Archives Janeiro 2023

Dark Mode, um jogo de terror gerado por IA

A ElectricNoir está lançando o Dark Mode, uma antologia de terror gerada por inteligência artificial (IA).

O jogo usa tecnologia de IA generativa para criar alguns dos cenários de terror e usa uma plataforma chamada Scriptic para criar uma série de contos assustadores em uma antologia de terror interativa.

Nihal Tharoor, CEO da ElectricNoir, disse que tudo o que você vê e ouve no jogo foi gerado pela IA.

Ele também mencionou que a plataforma Scriptic é para o que eles chamam de entretenimento interativo, tem sido priorizado para ser jogado no celular.

“São pesadelos além da imaginação humana”, disse Tharoor. 

“Scriptic é uma plataforma para o que chamamos de entretenimento interativo que prioriza o telefone. São dramas interativos, contados através do mundo de nossos smartphones e aplicativos. E temos muita convicção de que esse formato interativo de ação ao vivo pode se tornar o primeiro meio interativo verdadeiramente adotado em massa”.

Em um episódio chamado The Dreamer, relata o VentureBeat, o jogador recebe uma mensagem de texto de um amigo dentro de um pesadelo e as decisões do jogador determinam se ela acorda ou fica presa lá para sempre.

Os escritores da Scriptic começaram a história em colaboração com o DALL-E 2 da OpenAI, o que criou uma colaboração entre escritores humanos e a máquina para criar um mundo de sonho cheio de horrores originais.

A ElectricNoir está lançando o Dark Mode, uma antologia de terror gerada por inteligência artificial (IA). O jogo…

Acordo entre Microsoft e OpenAI não é exclusivo

O acordo entre a Microsoft e a OpenAI é uma parceria estratégica para desenvolver tecnologias de inteligência artificial (IA) avançadas.

Em 2019, a Microsoft investiu na OpenAI e agora tem anunciado planos de incorporar ferramentas de IA como o ChatGPT em todos os seus produtos.

No entanto, o cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, deixou claro que essa parceria não é exclusiva e a OpenAI pode construir seus próprios produtos e serviços de software, além de licenciar sua tecnologia para outras empresas.

Quando questionado sobre sobre competidores, Altman deixou claro que a OpenAI não vê a gigante de Mountain View como um player ultrapassado.

Ele acredita que “sempre que alguém fala sobre uma tecnologia ser o fim de alguma outra empresa gigante, geralmente está errado. As pessoas esquecem que podem fazer um contra-ataque aqui e são muito inteligentes, muito competentes.”

É importante destacar que, embora a parceria com a Microsoft possa trazer benefícios para ambas as empresas, a OpenAI ainda tem sua própria visão e objetivos independentes.

O acordo entre a Microsoft e a OpenAI é uma parceria estratégica para desenvolver tecnologias de inteligência artificial…

Google anuncia desligamento de 12.000 funcionários no mundo

O Google anunciou hoje que planeja desligar cerca de 12.000 funcionários em todo o mundo.

De acordo com o CEO Sundar Pichai, a decisão foi tomada devido a uma mudança na realidade econômica, já que a empresa viu períodos de crescimento dramático nos últimos dois anos e contratou para uma realidade diferente da atual.

Pichai destacou que, como empresa com quase 25 anos, é natural passar por ciclos econômicos difíceis e que esses momentos são importantes para aprimorar o foco, reestruturar a base de custos e direcionar o talento e o capital para as maiores prioridades da empresa.

Os funcionários afetados nos Estados Unidos já foram notificados por e-mail, enquanto em outros países, o processo de demissão levará mais tempo devido às leis e práticas locais.

O CEO agradeceu aos funcionários que estão saindo, afirmando que suas contribuições foram inestimáveis ​​e que a empresa é grata por elas.

Este anúncio, aliado as demissões que estão ocorrendo na indústria, mostra a difícil situação econômica global atual, e como as empresas estão buscando maneiras de se adaptar e se recuperar.

