Archives 2022

Atividade econômica cai 0,11% em maio

É o segundo mês seguido de recuo do IBC-Br

Até maio, o índice considerado a prévia do PIB acumula alta de 2,08%

A atividade econômica brasileira apresentou uma queda de 0,11% em maio, na comparação com abril, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). Este é o segundo mês seguido de queda no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), indicador considerado como uma prévia do PIB.

Em abril, o IBC-BR já havia apresentado recuo de 0,44% na comparação com março, quando houve alta de 1,09%. Até maio, o IBC-Br acumula alta de 2,08%. Em 12 meses, ele avançou 2,66%. Os dados são dessazonalizados, ou seja, desconsideram diferenças de feriados e de oscilações da atividade econômica, típicas de determinadas épocas do ano.

O IBC-BR é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 13,25% ao ano. O indicador incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

Segundo o BC, o IBC-Br terminou o trimestre do ano com variação positiva de 0,92%, também considerando os dados dessazonalizados. Na comparação com maio de 2021, o Índice de Atividade Econômica apresentou alta de 3,74%. Assim, chegou a 141,97 pontos.

Com Agência Brasil

É o segundo mês seguido de recuo do IBC-Br

OIW lança novo braço de negócio voltado à energia solar

Importadora de cabos de fibra óptica parte para a distribuição de geradores fotovoltaicos

A OIW estima uma venda inicial de 450 geradores por mês

Prestes a completar 20 anos de história, a empresa gaúcha OIW, maior importadora de cabos de fibra óptica para telecomunicações do Brasil e sede em Taquari, está ingressando no mercado de energia solar. A OIW Solar fará a distribuição de geradores fotovoltaicos e já nasce com uma robusta estrutura logística em todo o país, com seis centros de distribuição no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Ceará.

Com base no expressivo potencial de crescimento no mercado de geração de energia solar, que representa aproximadamente 5% da matriz energética brasileira, a OIW estima uma venda inicial de 450 geradores por mês. Os mercados prioritários neste primeiro momento serão os estados da região Sul e São Paulo. A previsão de entrada nos demais estados do Sudeste e do Centro-Oeste é estimada para o último trimestre deste ano.

O foco da companhia será atender os chamados integradores, prestadores de serviço responsáveis pelo desenvolvimento e execução de projetos voltados à geração de energia solar, tanto para residências quanto para empresas. Os principais componentes oferecidos em seu portfólio são módulos fotovoltaicos e inversores, que tornam essa força gerada em condições para uso. A empresa investirá em uma nova estrutura de pessoal para atender a área. A estimativa é gerar 30 novos empregos até dezembro.

“Mais de 95% destes equipamentos são importados, especialmente da China, o que dificulta a capacidade de entrega para quem não trabalha com estoques. Vamos atuar para garantir a disponibilidade do produto no tempo certo”, destaca o gerente comercial da OIW Solar, Leandro Farina. A empresa também trará soluções inovadoras ao mercado de geração solar distribuída, como os módulos do tipo full-screen, tecnologia até 11,5% mais eficiente em relação às placas convencionais, além de inversores híbridos, baterias para armazenamento e carregadores de carros elétricos.

Entre as marcas de equipamentos que serão importados estão as chinesas Risen e DAH Solar, fabricantes de módulos, e a Growatt, fabricante de inversores e micro inversores. Em 2021, a empresa faturou R$ 320 milhões.

Importadora de cabos de fibra óptica parte para a distribuição de geradores fotovoltaicos

Câmara conclui votação em primeiro turno da PEC dos benefícios sociais

Parlamentares rejeitaram todos os destaques ao texto

A PEC gera R$ 41,2 bilhões em despesas excepcionais, ou seja, fora do teto de gastos, divididos entre benefícios sociais, a exemplo do Auxílio Brasil e do vale-gás de cozinha

A Câmara dos Deputados concluiu na quarta-feira (13) a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15 de 2022, que que cria um estado de emergência para ampliar o pagamento de benefícios sociais até o fim do ano. Os parlamentares rejeitaram todos destaques, ou seja, propostas que ainda poderiam modificar trechos da medida. Entre eles, o que previa a retirada da expressão “estado de emergência” do texto. O texto-base foi aprovado na noite de ontem, mas a sessão foi suspensa em razão de um apagão no sistema de informática.

A PEC gera R$ 41,2 bilhões em despesas excepcionais, ou seja, fora do teto de gastos, divididos entre benefícios sociais, a exemplo do Auxílio Brasil e do vale-gás de cozinha, e econômicos, como a concessão de crédito tributário para a redução de impostos para produtores e distribuidores de etanol. As medidas valem a partir do dia 1° de agosto até 31 de dezembro de 2022.

Para tanto, a PEC estabelece um estado de emergência “decorrente da elevação extraordinária e imprevisível dos preços do petróleo, combustíveis e seus derivados e dos impactos sociais deles decorrentes”. Na prática, é como se o governo declarasse que o país vive um momento excepcional, como ocorreu durante a pandemia do novo coronavírus.

Com a conclusão da votação em primeiro turno, a intenção é concluir a votação do segundo turno ainda nesta quinta-feira (14). Para tanto, o governo quer aprovar um requerimento com a quebra de interstício regimental de cinco sessões, previsto na legislação como prazo para a votação entre os dois turnos.

