Archives Junho 2023

Queijos para todos os gostos

Atenta aos rigorosos processos industriais que concebem alta qualidade para seus produtos, a Cooperativa Santa Clara oferece quase uma centena de queijos para os brasileiros que adoram essa iguaria

No total, são nada menos que 45 tipos de queijos em 94 formatos produzidos pela cooperativa sediada na Serra Gaúcha

A Santa Clara é a comprovação que o cooperativismo é um pilar fundamental para o desenvolvimento comunitário e pode ser um grande diferencial para o sucesso de uma empresa. Ainda mais pelo fato de a Cooperativa alicerçar sua gestão nos pilares das causas ambientais, da tradição e pela busca constante da qualidade de seus produtos, especialmente os queijos. No total, são nada menos que 45 tipos de queijos em 94 formatos, ou seja, um convite para divinas harmonizações. O Montanhês, comercializado pela Cooperativa, por exemplo, tem sabor picante e aromático. Sua massa compacta e firme é um convite para consumi-lo “in natura”, mas também pode ser usado para gratinar massas, molhos e complementar pratos especiais. Harmoniza com vinho Cabernet Sauvignon e com as cervejas Pale Ale ou American Pale Ale. Já o tipo Fontina, outra variedade fabricada pela Santa Clara, é suave. Sua textura mole e elástica, quase cremosa, tem sabor doce e delicado. É ideal para todas as refeições. Um rótulo de Merlot e cervejas maltes caramelizadas e tostadas, dos estilos Dunkel, Irish e Brown Ale, combinarão muito bem com ele.

“O Mussarela é o nosso queijo mais consumido, seja por mulheres, homens ou crianças. Esse é o tipo mais popular entre os brasileiros e em diversos países”, conta Alexandre Guerra, diretor administrativo e financeiro da Santa Clara. “A sua liderança nas vendas se deve ao fato dele ter um sabor bem marcante e ser muito versátil, pois derrete facilmente e com isso se torna um coringa em pizzas, torradas, sanduíches, lasanhas e em uma infinidade de outras receitas”, completa. O consumidor pode ter o prazer de experimentar todas essas delícias da Santa Clara em eventos gastronômicos e pontos de vendas localizados na região Sul.

Para dar conta de fabricar tantos queijos diferentes (e deliciosos), a Cooperativa possui três plantas de processamento de leite no Rio Grande do Sul: uma localizada em Carlos Barbosa, que compreende indústria de queijos nobres, derivados lácteos e leites pasteurizados; em Getúlio Vargas, para queijos mussarela e derivados; e em Casca, com planta voltada para o leite Longa Vida. A Santa Clara industrializa mais de 775 mil litros de leite por dia. A Cooperativa também tem cinco centros de distribuição localizados no Rio Grande do Sul e outros dois no Paraná. Da matéria-prima até o produto finalizado, são realizadas cerca de 10 mil análises diárias nos laboratórios da Santa Clara. Tamanho cuidado garante que cada item chegue até a casa do consumidor com qualidade.

A alta qualidade dos produtos da Santa Clara é referendada pelos consumidores gaúchos que há 13 anos ininterruptos colocam a Cooperativa como a mais lembrada na categoria Queijo na pesquisa Top of Mind Rio Grande do Sul. Além de estar no topo em seu segmento, a marca também lidera em todas as classes sociais e no interior onde está 7,2 pontos percentuais à frente da segunda colocada. “A qualidade dos produtos da Santa Clara, desde a produção da matéria-prima, é uma questão muito importante para a Cooperativa e norteia as tomadas de decisão. Além de sempre divulgarmos nossa trajetória de 111 anos, evidenciamos os processos industriais e nosso constante aprimoramento tecnológico nas nossas três plantas de processamento de leite”, destaca Guerra.

A Cooperativa também se compromete com o futuro do planeta. A Santa Clara se orgulha de ser exemplo de utilização de energia limpa e 100% renovável. O acrônimo ESG (do inglês Environmental, Social and Governance) diz respeito às práticas que a Santa Clara enfrenta para gerar valor econômico sem ferir o meio ambiente e ser um agente transformador da sociedade. Atualmente, toda lenha usada nas caldeiras das fábricas é extraída de florestas plantadas. Além dessas iniciativas no campo ambiental, a Santa Clara faz questão de ser apoiadora do Banco de Alimentos e fazer doações para outras associações comunitárias, hospitais e instituições locais.

A Cooperativa mantém ainda o programa Plantando o Bem desde 2016. A iniciativa, que conscientiza crianças e adolescentes sobre ecologia, alimentação saudável e sustentável, conquistou o prêmio Top de Marketing da ADVB-RS nas categorias sustentabilidade e agribusiness logo em sua segunda edição, em 2017. Até o ano passado, o Plantando o Bem atingiu 18.400 crianças de mais de 100 escolas em 18 cidades gaúchas onde a Santa Clara atua. Neste ano a conscientização será transmitida para alunos das séries iniciais por meio da peça teatral Clarinha e o Pé de Feijão Mágico; para alunos de 6º a 9º anos com o concurso de sustentabilidade criativa; e com palestras sobre educação ambiental para os funcionários da Santa Clara. As apresentações iniciaram em maio e seguirão ao longo nos próximos meses.

