Archives 2022

Shoppings apostam em experiências presenciais para o Dia dos Namorados

Em Curitiba, centros de compras também seduzem os casais com carros, vinhos e chocolates

O Shopping Estação e a Serra Verde Express fecharam parceria para oferecer um passeio de trem ao pôr do sol, pela Serra do Mar, que será vendido pela metade do preço via assistente de compras do shopping

É grande a aposta econômica no primeiro Dia dos Namorados sem as severas restrições de convívio social impostas pela pandemia da Covid-19. A intenção de compras aparece em uma pesquisa da MindMiners segundo a qual 72% dos entrevistados pretendem comemorar o Dia dos Namorados em 2022. O percentual está acima do registrado no ano passado, de 58%. Grandes catalisadores da atenção do consumidor, os shopping centers investiram em campanhas com prêmios e sorteios, e alguns deles, em Curitiba, estão apostando em comemorações presenciais, para tirar os enamorados de casa.

O Shopping Estação e a Serra Verde Express fecharam parceria para oferecer um passeio de trem ao pôr do sol, pela Serra do Mar, que será vendido pela metade do preço via assistente de compras do shopping. A viagem pode ser feita do dia 3 ao dia 12 de junho. O passeio sai de Curitiba e os passageiros vão de van ou ônibus pela charmosa Estrada da Graciosa até Morretes. Ao chegar na cidade, é possível passear pela cidade, cujo casario está em conservado, e aproveitar a gastronomia típica local. A volta aproveita o cair da tarde para que os viajantes possam apreciar a paisagem da Serra do Mar paranaense e descobrir os encantos da maior área contínua de Mata Atlântica do Brasil é única. A viagem termina com o pôr do sol no Planalto de Curitiba.

Outra parceria reúne o Shopping Mueller e a Pinó, que promove um dos festivais gastronômicos mais tradicionais da cidade. Como resultado, nasceu o Festival Mueller Bom Gourmet, que mobiliza 21 restaurantes e cafés do shopping durante o mês de junho. O charme da promoção fica por conta dos 10 iglus de madeira construídos no rooftop do shopping, de onde os visitantes podem apreciar a vista da cidade, abrigados do frio e da chuva, enquanto degustam os pratos do festival. A instagramável passarela do Shopping Mueller mais uma vez entra no clima, decorada como uma autêntica estação de metrô londrino. Dentro do shopping, a simulação de uma clássica cabine telefônica londrina integra o cenário, juntamente com um painel com imagem da ponte em frente à London Eye, a roda gigante de Londres. Quem optar por comprar o presente de Dia dos Namorados no Shopping Mueller, também pode concorrer ao sorteio de duas viagens para Londres, para 2 pessoas cada uma delas. Cada R$ 500 em compras dá direito a um cupom para concorrer.

Carros, vinhos, tecnologia e chocolates
O ParkShoppingBarigüi planejou uma promoção em que a cada R$ 300 em compras os clientes ganham um número da sorte para concorrer a um Toyota Corolla Altis Hybrid. Além disso, com R$ 600 em compras o cliente ganha uma caixa com três vinhos da Lovin’Wine, marca gaúcha de vinhos premium em lata. Para garantir a caixa da Lovin’, composta por três latas de vinho branco, tinto e rosé frisante, basta realizar compras nas lojas e quiosques participantes e cadastrar suas notas fiscais no super app Multi. O cadastro será realizado exclusivamente via aplicativo. Cada cliente tem direito a uma caixa por CPF e a promoção é válida enquanto durarem os estoques.

Um carro também é a aposta do Shopping Palladium Curitiba, que vai sortear um Tiggo 5X PRO. Na promoção compre e concorra, cada R$ 200 em compras vale um cupom para concorrer ao carro zero quilômetro. Já na campanha compre e ganhe, a cada R$ 500 em notas fiscais o cliente ganha de presente um ‘Kit Popcorn Love’ exclusivo, contendo uma almofada, dois copos (disponível em três cores distintas) e um balde de pipocas.

Em seu primeiro Dia dos Namorados, o novíssimo Park Shopping Boulevard vai sortear R$ 30 mil em prêmios. Cada R$ 50 em compras nas lojas participantes dá direito a um cupom para participar dos sorteios de quatro vales-compra de R$ 5 mil cada, dois vales-viagem da operadora de turismo CVC, no valor de R$4 mil cada, e sete vouchers de seis meses de matrícula na academia PH.d Sports, com direito a acompanhante. Os vales-compra são exclusivos para utilização nas lojas participantes da promoção e os pacotes turísticos têm uma sugestão de roteiro previamente montado, com quatro noites de hospedagem em Gramado, na Serra Gaúcha, em hotel selecionado pela operadora de turismo, com direito a acompanhante.

O ritmo é de Amor meu Grande Amor no Shopping Jardim das Américas. O tema começou no Dia das Mães e abraça o Dia dos Namorados, valendo cupons a cada R$ 200,00 em compras. Com eles, os clientes concorrem a sorteios de prêmios em dinheiro, que variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Já no Shopping Curitiba, uma campanha de compre e ganhe para o Dia dos Namorados vale um doce de leite Havanna a cada R$ 500 em compras.

O Ventura Shopping promove a campanha Dia dos Namorados 2022 inspirada no conceito ‘Ofertas de amigo para você economizar no presente do seu amor’. Até o dia 12, lojas do empreendimento oferecerão aos clientes grande variedade de opções de presentes a preços acessíveis e com vantajosos descontos. Para deixar a comemoração mais romântica, o Ventura está preparando atrações exclusivas com música ao vivo e espaço instagramável para os casais apaixonados registrarem seus momentos.

No Jockey Plaza Shopping a campanha está de olho nos casais que também são amantes de tecnologia. A cada R$300 em compras, os clientes ganham um cupom para concorrer a kits de smartphone de última geração + smart watch + fones sem fio. Os apaixonados poderão decidir se são team Apple ou Samsung, depositando o cupom na urna de cada marca. Serão sorteados oito kits com três eletrônicos em cada, sendo quatro kits de cada marca.

Em Curitiba, centros de compras também seduzem os casais com carros, vinhos e chocolates

Alta de matérias-primas atinge indústrias de modo inesperado

O resultado coincide com o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia em março

Em cinco setores, o aumento generalizado dos preços nacionais surpreendeu mais de 80% das empresas

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quarta-feira (1) revela que a alta dos preços de insumos e de matérias-primas atingiu o setor industrial de modo inesperado em março. Segundo o levantamento, o aumento dos custos de insumos e matérias-primas nacionais superou as expectativas de 71% das empresas, na indústria extrativa e de transformação, e de 73% no caso específico da indústria da construção civil.

Segundo a CNI, 58% das empresas na indústria extrativa e de transformação e 68% na construção relataram aumento de preços de insumos importados acima do esperado. Para a confederação, o resultado coincide com o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que agravou a desestruturação das cadeias de suprimento. Como consequência, além dos atrasos e interrupções no fornecimento de insumos, também houve elevação de preços.

“Em cinco setores, o aumento generalizado dos preços nacionais surpreendeu mais de 80% das empresas. São eles: produtos de borracha, biocombustíveis, metalurgia e veículos automotores e produtos de limpeza. A alta de custos nos insumos importados superou as expectativas de 100% das empresas de biocombustíveis, de 94% das indústrias de produtos de borracha, de 75% do setor de impressão e 73% da indústria química”, informou a CNI.

De acordo com a pesquisa, o cenário de atrasos nas cadeias de suprimentos gerou uma reconfiguração na produção das indústrias brasileiras, especialmente nas que dependem de insumos importados, com reflexos em 40% da indústria geral (extrativa e de transformação) e 54% da indústria da construção. Essas indústrias tiveram de mudar a estratégia de aquisição de insumos e matérias-primas e buscar fornecedores no Brasil.