Com Agência Brasil

Parlamentares rejeitaram todos os destaques ao texto

Brasil tem um dos melhores ambientes para PPP na América Latina

Pesquisa foi elaborada por BID e pela revista The Economist

No entanto, um dos problemas apontados pelo relatório é a falta de procedimentos claros para encerrar contratos antes do fim do prazo

Embora registre desafios, o Brasil tem um dos melhores ambientes para a elaboração de parcerias-público privadas (PPP) na América Latina. A conclusão é de relatório divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela revista The Economist. Os autores do levantamento não elaboraram um ranking, mas dividiram os 26 países estudados em grupos. O Brasil está na categoria “desenvolvido”, com nota entre 60 e 79,9. Na mesma categoria estão Chile, Uruguai, Peru, Colômbia, Panamá e Costa Rica. Nenhum país no continente foi incluído na categoria “maduro”, com nota entre 80 e 100.

Prevista na Lei 11.079/2004, a PPP representa uma forma de o poder público conceder um serviço à iniciativa privada. O particular faz investimentos e executa um serviço para o poder público, sendo pago de duas formas: integralmente pelo Estado (sem ônus para o cidadão) ou pago parcialmente pelo Estado e parcialmente pelo usuário do serviço, mediante tarifa. Esse modelo é indicado nos casos em que a concessão tradicional, em que o Estado entrega totalmente um empreendimento ou serviço à iniciativa privada, resultaria em tarifas caras demais para o cidadão. A PPP também é recomendada para projetos com alto risco para o setor privado ou com grandes necessidades de investimento. Isso porque, nessa modalidade, o Estado pode assumir parte do risco e do custo que seria do utilizador do serviço.

Em relação ao Brasil, o relatório destacou que o país tem “um dos mercados de PPP mais ativos na América Latina”, concentrando mais de 40% dos investimentos da região em parcerias público-privadas entre 2011 e 2020. De 2010 a 2019, o relatório ressaltou que as PPP representaram 25% do gasto total em infraestrutura no país. O destaque vai para o setor de energia, que concentrou 77% do valor investido em PPP de 2018 a 2020.

Arcabouço
De acordo com o relatório, o ambiente de negócios para PPP no Brasil tem quatro pontos fortes. O primeiro é a constituição da secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), em 2016, e classificada pelo relatório como “agência bem-equipada e bem-financiada”. Vinculado à Casa Civil até 2019, o órgão foi transferido ao Ministério da Economia em 2020, com status de secretaria especial.

Os outros três pontos fortes apontados pelo relatório são a seleção e preparação eficientes dos projetos a serem incluídos em PPP; a atenção à sustentabilidade ambiental e social na fase de preparação dos projetos; e a avaliação frequente do desempenho e do impacto durante a elaboração dos projetos. O estudo também elogiou a publicação de documentos em português e inglês como medida que aumenta a transparência e melhora a comunicação com investidores estrangeiros, presentes em 92 de 201 PPPs concedidas entre 2016 e 2020.

O levantamento destacou o que considerou avanços recentes, como a nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021), que introduziu a modalidade de diálogo competitivo. Nesse sistema, modalidade em que a administração pública faz diálogos com licitantes escolhidos mediante critérios objetivos, para desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às suas necessidades. Após o encerramento dos diálogos, os licitantes devem apresentar proposta final.

Desafios
Apesar de progressos, segundo os critérios avaliados pelo BID e pela revista The Economist, o relatório apontou desafios para o Brasil. O primeiro são os problemas na alocação de riscos entre as contrapartes pública e privada. Projetos em que o Estado deixa riscos significantes para a iniciativa privada podem resultar em contratos terminados antes do tempo, porque o setor privado não conseguirá fazer os investimentos necessários.

O segundo desafio diz respeito à falta de coordenação entre as diferentes agências envolvidas na montagem, supervisão e implementação de projetos. De acordo com o relatório, o problema aparece em projetos que envolvem governos locais, porque os órgãos de PPP estaduais ou municipais nem sempre agem em coordenação com o governo federal. Falta padronização na preparação dos projetos e na comunicação com os investidores.

O terceiro problema apontado pelo relatório é a falta de procedimentos claros para encerrar contratos antes do fim do prazo. De acordo com o levantamento, não existem mecanismos bem definidos de compensação (à iniciativa privada), e o caráter vago de cláusulas de força maior traz incerteza jurídica sobre os projetos. O relatório citou como exemplo a expropriação da Linha Amarela feita pela prefeitura do Rio de Janeiro, executada sem processo prévio.

O último desafio é a falta de acompanhamento de impactos sociais e ambientais após o estabelecimento da PPP. Embora esses pontos sejam considerados na elaboração e na implementação das concessões, o relatório destacou que até hoje não existe a incorporação de “elementos futuros” aos projetos nem avaliação de metas de desenvolvimento sustentável ou de medidas contra a mudança climática.