Embora esteja enfrentando o aparecimento de grandes competidores como o ChatGPT, o Google é uma das empresas mais bem-sucedidas do mundo e espera-se que continue a crescer e inovar no futuro.

O Google anunciou hoje que planeja desligar cerca de 12.000 funcionários em todo o mundo. De acordo com…

Usuários do Google Meet agora podem participar de reuniões no Zoom Rooms (e vice-versa)

A interoperabilidade entre plataformas de videoconferência é cada vez mais importante para ajudar as empresas a se adaptarem às necessidades do trabalho híbrido e totalmente remoto.

Com este objetivo, o Google anunciou a chegada da interoperabilidade entre o Zoom Rooms e dispositivos de hardware do Google Meet.

Os clientes corporativos com dispositivos Zoom Rooms agora poderão ingressar em reuniões realizadas no Google Meet, e o inverso também é verdadeiro, clientes com dispositivos Google Meet poderão ingressar em reuniões Zoom.

A interoperabilidade bidirecional é suportada para os principais recursos de videoconferência, embora haja recursos avançados como enquete, apresentação com fio e suporte para tela dupla que não serão suportados, tanto ao usar o hardware Meet para participar de reuniões Zoom quanto vice-versa.

O Google observa que essa funcionalidade é semelhante à interoperabilidade existente entre o Google Meet e Cisco Webex nos respectivos dispositivos de cada plataforma.

O objetivo é cobrir as necessidades do modelo de trabalho híbrido, facilitando a interoperabilidade com pessoas que possam estar fora do ecossistema Google Meet.

E o melhor de tudo, este lançamento não terá custo adicional para os usuários.

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Não somos os mesmos…

…nem compramos como os nossos pais

A internet e o smartphone geraram novos comportamentos, imprevisíveis duas décadas atrás

O designer gaúcho Fernando Jaeger, dono de uma marca de móveis que leva seu nome, deu uma declaração interessante mês passado: “Como alguém pode comprar um sofá pela internet? Na foto pode parecer lindo, mas pode ter erro de ergonomia, o tecido pode ser uma porcaria e por aí vai. Não tem jeito, um produto do tipo só dá para comprar ao vivo” (Valor Econômico, 25/11/2022).

Será? Vinte anos atrás, quando o comércio eletrônico engatinhava, especialistas de diversos setores concordavam com Jaeger, e estendiam o rol de inviabilidade para compra online a roupas, sapatos, bens de luxo, itens de supermercado e tudo o que dependesse de experimentação ou avaliação in loco antes de adquirir.

O tempo se encarregou de desmentir essas previsões todas, o que nos obriga a perguntar: por quê?

Há várias explicações possíveis, claro. Uma delas é que se superestimou o interesse e a disposição dos consumidores para comprar certos itens. Grosso modo, uma compra pode ser vista como um problema ou uma oportunidade. Problemas precisam ser resolvidos de modo prático, direto e, preferencialmente, barato. E a internet facilita enormemente aquisições desse tipo.

Muitos produtos que, na infância do e-commerce, supunha-se exigir envolvimento e dedicação para ser adquiridos, eram, na verdade, um incômodo para boa parte dos consumidores, que se dirigiam às lojas apenas por obrigação. Tão logo puderam substituir a visita ao shopping ou ao supermercado por alguns cliques, assim o fizeram.

Evidentemente que esse movimento não teria sido tão bem-sucedido se não houvesse um empurrão do lado da oferta: políticas de devolução amigáveis, capazes de mitigar o risco de comprar a distância; surgimento do showrooming e variedade de meios de pagamento tiveram papel nada desprezível nesse resultado.

Além disso, a internet e o smartphone geraram novos comportamentos, imprevisíveis duas décadas atrás. Não apenas substituíram ou complementaram atividades “reais”, como também criaram novas, inclusive de consumo. Unboxing, lives, hiperdocumentação, tutoriais, memes, podcasts – a lista é longa e só vem a comprovar que, como afirmava Marshall McLuhan, “os homens criam as ferramentas, e as ferramentas recriam os homens”.