Entre as empresas que já compram no Brasil, 43% da indústria geral (extrativa e de transformação) e 50% da indústria da construção afirmam que buscam outros fornecedores no país. A parcela de empresas nacionais que busca fornecedores alternativos fora do país é de 18% na indústria extrativa e de transformação e de 3% na construção civil.

O levantamento mostra que a proporção de empresas na indústria extrativa e de transformação que preveem normalização da oferta de insumos e matérias-primas, ainda em 2022, é de 39%. O percentual de empresas da indústria geral e da construção que esperam normalização apenas em 2023 é de 25%, de 36% para produtos nacionais e 31% e 45% para importados.

Com Agência Brasil

O resultado coincide com o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia em março

O fim da instituição “de ensino”

Painel realizado no Grupo +A Educação projeta uma realidade de mudanças profundas para professores, escolas e universidades

O número de brasileiros que ingressou em cursos de graduação a distância superou, pela primeira vez, o total de estudantes matriculados na modalidade presencial

Era o Dia da Educação, 28 de abril, e a +A Educação, que já foi Artmed, decidiu montar em sua nova sede, em Porto Alegre, uma grande mesa oval para ouvir especialistas, ali mesmo ou via teleconferência, e colocá-los a interagir com jornalistas brasileiros. O que se descreve a partir de agora pode ser resumido em algo como “duas horas de virar a cabeça”, especialmente para educadores e instituições que, aberta ou discretamente, ainda rejeitam modernidades que não fizeram parte do ambiente em que construíram sua jornada de excelência.

Os fatos, contudo, se impõem. O número de brasileiros que ingressou em cursos de graduação a distância superou, pela primeira vez, o total de estudantes matriculados na modalidade presencial. “Acadêmicos, docentes, alunos, perceberam a importância da educação híbrida”, atesta o CEO da +A Educação, Celso Kiperman. Mas ele próprio reconhece que este processo que combina o melhor dos mundos – a interação de aulas presenciais e a flexibilidade do online – poderia ter avançado bem mais rápido, e há muito tempo. “Nós, que atuamos há mais de dez anos com educação mediada por tecnologia, percebíamos que a comunidade acadêmica via esta modalidade como uma educação de segunda categoria, mas a pandemia fez com que este ´patinho feio´ fosse o grande salvador das atividades educacionais e a partir de agora notamos um uso muito mais efetivo, e até criativo, das tecnologias”, compara Celso.

Adriane Kiperman, diretora editorial da +A, concorda com o irmão na crença de que, agora, a coisa vai e o ensino híbrido tende a deslanchar. Mas ao abrir o seminário em que atuou como mediadora, ela deixou um pé atrás. “A educação estava pedindo por inovação e a pandemia apenas empurrou a porta e virou a chave da educação meio a fórceps para que todas as tecnologias que há muito tempo estavam disponíveis aportassem subitamente na sala de aula”, disse Adriane, sem esconder uma preocupação com retrocessos. “Agora, com o fim da pandemia e a volta do ensino presencial, temos um temor de que se volte atrás, porque a educação tende a ser muito tradicional e a evitar mudanças”, admite. “Mas o que defendemos é que se dê o passo adiante na transformação digital que é preciso ser feita na educação, e o caminho para isso é o ensino híbrido.”

A transformação digital foi experimentada na própria casa dos Kiperman, que em 2023 vai comemorar 50 anos de uma trajetória contada no livro “Todas as Páginas de Henrique Leão Kiperman”. Henrique varava o interior do Paraná e do Rio Grande do Sul com o porta-malas de seu carro empanturrado de livros médicos. Em 1973, abriu uma pequena livraria no centro de Porto Alegre. Nos anos 1990, tornou-se editor e deu início a um processo de integração gradativa de Celso, e depois Adriane, na editora, ampliando progressivamente o leque de conteúdos de medicina e saúde mental, primeiras especialidades, para educação, administração, e outros segmentos que compõem o espectro de publicações CTP – científicas, técnicas e profissionais. A Artmed Sul já havia se tornado a maior editora fora de Rio e São Paulo quando, em 2003, ingressou no mercado de educação continuada a distância com um sistema de tecnologia, conteúdo e serviços que hoje tem 50 mil assinantes ativos e já formou mais de meio milhão de profissionais da saúde. Em 2010, já com o nome de Grupo A, os Kiperman deram nova guinada ingressando no mercado de Edtechs como distribuidores no Brasil das soluções da norte-americana Blackboard para clientes do porte de Insper e Ibmec. O salto seguinte veio em 2015 com a criação de uma plataforma de conteúdo, a Sagah, que apostou em conceitos e ferramentas como “metodologias ativas”, “sala de aula invertida” e “ensino híbrido”.

Nova cartada foi urdida em 2018, quando Celso vislumbrou um mercado significativo formado por instituições de ensino superior tradicionais, de grande reputação acadêmica, mas com dificuldades para empreender a transformação digital de suas atividades. Ofereceu a elas um pacote que incluía de tecnologia ao treinamento de professores, passando pela captação de alunos e vendas. Foi o início do projeto + Campus. Toda esta reinvenção da companhia atraiu um sócio de peso, o Grupo Itaú, que em 2018 comprou, através de sua gestora Kinea, 40% do negócio hoje repaginado como + A Educação.

“Se me pedissem para dizer o que somos, hoje, diria que somos uma plataforma de conteúdo, tecnologia e serviços que viabiliza a transformação digital de universidades, hospitais, instituições científicas e até de autores”, define Celso. A propósito, ele calcula que, dos lançamentos pioneiros capitaneados pelo pai até as obras multiautorais do serviço de educação continuada oferecido nos dias atuais, a +A já tenha publicado mais de 100 mil autores. “Acho que o conhecimento e a confiança de tantos autores são o nosso mais sólido pilar para seguir em frente.”

E o que vem pela frente foi, precisamente, a questão lançada pela casa no Dia da Educação, com um seminário sobre barreiras e oportunidades para a afirmação de um modelo de educação híbrida no Brasil. Fez parte do programa a apresentação de uma “Edtech Room” para mostrar “novas experiências imersivas” em educação. “Imagine estudantes de medicina participando de uma cirurgia ou futuros engenheiros atuando em canteiros de obras sem sair da sala de aula ou até mesmo de casa”, instigava a nota distribuída pela empresa aos jornalistas. “Isso já é possível com o uso de laboratórios virtuais, objetos de aprendizagem em 3D, vídeos 360 graus, realidade aumentada e recursos que compõem um metaverso para facilitar o processo de aprendizagem.”

A seguir, uma síntese de algumas das percepções que os painelistas apresentaram sobre os rumos da educação.

Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional, autora de Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação
“A gente ainda está em uma fase de alinhamento conceitual sobre ensino híbrido. Para entender o potencial das tecnologias digitais daqui pra frente, vamos considerar, primeiro, a dificuldade de acesso. Sabemos que a tecnologia digital ainda não é para todo mundo, está bem distante de ser. Segundo, muitas instituições, no início da pandemia, começaram a fazer uso da tecnologia digital mas sem uma visão de metodologia ativa, que é o que a gente defende como aposta para um engajamento e para construção de conhecimento. Só levar tecnologia digital para a instituição não é o que irá fazer a diferença. Só fará diferença se [a tecnologia] tiver uma utilização que leve o aluno a construir conhecimento.”