Com Agência Brasil

Pesquisa foi elaborada por BID e pela revista The Economist

Consumo dentro do lar retrai no país

A principal razão é a alta dos preços

Embalagens menores ganham espaço no carrinho de compras, e consumo de lanches e bebidas alcoólicas em casa dispara

No primeiro trimestre, o consumo dentro do lar chegou ao seu menor patamar desde o começo da pandemia. É o que mostra o mais novo relatório Consumer Insights 2022, da consultoria Kantar.A principal razão é a alta dos preços. Com um aumento médio de 13% no valor de bens de consumo massivo – alimentos, bebidas, limpeza doméstica e higiene e beleza –, o volume comprado para levar para casa retraiu 5% no primeiro trimestre de 2022 em comparação ao mesmo período de 2021. O estudo contempla 11.300 residências de todas as regiões e classes sociais do país.

Para driblar a alta dos preços, embalagens menores vêm ganhando espaço no carrinho de compras, permitindo que o consumidor continue com hábitos adquiridos na pandemia, como manter a família reunida (com itens para café da manhã) e optar pela praticidade (com lanches). Um exemplo desse movimento é o aumento do consumo de refrigerantes em lata de até 355 ml (+23% unidades) e queda em embalagens de mais de 1 litro (-22%) na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do anterior.

No mesmo intervalo, a categoria de hambúrgueres apresentou crescimento de 6% em unidades e retração de 2,6% em volume, enquanto a de margarinas teve aumento de 3,5% em unidades vendidas e queda de 1% em volume, indicando que as embalagens desses itens encolheram, uma estratégia da indústria para não sair do carrinho de compras do brasileiro. Itens de higiene e beleza, por sua vez, seguem tendencia de embalagens maiores, registrando aumento de 4,1% em volume e 0,3% em unidades compradas, com destaque para escova de dente, xampu e maquiagem, reflexo do fim do isolamento social e da volta das pessoas às ruas.

Prazer e praticidade vêm norteando as escolhas do carrinho, levando o consumo de lanches em casa a um salto em frequência de 47,1% no 1º trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020, pré-pandemia. No consumo por classe social, viu-se um crescimento de momentos de consumo de refrigerante em 17% na classe C, de iogurte em 18% na classe DE e de biscoitos em 9% na classe AB. Outro destaque positivo dentro do lar foram as bebidas alcoólicas, que conquistaram consumidores este ano, com um aumento de frequência de 21% e de 0,7% de penetração, em comparação ao primeiro trimestre de 2020.

Cestas de limpeza do lar, bazar e OTC (medicamentos livres de prescrição médica) foram as que mais cresceram no primeiro trimestre de 2022, em relação ao ano período do ano anterior. A cesta bazar /OTC registrou incremento de 15% em unidades, com destaque para ração para cães e gatos e analgésicos, e produtos de limpeza tiveram alta de 5,8% em unidades, puxados pelas categorias detergente líquido, amaciante e sabão em pedra.

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A principal razão é a alta dos preços

Vendas do varejo acumulam alta de 1,8% no ano

No entanto, acúmulo tem sido menos intenso ao longo dos meses

Segundo o IBGE, alguns setores do comércio já sofrem mais com a inflação, como os supermercados

O volume de vendas do comércio varejista no país variou 0,1% em maio, na comparação com o mês anterior, registrando a quinta taxa consecutiva no campo positivo – 2,3% em janeiro, 1,4% em fevereiro, 1,4% em março e 0,8% em abril. No ano, o varejo acumula crescimento de 1,8% e nos últimos 12 meses, queda de 0,4%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE.

“Este resultado mostra um cenário de estabilidade na passagem de abril para maio. Mas, apesar de vir de quatro resultados positivos, as taxas foram decrescentes. Observamos uma retomada no comércio varejista, mas que vem de uma base baixa, dezembro, e sempre fazendo um acúmulo menos intenso ao longo desses meses”, ressalva o gerente da PMC, Cristiano Santos.

Entre as oito atividades pesquisadas, seis tiveram taxas positivas em maio. A alta mais intensa foi a de livros, jornais, revistas e papelaria (5,5%). Em termos de influência, destaque para os setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,6%) e tecidos, vestiário e calçados (3,5%) no lado positivo. Já Móveis e eletrodomésticos (-3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) foram os destaques negativos.

“Móveis e eletrodomésticos é uma atividade que não superou seu patamar pré-pandemia, pois ao longo de 2021 teve perdas consideráveis. Durante a pandemia, esses itens tiveram um ganho importante devido às substituições que as pessoas fizeram pelo fato de estarem mais em casa. Após essa demanda extraordinária, esses produtos passaram a ter menos importância no orçamento das famílias, sobretudo eletrodomésticos”, analisa Santos.

Ele destaca que, no setor de artigos farmacêuticos, o crescimento do volume foi ancorado na indústria farmacêutica, e menos no segmento de perfumaria. “Esse já é o segundo mês consecutivo de alta, e coincide com os reajustes do setor, nos meses de abril e maio”, explica. “No caso de vestuário e calçados, tivemos alguns meses de crescimento especialmente vinculado ao setor de calçados e tênis esportivos, com todos os meses com variações no campo positivo”, complementa Santos.

Impacto da inflação no comércio
Outros destaques são os setores que sofreram o impacto da inflação. Houve um aumento de 0,4% na receita versus uma variação de 0,1% no volume, uma diferença que já sinaliza a inflação no varejo em geral. Só que em alguns setores o impacto inflacionário foi verificado com maior intensidade.

