o recomendável é fazer uma avaliação séria e pensar se não é hora de dar uma renovada na mentalidade da empresa. No processo de consultoria frequentemente aparece uma situação em que os profissionais da área de desenvolvimento querem essas melhorias, mas esbarram em dificuldades porque a alta gestão não proporciona o espaço e o tempo necessários a essas mudanças.

Que sugestão daria para que as organizações incorporem efetivamente a cultura da experiência em seus produtos e sistemas digitais?
A primeira coisa a fazer, quando o empresário suspeita que essa é a situação existente em sua empresa, é fazer uma avaliação dos produtos. A área de UX (experiência do usuário) prevê várias formas de fazer isso, começando por uma avaliação informal — a mais acessível — que consiste em simplesmente perguntar a usuários reais o que eles acham do seu produto e ouvi-los com atenção. Mas ouvir bem é difícil, principalmente para aqueles que se orgulham de seus produtos e sentem que são os “pais da criança”. Os bons profissionais da área de UX são preparados tanto para formular as perguntas quanto para obter resultados a partir das respostas, e isso deve ser considerado também. Para certos produtos muito problemáticos e pouco amigáveis, no entanto, os testes com usuários reais não são tão eficazes. Um designer de UX bem treinado é capaz de identificar rapidamente as áreas mais críticas, avaliar o produto e sugerir boas soluções. Seja como for, o empresário deve entender que a avaliação é positiva para o negócio e se beneficiar dela. A seguir deve ser desenhado um plano de ação, que às vezes pode ser doloroso porque vai mexer em áreas importantes, mas que pode ser necessário para que a empresa continue tendo sucesso. Esse plano deve ser aprovado por todos os stakeholders e executado com precisão. Produtos novos surgem todos os dias e o mercado se movimenta muito rapidamente. Quem não souber adaptar sua mentalidade e melhorar seus produtos na mesma velocidade vai ficar para trás.

O especialista Rubem Pechansky ensina como as empresas devem incorporar efetivamente a cultura da experiência em seus produtos

O curioso caso do metaverso no varejo

Para Elói Assis, diretor-executivo da TOTVS, decretar o falecimento dessa tecnologia é trocar os pés pelas mãos

“O metaverso ainda precisa passar por um processo de amadurecimento e consolidação muito fortes, especialmente do ponto de vista de tecnologia e interoperabilidade”, afirma Assis neste artigo

Assim como Brad Pitt no filme “O curioso caso de Benjamin Button”, em que ele nasce mais velho e experiente e, com o passar do tempo, vai rejuvenescendo e ficando inexperiente, vejo que o metaverso no comércio acabou seguindo esse mesmo caminho. Em 2022 vimos uma NRF, o mais importante evento de varejo no mundo, em que o tema estava explodindo. A cada duas palestras, uma falava de metaverso. Este ano o cenário mudou completamente: de 219 palestras, apenas uma tem “metaverso” no título (eu chequei!) e – não coincidentemente – centrada em marcas que faziam ativações em um dos metaversos, o Roblox, que, na verdade, é um dos jogos imersivos mais antigos que existe, e que nem pensava em se chamar de metaverso. Vem da época do Minecraft e afins, para quem não conhece.

Sobre o Roblox, sua maturidade enquanto plataforma é inquestionável, mas só agora com o surgimento da terminologia e do “buzz” é que as marcas do varejo começaram a buscar formas de estarem “presentes” – e foi disso que essa única palestra versava, as experiências dessas marcas lá. Ou seja, o tema metaverso, de fato, involuiu rapidamente em apenas um ano. Há pouco tempo parecia que esse novo recurso estava prestes a explodir e virar um mundo de oportunidades a serem exploradas pelo varejo, mas hoje vemos por quem ele realmente é: um bebê apenas engatinhando. Mas, calma, isso não é uma declaração de morte ao metaverso.

Na palestra da Kate Ancketill, CEO e futurista profissional da consultoria GDR, que acompanhei pessoalmente, ela foi categórica em afirmar que em dois ou três anos o metaverso irá nos surpreender. Vamos ver se essa previsão é otimista, realista ou pessimista, mas seguramente que decretar seu falecimento é trocar os pés pelas mãos. É fácil pegarmos sintomas que confirmem um prognóstico, como o Facebook que apostou tudo no metaverso, inclusive seu nome que virou Meta, mas que experimentou uma grande redução em seu valor de mercado encolhimento após investir bilhões e bilhões no metaverso sem ter muito para mostrar ainda. Mas ele não está morto, e qualquer um que decrete a morte da Meta estará o fazendo com muita prematuridade, na minha humilde opinião.