Ou, para ficar numa paródia da MPB, hoje não somos os mesmos nem vivemos como os nossos pais – e, justamente por isso, não compramos sofás (nem uma porção de outras coisas) do mesmo jeito que eles.

…nem compramos como os nossos pais

Marcopolo fecha acordo com empresa especializada em eletrificação de frotas

A Zenobē tem sede no Reino Unido e operações na Austrália, Nova Zelândia, Europa e EUA

Além dos testes, a parceria visa inicialmente a adoção da plataforma de gestão de eficiência energética da Zenobē para os veículos elétricos Marcopolo Attivi no Brasil, América Latina e América do Norte a partir de 2023

A Marcopolo fechou um acordo com a especialista em frota de veículos elétricos e armazenamento de energia em baterias Zenobē para utilizar sua experiência global em eletrificação de frotas e software de carregamento inteligente para desenvolver soluções de eletromobilidade para transporte público. A empresa sediada no Reino Unido, com operações na Austrália, Nova Zelândia, Europa e Estados Unidos, trabalhará com a Marcopolo para oferecer sua expertise em carregamento de veículos elétricos e eletrificação de frotas. Isso inclui testar soluções de carregamento inteligente para apoiar o lançamento do Attivi, o novo modelo de ônibus 100% elétrico da Marcopolo no Brasil, América Latina e América do Norte.

“Desenvolver soluções completas e avançadas para eletrificação de ônibus faz parte da nossa estratégia ESG, por isso temos investido em projetos e parcerias estratégicas com empresas públicas e privadas, nos últimos anos, para contribuir com a redução das emissões de CO2 no transporte”, comenta João Paulo Ledur, diretor de estratégia e transformação digital da Marcopolo, em nota.

Por meio da parceria, a Marcopolo pretende oferecer soluções completas de mobilidade urbana sustentável para o setor de eletromobilidade no Brasil, América Latina e América do Norte, buscando o que há de melhor em eficiência energética das baterias, já que a Zenobē é um dos principais players desse segmento no Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia. “A celebração deste acordo permitirá à Marcopolo aproveitar a experiência da Zenobē na propriedade e operação de veículos elétricos e usar nosso software de carregamento inteligente para apoiar o desenvolvimento de seus novos modelos de veículos elétricos. Estamos entusiasmados em trazer nosso software e experiência para novos mercados e apoiar a Marcopolo, uma das maiores fabricantes de ônibus do mundo, para atender à crescente demanda global por veículos de emissão zero”, disse Steven Meersman, cofundador e diretor da Zenobē, também por meio de nota.

A Zenobē tem sede no Reino Unido e operações na Austrália, Nova Zelândia, Europa e EUA

Petrobras desenvolve tecnologia para medição eólica offshore com apoio do Senai catarinense

Empresa iniciou testes de projeto de R$ 9 milhões

Iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Senai de Sistemas Embarcados

A Petrobras deu início aos testes da tecnologia Bravo (Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore). O equipamento, capaz de medir a velocidade e direção do vento, é essencial para medições que visem à implantação de projetos de geração eólica offshore. O investimento total é de R$ 9 milhões e há previsão de que o uso desta tecnologia, inédita no país, traga uma redução de 40% do custo em relação a sua contratação no exterior. A medição por boia é uma das alternativas adotadas atualmente no mundo, às torres fixas de medição, que possuem maior custo de instalação. O projeto foi desenvolvido por meio de um termo de cooperação com a Petrobras, com recursos do programa de P&D do setor de energia elétrica da Aneel e em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) do Rio Grande do Norte e o Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE) de Santa Catarina.

“A Petrobras é uma empresa experiente em projetos intensivos em conteúdo tecnológico. Estudar projetos e inovações como essa está previsto no Plano Estratégico 2023-27, recém-lançado, que explicita o aprofundamento de estudos e avaliação de oportunidades em hidrogênio, eólica offshore e captura de carbono”, afirma Rafael Chaves, diretor de relacionamento institucional e sustentabilidade da Petrobras. Além de medir a velocidade e direção dos ventos, a Bravo é capaz de processar variáveis meteorológicas, como pressão atmosférica, temperatura do ar e umidade relativa, e oceanográficas, como ondas e correntes marítimas. O projeto foi iniciado em 2021 e tem duração de dois anos.