“Vemos que a utilização da tecnologia digital disparou outros gargalos, e um deles é o da avaliação. O pessoal do ensino superior, e também da educação básica, que centrou o uso da tecnologia digital na mera transmissão de aulas, começou a ouvir dos professores questões do tipo “Ah, o meu aluno não abre a câmera. Ah, o meu aluno não participa. Não sei se ele está aprendendo porque eu não o vejo.” Como se olhar para o aluno fosse um instrumento avaliativo, e vê-lo sorrir pudesse indicar que ele está aprendendo. Não é isso. Então, um primeiro gargalo é este: professores e educadores de todos os segmentos e níveis têm dificuldade em coletar evidências de avaliação. E a gente tem várias publicações que trazem esta questão de como é que eu coleto evidências de avaliação.”

“Portanto, eu penso que, daqui para a frente, os desafios serão, além dos técnicos – de ter o recurso, ter conectividade –, saber como é que eu organizo diferentes espaços de aprendizagem. E não vai ser voltando para um algo [modelo exclusivamente presencial) que a gente já sabia que não daria certo. Será preciso olhar para a frente e pensar como é que esses elementos realmente impactam na aprendizagem, porque, como bem disse a Adriane, tecnologia é meio. A inovação na educação deve ser muito mais metodológica do que tecnológica.”

“O resultado brasileiro no PISA deixa claro que a gente desenvolve pouquíssimo a criatividade dos nossos alunos, que muitas vezes não conseguem lidar com certas situações por uma dificuldade de comunicação. E esta é uma das lacunas do modelo atual. Deveríamos trabalhar muito fortemente o desenvolvimento de competências socioemocionais, que são e serão cada vez mais importantes… Mas não vai ser numa aula expositiva que isso vai acontecer. O uso da tecnologia digital é muito importante nesse sentido. Mas o aluno não pode entrar em contato com a tecnologia para ser apenas um consumidor de recursos digitais. Precisamos proporcionar que ele seja cada vez mais um produtor. Ser um “prosumer”, que é o termo para expressar uma relação do aluno com os recursos digitais que é de consumir e de produzir.”

“O ensino híbrido envolve diferentes espaços de aprendizagem e diferentes formas de aprender. Não é só o digital, claro. A presença humana, esse olho-no-olho, a possibilidade de você estar com outras pessoas, isso o digital nunca vai substituir. E o docente precisa entender que o digital não vai substituir o seu trabalho, vai vir somar. Mesma coisa em relação à avaliação do aluno. A plataforma adaptativa vai dar ao professor um monte de dados. Ótimo, agiliza o trabalho do docente. Mas é fundamental a interpretação do humano, que pega esses dados olha para eles, pensa o que vai fazer com eles.”

Vidal Martins, vice-reitor da PUCPR
“O desafio é promover uma mudança cultural na educação. As tecnologias estão aí faz tempo. A própria PUC Paraná, no final dos anos 1990, desenvolveu um ambiente virtual de aprendizagem. Século passado, portanto… Hoje, sabemos que há mais de 180 diferentes tecnologias que estão mapeadas e podem ser utilizadas em diferentes atividades para alcançar diferentes resultados de aprendizagem.”

“Em 2014, começamos na PUC Paraná a trabalhar metodologia para impactar na aprendizagem. A gente até brinca com o fato de que somos chamados de IES, instituições de ensino superior, quando nós deveríamos ser chamados, mesmo, é de instituições de aprendizagem superior, IAS. Porque o foco tem de estar no estudante e na aprendizagem e não no ensino, na transferência de informação. O foco tem de estar na capacidade do estudante de transformar e de construir ensino.”

“Então, além de nos direcionarmos para essa ideia de aprendizagem, passamos a trabalhar por competências, definindo claramente os resultados de aprendizagem que se desejava obter. Que experiências de aprendizagem eu tenho de promover para que o resultado venha? Como é que eu avalio a aprendizagem propriamente dita? E, depois de toda essa sequência, onde entra a tecnologia? Porque tecnologia é meio. Eu devo partir de uma competência que eu quero desenvolver.”

“Para desenvolver tudo isso, criamos um centro de ensino e aprendizagem, um centro de suporte aos professores. O Creare é formado por vários professores que interagem com o que existe de inovador em ensino e aprendizagem no mundo. Estes professores participam de grupos de estudos e eventos relacionados e transferem estas informações para a nossa universidade por meio de núcleos de excelência pedagógica. O que são estes núcleos? São professores nas escolas. E deste modo os avanços no processo de ensino e aprendizagem chegam na ponta, nas escolas. Forma-se uma rede de apoio. Integrantes do Creare e do núcleo de excelência pedagógica meio que adotavam, digamos assim, os professores que estavam em uma fase inicial no desenvolvimento de algumas competências.”

“Desde 2014 a gente faz o desenvolvimento destas novas competências dos professores por meio de formação continuada. Claro que a gente não tem como levar 1.500 professores para fora do país para participar de um evento, mas temos como trazer um evento de nível internacional para dentro da instituição. E a nossa universidade faz isso com frequência, trazendo pessoas muito boas de dentro e de fora do Brasil para fazer esses grandes eventos de nível internacional que nos dão os grandes estímulos de mudança.”

Gustavo Hoffmann, pesquisador em Inovação Acadêmica na Universidade de Harvard
“Muito se tem falado que, passada a pandemia, a educação pode voltar a ser o que era antes. O grande problema é que, antes da pandemia, as coisas não estavam nada bem. No Brasil, a gente faz educação baseada em feeling, “eu acho que…”. Eu gosto muito de educação baseada em evidências e indicadores. Vamos medir o que a gente faz, vamos entender onde e como o aluno aprende mais, fica mais satisfeito, mais engajado. E há alguns números que indicam porque nosso modelo educacional, presencial, expositivo, está falido. Vou trazer alguns números não do setor educacional, mas do mundo do trabalho.”

“Um estudo de 2017 feito pelo Institute for the Future com a Dell estima que 85% dos trabalhos que existirão em 2030 ainda não existem. Ou seja, nós estamos formando alunos para fazerem não sabemos exatamente o quê. Você pode dizer ´Poxa, eu sei o que estou fazendo, estou formando um médico, um engenheiro…´ No entanto, a McKinsei acredita que 60% das profissões que hoje existem já são tecnicamente automatizáveis. Com Inteligência Artificial, Aprendizagem de Máquinas, você já consegue fazer 60% do que as profissões tradicionais fazem. O Lanfo, laboratório da Universidade de Brasília, projeta que 54% dos empregos que hoje existem serão tecnicamente automatizáveis em 2026. E que 79% do que hoje faz um engenheiro, um advogado, um médico, será substituído por inteligência artificial em 2026. Ou seja, as competências que nos trouxeram até aqui não vão nos levar adiante.”

“Em 2019, eu tive uma experiência fantástica na NUS, National University of Singapore, que hoje está em primeiro lugar no ranking da Ásia. Os gestores da NUS colocaram de uma forma muito clara que, hoje, 37% da receita da universidade já vem da vertical que eles chamam de Lifelong Learning [aprendizagem ao longo da vida]. Eles acreditam que cada egresso da NUS vai exercer seis carreiras diferentes ao longo da vida. Não são seis empregos diferentes, não. São seis carreiras. A pessoa vai mudar de profissão seis vezes. Logo, estamos formando profissionais para fazerem não sabemos exatamente o quê.”

“Participei de uma reunião do Banco Mundial, em 2019, em Nova Délhi, na Índia, discutindo o futuro das competências do mundo do trabalho para os próximos anos. E cada vez mais competências comportamentais e socioemocionais vão ser importantes, porque estas dificilmente serão substituídas por inteligência artificial, por aprendizagem de máquina. E as competências técnicas, as hard skills, cada vez mais vão se tornar obsoletas. Então, trabalhar em currículos e metodologias que desenvolvam competências socioemocionais é fundamental para o indivíduo mudar de profissão, mudar de carreira, exercer profissões que, inclusive, ainda não existem.”

