Archives Maio 2023

Prazo para entrega do Imposto de Renda termina nesta quarta

Mais de 33,2 milhões de pessoas já apresentaram a declaração

Do total de declarações já apresentadas, 23% utilizaram a pré-preenchida, o que, segundo a Receita, reduz o risco de erros

Falta um dia para terminar o prazo dado aos contribuintes para apresentarem a declaração do Imposto de Renda (IR) da Pessoa Física 2023. De acordo com a Receita Federal, mais de 33,2 milhões de declarações haviam sido entregues. A expectativa é de que 39,5 milhões sejam entregues até o prazo final, que é o dia 31 de maio. Do total de declarações já apresentadas, 23% utilizaram a pré-preenchida, o que, segundo a Receita, reduz o risco de erros. Esse modelo possibilita o uso de informações disponibilizadas a partir de bancos de dados do governo. O Fisco, no entanto, alerta que “todas as informações devem ser checadas e validadas pelo contribuinte antes do envio”.

O preenchimento e a entrega podem ser feitos por meio do Programa Gerador da Declaração relativo ao exercício de 2023, que está disponível para download no site da Receita Federal; por meio do serviço online Meu Imposto de Renda, pelo Portal e-CAC ou pelo aplicativo para tablets e celulares. Quem usar a declaração pré-preenchida ou optar por receber o valor da restituição por meio da chave Pix (desde que a chave seja o CPF do cidadão) terá prioridade no recebimento da restituição, sempre respeitando as prioridades legais, como idosos, professores e pessoas com deficiência. O pagamento das restituições foi dividido em cinco grupos mensais até 29 de setembro, de acordo com a data de entrega da declaração.

A declaração deste ano apresenta uma novidade em relação a quem tem investimentos na bolsa de valores, no mercado futuro ou em investimentos semelhantes: a obrigatoriedade da declaração para esse público foi flexibilizada. Agora, só é obrigado a enviar a declaração quem vendeu ações cuja soma superou, no total, R$ 40 mil ou quem obteve lucro de qualquer valor com a venda de ações em 2022, sujeito à cobrança do IR, independentemente do valor da venda. Antes, qualquer contribuinte que tivesse comprado ou vendido ações no ano anterior, em qualquer valor, era obrigado a declarar.

Com Agência Brasil

Mais de 33,2 milhões de pessoas já apresentaram a declaração

Mercado de cartão de crédito cresce 30,9% em quatro anos

A expansão é positiva pela inclusão financeira, mas tem potencial para aumentar endividamento

Instituições de pagamento e bancos digitais aumentaram a base de usuários em 27,6 milhões de indivíduos entre 2019 e 2022

O número de clientes que usam o cartão de crédito cresceu 30,9% entre 2019 e 2022 no Brasil, segundo dados do Banco Central (BC). Em junho do ano passado, 84,7 milhões de usuários tinham saldo devedor relacionado a essa forma de pagamento. No mesmo mês de 2019, eram 64,7 milhões. O saldo devedor refere-se ao valor da compra, parcelada ou não, que ainda não foi pago pelo cliente e sobre o qual podem incidir juros. Os dados foram divulgados pelo BC e constam de um dos boxes do Relatório de Economia Bancária, que será publicado na íntegra no dia 6 de junho. Segundo o BC, há tendência ao uso de modalidades mais onerosas do cartão de crédito à medida que aumentam os vínculos, que são o número de instituições emissoras de cartão em que o cliente tem saldo devedor.

“Na média, a partir de dois vínculos, aumentam a participação das modalidades com característica de crédito, sujeitas à cobrança de juros [como o crédito rotativo], e o percentual do limite utilizado”, explicou o BC. No total, 54% dos clientes tinham saldo devedor em apenas uma instituição; 25% em duas; e 20% em três ou mais. “Quanto mais vínculos, maiores são o limite e o saldo médio da dívida. Isso sinaliza, de acordo com o estudo, que os usuários que estão utilizando cartões de mais de uma instituição aumentam sua capacidade de gastos com o aumento dos limites adicionais, elevando, em média, o saldo devedor consolidado”, acrescentou o BC.