“O setor de combustíveis e lubrificantes vem, há alguns meses, com indicadores de receita muito maiores do que os de volumes. De abril para maio, a receita do setor subiu 3,5% enquanto o volume cresceu 2,1%. Outras atividades como a de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria a receita cresceu 5% e o volume 3,6%, devido aos reajustes de preços. Mas o maior exemplo é o setor de supermercados, que de abril para maio cresceu 1% no volume e 4,1% em receita, ou seja, quatro vezes mais, sinalizando sobretudo a inflação dos alimentos”, completa o gerente da PMC.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, as duas atividades também sofrem impacto da inflação. Veículos e motos, partes e peças, apresentou variação de -0,2%, enquanto material de Construção teve queda de 1,1% na passagem de abril para maio de 2022.

“O cenário de todos os indicadores do varejo é de perda de ritmo. O indicador da margem, sai de 2,4% em janeiro para 0,1% na passagem de abril para maio. O acumulado do comércio varejista cresce de 1,6% em março para 2,3% em abril e depois cai para 1,8% em maio, reduzindo a velocidade de crescimento no ano. Já o acumulado em 12 meses, -0,4%, é o primeiro resultado negativo desde setembro de 2017. Nesse indicador, passamos por toda a pandemia com resultados positivos ou nulo como em maio, junho e julho de 2020. Mas não havia ocorrido taxa negativa”, conclui Santos.

Mais sobre a PMC
A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no País, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e seus Estados.

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No entanto, acúmulo tem sido menos intenso ao longo dos meses

Imed investirá R$ 10 milhões em campus próprio no Instituto Caldeira

Uma das fundadoras do instituto, Imed será a única instituição com graduação no local, iniciando no primeiro semestre de 2023 com ciência da computação

Imed conta com espaço próprio dentro do Campus Caldeira

A Imed, instituição gaúcha com campi em Porto Alegre, Passo Fundo e Ijuí, está investindo R$ 10 milhões em uma unidade dentro do Campus Caldeira, na zona norte de Porto Alegre. A instituição é uma das fundadoras do Instituto Caldeira e será a única com curso de graduação no novo espaço, lançado nesta quinta-feira (7).

A nova estrutura marca mais um avanço no projeto de expansão da Imed, iniciado em 2020. O curso de ciência da computação terá como um dos diferenciais a formação com direcionamento ainda maior para o mercado de trabalho, com disciplinas construídas em colaboração com grandes corporações.

“Contaremos com parcerias de empresas na implantação de parte das aulas e certificações fornecidas por elas ao final das disciplinas. Desta forma, na conclusão dos semestres, os alunos já terão conhecimentos comprovados para atuar profissionalmente desde o início da graduação”, antecipa Eduardo Capellari, presidente da Imed.

As inscrições para o curso no Campus Caldeira serão abertas ainda neste semestre e a primeira turma inicia em 2023. No Instituto Caldeira também passarão a operar as vice-presidências de inovação acadêmica e de mercado da Imed, assim como a diretoria de graduação. O investimento contemplará, ainda, outras novidades previstas para o espaço, que serão anunciadas em breve.

Com uma área de 22 mil metros quadrados, no 4º Distrito de Porto Alegre, o Instituto Caldeira reúne iniciativas e parceiros ligados à Nova Economia, conectando empresas, universidades, startups e diferentes interessados na transformação digital dos negócios e no fomento do ecossistema gaúcho. A instituição sem fins lucrativos é fundada por grandes empresas, que compartilham do propósito de promover transformações concretas e positivas no Rio Grande do Sul.

Uma das fundadoras do instituto, Imed será a única instituição com graduação no local, iniciando no primeiro semestre de 2023 com ciência da computação

Acordo entre BNDES e Sebrae cria fundo para pequenos negócios

Financiamentos devem alavancar inicialmente cerca de R$ 4,5 bilhões

Microempreendedores individuais e empresários de micro e pequenas empresas poderão receber orientação do Sebrae

O Banco Nacional Econômico e Social (BNDES) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmaram um acordo de cooperação técnica para a criação de um fundo garantidor voltado exclusivamente para operações de crédito envolvendo microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Espera-se que diversas instituições financeiras atuem como parceiras da iniciativa. A expectativa é que os financiamentos alavanquem inicialmente cerca de R$ 4,5 bilhões, podendo chegar a até R$ 15 bilhões.

Os fundos garantidores são criados para reduzir o risco das operações de crédito das instituições financeiras. Nomeado de BNDES FGI Sebrae, o novo fundo deve estar disponível em todo o país a partir dezembro deste ano. Conforme o acordo, BNDES e Sebrae irão aportar, a princípio, R$ 150 milhões cada um. Esse valor pode ser ampliado para R$ 500 milhões.

O acordo prevê ainda outros serviços. Microempreendedores individuais e empresários de micro e pequenas empresas poderão receber orientação do Sebrae, por meio do programa Crédito Assistido. A iniciativa envolve acesso a diagnósticos, ferramentas digitais, conteúdos, capacitações e consultorias com o objetivo de reduzir os riscos de inadimplência e ampliar a sustentabilidade financeira dos negócios.