“Como juntar tecnologia e metodologias para essa mudança tão necessária? E porque nosso modelo expositivo e de sala de aula tradicional está falido? Existem dois motivos para revisitar o modelo atual. O primeiro é que, hoje, tanto na educação básica como no ensino superior, de 80% a 90% do que acontece dentro de sala de aula é exposição de conteúdo. Como Vidal colocou, é informação, transmissão de conhecimento. A gente sabe muito bem que isso não funciona, pois 15 dias depois de uma aula expositiva os alunos tendem a se lembrar de aproximadamente 20% a 25% do que aquele professor falou. Ou seja, do ponto de vista de aprendizagem, se em duas semanas o aluno esquece de 80% do que viu, imagina um semestre depois, um ano depois….”

“E o segundo motivo, para mim mais relevante ainda, é que cada aluno tem um ritmo individual de aprendizagem. Quando a gente pega 50, 60 alunos e coloca numa mesma sala de aula, e expõe conteúdo no mesmo ritmo para todo mundo, a gente acaba não respeitando essas individualidades inerentes ao processo. Então o acesso a conteúdo, que hoje acontece predominantemente em sala de aula, poderia e deveria acontecer em qualquer hora e em qualquer lugar. Se eu pego esse conteúdo, estruturo, coloco num ambiente virtual de aprendizagem ou numa plataforma adaptativa, eu permito que cada aluno, no seu próprio ritmo, quantas vezes quiser ou precisar, tenha acesso a esse conteúdo. Isso permite que nos momentos presenciais, ou síncronos, dentro de sala de aula ou em ambiente tecnológico que permita interação, esses momentos sejam utilizados para menos exposição e mais aplicação desses conteúdos através de metodologias ativas de aprendizagem.”

“Ou seja, a tecnologia vem para que a sala de aula esteja disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada um e permitindo que momentos presenciais sejam utilizados para mais aplicação. A sala de aula invertida é um excelente modelo para usar a tecnologia e as metodologias em prol de uma educação que, de fato, faça mais sentido, mas existem várias outras formas de usar a tecnologia com esse objetivo de melhorar o engajamento, a aprendizagem e a percepção dos alunos. Acho que a gente já tem tecnologias, já tem metodologias… O que nos falta é iniciativa para fazer uma educação melhor. Voltar ao que era antes da pandemia? Para mim é um grande retrocesso. Não dá. A gente tem uma baita oportunidade de transformar. A gente quebrou cultura, a gente quebrou uma grande resistência que havia de uma forma geral em relação ao uso de tecnologia…. A gente tem o cenário ideal para que essa evolução aconteça. Não vamos deixar voltar ao que era antes. Porque não estava bom. Ao contrário.”

Painel realizado no Grupo +A Educação projeta uma realidade de mudanças profundas para professores, escolas e universidades

Festival Bom Gourmet faz primeira parceria de marca, em edição no Shopping Mueller

Dois nomes tradicionais no ambiente de negócios de Curitiba mobilizam 21 restaurantes no mês de junho


No rooftop do primeiro shopping da capital paranaense, 10 iglus feitos sob medida permitem uma vista panorâmica e protegem os clientes do frio curitibano

No alto do Shopping Mueller, com vista para o Passeio Público e o Centro Histórico de Curitiba, casais enamorados, famílias e grupos de amigos viverão no mês de junho uma experiência gastronômica única em todos os sentidos. Dez charmosos iglus de madeira serão o cenário para o 1º Festival Mueller Bom Gourmet, durante o qual 21 operações gastronômicas do Shopping Mueller servirão menus especiais de almoço, café da tarde e jantar, com preço único — numa operação de grande fôlego para encantar o paladar e todos os sentidos.

A novidade caiu bem no gosto do curitibano, pois as reservas dos jantares estão esgotadas. Mas ainda é possível participar do festival no almoço e no café da tarde, que oferecem três opções de horários. Em poucas horas, foram feitas 632 reservas para o jantar durante o mês, com mais de 1,3 mil menus vendidos. O festival começa nesta quarta-feira, dia 1º de junho e vai até o dia 30.

A ambientação inédita e à prova de frio e chuva é inspirada num restaurante localizado na Tower Bridge, de Londres, que lançou a estética dos iglus para oferecer conforto e proximidade aos clientes. E inédito também é o formato do festival, pela primeira vez realizado em um único local, fruto da parceria entre o Shopping Mueller e a Pinó, empresa que promove duas edições anuais do tradicional Festival Bom Gourmet.

“Teremos um espaço que ofertará algo inédito para os nossos clientes, inspirado na capital inglesa. No mês que é dos namorados, mas também é de todos os encontros, amigos e famílias poderão viver momentos especiais, que ficarão na memória. Reunimos, junto com a Pinó, os melhores especialistas do setor da gastronomia para garantir uma experiência completa e inesquecível”, diz a gerente de marketing do Mueller, Cynthia Maia Batista. Além de toda a área do rooftop, a instagramável passarela do Shopping Mueller vai se tornar uma autêntica estação de metrô londrino, garantindo as melhores fotos e vídeos para os clientes.

Para Andréa Sorgenfrei, head da Pinó, a iniciativa do Shopping Mueller revela ousadia. “Estamos muito felizes e admiramos o Mueller pela coragem de propor algo novo para os curitibanos. A união de duas marcas fortes e tradicionais é motivo de orgulho e também significa muita responsabilidade. Juntos, estamos trabalhando para garantir qualidade e a melhor experiência gastronômica aos clientes.”

O Bom Gourmet tem uma bagagem de 15 edições de festival e, em sua primeira ação de naming rights, emprestou sua marca e empregou essa expertise para desafiar os restaurantes do shopping a criar menus exclusivos para o evento, além de operacionalizar o formato da ação.

Cardápio especial e reservas
Essa é a primeira vez que o Bom Gourmet realiza um festival exclusivo, assinado em conjunto com um parceiro, e apoiado por várias outras empresas que compraram a ideia. O rooftop do Shopping Mueller será o endereço da boa gastronomia em Curitiba durante o mês de junho. Os drinks levam a assinatura do Outback e a carta de vinhos é da Grand Cru, oferecida pelo restaurante Pecorino. Ao todo, 21 operações gastronômicas do Mueller, entre restaurantes e cafés, participam do evento, inclusive redes de fast food que estão adaptando seus serviços e criando menus exclusivos para atender o público do Festival Mueller Bom Gourmet.

No comando da logística do festival estão os chefs de cozinha Agnaldo Monteiro, Kaue Henrique Rodrigues e Larissa Guzzo, que dirigem a escola de gastronomia Inspirar Gourmet. “Fiquei apaixonado pela ideia e pelo desafio proposto. Vamos trabalhar com mais de 20 cozinhas instaladas em pontos diferentes dentro do shopping. Essas operações estão em quatro andares distintos e tudo isso precisa funcionar de maneira simultânea, para que cada iglu receba seus pedidos ao mesmo tempo, como se fosse um serviço único. Para garantir essa eficiência, o Mueller disponibilizou uma cozinha de apoio junto ao rooftop, onde as entradas frias serão refrigeradas. Uma pista quente irá garantir que todos os pratos se mantenham aquecidos até todos os pedidos da mesma mesa ficarem prontos”, descreve Monteiro.

Os clientes poderão contar com opções de menus de restaurantes diferentes, como se estivessem na praça de alimentação, mas com a experiência da alta gastronomia. As opções vão de massas e comida árabe a carnes, frutos do mar, menu vegano e fast food.