O avanço nos números pode ser explicado pela entrada de novas instituições no mercado nos últimos anos, principalmente no segmento de cartões pós-pagos, o que fez com que uma parcela significativa da população brasileira passasse a ter acesso a um ou mais cartões de crédito. Instituições de pagamento e bancos digitais aumentaram a base de usuários em 27,6 milhões de indivíduos no período analisado. Ainda de acordo com o documento, em junho de 2022, o número de cartões de crédito (190,8 milhões) representava quase o dobro da população economicamente ativa no Brasil (107,4 milhões), conforme dados de 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das estatísticas do Sistema de Pagamentos Brasileiro.

Para o BC, a expansão do mercado de cartões de crédito é positiva do ponto de vista da inclusão financeira, mas tem potencial para aumentar o nível de endividamento das famílias. “Quando o cliente deixa de pagar o valor total da fatura do cartão, o valor não pago se torna uma modalidade de empréstimo, chamada rotativo do cartão de crédito. Essa é uma das operações de crédito com maiores taxas de inadimplência e custo no mercado”, afirma o documento. Outro destaque é o percentual do uso do rotativo e do rotativo não migrado [valor que permanece no sistema de crédito rotativo por mais de 30 dias, prazo máximo previsto, após a fatura não ter sido paga integralmente na data de vencimento], entre 17% e 20%, independentemente do número de vínculos dos usuários, e a baixa migração do crédito rotativo, inferior a 5%.

Sobre o uso do limite de cartão, os dados revelam que, quanto maior o número de vínculos, menor o percentual de usuários que comprometem praticamente todo o limite de crédito. “A constatação sugere que se abre uma margem maior para gastos em razão dos limites oferecidos pelos cartões adicionais. Além disso, o estudo observou a elevação dos percentuais médios de consumo do limite à medida que o usuário adiciona novos vínculos, sinalizando maior propensão ao consumo para quem passa a utilizar mais cartões”, diz o BC. As instituições financeiras digitais foram o grupo com maior crescimento no saldo devedor de seus clientes (292,3%), embora os grandes bancos públicos continuem concentrando a maior fatia do saldo devedor, R$ 57,7 milhões.

Sobre o endividamento com características de operação de crédito no cartão, o percentual maior (entre 39% e 57%, dependendo do número de vínculos) é de bancos ligados a empresas do ramo varejista que emitem cartões vinculados às suas redes de lojas. Segundo o BC, os dados estão em linha com o perfil de atuação deste grupo, que tem como prática comum a realização de empréstimo pessoal com cobrança das parcelas na fatura do cartão. “Em lado oposto, está o segmento dos bancos cooperativos e cooperativas singulares, com percentual de utilização do cartão nas modalidades sujeitas a cobrança de juros bem menor que os demais grupos”, completou o órgão.

Com Agência Brasil

A expansão é positiva pela inclusão financeira, mas tem potencial para aumentar endividamento

Grupo Koch inaugura unidade do Komprão em Governador Celso Ramos

Empreendimento recebeu investimento de R$ 35 milhões

Depois de Governador Celso Ramos, serão inauguradas as unidades de Garopaba e Imbituba, no Sul catarinense

Os moradores de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, passam a contar com uma loja do Grupo Koch na cidade. Com investimento de R$ 35 milhões será inaugurado no dia 1o de junho a unidade do atacarejo Komprão. A nova loja é a 56ª pertencente ao Grupo Koch, maior rede supermercadista de Santa Catarina e a 13ª do país, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Localizado no bairro Areias do Meio, o empreendimento vai gerar 140 empregos diretos e outros 450 indiretos. Depois de Governador Celso Ramos, serão inauguradas as unidades de Garopaba e Imbituba, no Sul catarinense.

“É nossa primeira loja em Governador Celso Ramos, município que apresenta um grande potencial econômico de consumo e reforça a nossa presença no litoral. Para nós é uma grande satisfação poder abrir um atacarejo para atender os consumidores da cidade que tem uma relação com a marca, mas acabavam tendo que se deslocar para municípios da região para fazer suas compras. Agora poderemos oferecer uma loja próxima, com ambiente agradável de compra com corredores largos, espaço limpo e bem iluminado e, principalmente, com preço justo”, destaca o CEO José Evaldo Koch, por meio de nota. Situada em um terreno de 20 mil metros quadrados, a unidade do Komprão de Governador Celso Ramos possui área construída de 9,7 mil metros quadrados. As obras iniciaram em outubro do ano passado. A loja está situada na Rodovia Municipal Francisco Wollinger, 2278, e funcionará de segunda a sábado, das 7h às 22h, e aos domingos e feriados, das 8h às 21h.

