Archives Janeiro 2023

Enfim, chegou minha vez

Por diversas vezes em minha vida, partilhei da ideia de que o profissional sábio tem o discernimento do momento exato de parar. Agora farei isso

A partir de agora, vou iniciar uma nova fase de minha vida. Seguirei em minha empresa, a De Bernt, porém de forma mais leve e sem uma rotina que possa travar agendas. A você, leitor, o meu muito obrigado por todo o apoio, carinho e respeito.

Você já parou para pensar em quantas decisões você toma diariamente em sua vida? Sim, a todo momento estamos decidindo algo. Sejam elas pequenas ou não, estamos sempre optando por uma coisa ou outra. Do simples ato de escovar os dentes pela manhã ou não. De escolher um caminho alternativo para o trabalho ou fazer o de sempre, de comer carne bovina ou um peixe no almoço e por aí vai.

Porém, a vida também vai nos exigir, de tempos em tempos, que tomemos decisões difíceis que podem mudar o curso de nossas existências ou até mesmo de outras pessoas, como a venda de um imóvel, o fechamento de uma empresa, fazer um pedido de casamento, trocar de emprego, pedir demissão, desligar alguém de uma equipe, entre outras situações. Independentemente do grau de dificuldade, as decisões fazem parte de nossas vidas. Não tem como fugir delas. Não decidir por algo, afinal, também é uma decisão.

No mundo corporativo, vejo que o sucesso de profissionais tem muita relação com as decisões assertivas que essas pessoas tomam em seu dia a dia de trabalho, somadas ao aprendizado que conseguem extrair quando erram.

Não devemos ter medo de decidir por algo. O que devemos tentar exercitar é olhar para o cenário e para as consequências de curto, médio e, às vezes, a longo prazo. O bom do mundo do trabalho, por exemplo, é que em muitos casos podemos ser mais assertivos à medida em que planejamos nossas ações.

O planejar, somado ao fato de ter experiência técnica e conhecimentos gerais, nos faz profissionais mais aptos a tomar decisões que melhor se encaixam em determinados cenários. Quando nos posicionamos, amadurecemos. Decidir nos deixa mais leves.

E agora chegou a minha vez de tomar uma decisão. Por diversas vezes em minha carreira, partilhei da ideia de que o profissional sábio tem o discernimento do momento exato de parar, ou melhor, fazer uma seleção daquilo que se pode deixar de fazer para que outras pessoas possam seguir o legado. Em quase quatro décadas de atuação na área de gestão de pessoas, aprendi muito. Creio que contribuí muito também, e isso foi magnifico. E foi por meio da audiência de vocês, que prestigiaram minhas colunas, que pude partilhar essa deliciosa viagem que é trabalhar com o desenvolvimento de pessoas.

A partir de agora, vou iniciar uma nova fase de minha vida. Seguirei em minha empresa, a De Bernt, porém de forma mais leve e sem uma rotina que possa travar agendas. A você, leitor, o meu muito obrigado por todo o apoio, carinho e respeito.

Foi um prazer dividir conhecimento e aprender a cada dia com o público deste espaço no Portal AMANHÃ, assim como na coluna da edição impressa de AMANHÃ, onde pude ter contato permanente com todos vocês, recebendo feedbacks constantes sobre os temas que abordava semanalmente.

Recebam também de mim o mesmo respeito e carinho. Um forte abraço.

Por diversas vezes em minha vida, partilhei da ideia de que o profissional sábio tem o discernimento do momento exato de parar. Agora farei isso

Projeto incentiva a inclusão de mulheres em conselhos empresariais

O programa + Mulheres na Governança encerrou a primeira fase em Curitiba

A segunda fase do Programa + Mulheres na Governança será dividida em oito encontros, sendo quatro presenciais e quatro virtuais, com início em março de 2023 e as expectativas são altas