Nos próximos sete meses, o sistema de comunicação da Bravo permitirá o acesso aos dados coletados no litoral do Rio Grande do Norte (onde ela foi instalada) à curta distância, por meio de Bluetooth e Wi-fi, ou via satélite. Eles serão enviados para um servidor em nuvem acessado pelo SENAI e Petrobras. As informações colhidas pela Bravo serão comparadas com os dados coletados por um LiDAR fixo, instalado no terminal salineiro de Areia Branca. O LiDAR é um sensor ótico que permite medir a velocidade e direção do vento, entre 10 e 200 metros de altura, gerando dados compatíveis com a altura de operação das turbinas eólicas offshore.

A boia foi lançada no mar para a testagem em ambiente relevante. Os dados de vento captados por um LiDAR fixo de referência serão comparados com os dados captados pelo LiDAR existente na boia e, após a etapa de validação, será possível determinar o grau de prontidão da tecnologia. Ao final do projeto a Petrobras espera ter desenvolvido um equipamento para medição de recurso eólico offshore validado de acordo com os critérios de aceitação exigidos internacionalmente. Isto, além de conferir competitividade tecnológica à indústria eólica offshore brasileira, qualificará uma instituição nacional, no caso o SENAI, para a prestação de serviços de medição do recurso eólico offshore.

Bravo
Quando estiver em estágio comercial, a Bravo contribuirá também para o aumento da oferta dos serviços e a redução do custo de implantação dos projetos de eólica offshore no país. A boia tem cerca de 2,5 metros de diâmetro e 3,5 metros de altura e é alimentada por módulos fotovoltaicos e aerogeradores para que possa operar em regiões remotas e independentemente de fontes externas de energia. No país, ainda não existe fornecedor com equipamento próprio validado e ainda não foi realizada nenhuma campanha de medição com uma boia nacional equipada com LiDAR. No mundo existem alguns LiDARs flutuantes em algumas regiões do Mar do Norte e países como Canadá, EUA, Taiwan, França, Reino Unido, Noruega e Portugal entre outros. Uma das etapas necessárias para o desenvolvimento de projetos eólicos offshore é a realização de Estudo de Potencial Energético Offshore, que demanda a realização de campanha de medição. Os dados obtidos permitem definir a viabilidade da implantação de um parque eólico e, uma vez comprovado o potencial da área, o projeto de engenharia e escolha das tecnologias mais adequadas.

Empresa iniciou testes de projeto de R$ 9 milhões

Copel inaugura centro de operação

Solenidade também marcou o início da operação comercial do novo complexo de geração eólica Jandaíra

O centro passou por um grande projeto de modernização do sistema de supervisão e controle de usinas

A Copel inaugurou na terça-feira (20) as novas instalações do Centro de Operação de Geração e Transmissão (COGT) da companhia, em Curitiba. As equipes que atuam no centro são responsáveis por comandar de forma remota e centralizada, 24 horas, as dezenas de usinas e subestações e milhares de quilômetros de linhas de transmissão de energia da empresa. A cerimônia de inauguração dessas novas instalações aconteceu simultaneamente em Curitiba e Foz do Iguaçu.

Na década de 1950, a Copel foi pioneira na operação à distância de usinas no Brasil. Em 1972, a empresa já contava com um Centro de Operação do Sistema. Mais tarde, em 2001, foi criado o Centro de Operação de Geração e, em 2013, essas estruturas foram unificadas no COGT que passou a coordenar a operação das instalações de transmissão de energia a teleoperação de usinas e sistemas associados. Em 2016, a Companhia adotou também a operação remota e centralizada no COGT das subestações localizadas em diferentes regiões do Paraná. O COGT funcionava desde 2013 em outra propriedade da Copel em Curitiba e, este ano, ganhou a sede nova, no maior polo da empresa, no bairro Mossunguê. O centro passou também por um grande projeto de modernização do sistema de supervisão e controle de usinas, linhas e subestações que integrou as diferentes plataformas usadas até então e centralizou o armazenamento de dados.