Empreendimento recebeu investimento de R$ 35 milhões

RS formaliza contratos do Fundopem que totalizam R$ 293,6 milhões em incentivos

Os dois protocolos de intenção foram assinados pela empresa Olfar e pelo Grupo K1

Além dos dois protocolos de intenção, foram assinados cinco termos de ajuste de adesão ao programa

O governo gaúcho, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), realizou ato de assinatura de sete contratos que disponibilizarão quase R$ 293,6 milhões em incentivos via Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem). Foram formalizados dois protocolos de intenção, que somam R$ 266 milhões, e cinco termos de ajuste de adesão ao programa, que totalizam R$ 27,6 milhões e devem gerar 62 vagas diretas de trabalho. Os dois protocolos de intenção foram assinados pela empresa Olfar e pelo Grupo K1. A primeira receberá R$ 262 milhões em incentivo para implantação de uma indústria de derivados de soja com três unidades, localizadas em Erechim. A segunda foi contemplada com R$ 4 milhões para expandir a produção de colchões e estofados nas unidades localizadas em Tupandi e Sapucaia do Sul.

Os cinco termos de ajuste, etapa que implementa o incentivo do Fundopem e dá início à fruição dos benefícios, foram assinados com a Chucky, empresa de bebidas localizada em Santa Cruz do Sul (R$ 3, 6 milhões); Bigfer Indústria e Comércio de Ferragens, localizada em Farroupilha e que atua no setor de petroquímica, plásticos e borrachas (R$ 6,4 milhões); Madeireira Haas, empresa do setor de madeira, celulose e imóveis de Venâncio Aires (R$ 15, 9 milhões); Multicolor Indústria e Comércio de Pigmentos, empresa de Farroupilha que atua no setor químico (R$ 530 mil); e Sorvebom Industrial, que atua no setor de alimentos e está localizada em Lajeado (R$ 1 milhão).

O Fundopem é um instrumento de parceria do governo gaúcho com a iniciativa privada que busca promover o desenvolvimento socioeconômico, integrado e sustentável do Rio Grande do Sul. O programa não libera recursos financeiros para os empreendimentos incentivados. Eles são apoiados por meio do financiamento parcial do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incremental mensal devido, que é gerado a partir da operação das empresas.

Os dois protocolos de intenção foram assinados pela empresa Olfar e pelo Grupo K1

Últimos dias para as empresas se inscreverem nas 500 Maiores do Sul 2023

Faça do ranking! O formulário estará disponível até dia 02 de junho

O anuário 500 MAIORES DO SUL, elaborado pelo Grupo AMANHÃ em parceria com a PwC Brasil, é elaborado a partir dos balanços das empresas com sede, origem ou operação relevante na região. 

A coleta de dados para a formação da edição de 2023 será feita através de uma plataforma para a pesquisa. As demonstrações contábeis deverão ser relativas ao ano de 2022 e conter também os dados comparativos de 2021. Os documentos precisarão ser remetidos no formato digital, a partir de um formulário online a ser preenchido pela área contábil da empresa ou, se for o caso, de um conglomerado de empresas. É necessário que os balanços sejam anexados à plataforma da PwC.

Clique aqui para enviar o balanço da sua empresa inserindo os dados dentro da plataforma da PwC Brasil. Se preferir, as demonstrações financeiras poderão ser enviadas diretamente para o e-mail grandeselideres@amanha.com.br. Os balanços deverão ser remetidos até o dia 2 de junho. 

Faça do ranking! O formulário estará disponível até dia 02 de junho

Capital recebe prêmio de cidade inovadora com o Floripa Mais Tec

Programa capacita gratuitamente mais de 2,2 mil catarinenses em formações voltadas para o setor de TI

Entrega do prêmio ocorreu em São Paulo

O programa Floripa Mais Tec foi um dos vencedores do prêmio InovaCidade 2023. O projeto catarinense é voltado para estimular o aprendizado tecnológico e formar novos profissionais para a área de tecnologia e está capacitando gratuitamente mais de 2,2 mil catarinenses. O prêmio nacional foi entregue em São Paulo na terça-feira (23). O prêmio, concedido pelo Instituto Smart City (Cidade Inteligente) da América Latina, reconhece iniciativas que contribuem para a melhoria da qualidade de vida nas cidades com impactos positivos, mensuráveis e reconhecidos pela sociedade, realizados pela administração pública, iniciativa privada ou entidades da sociedade civil.