Já o BNDES disponibilizará sua plataforma de gestão para operacionalização do novo fundo. Trata-se de um sistema totalmente digital utilizado por dezenas de instituições financeiras parcerias, pelo qual já se viabilizou mais de R$ 100 bilhões em operações de crédito.

Com Agência Brasil

Financiamentos devem alavancar inicialmente cerca de R$ 4,5 bilhões

Volume de serviços avança 0,9% em maio

Setor apresenta terceira alta em quatro meses

O setor de transportes, com expansão de 0,9%, foi um dos que mais impactaram o avanço dos serviços em maio

O volume de serviços prestados no país avançou 0,9% na passagem de abril para maio. É o terceiro resultado positivo do setor nos últimos quatro meses, período em que acumulou ganho de 3,3%. No mês anterior, houve recuo de 0,1%. Com o resultado de maio, o setor se encontra 8,4% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e 2,8% abaixo do ponto mais alto da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), alcançado em novembro de 2014. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE.

Todas as cinco atividades investigadas pela pesquisa acompanharam o resultado positivo. O gerente da PMS, Rodrigo Lobo, explica que esse crescimento disseminado pelas atividades se tornou mais frequente pelos efeitos da pandemia. “Antes de 2020, era bem mais raro ver as atividades crescendo de forma simultânea. Isso tem relação com a base de comparação baixa por causa dos efeitos das medidas de isolamento social, especialmente nos serviços de caráter presencial. De lá para cá, com a redução das restrições, essas atividades seguem em ritmo mais acelerado”, analisa.

O setor de transportes, com expansão de 0,9%, foi um dos que mais impactaram o avanço dos serviços em maio. Com esse crescimento, o segmento recupera uma parte da retração de 2,5% registrada em abril. No ano, os transportes acumulam expansão de 14,9%. “Os serviços de tecnologia da informação e o transporte de cargas foram os motores que impulsionaram o resultado de maio. O transporte de cargas, especialmente o rodoviário, além de atender à demanda do comércio eletrônico e do setor agropecuário, também tem sido importante para o setor industrial, notadamente os bens de capital e os bens intermediários, que são as categorias de uso que operam acima do nível pré-pandemia”, explica Lobo. Ao crescer 1,8%, o transporte de cargas atingiu o ponto mais alto de sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011.

Outro grande impacto no índice geral veio do segmento de informação e comunicação, que, assim como o setor de transportes, também avançou 0,9% em maio. Esse resultado é o terceiro positivo consecutivo da atividade, acumulando crescimento de 3,4% nesse período. “Em maio, o setor de tecnologia da informação cresceu 2,4%, também atingindo o maior patamar da sua série histórica. As empresas desse segmento, como as de desenvolvimento de aplicativos e as ferramentas de busca na internet, permanecem aproveitando as oportunidades de negócio criadas a partir da pandemia, em que serviços como a digitalização, as mídias digitais, as interfaces remotas de comunicação e o armazenamento de dados em nuvem tiveram aumentos expressivos de demanda por parte das empresas”, destaca o pesquisador.

O segmento de outros serviços, ao avançar 3,1%, recuperou parte da perda de 3,0% registrada no mês anterior. “Esse setor é bastante heterogêneo, reunindo, por exemplo, atividades de apoio à produção florestal, imobiliárias e de conserto de automóveis. Mas as que têm um impacto maior dentro desse setor são os serviços financeiros auxiliares, tais como administração de bolsas, consultoria de investimento financeiro e corretoras de títulos e valores mobiliários”, explica. O resultado de maio permitiu que o setor de outros serviços voltasse a operar acima do nível pré-pandemia (+1%). No caso dos serviços profissionais, administrativos e complementares, o aumento de 1%, em maio, implicou na recuperação integral do revés verificado em abril (-0,5%).

Com expansão de 1,9%, os serviços prestados às famílias acumulam ganho de 8,1% nos três últimos meses. Mesmo com o avanço, esse segmento ainda se encontra 7,0% abaixo do nível de fevereiro de 2020. “É o único dos cinco setores investigados que ainda opera abaixo desse nível. Com a diminuição das restrições, há uma procura maior por esses serviços de caráter presencial, como restaurante e hotéis. Em um nível menor, há também uma busca por atividades de condicionamento físico, como academias, por exemplo”, afirma Lobo.

Na passagem de abril para maio, 16 das 27 unidades da Federação acompanharam o movimento de crescimento. Entre elas, os maiores impactos vieram de São Paulo (0,6%) e de Minas Gerais (3,3%), seguidos por Santa Catarina (3,3%), Mato Grosso do Sul (5,3%) e Amazonas (3,7%). As principais influências negativas vieram de Pernambuco (-3,1%), Rio de Janeiro (-0,2%), Mato Grosso (-1,7%) e Paraná (-0,4%).