Dois nomes tradicionais no ambiente de negócios de Curitiba mobilizam 21 restaurantes no mês de junho

Com Curitiba em segundo, cidades do Sul são destaque em ranking de startups

Região conta com quatro municípios entre os dez melhores para o empreendedorismo inovador 

O Sul conta com quatro cidades entre as dez melhores para o fomento de startups. Curitiba manteve a posição de segunda melhor cidade do Brasil para startups, conforme o Startup Ecosystem Index Report 2022, divulgado nesta terça-feira (31) em evento online global a partir de Israel. O relatório mundial, feito pelo instituto israelense StartupBlink analisa o número de startups, a qualidade delas e o ambiente de negócios. São Paulo ocupa o primeiro lugar no país, mas as cidades do Sul são destaque. Além da vice-liderança da capital paranaense, a lista tem Porto Alegre em quinto, Florianópolis em sexto e Joinville em nono. Maringá (PR) em 18º lugar, Blumenau (SC) na 20ª posição, Londrina (PR) em 21º e São Leopoldo (RS) na 22ª colocação também fazem parte da lista.

Coincidentemente, Curitiba, Joinville, Florianópolis, Porto Alegre e Caxias do Sul firmaram no começo de maio um acordo de cooperação para criar o Tech Road, programa de atração de investimentos em tecnologia e inovação para as cidades do Sul, como anunciou o Portal AMANHÃ. “O relatório comprova que o Sul do Brasil é uma potência em inovação, tecnologia e nova economia. Temos um cenário muito promissor para startups e queremos alavancar ainda mais a região, com nossos ecossistemas trabalhando em parcerias como o Tech Road”, destaca Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

A StartupBlink é um centro de pesquisa referência internacional que faz o mapeamento em 1 mil cidades em 100 países, avaliando os ecossistemas de inovação para startups em todo o mundo em quesitos como ambiente de inovação, de negócios e qualidade das empresas de tecnologia. No ranking mundial São Paulo ocupa a 16ª posição. Curitiba ficou na 141ª neste ano, melhorando três lugares em relação ao ano passado.

O ecossistema de startups de Curitiba se destaca, segundo o estudo internacional, em segmentos como comércio eletrônico/varejo, transportes, hardware e Internet das Coisas (IoT). As startups Contabilizei, uma plataforma de contabilidade e gestão empresarial, e Leadlovers, de marketing digital, são apontadas como notáveis. Curitiba também é mencionada como berço de unicórnios, as startups avaliadas em 1 bilhão de dólares.

Os três unicórnios brasileiros fora de São Paulo estão em Curitiba. O Ebanx é líder em serviços de processamento de pagamentos de compras; o MadeiraMadeira é a maior plataforma de produtos para casa da América Latina; e o Olist oferece serviços de e-commerce para colocar pequenos vendedores em grandes vitrines on-line. O relatório também destaca como referências nacionais MadeiraMadeira, Contabilizei e Contraktor, startup curitibana que criou uma plataforma digital para negociação de contratos.

O Startup Ecosystem Index Report faz o ranking dos melhores ecossistemas para startups a partir de algoritmos que analisam dezenas de milhares de dados em startups, aceleradoras e espaços de coworking listados no mapa do ecossistema de inicialização global StartupBlink, bem como dados recebidos dos parceiros globais, como Crunchbase, Semrush, Meetup, Coworker e FindAble. Por fim, o StartupBlink aproveita os dados coletados de mais de 50 mil membros em toda a comunidade Global StartupBlink. A Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação é parceira institucional da StartupBlink e colabora com o levantamento. Durante a live de divulgação nesta terça, o diretor técnico da Agência, Paulo Krauss, apresentou o ecossistema Vale do Pinhão.

Região conta com quatro municípios entre os dez melhores para o empreendedorismo inovador 

Setor público tem superávit primário de R$ 38,9 bilhões em abril

O governo central apresentou superávit R$ 29,6 bilhões

Nos últimos 12 meses, as contas públicas apresentam resultado positivo de R$ 137,4 bilhões, o equivalente a 1,5% do PIB

O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 38,9 bilhões em abril, informou o Banco Central. Nos últimos 12 meses, as contas públicas apresentam resultado positivo de R$ 137,4 bilhões, o equivalente a 1,5% do PIB. O setor público consolidado é composto por governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), estados, municípios e empresas estatais (exceto Petrobras, Eletrobras e bancos públicos). Desses, apenas as empresas estatais apresentaram déficit em abril (R$ 1 bilhão).

O governo central apresentou superávit R$ 29,6 bilhões em abril, enquanto o resultado dos governos regionais no mês foi positivo em R$ 10,2 bilhões, segundo o relatório de estatísticas fiscais do BC. Nos quatro primeiros meses do ano, o superávit primário acumulado é de R$ 148,4 bilhões. No mesmo período de 2021, o superávit se encontrava em R$ 75,8 bilhões.

O resultado primário é aquele que contabiliza receitas e gastos do setor público, excluindo o pagamento dos juros da dívida pública. Caso os juros sejam incluídos na conta, o chamado resultado nominal, em abril foi registrado um déficit de R$ 41 bilhões. A cifra é resultado da diferença entre o superávit primário e o dinheiro gasto com o pagamento de juros pelo setor público em abril, que chegou a R$ 79,9 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em abril, o déficit nominal encontrava-se em R$ 352 bilhões, ou o equivalente a 3,9% do PIB, uma alta de 0,75 ponto percentual em relação ao registrado em março.

Dívida pública
A dívida líquida do setor público atingiu 57,9% do PIB em abril (R$ 5,2 trilhões). O resultado ficou 0,3 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior. Segundo o BC, houve ganhos com a desvalorização cambial e do crescimento do PIB nominal. Já a dívida bruta do governo geral (que inclui todos os débitos do governo federal, da Previdência e governos estaduais e municipais) atingiu o patamar de 78,3% do PIB (R$ 7,1 trilhões) em abril.

Com Agência Brasil

O governo central apresentou superávit R$ 29,6 bilhões

Folhas de alumínio para baterias íons-lítio serão produzidas no Brasil

Estudo de viabilidade será realizado pelo Senai Paraná e Companhia Brasileira de Alumínio

A parceria entre o Senai Paraná e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) deve trazer mudanças para o segmento de baterias de íons-lítio no Brasil

Uma parceria entre o Senai Paraná e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) deve trazer mudanças para o segmento de baterias de íons-lítio no Brasil. Um dos componentes das baterias, utilizadas em dispositivos eletrônicos de consumo como smartphones, notebooks e principalmente em veículos elétricos, é a folha de alumínio – até então produzida no país apenas para embalagens e outras aplicações. A parceria deve mudar este cenário e inserir o país em um mercado global, possibilitando o desenvolvimento deste produto no Brasil.

A folha de alumínio é um componente fundamental para o pleno desenvolvimento de baterias de íons-lítio, é o que explica Marcos Berton, pesquisador-chefe do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica. “Ela é utilizada como coletor de corrente no eletrodo positivo da bateria e influencia muito na capacidade e estabilidade a longo prazo. Com essa parceria teremos o domínio da tecnologia por meio de um projeto inovador. Para que haja um bom funcionamento, essa bateria deve ser produzida de forma minuciosa e com materiais de alta qualidade, neste caso, o alumínio”, detalha. A solução tecnológica da utilização da folha de alumínio nacional, como coletor de corrente, é a inovação e o principal objeto de estudo do projeto, que já está em andamento. Esse é um importante passo para o desenvolvimento da cadeia de fornecimento local do segmento de baterias de íons-lítio.

O mercado de baterias vem crescendo exponencialmente. Os veículos elétricos, por exemplo, correspondem a quase toda a demanda mundial de produção das baterias de lítio, segundo um estudo recente feito pela Wood Mackenzie. A preocupação com o meio ambiente e o clima são os principais motivos deste crescimento expressivo.