Atenta aos rigorosos processos industriais que concebem alta qualidade para seus produtos, a Cooperativa Santa Clara oferece quase uma centena de queijos para os brasileiros que adoram essa iguaria

Meta de R$ 18 milhões no horizonte da PipeRun

Salestech tem focado em um caminho de independência, além de ter feito a primeira aquisição em 2022

Diretores da PipeRun comemoram os resultados

Criada em 2017, a PipeRun chama a atenção pelo crescimento agressivo. Nos últimos cinco anos, a salestech cresceu 1.500% em receita recorrente mensal (MRR). De R$ 68 mil em janeiro de 2018 para R$ 1 milhão no início deste ano — atingindo um receita recorrente anual (ARR) de R$ 12 milhões. A expansão em número de clientes chegou aos 50% em 2022, saindo de 1 mil contas para cerca de 1,5 mil clientes ativos na plataforma. A meta para o segundo semestre de 2023, segundo os fundadores, além de chegar aos R$ 18 milhões de ARR, está na consolidação dos lançamentos de versões do CRM de vendas e atendimento verticalizadas por segmentos. E isso pode acelerar novas aquisições, algumas já mapeadas pela empresa.

Independência e aquisições
Por definição estratégica do negócio, a PipeRun segue apostando no modelo bootstrapping e resistindo às investidas de grandes empresas do segmento de tecnologia. Mais que isso: em vez de vender, foi ao mercado para comprar. A plataforma de vendas fez a primeira aquisição em outubro do ano passado, quando adquiriu a startup 5Hub, que atendia mais de 100 grandes empresas, incluindo marcas como Marcopolo, Feltrim e Brinox. Com a aquisição no final de 2022, no primeiro trimestre deste ano, a empresa deu total atenção aos processos de integração dos 15 colaboradores e a carteira de 100 grandes clientes, no segundo trimestre o foco está na infraestrutura do projeto, que agora já está totalmente integrado à empresa e pronto para suportar a escala de crescimento da PipeRun.

“A operação da aquisição culminou com a criação do CRM de Atendimento, uma plataforma omnichannel que passou a complementar o nosso produto original, o CRM de vendas. Temos tido uma boa adesão dos atuais clientes aos novos módulos de chatbot, pesquisas CX, protocolos de atendimento, captura de leads e WhatsApp, além de termos um ótimo crescimento de novos clientes ao novo produto”, afirma o Chief Technology Officer, Osvaldo Gehm. Os lançamentos já estão sendo realizados em eventos presenciais que a empresa está expondo os novos produtos como: South Summit, ERP Summit, ABRINT, ViaSoft Connect, e Growth Conference/Digitalks. Além disso, a PipeRun tem conduzido várias apresentações privadas para os segmentos de startups e tecnologia, redes e franqueadoras, bancos e fintechs, energia solar, logística e transportes e provedores de internet e telefonia — setores para os quais os produtos já estão modelados verticalmente.

A operação é majoritariamente ancorada no crescimento em vendas, contando com uma retenção de 97% dos clientes ano a ano. “Para financiar a operação, o melhor dinheiro do mercado sempre foi o dos clientes. Então, nosso foco sempre será o cliente: ele que colabora para melhorar os produtos e serviços. Assim, todos crescemos juntos e, também, ajudamos o país a crescer”, pontua o Chief Revenue Officer, Fausto Reichert. A startup também fez duas captações via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), apoiados pelo Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a cooperativa de crédito Cresol. “Nossa captação foi de títulos com carências, taxas especiais e longo prazo para pagamento. Para uma empresa com vendas como as nossas, isso é melhor administrado, pois visualizamos o investimento nos produtos transformar-se rapidamente em novas recorrências (MRR), além de retornar em contratações e impostos”, explica o CEO Cezar Augusto Gehm Filho.

Oportunidades de emprego
Para dar conta do ritmo dessa expansão, a empresa pretende aumentar o time em 25 pessoas — dez já estão abertas — um movimento na contramão dos layoffs em série do setor de tecnologia. Em 2022 eram 40 profissionais e, agora, já soma 80. Até dezembro, a startup espera superar a casa dos 100 colaboradores. As oportunidades disponíveis no momento são para os cargos de analista de customer success, de implantação, de curadoria de chatbots e de marketing de produto e UI/UX designer, além do cadastro no banco de talentos. A empresa — que detém o certificado Great Place to Work e pontuação 4,9 no Glassdoor — chega a ter mais de 200 candidatos por vaga.