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada em 2021 mostram que 51% da população brasileira é composta por mulheres. Porém, por mais que sejam a maioria no país e responsáveis pelas decisões de consumo, as mulheres ainda são minoria em cargos de governança e liderança nas empresas. Uma pesquisa realizada pelo Women Corporate Directors Foundation (WCD), entre 2021 e 2022, mostra que o número de mulheres nos conselhos de administração no Brasil saiu de 124 para 133, o que representa um crescimento de apenas 7%. Com o objetivo de despertar e incentivar as mulheres a buscarem esses espaços, um grupo de oito mulheres, integrantes do Grupo MEX Brasil – Espaço Mulheres Executivas, desenvolveu o Programa + Mulheres na Governança (+MG), em Curitiba.

A primeira fase do programa, realizada durante o ano de 2022, foi intitulada Despertar e foi dividida em cinco encontros. Em cada encontro, as mais de 50 participantes puderam assistir palestras, foram mentoradas por grandes nomes que são referência em governança no país, conheceram histórias motivadoras e fizeram network. No Encontro 5, o último desta primeira fase, o tema abordado foi o papel do conselho e do conselheiro. O executivo André Coji, conselheiro de várias empresas importantes brasileiras, falou sobre o papel do conselho de administração e o papel do conselheiro, destacou que a ética é extremamente importante para quem deseja ocupar um cargo tão importante dentro das empresas e a importância do conceito ESG.

“É necessário saber se expressar sem saber utilizar expressões racistas e preconceituosas que muitas vezes estão presentes no dia a dia. É extremamente importante sermos melhores a cada dia, pois precisamos nos preocupar com o futuro próximo, não distante. O papel do conselheiro é ajudar a levantar pontos necessários para a atividade da empresa, muitas vezes dosando a ansiedade do controlador e que funciona até como um controller e um crítico do dia a dia, pois representa o interesse de todos os sócios e não de uma minoria.”

Outros assuntos também foram abordados no Encontro 5 do +MG por palestrantes convidados. O Fundador e CEO do Grupo PRO (Propósito/Transearch), André Caldeira, falou sobre a importância de desenvolver soft skills necessárias para crescer em posições de conselho. “Apenas 39% das mulheres ocupam cargos de liderança nas 500 primeiras empresas do país. Além disso, apenas 4,7% dos cargos de liderança nessas empresas são ocupados por pessoas negras. Os homens avançaram porque tinha alguém que cuidava dos filhos em casa, por isso é preciso que sejamos resilientes e nos conectarmos com outras mulheres, pois sozinhas não mudamos nada, é preciso um par para olhar e falar: essa dor eu também tenho, vamos seguir em frente juntas”, diz a advogada, conselheira consultiva e ativista social Mariana Ferreira dos Santos

Despertar e fortalecer
Segundo a pesquisa Brasil Board Index 2021, realizada pela Spencer Stuart, as mulheres ocuparam somente 14,3% das cadeiras dos conselhos de administração no Brasil. Insatisfeitas com todos esses indicadores apresentados, oito mulheres executivas criaram um comitê e desenvolveram o Programa + Mulheres na Governança, dividido em duas etapas: a primeira intitulada Despertar e a segunda Fortalecer.

Uma das integrantes do comitê é a gerente regional de projetos na área de compras da Renault, Márcia Zazula, que destaca as possibilidades que o +MG oferece para que as participantes obtenham óticas diferentes de diversos assuntos ligados à questão de governança e liderança. “Temos um público bem diverso, são pessoas da área jurídica, financeira, de operação de empresas privadas, familiares, multinacionais, e acho que trazer temas e casos práticos diversos ajuda a entender momentos que vivemos no dia a dia e traz maturidade profissional”, afirma.

Além de todo conhecimento adquirido, as participantes também puderam fazer network com os palestrantes que são referências e experts no mercado e com as outras mulheres e participaram de diversos momentos. “É importante darmos visibilidade aos grupos de minoria e esses momentos são muito importantes para as mulheres fortalecerem conexões umas com as outras. Nos almoços que são feitos depois dos encontros temos mais interação e a quantidade e a qualidade de trocas de informações são riquíssimas e todas saem muito fortalecidas”, enfatiza Márcia.