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Setor apresenta terceira alta em quatro meses

Balança comercial do Sul acumula déficit de US$ 4 bilhões no semestre

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

O Sul foi responsável por 16,5% das exportações e por 23,5% das importações entre janeiro e junho

A balança comercial da região Sul apresenta um déficit de US$ 4 bilhões no semestre. A situação era praticamente igual um ano antes: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam tiveram um saldo negativo de US$ 1,8 bilhão. Até junho, foram exportados US$ 26,5 bilhões – avanço de 16,4% em relação ao igual período de 2021, enquanto as importações chegaram a US$ 36,4 bilhões, aumento de 48,1% sobre o mesmo intervalo. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (11) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o mês com saldo positivo de US$ 3,7 bilhões, enquanto o Paraná e Santa Catarina acumularam déficits (confira os números detalhados na tabela abaixo). O Sul, entre janeiro e maio, foi responsável por 16,5% das exportações e por 23,5% das importações brasileiras. Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no trimestre foram carnes de aves e de suínos, soja e tabacp. No sentido inverso, a região importou fertilizantes, cobre e óleos combustíveis.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

UniSuper expande rede em Porto Alegre

Operação vai gerar 60 empregos diretos

Além de funcionar como supermercado, a nova loja vai contar com estacionamento para 68 vagas, uma unidade da cafeteria Forcaffé, rotisseria e padaria próprias

A Rede UniSuper abre ao público a sua nona loja em Porto Alegre nesta quinta-feira (7). Com investimento de R$ 6,8 milhões, a unidade localizada na Avenida Brasil, 1183, consolida a presença da marca na região do 4º Distrito, que já conta com outras três lojas da bandeira. Na operação instalada em um prédio histórico, que já abrigou a fábrica da Alumínios Royal, vão trabalhar 60 pessoas em postos diretos, mas a expectativa é de que, para cada nova oportunidade, outras quatro se agreguem à cadeia, como entregadores, fornecedores e prestadores de serviços.

Além de funcionar como supermercado, a nova loja vai contar com estacionamento para 68 vagas, uma unidade da cafeteria Forcaffé, rotisseria e padaria próprias. Em sintonia com a característica do 4° Distrito, região que reúne empreendimentos voltados ao entretenimento e à gastronomia, a operação também contará com uma beer cave – um freezer climatizado no qual o cliente poderá entrar e se abastecer do produto gelado. “Estamos muito focados em oferecer ainda mais serviço ao cliente, como, por exemplo, refeições rápidas para levar ou serem consumidas no local, frutas frescas e prontas para o consumo, uma linha de queijos especiais e um açougue completo com área de atendimento e autosserviço”, afirma o presidente da Rede UniSuper, Sandro Formenton. “Nosso objetivo é tornar mais prática a vida das pessoas que moram e trabalham nesta região, sendo a melhor escolha quando falamos de conveniência, economia e mix de produtos”, completa.

Planejada para ser uma loja modelo, a operação da Avenida Brasil é o início de um novo momento da marca UniSuper, que se consolidou como rede em agosto do ano passado após um processo de fusão e reorganização societária. Com este movimento, a companhia foi reconhecida no Ranking 2021 da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) na categoria maior crescimento de R$ 500 milhões a R$ 700 milhões.

Operação vai gerar 60 empregos diretos

Mercado financeiro prevê inflação de 7,67% para este ano

Há um mês índice estimado era de 8,5%

A estimativa para a cotação do dólar ao final do ano apresentou alta na comparação com a semana passada, passando de R$ 5,09 para R$ 5,13

Pela segunda semana seguida, o mercado financeiro reduz a expectativa de inflação para 2022. De acordo com o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano deverá ficar em 7,67%. Há uma semana, esse percentual estava em 7,96%; e há quatro semanas, em 8,5%.

O Boletim Focus é uma publicação semanal que reúne a projeção de cerca de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Para 2023, a expectativa de inflação subiu de 5,01% (previsão divulgada na semana passada) para 5,09%. É a 14ª alta seguida. Há quatro semanas o IPCA estava em 4,7%.

Com relação ao PIB, o Boletim Focus desta semana aumentou de 1,51% (projeção divulgada na semana passada) para 1,59% a previsão de crescimento. Há quatro semanas, o cálculo estava em 1,42%.

O mercado financeiro manteve estável em 13,75% ao ano a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, de 2022. Há quatro semanas, a previsão era de 13,25% ao ano para o fechamento do ano.

A estimativa para a cotação do dólar ao final do ano apresentou alta na comparação com a semana passada, passando de R$ 5,09 para R$ 5,13. Há quatro semanas, a previsão era de que a moeda norte-americana fecharia o ano com uma cotação de R$5,01.

Com Agência Brasil

Há um mês índice estimado era de 8,5%

Não acaba quando termina…

…nem começa quando inicia. Assim são os serviços

Um show começa na compra dos ingressos e só termina quando o fã chega em casa

“Você tem de entender que o show não começa quando a banda sobe no palco. O show começa na compra dos ingressos”. A frase é de uma da fã entrevistada pelo UOL em reportagem sobre o pessoal que acampa dias e noites aguardando a abertura dos portões de estádios onde as apresentações de seus artistas favoritos ocorrerão (leia aqui).

A garota pode não ter nenhuma formação em marketing, mas traduziu perfeitamente um de seus conceitos mais importantes: o ciclo de serviços.

Também chamado pomposamente de “momentos da verdade”, ele nada mais é do que a sequência de situações em que o consumidor se envolve quando adquire um serviço qualquer.