Para o prefeito Topázio Neto, Florianópolis está preparando e criando mão de obra de tecnologia do futuro. “Desta forma, contribuímos diretamente com a modernização da educação, gerando oportunidades e promovendo o desenvolvimento socioeconômico das comunidades”, destaca. A formação para o mercado de tecnologia é um dos focos de atuação do Senai, explica o diretor-regional da entidade, Fabrizio Machado Pereira. “Temos oferecido uma série de cursos para qualificar profissionais neste setor, onde a empregabilidade é praticamente garantida. O mapeamento mais recente mostra que precisamos formar 159 mil profissionais por ano até 2025 para atender à demanda em Santa Catarina”, reforça o diretor.

O projeto oferece cursos de introdução à tecnologia de acordo com o nível de conhecimento do participante e direcionamento para trilhas de aprendizagem com aulas ao vivo, exercícios práticos e diversos desafios. O Floripa Mais Tec é uma parceria entre a prefeitura municipal de Florianópolis, Senai-Fiesc, Sebrae SC e Associação Catarinense de Tecnologia (Acate).

Programa capacita gratuitamente mais de 2,2 mil catarinenses em formações voltadas para o setor de TI

STF valida saída do país de convenção contra dispensa sem justa causa

Julgamento sobre o assunto durou mais de 25 anos no Supremo

Ao final, o argumento das entidades trabalhistas foi acolhido apenas parcialmente pelo Supremo

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) validou por maioria o decreto presidencial que retirou o Brasil da Convenção 158 da Organização Mundial do Trabalho (OIT), que proíbe demissões sem causa justificada nos países aderentes. A norma encontra-se suspensa no Brasil desde 1996, em função de denúncia apresentada à OIT pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, por meio do decreto. O ato presidencial foi editado meses após o Congresso Nacional ter aprovado a adesão do país à convenção. Os últimos votos foram dados pelos ministros Gilmar Mendes, André Mendonça e Nunes Marques no plenário virtual, modalidade de julgamento em que os ministros têm um período de tempo para votar de modo remoto, sem deliberação presencial. Ao final, o argumento das entidades trabalhistas foi acolhido apenas parcialmente pelo Supremo. 

A maioria dos ministros concordou que o presidente da República não pode, daqui em diante, retirar por decreto o Brasil de tratados internacionais, uma vez que a própria adesão a essas normas internacionais exige aval legislativo. Ainda que com diferenças de fundamentação, essa maioria entendeu, contudo, que o STF não poderia atuar para anular o ato assinado por FHC. Na prática, isso mantém o Brasil de fora da convenção 158 da OIT. Pouco após a publicação do decreto, no início de 1997, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) acionaram o Supremo, alegando que, antes de produzir efeitos, a saída do país da convenção teria, necessariamente, de passar pelo Poder Legislativo. O julgamento sobre o assunto durou mais de 25 anos no Supremo, sendo concluído somente na noite de sexta-feira passada, dia 26 de maio. Ao longo desse tempo, foram sete pedidos de vista (mais tempo para análise), o que fez a controvérsia se prolongar por diversas formações do plenário.

Justa causa
A Convenção 158 da OIT, a qual o Brasil havia aderido após o Congresso ratificar o tratado internacional, trata do término da relação de trabalho por iniciativa do empregador. A norma internacional estabelece que a dispensa de funcionário, nos países aderentes ao acordo, somente poderá ocorrer se houver “causa justificada relacionada com sua capacidade ou seu comportamento, ou baseada nas necessidades de funcionamento da empresa, estabelecimento ou serviço”. Criada em 1982, a convenção foi ratificada e está vigente em 35 países, dos 180 que compõem a OIT. Entre as nações que aprovaram e aplicam a norma estão, por exemplo, Austrália, Espanha, França, Finlândia, Camarões, Portugal, Suécia e Turquia, entre outros.

Julgamento sobre o assunto durou mais de 25 anos no Supremo

Previsão de inflação do mercado financeiro cai para 5,71% este ano

A expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano

A estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano passou de 1,2% para 1,26%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 5,8% para 5,71% este ano. A estimativa consta do Boletim Focus desta segunda-feira (29), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior, 4,75%. Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%.

Em abril, influenciado pelo aumento dos preços de remédios, o IPCA ficou em 0,61%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é inferior à taxa de março, de 0,71%. Em 12 meses, o indicador acumula 4,18%. Para maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,51%. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é a maior desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Para os agentes de mercado, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano. A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano passou de 1,2% para 1,26%. A previsão para a cotação do dólar está em R$ 5,11 para o fim deste ano.