Atualmente, o COGT conta com a atuação de aproximadamente 80 profissionais experientes e altamente capacitados nas atividades de engenharia de operação, hidrologia, estudos elétricos, análises de ocorrências no sistema, apuração de dados de geração e transmissão, programação de manutenções com paradas de máquinas e desligamento de rede, além de estudos para entrada de novas subestações e linhas de transmissão no Sistema Interligado Nacional.

Durante a evento, a Copel celebrou também a entrada em operação comercial do Complexo Eólico Jandaíra, iniciada em outubro deste ano – mais de dois anos antes do início do prazo previsto nos contratos de venda de energia firmados em 2019, quando a companhia venceu o leilão de concessão do empreendimento promovido pela Aneel. O complexo fica no Rio Grande do Norte e tem 26 aerogeradores com potência total de 90,1 MW, operados à distância, a partir do COGT. “Todos os investimentos que a Copel tem feito são sempre visando aumentar a competitividade da empresa para se manter entre as melhores do setor elétrico brasileiro”, afirmou Daniel Slaviero, presidente da companhia. Com a conclusão dessa obra, a Copel avança no crescimento focado em energias renováveis, explorando a principal fronteira de geração eólica do país, com mais de 1 gigawatt de potência instalada em 47 parques eólicos. 

Solenidade também marcou o início da operação comercial do novo complexo de geração eólica Jandaíra

Pix bate recorde e supera 100 milhões de transações em um dia

Marca coincide com pagamento da segunda parcela do décimo terceiro

Criado em novembro de 2020, o Pix acumula 143,3 milhões de usuários

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na terça-feira (20). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 100 milhões de transações em 24 horas. Somente na terça, foram feitas 104,1 milhões de transferências via Pix para usuários finais. O volume coincidiu com a data limite para o pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário. A alta demanda não comprometeu o funcionamento do Pix. Segundo o BC, os sistemas funcionaram com estabilidade ao longo de todo o dia.

O recorde anterior tinha sido registrado em 30 de novembro, com 99,4 milhões de transações em apenas um dia. Naquela data, tinha acabado o prazo de pagamento da primeira parcela do décimo terceiro. Criado em novembro de 2020, o Pix acumula 143,3 milhões de usuários, dos quais 131,6 milhões são pessoas físicas e 11,7 milhões, pessoas jurídicas. Em setembro deste ano, o sistema superou a marca de R$ 1 trilhão movimentados por mês.

Com Agência Brasil

Marca coincide com pagamento da segunda parcela do décimo terceiro

Ano novo, golpes novos: plataformas novas e pessoas vulneráveis serão alvos

No Metaverso, por exemplo, a falta de conhecimento será um prato cheio para fraudadores

Já em 2022, houve vários golpes online utilizando conteúdo existente para tornar esquemas com criptomoedas mais convincentes

A perspectiva financeira de 2023 indica um ano difícil para a maioria dos brasileiros. Nesse contexto, as pessoas costumam procurar formas de ganhar um dinheirinho extra, o que pode deixá-las vulneráveis a mensagens em redes sociais ou publicidade virtual, que oferecem grandes vantagens financeiras em troca de um pequeno investimento. Conforme o relatório IC3 2021, as perdas de golpes financeiros aumentaram de $336.469.000 em 2020 a $1.455.943.193 em 2021. Isso mostra que esse tipo de truque está crescendo assombrosamente, e continuará aumentando.

Um bom exemplo foi que já em 2022, houve vários golpes online utilizando conteúdo existente para tornar esquemas com criptomoedas mais convincentes, como o golpe para dobrar criptomoedas que fez uso de um vídeo de Elon Musk como isca. De acordo com a McAfee, essa tendência vai aumentar em 2023 com vídeos e áudios falsos tipo deep fake para enganar vítimas e se apropriar de seu suado dinheiro.