Salestech tem focado em um caminho de independência, além de ter feito a primeira aquisição em 2022

Estudo revela potencial da relação comercial do Sul com a China até 2030

Dados sobre as possibilidades de exportações da região para o gigante asiático são animadores

Chama a atenção o aumento da importância da China como compradora na região Sul

As exportações da região Sul do Brasil para a China poderão chegar a US$ 16,5 bilhões em 2030, segundo o estudo de Fabrizio Panzini intitulado “Exportações dos estados brasileiros para a China – Cenário atual e perspectivas de diversificação”. O destaque em 2030 ficará com o Rio Grande do Sul (RS), com possíveis US$ 7,6 bilhões. O Paraná (PR) deverá atingir US$ 6,8 bilhões e Santa Catarina (SC) US$ 2,1 bilhões. De acordo com esse levantamento, o crescimento médio das exportações da região para o mundo foi pífio no período analisado (2012/2021): RS (2,2%), SC (1,7%) e PR (0,9%). Não fosse o aumento das vendas para a China nesses dez anos, de 11,9% (RS), 13,4% (SC) e 4,8% (PR), o crescimento das exportações gaúchas e paranaenses teria sido negativo (-0,9% e -0,3%, respectivamente) e as de SC de apenas 0,3%.

Chama a atenção o aumento da importância da China como compradora na região Sul, tendo mais que dobrado a sua participação nas exportações gaúchas (de 16,5%, em 2012, para 37,1% em 2021); quase triplicado, no caso catarinense (de 6,3% para 16,9%); e aumentado em 41% as paranaenses (de 19,3% para 27,3%). Com o agravante da concentração em poucos produtos: os dez principais foram responsáveis por 98% das vendas (PR), 96% (SC) e 95% (RS). Olhando para 2030, os produtos com oportunidades de exportação para a China, em percentual do valor das vendas na média anual (2017-2020), analisados nas situações de: “manutenção”, “consolidação”, “recuperação” e “abertura” apresentam boas e más notícias. Apenas “plásticos e suas obras” e “produtos químicos orgânicos” têm potencial de abertura de mercado, com aumentos de 91,1% e 89,5%, respectivamente. Na recuperação, somente três apresentam grande possibilidade: “tabaco e seus manufaturados” (99,9%); “gorduras e óleos animais e vegetais” (67,9%); e “máquinas e instrumentos mecânicos” (58,4%). E com crescimento menor, “óleos essenciais e resinas” (30,1%); “carnes e miudezas” (26,2%); e “peles e couros” (21,6%).

Extremamente positivo é o potencial de diversificação de produtos para exportação para a China que a região Sul apresenta, com o Rio Grande do Sul destacando-se, com 54 oportunidades de ampliar e/ou diversificar, o Paraná 46 e Santa Catarina 45. Todos os produtos estão detalhados em tabelas estado por estado. A tabela 7 do estudo de Panzini, por exemplo, traz os 25 principais segmentos com oportunidades de exportação para a China, que alcançaram vendas totais (média anual) de US$ 59 bilhões no período 2017-2020. Na tabela 8 estão os segmentos considerados como de “recuperação” e “abertura”, mais os “consolidados” e em “manutenção”.

As conclusões desse estudo são animadoras para a região Sul, por revelarem que há ainda uma boa margem de diversificação dos produtos e de aumento dos valores exportados para a China. Essas são as boas notícias. As más são as de sempre: o transporte em caminhões da produção agropecuária do Oeste para os portos marítimos, e do noroeste do RS para o sul do estado, mais o elevado custo financeiro, reduzem a competitividade internacional do setor desses estados. Apesar desses fatores limitantes, o Sul e demais regiões do Brasil aumentaram as vendas para a China (ou a China aumentou suas compras?). Independentemente do responsável maior pelo aumento das exportações, o certo é que as possibilidades para os próximos anos apresentadas nesse estudo só se concretizarão se empresas e governos do Brasil investirem em ferrovias, em marketing e vendas participando com estande em dezenas de feiras chinesas; veicularem propaganda das empresas e dos produtos na China; e intensificarem o relacionamento com mais empresas importadoras e governos. Temos de ser mais vendedores, e as feiras ajudam nisso.

A Feira de Cantão é realmente “a” feira, mas além dela há dezenas de feiras muito importantes – metade das quais em Beijing, Shanghai, Hong Kong e Guangzhou. E a outra metade em capitais de províncias do interior, como Chengdu (Sichuan), Harbin (Heilongjiang) e Wuhan (Hubei); municipalidades como Chongqing e Tianjin; e em grandes cidades como Yiwu, Shenzen, Xiamen e Hainan. Enquanto a Feira de Cantão caminha para os 70 anos de idade, a mais nova feira da China, criada em 2018 exclusivamente para importar, realizará sua sexta edição de 5 a 10 de novembro, em Shanghai – antes dela, de 19 a 23 de setembro, haverá a Feira Industrial, esse ano na 23ª edição. 

Dados sobre as possibilidades de exportações da região para o gigante asiático são animadores