No caso do show, há a compra do ingresso, o deslocamento até o local do evento, a espera na fila, a entrada, a apresentação propriamente dita, uma ida ao banheiro ou à copa, a saída e o retorno para casa. No de uma consulta médica, o agendamento telefônico, o estacionamento, a espera na recepção, a interação com o doutor etc. etc. etc.

Cada um desses momentos oferece ao consumidor uma impressão, seja ela positiva, negativa ou neutra. O somatório de todas essas impressões é que constituirá a chamada experiência proporcionada por um serviço.

Nem todos os momentos são de igual importância, claro. A recepcionista pode ser uma antipática, mas não é responsável pelo atendimento mais importante, que é o do médico.

Da mesma forma, nem tudo está sob controle do prestador de serviços. Um médico não pode garantir a qualidade do transporte público que leva ao seu consultório, tampouco o preço do estacionamento que fica ao lado. Mas pode decidir instalar-se em local de fácil acesso ou com farta disponibilidade de vagas para carros, por exemplo, já pensando no conforto dos pacientes.

Independentemente disso, como os momentos diferem bastante entre si e podem todos impactar na experiência do cliente, devem ser avaliados separadamente. “Que nota você daria para a facilidade de agendamento da consulta? E para o tempo de espera? E para o conforto do consultório?”. E culminar sempre na pergunta mais importante: “que nota você daria para a experiência como um todo?”.

Não raras vezes, as notas das partes e do todo divergem bastante, permitindo que o gestor identifique o que é mal avaliado em um serviço que agrada, ou o que satisfaz em um serviço majoritariamente malvisto. Fica mais fácil atacar os problemas desse jeito.

Assim, pode-se acrescentar à frase da abertura do post: o show começa na compra dos ingressos e só termina quando o fã chega em casa. Ou, em outras palavras: serviços iniciam antes de começar, e acabam bem depois de terminar.

…nem começa quando inicia. Assim são os serviços

China e Brasil em 2047: como estarão?

Do ponto de vista da inovação científica e tecnológica, a China já definiu como quer estar em 2050, em seu plano para o setor

Raras cidades e estados do Brasil mantêm relação institucional efetiva com seus equivalentes chineses, e na área acadêmica e de institutos federais não é muito melhor

Título estranho, questão impertinente: daqui a 25 anos, como estarão a China e o Brasil? Em educação, saúde, alimentação, envelhecimento populacional, infraestrutura, desenvolvimento econômico, desigualdade social, preservação ambiental, desenvolvimento científico, tecnológico e em inovação – aspectos decisivos para se comparar a qualidade de vida nos países.

Essa curiosidade, estilo “de volta para o futuro”, surgiu agora porque dia 6 de julho completou 25 anos a publicação da minha primeira matéria sobre a China, no jornal Diário Catarinense, com a manchete “China dobra volume econômico”, na qual informava que, em 1996, o PIB do país alcançara US$ 2,4 trilhões, e naquele ano a produção de grãos atingira 470 milhões de toneladas e a importação 15 milhões de toneladas. E em outro 6 de julho (de 1988) foi assinado o Cbers, convênio de satélites e foguetes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), bastante produtivo e ainda em vigor.

Essa parceria com a China na área espacial permitiu ao Brasil grandes avanços científicos, tecnológicos, em inovação, preservação ambiental, desenvolvimento agropecuário, e no conhecimento e utilização de recursos naturais, graças às imagens geradas pelos satélites do INPE, colocados em órbitas por foguetes chineses – o mais recente ocorreu em 2019, em Taiyuan, na província de Shanxi.

Nesses 25 anos desde a primeira vez que fui lá, o acelerado desenvolvimento chinês em todas as áreas virou notícia várias vezes por dia, e a China, que até 1997 não aparecia entre os dez países maiores importadores do Brasil (comprava menos de 2% do que era exportado), passou em 2009 a maior comprador de produtos agropecuários e maior parceiro comercial do país.

Mas a análise “qualitativa” do comércio entre os dois países revela que, infelizmente, ainda estamos longe do equilíbrio tecnológico necessário ao desenvolvimento industrial brasileiro.

Caminhando para 50 anos de relações diplomáticas (em 2024), raras cidades e estados do Brasil mantêm relação institucional efetiva com seus equivalentes chineses, e na área acadêmica e de institutos federais não é muito melhor – há pouquíssimos estudantes e professores brasileiros na China e chineses no Brasil, em comparação com os Estados Unidos, por exemplo. Preconceito, burocracia, falta de visão estratégica, solução de continuidade, inoperância… tudo conspira para distanciar cada vez mais o desenvolvimento brasileiro do desenvolvimento chinês.

Quando a China conseguiu que os Estados Unidos acabassem com o bloqueio contra o país, em fevereiro de 1979, ela o fez através de um convênio de cooperação em educação, enviando estudantes para fazer pós-graduação. Desde então, a China enviou mais de três milhões de estudantes para os Estados Unidos, de um total superior a cinco milhões de chineses que foram estudar no exterior. Quase quatro milhões de mestres e doutores voltaram para a China nos últimos 25 anos, muitos com vários anos de trabalho nos países onde estudaram e sabendo duas a três línguas.