“A inserção do Brasil na rota do comércio internacional de insumos torna o projeto ainda mais relevante. O mercado de baterias de íons-lítio é global e, além de vender o alumínio como matéria-prima, a CBA poderá comercializar uma solução que atenda a proposta de valor e requisitos técnicos específicos deste mercado. Desta forma, será possível diversificar a gama de produtos da empresa voltadas para o segmento”, explica Fernando Wongtschowski, gerente geral de marketing estratégico e inovação da CBA.

A iniciativa também contempla os indicadores de objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), como a promoção da industrialização sustentável por meio de inovação e do crescimento econômico. Ele está sendo desenvolvido na categoria de Aliança Industrial da Plataforma Inovação para a Indústria do Senai nacional. Nessa categoria os custos do projeto de inovação são compartilhados entre as empresas e o programa da Plataforma Inovação. O aporte do projeto é de mais de R$ 1,2 milhão.

Estudo de viabilidade será realizado pelo Senai Paraná e Companhia Brasileira de Alumínio

Desemprego recua para 10,5% no trimestre encerrado em abril

O número de pessoas ocupadas é o maior da série histórica

Brasil alcança o maior contingente com carteira desde o trimestre encerrado em abril de 2016 e a quarta expansão significativa consecutiva tanto no trimestre quanto no ano

A taxa de desocupação ficou em 10,5% no trimestre encerrado em abril, a menor para esse trimestre desde 2015, quando foi de 8,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE. O número de pessoas ocupadas, de 96,5 milhões, é o maior da série histórica, iniciada em 2012, e mostrou alta de 1,1% na comparação com o trimestre de novembro a janeiro e de 10,3% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Isso equivale a um aumento de 1,1 milhão de pessoas no trimestre e de 9 milhões de ocupados no ano.

Já a população desocupada, estimada em 11,3 milhões de pessoas, recuou 5,8% frente ao trimestre anterior, o que representa 699 mil pessoas a menos. No ano, a queda foi de 25,3%, menos 3,8 milhões de pessoas desocupadas. “Nesse trimestre, estamos diante da manutenção do processo de retração da taxa de desocupação, que vem ocorrendo desde o trimestre encerrado em julho de 2021, em função, principalmente, do avanço da população ocupada nos últimos trimestres”, destaca Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE. Ela complementa que os aumentos da ocupação se deram nos grupamentos de transporte, armazenagem e correio, administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais e outros serviços. Os demais grupamentos ficaram estáveis.

“O grupo administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais foi impulsionado pelo crescimento em educação, que inclui tanto a rede pública como a privada. Em outros serviços, destaca-se o aumento nos serviços de embelezamento, como cabelereiros, manicure e esteticista.”, detalha a pesquisadora. O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 35,2 milhões de pessoas, subindo 2% (690 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,6% (acréscimo de 3,7 milhões de pessoas) na comparação anual.

“Nesse trimestre, mantem-se a trajetória de recuperação do emprego com carteira, com diversas atividades registrando expansão, principalmente no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e em Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas”, explica Adriana. Ela destaca que, na série comparável, esse é o maior contingente com carteira desde o trimestre encerrado em abril de 2016 e a quarta expansão significativa consecutiva tanto no trimestre quanto no ano. Todas as demais posições na ocupação, como trabalhadores sem carteira no setor privado, conta-própria e empregador, dentre outras, mantiveram estabilidade. Assim, a taxa de informalidade caiu de 40,4%, no trimestre anterior, para 40,1% da população ocupada, totalizando 38,7 milhões de trabalhadores informais.

Rendimento cai 7,9% no ano
O rendimento real habitual foi apurado em R$ 2.569 no trimestre encerrado em abril, apresentando estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 7,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Adriana explica que a expansão da formalidade não seu traduziu em crescimento do rendimento. “Embora tenha havido crescimento da formalidade, não foi observada expansão do rendimento médio real do emprego com carteira assinada no setor privado. Além disso, houve queda no rendimento do setor público”, afirma. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 242,9 bilhões) cresceu frente ao trimestre anterior e ficou estável na comparação anual. “No panorama do trimestre, a massa de rendimento aumentou em função da expansão da ocupação. No ano, embora tenha havido um crescimento expressivo da população ocupada, houve retração do rendimento, fazendo com que a massa fique estável apesar do número muito maior de pessoas ocupadas”, contextualiza a pesquisadora.

Sobre a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial.

O número de pessoas ocupadas é o maior da série histórica

Consumo de bens industriais cresceu 1,1% em março

Acumulado do ano ainda registra queda de 0,6%

A demanda interna por bens da indústria de transformação avançou 1% sobre fevereiro, mas acumula queda de 1,2% no trimestre encerrado em março

O Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais, medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cresceu 1,1% em março deste ano, na comparação com fevereiro. De acordo com o indicador do Ipea, a produção brasileira destinada ao consumo nacional cresceu 0,8% em março. Já as importações de bens industriais avançaram 2,7% no mesmo período, após uma sequência de quatro quedas consecutivas.

No acumulado primeiro trimestre deste ano, o indicador recuou 0,6% na margem, com alta de 0,1% na produção de bens nacionais e redução de 5,4% nas importações de bens industriais. Na análise das grandes categorias econômicas, o Ipea aponta crescimento generalizado em março, com destaque para os segmentos de bens de capital (bens que servem para produção de outros) e de bens intermediários (produtos para fabricação de máquinas ou equipamentos), que avançaram 3,8% e 1,6%, respectivamente, sobre fevereiro.

Na comparação com março de 2021, todos os segmentos apresentaram queda. “O fraco desempenho observado em janeiro explica o resultado adverso no primeiro trimestre deste ano”, aponta o instituto.

Demanda interna
A demanda interna por bens da indústria de transformação avançou 1% sobre fevereiro, mas acumula queda de 1,2% no trimestre encerrado em março deste ano. A extrativa mineral teve alta de 4% em março, e acumula alta 5,2% no primeiro trimestre de 2022. No acumulado em doze meses, as indústrias extrativas subiram 21,3%.

Na análise setorial, 14 dos 22 segmentos tiveram variação positiva. Os segmentos de outros equipamentos de transporte e de veículos apresentaram os melhores resultados em março, com altas de 7,2% e 5,4%, respectivamente. No primeiro trimestre de 2022, oito segmentos registraram crescimento, com destaque para o consumo aparente de outros equipamentos de transporte, com alta de 5,3%.

Com Agência Brasil

Acumulado do ano ainda registra queda de 0,6%

Para acabar em pizza

Comer em pé e com a mão, à moda americana. Topas?

Por mais trivial que pareça a notícia da abertura das pizzarias à la NYC em São Paulo, não subestime o desafio em vista

Leio que São Paulo tem visto nascer pizzarias à moda norte-americana: sem talheres nem lugares para sentar, incentivam os clientes a consumirem o produto com as mãos, em pé ou caminhando pelas ruas (Folha de S. Paulo, 28 de março).

Uma aposta certeira em um país que vive macaqueando costumes dos Estados Unidos? Nem tanto. Poucas coisas definem tão bem um povo quanto seus hábitos alimentares – e poucos são tão difíceis de mudar.

Não fosse assim, as adaptações das multinacionais não seriam recorrentes, tanto na indústria quanto nos serviços.

Exemplos não faltam, inclusive no Brasil.

A fabricante italiana Barilla vende por aqui uma massa mais mole, para agradar ao paladar dos brasileiros, historicamente pouco acostumados com o grano duro.

A rede KFC teve de abandonar a ideia de servir frango frito em baldes, para ser comido com as mãos, optando por incluir o carro-chefe da rede em um PF com arroz, feijão e salada, para ser saboreado sentado e com talheres, à moda tradicional.