Além disso, a McAfee alerta que ainda teremos artimanhas se aproveitando de pessoas mais vulneráveis. Nesses golpes envolvendo empréstimos falsos, os criminosos sabem que as vítimas, precisando do dinheiro, estão desesperadas e, dessa forma, menos aptas a perceber sinais de alerta, como a exigência de pagamento adiantado de taxas. Já nas plataformas recentes, a exemplo do Metaverso, a falta de conhecimento sobre elas também será um prato cheio para fraudadores e os crimes deverão se multiplicar ao longo do ano que vem.

No Metaverso, por exemplo, a falta de conhecimento será um prato cheio para fraudadores

Quero-Quero ainda vê muitas oportunidades no Sul

Das 64 novas lojas abertas no ano passado, 50 ficam na região

Companhia tem atuação em mais de 400 cidades distribuídas nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

A Lojas Quero-Quero inaugurou 64 novas lojas durante o ano de 2022. Com isso, a companhia atingiu a marca de 529 unidades em operação, sendo 294 no estado do Rio Grande do Sul, 130 no Paraná, 85 em Santa Catarina, 11 em São Paulo e 9 no Mato Grosso do Sul. São mais de 400 cidades no país com presença da rede. No último ano foram inauguradas 7 novas lojas em São Paulo, 7 no Mato Grosso do Sul, 36 no Paraná, 10 em Santa Catarina e 4 no Rio Grande do Sul. A estratégia da companhia segue com a expansão principalmente em cidades pequenas e médias, proporcionando o acesso a produtos que antes encontrariam apenas em home center de cidades grandes.

A abertura da unidade em Nova Andradina (MS), no terceiro trimestre, foi um marco para a rede que se tornou a primeira varejista do mercado de casa & construção com 500 lojas no país, evidenciando não só o seu crescimento, mas as diversas oportunidades para o futuro, que ultrapassam as fronteiras da região Sul do Brasil.

Peter Furukawa, CEO da Lojas Quero-Quero, celebra o crescimento da rede no último ano. “Para mim, é motivo de orgulho termos inaugurado 64 novas lojas. Mesmo com um cenário macroeconômico mais difícil e desafiador, seguimos com a nossa estratégia de crescimento desenhada ao longo dos últimos anos, nos adaptando quando necessário, e sem perder o foco no longo prazo”, destaca. “Ainda vemos muitas oportunidades para abrir novas lojas na região Sul e também nos estados de MS e SP, nos quais entramos nos últimos anos”, afirma Furukawa.

Das 64 novas lojas abertas no ano passado, 50 ficam na região

Grupo Arezzo adquire calçadista gaúcha Vicenza

Negociação foi feita por R$ 173 milhões

A empresa de Igrejinha (RS) atua há mais de 30 anos no mercado de calçados e bolsas

O Grupo Arezzo comunicou nesta terça-feira (17) que comprou a calçadista gaúcha Vicenza por cerca de R$ 173 milhões. A empresa de Igrejinha (RS) atua há mais de 30 anos no mercado de calçados e bolsas. Sua produção está presente em mais de 700 lojas multimarcas no Brasil e em países como Itália, França, Portugal, Rússia e Estados Unidos.

“A aquisição da Vicenza faz parte de uma estratégia de ampliar negócios no setor de moda e varejo, com o crescimento e expansão do mercado de calçados das classes sociais A e B”, relata a Arezzo em seu comunicado. A Arezzo pagará 60% em dinheiro e o restante por meio de ações da companhia. Nos últimos anos, a Arezzo comprou o grupo Reserva e as marcas Carol Bassi, My Shoes, Baw Clothing e o brechó Troc. Ela também detém grifes como Schutz, Anacapri e é responsável pela produção da Vans no Brasil.