Com Agência Brasil

A expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano

Quintou?

Os dados mundiais indicam que o debate sobre a redução da jornada de trabalho está longe de um consenso

Apenas 34% dos brasileiros acreditam que as empresas do país vão adotar uma jornada de trabalho de quatro dias neste ano

Em várias partes do mundo, a quinta-feira virou a nova sexta. É que o modelo de trabalho de quatro dias vem sendo discutido, principalmente após sua adoção por várias empresas do Reino Unido. A decisão por lá partiu de uma experiência envolvendo cerca de 2,9 mil trabalhadores em 61 empresas, que adotaram a nova carga horária de trabalho de junho a dezembro do ano passado, com resultados surpreendentemente benéficos para a saúde e produtividade dos trabalhadores. Os dados mostram que, ao final do experimento, 39% dos funcionários estavam menos estressados e 71% tinham níveis reduzidos de esgotamento. Da mesma forma, os níveis de ansiedade, fadiga e problemas de sono diminuíram, enquanto a saúde mental e física melhorou. Os resultados fizeram com que as empresas participantes do estudo tornassem a “semana de quatro dias” permanente.

Para Édio Bertoldi, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos seccional Santa Catarina (ABRH-SC), o debate é válido, mas longe de ser conclusivo – e, no Brasil, não é diferente. “Se, por um lado, estudos do assunto e experiências piloto realizadas indicam a possibilidade de mais qualidade de vida para as pessoas e maior produtividade e lucratividade para as empresas, por outro há quem indique que esse formato não se aplica a qualquer negócio devido a naturezas específicas de cada um, como, por exemplo, a área da saúde. Outro fato que se coloca na balança é o seguinte: será que os profissionais que já têm sobrecarga de trabalho conseguiriam realizar suas atividades em tempo menor?”, questiona.

Os dados mundiais indicam que o debate sobre a redução da jornada de trabalho está longe de um consenso. Segundo a pesquisa Global Advisor – Predictions 2023, feita pela Ipsos em 36 países, apenas 34% dos brasileiros acreditam que as empresas do país vão adotar uma jornada de trabalho de quatro dias em 2023. A média global é de 37%, com os Emirados Árabes Unidos, com 68%, sendo os que mais acreditam em uma redução da jornada de trabalho – seguido pela Índia, com 63%, e Indonésia, com 54%. Já na outra ponta do ranking estão o Japão (15%), a Suécia (22%) e a Argentina (22%). “O debate é válido, o que é positivo para o amadurecimento da questão. Afinal de contas, as mudanças têm que ser boas para todos os envolvidos”, resume Bertoldi. O próximo passo é acompanhar como as empresas brasileiras irão se posicionar – e, enquanto isso, seguir aproveitando o “sextou”.

Esse conteúdo integra a edição 343 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Os dados mundiais indicam que o debate sobre a redução da jornada de trabalho está longe de um consenso

Copel vai investir R$ 170 milhões na rede de transmissão do Paraná

O prazo máximo para conclusão das obras é de 36 meses

A estimativa é de que as obras mobilizem cerca de 400 trabalhadores em 2024 e 2025

Estão previstas a substituição de transformadores e outros equipamentos em subestações localizadas nas cidades de Londrina, Maringá, Figueira, Ponta Grossa e Curitiba. Em Umuarama, será instalado um transformador adicional, que vai aumentar de 300 para 450 megavolt-ampères (MVA) a capacidade de transformação da subestação. A Copel vai investir cerca de R$ 170 milhões em um pacote de obras na rede de transmissão de energia do Paraná. Estão previstas a substituição de transformadores e outros equipamentos em subestações localizadas nas cidades de Londrina, Maringá, Figueira, Ponta Grossa e Curitiba. Em Umuarama, será instalado um transformador adicional, que vai aumentar de 300 megavolt-ampères (MVA) para 450 MVA a capacidade de transformação da subestação e permitirá o reforço da interligação entre as regiões oeste e noroeste do estado.