E a Pizza Hut também deu um passo atrás e fez sua famosa massa pan ser acompanhada por outra, mais fina, nos cardápios nacionais.

Por que tantas concessões? Clotaire Rapaille, estudioso do consumo, explica que cada nação enxerga produtos e serviços de uma forma, de acordo com sua história e geografia. Esta forma pode ser resumida em uma palavra ou expressão-chave, que ele chama de “código cultural”.

Assim, norte-americanos valorizam o poder calórico dos alimentos, a capacidade que têm de prover energia para realizar as tarefas do dia a dia. Veem a comida como um combustível, na definição do pesquisador. Daí a importância de se alimentarem rápida e fartamente, como permitem suas onipresentes lanchonetes. Tal preferência não forjou apenas o fast food, mas toda a indústria da restauração no país. “Americanos esperam grandes porções mesmo nos restaurantes mais finos”, resume Rapaille (The Culture Code, 2006, p. 147).

No caso brasileiro, duas coisas me chamam a atenção como observador diletante. Primeiro, a pouca presença de refeições monoalimentares. Exceção feita à pizza, normalmente o brasileiro espera que exista uma combinação de nutrientes diferentes num prato, tal como o clássico arroz com feijão, carne e salada. Ou qualquer outra que mais lhe apeteça, como as que oferecem os bufês.

Segundo, a recusa em comer com as mãos. Às vezes, só o fato de brasileiros usarem guardanapos para pegar um sanduíche já desperta atenção nos estrangeiros, que dispensam o papel e tocam diretamente as mãos no alimento. Por higiene – ou simplesmente para não ficar com os dedos engordurados -, brasileiros evitam tamanho despojamento.

Por isso, por mais trivial que pareça a notícia da abertura das pizzarias à la NYC em São Paulo, não subestime o desafio em vista: sentar à mesa (ou preferir ficar de pé) e empunhar talheres (ou dispensá-los) constitui um pouquinho de Brasil, iaiá.

Comer em pé e com a mão, à moda americana. Topas?

Crescimento das vendas acima do esperado injeta otimismo no comércio

Comerciantes estão antevendo um segundo semestre mais favorável diante do contexto atual

Comércio sentiu, em maio, mais facilidade em repor produtos nas prateleiras do que há um ano

O otimismo dos comerciantes ganhou força em maio, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), após o volume de vendas no varejo apresentar altas consecutivas e surpreendentes. O indicador atingiu 120,2 pontos, o maior nível desde dezembro de 2021, com variação positiva de 5,7%, na passagem mensal, e alta ainda maior, em comparação a maio de 2021, de 31,6%.

O índice em que o comerciante avalia as condições atuais retornou à zona favorável ao alcançar 102,2 pontos, o maior nível desde abril de 2020. Já o índice Expectativas do Empresário do Comércio apontou o primeiro avanço, de 3,7%, após quatro meses consecutivos de queda.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, ressalta que os dados indicam que os comerciantes estão antevendo um segundo semestre mais favorável diante do contexto atual. “As variações positivas entre janeiro e março do volume de vendas, com mais pessoas circulando nas lojas, e o crescimento da Intenção de Consumo das Famílias, a despeito da inflação e dos juros altos, melhoraram a percepção dos empresários sobre as condições correntes”, observa.

A percepção sobre o nível dos estoques, no indicador Intenções de Investimento, apresentou a melhor pontuação desde abril de 2020, apesar de os preços no atacado ainda estarem comprimindo as margens e alterando a dinâmica de reabastecimento do comércio. Na avaliação da economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, o avanço demonstra que o comércio sentiu, em maio, mais facilidade em repor produtos nas prateleiras do que há um ano, quando o país ainda superava a segunda onda da pandemia de Covid-19.

Outro aspecto favorável do Icec foi a melhora da confiança das empresas de pequeno porte. Enquanto o otimismo do grande varejo expandiu 10,2% no ano encerrado em maio, entre os pequenos empresários avançou 32%, fato que aproximou os dois índices. Segundo a análise, a normalização do fluxo de consumidores nas lojas até abril animou os pequenos lojistas, já que a modalidade de venda em pontos físicos responde majoritariamente pelo faturamento dessas empresas.

Diante do cenário, a economista explica que a CNC revisou para cima a projeção de crescimento das vendas em 2022 e espera um avanço de 1,5%. “Espera-se que as medidas de suporte à renda e ao consumo, como os saques extraordinários do FGTS e a antecipação dos benefícios do INSS, tenham efeitos mais concentrados no consumo e pagamento de dívidas, na segunda metade do ano”, destaca.

Comerciantes estão antevendo um segundo semestre mais favorável diante do contexto atual

Aneel mantém bandeira tarifária verde para junho

Com isso, contas de luz ficam sem cobrança extra no próximo mês

É o segundo anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu acionar a bandeira verde no mês de junho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). De acordo com a agência, dessa forma, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês. É o segundo anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Em maio, a agência já havia acionado a bandeira verde. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia.

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 1,874 por 100 quilowatt-hora (kWh) consumido a 9,492 por 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Com Agência Brasil

Com isso, contas de luz ficam sem cobrança extra no próximo mês

RIC investirá R$ 20 milhões em tecnologia e novas unidades de negócios

Grupo de comunicação também lança nova marca e amplia foco no digital

“Pretendo levar essa empresa ao dobro de faturamento. E 30% dele virão do digital”, estima o presidente do Grupo RIC, Leonardo Petrelli, prevendo um cenário promissor para os próximos cinco anos

O Grupo RIC apresentou em 2021 seu melhor resultado financeiro e de audiência, na véspera dos 35 anos de atividades, que completa neste ano. Com um crescimento de 25% nas receitas, fechou 2021 com um Ebtida (lucro antes de juros e impostos) de 32% e lucro líquido de 22%. A consolidação da empresa como a maior produtora multiplataforma do Paraná, e uma das maiores empresas de comunicação regional do país, vai ser expressa na nova marca, que será lançada na segunda quinzena de maio.

Uma ampla campanha publicitária em todo estado do Paraná e em veículos de abrangência nacional posiciona a empresa como líder de mercado na entrega multiplataforma e vice-líder em audiência entre as TVs do Paraná, com o mote “O maior grupo multimídia do Paraná”. Maior afiliado da Record e da Jovem Pan, o grupo fala mensalmente com 4,5 milhões de telespectadores de TV, 1,6 milhão no rádio, 3,6 milhões no portal RIC Mais e tem 2 milhões de inscritos nos canais do Youtube, além de outros 2 milhões no Facebook e Instagram.

“Somos crossmedia, geramos mais de 190 milhões de impactos por mês, o que representa para o anunciante um plano de mídia assertivo, amplo e com complementaridade de audiências. Juntos somos mais fortes e reunimos os maiores números de audiência do Paraná”, diz o presidente e cofundador do grupo, Leonardo Petrelli. A atual etapa de crescimento vem de um plano iniciado há cinco anos, período em que investiu cerca de R$ 30 milhões na transformação para o digital do parque analógico das suas rádios e emissoras de TV. Em 2022 uma nova rodada de investimentos, no valor de R$ 20 milhões, vai fazer avançar o projeto RICtech, para tornar-se uma empresa de tecnologia de mídia.

“Nosso desafio é nos transformarmos em uma empresa de dados, sendo cada vez mais relevantes para o nosso público, por meio de todas as plataformas disponíveis. TV não é mais só TV, rádio também é TV, revista também está no digital e todos estão nas redes sociais. Hoje não falamos mais com um público estático, mas com os IPs de cada pessoa interessada no Paraná, esteja ela aqui ou em qualquer lugar do mundo”, afirma Petrelli.