O Brasil precisa muito ter mais convênios com a China como o Cbers, em todas as áreas do conhecimento, e buscar com urgência cooperação nas duas áreas identificadas como principais fatores limitantes à competitividade brasileira pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em estudo realizado anualmente desde 2010: acesso e custo do capital e infraestrutura de transportes – ferrovias.

É muito difícil imaginar como estarão os dois países em 2047. Do ponto de vista da inovação científica e tecnológica, a China já definiu como quer estar em 2050, em seu plano para o setor, aprovado em 2015 e em andamento na velocidade conhecida – ou mais, agora com 5G e quetais. Nesse plano, a etapa “Made in China 2025” será um susto e tanto para o mundo. Até 2035, a China terá toda a sua indústria (e o agro) no patamar “4.0”. E com a “Iniciativa Cinturão e Rota” (da qual o Brasil não faz parte), o país atingirá nível de conectividade mundial impensável hoje.

Como sonhar não custa, sigo acreditando que chegarei em 2048 ainda escrevendo, conforme previu em 2010 um simpático monge budista no interior da província de Sichuan.

Do ponto de vista da inovação científica e tecnológica, a China já definiu como quer estar em 2050, em seu plano para o setor

Unicórnio curitibano é uma das 20 empresas mais inovadoras do país

Integrante do Tecnoparque, startup Olist é o terceiro unicórnio da capital paranaense

A Olist oferece serviços de e-commerce para colocar pequenos vendedores em grandes vitrines online, como Mercado Livre, Americanas.com e Submarino

A Olist, empresa que oferece serviços de e-commerce para colocar pequenos vendedores em grandes vitrines online, como Mercado Livre, Americanas.com e Submarino, e que no ano passado se tornou unicórnio curitibano, denominação dada às empresas de tecnologia avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão, figurou em uma lista que apontou as 20 empresas mais inovadoras do país. A Olist também é integrante do programa Tecnoparque da prefeitura e Vale do Pinhão, desde 2019.

O estudo é da versão brasileira da Technology Review, plataforma de conteúdo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Esta é a primeira análise de inovação realizada com empresas brasileiras. “A iniciativa tem o objetivo de desenvolver a cultura de tecnologia e inovação do universo corporativo brasileiro. Queremos amadurecer este cenário, destacando as boas iniciativas e apresentando relatórios com possíveis caminhos de melhoria”, afirma André Miceli, CEO da MIT Technology Review e coordenador da pesquisa.

Além da Olist, as outras 19 empresas da lista de acordo com a publicação foram: Ambev; Braskem; C&A; Banco Carrefour; Cisco; Conexa Saúde; G4 Educação; Generali; Hospital Albert Einstein; iFood; Movida; Nestlé; Omnify; Reserva; SAS; Siemens; Tecban; Vibra Energia e Wemobi. As companhias são divulgadas em ordem alfabética e não há um ranking entre elas. Destacaram-se os segmentos de varejo e consumo, que emplacaram cinco empresas e na sequência os setores de tecnologia e telecom, empatado com finanças e seguros, ambos com três companhias.

O CEO e fundador do Olist, Tiago Dalvi, destacou a importância do reconhecimento da empresa. “Receber a medalha do MIT Innovative Workplace é o reconhecimento de toda a inovação que estamos criando no Olist a cada dia e com a missão de empoderar os pequenos e médios varejistas a vender mais está gerando resultados reais. Tudo isso é fruto do trabalho e esforço de um time de experts, locais e remotos em diferentes cantos do país, que conseguem levar nossas soluções para ainda mais gente todos os dias. Estamos muito orgulhosos e ainda mais inspirados e motivados em continuar a transformação que estamos promovendo no e-commerce brasileiro”, comemora.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, afirma que o Olist é uma inspiração para outras empresas da capital. “O unicórnio é um símbolo da força das empresas que geram tecnologia, eficiência, inovação e empregos no Vale do Pinhão”, justifica ela. A presidente da Agência Curitiba lembra ainda que o Olist foi parceiro do município para oferecer soluções que apoiassem, no momento mais crítico da pandemia, as atividades econômicas e permitissem a transformação digital dos negócios. “A prefeitura e o Olist se uniram para ajudar os empresários, feirantes e artesãos a criar uma feira virtual, onde os empreendedores pudessem expor seus produtos e vender diretamente aos clientes”, salienta Cris.

Tecnoparque
Desde 2019, o Olist integra o Tecnoparque, programa de fomento da Prefeitura que oferece redução de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS) a empresas que investem em tecnologia e inovação na capital. A MadeiraMadeira também recebe o benefício do município. O Tecnoparque é vinculado à Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

O Tecnoparque foi relançado pelo prefeito Rafael Greca em 2018 e, atualmente, 99 empresas são beneficiadas pelo programa, que geram 15,6 mil empregos e faturam R$ 5,7 bilhões. “O Tecnoparque é uma importante ferramenta de política pública do município para impulsionar o crescimento das empresas, do mercado e do giro da economia”, acrescenta Cris. Além de Olist e MadeiraMadeira também estão vinculadas ao Tecnoparque empresas curitibanas como Positivo, Pelissari, Seccional, Contabilizei, Hi Technologies, Checkmob, Juno, Bcredi e James Delivery.

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