Quem também integra o comitê das oito mulheres é a empresária gaúcha, mentora de carreiras e diretora da Região Sul da Lee Hecht Harrison, Rose Russowski, que avalia a primeira fase do programa como excelente, pois superou suas expectativas. “Entendo que essa fase Despertar provocou o interesse de trazer conteúdos e convidar essas mulheres a pensarem como elas podem ocupar de fato mais espaços. Conseguimos juntar um grupo de mulheres de altíssimo nível técnico, executivo e estratégico e convidar palestrantes incríveis que abordaram temas e discussões de forma muito estratégica”, acredita Rose, quem mensalmente se desloca do Rio Grande do Sul, onde reside, para participar dos encontros do +MG.

O Programa + Mulheres na Governança contribui ainda para aumentar a confiança das mulheres em ocupar espaços de Governança, que, como dito anteriormente, é um espaço que em sua maioria é ocupado por homens. “A metodologia do programa foi pensada de forma a apresentar qual é o papel de conselheiros e governança e todas as participantes se viram fazendo exercício e pensando se tinham condições, perfil, se estavam mais preparadas do que imaginavam. De alguma forma todas saíram mais autoconfiantes e talvez com a sensação de maior poder e prontidão para ocupar esses espaços”, acrescenta Rose.

A segunda fase do Programa + Mulheres na Governança será dividida em oito encontros, sendo quatro presenciais e quatro virtuais, com início em março de 2023 e as expectativas são altas. “Na segunda fase queremos trabalhar e fortalecer as soft skills das participantes. A formação por si só não garante que vamos mudar algo nos indicadores, mas para que tenhamos mulheres preparadas para fazer essa transformação é necessário fortalecer nelas as habilidades necessárias para estarem dentro das governanças das empresas”, finaliza Márcia.

O programa + Mulheres na Governança encerrou a primeira fase em Curitiba

Um curso para especializar compradores

Primeira certificação para o segmento foi lançado pelo CIEC, mais importante hub de compras B2B do Brasil

A especialização dos compradores tem impacto direto na rentabilidade de uma empresa, mas nem sempre merece a mesma atenção das instituições de ensino

Quando o assunto é venda, não faltam no mercado bons cursos para aperfeiçoar as técnicas de quem tem a missão de ampliar a carteira de clientes. Essa máxima não se repete com a mesma facilidade para as compras. A especialização dos compradores tem impacto direto na rentabilidade de uma empresa, mas nem sempre merece a mesma atenção das instituições de ensino. A primeira certificação sobre o tema, com reconhecimento internacional e adaptação à realidade brasileira, é oferecida pelo Centro Internacional de Estudos em Compras (CIEC), nascido na FEA/USP e já posicionado como o mais importante hub de compras B2B do Brasil.

A certificação BRevi2 é fornecida após um curso com 192 horas de estudos e tem como base o modelo Nevi, já testado e aprovado na Europa, com cerca de 1 mil diplomas concedidos. “No Brasil, a área de compras não tem recebido a devida atenção das universidades, das escolas de negócios e das publicações. Queremos mudar isso”, diz Fábio Cerquinho, diretor executivo do CIEC.

“Começando pelas pessoas e investindo na formação de excelência, podemos alcançar altos níveis de negociação na área de compras e suprimentos. Pela experiência na Europa, sabemos que a certificação gera valor para a organizações”, afirma Holger Schiele, professor da University of Twente, na Holanda e diretor de certificação e de relações internacionais do CIEC. As etapas para seleção dos participantes da primeira turma do curso para a certificação BRevi 2 incluem preenchimento de formulário, apresentação de currículo, entrevista e apreciação do comitê. O investimento é aproximadamente R$ 32 mil. Saiba mais aqui.

Primeira certificação para o segmento foi lançado pelo CIEC, mais importante hub de compras B2B do Brasil