As autorizações para o investimento foram concedidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os recursos serão aplicados em instalações da rede básica de transmissão da Copel que operam acima de 230 mil volts (kV) e integram o Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por transportar a energia elétrica proveniente das usinas geradoras até as redes de distribuição que chegam aos consumidores. O prazo máximo para conclusão das obras é de 36 meses. Em 2023, a Copel vai trabalhar no detalhamento dos projetos e contratação de empresas para execução. A estimativa é de que as obras mobilizem cerca de 400 trabalhadores em 2024 e 2025.

“Os investimentos constantes na infraestrutura de transmissão de energia garantem as condições necessárias ao fornecimento estável e seguro de energia para as diversas regiões do Paraná, além do intercâmbio energético com outros estados”, afirma o diretor da Copel Geração e Transmissão, Moacir Carlos Bertol. “Neste ano recebemos autorizações da Aneel para projetos que devem absorver quase R$ 205 milhões e proporcionar um aumento na receita anual permitida da Copel de R$ 32,6 milhões”, completa o executivo. A agência reguladora já havia liberado, no início deste ano, obras que somam R$ 35 milhões, incluindo o seccionamento da linha de energia que conecta as subestações de Cascavel e Salto Osório (230 kV). Esta linha será dividida em duas, com um novo ponto de conexão na subestação Foz do Chopim.

A Copel é a terceira maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O prazo máximo para conclusão das obras é de 36 meses

Contas externas têm saldo negativo de US$ 1,6 bilhão em abril

Investimentos diretos no país somaram US$ 3,3 bilhões

Em 12 meses, encerrados em abril, o déficit em transações correntes é de US$ 54,2 bilhões, informa o Banco Central

As contas externas tiveram saldo negativo de US$ 1,6 bilhão em abril, informou o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2022, houve superávit de US$ 100 milhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países. A diferença na comparação interanual é resultado, principalmente, da piora na renda primária (pagamento de juros e lucros e dividendos de empresas) que aumentou US$ 1,6 bilhão. A conta de renda secundária, que são as transferências sem contrapartidas, teve diminuição de US$ 361 milhões. Por outro lado, houve ligeiro aumento no superávit comercial, de US$ 118 milhões, e estabilidade na conta de serviços. Em 12 meses, encerrados em abril, o déficit em transações correntes é de US$ 54,2 bilhões, 2,7% do PIB, ante o saldo negativo de US$ 52,4 bilhões (2,6% do PIB) em março de 2023 e déficit de US$ 44,5 bilhões (2,5% do PIB) no período equivalente terminado em abril de 2022.

As exportações de bens totalizaram US$ 27,5 bilhões em abril, redução de 5,7% em relação a igual mês de 2022. As importações somaram US$ 20,6 bilhões, queda de 8% na comparação com abril do ano passado. Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit de US$ 6,9 bilhões no mês passado, ante saldo positivo de US$ 6,8 bilhões em abril de 2022. O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos e seguros, entre outros) somou US$ 3,1 bilhões em abril, praticamente estável em igual mês de 2022.

No caso das viagens internacionais, seguindo a tendência dos meses recentes, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil cresceram na comparação interanual e chegaram a US$ 452 milhões em abril, contra US$ 394 milhões no mesmo mês de 2022. As despesas de brasileiros no exterior passaram de US$ 1 bilhão em abril do ano passado para em US$ 1,2 bilhão no mesmo mês de 2023. Com isso, a conta de viagens fechou o mês com aumento de 11,4% no déficit, chegando a US$ 784 milhões, ante déficit de US$ 703 milhões em abril de 2022, contribuindo para elevar o saldo negativo em serviços.

Investimentos
Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram apenas US$ 3,3 bilhões no mês passado, ante US$ 11 bilhões em abril de 2022. As operações intercompanhia (como os empréstimos da matriz no exterior para a filial no Brasil) foram responsáveis pela queda, já que em abril de 2022 houve ingressos e no mês passado, pagamentos. Não há um fator específico para essa reversão e que essas remessas e amortizações ocorrem de acordo com um cronograma de vencimentos. Outra possibilidade é a de que em abril de 2022 houve desembolsos mais significativos, impactando a base de comparação.

No mês passado, houve ingressos líquidos em participação no capital de US$ 4,4 bilhões, como com compra de novas empresas e reinvestimentos de lucros, contra US$ 6,4 bilhões em abril de 2022. Enquanto isso, as operações intercompanhia tiveram déficit de US$ 1,1 bilhão em abril de 2023, contra superávit de US$ 4,6 bilhões no mesmo mês de 2022. Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

Com Agência Brasil

Investimentos diretos no país somaram US$ 3,3 bilhões