A meta de crescimento para este ano é de 25%. O cálculo leva em conta a chegada de novos veículos, como duas rádios Jovem Pan News, em Curitiba e em Londrina, que foram inauguradas no primeiro trimestre, e mais uma que está prestes a entrar no ar na cidade de Maringá. E também está ligada à criação de novas unidades de negócios, o que resultou em verticais inéditas no grupo e para o mercado.

As novas unidades de negócio ampliam a atuação do grupo e fortalecem sua presença no mundo digital, com o crescimento da audiência nas redes sociais. O RIC Lab vai liderar a inovação dentro da empresa, como um braço de produção de audiovisual em um estúdio moderno e dedicado a prestar serviços para o mercado, assim como em outras locações, para alcançar novos públicos por meio de parcerias. O RIC Podcast permite criar equipes customizadas para cada programa, criando desde o conteúdo até a melhor estratégia de distribuição para que o cliente garanta audiência. Com formato também em vídeo, ele pode ser produzido dentro da estrutura de rádio da RIC ou in company. Já o RIC Play será uma plataforma de OTT, reunindo toda a produção do Grupo RIC em um ambiente único para consumo.

Outras marcas já consolidadas foram reestruturadas. Com o RIC Rural Hub, o tradicional programa jornalístico de TV dedicado ao agronegócio ganha nova escala, incorporando outros serviços do universo agro para ampliar sua escala e entregar conteúdo em rádio, impresso e digital. A Spark, plataforma de marketing de influência, ampliou a equipe comercial e de social branded. Com isso, as campanhas dos anunciantes ganham curadoria especial também para performar no mercado de influenciadores. Além disso, a unidade passa a agenciar o trabalho de todos os influenciadores do grupo. As novidades contemplam ainda o lançamento da Joy Eventos, focada na produção de eventos e shows, e da Quintal Ventures, unidade criada pelo grupo que vai investir R$ 2 milhões na aceleração de startups ao longo deste ano.

A pandemia da Covid-19 interrompeu momentaneamente em 2020 o crescimento de 20% que o grupo vinha cravando a cada ano. Teve maior efeito sobre o faturamento das rádios do grupo, especialmente com o baque sofrido pelo setor de entretenimento. Mas a recuperação veio em alta velocidade. Já no ano passado as receitas voltaram a crescer e a estimativa para 2022 supera a média. O negócio TV seguiu evoluindo, principalmente no interior, com grande expansão nas emissoras de Londrina, Maringá e Cascavel, onde conquistou a vice-liderança.

Além disso, a companhia paranaense não encolheu e não demitiu. Ao contrário, reforçou as equipes com novas competências e fez aquisições em rádio que fortaleceram a cobertura. De olho nas oportunidades, Petrelli antecipa que está prestes a comprar uma empresa de out of home (empresas de mídia exterior, como mobiliário urbano e outdoors). O empresário também vislumbra um cenário promissor para os próximos cinco anos. “Pretendo levar essa empresa ao dobro de faturamento. E 30% dele virão do digital”, estima Petrelli.

Grupo de comunicação também lança nova marca e amplia foco no digital

Orçamento dos bancos em tecnologia pode atingir R$ 35,5 bilhões

Algumas frentes têm impulsionado aporte, como a implementação do Open Finance

O orçamento para software esteve no centro das atenções das instituições financeiras em 2021 e somou R$ 17,4 bilhões

O orçamento total dos bancos brasileiros destinados à tecnologia, englobando despesas e investimentos, deverá atingir, em 2022, R$ 35,5 bilhões, um avanço de 18% em relação ao do ano passado, que somou R$ 30,1 bilhões, revela a segunda etapa da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2022, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo. Essa estimativa foi calculada com base nos valores indicados pelos bancos participantes da amostra. O valor do orçamento de 2021 já representou um incremento de 13% em relação aos R$ 26,6 bilhões orçados em 2020 (valores atualizados).

“Temos uma tecnologia bancária de ponta, inovadora, moderna, segura e acessível para que nossos clientes paguem suas contas, confiram suas finanças e toquem seus negócios pelos meios digitais e remotos. Tudo isso é fruto de robustos e crescentes investimentos feitos pelos bancos brasileiros ao longo das últimas três décadas”, avalia Isaac Sidney, presidente da Febraban. O estudo revela ainda que, assim como nos anos anteriores, o orçamento para software esteve no centro das atenções das instituições financeiras em 2021 e somou R$ 17,4 bilhões, ou 58% do total. O avanço no valor foi de 29% ante o ano anterior. Essa ampliação é impulsionada por frentes como Customer Relationship Management (CRM), Open Finance, analytics e big data.

“Algumas frentes têm impulsionado essa ampliação, como a implementação do Open Finance, a crescente digitalização do consumidor e também a modernização do legado tecnológico dos bancos”, detalha Rodrigo Mulinari, diretor do comitê de inovação e tecnologia da Febraban.

Algumas frentes têm impulsionado aporte, como a implementação do Open Finance

BNDES lança edital de seleção de startups de impacto socioambiental

Programa apoiará até 45 startups

Poderão se inscrever empreendimentos que tenham como foco ideias ou projetos relacionados à solução de problemas sociais ou ambientais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o consórcio AWL, formado pelas aceleradoras Artemisia, Wayra e Liga Ventures, lançaram a chamada para o ciclo 2022 do BNDES Garagem – Negócios de Impacto. Até 24 de junho estão abertas as inscrições para os dois estágios do programa: criação (focado no desenvolvimento de novos negócios de impacto socioambiental) e tração (para ganho de escala de startups). Poderão se inscrever empreendimentos que tenham como foco ideias ou projetos relacionados à solução de problemas sociais e/ou ambientais. No estágio de criação, o programa irá selecionar até 20 empreendedores ou startups de impacto. No tração até 25 startups de impacto com faturamento inferior a R$ 16 milhões que já estejam operando e tenham um produto desenvolvido e ofertado no mercado.

Serão priorizados negócios que visam a oferecer soluções nas áreas de educação e empregabilidade; inclusão e educação financeira; saúde e bem-estar; cidades sustentáveis e cidadania; e meio ambiente e economia circular. Negócios em outras áreas também podem se inscrever e ser selecionados. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário eletrônico, disponíveis no site do BNDES Garagem. Segundo o banco de fomento, os empreendimentos participantes do programa terão, entre outros benefícios, acesso à capacitação em competências necessárias ao desenvolvimento de um negócio inovador de impacto; mentorias com funcionários do BNDES, executivos experientes e especialistas; e conexões com empresas, investidores e outros atores da área de inovação. O programa é gratuito para todos os participantes e será conduzido de forma híbrida (online e presencial).

De acordo com o diretor de participações, mercado de capitais, reestruturações e crédito indireto do BNDES, Bruno Laskowsky, essa nova chamada do BNDES Garagem confirma o sucesso da iniciativa e reforça a preocupação do banco em promover cada vez mais o desenvolvimento sustentável. “No primeiro ciclo do Garagem, ocorrido ao longo de 2021, aceleramos empreendedores e startups de impacto de todas as regiões do Brasil que trouxeram soluções para desafios sociais e ambientais, estimulando o ecossistema do empreendedorismo e transformando positivamente a vida dos brasileiros. Para este novo ciclo, continuamos com a intenção genuína de gerar impacto positivo na sociedade e ampliamos o rol de soluções que consideramos prioritárias. A vertente de educação, por exemplo, incorporou novos desafios relacionados à empregabilidade para que todo conhecimento gerado por meio de conteúdos educacionais possa ser revertido na inserção de cada vez mais pessoas no mercado de trabalho”, declarou, em nota, Laskowsky.

A previsão é que o programa divulgue a lista de selecionados para o estágio tração em 15 de agosto e a do estágio criação em 12 de setembro.

Com Agência Brasil

Programa apoiará até 45 startups