Negociação foi feita por R$ 173 milhões

Lifar moderniza fábrica para atender demanda por marca própria

Laboratório do Grupo Panvel fornece para empresas de 12 estados do Brasil e do exterior

Empresa tem cerca de 460 fórmulas ativas no portfólio

O Laboratório Lifar pretende expandir sua produção em 2023 para ampliar o atendimento à indústria farmacêutica a partir da modernização da fábrica, localizada em Porto Alegre (RS), e da tecnologia para garantir aumento de produtividade. Com cerca de 460 fórmulas ativas no portfólio, atende empresas de 12 estados brasileiros e do exterior. O laboratório faz parte do Grupo Panvel, um dos principais do setor farmacêutico no país.

“Durante muito tempo investimos em versatilidade e montamos uma estrutura fabril que nos permite desenvolver uma série de produtos e embalagens. A demanda de fornecimento à indústria tem aumentado e temos potencial para crescer nesse caminho”, afirma o diretor executivo de operações do Grupo Panvel, Roberto Coimbra. Um estudo da Nielsen encomendado pela Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro) mostra crescimento de valor de marca própria na média global de 3,5%. Na América Latina, essa alta é de 27,4%.

“Essa tendência de crescimento é mundial e as empresas têm uma grande oportunidade de potencializar suas marcas. O Lifar acompanha esse movimento e está preparado para atender novos projetos, tanto no segmento da indústria de dermocosméticos como no varejo farma, varejo cosmético ou varejo com foco em moda”, ressalta Coimbra. Entre os clientes do Lifar estão grandes marcas do setor, como a Rede D1000 e Drogaria Araujo (que já teve 28 itens desenvolvidos pela Lifar para a sua linha Mió).

Um dos grandes pontos fortes do laboratório é ser uma indústria com expertise de varejo, destaca o gerente executivo do Laboratório Lifar, Anderson Moraes. “Ajudamos nossos clientes na escolha do seu portfólio, trabalhando assessoria de marca alinhada à estratégia da empresa ou da indústria, definindo itens com maior oportunidade de performance no ponto de venda”, explica Moraes. Essa consultoria pode resultar em mudança na variedade e na quantidade de produtos inicialmente demandada pelo cliente, e ele garante que é assertiva para o negócio.

Segundo o gerente, muitas vezes a marca se consolida com um mix inicialmente mais enxuto e cria espaço para crescer com mais força junto aos seus consumidores, inclusive com um número de produtos maior do que o planejado no início da jornada. Um exemplo foi para a marca Número 21, da rede de farmácias D1000, uma linha de produtos de maquiagem, skincare e proteção solar lançada em 2014 e que já conta com 18 mil seguidores no Instagram. O Lifar é parceiro desde a construção da marca.

Laboratório do Grupo Panvel fornece para empresas de 12 estados do Brasil e do exterior

Gerdau prorroga inscrições para programa de estágio no Rio Grande do Sul

Nova edição do G.Start tem 21 vagas voltadas para mulheres

O processo seletivo inclui inscrição online, dinâmicas e entrevistas individuais, com o início do estágio previsto para março de 2023

As inscrições para o G.Start, programa de estágio da Gerdau, foram prorrogadas até o dia 28 de dezembro. Nesta edição, são mais de 21 vagas para as cidades de Sapucaia do Sul e Charqueadas voltadas para estudantes universitários. E há vagas priorizadas para mulheres e pessoas autodeclaradas pardas ou pretas. As inscrições para o programa podem ser feitas pelo site. Estão aptos a participar do processo seletivo estudantes dos cursos de engenharias, administração, sistema de informação, gestão de recursos humanos, psicologia, ciencias contábeis, administração, economia, TI, ciência da computação, serviço social, marketing e áreas correlatas nas modalidades presencial ou EAD, com previsão de formatura a partir de junho de 2024. O processo seletivo inclui inscrição online, dinâmicas e entrevistas individuais, com o início do estágio previsto para março de 2023.

“Por meio do G.Start, queremos contribuir com o desenvolvimento humano e a cultura de inovação, valorizando também o trabalho em equipe, a segurança e a sustentabilidade em todos os aspectos das nossas atividades. Na Gerdau, promovemos a criação de um ambiente diverso e inclusivo, empoderando e gerando oportunidades para todas as pessoas. E estamos em busca de estudantes com vontade de aprender, se desenvolver e colaborar com a construção da Gerdau do futuro”, afirma Flávia Nardon, diretora global de pessoas e responsabilidade social.