Também presenciei uma palestra de Daniel Zanco, fundador da Omnibiz, em que ele fez uma referência muito lúcida em sua fala sobre a existência, hoje, de pelo menos 38 metaversos disponíveis nos quais você pode inserir a sua marca. Diferente de uma internet unificada e coesa, em que você coloca o seu site e consegue disponibilizar seus produtos para todo um universo consolidado de consumidores, existe uma fragmentação de metaversos, que não conversam entre si, em que você pode estar presente.

Então hoje você, varejista, deve se perguntar: onde colocar minha marca? Em todos os 38? Em apenas dois deles? Em nenhum? É uma reflexão importante, e que depõe claramente contra a maturidade do conceito de metaverso. Há um desafio muito grande sobre onde você vai estar no metaverso. Por isso mesmo, o tema, que parecia tão maduro a ponto de estourar de uma noite para o dia, mostra na NRF sua verdadeira face. Ainda precisa passar por um processo de amadurecimento e consolidação muito fortes, especialmente do ponto de vista de tecnologia e interoperabilidade.

Ainda vai levar uns bons anos pela frente para ficar claro o que o metaverso vai ser ou significar para o varejo. Marcas, sem dúvida, estão experimentando, como devem fazer aqueles que fazem qualquer coisa em laboratório. Mas que não se enganem com a escala. É algo para marcas, não para massa, ainda. Aqui na NRF é um fato: o metaverso, que antes era um assunto tão evidente e tão popular, no curto espaço de um ano, de uma edição para outra, desapareceu das rodas de conversas, submergiu dos temas das palestras e, efetivamente, agora é um assunto que está colocado na pauta para depois – quem sabe um dia.

*Diretor-executivo de produtos de varejo da TOTVS. Conteúdo publicado originalmente no site Meio&Mensagem e também cedido ao Portal AMANHÃ

Recorde, aqui, a reportagem de Capa de AMANHÃ sobre as marcas no metaverso

Para Elói Assis, diretor-executivo da TOTVS, decretar o falecimento dessa tecnologia é trocar os pés pelas mãos

Indústria gaúcha inicia o ano mais pessimista

ICEI-RS registra a terceira queda em quatro meses

O percentual de empresários pessimistas com o futuro da economia brasileira em janeiro alcançou 51,4%

O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (ICEI-RS) atingiu 46,9 pontos em janeiro de 2023, uma queda de 2,6 pontos comparado a dezembro de 2022. Essa foi a terceira redução nos últimos quatro meses, período em que perdeu 16 pontos e atingiu o valor mais baixo, com exceção dos meses de abril a junho de 2020, desde junho de 2016. Somente em 2009, 2015 e 2016, a indústria gaúcha iniciou o ano com a confiança tão baixa. O resultado foi divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). A pesquisa foi realizada entre 2 e 13 de janeiro, com 185 empresas, sendo 44 pequenas, 56 médias e 85 grandes.

O Índice de Condições Atuais registrou 46,3 pontos em janeiro, com recuo de 3,1 ante dezembro. Esse é o menor valor desde julho de 2020, mostrando que as condições pioraram. Desde a grande crise econômica de 2014 a 2016, apenas nos choques da pandemia (abril a julho de 2020) e da greve dos caminhoneiros (junho e julho de 2018), o índice registrou uma percepção tão negativa. A deterioração ocorre especialmente nas condições da economia brasileira, subcomponente que registrou 41,6 pontos em janeiro, 5,7 pontos menor que dezembro. Em janeiro de 2023, 43,2% dos empresários percebem piora nas condições da economia brasileira (eram 26,9% em dezembro) ante 12,6% que ainda veem melhora (eram 17,7% no mês anterior). Diante das maiores dificuldades impostas pelo cenário econômico, o Índice de Condições das Empresas caiu de 50,5 para 48,7 pontos, voltando para o campo negativo (abaixo de 50) pela primeira vez desde julho de 2020.

Mesmo com a forte deterioração das condições atuais, foram as expectativas que mais impactaram a confiança nos últimos meses. Em janeiro de 2023, o Índice de Expectativas para os próximos seis meses atingiu 47,2 pontos, 2,4 menor que o de dezembro de 2022. O índice denota pessimismo, que não é tão intenso e disseminado desde maio de 2020, resultado dos 18,1 pontos perdidos desde outubro do ano passado. O Índice de Expectativas da Economia Brasileira atingiu 38 pontos em janeiro (43,1 em dezembro), o menor patamar desde maio de 2020. O percentual de empresários pessimistas com o futuro da economia brasileira em janeiro alcançou 51,4% (43,2% em dezembro) enquanto 14,2% mostraram otimismo (19,4% em dezembro). O Índice de Expectativas com as próprias Empresas é o único que ainda denota otimismo em janeiro, alcançando 51,8 pontos, mas, assim como os demais, recuou ante dezembro (-1,1 ponto).

ICEI-RS registra a terceira queda em quatro meses