Criado em 2018 como uma nova fase dos programas de formação da Gerdau, o G.Start já contou com a participação de mais de 2 mil estudantes. Os candidatos e candidatas selecionados vão aprimorar o conhecimento técnico por meio de uma trilha de aprendizagem robusta, com ações práticas, troca de experiências e capacitações formais, complementares a formação acadêmica. O objetivo é desenvolver futuros líderes, capazes de propor soluções simples e ágeis, e que trabalhem de forma colaborativa para responder aos desafios de um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico. A Gerdau oferece aos estudantes contratados pelo programa G.Start bolsa-auxílio, assistência médica e auxílio medicamento, assistência odontológica, telemedicina, vale-refeição ou refeitório (de acordo com a localidade), vale-transporte ou fretado (de acordo com a localidade).

Nova edição do G.Start tem 21 vagas voltadas para mulheres

Mais de 70% dos profissionais pretendem mudar de emprego em 2023

Busca por flexibilização e equilíbrio entre vida pessoal e profissional torna colaboradores mais exigentes em relação aos seus postos de trabalho

Esse relatório está em consonância com fenômenos recentes das grandes demissões e do quiet quitting, que trazem um número elevado de profissionais que desejam mudar de emprego nos próximos meses

De acordo com pesquisa do site de recrutamento Empregos.com.br, três em cada quatro trabalhadores têm a intenção de encontrar novos postos de trabalho. Esse relatório está em consonância com fenômenos recentes das grandes demissões e do quiet quitting, que trazem um número elevado de profissionais que desejam mudar de emprego nos próximos meses. Segundo a pesquisa 81% dos entrevistados estão insatisfeitos com os empregos atuais. Para o escritor Uranio Bonoldi, especialista em carreira e negócios, há um movimento crescente na busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional que explica o atual momento do mercado de trabalho.

“Essa tensão já vinha desde antes da pandemia, quando se discutiu intensamente a questão do burnout. As pessoas estão mais conscientes dos riscos de esgotamento mental e físico que o trabalho pode causar”, diz. Já com o isolamento social e outros aspectos emocionais, cresceu o número de pessoas a reavaliar suas carreiras, identificando aquilo que as incomodavam e precisaria ser mudado. Bonoldi observa que os trabalhadores agora rejeitam com mais veemência empregos onde não sintam que seus esforços sejam devidamente recompensados. “Não vale a pena sacrificar tempo e energia com empresas que não proporcionam a valorização do colaborador de forma proporcional ao seu empenho e desempenho”, diz.

E isso poderá se tornar um problema para o mercado. Um estudo deste ano da consultoria Deloitte aponta que, em um futuro próximo, as empresas terão mais dificuldades para encontrar mão de obra qualificada. “Isso vale especialmente para postos de trabalho que têm maiores responsabilidades, que exigem maior grau de expertise, e cujos trabalhadores muitas vezes têm liberdade de optar por passar um período sem trabalhar até encontrarem algo que esteja à altura de suas expectativas. Sem esses profissionais, as empresas terão mais dificuldade para executar seus projetos e atingir metas”, pontua o escritor.

Uranio Bonoldi, assim, aposta que a flexibilidade no trabalho, aliado à valorização bem balanceada e justa do colaborador, deverão ser os fatores que mais irão atrair profissionais de alto desempenho. “Acredito que, nos próximos anos, o desafio será fazer com que as empresas encontrem formas de flexibilizar o trabalho de acordo com suas áreas de atuação, garantindo o máximo de resultados sem que isso implique no esgotamento dos profissionais. Também é necessário pensar nas políticas de retenção para garantir que os melhores colaboradores permaneçam nas companhias. Assim, é possível um mercado de trabalho onde todos de fato saem ganhando e a real colaboração entre as partes floresça”, finaliza.

Busca por flexibilização e equilíbrio entre vida pessoal e profissional torna colaboradores mais exigentes em relação aos seus postos de trabalho